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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Brasil, o País do Futuro: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer".



Quem não sabe dar valor ao seu país e cita outros como modelo; como se existisse modelo de país a outros seguirem, sendo que cada um vive de acordo com suas próprias limitações e qualidades que sempre são e sempre serão relativas, se mude, vá morar em outro lugar.


Vivemos em um país livre, no qual todos tem o direito a manifestar opinião, a se expressar livremente, de acordo com a lei, sendo vetado apenas o anonimato.

Quer ajudar a nação brasileira, então ajude, seguindo sempre - é claro - os princípios de ética e moral, a Constituição Federal, as particularidades de cada um e a diversidade particular a cada cidadão, municipalidade, estado e região que forma a República Federativa do Brasil. Estamos no maior país da América Latina, o Futuro já chegou e se o Brasil era o país do futuro, agora é!

Ficar apenas reclamando na Internet não ajuda, atrapalha

Cresce a cada dia o número de pessoas que se manifesta em rede social dizendo estar insatisfeita com a atual conjuntura política, econômica e com os rumos que toma nossa pátria. Sempre me pergunto porque esse povo não se mobiliza e realmente faz acontecer ao invés de ficar apenas na apatia.

As pessoas tem o direito a se manifestar nos espaços públicos, a criar agremiação, partido político, votar, protestar, se fazer ouvir. Pra quem não consegue amplificar a voz reunindo pessoas há alternativa, uma cartolina e uma caneta piloto tem valor irrisório, um megafone de pilha pode ser adquirido por 50 reais, começar um abaixo assinado não custa nada.

É muito confortável criticar usando o computador conectado a Internet como escudo, como esconderijo, mas é ineficaz ao passo que apesar da abrangência e alcance ignora o corpo-a-corpo, o olho-no-olho, o fator humano em pessoa, presencial. 

Movimentos populares

Ser membro de movimento popular também é caminho às pessoas que desejam mudança, que realmente desejam promover revoluções ao invés de apenas fazer barulho. Vejam, por exemplo; o MST, o movimento indígena, os sindicatos, o movimento gay ou o movimento feminista, as seitas neopentecostais, associações de bairro, pelos direitos dos animais, dentre tantas centenas de outras agremiações, se conseguem fazer ser ouvidas mas não se valem apenas da internet como veículo de comunicação.

Gosto de citar as Ocupas; movimento mundial que surgiu em 2011 para criticar o atual modelo econômico, ainda baseado em modelos de gestão do século passado, pedir o fim do cassino global, leia-se bolsa de valores, e a democracia representativa, pedindo democracia direta. O Ocupa Wall Street vingou lá fora, menos sucesso não teve o 12M e 15M na Espanha, a Primavera Árabe e outros ao redor do Planeta. No Brasil não é diferente, surgiu no mesmo ano o Ocupa Rio, Ocupa Sampa, Acampa Sampa, Ocupa Salvador e muitas outras iniciativas semelhantes, em prol dos objetivos comuns acima citados.

O Ocupa Rio conta hoje com mais de 3000 participantes no Facebook e mais de 2000 no Twitter. Realiza atos públicos, protestos, manifestações, mobilizando seus integrantes; seja para defender o objetivo principal de materializar modelo econômico mais solidário e calcado em valores e modelos atualizados, bem como a democracia direta, ou apoiando causas populares como os Índios despejados da Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro, os Índios Guarani-Kaiowá, os moradores do Quilombo Rio dos Macacos na Bahia, comunidades carentes do Rio de Janeiro e até de São Paulo, como no caso do Pinheirinho.

Ativistas de boutique

Quem manifesta opinião, protestando apenas em rede social acaba, ao invés de ajudar efetivamente, apenas banalizando causas nobres. Nesses cidadão e cidadãs podemos notar uma real intenção de ajudar e participar, como no caso dos Guarani-Kaiowá, muita gente colocou em seu sobrenome ou apelido em rede social sobrenome indígena.

Não creio que seja atestado de indigência mental, entretanto é óbvio até à mais modesta inteligência ativista que rede social é fruto da civilização ocidental, capitalista. Os povos da floresta, em sua maioria, não sabem o que é iPhone ou Macintosh. Mas tudo bem, acredito que o ridículo é uma das vertentes confluentes e afluentes dos atuais modelos econômico, democrático e social.

Joseph Brodsky, conhecido poeta russo, nos escreve em um de seus ensaios, "Discurso Inaugural", que os maus sentimentos são os mais comuns na humanidade; portanto, quando a humanidade se aglutina em pequenos grupos, a tendência é a de que os maus sentimentos nos sufoquem a todos. O espaço virtual não traz solução prática, apenas serve como aglutinador, amplificador, no sentido de ter poder para fazer surgirem ideias e mobilização em torno das mesmas.


Falta de ação real

Durante a Rio+20 ficou constatado que alguns países continuam pobres e miseráveis enquanto outros conseguem grandes negócios com europeus, chineses, japoneses e estadunidenses, nações que me arrisco a acusar de que no fundo o querem é meter a mão na Amazônia, que é nossa.

Enquanto a grande maioria acompanhou a conferencia das Nações Unidas apenas pela TV; que é pior que Rede Social, pois é via de mão única, beneficiando apenas o transmissor e seus associados, enquanto o espectador apenas assiste, outros acompanharam e deram seus pitacos pela Internet, principalmente pelas redes sociais.

Tudo bem, melhor poder opinar que ficar apenas passivo ao produto midiático televisivo, mas quem fez a diferença foi o pessoal integrado a Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio+20. Aconteceram várias manifestações populares durante o evento multinacional e os povos se fizeram ouvir. A Cúpula dos Povos culminou em uma passeata com mais de 50 mil manifestantes se fazendo ouvir em um acontecimento que repercutiu amplamente na mídia local e internacional.

Para o país do presente só existe futuro com o povo presente nas ruas

Para obter resultados práticos temos que acreditar no momento dourado pelo qual passa o Brasil. Se o Brasil era o país do futuro essas palavras foram ditas no passado. Vivemos o Brasil do Futuro! Agora, ou nós, do povo, fazemos alguma coisa e nos fazemos ouvir, ou não haverá um futuro para o futuro.

Devemos usufruir plenamente o direito de manifestação e de reunião que nos garante a Constituição Federal, em seu atigo 5º:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

E sem medo, pois:

Lei 4.898/65 - Abuso de autoridade: é crime de abuso de autoridade o atentado à liberdade de locomoção (artigo 3º, "a"); ao direito de reunião (artigo 3º, "h"); à incolumidade física do indivíduo (artigo 3º, "i").

Em publicação no Diário do Grande ABC, em 11/08/02, encontrei um resumo perfeito do direito garantido a todos nós brasileiros e brasileiras:

...A Constituição garante que todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente, tratando-se, pois, de direito individual o coligar-se com outras pessoas, para fim lícito.

O direito de reunião é uma manifestação coletiva da liberdade de expressão, exercitada por meio de uma associação transitória de pessoas e tendo por finalidade o intercâmbio de ideias, a defesa de interesses, a publicidade de problemas e de determinadas reivindicações. 

O direito de reunião apresenta-se, ao mesmo tempo, como um direito individual em relação a cada um de seus participantes e um direito coletivo no tocante a seu exercício conjunto.

O direito de reunião, – que incluiu o direito de passeata –, configura-se como um dos princípios basilares de um Estado Democrático, sendo de grande abrangência, pois não se compreenderia a liberdade de reuniões sem que os participantes pudessem discutir, tendo que limitar-se apenas ao direito de ouvir, quando se sabe que o direito de reunião compreende não só o direito de organizá-la e convocá-la, como também o de total participação ativa.

Importante, porém, ressaltar, que os direitos de greve e reunião são relativos, assim como os demais direitos fundamentais, que não podem ser utilizados como verdadeiro escudo protetivo da prática de atividades ilícitas, nem tampouco como argumento para afastamento ou diminuição da responsabilidade civil ou penal por atos ilícitos, sob pena de total consagração ao desrespeito a um verdadeiro Estado de Direito... o exercício razoável dos direitos de greve, reunião e passeata, em respeito aos demais direitos fundamentais consiste em exigência democrática e necessária evolução da Educação de Cidadania, caráter básico, como salientado por Montesquieu, de qualquer Governo Republicano.”

Como cantou Geraldo Vandré

Unindo ativismo virtual e presencial em prol das mudanças que queremos e desejamos. O Brasil está na berlinda! A maioria também é feita pela soma das minorias. Dentro dos modelos de gestão atuais é a colaboração que faz acontecer; enquanto a competição, que outrora podia até ser saudável, hoje divide, gera mal estar, causa rachas, separa a sociedade em times que jogam uns contra os outros para ser vencedor num campeonato que só existe na cartilha dos hipócritas, egoístas, egocêntricos e toda espécie de ralé que se acha melhor que os demais.

A colaboração é a união do povo em torno do objetivo comum que é o de ver o progresso da nação de que fazem parte ativamente, queiram ou não. Todos pagamos impostos, obedecemos leis e somos afetados pelos rumos tomados por nosso país.

Se no passado a sociedade sempre tomou rumo por contágio, contaminação e assimilação entre opiniões, grupos e classes diversas; e, muitas das vezes divergentes, agora creio que apenas pessoas equivocadas, das mais diversas maneiras, afirmam o contrário como modo de afetação ética, é na colaboração, na cooperação que está a força, seja ela individual ou coletiva. A Na Era da Informação o conhecimento é o capital mais valioso, e, este só traz benefício real quando é compartilhado.

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”!

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