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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lazer é trabalho, trabalho é lazer

"Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e sua recreação, entre o seu amor e a sua religião.

Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo".

Domenico de Masi, citando um pensamento Zen.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mestria Pessoal e Cidadania



por Leonard Orr ¹

Leonard Orr
A menos que você se sinta bem vivendo como um eremita em uma caverna, ser um mestre yogue imortal exige muita aten­cão para com a sua comunidade. Cidadania responsável é um elemento essencial da prática do amor.

O fato é que a democracia está desaparecendo nos EUA e em todo o mundo. Todo o mundo tem o sentimento de que o governo não lhes está servindo e ninguém está querendo fazer alguma coisa a respeito.

Democracia é o que rege o povo; Governo controlado pelo governado. Governo do povo, pelo povo, e para o povo. Republicano significa que o povo se autogoverna através de representantes eleitos. A democracia republicana está morta hoje porque o povo - os eleitores e os cidadãos - não se importa mais com seus representantes eleitos. Na realidade, se você fizer um levantamento descobrirá que quase ninguém sabe quem são os representantes que elegeram.

O problema não ocorreu da noite para o dia ou mesmo em um ano. Começou há mais de duzentos anos, depois que a Constituição dos Estados Unidos da América foi escrita. A ex­pansão da população erodiu gradualmente o princípio de repre­sentação até que hoje nossos representantes não dão importân­cia a quem somos. E nós não nos importamos com quem se elege. Votar em eleições é um ato sem significado para a maioria dos cidadãos; muitos nem mesmo votam.

A única maneira de se resolver este problema é elegendo um líder comunitário para cada mil pessoas, que se torna um vigia profissional do governo em tempo integral para os cida­dãos. 


Esse representante comunitário eleito, pode nos informar sobre o que nossos outros representantes estão fazendo e pode iniciar a reformar os governos municipais, estaduais e nacionais para que eles se tornem novamente os empregados do povo em vez de nossos chefes. Nosso líder co­munitário eleito é nossa única esperança para reconquistarmos o controle do governo.

Não há outra maneira. Não podemos ter um governo do povo, para o povo e pelo povo sem o povo. Sem representantes comunitários e um encontro mensal local estamos sem poder.

Ou há democracia participativa ou nenhuma democracia. Mas como fazer o "povo" se interessar e participar? Esta per­gunta nos leva à psicologia e à iluminação espiritual. Por que as pessoas são vítimas, ignorantes, apáticas?

A única maneira de o "povo" ser iluminado, inspirado e educado é tendo um líder comunitário em cada quarteirão que possa alimentá-lo passo a passo com informação quando ne­cessitar ou estiver pronto para ela. Então, como conseguir um professor-líder em cada comunidade, eleito e pago?

Tem que começar por você e eu. Estou desejando ser um e, portanto, você pode votar em mim e contribuir com US$ 10 ou mais por mês para meu sustento. Dez dólares não parece muito, mas se eu conseguir mil pessoas para se juntar a você com a mesma contribuição mensal, ela torna-se US$ 10.000 por mês. Com esta verba mensal eu agora tenho o tempo e os meios para influenciar nossos representantes eleitos para seu proveito e o meu. Se os atuais membros eleitos não atuarem teremos o poder político para substituí-los. Se você também estiver querendo ser um líder comunitário eleito, livre, eu lhe apoiarei e trabalharei com você até que você tenha êxito.

1- Leonard Orr, nasceu en Walton, Nova York, em 1938, é um estudioso dos iogues imortais, da respiração, da Bíblia, de sistemas monetários mais justos e do poder das afirmações positivas (ou negativas) em nosa vida. Também é muito conhecido por criar a técnica de Renacimento, que pode ajudar, segundo afirma, a sanar o chamado Trauma do Nascimento.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

São Cosme e Damião :: Saints Cosmas and Damian

Hoje, 27 de setembro é dia dos Santos Cosme e Damião. Saints Cosmas and Damian (Greek: Κοσμάς και Δαμιανός) (also written Kosmas and Damianos) (died ca. 287) were twins and early Christian martyrs born in Arabia who practised the art of healing in the seaport of Aegea (modern Ayas) in the Gulf of Issus, then in the Roman province of Syria. They accepted no payment for their services, which led them to be nicknamed anargyroi (The Silverless); it is said that by this, they led many to the Christian faith.

São Cosme e São Damião, os santos gêmeos, morreram em cerca de 300 d.C. Sua festa é celebrada em 27 de setembro. Somente a igreja Católica comemora no dia 26 de setembro pois, segundo o calendário católico, o dia 27 de setembro é o dia de São Vicente de Paulo. Há relatos que atestam serem originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Diziam "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder". Exerciam a medicina na Síria, em Egéia e na Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.

Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma exata como morreram. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma. Foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e Damião.

Icon of Sts. Kosmas and Damian
with scenes from their lives
During the persecution under Diocletian, Cosmas and Damian were arrested by order of the Prefect of Cilicia, one Lysias who is otherwise unknown, who ordered them under torture to recant. However, according to legend they stayed true to their faith, enduring being hung on a cross, stoned and shot by arrows and finally suffered execution by beheading. Anthimus, Leontius and Euprepius, their younger brothers, who were inseparable from them throughout life, shared in their martyrdom.

Their most famous miraculous exploit was the grafting of a leg from a recently deceased Ethiopian to replace a patient's ulcered leg, and was the subject of many paintings and illuminations.



Oração

Amados São Cosme e São Damião,
Em nome do Todo-Poderoso
Eu busco em vós a bênção e o amor.

Icon of Saints Cosmas (left) and Damian (right)
holding medicine boxes and spoons for dispensing cures
Com a capacidade de renovar e regenerar,
Com o poder de aniquilar qualquer efeito negativo
De causas decorrentes
Do passado e presente,
Imploro pela perfeita reparação
Do meu corpo e
Dos meus filhos
(...............................................)
nome dos filhos
E de minha família.

Agora e sempre,
Desejando que a luz dos santos gêmeos
Esteja em meu coração!
Vitalize meu lar,
A cada dia,
Trazendo-me paz, saúde e tranqüilidade.

Amados São Cosme e Damião,
Eu prometo que,
Alcançando a graça,
Não os esquecerei jamais!
Assim seja,
Salve São Cosme e Damião,
Amém!

Ao alcançar a graça, fazer um bolo ou oferecer uma festa às crianças de rua, orfanatos ou creches.

Prayer

Oh glorious martyrs of Christ,
Saints Cosmas and Damian,
you gave your lives for the love of God,
benefiting your fellow man,
and crowning your martyrdom with an open and loyal profession of your faith.
A decapitação de São Cosme e São Damião, por Fra Angelico
You taught us to love God above all things,
and to love our fellow man as ourselves,
professing always,
and without fear,
the religion of Jesus.

Augmenting amongst the faithful populace many miracles,
you are glorious indeed.

Through your intercession,
which brings about deliverance of these miracles,
we pray to you for your aid in all things.
May your patronage never be far from us in the illness of our body and soul.

Oh great protectors,
Saints Cosmas & Damian,
assist us with your love and free us from all evils.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tecnologia Verde ◎ Electric Bike Off-Road

A empresa Fortune Hanebrink traz a idéia de mobilidade eléctrica a um nível totalmente novo. Vista como uma bicicleta elétrica off-road que poderá passar por praticamente qualquer tipo de obstáculo, e originalmente concebida como uma moto que pudesse andar no terreno gelado da Antártida, o veículo Hanebrink all-terrain tem os pneus mais largos dentre as bicicletas movidas a motor elétrico, o que permite passear com ela na areia da praia sem encalhar. O veículo é diferente de tudo que você já viu antes antes.

Equipada com um motor de 600 watts e uma bateria, a bike elétrica, para todo terreno, é capaz de ultrapassar os 35 kilômetros por hora. O veículo é híbrido e se acabar a bateria você ainda pode pedalar. Seu preço ainda é elevado, os modelos são vendidos à partir de 5500 dólares - cerca de 9500 reais - entretanto com a produção industrial, em larga escala, esse preço deve baixar. Abaixo você pode conferir esse estranho, mas ecologicamente correto, veículo em ação, pilotado por seu criador e presidente da Fortune Hanebrink, Kane Fortune, em vídeo produzido pela GigaOM TV.



Fonte: GigaOM: http://gigaom.com/cleantech/green-overdrive-electric-off-roading-with-fortune-hanebrink-video/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Importância das Árvores em uma Cidade

Além de ser habitat de várias espécies vivas as árvores, principalmente as de médio e grande porte, são fundamentais para a vida em uma cidade.

Vejamos alguns benefícios:

- Ruas que margeiam praças bem arborizadas chegam a ter uma temperatura inferior em 5 graus de uma rua no centro de uma grande cidade. O mesmo acontece com ruas que possuem grandes árvores nas suas calçadas. Eu medi a temperatura numa dessas ruas arborizadas (28,3 graus) e na rua de cima, sem arborização ou com alguns coqueirinhos (33,8 graus). Isto se deve ao fato do concreto, das pedras da calçada e do asfalto "amplificarem" o calor, que as árvores "absorvem". Uma boa idéia seria obrigar através de multas a todas as casas terem uma metragem mínima de área de jardim, com árvores, e que tenha ao menos uma grande árvore na caçada.

- Ruas e praças arborizadas possuem uma estética mais agradável, convidando as pessoas a participarem do espaço público, fazendo exercício e cultivando as amizades. Imagine você sair na porta de sua casa e ficar embaixo de uma sombra. Agora imagine sair na porta de casa e ficar debaixo de um sol escaldante. Como dizia o ditado: "sombra e água fresca ..."

- Ruas e praças arborizadas aumentam o contato com a natureza, servindo por isto mesmo como elemento diminuidor do stress.

Favor divulgar para seus amigos... Plante árvores!

Fonte: Blog do Chicão: Ser livre - Pensar livre - Livre Pensador: http://blogchicao.tripod.com/

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Tuitar e blogar são verbos do novo Dicionário Aurélio

Demorou mas agora é oficial, as palavras usadas pelos prosumidores, na internet e em seu dia-a-dia, como tuitar e blogar, são agora consideradas parte da língua portuguesa. Essa é a grande novidade na mais recente edição do dicionário Aurélio.

A obra teve um acréscimo de 6%, com a inclusão de termos que até pouco tempo atrás eram considerados estrangeirismos. Essas palavras e locuções, que já fazem há tempos parte do vocabulário dos usuários da internet, foram agora consideradas parte da língua portuguesa pelos gramáticos, redatores do novo dicionário.

A inclusão no dicionário de palavras que são comumente usadas pelos falantes de uma determinada língua é comum. De tempos em tempos, é necessário acrescentá-las, juntamente com suas novas definições, em um dicionário, para que ele continue relevante para quem procura informações de uma língua. Nessa revisão do Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa foram adicionados 3.000 novos verbetes.

Além de tuitar e blogar, o dicionário conta com as definições de blue tooth, blu-ray disc, blu-ray player, fotolog, e-book, tablets e pop-up, dentre outras. Na revisão também foram realizadas inclusões que não têm relação com tecnologia, como, por exemplo: ricardão, sex shop, balada, nerd, test drive, bullyng, chef, chororô, chocólatra e pré-sal.

As mudanças fazem parte da comemoração de 100 anos do nascimento do criador do dicionário, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Além da revisão, foi criada uma fonte que pode ser baixada e instalada gratuitamente, através no site oficial da Editora Positivo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Bicicleta Volkswagen ✑ VW Electric Bike ✑ Auto China 2010



A indústria automobilística finalmente entendeu o conceito de Mobilidade Sustentável. A Volkswagen apresentou seu primeiro veículo de duas rodas e o conceito "Think Blue" na Auto China 2010.

Por incrível que pareça, a bicicleta da VW chamou mais a atenção das pessoas que os próprios carros da marca. A empresa se referiu a ela como uma obra de arte da mobilidade. A VW Bike não tem pedais, é dobrável, possui freios a disco nas duas rodas e funciona com bateria; que pode ser recarregada no próprio carro com 12 volts, corrente contínua ou numa tomada de corrente alternada comum. Tem muito boa autonomia.

A bike foi fabricada para se encaixar perfeitamente no compartimento do estepe do carro. O conceito de mobilidade deste equipamento está concebido como um complemento do carro. Assim, o condutor poderia deixar o carro num estacionamento fora dos grandes centros congestionados e se dirigir com a bicicleta elétrica aos centros de maior congestionamento.

VW Think Blue stands for ecological and sustainable mobility. But that is not necessarily a car as Wolfsburg demonstrated at the Auto China 2010 in Beijing. Their latest: Think Blue-project is a bicycle... take a look:

Confira a novidade no vídeo abaixo:

sábado, 11 de setembro de 2010

9/11 Tribute




If exists an all-seeing eye, is the eye of God!
Blessed are the disembodied souls on September 11
and on all another of these days, and in any war anywhere,
in any side. The point is: WE aRE ONE!


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Educação em Direitos Humanos



por Frei Betto

Frei Beto
Vivemos, hoje, sob o paradoxo de popularizar o tema dos direitos humanos é ao mesmo tempo, deparar-nos com hediondas violações desses mesmos direitos, agora transmitidos ao vivo, via satélite, para as nossas janelas eletrônicas. O que assusta e preocupa é o fato de, entre os violadores, figurarem com frequência instituições e autoridades – governos, polícias, tropas destinadas a missões pacificadoras etc. - cuja função é zelar pela difusão, compreensão e efetivação dos direitos humanos.

No Congresso Internacional sobre Ensino dos Direitos Humanos, celebrado em Viena, em 1978, Amadou-Mahtar M’Bow, diretor geral da UNESCO, sublinhou que “ensinar cada um a respeitar e fazer respeitar os próprios direitos humanos e os dos demais, e possuir, quando for necessário, a coragem de afirmá-los em quaisquer circunstâncias, inclusive nas mais difíceis: tal é o principal imperativo do nosso tempo”.

A falta de um programa sistemático de educação em direitos humanos na maioria dos países signatários de Declaração Universal, favorece que se considere violação o assassinato, mas não a tortura policial empregada como método de intimação e investigação; o roubo, mas não a miséria que atinge milhares de pessoas; a censura, mas não a intervenção estrangeira em países soberanos; o desrespeito à propriedade, mas não a sonegação do direito de propriedade à maioria da população.

Na América Latina os direitos humanos são sistematicamente violados por governos e instituições. No Brasil, 4 crianças são assassinadas por dia; policiais-militares do Rio de Janeiro chacinaram, só neste ano de 1993, 8 crianças e 21 moradores da favela de Vigário Geral; 70 índios ianomamis foram massacrados na Amazônia. Em nosso Continente, o espectro do desrespeito aos direitos humanos estende-se das selvas da Guatemala ao altiplano do Peru; do bloqueio norte-americano a Cuba às ditaduras militares que rasgam Constituições e adotam o desaparecimento de prisioneiros políticos como método de “saneamento público”.

Caráter da Educação em Direitos Humanos

Um programa de educação em direitos humanos deve visar, em primeiro lugar, a qualificação dos próprios agentes educadores, tanto instituições - ONG’s, Igreja, governos, escolas, partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais etc. - quanto pessoas. Aqueles que se dispõem a aplicá-lo devem superar as concepções idealistas e positivistas de direitos humanos. Numa sociedade secularizada e pluralista, tais direitos não podem depender apenas de uma visão religiosa, metafísica ou abstrata, como se fossem derivados da vontade divina ou da razão natural. Não se pode esquecer que, em seu advento nos séculos XVII e XVIII, os direitos humanos surgiram como “expressão das lutas da burguesia revolucionária, como base na filosofia iluminista e na tradição doutrinária liberal, contra o despotismo dos antigos Estados absolutistas”. Uma vez no poder, a burguesia, tendo o Estado sob seu controle, procurou garantir-se da ameaça representada pela emergente pobreza coletiva proclamando a universalidade dos direitos, extensivos a todas as pessoas e povos, quando de fato não se questionavam a desigualdade de situações e a mudança mesma das causas da desigualdade.

Ainda hoje em muitos países a lei consagra os direitos inalienáveis de todos, sem distinção entre ricos e pobres, confinada porém a mera formalidade retórica que não assegura a toda a população uma vida justa e digna. Pouco vale as Constituições de nossos países proclamarem que todos têm igual direito à vida se não são garantidos os meios materiais que tornem efetivo esse direito.

Como assinala Marilena Chauí, “a prática de declarar direitos significa, em primeiro lugar, que não é um fato óbvio para todos os homens que eles são portadores de direitos e, por outro lado, que não é um fato óbvio que tais direitos devam ser reconhecidos por todos. A declaração de direitos no social e no político, afirma usa origem social e política e se apresenta como objeto que pede o reconhecimento de todos, exigindo o consentimento social e político”.

Os direitos fundamentais não podem se restringir aos direitos individuais enunciados pelas revoluções burguesas do século XVIII. A liberdade não consiste no contratualismo individual que sacraliza o direito de propriedade e permite ao proprietário a “livre iniciativa” de expandir seus lucros ainda que às custas da exploração alheia. Num mundo assolado pela miséria de quase metade de sua população, o Estado não pode arvorar-se em mero arbítrio da sociedade, mas deve intervir de modo a assegurar a todos os direitos sociais, econômicos e culturais. 


O mero reconhecimento de um direito inerente ao ser humano não é suficiente para assegurar seu exercício na vida daqueles que ocupam uma posição subalterna na estrutura social. Há direitos de natureza social, econômico e cultural - como ao trabalho, à greve, à saúde, à educação gratuita, à estabilidade no emprego, à moradia digna, ao lazer etc. - que dependem, para a sua viabilização, da ação política e administrativa do Estado. Nesse sentido, o direito pessoal e coletivo à organização e atuação política torna-se, hoje, a condição de possibilidade de um Estado verdadeiramente democrático.

Metas para um Programa Educativo

1. Um programa educativo em direitos humanos deve englobar os direitos da liberdade (proclamados pelas revoluções burguesas do século XVIII), os direitos da igualdade (exigidos pelas conquistas sociais do século XIX) e o direito da solidariedade (reconhecidos no século XX após a Segunda Guerra). Entre os direitos de solidariedade destacam-se o direito à paz, ao desenvolvimento, à autodeterminação, ao ambiente natural ecologicamente equilibrado, à paridade nas relações comerciais entre países e à utilização do patrimônio comum da humanidade.

Nos países subdesenvolvidos, as pessoas têm alguma idéia do que seja liberdade, mas ainda nem sequer atingiram a modernidade no que diz respeito à idéia de igualdade. No brasil, o último país a libertar seus escravos na América Latina, após 320 anos de escravidão - que hoje perdura de modo oficioso, atingindo cerca de 16 mil trabalhadores - ainda é parte de nossa culturação não reconhecer a humanidade do outro. A identidade do brasileiro passa pelo ter mais e não pelo ser mais. A propriedade é o fundamento da cidadania. Aquele que se encontra destituído de posses é tido também como desprovido de direitos.

Nos países desenvolvidos, com frequência a idéia de liberdade confunde-se com a de privacidade, legitimando o egoísmo hedonista e o consumismo opulento, respaldada pela convicção de que são “naturais” ou inelutáveis desigualdades, entre povos, nações, etnias, classes e pessoas.

2. A educação em direitos humanos deve humanizar, o que significa suscitar nos educandos capacidade de reflexão e de crítica, bem como a aquisição do saber, o acolhimento do próximo, a sensibilidade estática, a capacidade de encarar os problemas da vida, o cultivo do humor etc. nesse sentido, cabe ao programa educativo decantar o discurso consagrador das injustiças, das desigualdades e das discriminações. Deve permitir ao educando o confronto com as diferentes representações do real. Como afirma o Cardeal Paulo Evaristo Arns, de São Paulo, “a educação é sempre ideológica e o ensino politicamente neutro é apenas um mito da filosofia liberal, a qual exclui as atividades políticas das demais atividades da sociedade civil”.

3. Como recomenda Paulo Freire, a educação em direitos humanos deve ser dialógica, adotando o educador posturas que levem à colaboração, união, organização, síntese cultural e reconstrução do conhecimento. Deve-se superar comportamentos comuns na educação tradicional, tais como sedução, manipulação, concorrência, invasão cultural e imposição de valores e de conhecimentos. Segundo Antônio Carlos Ribeiro Fester, um dos mais importantes educadores em direitos humanos no Brasil, o programa deve adotar a pedagogia da indignação e jamais do conformismo. As metodologias devem induzir os educandos à participação social; à contradição; à visão universal que supere etnias, classes, nações etc; estimulando a criatividade, fortalecendo os vínculos com a comunidade e tendo como referência a realidade na qual se vive hoje.

4. Direitos humanos não são um tema específico. Os princípios dos direitos humanos devem estar presentes em todas as disciplinas curriculares. Como observa Fester, “não se trata de separar quinze minutos de uma aula, uma aula do mês ou um trecho do conteúdo para tratar a questão dos direitos humanos. Estes devem ser o ponto de chegada do planejamento escolar, estar presentes em toda a vivência curricular”.

5. A metodologia deve abranger a noção dos direitos humanos, o conhecimento de seus documentos fundamentais e o resgate da história recente do respeito e do desrespeito aos direitos humanos no mundo; dos horrores do nazismo aos Esquadrões da Morte da América Latina, do racismo emergente hoje na Europa à matança de crianças no Brasil.

A educação em direitos humanos, segundo Fester, compreende as seguintes etapas: sensibilização, problematização, construção coletiva da interdisciplinariedade, acompanhamento sistemático do processo nas escolas e formação permanente dos professores. Os educandos devem trabalhar nos temas da conceituação e do histórico dos direitos humanos, relacionando-os sempre com os problemas locais da comunidade e da nação.

6. A educação em direitos humanos é uma educação para a justiça e a paz. Uma pessoa só pode dimensionar bem seus próprios direitos na medida em que reconhecer os direitos alheios, sobretudo aqueles que são fundamentais à sobrevivência. Assim, no centro do processo pedagógico devem estar, como eixo, aqueles que mais têm os direitos essenciais negados: os pobres e as vítimas da injustiça estrutural. Nessa linha, assumir os direitos dos pobres é, com frequência, estar em chique com os interesses daqueles que consideram os lucros do capital privado acima dos direitos coletivos ou as razões de Estado acima do direito individual. Essa dimensão conflitiva do processo educativo deve ser encarada com parte mesma de uma pedagogia que não quer apenas conscientizar, mas formar agentes transformadores, cidadãos empenhados na erradicação das injustiças e na construção de um mundo verdadeiramente humano.

7. A metodologia adequada à educação em direitos humanos é a da educação popular inspirada no método Paulo Freire. Ela considera o educando o centro do processo educativo e, indutiva, vai da prática à teoria para retomar e melhor qualificar a prática. Parte de casos concretos e utiliza recursos como dramatização, simulação de casos, papelógrafo, desenhos, jogos, pesquisas e, sobretudo, valoriza a narrativa oral e existencial dos educandos. Ela se direciona do local ao internacional; do pessoal ao social; do detalhe ao geral; do fato ao princípio; do biográfico ao histórico. O educador não educa; ajuda a educar e, ao fazê-lo, se predispõe à reeducação. E todo o processo educativo tem como ponto de partida e de chegada ação dos sujeitos educados (educandos e educadores) na transformação da realidade em que se inserem.

Véspera 272 – 21/11/93

Fonte: Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos: http://www.dhnet.org.br/educar/redeedh/bib/betto.htm

Adquira os livros do Frei Beto para enriquecer sua biblioteca. Saber não ocupa espaço!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sessão Pulso de Cinema ◎ One: The Movie



One: The Movie - Somos todos UM - é um documentário independente sobre o sentido da vida, criado e dirigido pelos cineastas Michigan Scott Carter, Ward M. Powers e Diane Powers. 

O filme é estrelado por celebridades como Deepak Chopra, Robert Thurman, Thich Nhat Hahn e Sadhguru Jaggi Vasudev.

Esse documentário foi originalmente lançado nos cinemas dos Estados Unidos, através de centenas de eventos que aconteceram entre 2005 e 2007. Sendo lançado em DVD no ano de 2007.

Os produtores do documentário viajaram os seis continentes colhendo depoimentos de pessoas comuns, personalidades e líderes espirituais que  debatem sobre a conectividade entre todos no Planeta.

Sinopse


Em um mundo dividido pelo evento de 11/09, o cineasta Ward Powers faz perguntas finais sobre a vida a líderes espirituais de renome mundial e pessoas comuns. ONE: O filme entrelaça respostas diversas, explorando temas de guerra e paz, amor e medo, sofrimento, Deus, vida após a morte, e o sentido da vida. As respostas refletem a diversidade global, enfatizando a unidade da humanidade.

O Universo se une quando um grupo de amigos decide caminhar fora das trilhas da existência cotidiana. Com apenas uma câmera de vídeo, uma lista de 20 perguntas e um sonho, estes pais de classe média transformam-se em cineastas independentes em busca do sentido da vida. Milagrosamente, juntam-se a eles em sua busca, muitos dos principais líderes espirituais, autores, ícones e mestres do nosso tempo. O filme entrelaça as aventuras extraordinárias com as respostas às questões cruciais sobre a vida numa jornada que pode transformar sua forma de perceber o mundo... como sendo um.



English


ONE: The Movie is an independent documentary about the meaning of life, created and directed by Michigan filmmakers Scott Carter, Ward M. Powers and Diane Powers, starring Deepak Chopra, Robert Thurman, Thich Nhat Hahn, Sadhguru Jaggi Vasudev, et al. It was originally released in movie theaters and throughout North America via hundreds of community events in late 2005 through 2007. An (English version in US) was released on DVD in 2007.

Ficha Técnica


Título original: ONE: The Movie
Gênero: Documentário
Ano: 2005 (EUA)
Direção e Roteiro: Ward Powers
Edição: Scott Carter e Daniel Gillies
Elenco: Scott Carte - Mantak Chia - Deepak Chopra - Ram Dass - Riane Eisler -Thich Nhat Hahn - Barbara Marx Hubbard - Robert Thurman - Llewellyn Vaughan-Lee
Duração: 2:15:23
Estúdio: Dreamland Filmes

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Perigos da obediência

Livro e filme retratam como a sociedade administrada e a manipulação da linguagem desenvolvem no indivíduo o ódio pelo outro

por Renato Mezan
 
Konstantin Shalev - SMV
Teria o mês de setembro alguma afinidade secreta com a violência? Diante do número de matanças que ocorreram ou começaram nele, poderíamos brincar com a ideia: em 2001, os atentados de Nova York; em 1939, o início da Segunda Guerra; em 1970, o massacre dos palestinos na Jordânia (o "Setembro Negro"); em 1792, grassa o Terror em Paris, que deu origem aos termos "septembriser" e "septembrisade", significando "massacre de opositores" - e haveria outras a lembrar.

Em setembro de 2009, um filme - "A Onda" - e um livro - "LTI - A Linguagem do Terceiro Reich" - de Victor Klemperer, trad. Miriam Bettina Paulina Oelsner, ed. Contraponto - nos convidam a refletir sobre a facilidade e a rapidez com que a violência se alastra, fazendo com que pessoas comuns se convertam em sádicos ferozes.

O primeiro transpõe para a Alemanha atual um fato que teve lugar em 1967, na cidade de Palo Alto (EUA). Querendo mostrar a seus alunos como o fascismo se apoderou das massas nos anos 1930, um professor põe em prática um "experimento pedagógico": durante uma semana, organiza com eles o núcleo de um movimento ao qual dão o nome de "Terceira Onda".

Sem lhes contar que ele só "existe" na escola, vai treinando-os com as técnicas consagradas pelo totalitarismo: exercícios de ordem unida, uniformes, adoção de um símbolo e de uma saudação etc. Os efeitos dessas coisas aparentemente inocentes não tardam a surgir: como num passe de mágica, o grupo adquire extraordinária coesão, que dá a cada integrante a sensação de ser parte de algo "grande" ou, pelo menos, maior que sua própria insignificância.

Aparecem também aspectos menos simpáticos: intolerância contra os que se recusam a participar, desprezo, ódio e logo agressões a supostos opositores (os alunos de outra classe, que estão estudando o anarquismo, passam a ser vistos como anarquistas, e portanto inimigos). Escolhido como chefe pela garotada, o professor se identifica com o papel; rapidamente, o "experimento" foge ao controle - dele e dos próprios integrantes - e termina em tragédia: na vida real, um rapaz perde a mão tentando fabricar uma bomba caseira - o que custou a Jones sua licença para lecionar - e, no filme... bem, não vou contar o desfecho.

Em "Psicologia das Massas e Análise do Ego", Freud desvendou os mecanismos psicológicos que nas "massas artificiais" criam a disciplina e o devotamento ao líder: instituindo-o no lugar do superego, os indivíduos que delas participam passam a obedecê-lo mais ou menos cegamente e, imaginando-se igualmente amados por ele, identificam-se uns com os outros, pois de certo modo são todos filhos do Grande Pai.

Instrumentos nesse processo, abdicam de sua capacidade de pensar por si mesmos; compartilhando a crença na doutrina proposta pelo chefe, que geralmente divide o mundo em bons (os adeptos da "causa") e maus (todos os demais), eles a transformam em instrumento de uma dominação capaz de os arrastar a atos que, se não fizessem parte do grupo, jamais teriam coragem de praticar.

Muito bem dirigido e interpretado, o filme mostra como a euforia de ser membro de algo supostamente tão "poderoso", e o desejo de agradar ao líder, vão dando margem a ações cada vez mais próximas da delinquência. Tudo se justifica em nome da "causa", que no caso é nenhuma: a "Onda" não tem conteúdo, a não ser ela mesma e uma vaga solidariedade entre seus membros, que se incentivam e protegem mutuamente.

Forças destrutivas

A medida que transcorre a semana, no íntimo dos adolescentes dão-se modificações de vulto. Por um lado, eles transferem seu entusiasmo juvenil para o movimento, que desperta neles qualidades até então adormecidas: mostram-se criativos, capazes de levar a cabo projetos que exigem organização e trabalho conjunto (como, por exemplo, a montagem de uma peça de teatro).

Por outro, a vibração dessa intensa energia como que dissolve os freios sociais e morais e libera forças destrutivas das quais não tinham consciência: ameaçam colegas, intimidam crianças, um rapaz esbofeteia a namorada que se recusa a participar do grupo, outro adquire um revólver, um terceiro tenta afogar um adversário no polo aquático...

Nas primeiras décadas do século 20, e em escala muitíssimo maior, os mesmos fenômenos ocorreram em várias sociedades européias. Os mais graves tiveram lugar na Alemanha, cujo führer arrastou o mundo para uma guerra que deixou dezenas de milhões de mortos e refugiados. Muito se escreveu sobre por que os alemães aceitaram seguir um demagogo enlouquecido e por 12 anos aplaudiram suas iniciativas e seus discursos delirantes, que Victor Klemperer - o autor de "LTI" - compara aos "desvarios de um criado bêbado".

Entre os motivos que os levaram a isso, o analisado por ele se destaca como dos mais importantes: a manipulação da linguagem. O estudo da LTI - sigla de "Lingua Tertii Imperii", ou do Terceiro Reich - é uma das mais originais contribuições à compreensão do fenômeno totalitário. Examinando cartazes, livros, jornais, revistas, conversas ouvidas e discursos de dignitários do regime, Klemperer (irmão do regente Otto) mostra como uma ideologia absurda e cruel se entranhou "na carne e no sangue das massas".

Impostas pela repetição e pelo controle absoluto dos meios de comunicação, as frases e expressões nazistas foram "aceitas mecânica e inconscientemente" pelo povo alemão, passando a moldar sua autoimagem e a justificar a barbárie, pelo método simples e eficaz de a fazer parecer natural.

Não é possível, neste espaço, mais do que uma breve referência aos recursos de que se valeram Goebbels (o ministro da Propaganda no regime nazista) e sua corja para obter tão fantástico resultado. Numa prosa límpida, que a tradutora Miriam Oelsner restitui com fluidez e precisão, o autor vai desmontando os ardis que inventaram.

Seu livro revela como a criação de novas palavras, o uso desmesurado de abreviações e de superlativos, a mescla de tecnicismo "moderno" e apelo ao "orgânico", o emprego de estrangeirismos bem-soantes, mas intimidadores, a ênfase declamatória, o exagero, a mentira, a calúnia e, ao mesmo tempo, a pobreza monótona de um discurso calculado para abolir toda nuança e toda reflexão se combinam para produzir alienação.

Até as vítimas do regime empregam, sem se dar conta, termos e expressões da "língua dos vencedores"! No filme, temos vários exemplos do poder ao mesmo tempo mobilizador e mistificador da línguagem. Um deles é a explicação dada pelo professor para o exercício de marchar no lugar: "melhorar a circulação".

Ritmo acelerado

O bater dos pés em uníssono cria um efeito de homogeneidade: a energia posta na pisada se espraia por entre os alunos, fazendo-os sentir-se parte de um só corpo e capazes de grandes feitos. O ritmo se acelera, uma expressão beatífica aparece no rosto de alguns, os olhos brilham -alguma coisa está de fato circulando, uma exaltação crescente- e, sem se darem conta, rendem-se à manipulação de que estão sendo objeto.

Em "O Triunfo da Vontade", Leni Riefenstahl utiliza a aceleração das respostas dos recrutas à pergunta "de onde você vem?" para sugerir que o movimento hitlerista está se expandindo irresistivelmente. - O que ambos - filme e livro - revelam sobre a capacidade do ser humano para obedecer sem questionar é confirmado por diversos experimentos científicos; para concluir essas observações, mencionemos o mais famoso deles.

Em 1961, por ocasião do processo Eichmann, Hannah Arendt falava da "banalidade do mal": o carrasco nazista não era um monstro, mas um homenzinho insosso como tantos que existem em toda parte.

O psicólogo Stanley Milgram decidiu por à prova a ideia de que, sob certas condições, qualquer pessoa pode agir como Eichmann: na Universidade Yale (EUA), convocou voluntários para o que ficou conhecido como Experimento de Milgram.

Em resumo, pedia aos "instrutores" que acionassem um aparelho de dar choques a cada vez que os "sujeitos" errassem na repetição de certas palavras. A voltagem iria num crescendo, atingindo rapidamente patamares que, era-lhes dito, poderiam causar danos irreversíveis ao cérebro. A máquina, é claro, estava desligada; do outro lado da parede, o ator que representava a pessoa sendo testada permanecia incólume, apenas gritando como se estivesse de fato sendo eletrocutado.

O objetivo do experimento não era avaliar a memória dele, mas até onde seriam capazes de ir os "instrutores". Para surpresa de Milgram, dois terços deles superaram o limiar além do qual o choque levaria a prejuízos irreparáveis.

Ao chegar ao nível perigoso, muitos se mostravam aflitos, mas cediam aos pedidos do psicólogo para prosseguir; mesmo cientes das consequências para o outro, a garantia de que nada lhes aconteceria bastava para continuarem a apertar os botões. O artigo em que Milgram discute sua experiência -cujo título tomo emprestado para estas notas- tornou-se um clássico da psicologia.

A experiência de Milgram
E=Experimentador, S=Sujeito, A=Ator
Ela foi reproduzida em outros lugares, com outros sujeitos, por outros cientistas -sempre com resultados próximos aos da primeira vez. A conclusão do psicólogo americano merece ser citada: "A obediência consiste em que a pessoa passa a se ver como instrumento para realizar os desejos de outra e, portanto, não mais se considera responsável por seus atos. Uma vez ocorrida essa mudança essencial de ponto de vista, seguem-se todas as consequências da obediência".

Outros experimentos, como o Experimento Prisional de Stanford, de 1971, confirmam os achados de Milgram e, a meu ver, também a análise de Freud sobre a submissão ao líder.

Nestes tempos em que, sob os mais variados pretextos, volta-se a solicitar nossa adesão a ideais de rebanho, impõe-se meditar sobre o que em nós se curva tão facilmente à vontade de outrem.

A "servidão voluntária" de que falava La Boétie nos idos de 1500 espreita nas nossas entranhas; já o sabia Wilhelm Reich, cujo alerta é hoje tão atual quanto em 1930: "O fascista está em nós".

Renato Mezan é psicanalista, professor titular da Pontifícia Universidade Católica de SP e colunista do jornal Folha de São Paulo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1110200915.htm

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Mito dos Implantes Alienígenas: Somos Cobaias?

Na avidez da busca por informação, muitas vezes nos deparamos com relatos bizarros. 

No caso dessa postagem que encontrei, vou dizer que não acredito, entretanto tenho minhas dúvidas. 

Quem já não viu a entrevista em que a cantora Elba Ramalho afirma ter sido abduzida e ter recebido um implante alienígena? Quem não viu, acredite, ela já afirmou isso!

Pois é, mesmo não acreditando fica a dúvida... Estariam mesmo os alienígenas visitando o nosso Planeta e fazendo suas pesquisas ciêntíficas por aqui? Leia a postagem que transcrevo do blog Pistas do Caminho e tire suas próprias conclusões.

Pessoal, esse documentário que nós disponibilizamos é muito raro e recomendo que façam o download o mais rápido possível, nele são mostradas provas materiais, os chamados implantes alienígenas, extraídos cirurgicamente pelo Dr. Roger Leir.

Download do documentário AQUI!

Somos cobaias de um experimento alienígena? A resposta é sim e a prova está nesse documentário. Prova material. Implantes com uma composição metálica estranha para os padrões terrestres, envolvidos por uma membrana biologicamente desconhecida e que não produz rejeição, nem apresenta no corpo dos implantados qualquer marca cirúrgica. Tais implantados se dizem abduzidos e um exame radiográfico do corpo deles revelou tais objetos.

Não é menos verdade também que somos cobaias de um experimento humano. Basta ver a disseminação recente do vírus da gripe suína e de outros, por exemplo, o HIV. Basta lembrar o que o Estado Nazista e o antigo Estado Soviético fizeram em campos de concentração. Basta citar o Projeto MK Ultra norte-americano e o documentário sobre o mesmo que postamos aqui.


A seguir dois textos sobre o tema que extrai da internet:

OS PRIMEIROS EXAMES EM IMPLANTES ALIENÍGENAS

Análises em artefatos encontrados nos corpos de abduzidos surpreendem os investigadores


No dia 19 de agosto de 1995, o doutor Roger Leir removeu cirurgicamente dois objetos dos corpos de dois contatados supostamente abduzidos por Ets. 

Para tentar verificar a origem destes objetos, a National Institute for Discovery Science(NIDS) conduziu uma inspeção externa detalhada, com base no teste de espectroscopia extensiva de raios laser. 

Para aumentar o número de informações sobre esses objetos, o NIDS também decidiu suprir os recursos com mais exames metalúrgicos realizados no laboratório New México Tech, na cidade norte-americana de Socorro, Novo México. Nesse caso, Leir fez um excelente trabalho documentando a extração dos corpos estranhos. Similarmente. O cuidado foi tomado em cada passo da transferência dos materiais durante o teste e no retorno dos exemplares.

O objetivo do envolvimento do NIDS foi o de estabelecer alguns padrões para o exame do material. Um grande número de especialistas foi consultado para determinar quais análises não destrutivas seriam apropriadas neste etapa da investigação. 

A bateria de testes recomendada diz respeito à estrutura química, mecânica e eletromagnética, compreendendo a técnica de imersão de densidade em tolueno, determinação de dureza e módulo elástico, além do uso de um microscópio de varredura eletrônica. 

De acordo com o relatório dos testes de Paul A. Fuierer, professor assistente do Departamento de Engenharia de Materiais do New México Tech, apresentada no dia 19 de julho de 1996, os exemplares examinados continuam duas peças semelhantes a palitos ou agulhas, primariamente de cor preta acinzentada, com algumas partes de suas superfícies na cor branca amarronzada.

EXAMES LABORATORIAS

Descobriu-se que dois deles são fortemente magnetizados ao longo do comprimento dos seus eixos, embora nenhum seja condutor de energia. Em um dos objetos foi encontrada uma substâncias amarelada e uma alta concentração de um elemento reflexivo que parecia cobre. 

A densidade da massa dos exemplares foi medida utilizando-se uma técnica de imersão baseada no Princípio de Arquimedes, a qual consiste em submergir os exemplares em um líquido de densidade já conhecida. Nesse caso, foi utilizado o tolueno, ao invés de água, para evitar qualquer hidrólise possível ou reações de oxidação com o material. A diferença entre as densidades dos exemplares foi considerada significativa.

O índice de dureza foi obtido através da média calculada entre os valores da densidade e o tamanho das ranhuras feitas com um micro cortador de ponta de diamante. 

Um dos objetos era duro, como quartzo ou aço, enquanto que o outro, relativamente macio, como calcita. 

Por causa do pequeno tamanho dos implantes, a análise química ficou limitada a uma estimativa qualitativa na qual foi utilizada espectroscopia de dispersão de energia a raios-x e uma unidade auxiliar de um microscópio eletrônico de varredura. Como tais exemplares tinham uma membrana envolvendo-os, ao isolá-los foi necessário depositar uma pequena camada de carbono para evitar a carga elétrica, durante a leitura das imagens. 

Foram detectadas maiores quantidades de ferro, fósforo e cálcio, e alguns traços de cloro. O espectro mostrado foi todo obtido num intervalo de tempo de um minuto. Como não existe virtualmente diferença nesse espectro, foi concluído que a composição do material era uniforme.

DIFRAÇÃO DE RAIO-X

Todas as tentativas de se obter um padrão de difração de raio-x dos exemplares, utilizando-se um difratômetro Philips, foram fracassadas. A detecção de qualquer reflexo em exemplares pequenos requer instrumentação e condições especiais. Por conseguinte, os exemplares foram levados a um local especial para raios-x, equipado com um difratômetro Simens D - 5000. 

Numa tentativa de estudar mais sobre o ferro encontrado no centro desses exemplares, foi efetuada a metalografia tradicional com um microscópio óptico. Embora a microestrutura não revelasse a estrutura clássica da perlita, o sistema interpretado como supostamente de ferro-carbono com uma fase escura, poderia ser, talves, cemelita, uma substância obtida a partir do elemento químico ferro. Uma porcentagem de carbono finalmente disperso pode ser considerada a causa da alta dureza.

Após diversas análises, pudemos perceber que um dos exemplares pôde ser escrito como uma agulha, com um centro predominantemente de ferro não condutor e uma membrana envolvente cinza escura. 

Esta membrana, ou camada de material da superfície, tem como seus componentes ferro, cálcio, fósforo, cloro e muito possivelmente alguns elementos mais leves, como carbono e oxigênio. 

A análise de fase gasosa não foi totalmente conclusiva por causa do pequeno tamanho do exemplar. A microestrutura do centro do exemplar (polida e corroída), quando observada sob um microscópio óptico, lembra uma liga rica em ferro com grandes quantidades de carbono, provavelmente na forma de carbide de ferro. 

O composto é provavelmente ferroso, com um empacotamento de corpo do tipo centro-cúbico. Desde que os exemplares sejam magnetizados, sua dureza central torna-se muito alta, semelhante à dureza das ferramentas de metais carbonados.

O outro exemplar é uma mistura muito complexa de materiais. Enquanto que a parte interna é similar ao primeiro, a porção externa é feita de uma combinação de muitos elementos e fases diferentes, dependendo do local. Esse segundo exemplar apresenta uma substância flocosa, que pode ser um complexo mineral silicado.


IMPLANTES METEÓRICOS?

A hipótese de que as amostras teriam origens meteóricas foi levantada a partir do alto valor de dureza relativa obtido para o núcleo de ferro de uma delas, pois ligas de ferro muito duras podem ser encontradas em exemplares de meteoritos. De fato, características como a complexa combinação de diferentes elementos químicos, por exemplo, são similares a certos meteoritos.

As análises elementares feitas por espectroscopia energética dispersiva de raios-x indicaram ferro e fósforo como maiores componentes do material externo que envolvia o núcleo. 

Em adição, identificou-se um resíduo de fosfato de cálcio como possível fase dentro do material externo de ambos os exemplares. 

Curiosamente, a cloropatita está entre os minerais mais comuns dos meteoritos. Isso seria a justificativa para a presença de uma quantidade substancial de cálcio e menor quantidade de cloro detectada na amostra.

Contudo, nenhuma porção de níquel foi detectada na primeira amostra e somente uma quantidade mínima na segunda. Um pesquisador afirmou que "a maioria dos meteoritos contém entre 6 e 10% de níquel. Nenhum meteorito contém menos de 5% desse elemento". 

Uma explicação pode ser formulada com base no fato de que esses espécimes foram extraídos de um corpo, onde qualquer peça de ferro incrustada dentro de um tecido pode possivelmente causar uma reação de calcificação. 

Isso explicaria a presença de cálcio e fósforo na superfície dos exemplares. Não é surpreendente que as vítimas não tenham tido uma reação adversa ao objeto estranho. No entanto, devemos enfatizar que isso é apenas uma teorização sobre a origem dos espécimes baseada em dados e informações preliminares. Estudos mais aprofundados devem ser efetivados para provar qualquer tese.

ENDEREÇO:
Derrel Sims e Roger Leir podem ser contatados no endereço:
P. O. Box 60944, Houston, TX 77205, EUA.

Por Marcelo Zammarian, UPOANI - Adaptação de texto: Yolanda Hollaender

A Ufologia preocupava-se inicialmente apenas com a observação do fenômeno até a descoberta da síndrome da abdução ou sequestro. 

Durante mais de quarenta anos, uma das maneiras de um indivíduo ser considerado louco era afirmar ao seu psiquiatra que tinha estado em contato com seres estranhos que desceram de um óvni. Já durante a década de 50, os profissionais de saúde mental, especialmente nos Estados Unidos, mostravam-se inclinados a considerar essas pessoas como personalidades mal ajustadas à sociedade. 

O tratamento aplicado estava destinado a induzir a um comportamento coerente com as normas sociais. Esses terapeutas foram desencorajados a expressar publicamente seu interesse a respeito de tais temas, devido ao fato de a maioria não ter condições de manter discussões sérias sobre o fenômeno ovni.

Já nos anos 80 e 90 despertou o que há de mais profundo em termos de pesquisa das origens e intenções alienígenas. Os últimos acontecimentos pareciam indicar que a relação entre profissionais de saúde mental nos Estados Unidos e as vítimas de óvnis estava começando a mudar radicalmente. 

Muitos médicos e cientistas de saúde começaram a discutir publicamente os tipos de terapias a serem ministradas nas vítimas de traumas, resultantes de contatos imediatos com óvnis e a terapia com hipnose regressiva tornou-se um dos mais importantes métodos empregados.


Na América do Norte, o surgimento de uma série inédita de conferências sobre o tratamento e investigação de traumas anômalos (TREAT – Treatment of Anomalous Traumas), organizadas pela psiquiatra Rima Laibow, serviu como ponto inicial para chamar a atenção de profissionais de medicina, psicologia e psiquiatria para vítimas ufológicas. 

O primeiro evento do gênero, que teve lugar em Fairfield, Connecticut, em maio de 1989, recebeu o nome de “Conferência Sobre o Tratamento e Investigação das Experiências de Traumas Anômalos”. 

Posteriormente, mais dois encontros tiveram lugar, respectivamente em fevereiro de 1990, no Instituto Politécnico e na Universidade Estadual de Blacksburg, na Virgínia, e em março de 1992, na Universidade do Kansas, em Kansas City.

A partir daí, surge então, mais recentemente, o trabalho do psiquiatra de Harvard, Dr.John Mach, que corajosamente enfrentou a ira de seus conservadores colegas de profissão, que tentaram manchar sua reputação com calúnias e comentários depreciativos a seu respeito.

Em suas pesquisas com abduzidos, ele constatou que, com freqüência, as experiências de abdução seguem com uma família às vezes até por três gerações, e que a natureza imprevisível de sua recorrência é um dos aspectos mais angustiantes do fenômeno. 

Existem sintomas característicos manifestados pelas vítimas, diz ele, como por exemplo: sensação geral de vulnerabilidade, principalmente à noite; medo de escuro e de ficar sozinho à noite, dormir com a luz acesa (quando adulto), pesadelos e sonhos de estar em estranhas naves voadoras, ou enclausurado. Irritações na pele, cortes, furos ou outras lesões podem surgir da noite para o dia. 

Sangramentos nasais, queixas urológicas ou ginecológicas, além de dificuldade urinária durante a gravidez e sintomas gastro intestinais persistentes. Gravidez interrompida e implantes deixados nos corpos dos abduzidos ocorrem com intensidade, afirma John Mach.

Mas é o norte-americano Derrel Sims, chefe de investigação da “Found for Interactive Research and Space Technology”(FIRST), o mais conhecido pesquisador de implantes hoje em dia. Ex-funcionário da CIA e de outras agências de informação dos Estados Unidos, possui formação na área médica com especialização em hipnoterapia e hipnoanestesia.

Atualmente, Derrel coleciona um conjunto de artefatos alienígenas retirados de humanos e acredita que uma explicação completa para o fenômeno óvni tem que necessariamente passar pela pesquisa da abdução e dos implantes. Ele vem trabalhando em parceria com a equipe cirúrgica do Dr.Roger Leir, trabalho esse que recebeu recentemente enorme atenção da mídia após a remoção de vários objetos estranhos do corpo humano de pessoas abduzidas.

As peças de metal no organismo desses pacientes estavam envolvidas num denso labirinto membranoso e numa trama de proteínas e coágulos. 

Os cirurgiões nunca haviam visto nada parecido em muitos anos combinados de trabalho. Dr. Leir foi avisado, antes das cirurgias, que se os objetos fossem de natureza alienígena, não haveria células inflamatórias e deveria haver células nervosas do tipo errado presentes. 

Depois de prontos os relatórios, Doutor Leir fez descobertas incomuns: não havia reações inflamatórias e os preceptores nervosos estavam presentes; havia células erradas para aquela parte do corpo. Então, o “National Institute of Discovery Science” (NID) concordou em custear a pesquisa após uma rigorosa avaliação de 16 profissionais de altíssimo nível. 

Os objetos foram então transferidos para “Los Alamos” e, posteriormente, para o “Novo México Tech” para a realização de testes qualitativos e quantitativos, respectivamente. A conclusão, após meses de testes e grandes gastos, foi a de que as amostras eram de origem desconhecida. Ao que tudo indica, os objetos não são rejeitados pelo corpo humano, pois ficam “embrulhados” numa densa membrana fibrosa de material queratinoso própria da superfície cutânea.
O importante a considerar aqui é o quadro clínico das vítimas de implantes alienígenas como um todo. Os resultados dos testes físicos dos implantes não são suficientemente substanciais para resolverem o mistério, por mais que se procure não abordar a presença alienígena no nosso planeta. As reais experiências dos abduzidos mostram que é necessário parar e pensar a respeito. A resposta para o enigma se encontra em algum lugar entre a Ciência e a psique humana.

Fonte: Somos Cobaias?: http://pistasdocaminho.blogspot.com/2009/06/somos-cobaias.html



Se você quiser se aprofundar nesse assunto bizarro, posso te indicar a literatura apropriada, mas corra, a curiosidade sobre o tema é tanta que o livro se esgota rapidamente...

Implantes Alienígenas
Autor: Leir, Roger K.
Editora: Cbpdv
Categoria: Literatura Estrangeira / Ficção Cientifica
I.S.B.N.: 8587362119 - Edição : 1 / 2002 - 250 pág.


Os seres extraterrestres que nos visitam em suas fabulosas naves espaciais não vêm aqui a passeio. Estão desenvolvendo um programa de gradativa aproximação da Terra e da humanidade, como uma silenciosa invasão. 

Neste processo contínuo e milenar, raptam seres humanos de todas as etnias e idades, de todas as religiões e formas de vida, nos quatro cantos do planeta. 

Como se fossem cobaias, milhares dessas pessoas são submetidas a exames médicos a bordo de UFOs e recebem em seus corpos minúsculos e enigmáticos chips, conhecidos na Ufologia como implantes. Estes artefatos têm sido detectados nos corpos de abduzidos há anos, mas até então permaneciam intocáveis e, suas funções, desconhecidas.

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