sábado, 28 de novembro de 2015

Dispositivo promete anular ruído ambiente





O aparelho funciona de maneira semelhante à fones de ouvidos de última geração, ao vibrar na mesma frequência das ondas exteriores, acaba com qualquer poluição sonora.

Basta grudá-lo na janela, quando uma onda sonora tentar atravessar o vidro, ele emite vibrações contrárias. Como as vibrações se anulam, os barulhos do lado de fora não entram!

A chateação é que o Sono ainda é um sonho. Rudolf Stefanic, seu criador, tem apenas um protótipo, que é capaz de reduzir ruídos externos de até 12 decibéis. Os aparelhos que irão para o mercado serão mais poderosos, anulando sons mais altos.



Veja o vídeo:



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tinta que gera energia elétrica será produzida no Brasil



TINTA ORGÂNICA QUE GERA ENERGIA ELÉTRICA A PARTIR DA SOLAR SERÁ PRODUZIDA NO BRASIL AINDA EM 2015


Você sabe o que é OPV? A sigla em inglês para painéis fotovoltaicos orgânicos é o equivalente a uma tira de plástico na qual é impressa uma espécie de tinta capaz de produzir energia elétrica a partir da solar. Você não leu errado, é isso mesmo: tinta que produz energia elétrica.


Para ser compreensível a importância dessa tecnologia, ao contrário das células de silício, estas tiras orgânicas são produzidas de polímeros e plásticos, leves, flexíveis e transparentes.

A energia produzida por elas é limpa e capaz de alimentar smartphones, computadores, redes sem fio, além de uma gama de componentes eletrônicos de automóveis. Além disso, podem ser instaladas em lugares tão diversos como uma mochila, vidros de carros e fachadas de prédios.

Até aqui nenhuma novidade, afinal esse produto já é usado em países como Alemanha e Japão. Acontece que o CSEM Brasil, uma instituição de pesquisa mineira, conseguiu dominar seu processo de produção e começará a fabricar a OPV aqui no Brasil ainda em 2015.

O que a julgar pelo seu custo de fabricação muito menor (isso sem contar que gasta 20 vezes menos energia para ficar pronta) pode finalmente colocar a energia solar no dia a dia dos brasileiros.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Física quântica tem a ver com espiritualidade?

Em Física Quântica, um dos seus principais enunciados é o do Princípio da Complementaridade, desenvolvido pelo físico dinamarquês Niels Bohr, através do qual os físicos acreditam que a realidade é constituída por duas dimensões: uma dimensão física e visível chamada de realidade corpuscular, e uma dimensão não física e invisível chamada de realidade ondulatória.




A realidade ondulatória – também chamada de realidade quântica – é aceita a contragosto pelos físicos, pois ela refere-se a um domínio metafenomênico e metafísico da realidade, que não pode ser captado nem pelos sentidos humanos nem pelos instrumentos da Física. 

Um domínio onde não existe nem tempo nem espaço, e onde as coisas podem surgir e desaparecer instantaneamente, onde as coisas existem holística e sistemicamente, através de uma cerrada trama de interconexões e inter-relações, sem necessitar do Princípio da Causalidade, segundo Aristóteles.

Depois dos trabalhos de Louis de Broglie e Erwin Schrödinger, ambos prêmios Nobel de Física,  esse estranho mundo da realidade quântica ou ondulatória encontra-se firmemente demonstrado tanto pelo formalismo matemático quanto pelos experimentos de laboratório, e no arraial dos físicos ninguém têm dúvidas quanto a sua existência.

Se você ouvisse a conversa de dois físicos sobre o mundo fantasmático da Realidade Quântica, as coisas que você ouviria seriam bem mais misteriosas e abstratas do que essas coisas que você ouve através dos místicos e religiosos, quando eles falam sobre a realidade espiritual. De fato, segundo o Princípio da Complementaridade enquanto aqui na realidade cósmica nós e as coisas existimos  limitados pelo tempo e espaço, na realidade quântica ao mesmo tempo nós também existimos onipresentes no espaço e no tempo, estando em todos os lugares ao mesmo tempo, e em todas as épocas,  no mesmo instante!!!



Na realidade quântica não existe limites para as coisas ou pessoas: lá, elas podem ser – e de fato são – qualquer coisa ao mesmo tempo, uma condição metafenomênica que o Nobel de Física John Von Neuman chamou de Estado de Superposição e que atualmente os físicos chamam de Emaranhamento Quântico, uma condição de possibilidades que supera tudo aquilo que os místicos e religiosos afirmam sobre a realidade espiritual. Daí por que o Princípio da Complementaridade é capaz de se oferecer para os físicos, como um modelo de espiritualidade cientificamente consistente e admissível.

As relações metafenomênicas entre os  espíritos, que ocorrem fora do tempo e do espaço, assim como você tem ouvido os místicos e religiosos falarem sobre elas, agora os físicos também as afirmam quando eles falam sobre as relações entre as partículas ou entre os entes quânticos, e eles falam isso com base na Teoria Quântica de Campo, uma área de estudo que deu um Prêmio Nobel ao físico norte-americano Richard Feynman.

Então, caro leitor, se até aqui o seu intelecto rigorosamente racional vinha fazendo você refutar e guardar distância disso que os místicos e religiosos chamam de realidade espiritual, agora, para permanecer racional e cientificamente correto, você já não pode mais continuar duvidando da existência da realidade espiritual, e se não fizer isso, então intelectualmente  você estará na contramão da modernidade científica e estará refutando os trabalhos dos físicos ganhadores dos Prêmios Nobel.

Se você tem uma consciência aberta e não for intelectualmente preconceituoso, eu tenho certeza de que você gostar daquilo  que um bom físico – se ele também não for preconceituoso – tem para te dizer sobre uma realidade espiritual fundamentada em princípios de Física Quântica. Vai fundo!!!

Fonte: http://naturalvibe.com.br/fisica-quantica-e-espiritualidade/

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Buraco negro mais brilhante ressuscita 26 anos depois





Um dos buracos negros mais próximos da Terra voltou à vida com uma violência sem precedentes depois de mais de 25 anos de inatividade. 

Esse monstro da Via Láctea está produzindo surtos poderosos de luz à medida que devora a estrela que o acompanha. O fenômeno é um dos mais violentos que já foram observados e está causando enorme alvoroço entre astrônomos profissionais e amadores.

É algo “que só se vê uma vez na vida”, explicou na quarta-feira ao Materia o cientista-chefe do telescópio espacial Integral, da Agência Espacial Europeia (ESA), Erik Kuulkers. Na tarde de 15 de junho, minutos depois de desembarcar em Madri, onde trabalha, Kuulkers viu o e-mail com o aviso enviado pelo telescópio espacial Swift, da NASA. Havia acontecido uma súbita explosão de raios gama e raios X na constelação Cygnus, ou do Cisne, onde se encontra o buraco negro. 

Kuulkers dirigiu os olhos do Integral até esse ponto no céu, comprovou a existência da erupção exatamente naquele ponto e enviou novos alertas para a comunidade internacional. Poucos dias depois, “não há nenhum observatório no hemisfério norte, o único a partir do qual se pode observar esse buraco negro, que não esteja apontando para ele”, explica Teo Muñoz-Darias, um astrônomo do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC).

“Esse buraco já se tornou a mais poderosa fonte de raios X que pode ser observada no céu e, se não fosse pela poluição provocada pela poeira que há entre nós, seria possível observá-lo da Terra a olho nu”, enfatiza. Sua luminosidade é cerca de 50 vezes superior à da Nebulosa do Caranguejo, que costuma ser um dos objetos mais brilhantes no céu noturno em altas energias, explicou a ESA. Um pequeno telescópio amador é suficiente para ver o forte clarão que durará “dois ou três meses”, segundo os dois especialistas.



O V404 Cygni é um sistema binário composto por um buraco negro que possui cerca de 12 vezes a massa do Sol e pela estrela que orbita em torno dele, ligeiramente menor que o nosso astro. Está a 8.000 anos-luz, o que faz dele um dos dois buracos negros mais próximos da Terra. Agora que voltou à atividade, também é o mais brilhante de forma esporádica, de acordo com Kuulkers. Essas duas características fazem dele um fenômeno “único, que certamente aparecerá nos livros didáticos”, ressalta Muñoz-Darias.

Ambos os especialistas estão em Tenerife para participar da Semana Europeia de Astronomia e Ciências Espaciais, que reúne 1.200 cientistas até sexta-feira. O súbito retorno à vida do V404 e seu estranho comportamento tornou-se um dos assuntos principais do encontro, o mais importante do gênero na Europa, como destacou nesta quinta-feira a Sociedade Espanhola de Astronomia. A página web do Astronomers Telegram, o diário de avisos mais popular entre os astrônomos, está agitada com dezenas de notificações nas quais o fenômeno é descrito no espectro óptico, de raios X, gama, rádio...

O Grande Telescópio das Canarias (GTC), o maior observatório óptico do mundo, é um dos instrumentos-chave para capturar o fenômeno em luz visível. “Na quarta-feira, 17 de junho, cinco horas depois de receber o alerta, já estávamos observando”, lembra Muñoz-Darias. Com seu espelho de mais de 10,4 metros, o GTC capta em detalhes as alterações da luminosidade do buraco. As observações indicam que os aumentos são bruscos, com altos e baixos que duram minutos ou horas, no máximo. 

Trata-se de algo totalmente atípico, dizem os astrônomos, e o telescópio mostra ao vivo, com uma resolução sem precedentes, os dois comportamentos fundamentais desses corpos esquivos que engolem tudo ao seu redor, inclusive a luz. O primeiro é chamado de acreção. Durante décadas, a força gravitacional do buraco negro foi arrancando as camadas mais superficiais de sua estrela, que formaram um disco em torno dele. Agora esse material, acelerado até uma velocidade próxima à da luz, foi devorado depois de cruzar o horizonte do buraco negro. Esse processo está sincronizado com um segundo no qual, depois da comilança, o escoadouro literalmente cospe jatos de matéria pelos seus dois eixos de rotação.