sábado, 31 de julho de 2010

A Nature by Numbers

Um curta-metragem inspirado em Números, Geometria e Natureza. Uma realização da etereaestudios.com, visite o site deles se você está quiser mais informações da a teoria por trás do filme (Fibonacci, Golden Ratio, Delaunay, Voronoi...), e veja tambem screenshots mostrando a produção em andamento. Há lotes de materiais de formação livre e oficinas 3D. Conceito e imagens de Cristóban Vila. Música: "Often a Bird" de Wim Martens.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

10 Estratégias de Manipulação Midiática ☀ Chomsky



O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A Estratégia da Distração:

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais.” (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2- Criar Problemas, Depois Oferecer Soluções:

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A Estratégia da Gradação:

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A Estratégia do Deferido:

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- Dirigir-se ao Público como à Crianças de Baixa Idade:

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos a debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade. (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).


6- Utilizar o Aspecto Emocional Muito Mais do Que a Reflexão:

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- Manter o Público na Ignorância e na Mediocridade:

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores”. (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”.

8- Estimular o Público a ser Complacente na Mediocridade:

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...

9- Reforçar a Revolta pela Autoculpabilidade:

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- Conhecer Melhor os Indivíduos do Que Eles Mesmos se Conhecem:

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público, e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças a biologia, a neurobiologia e a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologica. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si proprio. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Comentário:

Agora reflita, tire suas próprias conclusões e comece a tomar atitude. Aja! Deixar as coisas continuarem indo como estão, por comodidade, vai acabar gerando ainda mais problemas para você mesmo. 

Sua principal ferramenta para as mudanças é o voto, então escolha direito seus candidatos e canditas. Precisamos de gente séria, honesta, incorruptível e realmente comprometida com o interesse do público, e não com o “interesse público”. 

Primeiro acorde, depois desperte seus familiares, então parta para acordar seus irmãos e irmãs de jornada deste sono profundo que a programação midiática alimenta. Seus filhos, filhas, netos e netas contam com você! E o pulso ainda pulsa...


quinta-feira, 29 de julho de 2010

O que a televisão faz com o nosso cérebro




Não acredito que existe uma conspiração mundial ou 'illuminatis' tentando manter o domínio sobre a Terra. Acredito sim que vivemos em uma programação mental, consumista, cômoda, da qual a humanidade começa a despertar através do Consciente Coletivo. As armadilhas mentais são muitas! Os vilões reais são os que ganham dinheiro negociando papéis, seviciando midiáticamente e ganhando bilhões enquanto à maioria falta o básico, ou mesmo, apenas dinheiro para pagar as contas no final do mês sem ter que recorrer a empréstimos e pagar juros.

É o sistema financeiro mundial, jurássico, o grande vilão. Seus operadores encontram-se também dopados pela mesma programação, na qual 'veludo e asfalto' são prioridades. Entretanto vale a pena ver esse vídeo, porque relmente, assistindo televisão demais seu cerébro irá ficar como um pedaço de queijo, pronto para ser devorado. Enquanto isso poucas pessoas passeiam em seus iates e aviões particulares, tomam champanhe Cristal e comem caviar Beluga, com a TV desligada e as cusatas do sofrimento de milhões e milhões de pessoas, inclusive o seu e o meu. Pense nisso e tire suas próprias conclusões!


Toda verdade passa por três fases. Primeiro, é ridicularizada. Segundo, é violentamente atacada. Terceiro, é aceita como evidente~Schopenhauer

terça-feira, 27 de julho de 2010

O Ponto de Mutação "Mindwalk"

Já experimentou assistir um filme inteiro na internet? É ótimo, a gente pode parar, voltar, adiantar, pausar, ver novamente a qualquer hora e mais facilmente. Não precisamos guardar um DVD ou manejá-lo, nem espaço de armazenamento no disco rígido é necessário, pois a mídia é online. É o futuro da televisão, que em breve estará também no seu telefone celular.

Que tal começar esta experiência agora mesmo? Inauguro as postagens sobre cinema, neste blog, com um clássico, que leva ao autoconhecimento. A dica é o filme O Ponto de Mutação "Mindwalk".

Além do entretenimento, assistindo ao filme desta postagem, agregamos valor ao maior capital que possuímos, que é o capital do conhecimento. O título em português, "O Ponto de Mutação", nome também do livro que deu origem ao filme, foi extraído de um hexagrama do I Ching. Na história é comparado o pensamento cartesiano ao paradigma emergente no século XX. O primeiro é reducionista e modelo para o método científico desenvolvido nos últimos séculos. O segundo, holístico ou sistêmico, vê o todo como indissociável; o estudo das partes não permite conhecer o funcionamento do organismo. As comparações são feitas em vários campos da cultura ocidental atual, como a medicina, a biologia, a psicologia e a economia.

A imagem não é das mais perfeitas, pois muito provavelmente deve ter sido digitalizada através de original em VHS (vídeo tape). Entretanto é um filme que todas as pessoas deveriam assistir, realmente genial. A versão abaixo está legendada em português do Brasil e o som está perfeito. Existem cópias também no YouTube, porém todas divididas nos 10 míseros minutos que eles disponibilizam, ou menos, o que torna tarefa difícil, assitir um longa metragem através daquela rede social  de compartilhamento de vídeos. A versão que encontrei está disponível no Google videos, que apesar de desativado para upload, conservou seu acervo online disponível. Assista e compartilhe você também, é arte que abre a mente pessoal! As imagens aqui do post peguei no blog do maestro Lincoln Castro, que também é o autor dos comentários sobre o filme. Tenham todos uma boa e inspiradora sessão de cinema na internet!

Sinopse

Um político estadunidense (Jack Edwards, interpretado por Sam Waterston) vai à França visitar um velho amigo poeta (Thomas Harriman, interpretado por John Heard). Lá, conhecem uma cientista (Sonia Hoffman, interpretada por Liv Ullman) e, juntos, tecem uma profunda discussão sobre questões existenciais. Filme baseado na obra "The Turning Point" (O ponto de Mutação), de Fritjof Capra. Diração: Bernt Amadeus Capra. Duração: 1:50:45. Ano: 1990.

Trilha sonora de Philip Glass

Comentários

O filme cria uma comparação entre o pensamento cartesiano com o paradigma emergente no Século XX. O pensamento cartesiano é o modelo utilizado para o método científico desenvolvido nos últimos séculos, e o paradigma emergente, ou pensamento holístico, vê o todo como indissociável e que o estudo das partes não permite conhecer o funcionamento do organismo.

Os três personagens principais são uma cientista, um poeta e um político. O político tem uma visão mais fechada, um pensamento mais linear e, durante o filme, a cientista tenta, com a ajuda do poeta, fazer com que o político consiga abrir os olhos e conceber o mundo com uma visão mais aberta.

Durante o filme a cientista apresenta a necessidade de se perceber o mundo diferente e que essa crise da percepção seria a causa de muitos dos problemas atuais. A mudança de um sistema cartesiano para o “ecological thinking” (visão holística) representa justamente o entrave que a humanidade está enfrentando.

Cada personagem passa por um drama particular na história. A cientista perdeu a fé no verdadeiro sentido de sua profissão ao se dar conta de que seu trabalho era pervertido pelo governo, e resolve se mudar e isolar do mundo e de todos, incluindo a filha adolescente que mora com ela. O poeta se decepcionou com a vida nos Estados Unidos como assessor de imprensa do político e resolver se afastar. O político perdeu a eleição para presidente dos Estados Unidos e, apesar de não ter consciência do porquê, percebe que existe uma necessidade de se reavaliar e reestruturar.

O castelo, onde o filme é ambientado, pode ser encarado com uma metáfora ao isolamento da cientista. Apesar de todo dia se isolar e afastar, a maré sobe e lhe abraça, mostrando que todos esses sistemas estão unificados, de que nós também fazemos parte, e que não podemos nunca nos isolar completamente.

No final, o político, apesar de não conseguir fugir muito do seu raciocínio prático e cartesiano, percebe o valor do discurso apresentado pela cientista e considera incorporá-la a sua equipe, mas ela nega pois continua a acreditar que precisa repensar a sua vida.

O poeta então declama um poema de Pablo Neruda, resumindo toda a crise de percepção e a necessidade de não apenas observar os detalhes, mas também perceber as relações e encontrar nós mesmos. Estas palavras do poeta influenciam a cientista a se aproximar mais da filha, criando uma visão (uma metáfora) otimista de que a humanidade poderá um dia superar a visão cartesiana para criar uma maior integração e uma nova percepção sobre a ciência, percepção esta no filme chamada de “ecological thinking”.

domingo, 25 de julho de 2010

Que tal ter seu BlackBerry® no relógio?

Liberte suas mãos! Receba agora mensagens e alertas direto em seu pulso, com o inPulse Smartwatch para BlackBerry®

O inPulse® é o acessório perfeito para o smartphone BlackBerry® - é um relógio que se conecta sem fio ao seu telefone por Bluetooth®, alertando-o imediatamente para e-mails recebidos, SMS e chamadas. O inPulse amplia a funcionalidade de seu BlackBerry, portanto, quando você estiver com as mão ocupadas você pode verificar seu telefone através do inPulse, ao invés de se atrapalhar ao ter que usar o telefone.

Mensagens em um olhar

Usando seu inPulse, através de apenas um discreto olhar para seu pulso, você pode verificar e-mails recebidos recentemente e mensagens SMS. As mensagens que chegarem ao seu aparelho serão enviadas diretamente para o seu inPulse. Em vez de tirar o telefone do bolso, para ler os textos, basta manter um olho em seu inPulse.

Chamadas

Nunca mais perca uma chamada importante porque você não ouviu o telefone tocar ou não pôde sentir a vibração. O inPulse possui um motor de vibração que o alerta imediatamente para chamadas recebidas. Olhar para seu inPulse e veja rapidamente quem está chamando.

Sempre ligado

Usando o inPulse você ficará sempre conectado, memso que suas mãos estejam ocupadas, ou se o seu telefone estiver guardado em sua mochila ou bolsa.

Exclusividade com agilidade

Inpulse possui uma interface elegante, com um botão de interação. Ele pega informações importantes como, identificador de chamadas, mensagens de texto, títulos de e-mail, alertas de calendário e as exibe em uma cor de seu ecrã OLED. A caixa do relógio é trabalhada a partir de materiais de alta qualidade e está equipada com uma pulseira personalizada.


Customização

inPulse é provavelmente o relógio mais customizável do mundo. Em vez de definir a hora do seu relógio, ele pega a hora certa diretamente do seu smartphone BlackBerry. Além de outras definições, como alarmes e timers personalizados; bem como os horários do despertador e os filtros de mensagens, podem ser facilmente modificados usando a tela grande e o teclado do seu telefone celular.

Se quiser receber newsletter sobre o inPulse, acesse: http://www.getinpulse.com/mailinglist

Fonte: Allerta Inc.: http://www.getinpulse.com/ - © 2009 - Todos os direitos reservados

sábado, 24 de julho de 2010

As leis sem-fim e as eleições, por mais ética e menos leis

Entre a primeira e a segunda guerra mundial surgiu a primeira lei de proteção aos animais, que proibia inclusive a manutenção de peixes em aquários pequenos. A lei foi aprovada 24 de novembro de 1933, na Alemanha. Em seu primeiro parágrafo, seção I, dizia:

"É proibido torturar desnecessariamente um animal ou maltratá-lo sem preparativos. Tortura um animal aquele que provoca nele fortes dores ou sofrimentos duradouros ou repetitivos, desnecessário é a tortura quando ela não atende um motivo justo."

Uma bela iniciativa não acham? Pois é, mas sabem que a criou? Foi o maior criminoso de guerra da história, Adolf Hitler. Ele amava sua cadela blondi e seu cúplice, Hermann Göring, que não tinha nada mais urgente para fazer na época e redigiu um decreto contra a visseração em animais:


"Para as pessoas alemãs, os animais não são apenas seres vivos no sentido orgânico, mas criaturas que possuem sentimentos próprios, que sentem dor, alegria, lealdade e dependência."


Hoje, quase 80 anos depois, querem proibir aqui no Brasil palmadinha na bunda de criança arteira, que nunca foi proibido, e ao mesmo tempo permitir derrubada de florestas em áreas de preservação, que é proibido. Estão reformando o código florestal, a favor do agronegócio, voraz e insustentável, e contra a riquíssima biodiversidade brasileira. Querem regular a internet com o Marco Civil e estão revendo a Lei de Direitos Autorais, tornando compartilhamento de mp3, ou uma simples cópia de segurança, que você venha a fazer de um CD ou DVD, que você comprou na loja, crime. Tem Lei Seca, lei que proíbe fumar em bares, que proíbe jogo, lei que obriga cachorro a usar focinheira, lei que proíbe você de levar seus próprios filhos, no seu carro particular, sem uma cadeirinha de neném... Leis, leis e mais leis... todo dia inventam uma nova. Como se todos fossemos loucos, irresponsáveis, criminosos.

No Brasil somos abordados pela polícia e parados em blitz como se isso fosse uma coisa normal. Ao mesmo tempo são criados milhares e milhares de novos cargos públicos, pessoas são nomeadas e pagas, com o nosso dinheiro, muitas para fazer cumprir estas leis, outras para fazer novas leis, e um grupo que nada faz, só recebe. A própria imprensa já comenta largamente que existem tantas leis que algumas pegam, outras não. Pois é! No Brasil existe até isso, lei que não pega.

Está na hora de fazermos um reflexão sobre a equidade e efetividade do sistema jurídico-legal brasileiro. São tantas normas de caráter abstrato, genérico, de observância obrigatória e institucionalmente reconhecidas; ou seja, o conceito de Lei, latu sensu, que não existe sequer um estudo preciso, sobre o número de leis existentes no Brasil. Fato lamentável, pois, além de interessante, o tema é inegavelmente importante.

Estima-se que no Brasil existam dez milhões! de normas de caráter cogente, incluídas nesta estimativa todas os níveis hierárquicos normativos, da Constituição Federal às Normas Infraconstitucionais Federais, Constituições Estaduais, Normas Legais Estaduais, Decretos, Regulamentos, Portarias, Instruções e Pareceres Normativos, Ordens de Serviço e etc, etc e etc... É um sem-fim de leis, normas, decretos, portarias, regulamentos etc. Hoje é quase que impossível manter um número atualizado das normas legais, já que diariamente muitas novas leis são criadas, considerando aí normas de todos os níveis: Federal, Estadual e Municipal.

É um problema cultural, pois nossa cultura jurídica nos induz a imaginar que a segurança jurídica se faz a partir do estabelecimento de normas escritas, como se isso impusesse maior caráter de obrigatoriedade à normatização legal desejada, o que, no fundo, não passa de pseudo-segurança. Se continuar assim , daqui há alguns anos, arrisca quem soltar um peido em ambiente fechado ser multado ou se seu cachorrinho defecar na rua você ser preso... Tem coisas que a gente não faz, porque sabe que é errado fazer, não precisa de lei lhe dizer isso, pra obrigar, vigiar, punir, é questão de educação. Esta é a solução, prevenção, esclarecimento, a repressão só deveria existir em último caso, isso sim seria ético.

Está tudo errado mesmo... mas a raiz do problema não está na sociedade civil. A questão cultural sim faz boa parte desta sociedade gerar problema, pois por ignorância e falta de instrução acabam escolhendo representantes desqualificados, e acabam desta forma elegendo seus próprios algozes. Vamos isolar estes déspotas, hipócritas e demagogos(as)! Como? Simples, não os reelegendo nas próximas eleições. É hora de aproveitar as eleições e promover uma renovação geral dos políticos brasileiros. Crivo das urnas neles!

Na hora de escolher seu candidato pense primeiro uma coisa: Se até para concurso público de gari é exigida uma escolaridade mínima, no caso 2º grau completo. Qual o grau de instrução você acha que deve ter um político, que vai fazer ainda mais leis que vão lhes afetar diretamente? Ficha suja, processo na justiça, não vote nestes, até que provem ou não sua inocência. Multado muitas vezes pelo TRE, desconfie, não vote neste também. Usa e abusa do poder econômico ou da máquina pública para campanha política, repudie. Os autores de muitas leis também, desconfie, um bom político deve rever antes as milhares de normas já existentes, antes de criar novas apenas para que seu nome conste na autoria. O que precisamos e de mais ética e menos leis!

Quem manda é o eleitor, somos nós que escolhemos os governantes e parlamentares, eles são nossos empregados e devem nos representar de maneira transparente, com ética e seriedade. Ou então rua! Afinal se você não agrada seu patrão, não com puxa-saquismo, mas sim com trabalho levado a sério, ele lhe demite, não é mesmo? O puxa-saco da política é o populista, que puxa o saco do eleitor pra se eleger. Chega de dar uma martelada no crivo e outra na ferradura gente! Está na hora de mudar pra valer! Não é só o nosso futuro que está em jogo, é o futuro das próximas gerações que está em nossas mãos. O futuro do Planeta!

E quanto a lei de proteção aos animais, é simples, se você vai ter um bicho de estimação, tenha porque gosta dele, se não é melhor nem ter... A consciência é mais poderosa que qualquer lei terrena, pois através dela é a verdadeira Lei que fala mais alto. Muitas leis como esta são feitas por pessoas que não dão o mínimo valor à vida humana. Você acha que a maioria das pessoas que cria este tipo de lei se importa realmente com a vida animal? Ou será que o objetivo não é o de sensibilizar as pessoas que gostam verdadeiramente de animais, e assim conquistá-las? Lembre o caso de Hitler, e Göring, e depois tire suas própria conclusões.
"Quanto mais corrupta é a República, maior é o número de leis" ~ Públio Tácito (55 - 120 d.C.), historiador romano.

Referências:
http://www.inacreditavel.com.br/novo/mostrar_artigo.asp?id=575 - http://forum.jus.uol.com.br/ - http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei http://coisasdecasados.blogspot.com/2010/07/fames-magistra.html

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Condição Humana




Resenha do livro “A Condição Humana” de Hannah Arendt ¹, por Thiago Rodrigues Braga ²

Ao começar sua obra, “A condição humana”, Hannah Arendt alerta: condição humana não é a mesma coisa que natureza humana. A condição humana diz respeito às formas de vida que o homem impõe a si mesmo para sobreviver. 

São condições que tendem a suprir a existência do homem. As condições variam de acordo com o lugar e o momento histórico do qual o homem é parte. Nesse sentido todos os homens são condicionados, até mesmo aqueles que condicionam o comportamento de outros tornam-se condicionados pelo próprio movimento de condicionar. Sendo assim, somos condicionados por duas maneiras:

1. Pelos nossos próprios atos, aquilo que pensamos, nossos sentimentos, em suma os aspectos internos do condicionamento

2. Pelo contexto histórico que vivemos, a cultura, os amigos, a família; são os elementos externos do condicionamento.

Hannah Arendt organiza, sistematiza, a condição humana em três aspectos:

• Labor
• Trabalho
• Ação

O “labor” é processo biológico necessário para a sobrevivência do indivíduo e da espécie humana. O “trabalho” é atividade de transformar coisas naturais em coisas artificias, por exemplo, retiramos madeira da árvore para construir casas, camas, armários, objetos em geral. Para a autora o trabalho não é intrínseco, constitutivo, da espécie humana, em outras palavras, o trabalho não é a essência do homem.

O trabalho é uma atividade que o homem impôs à sua própria espécie, ou seja, é o resultado de um processo cultural. O trabalho não é ontológico como imaginado por Marx. Por último a “ação”. A ação é a necessidade do homem em viver entre seus semelhantes, sua natureza é eminentemente social. O homem quando nasce precisa de cuidados, precisa aprender e apreender, para sobreviver. Qualquer criança recém nascida abandonada no mato morrerá em questão de horas. Por isso dizemos que assim como outros animais o homem é um animal doméstico, porque precisa aprender e apreender para sobreviver. A mesma coisa não acontece com aqueles animais que ao nascer já conseguem sobreviver por conta própria, sem ajuda. A qualidade da ação supõe seu caráter social ou como escreve Hannah, sua pluralidade.

Tanto ação, labor e trabalho estão relacionados com o conceito de “Vita Activa”. Para os antigos, a “Vita Activa” é ocupação, inquietude, desassossego. O homem, no sentido dado pelos gregos antigos, só é capaz de tornar-se homem quando se distancia da “vida activa” e se aproxima da vida reflexiva, contemplativa. É justamente nessa visão de mundo grega que os escravos não são considerados homens. O escravo ao ocupar a maior parte de seu tempo em tarefas que visam somente à sobrevivência de si e de outros, é destituído do conceito grego de homem, mas por outro lado ele não deixa de ser humano. Portanto, dentro dessa lógica só é homem aquele que tem tempo para pensar, refletir, contemplar.

Nietzsche afirma em seu “Humano, desmasiado humano” que, aquele que não reserva, pelo menos, ¾ do dia para si é um escravo. A base disso encontramos em Sócrates: se é apenas para comer, dormir, fazer sexo, que o homem existe, então, ele não é homem, é um animal. Pois assim era visto o escravo: um animal. Um animal necessário para à formação de “homens”. É muito importante salientar que a escravidão da Grécia antiga é bem diferente da escravidão dos tempos modernos. Pois, na era moderna a escravidão é um meio de baratear a mão-de-obra, e assim, conseguir maior lucro. Na antiguidade a escravidão é um meio de permitir que alguns, por exemplos, os filósofos, tivessem o controle do corpo, das necessidades biológicas; a temperança. Para os gregos, a escravidão, do ponto de vista de quem se beneficia dela, - os próprios filósofos da época - salva o homem de sua própria animalidade, e não lhe prende às tarefas pragmáticas. A dignidade humana só é conquistada através da vida contemplativa, reflexiva: uma vida sem compromisso com fins pragmáticos.

A religião cristã toma emprestado a concepção de mundo grega, e vulgariza a dignidade humana. Agora qualquer indivíduo pode, e deve viver, uma vida contemplativa. Enquanto na Grécia antiga a vida contemplativa era destinada aos filósofos, no cristianismo ela é destinada a todos. Essa é única forma que o cristianismo encontra para convencer os homens a rezar.

Hannah Arendt identifica três forma dicotômicas de trabalho:

• improdutivo e produtivo
• qualificado e não qualificado
• intelectual e manual

Como a intenção da autora é mostrar a fraqueza do pensamento de Karl Marx, ela diz que o conceito de trabalho usado por Marx, é um conceito comum de sua época: trabalho é trabalho produtivo. Segundo a autora esse conceito de trabalho produtivo, isto é, trabalho que produz objetos, matéria; eclodiu das mãos dos fisiocratas. A escolha de Marx pelo uso do termo trabalho como trabalho que produz, que gera, que cria, estava em moda na época.

Na imagem os dizeres no portão do campo de prisioneiros de Auschwitz: "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta/work brings freedom)

Com o avanço do processo de industrialização haveria de designar algum nome para todo
aquele trabalho que não estava ligado ao trabalho industrial, daí nasceu o trabalho intelectual em contraposição ao trabalho manual. Tanto um como outro, faz uso das mãos, quando colocados em prática. O intelectual precisa das mãos para escrever seu pensamento. Nesse sentido o trabalho intelectual também é trabalho manual. É dessa forma que o trabalho intelectual é integrado dentro do conceito “trabalho” da revolução industrial. A ideologia que atravessa os tempos modernos é a seguinte: Qualquer coisa que se faça tem que ser necessariamente produtivo, tudo deve ser transformado em mercadoria, ou seja, o valor de troca tem a última palavra.

Qual é o caráter objetivo implícito do conceito “força de trabalho” em Marx? Compreende que todos tem a mesma força de trabalho, até mesmo aqueles que são fisicamente mais fracos. Assim, Marx consegue formar o conceito de “valor de troca”, tempo de trabalho necessário dispendido para produzir um objeto. Necessário para quem? Para todos. Se o tempo médio da produção de um sapato é 6 horas, todos os trabalhadores devem se adequar. 


Marx não explica como ele consegue calcular o tempo médio abstrato, o tempo social? Portanto, ele, pressupõe que todos devem ter a mesma força de trabalho, e desconsidera as diferenças subjetivas. É obvio que uma criança não tem a mesma força de trabalho de um adulto, nem o deficiente físico terá a mesma força, sem falar nas diferenças mais minuciosas. Em suma, Marx pensava que todos devem ter a capacidade de produzir um mesmo objeto num tanto “x” de horas. E é isso que será exigido pelos proprietários dos meios de produção.

A força de trabalho é aquilo que o homem possui por natureza, só cessa com a morte. Diferente do produto, a força de trabalho não acaba quando o produto termina de ser produzido. Portanto, a força de trabalho é aquilo que Hannah Arendt entende por “labor”. “O labor não deixa atrás de si vestígio permanente”. (101, Arendt)

Arendt dá alguns exemplos que nos pode ajudar entender o conceito de labor. Qual é a diferença entre um pão e uma mesa? A mesa pode durar anos e o pão dura, como muito, dois dias. O trabalho é força gasta para produzir a mesa. O labor é a força dispendida para produzir o pão. Mesa: objeto material produzido para o uso cotidiano e ocupa lugar no espaço. Pão: elemento material produzido para à sobrevivência de seres vivos e não ocupa lugar no espaço, visto que durante a digestão o pão é transformado em energia do corpo.

“O que os bens de consumo são para a vida humana, os objetos de uso são para o mundo do homem”.(Arendt) O bem de consumo é o pão e o objeto de uso é a mesa. O primeiro permite a vida; o segundo é necessário aos relacionamentos humanos. Em suma, o homem se torna dependente daquilo que que produz. E para a autora, torna-se dependente é torna-se condicionado. Daí encontramos a justificativa do nome do livro: “A condição humana”. Quais são as condições que o homem se impõe e se submete para permanecer em sociedade, para viver em coletividade? Se fossemos analisar essa questão mais pormenorizadamente teriamos necessariamente de falar sobre auto-repressão do prazer, aquilo que Freud chama de controle do superego sobre o id. Mas não podemos esquecer que o nosso fim neste trabalho é perscrutar alguns aspectos e vertentes que o trabalho tem na obra da escritora alemã.

Sendo assim, como entender uma realidade que tem como pedra de toque o que chamamos trabalho? Para que o mundo dê curso à vida é preciso transformar o abstrato em matéria, o impalpável no papável. Isso é uma necessidade humana. Sociedades ocidentais e não-ocidentais( tribais) realizam esse processo de maneiras diferentes. Na primeira, existe o valor de troca, na segunda, não há valor de troca. A palavra trabalho é um termo, conceito, ocidental que é constitutivo do capitalismo, das sociedades ocidentalizadas. E este conceito não pode ser aplicado nas sociedades não ocidentalizadas, onde o capitalismo não existe. Portanto, não faz sentido dizer que os índios trabalham. Eles não trabalham, apenas realizam atividades.

Estamos num ponto delicado do nosso trabalho. Um ponto que é ignorado por grande parte de estudiosos das ciências. A afirmação: os índios não trabalham, não quer dizer que eles são preguiçosos, quer dizer que eles não produzem valor de troca, portanto, não realizam trabalho. Quando Marx pensa que o trabalho pode ser constitutivo do homem, ele não está usando como pressuposto o conceito valor de troca. E, é importante entender isso, porque esse foi o lugar onde ele foi mais mal interpretado. Peço que esqueçam do conceito valor de troca por um momento.

Vamos imaginar aquela velha estória do homem que se encontra isolado, sozinho numa ilha. Ele quer encontrar alguma forma para sair da ilha. E para isso ele deverá construir um barco, irá trabalhar. Antes de construir o barco o homem tem a idéia do que seja um barco, isto é, ele já viu um barco pelo contato direto. Ao ver um barco pela primeira vez, ele forma o conceito de barco. Então, imagina um barco, cria a imagem na mente, para depois construí-lo. A construção do barco dependente necessariamente do conceito barco. 

Esse exercício de imaginar e depois construir é próprio do ser humano, e, é nesse sentido que Marx diz que o homem é o único animal que trabalha. O homem imagina e depois faz. Se acrescentamos o valor de troca, temos o trabalho capitalista. O trabalhador da fábrica sabe de antemão qual objeto irá produzir, sabe para que será usado. Todo objeto antes de ser construído tem sua finalidade, sua utilidade.

Nesse aspecto entre o meio(recurso usado para obter um fim) e o fim, temos a distinção entre objeto e instrumento. O instrumento é usado para produzir o objeto, por exemplo, o alicate é usado na produção de automóveis. Uma vez acabada a produção do automóvel, este serve como meio de transporte. A princípio temos o automóvel como fim, e num segundo momento temos o automóvel como meio. Ele é um fim em relação ao alicate, e depois, é um meio em relação ao homem. Se em relação ao alicate temos um objeto, em relação ao homem temos um instrumento. É nesse sentido que Arendt fala que existe um processo circular entre meio e fim, instrumento e objeto; em que todo fim se torna meio e todo meio se torna fim. Assim nos explica Hannah Arendt: “Num mundo estritamente utilitário, todos os fins tendem a ser de curta duração e a transformar-se em meios para outros fins.” (Arendt, 167)

Nenhum instrumento é produzido a bel-prazer, é produzido para atender ao tipo de objeto desejado. O que realmente importa ao empregador é o objeto final acabado, o instrumento é apenas o meio. Por isso dizemos que os meios de produção são instrumentos usados para gerar mais-valia. Usados por quem? Pelo trabalhador assalariado. Quando o assalariado não percebe que o uso que ele faz do instrumento, -seu trabalho-, gera mais- valia, dizemos que ele se encontra num estado de alienação.

Vamos voltar um pouco na distinção entre trabalho e labor. Já foi dito que o labor é trabalho gasto para produção de alimentos. Portanto, é o que mantem a saúde do indivíduo. Só assim ele poderá trabalhar. Nesse aspecto o labor é pré-requisito do trabalho. O que quer dizer isso? Não é possível, (dentro dos termos de Arendt), existir trabalho sem labor, ainda que seja possível o inverso. Ao passo que o labor produz a matéria para incorporá-la ao organismo, o trabalho a produz para que esta seja usada na produção de outros objetos e na materialização do abstrato (exemplo, colocar no papel uma idéia).

Uma outra distinção entre trabalho e labor consiste em que, enquanto o labor exige o consumo rápido ou imediato, o trabalho não. A lógica do trabalho é a durabilidade dos objetos. Sua durabilidade permite a acumulação e estoque dos objetos.

✧☪♡⊹✩☀☪*¨☼*⊹•.¸¸☆

1 - Hannah Arendt (Hanôver, 14 de Outubro de 1906 —  Nova Iorque, 4 de Dezembro de 1975) foi uma teórica política alemã, muitas vezes descrita como filósofa, apesar de ter recusado essa designação. Emigrou para os Estados Unidos durante a ascensão do nazismo na Alemanha e tem como sua magnum opus o livro "Origens do Totalitarismo".  (wikipédia)
2 - Thiago Rodrigues Braga é estudante de Ciências humanas da Universidade Federal de Goiás. Seu maior interese atravessa a antropologia, filosofia e literatura. Atualmente se preocupa em entender a ideologia da literatura ocidental. Por que toda a literatura ocidental é centrada nos autores europeus e norte-americanos enquanto os latino-americanos e africanos permanecem marginalizados? Qual a razão que explica tal negligência?



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Energia Geotérmica ♨ Usinas Elétricas Geotérmicas

Hoje a grande parte da energia elétrica disponível para consumo é proveniente da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral. A fonte limpa mais utilizada e mundialmente difundida hoje é a energia hidrelétrica, que apesar de limpa requer a construção de barragens, que inundam vastas áreas de terra. A energia eólica, bem como a energia solar, vem se mostrando como saídas ecológicas e sustentáveis para substituição dos combustíveis fósseis, altamente poluentes. O Sol é fonte inesgotável de energia, entretanto o custo das baterias, para armazenamento da energia produzida, é altíssimo. Acho que a energia geotérmica pode ser a solução definitiva. Fonte inesgotável, limpa e não sujeita a intempéries, pode gerar energia 24 horas por dia. Entretanto, antes, alguns problemas precisam ser solucionados.

Nas imagens, usinas geotérmicas em pleno funcionamento na Islândia, mais abaixo na Califórnia.


A energia geotérmica pode ser definida como o calor proveniente do interior da Terra. Devido a necessidade de se obter energia elétrica de uma maneira limpa e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvida uma técnica para aproveitar esse calor na geração de energia elétrica. Para que possamos entender como é aproveitada a energia do calor da Terra devemos primeiramente entender como o nosso planeta é constituído. Como já é sabido por todos, a Terra é formada por grandes placas, que nos mantém isolados do seu interior, no qual encontramos o magma, que consiste basicamente em rochas derretidas a grandes temperaturas.

A primeira tentativa para produzir eletricidade a partir de fontes geotérmicas ocorreu em 1904, em Larderello na região da Toscana, Itália. Contudo, esforços para produzir uma Central para aproveitar tais fontes foram mal sucedidos na época, pois as turbinas utilizadas sofreram rápida deterioração, devido a presença de substâncias químicas contidas no vapor proveniente das profundezas. Porém, em 1913 uma estação de 250 kW foi construída com sucesso durante a Segunda Guerra Mundial, 100 MW estavam sendo produzidos, mas a Central acabou por ser destruída em um bombardeio.

Um campo de gêiseres na Califórnia, em 1970, produza 500 MW de eletricidade. A exploração desse campo foi dramática, pois em 1960 somente 12 MW eram produzidos e em 1963 somente 25 MW. México, Japão, Filipinas, Kenia e Islândia também tem expandido a produção de eletricidade por meio geotérmico. Na Nova Zelândia o campo de gases de Wairakei, nas ilhas do Norte, foram desenvolvidos por volta de 1950. Em 1964, 192 MW estavam a ser produzidos, mas hoje em dia este campo está improdutivo.

Quando não existem gêiseres e as condições são favoráveis, é possível "estimular" o aquecimento da água usando o calor do interior da Terra. Uma experiência realizada em Los Alamos, Califórnia, provou a possibilidade de construção e operacionalidade deste tipo de central de produção de energia elétrica. Em terreno propício foram perfurados dois poços vizinhos, distantes 35 metros lateralmente e 360 metros verticalmente, de modo que eles alcançaram uma camada de rocha quente. Num dos poços é injetada água, ela se aquece na rocha e é expelida pelo outro poço, onde há uma estação geotérmica instalada. A experiência de Los Alamos é apenas um projeto piloto e não gera energia para uso comercial. A previsão de vida útil desse campo geotérmico é de dez anos.

Também é possível perfurar um poço para que ele alcance uma "caldeira" naturalmente formada por um depósito de água aquecido pelo calor terrestre. A partir daí, a energia elétrica é gerada como nos outros casos. Em casos raríssimos pode ser encontrada aquilo a que os cientistas chamam de fonte de "vapor seco", em que a pressão é alta, o suficiente para movimentar as turbinas da Central, com força ideal, sendo assim uma fonte eficiente de geração de eletricidade. Este tipo de fonte de vapor seco pode ser encontrado em locais como Larderello, na Itália e Cerro Prieto, no México.



Algumas vezes podemos conferir o afloramento de fontes de água quente, vindas de zonas profundas e muito quentes da Terra. Essas fontes são chamadas gêiseres. Quando o gêiser apresenta alta pressão e alta temperatura, pode ser aproveitado à geração de eletricidade, praticamente do mesmo modo que numa Central Termelétrica. Nela, a água é aquecida de forma a transformar-se em vapor e movimentar uma turbina, que por sua vez, converte energia mecânica em energia elétrica. Só que no caso de uma central geotérmica que aproveita o gêiser, o aquecimento da água é feito naturalmente.

A forma de energia geotérmica presente nos gêiseres é chamada tecnicamente de "vapor úmido misto", pois junto com o vapor de água encontram-se vários minerais e metais, que acabam por tornar a geração de eletricidade nessas fontes um tanto caras, já que os metais e minerais acabam por corroer as turbinas. Para evitar este processo de corrosão se faz necessário um tratamento adequado dos metais, entretanto deve-se antes ser feito um estudo para avaliar a possível contaminação, por parte destes vapores e metais, nas fontes de água utilizadas pelo homem. A relação custo/benefício deve ser sempre levada em conta.

O manto derretido da Terra é uma fonte de energia virtualmente inesgotável, que poderia representar 10% das necessidades energéticas dos Estados Unidos, por exemplo. Mas questões relacionadas a segurança e ao custo impedem o desenvolvimento da energia geotérmica em larga escala. No entanto, com a possibilidade de uso da nanotecnologia, os pesquisadores planejam testar um jeito mais eficiente de se chegar sem riscos aos depósitos geotérmicos de baixa temperatura. O presidente Barack Obama vem promovendo a energia geotérmica como solução para os Estados Unidos abandonarem de vez o hábito de consumir combustíveis fósseis, o que diminuiria as emissões de gases do efeito estufa.

No Brasil são encontradas apenas fontes de água pouco aquecidas, como em Poços de Caldas e Araxá, Minas Gerais. Lá e em outras localidades são encontradas fontes termais que atingem uma temperatura máxima de 50ºC, temperatura insuficiente à geração de energia,entretanto podem ser cavados poços profundos, para alcançar fontes de energia geotérmica produtivas para geração de eletricidade. Fontes quentes de baixa temperatura, abaixo de 100° C, são mais abundantes e mais próximas da superfície terrestre, o que reduz o risco de as perfurações interceptarem falhas profundas, onde geralmente têm origem os terremotos. A água precisa ser utilizada em conjunto com um trocador de calor, para aquecer líquidos específicos, como alcanos (hidrocarbonetos saturados, como o metano) ou perfluorocarbono, cujos pontos de ebulição são mais baixos. Ao evaporar, essas substâncias liberam energia para movimentar as turbinas. Mas, infelizmente, elas liberam menos energia que a água liberaria nessa transição, o que reduz o rendimento do processo.

Para a energia geotérmica ser aproveitada de maneira limpa, devem ser resolvidas primeiramente algumas questões ambientais. Como anteriormente exposto, quase todos os fluxos de água geotérmicos contém gases dissolvidos, estes gases são enviados à central de geração de energia junto com o vapor de água. De um jeito ou de outro estes gases acabam por subir à atmosfera. A descarga de ambos, vapor de água e CO2, não são significantes na escala apropriada das centrais geotérmicas. Por outro lado, o odor desagradável, a natureza corrosiva, e as propriedades nocivas do H2S são fatores que preocupam. Nos casos onde a concentração de H2S é relativamente baixa, o cheiro de ovo podre do gás causa náuseas. Em concentrações mais altas pode causar sérios problemas de saúde e até a morte por paralisia respiratória. É igualmente importante que haja tratamento adequado da água vinda do interior da Terra, que invariavelmente contém minérios prejudiciais à saúde. A água resultante destas centrais geotérmicas precisaria ser tratada, antes de seu despejo em rios locais, tendo em vista a preservação do ecossistema local.

Outro fator de risco é que quando uma grande quantidade de fluido aquoso é retirada da terra, há sempre a possibilidade de ocorrer um "deslizamento". O mais drástico exemplo de um problema desse tipo numa central geotérmica está em Wairakei, Nova Zelândia. A fenda está em 7,6 metros e está crescendo a uma taxa de 0,4 metros por ano. Acredita-se que o problema pode ser atenuado com reinjeção de água no local. Há ainda o inconveniente da poluição sonora que afligiria toda a população vizinha ao local de instalação da Central. Afinal, para a perfuração do poço é necessário o uso de maquinaria semelhante a usada na perfuração de poços de petróleo, que são conhecidamente barulhentos. Por outro lado estas estações geotérmicas podem ser construídas em áreas inabitadas.


Referências:
Brown, D.W.; Duchane,D.V. (1999). Scientific progress on the Fenton Hill HDR project since 1983 , Geothermics 28(4-5), 591-601.
Allis, R. G. (2000). Review of subsidence at Wairakei Field, New Zealand, Geothermics 29 , 455-478.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A fantástica piscina do Marina Bay Sunds | Singapura

Que tal nadar em uma piscina suspensa, no 55° andar, em um dos Luxury Hotel Resort & Cassino mais caros do mundo?

Se você quiser curtir um mergulho nessa piscina, você vai precisar gastar um bom dinheiro e não pode ter medo de altura... ela fica no 55º andar!

Mas não se preocupe com a altura, nadar próximo a borda não é tão arriscado quanto parece. Enquanto a água da piscina "infinita" parece terminar em um abismo, na verdade ela escorre para uma espécie de canal, de onde é bombeada novamente para a piscina principal, que tem três vezes o tamanho de uma piscina olímpica (150 metros de comprimento!), é a maior piscina do mundo ao ar livre, suspensa a esta altura.

As fotos são do impressionante "Skypark", um espaço de lazer em forma de barco, empoleirado sobre as três torres que compõem o hotel, que custou a bagatela de 4 bilhões de libras esterlinas, trata-se do Marina Bay Sands | Singapore' s Luxury Hotel Resort & Casino, na cidade de Singapura.








domingo, 18 de julho de 2010

Aquapac, perfeito para impermeabilização de seu iPhone

Quer ir a praia, piscina, ou até mesmo praticar esportes náuticos, atividades aquáticas, sem se preocupar em molhar seu iPhone ou iPad? A Aquapac parece ser a solução. Esta capa estanque para iPhone pode ser usada também para deixar outros telefones celulares impermeáveis, resistentes a água. A empresa Aquapac Internacional, com sede em Londres, Inglaterra, está há 27 anos no mercado, fazendo capas protetoras impermeáveis, originais, e cases estanques de alta qualidade.

A Aquapac também protege contra areia e poeira, além de prometer manter seu telefone funcionando mesmo em caso de naufrágio, afinal, quem sabe você precise fazer chamadas de uma ilha deserta... Os diversos cases estanques da Aquapac, disponíveis em tamanhos diversos, são tingidos de azul para facilitar sua localização na areia da praia ou no gramado em volta piscina do clube.  A Aquapac conta com um mecanismo de fechamento altamente seguro, especialmente desenvolvido para não se abrir acidentalmente dentro da água,  e vem com um cordão para você levar seu iPhone pendurado no pescoço, preso a cintura, ou até mesmo girá-lo que nem bambolê. A capa impermeável também promete um ano de garantia global 3. Quanto custa? Nos Estados Unidos o modelo para iPhone (foto) está sendo vendido a 25 dólares a unidade, cerca de 45 reais. Os interessados podem comprar a novidade pelo correio, ou direto no site da Aquapac (veja link abaixo), que também oferece bolsas impermeáveis para iPad e uma série de outros aparelhos eletônicos de diversos tamanhos, como: mp3, cameras, walkie-talkies, etc.

O exclusivo mecanismo de travamento do pack impermeável da Aquapac:


sábado, 17 de julho de 2010

Até quando?

Em 64 a C. um inimigo da República reuniu em torno de si os descontentes e os miseráveis e tornou-se chefe de um partido revolucionário cujo programa era a redução das dividas e a partilha das fortunas. Mas cujos objetivos reais era uma ditadura e eternizar-se no poder.

"Lúcio Catilina, era de um grande vigor de alma e de corpo, porém de natureza má e depravada. Desde a juventude, as guerras civis, os assassínios, as rapinas tiveram encantos para ele... Robusto de corpo, suportava a fome, as vigílias, o frio com incrível facilidade; quanto ao moral, era audacioso, astucioso, cheio de maciez, hábil em tudo fingir como a tudo dissimular, ávido dos bens alheios, pródigo dos seus, ardente nas suas paixões... Nada de excessivo, nada de inacessível havia que não atraísse constantemente essa alma insaciável. Depois da ditadura de Sila, ficara possuído do mais .violento desejo do poder supremo; e não tinha ele escrúpulos quanto aos meios de alcançá lo... No seio de uma cidade populosa e corrompida, Catilina, como era fácil, agrupara em torno de si, como satélites, todos os homens perdidos de devassidão e de crimes."

Contra ele, os moderados e os amantes da liberdade Republicana o maior orador e o mais fecundo escritor da literatura latina. Cícero escreveu contra Catilina quatro discursos chamados Catilinárias. Eis aqui o começo da primeira Catilinária que pronunciou em pleno Senado:

"Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?... Aonde irão parar os arrebatamentos dessa audácia desenfreada? Nem a guarda que vela a noite no monte Palatino, nem os postos de soldados espalhados na cidade, nem o terror do povo, nem o concurso dos bons cidadãos, nem a escolha, para a reunião do Senado, deste lugar, o mais seguro de todos, nem os olhares, nem o rosto dos que te cercam, nada te desconcerta... ó tempos! ó costumes! o Senado conhece todas essas maquinações, o, cônsul as vê; e Catilina vive ainda. Ele vive? que digo eu? ele vem ao Senado... o seu olhar escolhe todos aqueles dentre nós que ele deseja imolar!" ~Marcus Tullius Cicero

Desconcertado, Catilina deixou Roma na mesma tarde.

Pena que em nossa Nova República, não se destacam homens honestos como Cícero, que lutou contra Catilina, César e Marco Antonio (sendo morto por ordem deste), pela manutenção da República. Pena que em nosso país a honestidade está em baixa nos homens públicos e o nosso povo mantido na ignorância, acreditando que a corrupção é natural na nossa República e em nada adiantará lutar contra a desonestidade.

Na falta de um Cícero, só nos resta parafrasear a ele, assumindo a crença de que as palavras são eternas e guiada pelos deuses. Na falta de um homem que desperte nossa República, clamamos pelas palavras imortais na esperança de que com elas, nos livremos do tirano desonesto e manipulador que nos leva a um período de trevas e para a ditadura da ignorância e da desonestidade.

Até quando, Lula, abusarás da nossa paciência?...

Aonde irão parar seus desatinos desenfreados, até quando irá repetir que não sabe de nada e que todos brasileiros são desonestos como a sua matilha, que sangra o erário, prejudicando aqueles a quem devias proteger. Até quando vais tentar nos impingir que a democracia não é uma coisa limpa!

Até quando veremos escândalos sucedendo escândalos e você repetindo que não sabe de nada ainda que seus agentes mais íntimos chafurdam na lama da corrupção?

Até quando o veremos se aliar ao que de mais podre em nosso mundo político?

Até quando veremos trabalho escravo no Brasil, crianças esmolando nos semáforos, homens puxando carroças catando lixo nas ruas enquanto vemos o presidente mentindo na TV afirmando que nunca se fez tanto pelos pobres e os bancos lucrando como nunca lucraram neste país?

Até quando, Lula?

Até quando Povo Brasileiro?

Se você concorda com isto que acabou de ler, e ainda acredita que nosso país tem jeito, e que a democracia deve ser limpa e transparente, junte-se a mim na defesa da República e repasse este Grito Ancestral, que ainda ecoa dentro de nós.

Fonte: Blog - Labirinto: postado em 24 de setembro de 2006, por Gwydyon Drake.
Imagem: Image by John Leech, from: The Comic History of Rome by Gilbert Abbott A Beckett - Bradbury, Evans & Co, London, 1850s - Cicero denouncing Cataline

Qualquer semelhança na imagem é mera coincidência, afinal sabe Deus por onde andava a família Lula da Silva em 1850...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CD do Chile aprova lei sobre Neutralidade na Rede

O dia 13 de julho de 2010, tornou-se histórico para a internet livre na América Latina, o dia marcou o final do grande debate sobre a neutralidade em rede no Chile.

A CD chilena votou o Projeto de Lei de Neutralidade na Rede, apresentado em 2007 e que agora finalmente dá os passos finais para se tornar Lei na república chilena.

A medida visa garantir o princípio da neutralidade da rede para os usuários da web, o que garante o livre acesso a todos os conteúdos disponíveis, execução de aplicações e uso de qualquer dispositivos por parte do usuário, sem qualquer constrangimento por parte dos provedores que fornecem acesso a rede mundial.

Atualmente, tornou-se prática comum as pessoas fazerem downloads de música, filmes ou compartilhamento de arquivos em redes P2P. Acontece que os provedores daquele país estavam enfrentando sobrecargas em seus servidores e por isto começaram a derrubar conexão de usuários e limitar o volume de tráfego para download e upload de arquivos, o que segundo eles diminuia a verificação de erros aleatórios nos acessos. O parlamentar Gonzalo Arenas descobriu que essa prática não é transparente, que não respeita os direitos dos usuários da internet (...) "o nosso objetivo é pôr termo a estas más práticas e que, pela primeira vez, o Chile tenha uma legislação para reger a Internet", declarou.

Arenas disse ainda que esta é a primeira lei do mundo sobre a neutralidade da Internet, o que significa que os provedores de internet não pode mais interferir com o tráfego dentro da rede, de modo que o usuário possa ser livre para baixar ou subir o que quiser para a web, bem como fazer uso de qualquer aplicação que desejar. O político também lembrou que a aprovação deste projeto é, talvez, o ícone mais importante no direito constitucional dos consumidores de internet já realizado no Chile.

No debate público participaram com posições favoráveis os deputados Felipe Harboe, José Miguel Ortiz, Marcela Sabat e Gonzalo Arenas, este último, na qualidade de deputado relator do projeto. Houve também um discurso do deputado Giovanni Calderón, que afirmou que o projeto está "obsoleto", fator que indica que ele não estava realmente ciente das formalidades e discussões que têm ocorrido nos últimos três anos.

Após várias horas de discussão de outros projetos, foi tomada a votação para aprovar ou rejeitar o projecto de lei sobre a Neutralidade na Rede, que obteve aprovação por 99 votos a favor, e nenhum voto contrário, registrando-se apenas uma abstenção.

Foi considerada relevante a intervenção do deputado Gonzalo Arenas, para resolver o problema da inclusão do conceito de "arbitrariedade" na Lei, que poderia ressalvar os provedores de acesso a internet direitos para que usassem este conceito para proteger as suas atividades, realizando bloqueios e moderações sem necessidade de um embargo, a intervenção de Arenas deixou claro na criação da Lei que esse conceito será definido pela Subtel (Secretaria de Telecomunicações do Governo do Chile) e não pelos provedores, salvaguardando o único ponto discutível na redação final do projeto.

Agora o projeto vai para o Tribunal Constitucional e, em seguida, a Lei será aprovada e promulgada. Se o Tribunal Constitucional não tiver nada a acrescentar significará que o Chile será o primeiro país do mundo a consagrar o princípio da Neutralidade na Rede em sua legislação.

Os prosumidores chilenos ganharam, ganhamos todos nós, pois a Lei chilena pode servir de exemplo e modelo para outros países latino-americanos. Parabéns aos políticos chilenos, a internet livre agradece! E fica uma pergunta: E o nosso Marco Civil da Internet brasileira, vai garantir o quê aos usuários da rede?

Fonte:
Cultura Digital - Chile: http://www.culturadigital.cl/wp/
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