sábado, 27 de agosto de 2016

Alienação parental faz mal às crianças



Disputa dos pais adoce os filhos


Matéria divulgada no jornal Extra 20/08/2014


Clique na imagem para ampliar



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Por quê tenho poucos amigos?

CIENTISTAS EXPLICAM PORQUE AS PESSOAS INTELIGENTES PREFEREM TER MENOS AMIGOS




Muitos de nós já pensamos sobre o que faz uma vida bem vivida. É estar perto da família e de um monte de amigos? Ser cercado por um punhado seleto de pessoas em sua vida? Você já observou aquela pessoa realmente inteligente em sua vida e os amigos ao seu redor? E a quantidade de amigos que ela tem? As pessoas mais inteligentes preferem menos amigos e aqui está o porquê.

O que faria da maioria das pessoas feliz

Uma nova pesquisa, publicada no British Journal of Psychology, fala sobre o que exatamente define uma vida bem vivida. Acontece que os estilos de vida de nossos antepassados formam a base do que nos faz felizes agora. A pesquisa entrevistou aproximadamente 15.000 pessoas entre as idades de 18 a 28 anos de idade. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que vivem em áreas densamente povoadas relataram menos satisfação com a qualidade de sua vida. A próxima conclusão dos entrevistadores sugere que quanto mais interações frequentes com amigos próximos, maior a felicidade autorrelatada.

Pessoas inteligentes são uma exceção

No entanto, existe uma exceção. Para aqueles com quocientes de inteligência mais elevados, essas correlações diminuem drasticamente. “O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida era, portanto, mais de duas vezes maior para os indivíduos de baixo QI”. Assim, quanto mais inteligente você é, menos está satisfeito com a vida de se socializar com os amigos com mais frequência. Mas por quê?

Pessoas inteligentes estão focadas em objetivos de longo prazo
As pessoas com QI mais elevado e com a capacidade de usar sua inteligência são menos propensas a gastarem tempo socializando. Por quê? As pessoas inteligentes estão focadas em objetivos de longo prazo. Elas são obrigadas, e talvez um pouco mais orientadas a usarem sua inteligência para criarem algo maior do que elas mesmas.

Por exemplo, pense em alguém que você conhece que foi fazer pós-graduação ou começou seu próprio negócio. Ao perseguir suas ambições e objetivos, essa pessoa teve que minimizar interações sociais. Uma pessoa inteligente, na busca de alcançar algo maior e melhor do que si mesma, pode considerar a interação social como uma distração que a afasta de objetivos a longo prazo, o que, por sua vez, pode afetar seu bem-estar geral.

Ao pensar no longo prazo, o indivíduo mais inteligente prefere ficar em casa e trabalhar por seus sonhos e ambições do que sair em um sábado à noite com alguns amigos. Não é que ele não valoriza a amizade. Mas quando está buscando alcançar a grandeza, julga a socialização como distração.

Como pessoas inteligentes desenvolveram-se de forma distinta durante a evolução do cérebro humano

O cérebro humano evoluiu para atender as demandas do nosso ambiente ancestral na savana. A densidade populacional era baixa e sobrevivíamos com um estilo de vida caçador. Durante estes tempos, ter contato frequente com os amigos ao longo da vida era necessário para a nossa sobrevivência e para posterior reprodução da nossa espécie.

Nos dias de hoje, a nossa vida mudou drasticamente, assim como nossas interações com o outro. As pessoas inteligentes podem ser mais capazes de lidar com os novos desafios que a vida moderna nos lança. Ou seja, têm uma melhor capacidade de resolver problemas evolutivos e mais facilidade em lidar com novas situações.

Quando você é mais esperto, é mais capaz de se adaptar às coisas e tem mais facilidade em fundir suas predisposições ancestrais com o mundo moderno. Viver em uma área de alta população pode ter um efeito menor sobre o seu bem-estar, mas pode ser devido a ser mais capaz de descartar a necessidade de socializar quando está perseguindo seus sonhos e ambições.

Pessoas inteligentes valorizam os relacionamentos de uma maneira diferente

As pessoas inteligentes valorizam amizades e relacionamentos como qualquer outra pessoa, mas tendem a ser mais seletivos sobre a forma como gastam o seu tempo. Não é que eles não valorizam amizades e socialização, é que também valorizam os seus interesses pessoais.

___

Transcrito / Tradução de: O Segredo – Fonte: Life Hack

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A morte, assim como a vida, seriam meras ilusões?


Cientista faz revelação fantástica: ''A morte é apenas uma ilusão: nós continuamos a viver em um universo paralelo''



Por quanto tempo filósofos, cientistas e religiosos têm ponderado o que acontece após a morte? Existe vida após a morte, ou nós simplesmente desaparecemos no grande desconhecido? Há também uma possibilidade de que não existe tal coisa como geralmente definimos como a morte.

Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos. Um tempo atrás, os cientistas relataram que encontraram a primeira evidência de universo paralelo.

Esta descoberta nos leva a um assunto instigante chamado de "Biocentrismo"

Robert Lanza, MD, cientista, teórico e autor de  "O biocentrismo" - Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo,  pensa que há muitas razões pelas quais não vamos morrer.

Para ele, a morte não é o fim, como muitos de nós pensamos. Acreditamos que vamos morrer, porque é o que nos foi ensinado, Robert Lanza diz em seu livro.

Será que você continuar a viver em um universo paralelo?

Há muitas experiências científicas que questionam seriamente o termo morte, tal como a conhecemos.

De acordo com a física quântica certas observações não podem ser previstas com certeza. Em vez disso, há uma gama de possíveis observações cada uma com uma probabilidade diferente.


A interpretação "de muitos mundos", afirma que cada uma dessas observações possíveis corresponde a um universo diferente, o que é geralmente chamado de "multiverso".

Robert Lanza tomou estas teorias ainda mais interessantes.

Ele acredita que "há um número infinito de universos, e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum universo.



Sua energia nunca morre

A morte não existe em qualquer sentido real nesses cenários. Todos os universos possíveis existem simultaneamente, independentemente do que acontece em qualquer um deles.

Embora corpos individuais estão destinados a auto-destruição, o sentimento vivo - o "Quem sou eu?" - É apenas uma fonte de 20 watts de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma das mais seguras axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ele pode ser criada nem destruída ".
Esta energia pode transcender de um mundo para outro.

A importância da consciência

Considere o princípio da incerteza, um dos aspectos mais famosos e importantes da mecânica quântica. Experimentos confirmam que está integrada no tecido da realidade, mas ela só faz sentido de uma perspectiva biocêntrica.

Se há realmente um mundo lá fora, com partículas saltando ao redor, então devemos ser capazes de medir todas as suas propriedades. Mas nós não podemos. Por que isso deveria importar a uma partícula que você decidir para medir?

A morte pode não ser verdadeira em todos os ...

Considere a experiência da dupla fenda: se um "relógio" uma partícula subatômica ou um pouco de luz passa através das fendas em uma barreira, ela se comporta como uma partícula e cria batidas de aspecto sólido por trás das fendas individuais sobre a barreira final que mede os impactos.

Como uma pequena bala, que logicamente passa através de um ou do outro furo.

Mas se os cientistas não observam a trajetória da partícula, então ela exibe o comportamento de ondas que permitem que ela passe através de ambos os furos, ao mesmo tempo.

Por que a nossa observação pode mudar o que acontece? Resposta: Porque a realidade é um processo que requer a nossa consciência ", diz Lanza.

Você não existiria sem a consciência. Uma das razões para Robert Lanza achar que você não vai morrer, é porque você não é um objeto. Você é um ser especial. De acordo com biocentrismo, nada poderia existir sem consciência. Lembre-se que você não pode ver através do osso que circunda o cérebro.

O espaço e o tempo não são objetos duros, mas as ferramentas de nossa mente usa para tecer tudo junto.

Tudo o que você vê e experimenta agora é um turbilhão de informações que ocorre em sua mente. O espaço e o tempo são simplesmente as ferramentas para colocar tudo junto.

Lanza recorda que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal. Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente.

A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente.

Albert Einstein disse uma vez: "A realidade é meramente uma ilusão, embora muito persistente."

Como podemos dizer o que é real e o que não é? Como podemos saber com certeza que o nosso cérebro não está nos dando a ilusão de um mundo físico?

Fonte: http://interligadonoticias.blogspot.com.br/2016/05/cientista-faz-revelacao-fantastica.html

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Existe um direito fundamental de dispor sobre o próprio corpo?

By George Marmelstein Lima
Juiz Federal e Professor de Direito Constitucional

« Dúvida: Perda da Nacionalidade e Jogadores de FutebolJurisdição Constitucional e Direitos Fundamentais: o juiz constitucional como agente de proteção da liberdade e de promoção da igualdade »

Como os últimos posts foram bem interativos – e isso robustece o debate – vou prosseguir  nessa mesma linha, apresentando um dos pontos mais tormentosos dentro da idéia de liberdade, que é o direito de dispor sobre o próprio corpo. Já dá pra imaginar os problemas éticos daí decorrentes, sendo a eutanásia talvez o mais conhecido.

A pergunta que faço é: o artigo 13 do Código Civil – “salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes” – é constitucional?

Aqui vai minha opinião, sujeita a críticas e amadurecimento:

O ser humano, por ser um animal com consciência, inteligência, memória e habilidade de comunicação, desenvolveu uma capacidade inata de tomar decisões racionais. É por isso que se diz que a autonomia da vontade ou liberdade de escolha é uma das notas mais importantes da dignidade da pessoa humana.

A autonomia da vontade é a faculdade que o indivíduo possui para tomar decisões na sua esfera particular de acordo com seus próprios interesses e preferências. Isso significa basicamente o reconhecimento de um direito individual de fazer tudo aquilo que se tem vontade, desde que não prejudique os interesses de outras pessoas. Para ser mais claro: cada um deve ser senhor de si, agindo como um ser responsável por suas próprias escolhas, especialmente por aquelas que não interferem na liberdade alheia.

Assim, por exemplo, cabe a cada indivíduo decidir por si mesmo que lugares que deseja freqüentar, qual a religião que deve acreditar, com quais pessoas queira se reunir ou se associar, qual a profissão que deseja seguir, quais os livros que pretende ler, e assim por diante. Daí os diversos direitos de liberdade: de locomoção, de religião, de associação e reunião, de profissão, de expressão etc. Logo, o valor da autonomia de escolha é inestimável, já que inúmeros direitos fundamentais decorrem diretamente desse princípio.

A proteção da autonomia da vontade tem como objetivo conferir ao indivíduo o direito de auto-determinação, ou seja, de determinar autonomamente o seu próprio destino, fazendo escolhas que digam respeito a sua vida e ao seu desenvolvimento humano, como a decisão de casar-se ou não, de ter filhos ou não, de definir sua orientação sexual etc. O outro lado da moeda é justamente a noção de auto-responsabilidade, indicando que cada ser humano deve ser responsável por seus próprios atos.

No campo teórico, um dos principais defensores da autonomia privada foi Stuart Mill, que no livro “Ensaio sobre a Liberdade”, escrito durante o Século XIX, sustentou que sobre si mesmo, sobre seu corpo e sua mente, o indivíduo é soberano.

Dentro dessa lógica, não cabe ao Estado, por exemplo, impedir que uma pessoa ultra-religiosa pratique atos de autoflagelação. Em princípio, pode ser um ato irracional e contrário às convenções sociais, que está certamente violando a integridade física daquele que o pratica. Mas a pessoa que opta por fazer isso acredita firmemente – de forma sincera e autêntica – que a autoflagelação lhe dará um conforto espiritual que compensará, no final das contas, o sacrifício. Logo, é uma escolha que lhe diz respeito, por mais irracional que seja.

Mais um exemplo: um militar que resolva participar de um treinamento de guerra para fazer parte da tropa de elite das forças armadas sabe que passará por inúmeras privações biológicas (fome, frio, calor, sede etc.) e psicológicas, podendo, em alguns casos, chegar até mesmo a sofrer violências físicas. No entanto, ele sabe que, quanto mais rigoroso for o treinamento, melhores serão suas condições de participar de uma guerra e maior será a sua auto-estima e reputação perante os demais membros do grupo social em que ele vive. Logo, caberá a ele sopesar os valores conflitantes e decidir se quer ou não participar do treinamento.

Do mesmo modo, se uma pessoa plenamente capaz resolve colocar um “piercing” ou então fazer uma tatuagem, está no legítimo exercício do direito fundamental de dispor do próprio corpo. Guardadas as devidas proporções, é uma decisão semelhante àquela tomada por uma mulher que aceita se submeter a uma intervenção cirúrgica meramente estética, como o aumento dos seios, por exemplo. Essa mulher certamente sabe dos riscos que está assumindo, sabe que haverá uma violação a sua integridade física, sabe que poderão existir complicações cirúrgicas e sabe que terá imenso sofrimento após a cirurgia. Se ainda assim resolve fazer a plástica, o Estado, em principio, não pode impedir.

Por isso, é de discutível constitucionalidade, pelo menos se interpretado à risca, o artigo 13 do Código Civil: “salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes”. Na verdade, toda pessoa que esteja em pleno gozo de suas faculdades mentais e tenha condições concretas e autênticas de tomar por si próprio as decisões que lhe dizem respeito tem o direito fundamental de dispor do próprio corpo da forma como bem entender, desde que não prejudique o direito de terceiros, não podendo o Estado, ressalvadas algumas situações bem peculiares, interferir no exercício desse direito.

O importante, para verificar a validade do ato, é saber se o exercício da liberdade de escolha está sendo autêntico. Se essa tomada de decisão for sincera, o máximo que o Estado pode fazer é desenvolver mecanismos para que o indivíduo tenha perfeita consciência da conseqüência do seu ato, mas jamais interferir na sua escolha, sobretudo quando a decisão não atingirá a dignidade de outras pessoas.


Fonte: https://direitosfundamentais.net/2008/11/03/existe-um-direito-fundamental-de-dispor-sobre-o-proprio-corpo/