quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nós temos um sonho... ☀ We have a dream...

Martin Luther King , Jr.
(15/01/1929 - 4/04/1968)
"Eu Tenho Um Sonho" é o nome popular dado ao histórico discurso público feito pelo ativista político estadunidense Martin Luther King, no qual falava da necessidade de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos no futuro. O discurso, realizado no dia 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington, D.C. como parte da Marcha de Washington por Empregos e Liberdade, foi um momento decisivo na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis. Feito em frente a uma platéia de mais de duzentas mil pessoas que apoiavam a causa, o discurso é considerado um dos maiores na história e foi eleito o melhor discurso estadunidense do século XX numa pesquisa feita no ano de 1999.

"...No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma.

Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos... De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade!

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, estamos dispostos a dar as mãos e cantar ao mundo que somos um único espírito:

"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

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Opinião:

O sonho é nosso e nunca esteve tão perto de se realizar. O sonho de um mundo mais justo, realmente democrático, no qual as decisões são tomadas por todos e não apenas por uma casta seleta que se perpetua no poder. A mudança está em nossas mãos!

Este discurso feita há quase 50 anos está mais atual que nunca, pois a luta pelos direitos humanos e liberdades civis se ampliou, tomou corpo, forma e hoje se espalha como rastilho de pólvora pelas cabeças e corações de todos que antes se viam reprimidos e obrigados a seguir uma ordem mundial falida e insustentável. O discurso que Martin Luther King fez em 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington. Estas palavras valem para os quatro cantos do mundo.

O ativista político norte-americano se dirigiu na época, principalmente, aos negros, que sofriam muito com ranço do preconceito por parte das elites racistas nos Estados Unidos. Hoje este discurso vale para todos nós, inclusive para aqueles que na época tinham esta ilusão tola de fazer parte de uma eleite, que na verdade nunca existiu.

Se o tom da sua pele é branco, isto aconteceu porque quando o homem migrou da África para o norte da Europa, há cerca de 50 mil anos, devido a mudanças repentinas no clima do Planeta, desta forma, quando o homem migrou para o norte - terras mais frias e com menos incidência de raios solares – sua pele se tornou totalmente branca... Provas científicas nos mostram que os brancos, orientais e todas as demais raças humanas se originaram no continente africano, berço da humanidade. Por isto devemos partir do princípio lógico de que somos todos irmãos e irmãs, as diferenças são apenas superficiais.

Nossa luta hoje não é apenas por causa das mudanças climáticas e das profundas transformações que sofre nosso Planeta. Nossa luta de hoje não é apenas contra a corrupção. Como nos tempos da Roma antiga a luta da humanidade é contra uma casta que se apoderou da riqueza comum do Planeta, promovendo barbáries através de guerras sem fim, injustiças, segregação e exclusão social.

Os recursos naturais não são infinitos e a acumulação eterna de riquezas é injusta e ao mesmo tempo ingênua, pois é insustentável a médio e longo prazo. Não podemos ficar pagando a conta por incompetência de governantes que fazem vista grossa à corrupção e ao sofrimento de 99% da população mundial. Se um banco ou uma carteira de especulação, como são os fundos de ações, quebra nós não temos nada a ver com isso e não cabe a nós pagar por estas causas inescrupulosas e irresponsáveis que na verdade beneficiam apenas 1% dos habitantes da Terra. É hora de levantarmos nossas vozes em coro e dizer: “Não! Nós não vamos pagar pela sua crise!”

Se Martin Luther King tinha um sonho, hoje nós compartilhamos deste mesmo sonho. Hoje nós temos um sonho! E juntos, de mãos dadas, num só coração e com uma só voz, faremos este sonho virar realidade!

TODO PODER EMANA DO POVO E PELO POVO DEVE SER EXERCIDO!

Somos a mudança que queremos ver no mundo, não existe outra realidade que possa ser criada a não ser aquela realidade que nós mesmos criamos.


Me responda, qual é a Terra da Liberdade, qual é terra da democracia!?! Sem ter minha mente e minha alma assombradas pelo medo ou pelo fantasma secular da hipocrisia. Sem estar preso a nenhum partido político ou à qualquer armadilha ou amarra social, tendo a crença de que somos um e o Deus é um só, lhe digo: A Terra que deixaremos como herança às futuras gerações é o nosso verdadeiro legado. Assita o documentário a seguir e reflita, desprograme-se, liberte-se e junte-se ao movimento, vamos ocupar, pois ainda há tempo!

Um comentário:

Anônimo disse...

29 de outubro - Marcha Global de #RobinHood

Esta é uma proposta para as assembléias gerais do movimento occupy

Há pouco mais de oito anos atrás, em 15 de fevereiro de 2003, mais de 15 milhões de pessoas em sessenta países marcharam juntos para tentar impedir o então presidente dos EUA, George Bush, de invadir o Iraque. Uma parcela enorme da humanidade se uniu por um dia, sem temer tempo ruim que fosse, e vislumbrou o poder que um movimento, no qual o povo está unido, tem. Agora temos a oportunidade de repetir esse desempenho em uma escala ainda maior.

Em 29 de outubro, às vésperas da Cúpula de Líderes do G20 na França, vamos nos levantar. Vamos nos unir às pessoas do mundo inteiro e exigir que nossos líderes, que vão participar do G20, façam como o personagem mítico #RobinHood e imponham imediatamente um imposto maior em todas as transações financeiras e negócios cambiais de 1% da população, que são os detentores da maioria dos recursos financeiros do Planeta. É justo tirar mais dos ricos e distribuir entre os pobres, o que não podemos é permitir que continuem a tirar do spobres para distribuir entre os ricos, tornando-os ainda mais ricos.

Vamos enviar-lhes uma mensagem clara: Nós queremos que vocês desacelerem um pouco desse dinheiro - cerca de $ 1,3 trilhões de dólares fáceis - que circula todos os dias na panelinha do cassino glogal dos endinheirados. Este dinheiro que gira diariamente na especulação financeira, na crença ingenua e cruel da acumulação infinita, é dinheiro suficiente para financiar todos os programas sociais e iniciativas ambientais do mundo.

Vamos levar essa idéia para cada célula do movimento Occupy e nos mobilizar junto com nossos companheiros, nas ruas, em 29 de outubro.