domingo, 28 de junho de 2009

Golpe militar em Honduras

A reação internacional ao golpe militar em Honduras em 2009 foi extremamente negativa. Todas as nações das Américas, a União Europeia condenaram publicamente a remoção forçada do presidente de Honduras Manuel Zelaya pelo Exército; muitos se referiram à ação como um golpe de estado. 

Dez países da América Latina, assim como todos os países-membros da União Europeia concordaram em retirar seus embaixadores de Honduras até que Zelaya volte ao poder. 

A Venezuela suspendeu o envio de petróleo ao país e os vizinhos de Honduras — El Salvador, Guatemala e Nicarágua — suspenderam o comércio por terra por 48 horas. O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento pausaram seus empréstimos ao país.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que "acreditamos que o golpe não foi legal e que Zelaya continua sendo o presidente de Honduras". Dentre as reações mais fortes, estava a do presidente venezuelano Hugo Chávez, que prometeu derrubar o novo governo. 

Organismos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos, a Alternativa Bolivariana para as Américas, o Mercosul, a União de Nações Sul-Americanas e a Organização das Nações Unidas também condenaram a ação. A ONU aprovou uma resolução no dia 30 de junho condenando o golpe e pedindo a seus 192 Estados-membros que não reconheçam nenhum governo que não seja liderado por Zelaya.

Assim sendo, nenhuma nação declarou apoio às ações militares em Honduras nem reconheceu o novo presidente. Representantes do presidente interino Roberto Micheletti disseram que o novo governo tinha recebido o apoio de Israel e Taiwan, mas os governos destes países negaram de forma veemente. Em 4 de julho, Honduras foi suspensa da OEA por 33 votos de 34 possíveis.

Saiba mais: Golpe militar em Honduras em 2009 (fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre)

Nenhum comentário: