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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Acessórios para fotografar e filmar com o iPhone

O iPhone possuí uma boa camera, além do suporte de vários aplicativos para foto, som e imagem, que podem ser baixados e instalados através do iTunes. O que nem todo mundo sabe é que existe uma série de acessórios que podem fazer a diferença nas suas fotos. Selecionei na web alguns acessórios interessantes; que prometem melhorar ainda mais as fotos e vídeos que você faz com seu iPhone, são uns apetrechos bem legais, confira:

Fracton Quattro Cases

Os cases da Factron vão adicionar elegantes combinações de couro e metais ao seu iPhone. São capas elegantes que vão dar um look de máquina fotográfica antiga ao seu telefone celuar Apple. Os cases permitem ainda o encaixe de lentes, vendidas separadamente. Você pode adquirir 5 lentes diferentes, intercambiáveis, para dar efeitos interessantes e um toque profissional às suas fotos.

O case Quattro é confeccionado em duralumínio, (uma liga de alumínio), também usado na indústria aeroespacial. O case é fechado por um conjunto de quatro parafusos de aço inoxidável, um em cada canto. O revestimento, em couro legítimo, está disponível em 15 diferentes cores e texturas. Com o case instalado em seu iPhone você poderá usar o sistema de troca de lente. Você pode mudar a lente dependendo do efeito que deseja dar à sua fotografia. As lentes intercambiáveis estão disponíveis para venda separadamente. Confira direto no site da Fracton: http://www.factron.jp/product/26

iPhone Tripod Holder


Este suporte com tripé é uma das poucas opções disponíveis para iPhone, o preço é baixo (em torno de 10 dólares - nos Estados Unidos) e é ideal para qualquer um que deseja ter um tripé especial para iPhone. O produto promete resistência, montagem simples, durabilidade e fotos sem tremer. O modelo da imagem é para encaixe no iPhone 2G, 3G e 3GS, mas também já está disponível a versão especial para o iPhone 4. O tripé com encaixe para iPhone pode ser encontrado para compra pela internet em: http://www.iphone-tripodholder.com/

Lentes de efeitos especiais USBFever’s

Se você não pode se dar ao luxo de comprar o sistema Quattro - de case com lentes intercambiáveis da Factron - que tem o preço meio salgado e custa algo em torno de 220 dólares, uma opção legal e também mais em conta são as lentes USBFever. As lentes removíveis da USBFever, para telefones celulares, inclui: objetiva, olho de peixe, grande angular, macro e telescópicas. Estas lentes definitivamente não vão transformar seu iPhone em uma máquina digital profissional, entretanto, por algo em torno de 8 a 30 dólares você vai tirar fazer algumas experiências interessantes, se divertir e tirar fotos bem legais. As lentes USBFever podem ser encontradas em: http://usbfever.com/index_ecat.php?cPath=88_211

Owle Bubo

Apesar do preço um pouco salgado - em torno de 170 dólares para o iPhone 4 e 160 para o 3G/3GS - o Owle Bubo é um acessório bastante interessante. Ele transforma o iPhone em uma câmera de vídeo com boa qualidade. O acessório adiciona ao smartphone da Apple uma lente de 37 milímetros, microfone externo, quatro pontos de tripé e um encaixe integrado para adicionar luzes e coisas do gênero. O Owle Bubo têm um design ergonômico e peso adicional que ajuda a melhorar a estabilidade e o controle da câmera.

O Owle Bubo é feito a partir de um pedaço sólido de alumínio, tornando-o praticamente indestrutível. Segundo o fabricante o acessório para filmagem proporciona imagens fantásticas com um melhor contraste de cores, saturação e nitidez do que seria possível apenas com a câmera do iPhone. A lente grande angular de 49 milímetros possuí rosca e aceita diversos filtros, que são vendidos separadamente. Para saber mais sobre este produto acesse: http://www.wantowle.com/

Você também pode comprar seu iPhone, iPad ou acessórios originais através deste link. Não se arrisque comprando em sites que você não conhece, dê um click e confira agora mesmo !!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Transparência: Por dentro do Wikileaks

por Natália Viana* (Opera Mundi)

Julian Assange
O responsável pelo site Wikileaks
Fui convidada por Julian Assange (foto) e sua equipe para trazer ao público brasileiro os documentos que interessam ao nosso país. Para esse fim, o Wikileaks decidiu elaborar conteúdo próprio também em português, com matérias fresquinhas sobre os documentos da embaixada e consulados norte-americanos no Brasil.

Por trás dessa nova experiência está a vontade de democratizar ainda mais o acesso à informação. O Wikileaks quer ter um canal direto de comunicação com os internautas brasileiros, um dos maiores grupos do mundo, e com os ativistas no Brasil que lutam pela liberdade de imprensa e de informação. Nada mais apropriado para um ano em que a liberdade de informação dominou boa parte da pauta da campanha eleitoral.

Buscando jornalistas independentes, Assange busca furar o cerco de imprensa internacional e da maneira como ela acabada dominando a interpretação que o público vai dar aos documentos. Por isso, além dos cinco grandes jornais estrangeiros, somou-se ao projeto um grupo de jornalistas independentes. Numa próxima etapa, o Wikileaks vai começar a distribuir os documentos para veículos de imprensa e mídia nas mais diversas partes do mundo.

Assange e seu grupo perceberam que a maneira concentrada como as notícias são geradas – no nosso caso, a maior parte das vezes, apenas traduzindo o que as grandes agências escrevem – leva um determinado ângulo a ser reproduzido ao infinito. Não é assim que esses documentos merecem ser tratados: “São a coisa mais importante que eu já vi”, disse ele.

Não foi fácil. O Wikileaks já é conhecido por misturar técnicas de hackers para manter o anonimato das fontes, preservar a segurança das informações e se defender dos inevitáveis ataques virtuais de agências de segurança do mundo todo.

Assange e sua equipe precisam usar mensagens criptografadas e fazer ligações redirecionados para diferentes países que evitam o rastreamento. Os documentos são tão preciosos que qualquer um que tem acesso a eles tem de passar por um rígido controle de segurança. Além disso, Assange está sendo investigado por dois governos e tem um mandado de segurança internacional contra si por crimes sexuais na Suécia. Isso significou que Assange e sua equipe precisam ficar isolados enquanto lidam com o material. Uma verdadeira operação secreta.

Documentos sobre Brasil

No caso brasileiro, os documentos são riquíssimos. São 2.855 no total, sendo 1.947 da embaixada em Brasília, 12 do Consulado em Recife, 119 no Rio de Janeiro e 777 em São Paulo.

Nas próximas semanas, eles vão mostrar ao público brasileiro histórias pouco conhecidas de negociações do governo por debaixo do pano, informantes que costumam visitar a embaixada norte-americana, propostas de acordo contra vizinhos, o trabalho de lobby na venda dos caças para a Força Aérea Brasileira e de empresas de segurança e petróleo.

O Wikileaks vai publicar muitas dessas histórias a partir do seu próprio julgamento editorial. Também vai se aliar a veículos nacionais para conseguir seu objetivo – espalhar ao máximo essa informação. Assim, o público brasileiro vai ter uma oportunidade única: vai poder ver ao mesmo tempo como a mesma história exclusiva é relatada por um grande jornal e pelo Wikileaks. Além disso, todos os dias os documentos serão liberados no site do Wikileaks. Isso significa que todos os outros veículos e os próprios internautas, bloggers, jornalistas independentes vão poder fazer suas próprias reportagens. Democracia radical – também no jornalismo.

Impressões

A reação desesperada da Casa Branca ao vazamento mostra que os Estados Unidos erraram na sua política mundial – e sabem disso. Hillary Clinton ligou pessoalmente para diversos governos, inclusive o chinês, para pedir desculpas antecipadamente pelo que viria. Para muitos, não explicou direto do que se tratava, para outros narrou as histórias mais cabeludas que podiam constar nos 251 mil telegramas de embaixadas.

Ainda assim, não conseguiu frear o impacto do vazamento. O conteúdo dos telegramas é tão importante que nem o gerenciamento de crise de Washington nem a condenação do lançamento por regimes em todo o mundo – da Austrália ao Irã – vai conseguir reduzir o choque.

Como disse um internauta, Wikileaks é o que acontece quando a superpotência mundial é obrigada a passar por uma revista completa dessas de aeroporto. O que mais surpreende é que se trata de material de rotina, corriqueiro, do leva-e-traz da diplomacia dos EUA. Como diz Assange, eles mostram “como o mundo funciona”.

O Wikileaks tem causado tanto furor porque defende uma ideia simples: toda informação relevante deve ser distribuída. Talvez por isso os governos e poderes atuais não saibam direito como lidar com ele. Assange já foi taxado de espião, terrorista, criminoso. Outro dia, foi chamado até de pedófilo.

Wikileaks e o grupo e colaboradores que se reuniu para essa empreitada acreditam que injustiça em qualquer lugar é injustiça em todo lugar. E que, com a ajuda da internet, é possível levar a democracia a um patamar nunca imaginado, em que todo e qualquer poder tem de estar preparado para prestar contas sobre seus atos.

O que Assange traz de novo é a defesa radical da transparência. O raciocínio do grupo de jornalistas investigativos que se reúne em torno do projeto é que, se algum governo ou poder fez algo de que deveria se envergonhar, então o público deve saber. Não cabe aos governos, às assessorias de imprensa ou aos jornalistas esconder essa ou aquela informação por considerar que ela “pode gerar insegurança” ou “atrapalhar o andamento das coisas”. A imprensa simplesmente não tem esse direito.

É por isso que, enquanto o Wikileaks é chamado de “irresponsável”, “ativista”, “antiamericano” e Assange é perseguido, os cinco principais jornais do mundo que se associaram ao lançamento do Cablegate continuam sendo vistos como exemplos de bom jornalismo – objetivo, equilibrado, responsável e imparcial. Uma ironia e tanto.

*Natália Viana é jornalista e colaboradora do Opera Mundi

Fonte: Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/internacional/por-dentro-do-wikileaks

Fique por dentro do WikiLeaks com a nossa dica de leitura:


Autor: Pilkington, Ed.; Harding, Luke; Leigh, David
Editora: Best Seller Ltda
Categoria: Literatura Estrangeira / Biografias e Memórias

Em "WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado", os jornalistas destrincham o fenômeno WikiLeaks e exploram as muitas peças de um quebra-cabeça que continua a dominar as manchetes mundiais. Eles examinam a cultura da internet que tornou possível a revelação de informações sigilosas e os hackers fanáticos que...
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