sexta-feira, 30 de junho de 2017

Qual a maior profundidade do mar?



O ponto mais fundo dos oceanos é a fossa das Ilhas Marianas, Micronésia, Oceano Pacífico, que é uma área rebaixada do Oceano Pacífico, como se fosse a parte mais funda de uma piscina. 

Ela se estende por 2.500 quilômetros, ocupando uma área que está inteiramente a mais de dez mil metros abaixo do nível do mar. É uma espécie de vale submarino e está, na sua parte mais profunda, 11 500 metros abaixo da superfície do mar – o que equivale a sete vezes o tamanho do Grand Canyon, nos Estados Unidos. 

O recorde de profundidade em mergulho foi obtido lá, por Jacques Piccard, oceanógrafo suíço, e Donald Walsh, tenente da Marinha americana. “Ambos comandaram o submersível Triest I (um pequeno submarino, muito mais resistente à pressão), que desceu 35 800 pés (cerca de 11 037 metros) – a maior profundidade oceânica registrada -, no dia 23 de janeiro de 1960, em uma das fossas das Marianas chamada Challenger Deep, a cerca de 360 quilômetros ao sul das Ilhas Guam, no Oceano Pacífico”. 

Para se ter uma ideia, o Monte Everest, localizado na Cordilheira do Himalaia (8.848 metros), caberia com folga dentro da fossa, pois mesmo totalmente submerso ainda sobrariam 2.652 metros de altura. (veja no vídeo compartilhado no final da postagem). 
Pense! Onze mil e quinhentos metros abaixo do nível do mar é o tamanho do Grand Canyon multiplicado 7 vezes! Essa profundidade foi verificada através de equipamentos desenvolvidos especialmente para suportar níveis altíssimos de pressão e baixas temperaturas.

Desertos Marinhos

Grandes porções dos oceanos são chamados de desertos marinhos por conta do baixo teor de nutrientes, oxigênio e por isso a produtividade é baixa pois poucos organismos habitam lá. 

O fundo do mar reserva muitos mistérios que a ciência procura desvendar. Um deles é o ecossistema que se desenvolveu em um local onde não existe luz solar e a pressão atinge altos níveis de intensidade. Estima-se que região abissal represente 42% dos fundos oceânicos, abrigando seres que se adaptaram às condições extremas do meio ambiente.

Confira a tabela com as maiores profundidades oceânicas (Wikipédia):
Fossa oceânicaLocalizaçãoProfundidade (m)
Fossa Challenger ou das MarianasPacífico (sul das ilhas Marianas)11 034
Fossa de TongaPacífico (noroeste da Nova Zelândia)10 822
Fossa do JapãoPacífico (este do Japão)10 554
Fossa das Curilas ou da KamchatkaPacífico (Sul das ilhas Curilas)10 542
Fossa das FilipinasPacífico (este das Filipinas)10 540
Fossa de KermadecPacífico (Nordeste da Nova Zelândia)10 047
Fossa de Porto RicoAtlântico (este de Porto Rico)8 800
Fossa de BougainvillePacífico (E Nova Guiné)9 140
Fossa Sandwich do SulAtlântico (este das ilhas Sandwich)8 428
Fossa do Peru-ChilePacífico (oeste do Peru e Chile)8 065
Fossa das AleutasPacífico (S Ilhas Aleutas)7 822
Fossa das CaimãoMar do Caribe (sul de Cuba)7 680
Fossa de JavaÍndico (sul da ilha de Java)7 450
Fossa de Cabo VerdeAtlântico (oeste das Ilhas Cabo Verde)7 292


terça-feira, 27 de junho de 2017

Só a verdade dissolve a ilusão




O medo de enxergar a verdade provoca a força da ignorância

Representação da Caverna de Platão
Permanecer ou sair da caverna? Uma questão que atravessa a história desde que os homens se compreendem como homens. 

É melhor desfrutar de uma realidade fantasiosa, mas confortável ou vivenciar a verdade com toda a sua dureza? Viver como sujeito consciente tem um alto preço psicológico. 

No próprio mito da caverna, percebemos que os homens tendem a preferir se contentar com as sombras, do que conhecer o lado de fora, afinal, por mais falsa que as sombras sejam, elas estão sob a proteção constante das rochas da caverna, o que significa que ao decidir sair, não há mais volta, pois as rochas, que o olhar de servo entende como de proteção, para os que despertam, representam aprisionamento.

O desconhecido magnetiza pelo medo. Dessa forma, na maior parte das vezes, preferimos permanecer onde estamos, por mais adversa que a situação seja, uma vez que o velho goza do benefício do conhecimento e da permanência, o que o torna menos temido do que o novo, o qual ainda não se conhece e não se sabe o que cobrará de nós. Dito de outro modo, ainda que a situação que vivenciamos seja adversa, tendemos ao comodismo pelo medo do que ainda não se conhece e, portanto, pode ser pior do que o já se vivencia.

Esse comodismo ou complacência, entretanto, não se restringe ao medo do desconhecido, mas também a própria falta de vontade em esforçar-se para que a condição seja modificada, o que, consequentemente, faz com que os elementos e institutos aplicados com a finalidade de manutenção desse status quo sejam bem-sucedidos. Não à toa vivemos na era da servidão voluntária.

No entanto, se vivemos em um mundo “fantasioso”, não é possível que a alcunha de “era da servidão voluntária” possa ser exposta de maneira clarividente. É necessário que ela seja transformada, melhor: ressignificada – para usar um termo de Baudrillard, filósofo que tão bem falou sobre a nossa Matrix – e, assim, a servidão voluntária se transforma em admirável mundo novo, lugar em que a técnica, com todo o seu esplendor, consegue suprir todas as necessidades humanas.

Evidentemente, as revoluções técnicas que aconteceram, grosso modo nos últimos duzentos anos, trouxeram importantes conquistas, descobertas e aperfeiçoamentos que tornaram a nossa vida melhor em vários aspectos. Contudo, a história nos mostra que entre a real capacidade dessas revoluções e o que dela se extrai (e como se extrai) há um grande abismo. Sendo assim, a nossa realidade se aproxima muito mais das grandes distopias do século XX do que de um éden 3D.

Embora essa realidade esteja mais do que clara, o que se observa, ao contrário do seu questionamento, é o fortalecimento da mesma. Nesse sentido, o avanço técnico é fundamental, já que quanto mais os sistemas de controle se desenvolvem, maior é a capacidade de “gerir” a vida dos subordinados. À vista disso, é interessante perceber que o indivíduo administrado se acha bem atendido nas suas necessidades, o que hoje, resume-se em grande parte, ou na totalidade, em consumir.

Com um sistema posto para que os indivíduos se sintam “confortáveis” ou, no mínimo, em uma potencial condição de satisfazer as suas “necessidades” e, por conseguinte, sentir-se “confortáveis” e “bem-atendidos”, uma vez que o consumo (pedra angular da satisfação e do controle) está sempre ao alcance das mãos (aliás, nem é preciso sair do lugar para entrar na roda de felicidade do consumo); torna-se extremamente fácil manter a sociedade em ordem.

E como estamos falando de uma sociedade de controle, não é preciso dizer que existe dura repressão para todos os que fogem à ordem posta, os quais são vistos como “inadequados” ou como prefere Huxley em sua obra – “selvagens”. Todavia, como todo bom sistema que evolui, a repressão não ocorre de modo explícito ou através de chicotes, e sim, de maneira “invisível”, a partir da “liberdade” que gozamos, posto que a repressão mais perfeita é aquela que não precisa acontecer, pois é introjetada pelo próprio indivíduo em si mesmo.

Diante de tantas condições favoráveis à escravidão e dissociadas, portanto, da liberdade, torna-se fácil compreender o porquê da maior parte de nós preferir continuar na caverna e tomar o ilusório como real. Da mesma maneira que se compreende o motivo de sermos agentes repressivos contra os que fogem do sistema, seja os outros, seja nós mesmos. O que implica dizer que glorificamos a mentira e tomamos por impostores os que se dedicam à verdade, afinal, como disse Orwell: “Quanto mais a sociedade se distancia da verdade, mais ela odeia aqueles que a revelam”.

Posto isso, há de se considerar que ao aceitar o modo como a sociedade se organiza e todos os seus ditames, automaticamente decidimos permanecer na caverna e contribuir para a manutenção de um sistema de organização social que por trás de alegria, gozo e satisfação, esconde exploração, desigualdade e ignorância. 

Apesar de não haver condições próprias para que haja um despertar do indivíduo da sua situação de ignorância, como já exposto, é imperioso que se entenda que o modo hierárquico da sociedade não se modificará de cima para baixo, de tal forma que é necessário a cada indivíduo, dentro das suas oportunidades, tentar buscar pontos de luz que o ajudem a encontrar a saída da sua ignorância e, por conseguinte, da sua condição escrava.

Se o desconhecido magnetiza pelo medo, é apenas o conhecimento e a liberdade que nos permitem enfrentá-lo, sabendo que todo aquele que desperta, sempre apontará para as correntes daqueles que permanecem presos. Todavia, também devemos ter em mente que muitos, por mais oportunidades que recebam, irão preferir permanecer na sua ignorância, na caverna, na Matrix ou qualquer palavra que representa o antônimo da liberdade, pois o estado de espectador é sempre mais cômodo, já que, ainda que no filme apresentado os exploradores sejam os protagonistas, sempre há pipoca e refrigerante suficientes para manter os explorados de boca fechada.

Assim sendo, levantar do cinema, ser um selvagem ou tomar a pílula vermelha, continuam sendo atos de coragem, espalhados e diminutos, pois como disse Nietzsche: “Por vezes as pessoas não querem ouvir a verdade, porque não desejam que as suas ilusões sejam destruídas”. Entretanto, é necessário destruir as nossas belas e confortáveis ilusões para que possamos ser sujeitos autônomos e livres, porque é o medo que possuímos da verdade que provoca a força da ignorância e permite o nosso controle.



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Servidores DNS 2017 (IPv4 e IPv6) seguros




DNS Google

- Para utilizar – IPv4

Servidor primário 8.8.8.8
Servidor secundário 8.8.4.4

- Para utilizar – IPv6

Servidor primário 2001:4860:4860::8888
Servidor secundário 2001:4860:4860::8844

DNS Watch

- Para utilizar – IPv4

Servidor primário 84.200.69.80
Servidor secundário 84.200.70.40

- Para utilizar – IPv6

Servidor primário 2001:1608:10:25::1c04:b12f
Servidor secundário 2001:1608:10:25::9249:d69b

Norton ConnectSafe

Nota: No caso do Norton, eles oferecem três classes de DNS, escolha a proteção que você deseja:
Proteção para: Segurança (malware, phishing sites e sites fraudulentos)

Servidor primário 199.85.126.10
Servidor secundário 199.85.127.10
Proteção para: Security + Pornografia

Servidor primário 199.85.126.20
Servidor secundário 199.85.127.20
Proteção para: Security + Pornografia + Outros

Servidor primário 199.85.126.30
Servidor secundário 199.85.127.30

OpenDNS

Para utilizar – IPv4

Servidor primário 208.67.222.222
Servidor secundário 208.67.220.220

Para utilizar – IPv6

Giga DNS

Para utilizar – IPv4

Servidor primário 189.38.95.95
Servidor secundário 189.38.95.96

Para utilizar – IPv6

Servidor primário 2804:10:10::10
Servidor secundário 2804:10:10::20


DNSs da Level3, Fáceis de lembrar: 4.2.2.1 e 4.2.2.2
DNSPrimárioSecundário
Virtua NOVOS 201.6.0.112201.6.0.108
Telefonica NOVOS200.205.125.58200.205.125.57
UOL NOVOS200.221.11.100200.221.11.101
UOL NOVOS200.221.11.98200.147.255.105
Terra NOVOS 200.176.3.130200.176.2.75
Telemar NOVO 200.165.132.155    -
www.opendns.org208.67.222.222208.67.220.220
AJato 
200.162.192.5
200.162.192.3
br.inter.net 
200.185.56.49

Brasiltelecom  200.199.252.68200.199.241.17
Brasiltelecom  200.203.0.83200.203.0.84
EMBRATEL200.255.122.6200.255.253.238
EMBRATEL200.255.253.241200.245.255.033
EMBRATEL200.255.125.211200.245.255.65
FPSP.FAPESP.BR143.108.025.103
IG 200.225.157.104200.225.157.105
JSOL200.196.94.146200.196.94.149
Matrix200.202.7.1200.202.17.1
Netbank200.203.199.2200.203.199.3
Netpar200.255.244.1200.255.244.3
Onda - PR 200.195.192.130200.195.192.10
Onda - PR 200.195.192.10200.195.192.8
SENFFNET/PARATI.COM200.196.91.250200.196.91.210
SOFTALL200.198.100.6200.198.100.3
SUL BBS200.219.150.4200.219.150.5
Telefonica(antigos)200.204.000.10200.204.000.138
Telemar200.222.0.34 200.223.0.35
Telemar 200.222.0.35  200.223.0.84
Telepar200.193.136.60200.199.241.17
Terra  200.177.2.10  200.176.254.10
Unicamp  143.106.2.5  143.106.51.37
UOL  (antigos)200.246.5.2  200.246.5.87
UOL  (atuais ) 200.221.11.100  200.221.11.101
USP
143.107.253.3
 -
Virtua 200.245.127.130 200.212.223.043200.212.223.044
VOE 200.173.112.4-
Way Internet200.150.4.4200.150.4.5
Way Internet200.150.13.244200.150.13.243
ZAZ 200.246.248.10  200.248.149.1
 

DF, MT, MS, AC, RO200.199.241.17200.199.252.68
GO200.193.193.234 200.199.252.68
PR200.193.136.60200.199.241.17
SC200.215.1.43200.215.1.44
RS200.180.128.68200.199.241.17
-200.225.157.104-
-200.230.128.21-



Lista atualizada de todos os DNS da GVT

200.175.5.133

200.175.89.139

Regiao de Brasilia, Goiania, Anapolis, Cuiaba e Campo Grande:

Servidor Primario
200.175.182.139
Servidor Secundario
200.175.5.139

Regiao Centro SUL

Servidor Primario
200.175.5.139
Servidor Secundario
200.175.89.139

Regiao Sul

Servidor Primario
200.175.89.139
Servidor Secundario
200.175.5.139

- O pool de servidores sao localizados respectivamente em:

200.175.5.139 Curitiba
200.175.89.139 Porto Alegre
200.175.182.139 Brasilia


DNS
PRIMARIOS

SECUNDARIOS

200.221.11.100  UOL  200.221.11.101
200.177.250.10  Terra  200.176.2.10
200.246.248.10  ZAZ 200.248.149.1
200.199.252.68  Brasiltelecom  200.199.241.17
143.106.2.5  Unicamp  143.106.51.37
200.222.0.35  Telemar  200.223.0.84
200.202.7.1Matrix200.202.17.1
200.204.0.10Telefônica200.204.0.138
200.212.223.043Virtua200.212.223.044
200.195.192.130Onda - PR 200.195.192.10



Lista dos DNS do Velox

AL 200.149.55.104 200.202.193.171
BA 200.149.55.140 200.202.193.171
CE 200.223.0.83 200.223.0.84
MA 200.202.193.71 200.149.55.141
MG / ES 200.202.93.75 200.202.0.34
PA 200.149.55.140 200.202.193.71
PB 200.223.0.84 200.222.0.34
PE 200.202.193.75 200.202.193.76
RJ 200.149.55.142 200.165.132.148
RN 200.149.55.142 200.202.0.39
SE 200.149.55.142 200.222.0.39



DNS da Brasil Telecom
Filial    Primário    Secundário
RS    201.10.1.2    201.10.120.2
SC    201.10.120.3    201.10.1.2
PR    201.10.120.2    201.10.128.3
GO    201.10.128.3    201.10.120.3
DF    201.10.128.2    201.10.120.2
MS    201.10.128.2    201.10.1.2
MT    201.10.128.2    201.10.120.3
RO/AC    201.10.128.2    201.10.1.2



Outros:

212.27.32.5 (Free.fr francês)
200.19.74.21 (Brazilian Research Network)
200.137.65.132 (Universidade Federal do Espirito Santo)
200.192.112.8 (Pontificia Universidade Catolica do Paraná)

200.202.193.76 (NS2 Telemar)
200.222.0.35 (NS4 Telemar)
200.149.55.140 (NS5 Telemar)
200.222.0.34  (RIO1 Telemar)
200.202.193.71 (Telemar)
200.202.193.75 (Telemar)
200.202.193.69 (Telemar)
200.223.0.83   DNS Telemar / Velox  BA




Nota: 

Existem grandes servidores da internet, como no caso do Google que fornece o serviço do DNS, do qual raramente ouve-se reclamações. As outras empresas que você vai poder conferiu acima é recomendado testar e depois escolher o que melhor servir.  

O teste pode ser feito visitando diferentes sites, vídeos e tantas outras coisas na internet, quanto menor o tempo de resposta ao resolver um endereço de site, melhor será a sua experiência de navegação. É recomendado utilizar os DNS diretamente no seu roteador. Desta forma todo computador e dispositivo que fizer conexão com a web através dele será beneficiado pelo DNS.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Astronauta libertado (Catedral de Salamanca)



Conheça a história por trás do astronauta esculpido na Catedral de Salamanca, construída há mais de 300 anos

A figura talhada de um astronauta moderno pousado sobre a fachada da entrada norte da Catedral de Salamanca, na Espanha, destoa de todo o resto e impressiona a todos que passam por ali. A igreja, nos estilos barroco e gótico, foi construída entre 1513 e 1733. De forma inevitável, as teorias que envolvem os astronautas antigos, as viagens através do tempo e acontecimentos sobrenaturais surgem com explicações variadas.


No entanto, e apesar do mistério pairar sob uma nuvem de incerteza, o astronauta enigmático da Catedral de Salamanca parece ter uma explicação muito mundana. A figura está localizada em uma coluna, na entrada da Nova Catedral, e representa um astronauta com botas, capacete e o que parece ser um sistema de respiração em seu peito, com tubos que se conectam a uma mochila na parte traseira de seu traje. Com a mão direita, ele segura uma espécie de vara e com a esquerda se apoia em uma folha. Seu rosto expressa uma perplexidade imutável.


Como é possível alguém ter esculpido uma imagem tão nítida de um astronauta moderno em uma catedral construída há centenas de anos e muito antes de tal personagem existir? 

Ao que tudo indica, isso teria acontecido, na verdade, há muito pouco tempo, quando, em 1992, a catedral foi restaurada. 

Na época, a “Porta de Ramos”, como é chamada a entrada norte da Catedral, sofreu uma grande deterioração com o passar do tempo. Dessa forma, a escultura do astronauta seria uma adição do pedreiro Miguel Romero e teria escapado da observação do arquiteto Jerómio García de Quiñones, o responsável pela restauração. O fato teria obedecido a uma velha tradição, na qual os restauradores costumam incluir algum elemento moderno, próprio da época em que é realizada a restauração – neste caso, um astronauta.

Claro que essa é apenas uma hipótese, e muitos afirmam que a figura está lá desde a construção original da catedral, que teria sido restaurada por causa de alguns danos em sua estrutura. Sem fotos, testemunhas ou evidências que permitam saber a história real, as conclusões, sejam quais forem, ainda são mera teoria.

Fonte: lagranepoca.com | seuhistory.com

domingo, 18 de junho de 2017

Discorde, mas sem brigar ou se revoltar. Discordar não é criar discórdia!



A força do 'tudo bem' e a escolha por se sentir bem. Aprenda a discordar de uma pessoa sem se revoltar. 
Por Lucas Liberato - Coach de Equilíbrio Emocional

Discordar não é criar discórdia!
Durante anos, eu me opus a muitas coisas, me posicionei, fui 'contra' e coloquei em atitudes minha revolta com diversas situações. Nada mudou.

Eu percebo o quanto cresci quando percebo que cada vez menos eu faço questão de estar certo. 

Se alguém concorda comigo, tudo bem. Se não concorda, tudo bem. Se eu concordo com o que você diz, tudo bem. Se não concordo, tudo bem também. ‘Tudo bem’ vai lentamente se tornando um mantra daquilo que eu quero para mim, internamente e externamente.

Durante anos, eu me opus a muitas coisas, me posicionei, fui ‘contra’ e coloquei em palavras e atitudes minha revolta com diversas situações. Nada mudou. O mesmo aconteceu com tudo aquilo que eu me rebelei dentro de mim. Eu lutei contra tanta coisa em mim e nada mudava.

O velho princípio de que ‘tudo que você foca, cresce’ se provou absolutamente verdadeiro para mim, nas pequenas e nas grandes coisas. Se eu me rebelava (ou quando ainda me rebelo) contra algo, seja em mim ou nos outros, eu apenas intensifico a situação. Passa a acontecer mais, a incomodar mais, a doer mais.

Vejo a situação com mais frequência, pessoas aleatórias vêm falar comigo sobre a situação e eu me vejo envolvido naquilo com uma frequência e intensidade que é proporcional ao nível da minha revolta. O que fazer então? Usar o ‘tudo bem’.

Essa frase simples é poderosíssima. Concordando, discordando, amando, odiando, calmo ou com raiva, eu simplesmente digo ‘tudo bem’. E de fato, fica tudo bem. Ao ver aquilo que te revolta e te coloca no máximo da tua revolta, experimente dizer para si mesmo ‘tudo bem’. Se a indignação for muito grande, experimente dizer a si mesmo ‘eu escolho me sentir bem’ quantas vezes forem necessárias.


Lembre-se de que a gente costuma concordar com a gente mesmo. Pode soar engraçado a princípio, mas é uma poderosa verdade. Se você pensa algo com frequência o suficiente, por não querer discordar de si, você acaba por acreditar naquilo. E ao acreditar, você começa a construir uma realidade de vida baseada nisso.

Se você pode escolher no que acreditar, por que não acreditar no que te apoia? No que te faz sentir bem? No que melhora sua vida? Adote como seus ‘mantras’ as frases ‘tudo bem’ e ‘eu escolho me sentir bem’ e você verá profundas transformações na forma como você se sente e como interage com sua vida. Tudo começa a mudar.

Esse é o meu convite para você: pare de resistir, se incomodar, se irritar, ‘achar ruim’ ou até mesmo ter uma opinião sobre tudo. Eu sei que é difícil, MUITAS vezes ainda é difícil para mim, mas é um processo de reeducação que vale MUITO a pena. Conscientize-se de que o seu foco é o que você busca e o que você busca está buscando por você e vai te encontrar.

Assegure-se de focar no que você realmente quer para si.

Imagem: dicio.com.br

TEXTO ORIGINAL DE BRASILPOST / Compartilhado de psicologiasdobrasil.com.br

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Poeira do Saara fertiliza Amazônia, confirma NASA



Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos



Uma quantidade significativa de poeira do deserto do Saara “viaja” mais de dois mil quilômetros chegando até a Amazônia, é o que mostra um vídeo divulgado recentemente pela Agência Espacial Americana (Nasa). A informação, no entanto, não é exatamente uma novidade.

Os dados da Nasa que mostram a relação entre o deserto e a floresta foram coletados entre 2007 e 2013, apesar de o fato já ser conhecido por muitos cientistas anos antes. Agora se tem mais dados exatos sobre o fenômeno.

Estima-se que cerca de 182 mil toneladas de poeira cruzam o Oceano Atlântico chegando ao continente americano – cerca de 27,7 milhões caem na floresta. Deste total, 0,08% corresponde a fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), o que equivale a 22 toneladas.

Esta quantidade de fósforo, ainda segundo o estudo, é suficiente para suprir a necessidade de nutrientes que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.


“Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, afirma o coordenador do estudo, Hongbin Yu. Ele confirma o que muitos, mesmo sem bases científicas, repetem há tempos: “Este é um mundo pequeno e estamos todos conectados”.

A poeira rica em nutrientes sai principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizado no país africano Chade, que foi formada após o maior lago da África secar – há cerca de mil anos.

A maior parte da poeira, entretanto, permanece suspensa no ar, enquanto que 43 milhões de toneladas chegam até o mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças a coleta de dados do satélite Calipso, da Nasa, foi divulgado na revista científica Geophysical Research Letters, veja aqui. A agência divulgou uma animação em 3D que ilustra como tudo acontece, confira:


Fonte: Ciclo Vivo Revista online / http://mundogeografico.com.br/nasa-2/

sábado, 10 de junho de 2017

A mente vai muito além do cérebro



“Fomos educados para acreditar que a nossa mente está dentro da nossa cabeça, que a atividade mental não é senão a atividade cerebral. Em vez disso, sugiro que a nossa mente vai muito além do nosso cérebro; ela se estende através de campos que nos ligam ao nosso meio ambiente e a cada uma das outras pessoas”, diz o biólogo Rupert Sheldrake, um dos principais pensadores do Novo Paradigma Holístico.

A mente vai muito além do cérebro

Os campos mentais estão radicados no cérebro, assim como os campos magnéticos ao redor de ímãs estão radicados nos ímãs em si, ou como os campos de transmissão em torno de celulares estão radicados nos telefones e em suas atividades elétricas internas. 

Assim como os campos magnéticos se estendem ao redor de ímãs e os campos eletromagnéticos em torno de celulares, campos mentais estendem-se em torno de cérebros.

Os campos mentais ajudam a explicar a telepatia, a sensação de estar sendo observado e outras habilidades de certa forma comuns, mas inexplicáveis. Acima de tudo, os campos mentais são subjacentes à percepção normal. Eles são parte essencial da visão.



Imagens fora de nossas cabeças

Olhe ao seu redor agora. As imagens que você vê estão dentro do seu cérebro? Ou estão fora de você – simplesmente onde parecem estar? Segundo a teoria convencional, há um processo de mão única: a luz se move para dentro, mas nada é projetado para fora.

O movimento da luz para dentro é bem familiar. Enquanto você olha para esta página, a luz refletida se move a partir da página, através do campo eletromagnético, para os seus olhos. As lentes dos seus olhos focalizam a luz para formar imagens de cabeça para baixo em sua retina. 

Essa luz que incide sobre os bastonetes e os cones da retina provoca alterações elétricas dentro dessas células, que desencadeiam alterações estampadas nos nervos da retina. Os impulsos nervosos ativam seus nervos ópticos e o cérebro, onde dão origem a complexos padrões de atividade elétrica e química. Todos esses processos podem ser – e têm sido – estudados em detalhe por neurofisiologistas e outros peritos nas atividades do cérebro e da visão.



Mas então algo muito misterioso acontece. Você conscientemente experimenta o que está vendo, a página à sua frente. Você também se torna consciente das palavras impressas e dos seus significados. Do ponto de vista da teoria padrão, não há nenhuma razão pela qual você deveria estar consciente de tudo. Mecanismos cerebrais deveriam continuar muito bem sem consciência.

A teoria padrão da visão se aplica a todas as espécies de animais com olhos formadores de imagem. Ela não explica por que deveria haver visão consciente em qualquer espécie animal ou nas pessoas. Existe apenas um processamento de informações inconsciente, parecido a um computador, feito pelo sistema nervoso.

Em seguida, vem outro problema. Quando você vê esta página, não sente a imagem dela como estando dentro de seu cérebro, onde se suporia que ela estivesse. Em vez disso, você sente a imagem como estando a cerca de 60 centímetros à sua frente. A imagem está fora do seu corpo.

Por toda a sua sofisticação fisiológica, a teoria padrão não explica sua experiência mais imediata e direta. Supõe-se que toda a sua experiência ocorre dentro do cérebro, não onde ela parece estar.

A ideia básica que estou propondo é tão simples que é difícil de entender. Sua imagem desta página está apenas onde parece estar, na frente de seus olhos, e não por trás de seus olhos. Ele não está dentro de seu cérebro, mas fora do seu cérebro.

Assim, a visão envolve um movimento da luz para dentro e uma projeção externa de imagens. Através de campos mentais, nossas mentes se estendem para tocar o que estamos olhando. Se olharmos para uma montanha a 15 quilômetros de distância, as nossas mentes se esticarão 15 quilômetros. Se olharmos para as estrelas distantes, nossas mentes chegarão aos céus, em distâncias literalmente astronômicas.

A sensação de estar sendo observado

Às vezes, quando olho para alguém por trás, ele ou ela se vira e olha diretamente para mim. E às vezes viro de repente e encontro alguém olhando para mim. Pesquisas mostram que mais de 90% das pessoas tiveram experiências como essas. A sensação de estar sendo observado não deveria ocorrer se a atenção está toda dentro da cabeça. Mas se isso se estende para fora e nos liga ao que estamos olhando, então nosso olhar poderia afetar o que olhamos. É apenas uma ilusão ou a sensação de estar sendo observado realmente existe?

Essa questão pode ser explorada através de experimentos simples e baratos. Os voluntários trabalham em pares. Uma pessoa se senta com as costas voltadas para a outra, usando uma venda. A segunda pessoa fica atrás da primeira e, em uma série aleatória de testes, olha para o pescoço do parceiro, ou desvia o olhar e pensa em outra coisa. O início de cada teste é sinalizado por controle remoto mecânico ou bipe mecânico. Cada teste dura cerca de dez segundos e a pessoa vendada fala em voz alta sua impressão – “está olhando” ou “não está olhando”. Instruções detalhadas são dadas no meu portal: www.sheldrake.org.

Mais de 100 mil testes já foram realizados e os resultados são extremamente positivos e altamente significativos em termos estatísticos, com chance de o fenômeno acontecer de um em quatrilhões. A sensação de estar sendo observado funciona até mesmo quando as pessoas são olhadas através de circuito fechado de TV. Os animais também são sensíveis ao olhar das pessoas, e as pessoas ao olhar dos animais. Essa sensibilidade parece disseminada no reino animal e pode muito bem ter evoluído no contexto das relações predador-presa: um animal que sentia quando um predador invisível o estava olhando teria uma chance melhor de sobreviver do que um animal sem esse sentido.

Telepatia

As pessoas instruídas têm sido levadas a acreditar que a telepatia não existe. Como outros fenômenos chamados paranormais ou psíquicos, ele é rejeitado como uma ilusão.

A maioria das pessoas que defendem essas opiniões não o faz com base em um exame atento das provas. Elas fazem isso porque há um tabu contra levar a telepatia a sério. Esse tabu está relacionado ao paradigma predominante ou modelo de realidade dentro da ciência institucional, ou seja, a teoria “mente dentro do cérebro”, segundo a qual a telepatia e outros fenômenos paranormais, que parecem implicar tipos misteriosos de “ação a distância”, não pode existir.

Esse tabu remonta pelo menos ao Iluminismo, no fim do século XVIII. Mas este não é o lugar para examinar sua história (que discuto no livro A Sensação de Estar Sendo Observado, publicado no Brasil pela Editora Cultrix). Em vez disso, quero resumir algumas experiências recentes, que sugerem que a telepatia não só existe, mas é uma parte normal da comunicação animal.



Animais paranormais

Meu interesse pela telepatia surgiu há cerca de 25 anos, e comecei nessa época a procurar evidências nesse sentido nos animais que conhecemos melhor, ou seja, os animais de estimação. Logo me deparei com inúmeras histórias de donos de cães, gatos, papagaios, cavalos e outros animais que sugerem que esses animais pareciam capazes de ler suas mentes e intenções.

Por meio de apelos públicos, construí um grande banco de dados de histórias como essas, atualmente com mais de 4.700 relatos. Essas histórias se dividem em várias categorias. Por exemplo, muitos donos de gatos dizem que seu animal parece perceber quando eles estão planejando levá-los ao veterinário, mesmo antes de terem pegado a cesta de transporte ou dado qualquer indício aparente quanto à sua intenção. 

Algumas pessoas dizem que seus cães sabem quando vão ser levados para uma caminhada, mesmo quando estão em uma sala diferente, fora do alcance da visão ou da audição, e quando a pessoa está apenas pensando em levá-los a passear. Claro, ninguém acha esse comportamento surpreendente se isso acontece em um momento de rotina, ou se os cães veem a pessoa se preparando para sair, ou ouvem a palavra “passear”. Eles pensam que isso é telepático porque parece acontecer na ausência de tais indícios.

Uma das afirmações sobre cães e gatos mais comuns e fáceis de testar é que eles sabem quando seus donos estão chegando ao lar, em alguns casos antecipando sua chegada em dez minutos ou mais. Em pesquisas domiciliares aleatórias na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, meus colegas e eu descobrimos que cerca de 50% dos donos de cães e 30% dos donos de gatos acreditam que seus animais antecipam a chegada de um membro da família. 

Através de centenas de experimentos em vídeo, eu e meus colegas temos mostrado que os cães reagem a intenções de seus donos para voltar para casa mesmo que estes estejam a muitos quilômetros de distância, ou quando retornam em momentos aleatoriamente escolhidos, ou ainda quando vêm em veículos estranhos, como táxis. A telepatia parece ser a única hipótese que pode explicar os fatos. (Para mais detalhes, consulte meu livro Cães Sabem Quando Seus Donos Estão Chegando, publicado no Brasil pela Editora Objetiva.)

Telepatia em telefonemas

No curso da minha pesquisa sobre poderes inexplicáveis de animais, ouvi sobre dezenas de cães e gatos que pareciam antecipar telefonemas de seus proprietários. Por exemplo, se o telefone toca na casa de um conhecido professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, sua esposa sabe quando seu marido está do outro lado da linha porque Whiskins, seu gato malhado cinza, corre para o telefone e põe as patas no receptor. 

“Muitas vezes ele consegue tirá-lo do gancho e faz miados de apreço que são claramente audíveis para o meu marido, no outro lado”, diz ela. “Se alguém mais telefona, Whiskins não toma conhecimento.” O gato responde mesmo quando o professor telefona para casa de viagens de campo na África ou na América do Sul.

Isso me levou a refletir que eu mesmo havia tido esse tipo de experiência, em que havia pensado em pessoas sem nenhuma razão aparente que logo depois me ligavam. Perguntei à minha família e a amigos se eles nunca tinham tido essa experiência e logo descobri que a maioria era muito familiarizada com ela. Alguns disseram que sabiam quando sua mãe ou namorada ou outra pessoa significativa estava ligando porque o telefone soava de forma diferente!

Por meio de extensas pesquisas, meus colegas e eu descobrimos que a maioria das pessoas tiveram experiências aparentemente telepáticas com chamadas telefônicas. Na verdade, esse é o tipo mais comum de telepatia aparente no mundo moderno.



Isso é tudo uma questão de coincidência e memória seletiva, pela qual as pessoas se lembram apenas de quando alguém em que estavam pensando ligou e se esquecem de todas as vezes em que estavam erradas? A maioria dos céticos assume que esse é o caso, mas, até recentemente, nunca houve nenhuma pesquisa científica sobre o assunto.

Desenvolvi um experimento simples para testar a telepatia telefônica. Os participantes recebem um telefonema de um de quatro diferentes chamadores em um momento predeterminado, e eles mesmos selecionam os chamadores, geralmente amigos íntimos ou membros da família. Para cada teste, o chamador é escolhido aleatoriamente pelo experimentador, jogando um dado ou usando um gerador de números aleatórios computadorizado. O participante tem que dizer quem é o chamador antes que este fale algo. Se as pessoas estiverem apenas adivinhando, acertarão uma vez em quatro, ou 25% das vezes.

Fizemos mais de 800 desses testes, e a taxa média de sucesso é de 42%, bem acima do nível de chance de 25%, com probabilidades astronômicas contra o acaso.

Também realizamos uma série de testes em que dois dos quatro participantes eram familiares, enquanto os outros dois eram estranhos, cujos nomes os participantes sabiam, mas a quem não haviam visto. Nas chamadas de familiares, a taxa de sucesso foi de 56%, altamente significativa em termos estatísticos. Com estranhos a taxa estava no nível do acaso, em consonância com a observação de que a telepatia geralmente ocorre entre pessoas que compartilham laços emocionais ou sociais.

Além disso, descobrimos que esses efeitos não diminuem com a distância. Alguns dos nossos participantes eram da Austrália ou da Nova Zelândia, e eles podiam identificar quem estava ligando igualmente bem, estivessem os chamadores no Hemisfério Sul ou a apenas alguns quilômetros de distância, em Londres.

E-mails e mensagens de texto telepáticas são a versão mais recente desse fenômeno, e uma extensa série de experimentos com e-mails tem dado resultados muito semelhantes aos testes de telefone: positivos e muito significativos estatisticamente. (Os detalhes de toda essa pesquisa sobre telepatia nas pessoas e nos animais de estimação estão publicados em uma série de artigos em revistas e jornais, e os textos completos estão disponíveis em meu portal.)

Uma versão automatizada do teste de telepatia telefônica que funciona em celulares pode ser acessado a partir do Online Experiments Portal em meu site, www.sheldrake.org.



Mentes estendidas

Os estudos de laboratório feitos por parapsicólogos já forneceram evidências estatisticamente significativas para a telepatia (bem analisadas por Dean Radin em seu livro Conscious Universe, Harper). Mas a maioria das pesquisas de laboratório mostrou efeitos bastante fracos, provavelmente porque a maioria dos participantes e “transmissores” eram estranhos um ao outro, e a telepatia normalmente depende de laços sociais.

Os resultados de experiências de telepatia telefônica mostraram efeitos muito mais fortes e repetitivos porque envolvem pessoas que se conhecem bem. Descobri também que há ligações telepáticas marcantes entre mães que amamentam e os seus bebês. Da mesma forma, as reações telepáticas dos animais de estimação aos seus donos dependem de fortes laços sociais.

Sugiro que esses laços são aspectos dos campos que ligam os membros de grupos sociais (o que chamo de campos mórficos) e que atuam como canais para a transferência de informações entre os membros separados do grupo. 

Telepatia significa literalmente “sentimento distante” e, normalmente, envolve a comunicação de necessidades, intenções e angústia. Às vezes, as reações telepáticas são experimentadas como sensações, às vezes como visões ou a audição de vozes, e às vezes em sonhos. Muitas pessoas e animais reagem quando as pessoas a quem estão ligadas sofrem um acidente, ou estão morrendo, mesmo se isso estiver acontecendo a muitos quilômetros de distância.

Há uma analogia para esse processo na física quântica: se duas partículas foram parte de um mesmo sistema quântico e estão separadas no espaço, elas mantêm uma misteriosa conexão. Quando Einstein percebeu essa implicação da teoria quântica, pensou que a teoria devia estar errada, porque isso implicava o que ele chamou de “ação fantasmagórica à distância”. 

Experimentos têm mostrado que a teoria quântica está certa e Einstein estava errado. Uma mudança em uma parte separada de um sistema pode afetar a outra instantaneamente. Esse fenômeno é conhecido como não localidade quântica ou não separabilidade.

A telepatia, assim como a sensação de estar sendo observado, só é paranormal se definirmos como “normal” a teoria de que a mente está confinada ao cérebro. Mas, se a nossa mente vai além do nosso cérebro, assim como parece ocorrer, e se conecta com outras mentes, assim como parece ocorrer, então fenômenos como a telepatia e a sensação de estar sendo observado parecem normais. Eles não são assustadores e estranhos, nas margens da psicologia humana anormal, mas fazem parte da nossa natureza biológica.

É claro que não estou dizendo que o cérebro é irrelevante para a nossa compreensão da mente. É muito relevante, e os recentes avanços na pesquisa sobre o cérebro têm muito a nos dizer. Nossas mentes estão centradas em nossos corpos, e em nossos cérebros em particular. No entanto, elas não estão confinadas aos nossos cérebros, mas se estendem para além deles. Essa extensão ocorre através dos campos da mente, ou campos mentais, que existem dentro e fora dos nossos cérebros.

A ideia da mente estendida faz mais sentido para a nossa experiência do que a teoria da mente dentro do cérebro. Acima de tudo, ela nos liberta. Já não estamos presos dentro do limite estreito dos nossos crânios, nossas mentes separadas e isoladas umas das outras. Já não estamos alienados dos nossos corpos, de nosso meio ambiente e de outras pessoas. Estamos interligados.

(*) Rupert Sheldrake é biólogo e autor de dez livros e de mais de 80 artigos em revistas científicas. Ele foi membro do Clare College, de Cambridge, e pesquisador membro da Royal Society. De 2005 a 2010, ele foi o diretor do Projeto Perrott-Warrick, financiado pelo Trinity College da Universidade de Cambridge. Ele é membro do Instituto de Ciências Noéticas, perto de San Francisco, e professor convidado do Graduate Institute, em Connecticut, nos Estados Unidos. Ele vive em Londres com sua esposa, Jill Purce, e seus dois filhos. Seu portal é www.sheldrake.org.