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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Despertando para a Religião do Futuro

A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia ~Albert Einstein
O mundo continua em guerra... Muita gente pensa que vivemos em tempos de paz, entretanto a verdade não é essa. Vemos todos os dias, na mídia de massa e através da Internet, uma série de informações sobre conflitos que acontecem ao redor do Planeta.

A maioria destes combates toscos e sangrentos, entre seres humanos, acontece ou por causa de religião, dinheiro ou autoritarismo. Acho que tudo bem não suportar um regime autoritário; imposto por um rei ou ditador, no qual não há democracia, liberdade, entretanto brigar por causa de dinheiro ou de religião, isso não consigo entender, não há lógica aí.

Como guerreiros de luz, que usam sua energia, magnetismo pessoal, amor e conhecimento, sabedoria para iluminar onde há trevas, não podemos aceitar guerras fúteis. Devemos buscar a felicidade, não nas coisas fúteis, efêmeras, propagadas pela armadilha do hedonismo. A felicidade está nas coisas simples da vida, e isso não é apenas mais um clichê, é uma grande verdade. Todos nós andamos tão absorvidos pelas obrigações materiais, as quais nos são impostas, que acabamos esquecendo-se de nós mesmos.

A religião - todas, sem excluir uma só que seja - exerce uma influência muito positiva no resgate das pessoas, aos valores éticos e morais elevados, que parecem estar adormecidos dentro da maioria das pessoas. Quem sabe este torpor da moral e da ética ocorra por algum problema ambiental, pode ser culpa do meio ambiente insalubre, insustentável, no qual nossa sociedade está baseada. Convivemos com toda espécie de miséria humana e nos preocupamos individualmente, esquecendo o coletivo, estará certo isso?

Até certo ponto sim, está certo dirigirmos nossos esforços a nós mesmos, pois a vida é um espelhamento de nós mesmos, é a vibração que está ao nosso redor. Não sei você, mas eu acredito que a única maneira de libertar o mundo é antes libertar-se.

Cada indivíduo deve parar por um instante, analisar o cenário amplamente e, após refletir, concluir quais fatores são responsáveis pela criação desse meio de vida infeliz, insalubre e insustentável em que maior parte da sociedade se encontra inserida.

Onde estão os valores éticos e morais da nossa sociedade? Será verdade mesmo que a resposta às necessidades humanas se reduziu apenas ao consumo, ao poder de compra ou de barganha?

Não precisa ser crente pra ter moral, ninguém tem que ser beatificado pra comprovar que o modo certo de agir é aquele sustentado pela ética, que deve nos acompanhar em tudo na vida. Se os filhos precisam de pais, pense bem, além de precisarmos todos de Deus, neste mundo todos precisam uns dos outros, afinal tudo o que acontece é resultado das ações deste grande grupo de seres humanos interconectados, ao qual damos o nome de sociedade.



Libertar-nos uns aos outros é importante, é questão de irmandade, compaixão, caridade. Quanto maior, mais elevado o nível de sua consciência, maior sua responsabilidade para com o próximo. Libertar-nos dos produtos materiais da sociedade de consumo, é um passo importantíssimo. Não que você tenha que ignorar bens materiais, entretanto todos devem ter a consciência que se uma pessoa possuí um luxuoso e exclusivo carro esporte, muito provavelmente, além do preço alto em dinheiro, existe aí outro custo embutido. Para um ter luxo, como os recursos de nosso Planeta são limitados, outro terá que ter lixo.

Todos têm o direito de viver bem, com qualidade de vida, este direito é comum e inalienável. A riqueza contida neste mundo é herança comum de cada um de seus habitantes e deve ser compartilhada irmanamente por todos. Claro que a individualidade, opinião, idéias e princípios de cada ser, devem merecer o respeito de todos, principalmente no que tange a liberdade de opção pessoal, seja ela qual for, desde que se saiba de partida, que tudo tem seu preço ou paga. Ganhos individuais, que proporcionem certo grau de enriquecimento, também não causariam estragos sociais, fazendo falta a outrem, não fosse a cobiça, a ganância.

Existe época de plantio e de colheita, este é o trabalho que deve ser realizado em grupo, para que seus frutos possam ser distribuídos de forma mais justa, igualitária. Cada um tem um talento, um ofício inerente, no qual é bom porque gosta de fazer aquilo. Nossa vocação deve contribuir com o meio em que vivemos. Chega de guerras, de disputas vazias, ainda temos na Terra recursos suficiente para todos, desde que também se deixe a hipocrisia e a religiosidade cega apartadas, para que possamos crescer de maneira sustentável.

Para crescer com sustentabilidade, pouco se fala, mas a verdade é que o controle de natalidade é essencial. A visão deve ser ampla, quando paramos para observar, pensar e tira conclusões, devemos fazer isto de uma forma que nos permita enxergar sem tampão, viseira, tala ou cabresto que nos tire a visão periférica, quase nos cegando. A visão periférica, ou seja, enxergar ao redor, é essencial àqueles que pleiteiam mais liberdade.

O dia em que deixarmos de nos cercear, esconder, pertencer ou fazer parte desta ou daquela religião, deste ou daquele partido político, de um ou de outro time... Quando esquecermos o conceito tolo de que para ser o bom é preciso ser o primeiro em tudo, o número um... Quando o conceito bestial, de que se deve tirar proveito e vantagem em tudo, deixar de existir, então deixaremos de sonhar e estaremos despertos à vida real, no mundo real, não no mundo de sonhos e utopias inatingíveis no qual vivemos hoje. Este dia - que um dia há de chegar - trará a verdadeira paz ao mundo. Será a vitória final da humanidade às injustiças sociais e seus frutos malditos, é a receita de felicidade estável e duradoura à raça humana.

Quando acabar o conceito de competição, coisa odiosa que nasceu com os grandes impérios, naturalmente colaboração é o que teremos. Vivemos em uma ilha, que vaga em velocidade vertiginosa, meio a um cosmo inabitável à vida biológica. Mesmo que um dia encontremos outro Planeta habitável, é muito provável que não vamos conseguir chegar até ele. Devemos cuidar da Terra, pois ela é nosso lar, bem como de todas as gerações que ainda estão por vir.

Só uma sociedade colaborativa terá sucesso e nos dará a chance de um futuro, a todos nós, que somos tod@s crianças, filhos e filhas de Deus, eternos aprendizes. As diferenças são apenas superficiais, somos todos irmãos e irmãs. O Deus é um só!

Caiam todas as barreiras, sejam elas culturais, lingüísticas, religiosas, ou da espécie que forem, caiam! Tremam e vão abaixo todos os impérios, ditadores, regimes autoritários, mentalidade escravagista, preconceitos... Que todos os paradigmas que não nos servem mais sejam quebrados de vez, e seus cacos esquecidos.

Juntos, somos o que somos, somos UM. Dê ciência a sua consciência, os acontecimentos mostram que o tempo é do despertar. Acredite, acorde!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Google firmará parcerias para desenvolver a Google TV

Google pretende firmar novas parceria para desenvolver o Google TV
Fonte: NoticiasBR

O presidente do conselho da empresa Google, Eric Schmidt, afirmou durante participação no Festival Internacional de TV de Edimburgo, que aconteceu no sábado (27), a intenção da empresa em firmar novas parcerias para desenvolver o seu próprio serviço de televisão. Conhecido como Google TV, o serviço permite que os usuários façam misturas entre o conteúdo da televisão e da internet. Com a ferramenta, o usuário pode assistir as suas escolhas no próprio televisor.

Para Schmidt, um dos maiores problemas para ganhar maior reconhecimento com o Google TV é uma questão técnica diretamente relacionada com os próprios televisores. De acordo com ele, a perspectiva é que os cidadãos troquem uma vez a cada cinco anos de aparelho, o que exige adaptação na maneira como o televisor consegue receber o conteúdo transmitido pelo Google TV. Até o momento, os parceiros do Google TV são a Sony e a Logitech, sendo que a segunda se responsabiliza pela produção de mouses, alto-falantes, webcams e teclados para computadores.

A expectativa é que novas empresas passem a fazer parte do quadro de parceiros do Google TV e que as duas já existentes continuem com o trabalho junto à Google. Por mais que Schmidt não tenha informado quais são os possíveis futuros companheiros, ele afirmou que logo deve ser feito um anúncio oficial.

Com relação à transmissão de vídeos na internet, a Google é a empresa que controla o site YouTube, um dos principais para o compartilhamento desse tipo de arquivo online. A aquisição aconteceu em 2006 e desde então a Google não anunciou lucros com a compra.

Dica de Leitura: O Capitão Lamarca e a VPR




Autora: Maciel, Wilma Antunes
Editora: Alameda Casa Editorial
Categoria: Geografia e Historia do Brasil
208 páginas

Sinopse: Com a instauração do regime militar no Brasil em 1964 e a decretação do Ato Institucional número 2 (AI-2) em 1965, os que lutavam a favor da liberdade e contra o regime militar passaram a ser enquadrados na Lei de Segurança Nacional e começaram a ser julgados pela Justiça Militar. Neste livro, a historiadora Wilma Antunes Maciel analisa os processos políticos movidos contra a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) no período de 1969 a 1971, principalmente aqueles que se referem ao seu principal líder, o capitão Carlos Lamarca. Desta forma, o foco principal do volume procura explicar as diferentes facetas da Justiça Militar, buscando apreender na lógica dos textos dos processos seus objetivos e significado histórico.

A atuação da Justiça brasileira do período revelou-se extremamente complexa no julgamento dos militantes de uma das principais organizações de esquerda que lutou com armas contra o regime militar. A pesquisa abordou a relação entre a administração da Justiça e o Estado, os mecanismos de repressão denunciados nos tribunais, como a tortura, desaparecimento e mortes de militantes, além das irregularidades na aplicação da legislação.

A figura emblemática de Carlos Lamarca permeia todas as fases do processo, desde o perfil dos réus e da organização, até as formas de atuação e as estratégias adotadas pelos representantes do Ministério Público e advogados de defesa. O enfoque do livro centrou-se no rigor da Justiça em defesa da Segurança Nacional e na repressão judicial como parte das práticas repressivas, em que legalidade e ilegalidade não se separavam.

Sobre a autora: Wilma Antunes Maciel é professora e historiadora. Estuda a ditadura militar no Brasil e realiza a pesquisa de doutorado sobre a participação dos militares de esquerda na luta armada.

sábado, 27 de agosto de 2011

Breaking The Taboo 2011 | Quebrando o Tabu | Official Trailer

Spray Filmes, STart e Cultura e Luciano Huck apresentam: "Quebrando o Tabu"
Um filme em busca de soluções para o fracasso da guerra às drogas.
Dirigido por Fernando Grostein Andrade
Com Fernando Henrique Cardoso, Bill Clinton, Jimmy Carter, Paulo Coelho, Drauzio Varella
Produzido por: Fernando Menocci, Silvana Tinelli e Luciano Huck

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Internet lenta? Saiba por que...



Para teles, garantia de velocidade na Internet é medida rara ¹

Luís Osvaldo Grossmann - 17/8/2011

Embora ainda não tenham posição firmada sobre a proposta que fixa percentuais mínimos de velocidade no acesso a internet, as operadoras de telefonia estão se municiando de argumentos que, por enquanto, sugerem que essa medida é rara no mundo.

“Encomendamos um estudo para avaliar a situação e descobrimos que entre diversos países, apenas a Índia e a Malásia adotam controles de velocidade. Mas ainda não existe uma posição a respeito e pode ser que cada empresa se posicione diferentemente”, afirma o diretor-executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy.

Para o executivo, essa raridade não implica em um juízo preventivo de que a medida é boa ou ruim. Mas o tema certamente ganhará ampla discussão durante a audiência pública que a Anatel realiza na próxima semana para discutir as propostas de regulamentos do Serviço de Comunicação Multimídia.

O texto em consulta pública, relativo aos parâmetros de qualidade do acesso a internet, determina que as conexões deverão garantir, em média, pelo menos 60% da velocidade contratada – com ampliação gradual para 80% dois anos após a entrada em vigor da nova regra.

Também indica que a velocidade mínima poderá ocasionalmente ser de somente 20% daquela contratada, no caso das medições instantâneas que poderão ser feitas pelos próprios internautas, mas isso implica diretamente em compensação para que, na média mensal, o acesso respeite o critério dos 60%.

A proposta também obriga as prestadoras a fornecerem, gratuitamente, um programa de medição de velocidade a todos os consumidores. E em conjunto com o regulamento que trata do serviço SCM, nos casos de ofertas com franquia de dados a velocidade só poderá ser reduzida para até 50% da nominal quando o consumo previsto for atingido.


1- Esta notícias foi retirada, na íntegra, do site http://convergenciadigital.uol.com.br. acessado em 25/08/2011 as 17h00.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Sistema Terra-Lua



Oito dias após sua despedida da Terra, a espaçonave Galileo - foto ao lado - olhou para trás e captou esta vista deslumbrante da Terra e da Lua. A imagem foi tirada à uma distância de cerca de 6,2 milhões de quilómetros (3,9 milhões de milhas). A foto abaixo foi construída a partir de imagens obtidas com o violeta, vermelho, e filtros infravermelhos de 1,0 mícron.

A Lua está em primeiro plano, movendo-se da esquerda para a direita. A Terra, brilhante, colorida, contrasta fortemente com a Lua, que reflete apenas cerca de um terço da luz solar do que a Terra. O contraste e as cores foram trabalhados por um computador avançado, para melhorar a visibilidade de ambos os objetos.

A Antárctida é visível através das nuvens (abaixo). O lado mais distante da Lua é visto; a zona sombreada no final do alvorecer é o pólo sul da Bacia Aitken, uma das maiores e mais antigas formações de impacto lunares.




Fonte: http://www.nasa.gov

terça-feira, 23 de agosto de 2011

As 10 Mais Incríveis Piscinas de Hotel do Mundo

Nadar não é tudo que se pode fazer em uma piscina, ao menos quando falamos das 10 piscinas mais legais do Planeta. Em lugares paradisíacos, ou mesmo inesperados, dê um delicioso mergulho e depois sente-se na beirada da piscina e chame a garçonete, nem que seja só para dizer oi...



InterContinental
InterContinental
Hong Kong

Porque é legal: O Hotel InterContinental de Hong Kong tem três piscinas, situadas no terceiro andar do hotel - duas quentes e uma fria - com um grande diferencial - todas com um encanamento de música subaquática - que vão lhe dar a ilusão de que você está flutuando no porto de Victoria Harbor. 

Após o mergulho, dê um tempo pra você mesmo em uma das cabanas da piscina e fique admirando a bela vista de Hong Kong. Além de ocupar uma localização ribeirinha privilegiada, com vista para o Porto Victoria, o InterContinental Hong Kong conta com comodidades de academia e dispõe de quartos elegantes, com vista panorâmica do horizonte da cidade e móveis clássicos.




Quincy Hotel
Quincy Hotel
Cingapura

Porque é legal: Esta nova piscina de vidro - fechada e com aspecto futurista - fica suspensa no 12º andar do Hotel Quincy, o que dá aos banhistas e nadadores a visão de cima dos carros e pedestres passando no nível da rua. Ela fica na sacada, e o vidro da sacada é o próprio limite da piscina. 

É possível mergulhar e curtir a paisagem apoiado no corrimão da sacada, e dentro da água. À noite, efeitos especiais de iluminação fazem a piscina parece brilhar. Aqueça-se e nade um pouco, depois relaxe em uma das cadeiras de vime junto à piscina e tire uma soneca. Além da piscina, outro destaque é para a arquitetura do Quincy, que chama a atenção pela volumetria pura, harmônica e absolutamente charmosa.




Park Hyatt
Tóquio
Park Hyatt

Porque é legal: Bill Murray deu um mergulho aqui, no filme Encontros e Desencontros  - 'Lost in Translation - 2003' - mas isso não é nada, e sim a vista deslumbrante que se tem a partir desta elegante piscina, que fica no 47º andar e é verdadeiramente notável. Do chão ao teto, você vê emolduradas nas janelas, vistas realmente deslumbrantes, de cair o queixo, de Tóquio e até mesmo de venerável e lendário Monte Fuji. 

A luz natural entra através de grandes janelas de aço e vidro em forma de pirâmide. A piscina também é impressionante à noite, quando a cidade com seus enormes arranha-céus se acende. maravilhosas vistas, especialmente da sala de ginástica e piscina. A equipe é extremamente atenciosa, o hotel fica em ótima localização, perto de lojas e trem em Shinjuku.




Anantara Koh Samui Resort & Spa
Anantara Koh Samui 
Resort & Spa
Koh Samui, Tailândia

Porque é legal: Você olha para fora e vê o mar do Golfo da Tailândia - a partir da piscina infinita com 98 metros de comprimento - neste elegante Resort & Spa na ilha de Samui, Tailândia. Se a vista não for encantadora o suficiente você ainda pode pedir o drink de sua preferência no bar aquático e ficar rindo à toa, olhando para as estátuas que cospem água, estratégicamente colocadas ao redor da piscina. 

Apesar de não ser um paraíso secreto, Koh Samui possui muitas praias fantásticas. E Bo Phut, onde se encontra o Anantara, é sem dúvida muito boa. Entre a paisagem e os luxos do hotel, os hóspedes possuem poucos incentivos para deixar a propriedade. Caminhando pelos jardins de Bensley, você descobrirá a atração principal do Anantara: o spa. Em harmonia com o resto do complexo hoteleiro, o spa é muito bem representado e complementa o estilo da ilha.




Umaid Bhawan Palace
Umaid Bhawan Palace
Jodhpur, Índia

Porque é legal: Um palácio majestoso onde o Ocidente e o Oriente se fundem. Em um maciço palácio de 347 quartos, com vista para a Cidade Azul de Jodhpur - no estado indiano do Rajastão - esta tranquila e reservada piscina tem sua temperatura e ambiente controlados, aproveitando recursos naturais é ambientada à luz de velas com pétalas de rosa espalhadas na superfície d'água. 

O hotel é gerenciado pelo Taj Hotels Resorts e Palácios, que divide o imóvel com o proprietário do palácio, o marajá de Jodhpur, que pode ser visto nadando com seus convidados de vez em quando. Para enriquecer a sua estadia, delicie-se com os tratamentos exclusivos e relaxantes do Taj Spa. As massagens e terapias, intensificadas com os aromas de óleos Indianos e servidas nesta atmosfera real, irão rejuvenescê-lo e tornar toda a sua experiência no Umaid Bhawan Palace ainda mais inesquecível.




Al Bustan Palace InterContinental Muscat
Al Bustan Palace 
InterContinental Muscat
Muttrah, Oman

Porque é legal: Inteiramente reformada, esta unidade da InterContinental, em Omã, foi recentemente reaberta com uma importante atualização, um serviço de primeira, os mordomos da piscina estão sempre próximos e inteiramente a sua disosição - é o que dizem na internet - e semre com um sorriso no rosto e enorme boa vontade em lhe atender no que você precisar depois de seu mergulho refrescante. 

A espaçosa piscina tem uma borda infinita com 164 metros de comprimento e é ladeada por belas palmeiras em pequenas ilhas. A água tem sua temperatura controlada e por isso é sempre um oásis em meio as elevadas temperaturas de Omã. O Al Bustan Palace, de 5 estrelas, está localizado na sua própria praia privativa e está rodeada por 80,9 hectares de jardins paisagísticos.




Hotel Caruso Belvedere
Hotel Caruso Belvedere
Ravello, Itália

Porque é legal: “Mais perto do céu do que do mar”… É assim que os visitantes e hóspedes do Hotel Caruso Belvedere em Ravelo, na Costa Amalfitana, se sentem. A partir daí, o espetáculo paradisíaco da Costa Amalfitana preenche o coração e encanta a alma. O Hotel Caruso Belvedere está situado no ponto mais alto da ensolarada cidade de Ravello, de modo que a piscina, com borda infinita e ao ar livre oferece uma vista panorâmica totalmente desobstruída de uma das mais dramáticas costas do mundo para o alto mar. Um detalhe, a fantástica piscina é circundada por ruínas romanas do século 11. 

O Hotel Caruso Belvedere possui também um spa que oferece massagens e tratamentos relaxantes e terapêuticos para homens e mulheres. Pacotes especiais oferecem tratamentos faciais, aromaterapia com lavanda, sândalo e flores de laranjeira, além de cuidados especiais para as mulheres grávidas. 

De lá, também é possível agendar passeios de barco ou helicóptero e descobrir as maravilhosas paisagens das cidades da região – as famosas igrejas de Amalfi e Positano e sua arquitetura que invade as montanhas; as ruínas de mais de 2000 anos de Pompéia; a charmosa e romântica Sorrento; além de um passeio incrível pela Ilha de Capri, a “ilha-azul”.




Viceroy
Viceroy
Miami

Porque é legal: Em uma cidade cheia de piscinas, a piscina recém inaugurada do Viceroy se destaca. A piscina de dois decks, com árvores japonesas de mirtilo e japonês, chaise-lounges confortáveis oferece três tipos de piscina: uma banheira quente para 80 pessoas, uma piscina para crianças, e uma piscina com o tamanho de um campo de futebol. 

Talvez o mais legal de todo seja a vista, em meio aos prédios, para o centro de Miami e aos vislumbres da Biscayne Bay à distância. Para quem gosta de um hotel moderno, com design arrojado e muito conforto, essa é sem dúvida uma excelente opção. Possui acomodações amplas e modernamente decoradas, o atendimento é bastante eficiente. Localizado em Downton Miami na região da Brieckel Ave. rodeado por edifícios de última geração, o Viceroy surpreende em todos os sentidos.




Golden Nugget
Golden Nugget
Las Vegas

Porque é legal: Você vai nadar com cinco espécies de tubarões - são 16 tubarões no total - no complexo de piscinas, de 30 milhões de dólares, do Nugget. O Tanque - como é chamado - abriga um toboágua de três andares, cachoeiras, e a piscina pièce de résistance, com o tanque de tubarões 200 mil litros. Mas não se preocue, você estará em maior perigo na roleta do Golden Nugget do que em meio aos tubarões, arraias e enormes garoupas, os animais marinhos são separados dos banhistas que estão na piscina, é claro, por uma parede de acrílico com quatro polegadas. 

O Golden Nugget é um hotel de 4 estrelas que possui 300 quartos. Encontra-se localizado às margens do rio Colorado, em Laughlin. Todos os quartos estão equipados com ar-condicionado, secador de cabelo, televisão, secretário, comodidades para fazer chá e / ou café e área de estar. 

Os quartos encontram adaptados de forma a responder ás necessidades de pessoas com dificuldades motoras. O hotel tem algumas atividades interessantes a sua espera, além da piscina você pode também usufruir do casino e do campo de golfe. O Hotel possui alguns serviços para melhorar o seu conforto e bem estar como serviço de lojas, lavandaria e serviço de quartos.




San Alfonso del Mar
San Alfonso del Mar
Algarrobo, Chile

Porque é legal: Você pode embarcar em pequenos veleiros para navegar nesta piscina de água salgada, que está no Livro Guinness dos Recordes como a maior do mundo. Esta piscina tem 1.013 m de comprimento, 250 milhões de litros de água salgada cristalina, que é extraída diretamente do mar, cobrindo uma área de cerca de 8 ha. A piscina foi construída em cinco anos pela empresa chilena Crystal Lagoons e tem várias praias artificiais de areia. 

Você pode ir para a praia e nadar a noite, sem se preocuar com a temperatura, pois existe uma pirâmide de vidro na área central com temperatura controlada, a água e a areia são aquecidos. 

O complexo aquático é grandioso e completo. conta com diversas outras atrações, como apartamentos, cinemas, bares, aquário subterrâneo com 400 tipos peixes, restaurantes, spa, boates, shopping, lagoa para a prática de esportes náuticos; canoagem, mergulho,vela e muito mais… Com tantas opções, o Resort custou caro, nada menos que US$ 1,5 bilhoes de dólares. Está com dinheiro de sobra na conta bancária e não acha um lugar legal pra gastar? Seus problemas acabaram!

Fonte/Referência: Internet: http://travel.yahoo.com/p-interests-34005409



Gostou? Agora é só consultar uma agência de viagens, para saber os preços dos pacotes turíticos, fazer sua reserva, e boa viagem! Certamente será inesquecível! Clique aqui e confira!

VEJA TAMBÉM: A FANTÁSTICA PISCINA DO MARINA BAY SUNDS | SINGAPURA


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dica de Leitura: Google

Nos Bastidores do Google - Tudo o Que Sei Sobre Marketing Aprendi Com o Google
Aaron Goldman 
Clique e compre agora
Editora: Saraiva
Categoria: Administração | Administração Geral
Número de páginas: 344

Quando uma marca se torna um verbo e passa a ser repetida centenas de vezes, é porque ela, de fato, representa um sucesso. Esta obra mostra as lições da empresa mais cobiçada e admirada na área digital, o Google.

Neste livro, você aprenderá desde como iniciar “conversas” digitais com os clientes até testar e quantificar suas iniciativas. Além disso, o autor mostra o que aprendeu com o Google sobre marketing e apresenta estudos de caso com algumas das marcas mais inovadoras do mundo que integraram as lições do Google em suas estratégias de marketing.

David A. Vise | Mark Malseed
Clique e compre agora
Editora: Rocco
Categoria: Administração | Administração Geral
Número de páginas: 352

“Google, a História do Negócio de Mídia e Tecnologia de Maior Sucesso dos Nossos Tempos” é uma biografia da empresa que revolucionou o acesso à informação e transformou-se em ferramenta indispensável para qualquer pesquisa na Internet.

Da afinidade intelectual entre o americano Larry Page e o russo Sergey Brin, doutorandos em Ciências da Computação em Stanford, na Califórnia, nasceu a Google Inc., uma empresa que só registrou crescimento desde a sua fundação, em 1998, e que hoje já vale U$92,4 bilhões. A história dos gênios do mundo virtual que se tornaram bilionários no mundo real é contada pelos premiados jornalistas David A. Vise e Mark Malseed.

I.S.B.N.: 9788532521491
Jean-Noël Jeanneney
Clique e compre agora
Editora: Contracapa
Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Política
Número de páginas: 106

Exposição dos motivos que levaram o autor a sugerir uma reação ao projeto de digitalização de 15 milhões de livros impressos, anunciado pelo Google em dezembro de 2004.

As linhas de sua argumentação se voltam para a análise do que trata como a hegemonia americana na recepção e no tratamento das buscas efetuadas na Internet, assim como no estabelecimento e na preservação dos acervos digitais, tanto gratuitos quanto pagos. Abordam-se os procedimentos técnicos, a conservação, a natureza dos financiamentos e os direitos de autores e editores envolvidos nesse projeto e em outros similares.


BOA LEITURA!!

domingo, 21 de agosto de 2011

A Alma do Homem sob o Socialismo




Oscar Wilde - 1891
A maioria dos homens arruína suas vidas por força de um altruísmo doentio e extremado - são forçados, deveras, a arruiná-las. Acham-se cercados dos horrores da pobreza, dos horrores da fealdade, dos horrores da fome. É inevitável que se sintam fortemente tocados por tudo isso. As emoções do homem são despertadas mais rapidamente que sua inteligência; e, como ressaltei há algum tempo em um ensaio sobre a função da crítica, é bem mais fácil sensibilizar-se com a dor do que com a idéia. Conseqüentemente, com intenções louváveis embora mal aplicadas, atiram-se, graves e compassivos, à tarefa de remediar os males que vêem. Mas seus remédios não curam a doença: só fazem prolongá-la.

De fato, seus remédios são parte da doença. Buscam solucionar o problema da pobreza, por exemplo, mantendo vivo o pobre; ou, segundo uma teoria mais avançada, entretendo o pobre. Mas isto não é uma solução: é um agravamento da dificuldade. A meta adequada é esforçar-se por reconstruir a sociedade em bases tais que nela seja impossível a pobreza. E as virtudes altruístas têm na realidade impedido de alcançar essa meta.

Os piores senhores eram os que se mostravam mais bondosos para com seus escravos, pois assim impediam que o horror do sistema fosse percebido pelos que o sofriam, e compreendido pelos que o contemplavam. Da mesma forma, nas atuais circunstâncias na Inglaterra, os que mais dano causam são os que mais procuram fazer o bem. Por fim presenciamos o espetáculo de homens que estudaram realmente o problema e conhecem a vida - homens cultos do East End - virem a público implorar à comunidade que refreie seus impulsos altruístas de caridade, benevolência e coisas desta sorte.

Fazem-no com base em que essa caridade degrada e desmoraliza. No que estão perfeitamente certos. A caridade cria uma legião de pecados. E há mais: é imoral o uso da propriedade privada com o fim de mitigar os males horríveis decorrentes da instituição da propriedade privada. É tão imoral quanto injusto. Com o Socialismo, tudo isso naturalmente será mudado.

Não haverá pessoas enfiadas em antros e em trapos imundos, criando filhos doentes e oprimidos pela fome, em ambientes insuportáveis e repulsivos ao extremo. A segurança da sociedade não dependerá, como hoje, das condições climáticas. Se cair uma geada, não teremos uma centena de milhares de homens desempregados, vagando pelas ruas em estado repugnante de miséria, implorando esmolas ao próximo, ou apinhando-se às portas de albergues abomináveis para garantir um pedaço de pão e a pousada suja por uma noite.

Cada cidadão irá compartilhar da prosperidade e felicidade geral da sociedade; e, se vier uma geada, ninguém será prejudicado. Por outro lado, o Socialismo em si terá significado simplesmente porque conduzirá ao Individualismo. Socialismo, Comunismo, ou que nome se lhe dê, ao transformar a propriedade privada em bem público, e ao substituir a competição pela cooperação, há de restituir à sociedade sua condição própria de organismo inteiramente sadio, e há de assegurar o bem-estar material de cada um de seus membros. Devolverá, de fato, à Vida, sua base e seu meio naturais.

Mas, para que a Vida se desenvolva plenamente no seu mais alto grau de perfeição, algo mais se faz necessário. O que se faz necessário é o Individualismo. Se o Socialismo for Autoritário; se houver governos armados de poderes econômicos como estão agora armados de poderes políticos; se, numa palavra, houver Tiranias Industriais, então o derradeiro estado do homem será ainda pior que o primeiro.

Atualmente, em virtude da existência da propriedade privada, muitos têm condições de desenvolver um certo grau bastante limitado de Individualismo. Ou estão desobrigados da necessidade de trabalhar para sustento próprio, ou em condições de escolher a esfera de atividade que seja realmente compatível com sua índole e lhes dê satisfação. Estes são os poetas, os filósofos, os homens da ciência, os homens da cultura - numa palavra, os verdadeiros homens, os que fizeram verdadeira sua individualidade, e nos quais todo o Humano alcança uma parcela dessa verdade.

Por outro lado, há muitos que, por não possuírem qualquer propriedade privada, e por estarem sempre à beira da inanição completa, são compelidos a fazer o trabalho de bestas de carga, a fazer um trabalho totalmente incompatível com sua índole, ao qual são forçados pelo compulsório, absurdo e degradante jugo da privação. Estes são os pobres, e entre eles não há elegância nas maneiras nem encanto no discurso, civilização, cultura, refinamento nos prazeres, ou alegria de viver. Da força coletiva deles, a Humanidade ganha muito em prosperidade material. Mas o que ela ganha é apenas o produto material, e o homem pobre não tem em si mesmo nenhuma importância. É apenas o átomo infinitesimal de uma força que, longe de tê-lo em consideração, esmaga-o. Na verdade prefere-o esmagado, de vez que nesse caso ele é bem mais obediente.

Naturalmente, poder-se-ia dizer que o Individualismo que se desenvolve sujeito às condições da propriedade privada nem sempre, ou sequer em regra, é de espécie refinada ou admirável, e que os pobres, se não têm cultura e atrativos, guardam, no entanto muitas virtudes. Ambas as declarações seriam bastante verdadeiras.

A posse da propriedade privada é amiúde desmoralizante ao extremo, e esta é, evidentemente, uma das razões por que o Socialismo quer se ver livre dessa instituição. De fato, a propriedade é um estorvo. Alguns anos atrás, saiu-se pelo país dizendo que a propriedade tem obrigações. Disseram-no tantas vezes e tão fastidiosamente que, por fim, a Igreja começou a repeti-lo. Falam-no agora em cada púlpito. É a pura verdade. A propriedade não apenas tem obrigações, mas tantas que sua posse em grandes dimensões toma-se um fardo. Exige dedicação sem fim aos negócios, um sem-fim de deveres e aborrecimentos. Se a propriedade proporcionasse somente prazeres, poderíamos suportá-la, mas suas obrigações a tomam intolerável. Para bem dos ricos, devemos nos ver livres dela.

Algumas virtudes dos pobres são prontamente aceitas, e há muitas a lamentar. Freqüentemente ouvimos dizer que os pobres são gratos pela caridade. Decerto alguns são gratos, mas nunca os melhores dentre eles. São ingratos, insatisfeitos, desobedientes e rebeldes. Têm toda razão em o serem. Para eles, a caridade é uma forma ridícula e inadequada de restituição parcial, ou esmola piedosa, em geral acompanhada de alguma tentativa por parte da alma apiedada de tiranizar suas vidas.

Por que deveriam ser gratos pelas migalhas que caem da mesa do homem rico?

Deveriam é estar sentados a ela, e já começam a se dar conta disso. Quanto à insatisfação, aquele que não se sentisse insatisfeito com essa condição inferior de vida seria um perfeito estúpido.

A desobediência é, aos olhos de qualquer estudioso de História, a virtude original do homem.

É através da desobediência que se faz o progresso, através da desobediência e da rebelião. Às vezes elogiam-se os pobres por serem parcimoniosos. Mas recomendar-lhes parcimônia é tão grotesco quanto insultuoso. É como aconselhar a um homem que esteja passando fome que coma menos. Que um trabalhador do campo ou da cidade usasse de parcimônia, seria absolutamente imoral. Um homem não deveria estar pronto a mostrar-se capaz de viver como um animal mal alimentado. Deveria recusar-se a viver assim, e deveria ou roubar ou viver às expensas do Estado, o que muitos consideram uma forma de roubo. Quanto a pedir esmolas, é mais seguro pedir do que tomar, mas é bem mais digno tomar do que pedir.

Não: um homem pobre que seja ingrato, perdulário, insatisfeito e rebelde possui decerto uma personalidade plena e verdadeira. Constitui, de qualquer forma, um protesto sadio. Quanto aos pobres virtuosos, é natural que deles se tenha piedade, mas não admiração. Fizeram um acordo secreto com o inimigo e venderam seus direitos inatos em troca de um péssimo prato de comida. Devem também ser muito tolos. Posso compreender que um homem aceite as leis que protegem a propriedade privada e admita sua acumulação, desde que nessas circunstâncias ele próprio seja capaz de atingir alguma forma de existência harmoniosa e intelectual.


Parece-me, porém, quase inacreditável que um homem cuja existência se perdeu e abrutalhou por força dessas mesmas leis possa vir a concordar com sua vigência. Mas não é muito difícil encontrar a explicação disso. Está simplesmente no fato de que as desgraças da pobreza são degradantes ao extremo e exercem de tal forma um efeito paralisador sobre a natureza humana que classe alguma tem consciência de seu próprio sofrimento. A outros cabe dar-lhes essa consciência, no que são quase sempre desacreditados.

É a pura verdade o que os empregadores de mão-de-obra criticam nos agitadores. Estes são um grupo de pessoas que se infiltra e interfere em uma determinada classe social que se encontre perfeita mente satisfeita, para nela lançar as sementes da insatisfação.

Eis a razão por que os agitadores são tão necessários.

Sem eles, em nosso Estado imperfeito, não haveria nenhum avanço rumo à civilização. Nos Estados Unidos, a escravidão não foi abolida em conseqüência de alguma ação por parte dos escravos ou mesmo de sua vontade explícita de que deveriam ser livres. Foi abolida graças apenas à conduta completamente ilegal de alguns agitadores em Boston e em outras partes do país, os quais não eram escravos ou donos de escravos, nem tinham nada a ver realmente com a questão. Foram, sem dúvida, os abolicionistas que acenderam a chama, que deram início a tudo. E é curioso observar que dos próprios escravos partiu não só uma ajuda pouco significativa como quase nenhuma solidariedade.

Quando no fim da guerra os escravos se viram livres - viram-se, com efeito, tão livres que estavam livres até para passar fome - muitos deles lamentaram amargamente o novo estado de coisas. Para o pensador, o fato mais trágico em toda a Revolução Francesa não é que Maria Antonieta tenha sido morta por ser uma rainha, mas que o camponês do Vendée tenha partido voluntariamente para morrer pela hedionda causa do feudalismo. Fica claro, então, que nenhum Socialismo Autoritário servirá. Pois enquanto no sistema atual muitos podem levar a vida com certo grau de liberdade, direito de expressão e felicidade, num sistema de aquartelamento industrial, ou num sistema de tirania industrial, absolutamente ninguém poderá desfrutar de uma liberdade dessa natureza.

É lamentável que parte de nossa comunidade social viva praticamente escravizada, mas é ingenuidade propor-se resolver o problema submetendo toda a comunidade à escravidão.

Todo homem tem o direito de ser inteiramente livre para escolher seu próprio trabalho. Não deve sofrer nenhuma forma de coação. Se alguma houver, seu trabalho não será bom para ele, nem em si mesmo, nem para os outros. E por trabalho entendo simplesmente atividade de qualquer espécie. Penso que dificilmente algum socialista, nos dias de hoje, levaria a sério a proposta de que um inspetor devesse bater, todas as manhãs, de casa em casa, para ver se cada cidadão levantou-se e cumpriu sua jornada de oito horas de trabalho braçal. A Humanidade ultrapassou esse estágio, reservando essa forma de vida àqueles que convencionou arbitrariamente chamar de criminosos.

Mas confesso que muitos dos pontos de vista socialistas com que tenho deparado parecem-me contaminados por idéias de autoridade, se não de verdadeira coação.

Evidentemente, tanto uma como outra são inadmissíveis. É necessário que toda associação seja voluntária, pois somente numa associação voluntária o homem é justo. Pode-se perguntar como a supressão da propriedade privada poderá beneficiar o Individualismo, cujo desenvolvimento depende hoje em certa medida da existência dessa mesma propriedade privada. A resposta é muito simples. É verdade que, nas condições atuais, uns poucos homens que dispunham de recursos próprios, como Byron, Shelley, Browning, Victor Hugo, Baudelaire e outros, conseguiram dar expressão à sua individualidade de forma mais ou menos completa. Nenhum desses homens trabalhou um só dia como assalariado. Estavam livres da pobreza, e esta foi sua grande vantagem.

A questão é saber se, no interesse do Individualismo, essa vantagem deva ser eliminada. Suponhamos que ela o seja. Que acontecerá então ao Individualismo? Como ele se beneficiará? Ele se beneficiará da seguinte forma: sob as novas condições, o Individualismo será bem mais livre, justo e fortalecido do que é hoje. Não me refiro ao Individualismo elevado, concebido na imaginação desses poetas que mencionei, mas ao elevado e verdadeiro Individualismo, virtual e latente em toda humanidade.

A admissão da propriedade privada, de fato, prejudicou o Individualismo e o obscureceu ao confundir um homem com o que ele possui. Desvirtuou por inteiro o Individualismo. Fez do lucro, e não do aperfeiçoamento, o seu objetivo. De modo que o homem passou a achar que o importante era ter, e não viu que o importante era ser. A verdadeira perfeição do homem reside não no que o homem tem, mas no que o homem é. A propriedade privada esmagou o verdadeiro Individualismo e criou um Individualismo falso. Impediu que uma parcela da comunidade social se individualizasse, fazendo-a passar fome. E também à outra, desviando-a do rumo certo e interpondo-lhe obstáculos no caminho. De fato, a personalidade do homem foi tão completamente absorvida por suas posses que a justiça inglesa sempre tratou com um rigor muito maior as transgressões contra a propriedade do que as transgressões contra a pessoa, e a propriedade ainda é a garantia da cidadania plena.

Os meios indispensáveis à obtenção de dinheiro são também muito aviltantes.

Numa sociedade como a nossa, em que a propriedade confere distinção, posição social, honra, respeito, títulos e outras coisas agradáveis da mesma ordem, o homem, por natureza ambicioso, fez do acúmulo dessa propriedade seu objetivo, e perseguirá sempre esse acúmulo, exaustivo e tedioso, ainda que venha a obter bem mais do que precise, possa usar ou desfrutar, ou mesmo que chegue até a ignorar quanto possui. O homem irá se matar por excesso de trabalho com o fim de garantir a propriedade, o que não é de surpreender, diante das enormes vantagens que ela oferece.

É de lamentar que a sociedade, construída nessas bases, force o homem a uma rotina que o impede de desenvolver livremente o que nele há de maravilhoso, fascinante e agradável - rotina em que, de fato, perde o prazer verdadeiro e a alegria de viver. Nas atuais condições, o homem se sente também muito inseguro. É possível que um comerciante riquíssimo se encontre - e em geral se encontra - a todo instante da vida à mercê de coisas que lhe escapam ao controle. Quando o vento sopra um nó a mais, ou o tempo muda de repente, ou ocorre algum fato insignificante, poderá ver o navio ir a pique, enganar-se nas especulações e se descobrir em meio à pobreza - a posição social por água abaixo.  Nada poderia prejudicar um homem a não ser ele próprio. Nada poderia lesá-lo.

O que um homem realmente tem, é o que está nele. O que está fora dele deveria ser coisa sem importância. Abolida a propriedade privada, haveremos de ter o Individualismo verdadeiro, harmonioso e forte. Ninguém desperdiçará a vida acumulando coisas ou à cata de símbolos para elas. Haverá vida. Viver é o que há de mais raro neste mundo. Muitos existem, e é só.


Fonte:
Autor: Oscar Wilde
Fornecedor: L&M Pocket (edição Digital)
Categoria: Livro Digital / Literatura Estrangeira
I.S.B.N.:9788525422415

O ensaio 'A alma do homem sob o socialismo' é uma peça peculiar da obra do escritor irlandês radicado na Inglaterra Oscar Wilde. Publicado no periódico The Fortnightly Review em 1891, trata-se de um texto que veio a público no despontar da carreira do autor: ele já publicara O príncipe feliz e outras histórias, com contos para crianças, a primeira versão de O retrato de Dorian Gray, bem como O retrato do Sr. W. H e a peça A duquesa de pádua, e já mantinha certo renome como jornalista.

Por outro lado, A alma do homem foi escrito antes da experiência que viria a ser o divisor de águas da carreira (e da vida) daquele que foi um dos maiores observadores da vida burguesa e da natureza humana de todos os tempos: o processo e a condenação a dois anos de encarceramento com trabalhos forçados por crimes de natureza sexual em função de seu caso com o jovem Lord Alfred Douglas. Depois da prisão, um novo Wilde surgiria, dedicando-se mais a questões como ética humana, liberdade, política, como se pode ver no célebre De profundis  - vol. 87 da coleção L&PM POCKET - e em A balada do cárcere de Reading.

Portanto, A alma do homem é o único texto de certa extensão escrito previamente ao processo e escândalo no qual Wilde – aquele cujos únicos compromissos eram com a ironia, a provocação e a elegância – debruça-se detidamente sobre a política, a liberdade, a condição social humana. Neste ensaio, Wilde aborda seriamente a então promessa socialista, analisando seus prós e contras, e, como um profeta maldito, além de artista para o qual a liberdade pessoal não pode ser diminuída, chama a atenção para a importância que o socialismo precisaria garantir à individualidade humana.

sábado, 20 de agosto de 2011

Dica de leitura: "É rindo que se aprende"

Dica de leitura... comunicação, expressão e diversão garantida! e o pulso ainda pulsa...


Você vai encontrar Marcelo Tas metido nas mais diferentes atividades ligadas à arte de expressar, na maioria das vezes levando o humor e a irreverência para diferentes canais, como televisão, rádio, jornal e internet. Ou simplesmente em cima de um palco. Nessa mistura multimeios, ele exerce múltiplos papéis: jornalista, ator, documentarista, apresentador, desenvolvedor de software...

Durante a conversa que serviu de base para este livro, ele foi montando o quebra-cabeça de sua história para revelar como o prazer de aprender orientou sua vida e quais foram os personagens que o influenciaram nesse aprendizado. Assim, entre tantas experiências e atividades diferentes que viveu, o foco aqui é mostrar como Marcelo Tas está na vanguarda de um campo novo: a mistura da comunicação com a educação.

O livro vai agradar a quem gosta de experiências ligadas à comunicação. Mas também àqueles que se interessam por usar a comunicação para educar. E vai agradar especialmente a quem gosta de ouvir histórias sobre o encanto de aprender. Este livro é, em síntese, uma aula de como se ensina e se aprende rindo.

Gilberto Dimenstein

Por suas reportagens sobre temas sociais e suas experiências em projetos educacionais, Gilberto Dimenstein foi apontado pela revista Época em 2007 como umas das cem figuras mais influentes do país.

ISBN: 9788561773205
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 16 x 23
PÁGINAS: 128
ANO DE EDIÇÃO: 2011
EDIÇÃO: 1ª

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