sexta-feira, 14 de junho de 2013

Tem muito mais por traz da revolta das passagens!




Perguntem aos jovens que estão terminando seus cursos ou que terminaram suas faculdades. Eles dirão que - “ estão revoltados com tudo que tem que aceitar, “ - principalmente com o que é imposto pelo estado e pela sociedade mercadológica.

O jovem de hoje quer uma sociedade mais solidaria.

E eles sabem que não podem fazer nada para arrumar o que gostariam de modificar. "Tirar uma beiradinha" - em revolta contra o aumento de R$.0,20, dos transportes, - passa ser um ponto de satisfação ou de marcação de posição. 

Vejam (!?) quem são os jovens que estão sendo presos, em São Paulo , eles não são de partido politico, eles não são jovens abandonados pelos pais, são jovens abandonados pelo sistema. São jovens descrentes no sistema.

Estão revoltados, com os políticos, com os governantes, com sistema bancário, com o sistema educacional, com o sistema de saúde, com o custo do transporte, com a segurança e muito mais com a policia e seus policiais.

Falam em sobra de emprego, quase pleno emprego, mas não falam que esta sobra é do sub-emprego. 

De cada 5 jovens que se formam em cursos superior quatro ficam desempregados – para o mercado que estudaram – sendo que são obrigados a se submeterem a empregos de pequena remuneração, distante do que sonharam e para o que estudaram.

Em parte é o mesmo fenómeno que já experimentou os EUA , quando sobravam vagas para o sub-emprego , “deixaram entrar”, os jovens dos países subdesenvolvidos.

O que está acontecendo é o começo de um movimento revolucionário para mudar tudo e não é só aqui no Brasil é agora também no Brazil, com Z.

O quadro é difícil e essa transição vai acabar ocorrendo, porque são poucas a possibilidades que os nossos governante, tem para construir uma sociedade menos violenta, mais solidária e mais responsável. 

Os jovens de hoje, em todo o mundo, querem o reconhecimento pela sociedade da “sua condição básica”, que elege em primeiro lugar o item DIGNIDADE. Eles não pretendem só a cidadania com o mero direito ao consumo e seus deveres de obrigações para com as leis.

Está em marcha uma grande mudança, só que a cegueira do ser humano e de principalmente daqueles que ainda rezam, para um “ser invisível”, vai mais uma vez deixar passar tudo seguindo mais uma vez pela contra mão. 

(Guilhobel)

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