quarta-feira, 29 de junho de 2011

Concentração é mesmo o X da questão?

Hoje estive lendo um artigo do Sérgio Rodrigues na edição online da revista Veja: 'Concentração dividirá o mundo entre senhores e escravos'. Lá ele afirma que o poder de concentração é que vai definir quem serão os senhores e quem serão os escravos digitais. Escrevi meu comentário mas não sei por que não foi aceito, deu erro de postagem através do Facebook - #VejaFail + #FacebookFail - após tentar algumas vezes acabei optando por deixar meu comentário aqui, em forma de postagem, afinal hoje o site da Veja, o seu site, ou o meu, o blog deste ou daquele, todos concorrem em pé de igualdade.

Se em um passado não muito distante a informação valia mais que dinheiro, acredito que hoje vale a mesma coisa. O que vale sim é o capital do conhecimento, este valorizou muito. Desde a Grécia antiga até os dias atuais, assistimos à oscilação da ciência caracterizada por momentos de estabilização e de rupturas. Participamos dessas mudanças quando discorremos sobre questões do racionalismo versus empirismo versus construtivismo ou quando confrontamos ciência antiga com a ciência moderna.

Sinto muito por ainda haver este conceito de hierarquia social, na qual necessariamente precisa haver os que mandam e os que obedecem. Acredito muito mais no trabalho em equipe, onde pode haver alguém pra organizar, mas hierarquicamente falando, todos estão na mesma posição. Não há ninguém melhor ou pior, não há senhores ou escravos.

Acredito sim que a capacidade de concentração é relevante, entretanto, tal qual os suportes de acesso à rede devemos ser multitarefa. Existem estudos que relacionam a hiperatividade com o sucesso online. Se há 10 anos crianças hiperativas eram consideradas problemáticas, hoje se sabe que estas pessoas têm melhor desempenho na internet e na lida com as tecnologias da informação.

Não vejo vantagem em mergulhar na primeira página de um livro e continuar imerso nele até terminar. Vejo sim um diferencial nas pessoas capazes de ler 10 livros ao mesmo tempo, de forma dinâmica. Assimilar conhecimento sem perder tempo e sem ‘criar gordura’. Nossa capacidade de concentração, quando conectados, exige estarmos ligados em vários temas distintos ao mesmo tempo, a várias plataformas e aplicativos simultaneamente.

O escravo digital é o mesmo escravo de sempre, apenas a caverna foi ganhando novas tecnologias, entretanto os cativos continuam os mesmos, desde que Platão os definiu. Qualquer um que fica olhando para uma parede o dia inteiro não pode produzir nada de valor indispensável à humanidade, pode sim produzir para outros cativos, como ele.

Olhar pela janela da vida real e saber processar as informações é tão importante quanto quando falamos da janela virtual, do universo digital. Como a informação está ao alcance de quase todos, precisamos saber usá-la fora do ciberespaço, a informação e o conhecimento tem grande poder de transformação. Estou desde 1995 na Internet e vejo claramente as mudanças que o virtual já provocou no material. A rede mundial está transformando a sociedade em uma velocidade jamais antes registrada. Viramos uma aldeia global.

Hoje todos somos prossumidores, consumimos, mas também produzimos. Se a revolução industrial escravizou, a revolução tecnológica está libertando as pessoas. Vivemos uma revolução (social) dentro de outra revolução (tecnológica), e tudo isto está transformando o mundo e a forma como o vemos.

A verdade, penso, é que nos dias de hoje só é ou se torna escravo quem quer. Ingressamos em uma era na qual, dentro em breve, não mais irão existir senhores nem escravos. Na Era da Informação e do Conhecimento, a tendência é equalização. Conectar é ligar e não separar. A sociedade conectada caminha para a consciência coletiva e quem quiser continuar sendo 'senhor de escravos' arrisca ficar no caminho, ser isolado, deixado para trás. Lembre-se que todo input gera um output.

Havendo senhores e escravos o fluxo de informação não flui de maneira natural, não há interatividade plena, isto é lógica. Se é tempo de evoluir, passa da hora de despertar! Na aldeia global não há mais lugar para caciques autoritários, o poder está nas mãos dos índios e de alguns pajés que desejam libertar seus semelhantes da subserviencia e da escravidão mental. No mundo conectado em rede o que vale é o conceito de interatividade, um todos e todos um. É UMA aldeia, não várias. Quanto a informação, ela parte de você, do seu vizinho, dos seus contatos nas redes sociais. As barreiras culturais, religiosas e linguísticas estão caindo. Se existe mesmo um Deus, acredito que sim, Ele é o mesmo para todos, independente da religião somos todos irmãos e irmãs, e com certeza foi Ele quem permitiu ao homem criar a internet.

Concordo que concentração é deveras importante, mas precisamos nos concentrar de forma multitarefa, sem perder o foco. O foco você encontra através do conhecimento, e este sim é indispensável. Concentre-se nisso, na busca do conhecimento, coloque no seu alvo o que lhe for útil, que for útil aos que estão próximos de você e estes por sua vez hão de seguir o exemplo.

Crie e não seja egoísta, compartilhe, divulgue. Esta coisa de senhores e escravos, esqueça, deixa para os anos de trevas que a humanidade viveu nos séculos passados. A lógica deve ser usada para o bem pensar direcionado ao que é comum, não para satisfazer desejos de uns poucos. O Planeta, e os recursos que ele nos oferece, pertence de forma igual a todos. Deixe os velhos conceitos de poder para os poderosos; que hoje estão tentando se equilibrar numa corda bamba, esticada sobre o abismo da coletividade, isto não é problema nosso e sim deles. É hora de romper com paradigmas ultrapassados, preconceitos, tabús e qualquer forma de pensamento reacionário. Desprograme-se, liberte sua mente! Conectados somos UM, juntos podemos tudo, sim, se eles podem nós também podemos!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Corremos risco de bolha no setor imobiliário? E bolha no crédito, mito ou fato?

Conceitualmente, uma bolha é um evento especulativo e se origina em um mercado em que a contínua entrada de participantes sustenta a cotação de seus ativos, na maior parte dos casos sem lastro.

Será que o Brasil vive risco de bolha no mercado imobiliário? E uma bolha de crédito poderia ameaçar o equilíbrio do nosso sistema financeiro? Vale a pena conferir o que se segue, e cada qual que tire suas própria conclusões... no momento não me encaixo em perfil de investidor, quem me dera, mas moro de aluguel e vejo o sonho da casa própria afetado pela febre especulativa que vivemos no setor imobiliário. Em 2002 concluí o curso de Técnico em Transações Imobiliárias, pelo Sindimóveis Rio, durante o curso fiz 500 horas de estágio supervisionado e realizei em torno de 1500 horas de prática profissional, junto ao departamento de internet de uma conceituada imobiliária carioca. Só quem trabalha ou já trabalhou no setor, aqui no Rio de Janeiro, sabe a dificuldade que é vender imóveis supervalorizados, com avaliação acima dos valores reais de mercado.

O jornal odiario.com, em matéria de 26/06/11, intitulada: 'O Brasil está vivendo uma bolha imobiliária?', conclui, em notícia de sua edição online, que: 'Sem dúvida a pujança do momento atual desperta a dúvida sobre uma bolha imobiliária no Brasil, mas os fundamentos da economia, bem como seus indicadores, não corroboram tal tese. Devido aos fatores listados acima, acrescido da Copa do Mundo, Olimpíadas e exploração do pré-sal, tornam o Brasil uma das “bolas da vez” no mundo. Não vejo espaço para uma súbita queda dos preços antes das Olimpíadas (2016), mas após tal período, algumas microrregiões de São Paulo e principalmente Rio de Janeiro podem sim experimentar uma recessão pontual. Em suma, creio sim em eventuais microbolhas, infladas pela ganância dos participantes do setor, mas, em termos de Brasil, essa bolha ainda está muito murcha.'

Contudo aumenta o número de venda de imóveis para estrangeiros no Rio de Janeiro. Segundo o jornal O Globo, ‘o volume de negociações nas imobiliárias disparou. Na Sotheby’s International Realty, braço imobiliário da casa de leilões inglesa, as vendas devem quadruplicar até o fim do ano, chegando a R$ 400 milhões no país. Já na Bamberg Imóveis o faturamento dos negócios com estrangeiros dobrou no ano passado, quando chegou a R$ 12 milhões, valor que deve novamente crescer 100% este ano. Especializada em imóveis de alto luxo, a Judice & Araujo (J&A) fechou R$ 25 milhões em vendas no estado do Rio para clientes internacionais de janeiro a maio, alta de 150% sobre igual período de 2010.’

Já de acordo com matéria do jornal O Estado de S. Paulo, em matéria de 27/06/2011, divulgada por Época Negócios, ‘o endividamento do brasileiro atingiu nível recorde. A dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela Previdência Social no País, aponta um estudo da LCA Consultores’, ao qual o jornal paulista teve acesso.

Outro fato que deve ser levado em conta é que o mega-especulador internacional, Sam Zell, está deixando o mercado imobiliário brasileiro. Nas vésperas do estouro da bolha no mercado norte-americano, em 2007, Zell vendeu sua principal empresa, a Equity Office Properties, por US$ 38 bilhões, para o fundo Blackstone. Aqui em nosso país, acredito que pelo fato de a valorização ter chegado a um teto máximo de supervalorização, do qual agora só tende a acompanhar a inflação e altas de preço naturais, o mercado imobiliário brasileiro deixou de despertar o interesse do bilionário americano. Ele não é bobo, fez fortuna negociando imóveis e empresas do setor imobiliário, e por isso, agora ele está saindo dos investimentos que começou a fazer no Brasil em 2005. Confira na postagem do Blog do Imóvel, de 23/01/2011: 'Sam Zell vende brasileiras e infla boatos da bolha'.

Copa e Olimpíadas não garantem nada, até às vésperas destes mega-eventos o investimento é pesado, mas cessa com a conclusão das obras. Aí me pergunto, com os gastos estratosféricos, será que os lucros vão pagar a conta. Se der prejuízo será que ao menos o legado valerá a pena? O otimismo sobre estes eventos é grande, entretanto ter os pés no chão é importante. O fato é que hoje a 'África sofre com elefantes brancos', também é constatação que deve ser avaliada - não se trata de pessimismo e sim de realidade - é lembrar  a história e o legado dos jogos de Atenas, que custaram aproximadamente US$ 14 bilhões e deram tanto prejuízo que até hoje ainda há contas a pagar, 'num total equivalente a US$ 70.000 por família, de acordo com uma estimativa do jornal britânico The Independent. Só em 2006 os moradores de Montreal terminaram finalmente de pagar um total de US$ 1 bilhão de custos incorridos com os jogos de 1976.'

Qualquer investimento ganancioso, especulativo, é sempre arriscado. Neste 2011, até agora a bolsa de valores de São Paulo já acumula uma perda anual em torno de 13%. Enquanto isso a especulação imobiliária corre solta, desregulada e com fiscalização pífia nas principais capitais do Brasil. Estrangeiros compram imóveis aqui, aproveitando a onda, mas e quando eles resolverem vender, como faz o Sam Zell, pra onde vai o dinheiro do 'lucro'? Todos sabemos que imóvel não garante liquidez imediata, uma transação imobiliária não é simples e ágil, depois de dado o sinal existem vários trâmites legais a serem cumpridos. Tem gente que precisa comprar para morar, e não pra especular, tem gente que precisa vender por motivo urgente e não consegue liquidez... todos estes estão encontrando dificuldade. Quem vive de aluguel também sofre com a onda especulativa do mercado imobiliário, pois os contratos novos estão sendo calculados em cima de valores de imóveis supervalorizados, com preços muitas vezes acima dos de mercado.

Acho que o governo deveria intervir, enquanto é tempo, no mercado imobiliário e acabar com a farra do crédito fácil. Toda medida seria válida para evitar que estoure esta possível bolha, que assombra os mercados financeiro e imobiliário, tudo em nome do cidadão e da cidadã que vêem o sonho da casa própria se distanciar com a especulação desenfreada, ao passo que se atolam em dívidas. Para quem deseja investir, aplicar aquele dinheiro que está parado ou rendendo pouco, acho que o recomendável no momento não é entrar no mercado imobiliário ou aplicações de risco como a bolsa. Por via das dúvidas parece ser mais seguro investir em letras do Tesouro Nacional (Tesouro Direto), uma aplicação conservadora, mas de risco irrisório, e satisfatóriamente rentável a longo prazo.

Deixei o mercado imobiliário em 2004, ganhei algum dinheiro, aprendi mais uma profissão, não me arrependo de ter trabalhado em imobiliária, realmente aprendi muito, inclusive que especulação não é de fato um bom negócio. Parece que realmente vale o velho ditado popular 'o que vem fácil, vai fácil...', e tenha certeza que viver de comissão não é nada fácil... Quem vive de especulação também não tem vida sossegada, tranquila, pois constantemente investe grandes somas e na mesma velocidade que ganha dinheiro sabe que também pode perder, todo especulador nada mais é que um jogador. Devemos ter sempre os pés no chão, olhos e ouvidos ligados na informação, muita calma e cuidado para não trocar os pés pelas mãos... Quanto ao Brasil, é bom cuidar, ficar de olhos e ouvidos bem abertos, tomar atitudes, para que de "bola da vez", não se torne a "bolha da vez". Se jogo é vício, especulação é uma droga. Basta dizer não!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Análise: A espiral explosiva da despesa mundial em armamentos

Sem surpresa os EUA são responsáveis pela metade das despesas

Com a despesa mundial em armamentos durante 2010, se poderia-se manter 212 milhões de crianças de aproximadamente um ano, ao custo médio necessário em um país desenvolvido europeu. A manutenção estimada por criança ali, segundo fontes extraoficiais, é de quatro mil 715 dólares ao ano, enquanto o investimento em meios bélicos aumentou em 2010, globalmente, a um trilhão 630 bilhões de dólares.

Nove milhões de crianças morrem de fome anualmente no mundo, e só o protótipo do superavião britânico não tripulado Taranis, acumulou um custo de 215 milhões de dólares, os que bastariam para alimentar 45 mil 599 crianças ao ano.

Nos países do sul poderiam se alimentar muitos mais pequenos, se só se tratasse de cobrir as necessidades básicas para não morrer de inanição e de doenças previsíveis ou curáveis, ainda que o anterior se assume hoje só como relações matemáticas.

Mas o Tiranis, nome do Deus celta do trovão e qualificado como "a cúpula" da engenharia britânica e do desenho aeroespacial, não é o maior exemplo bélico, pois as despesas em armamentos compreendem enormes meios com capacidade de destruição totalmente global.

O Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI) considera, em seu relatório sobre o ano passado, que as armas nucleares continuam representando um grande perigo apesar das promessas de redução.

Como causa da pronunciada pirâmide armamentística, identifica a luta pelas riquezas naturais, devido ao aumento da demanda internacional e da penúria induzida especialmente pelas mudanças climáticas.

Neil Melvin, diretor no SIPRI do programa Conflitos Armados e Gerenciamento dos Conflitos, considera que os recursos são "um fator maior de conflito".

Em sua opinião, o petróleo tem desempenhado seu papel nas tensões no Sudão e na Líbia, onde contribui à guerra civil, ao que pode acrescentar, na opinião de analistas, que motiva também os bombardeios da OTAN.

O aumento súbito da demanda pelo consumo, segundo o SIPRI, é a causa principal de uma concorrência crescente na busca de recursos exploráveis, até no Ártico, e no aumento dos preços, sobretudo nos da alimentação.

Ante tais previsões, o alarme é maior se considera-se que os preços dos alimentos poderiam duplicar de agora a 2020.

Em relação a isto, os múltiplos atos de violência da chamada primavera árabe foram engendrados em grande parte "por distúrbios causados pela fome" e os altos "preços dos produtos alimentários", opina.

Sobre as armas nucleares, o SIPRI explica que as reduções anunciadas foram amplamente compensadas mediante a modernização e a multiplicação dos vetores.

Só oito países possuem mais de 20 mil 500 cabeças nucleares.

Desse total, "mais de cinco mil estão deslocadas e prontas para serem usadas, e duas mil mantidas em estado de elevado alerta operacional".

Cinco desses estados, assinantes do Tratado de não Proliferação, "ou já estão deslocando novos sistemas de armas nucleares, ou têm anunciado sua intenção de fazê-lo".

Considera assim mesmo que as despesas mundiais em armamento, sempre encabeçadas pelos Estados Unidos, experimentaram em 2010 um crescimento de 1,3 por cento, até o trilhão 630 bilhões de dólares.

Os cem maiores fabricantes mundiais de armamento, exceto a China, venderam 401 bilhões de dólares de produtos bélicos em 2009, com recorde para os Estados Unidos, cuja demanda governamental continua se elevando.

Seu orçamento militar para 2011 é de 708 bilhões de dólares, 42,8 por cento da despesa mundial, com o que quase atinge a todos os demais países juntos.

Não obstante o quantioso, e na opinião de muitos inútil comércio e despesa em armas, a realidade evidência que este custo é insustentável, a não ser que se reembolse mediante a conquista de territórios e de outros recursos.

Promover as guerras, fratricidas todas, conduz ao aniquilamento humano.

Durante a última década, duas milhões de crianças foram assassinadas nas guerras, e calcula-se que 150 milhões, com capacidade trabalhista, são exploradas como força de trabalho.

Quatro milhões de recém nascidos, segundo meios jornalísticos, morrem em seu primeiro mês de vida, 82 por cento não recebem antibióticos, vários milhões de menores de 14 anos têm AIDS e 500 mil mulheres falecem anualmente ao parir.

Ademais, 600 milhões de crianças no mundo são vítimas da pobreza, 100 milhões vivem na rua, 150 milhões de meninas e 73 milhões de menores de 18 anos são explorados sexualmente e um milhão 800 mil caíram no comércio sexual.

Expande-se a opinião de que "há muito os países poderosos... escolheram o caminho da arma e da guerra para resolver suas carências de energia e outros recursos naturais, sem pensar e analisar que podem acarretar estes fatos no futuro".

O Taranis, capaz de empreender tanto tarefas de espionagem e vigilância como de transportar armas para atacar todo tipo de alvos, foi desenvolvido por BAE Systems, Rolls-Royce, Qinetiq e GE Aviation com o apoio do Ministério de Defesa britânico, durante quatro anos, concluídos em 2010.

Gerald Howarth, o ministro para Assuntos de Defesa, declarou a BBC Mundo que "Taranis é um projeto realmente de vanguarda. Primeiro de seu tipo no Reino Unido, reflete melhorer os avanços de desenho e as habilidades tecnológicas de nosso país e constitui um programa líder no cenário mundial".

Mas "é um primeiro passo para o Reino Unido", pois "não se trata de um avião que vá entrar em serviço, senão de uma demonstração tecnológica que provará técnicas, demonstrará capacidades e assinalará a direção na qual vamos".

Segundo as pesquisas, compreendeu-se de que se trata... e é só um exemplo.

Sobretudo quando os déficits públicos se mantêm à ordem do dia, descem as despesas sociais, se privatizam bens do patrimônio, também na União Européia, e se elevam os orçamentos militares em países aos que ninguém agride.

Seus investimentos bélicos impedem salvar aos famintos, ao mesmo tempo que provocam a morte, também em espiral.

(*) Redação Global da Prensa Latina - Postado em 19/06/2011 ás 19:12

Fonte: Internet: http://www.patrialatina.com.br - acessado em 23/06/2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Cena do filme “O concerto”



via Tião D'Ávila - Repassando...

A cena que você vai assistir, clicando na imagem abaixo, é do filme "O Concerto" baseado na historia real e se passa na Rússia, em 1980, na época de Brejnev, quando Andrei Filipov era o melhor maestro da União Soviética e dirigia a famosa Orquestra do Bolshoi. Mas, em plena glória, depois de se ter recusado separar-se dos seus músicos judeus, entre os quais estava seu melhor amigo, Sacha, foi demitido. O maestro, para sobreviver financeiramente aceita fazer limpezas no teatro.

Certo dia, 30 anos depois, ao limpar a sala do diretor do teatro, intercepta um fax do famoso Teatro Châtelet de Paris convidando a orquestra para se apresentar lá, sem saber que a orquestra estava provisoriamente desfeita. De repente, ocorre a Andrei uma ideia mirabolante: por que não reunir os seu ex-colegas músicos, que sobrevivem fazendo biscos e trabalhos temporários, e levá-los a Paris, fazendo-os passar pelo Bolshoi?

A oportunidade de dar o tão esperado troco finalmente chegou... aumente o som do seu computador, clique na imagem e confira,  magnífico!


O Concerto / Le concert (IMDb): http://www.imdb.com/title/tt1320082/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

FDA: Carne de frango contém arsênio

por Stanilaw Calandreli, do Natural News (click here for english version)

Arsênio? Coma mais! Yo! Mas, mesmo com o produto contendo arsênio sendo retirado das prateleiras, o FDA continua a sua campanha de negação, afirmando que o arsênio em frangos está em um nível tão baixo que ainda é seguro comer. Isso é o mesmo que o FDA dizer que o arsênio é uma substância cancerígena, o que significa que aumenta o risco de câncer.

O Conselho Nacional do Frango concorda com o FDA. Em um comunicado emitido em resposta à notícia de que o Roxarsone seria retirado das prateleiras das casas de ração, ele declarou: "É seguro comer frango" muito embora admitisse que o arsênio seja utilizado em muitos lotes de aves em crescimento e vendido como carne de frango nos Estados Unidos.

O que há de surpreendente nisso tudo é que o FDA diz ao consumidor que é seguro comer arsênio cancerígeno, mas que é perigoso beber o suco de sabugueiro! O FDA, recentemente, conduziu uma invasão armada a um fabricante de suco de sabugueiro, acusando-o de "crime" de vender "drogas não aprovadas." Que droga é essa? O suco de sabugueiro, explica o FDA. Dá para entender? O suco de sabugueiro magicamente torna-se uma "droga" se você disser às pessoas que esse mato pode ajudar a saúde.

A FDA também foi atrás de dezenas de outras empresas que vendem produtos naturais à base de plantas ou produtos nutricionais que suportam a saúde. Além disso, está travando uma guerra ao leite puro, dizendo que é perigoso. Então, agora na América, temos uma agência reguladora de alimentos e medicamentos que diz que é bom comer arsênio, mas é perigoso beber suco de sabugueiro ou leite puro.

Coma mais veneno, em outras palavras, mas não consuma qualquer alimento que cura. Esse é o FDA, matando os americanos um pouco a cada refeição e protegendo o lucro das próprias empresas que estão nos envenenando com seus ingredientes mortais.

Ah, por falar nisso, aqui vai outro fato pouco doce e perturbador, você provavelmente não sabia sobre hambúrgueres e a carne de vaca convencional: O estrume de frango, rico em arsênio, é fornecido ao gado de corte em confinamento. Assim, o arsênio, que é defecado pelos frangos e depois consumido fica concentrado nos tecidos do bovino, que depois é transformado em hambúrguer para ser consumido pelas massas sem noção, que sequer sabem que estão, indiretamente, comendo titica de galinha arsenificada.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Manifesto Hacker: de Anonymous para OTAN

Foi publicado no jornal Estadão, edição de 13 de junho de 2011, a íntegra da carta que o grupo hacker Anonymous escreveu em resposta ao texto da Organização do Tratado do Atlântico Norte, em que a OTAN fala sobre como “A revolução de informação atualmente em curso apresenta uma série de desafios políticos, culturais, econômicos e de até de segurança nacional”.

No texto, a Organização declara abertamente os hackerativistas do Anonymous como uma ameaça – pois o grupo “está cada vez mais sofisticado e poderia invadir arquivos delicados do governo, de militares e de empresas” – e cita casos em que o coletivo hacker provou sua força: a derrubada dos sistemas de empresas como Visa, Mastercard, PayPal e Amazon, que de alguma forma prejudicaram o site WikiLeaks quando pressionados, e a invasão dos servidores da empresa de tecnologia de segurança HBGary, que vende produtos para o governo norte-americano

Na sexta-feira, 10, mesmo dia em que a polícia espanhola afirmou que ter desarticulado a cúpula do grupo após uma série de prisões, o Anonymous respondeu à OTAN com uma carta aberta:

'Saudações membros da OTAN. Nós somos Anonymous'

Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.

O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer. A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.

Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas.

Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?

Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas

Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.

Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.

Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.

O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.

Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.

Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.

Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.

Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.

Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós por pura raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.

Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.

Somos o Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…

Meu comentário:

Agora entendo porque até o Vaticano está na defesa dos hackers, eles são a voz do povo e a voz do povo é a voz de Deus. As pessoas se assustam porque fazem na cabeça delas uma confusão, proposital penso, entre hackers, crackers, estelionatários digitais, redes de pedófilos, etc. Na verdade os hackers são apenas populares, com conhecimentos avançados de tecnologia, que usam a rede para fazer o que dizem em seu manifesto.

A sociedade conectada está invertendo a pirâmide e hoje quem manda somos nós, cidadãos e cidadãs da aldeia global, todos conectados em rede. O povo manda! Vivemos uma revolução (social) dentro da revolução (tecnológica) e se a Revolução Industrial escravizou, a Revolução Tecnológica está libertando.

Vivemos na Era da Informação e do Conhecimento, as mudanças estão acontecendo e não há como adiar, o momento é agora. Está na hora de esquecermos estruturas de poder falidas, sistemas financeiros injustos e qualquer forma de poder obscura que não traga em sí o verdadeiro espírito da democracia e da liberdade. Vamos esquecer preconceitos, romper com velhos paradigmas e promover a mudança, de dentro para fora, partindo de cada um para todos e de todos para um.

Particularmente acho que o ciberativismo é mais eficiente que o hackerativismo, pois o primeiro é uma forma legítima de manifestação democrática da liberdade de expressão, enquanto o segundo usa métodos pouco ortodóxos, parecidos até com os mesmos usados pelo alvo de suas ações. Acredito na política e no poder de reforma e renovação através do voto. Apenas precisamos dedicar, regularmente, um pouco de nosso tempo para compartilhar informação, idéias, propostas, fazer debates em rede para promover mudanças.

Devemos aprender juntos como usar a tecnologia para promover as mudanças que queremos e precisamos, sem agressão, usando o conhecimento, a informação, a resistência não violenta, a transparência e a verdade como ferramentas. A Internet é apenas o nosso meio.

É tempo de evoluir! Junte-se aos bons!

"Quem não pode fazer grande coisa, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa." ~Santo Antonio de Pádua

"Satyagraha - a força do espírito - não depende do número; depende do grau de firmeza." ~Mahatma Gandhi

"Se você quiser ser um buscador da verdade real, é necessário que pelo menos uma vez na sua vida você duvide, na medida do possível, de todas as coisas." ~René Descartes

"O fracasso quebra as almas pequenas e engrandece as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo da floresta." ~Benjamim Franklin

Acesso à rede é direito humano básico, diz ONU


O acesso à internet é um direito humano básico, declarou as Nações Unidas na semana passada.

Segundo um extenso relatório, em inglês, desconectar indivíduos da web é uma violação dos direitos humanos e vai contra a lei internacional. “O Relator Especial da ONU salienta a natureza transformadora e única da internet não apenas para permitir que indivíduos exercitem seu direito à liberdade de opinião e expressão, mas também de uma série de outros direitos humanos, e para promover o progresso da sociedade como um todo”, relatou o sumário.

Em março, uma entrevista da BBC em 26 países havia apontado que 79% das pessoas acreditam que o acesso à internet é um direito fundamental.

O documento foi divulgado no mesmo dia em que uma empresa de monitoramento revelou que 2/3 do acesso à internet na Síria foi bloqueado, sem aviso. “A recente onda de protestos em países do Oriente Médio e África do Norte mostrou o papel-chave que a internet pode desempenhar em mobilizar a população para pedir por justiça, igualdade e mais respeito aos direitos humanos. Sendo assim, facilitar o acesso à internet para todos os indivíduos, com a menor restrição ao conteúdo online possível, deve ser prioridade”, ressaltou o relatório.

Muitos ditadores e líderes no Oriente Médio reconhecem o poder da rede e tentam cortar seu acesso. Na maioria dos casos, no entanto, os cidadãos encontram uma maneira de furar o bloqueio. No Egito, por exemplo, centenas de indivíduos usaram modens e linhas de telefone antigos para conseguirem acesso por meio de uma rede global.

Bons exemplos

Alguns países já derem um passo à frente no reconhecimento da importância do acesso à rede. A Estônia aprovou, em 2000, uma lei que declara o acesso à internet um direito humano básico. Em 2009, a França fez o mesmo. Legisladores na Costa Rica tomaram uma iniciativa semelhante no ano passado. Já a Finlândia determinou, em 2009, que toda conexão à internet deve ter uma velocidade de, no mínimo, um megabyte por segundo. Informações de Nicholas Jackson [The Atlantic, 3/6/11].

Leia também: United Nations report: Internet access is a human right - L.A. Times (em inglês/in English)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

SOS Rio de Janeiro

Charge de Aroeira, publicada no jornal O Dia (07/06)
Hoje recebi de uma amiga, através do Facebook, um texto publicado no Blog do Garotinho, ex-governador e atual deputado federal, na postagem ele fala sobre a greve dos bombeiros, seus atuais desdobramentos e o dilema pelo qual passa o governador Sérgio Cabral. Não sou eleitor nem lá muito fã do Garotinho, entretanto acho que a Clarissa, filha dele, está fazendo um bom trabalho como deputada.

Não sou hipócrita, demagogia e populismo enxergo de longe e não me enganam. Quando uma pessoa acerta através da verdade, livres de preconceito, devemos apoiar. O interesse pelo bem comum, a fraternidade, deve vir em primeiro lugar. Como algumas palavras de Anthony Garotinho parecem refletir a verdade sobre o momento, resolvi fazer um comentário que acabou se transformando nesta postagem.

Realmente os salários estão defasados, e não é só no setor público! No setor privado também. Com a supervalorização dos imóveis na cidade, custo de vida alto, inflação, juros, serviços a preços inflados, o fato é que o carioca está ganhando mal em todas as profissões. A maioria das pessoas não consegue chegar ao final do mês sem entrar no cheque especial, ou usar cartões de crédito.

Agora precisamos chegar todos a um acordo, ano que vem teremos eleições municipais, se a população de bem se mobilizar podemos operar uma mudança. Sabemos que a cidade tem mais recursos que o estado e que um prefeito de oposição ao governo estadual pode mudar totalmente o atual cenário, de domínio de um grupo que tomou conta do estado.

Acho que o caminho é a mudança sustentável, do capital humano que elegemos para gerir nossa cidade, nosso estado. 2012 nos dará uma chance de promover esta mudança. Como? Simples, elegendo gente nova, com currículo bom, bons antecedentes. Se para qualquer concurso se exige formação, devemos também avaliar as pessoas as quais confiamos nosso voto.

Um político deve ter bom grau de instrução e precisamos eleger representantes que dêem conta do recado. Temos que eleger profissionais de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Exatas e Tecnológicas, Ciências Humanas e Sociais, todos comprometidos com o meio-ambiente e a qualidade de vida da população. Formar um time de cabeças que pensem no interesse da população e não apenas no interesse público, da máquina pública.

Os bombeiros ganham pouco e não é a única classe que está sendo mal remunerada, policiais, professores, profissionais de saúde... enfim, todo funcionalismo público, a exceção do primeiro escalão, tem salários que não sustentam uma família numa cidade que tem um custo de vida alto como no Rio de Janeiro.

Acho que o governo erra ao permitir que toda especulação ligada a grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, não seja sustentável. Da mesma forma que o dinheiro entra, também sai, sem ser revertido no benefício comum da população.

Criticaram tanto a Cidade da Música do César Maia e fazem obras faraônicas, que podem ter sua necessidade facilmente contestada pelo bom senso, mas a maioria continua morando em favelas, pagando aluguel. Falam em justiça social mas sufocam a classe media para que pague a conta destes monumentos ao século XX, que na verdade fazem parte apenas do circo.

Quantas casas populares , conjuntos habitacionais, escolas e hospitais poderiam ser construídos com os bilhões investidos na Cidade da Música, Maracanã, Cais do Porto, Sambódromo...? Será que estes eventos e suas grandes pirâmides vão render mesmo pra cidade, pro cidadão ou vão apenas engordar as contas bancárias de uns poucos?

Penso que está mais do que na hora de dar uma chance aos partidos pequenos. Promover uma onda que lave a alma e o solo do nosso amado Rio de Janeiro. Escolher políticos realmente bons para votar, escolher não pela musiqueta ou pela propaganda de TV, mas pelo currículo, como se estivéssemos contratando funcionários para cuidar das nossas vidas, o que é fato.

Eu, particularmente acredito no PV e meu voto no momento está verde. Sinal verde para a mudança. Entretanto nada impede que eu vote em um bom e equilibrado político do PSOL, ou do Libertários, ou até do Partido Pirata... quem sabe atá não paparece um 'Partido dos Bombeiros' - pra apagar esta fogueira de vaidades, intrigas e denúncias da política carioca, fluminense e brasileira - mas votar em PMDB, PSDB, PT, DEM, PSD, PDT... á meu amigo, minha amiga, ao menos aqui no Rio de Janeiro não contem com o meu voto. Esse povo já está no poder há muito tempo e nada muda, só para pior. Está na hora de mudar!

Abraços sustentáveis!

VEJA TAMBÉM O VÍDEO, FEITO POR ARTISTAS, EM APOIO AOS BOMBEIROS DO RIO:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Corpo Humano ~ Frases e Pensamentos

Algumas frases sobre o corpo humano, para meditar, refletir e compartilhar... porque saber não ocupa espaço!

"O corpo atinge a perfeição aos 35 anos, a alma, aos 50." ~Aristóteles

"Meu corpo é o templo da minha arte. Eu exponho-o como altar para adoração da beleza." ~Isadora Duncan

"Os corpos são hieróglifos sensíveis." ~Octavio Paz

"Uma cabeça má arruina o corpo inteiro." ~Marquês de Maricá

"Que o teu corpo não seja a primeira cova do teu esqueleto." ~Jean Girandoux

"O meu corpo é feito de cinzas invisíveis." ~José Luis Fidalgo

"Se há alguma coisa sagrada é o corpo humano." ~Walt Whitman

"Este corpo no final será misturado com a lama. Porquê permanecer na arrogância?" ~Kabir

"O meu corpo é um jardim, a minha vontade o seu jardineiro." ~William Shakespeare


"Só há um templo no mundo e é o corpo humano. Nada é mais sagrado que esta forma sublime. Inclinar-se diante de um homem é fazer homenagem a esta revelação na carne. Toca-se o céu quando se toca um corpo humano." ~Novalis

"O seu corpo é a base e a metáfora da sua vida, a expressão da sua existência. É a sua Bíblia, sua enciclopédia, sua história de vida. Tudo o que acontece com você é armazenado e refletido no seu corpo. No casamento da carne e do espírito, o divórcio é impossível." ~Gabrielle Roth

"A mensagem que enviamos ao nosso corpo - seja de irritação ou apreciação - é a mensagem à qual nosso corpo responderá." ~Debbie Shapiro

"O que está sempre falando silenciosamente é o corpo." ~Norman Brown

"O corpo tem seu próprio modo de saber, um conhecimento que tem pouco a ver com lógica, e muito a ver com verdade; pouco a ver com controle, e muito a ver com aceitação, pouco a ver com divisão e análise e muito a ver com união." ~Marilyn Sewell

"Mente sã em um corpo são, é uma descrição curta, mas completa, de uma condição feliz neste mundo. Aquele que tem ambos, tem muito pouco mais a desejar; e aquele que deseja ambos, será um pouco melhor em tudo." ~John Locke

"O corpo, se for bem tratado, dura uma vida inteira." ~N. Clarasó

"O corpo humano é a carruagem. Eu, o homem que a conduz. O pensamento, as rédeas. Os sentimentos, os cavalos." ~Platão

"Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos." ~Victor Hugo


"A deformidade do corpo não afeia uma bela alma, mas a formosura da alma reflete-se no corpo." ~Séneca

"O cansaço físico, mesmo que suportado forçosamente, não prejudica o corpo, enquanto o conhecimento imposto à força não pode permanecer na alma por muito tempo." ~Platão

"O homem não tem um corpo separado da alma. Aquilo que chamamos de corpo é a parte da alma que se distingue pelos seus cinco sentidos." ~William Blake

"Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência." ~Augusto Cury

"É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve." ~Victor Hugo

"O pássaro é livre na prisão do ar. O espírito é livre na prisão do corpo." ~Carlos Drumond de Andrade

"O corpo existe tão somente para que o Espírito se manifeste." ~Allan Kardec

"A alma é a causa eficiente e o princípio organizador do corpo vivente." ~Aristóteles

"A sabedoria para o espírito é como a comida para o corpo." ~Provérbio Judaico

Cogito, ergo sum: "penso, logo existo"; Dubito, ergo cogito, ergo sum: "Eu duvido, logo penso, logo existo" ~René Descartes

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