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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

48 frases de Marco Túlio Cícero




Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. / Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano. Cícero é normalmente visto como sendo uma das mentes mais versáteis da Roma antiga. Foi ele quem apresentou aos Romanos as escolas da filosofia grega e criou um vocabulário filosófico em Latim, distinguindo-se como um linguista, tradutor, e filósofo. 

Um orador impressionante e um advogado de sucesso, Cícero provavelmente pensava que a sua carreira política era a sua maior façanha. Hoje em dia, ele é apreciado principalmente pelo seu humanismo e trabalhos filosóficos e políticos. A sua correspondência, muita da qual é dirigida ao seu amigo Ático, é especialmente influente, introduzindo a arte de cartas refinadas à cultura Europeia. 

Cornelius Nepos, o biógrafo de Ático do século I a.C., comentou que as cartas de Cícero continham tal riqueza de detalhes "sobre as inclinações de homens importantes, as falhas dos generais, e as revoluções no governo" que os seus leitores tinham pouca necessidade de uma história do período. 

Durante a segunda metade caótica do século I a.C., marcada pelas guerras civis e pela ditadura de Júlio César, Cícero patrocinou um retorno ao governo republicano tradicional. Contudo, a sua carreira como estadista foi marcada por inconsistências e uma tendência para mudar a sua posição em resposta a mudanças no clima político. A sua indecisão pode ser atribuída à sua personalidade sensível e impressionável: era propenso a reagir de modo exagerado sempre que havia mudanças políticas e privadas. 

"Oxalá que ele pudesse aguentar a prosperidade com mais auto-controlo e a adversidade com mais firmeza!" escreveu C. Asínio Pólio, um estadista e historiador Romano seu contemporâneo. 



48 frases de Marcus Tullius Cícero

No meio das armas, calam-se as leis. 

Lazer com dignidade. 


O hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e de muitos perigos. 


Quanto melhor é uma pessoa, mais difícil se torna suspeitar da maldade dos outros. 


Se temos uma biblioteca e um jardim temos tudo. 


As lágrimas secam depressa, especialmente quando se trata das tristezas dos outros. 


Não há nada mais gratificante do que o afeto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções. 


A dedicação contínua a um objetivo único consegue frequentemente superar o engenho. 


Não basta adquirir sabedoria; é preciso, além disso, saber utilizá-la. 


Prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar. 


Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons. 


A ignorância é a maior enfermidade do género humano. 




Para que possamos ser livres, somos escravos das leis. 


Reconhece-se o amigo certo numa situação incerta. 


Os bens mal adquiridos esvaem-se de mau modo. 


Entendo que os chefes devem reconduzir tudo a este princípio: aqueles que eles governam devem ser tão felizes quanto possível. 


Viver sem amigos não é viver. 


A amizade apenas encontra a sua plena irradiação na maturidade da idade e do espírito. 


É de admirar que um adivinho não ria ao ver outro adivinho. 


Nem chega a ser útil saber o que acontecerá: é muito triste angustiar-se por aquilo que não se pode remediar. 


Um bom amigo é mais digno do que cem familiares. 


Rico é aquele que tem tanto que não deseja mais. 


Nenhuma fortaleza é tão forte que não possa ser tomada sem dinheiro. 




Nas divergências civis, quando os bons valem mais do que os muitos, os cidadãos devem ser pesados, e não contados. 


Tudo tem um começo modesto. 


Para quem aspira ao primeiro lugar, não é indecoroso parar no segundo ou no terceiro.


A lembrança serena de uma dor passada traz um prazer.


O primeiro dever do historiador é não trair a verdade, não calar a verdade, não ser suspeito de parcialidades ou rancores.


Viver feliz não é mais do que viver com honestidade e retidão.


Não nascemos apenas para nós mesmos.


Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.


Que as armas cedam à toga, o triunfo militar à glória cívica.


O silêncio deles é uma eloquente afirmação.


O melhor tempero da comida é a fome.


Não há nada de tão absurdo que não saia da boca de algum filósofo.


Ninguém é assim tão velho para não acredite que poderá viver por mais um ano.




Assim como gosto do jovem que tem dentro de si algo do velho, gosto do velho que tem dentro de si algo do jovem: quem segue essa norma poderá ser velho no corpo, mas na alma não o será jamais.


Qualquer pessoa pode errar; mas ninguém que não seja tolo persiste no erro.


Penso que nada é difícil para quem ama.


Nada é perfeito quando encontrado.


Todos acham as suas obras belas.


Nunca estou mais acompanhado do que quando estou sozinho.


O pensamento é livre.


Fica sabendo que és um deus, se é deus aquele que possui força, sentimento e memória que prevê e que domina, modera e faz mover este corpo ao qual está ligado.


Quanto maior são as dificuldades a vencer, maior será a satisfação.


Não há nada que não se consiga com a força de vontade, a bondade e, principalmente, com o amor.


Os livros são o alimento da juventude.


Justiça extrema é injustiça.


sábado, 17 de julho de 2010

Até quando?



Em 64 a C. um inimigo da República reuniu em torno de si os descontentes e os miseráveis e tornou-se chefe de um partido revolucionário cujo programa era a redução das dividas e a partilha das fortunas. Mas cujos objetivos reais era uma ditadura e eternizar-se no poder.

"Lúcio Catilina, era de um grande vigor de alma e de corpo, porém de natureza má e depravada. Desde a juventude, as guerras civis, os assassínios, as rapinas tiveram encantos para ele... Robusto de corpo, suportava a fome, as vigílias, o frio com incrível facilidade; quanto ao moral, era audacioso, astucioso, cheio de maciez, hábil em tudo fingir como a tudo dissimular, ávido dos bens alheios, pródigo dos seus, ardente nas suas paixões... Nada de excessivo, nada de inacessível havia que não atraísse constantemente essa alma insaciável. Depois da ditadura de Sila, ficara possuído do mais .violento desejo do poder supremo; e não tinha ele escrúpulos quanto aos meios de alcançá lo... No seio de uma cidade populosa e corrompida, Catilina, como era fácil, agrupara em torno de si, como satélites, todos os homens perdidos de devassidão e de crimes."

Contra ele, os moderados e os amantes da liberdade Republicana o maior orador e o mais fecundo escritor da literatura latina. Cícero escreveu contra Catilina quatro discursos chamados Catilinárias. Eis aqui o começo da primeira Catilinária que pronunciou em pleno Senado:

"Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?... Aonde irão parar os arrebatamentos dessa audácia desenfreada? Nem a guarda que vela a noite no monte Palatino, nem os postos de soldados espalhados na cidade, nem o terror do povo, nem o concurso dos bons cidadãos, nem a escolha, para a reunião do Senado, deste lugar, o mais seguro de todos, nem os olhares, nem o rosto dos que te cercam, nada te desconcerta... ó tempos! ó costumes! o Senado conhece todas essas maquinações, o, cônsul as vê; e Catilina vive ainda. Ele vive? que digo eu? ele vem ao Senado... o seu olhar escolhe todos aqueles dentre nós que ele deseja imolar!" ~Marcus Tullius Cicero

Desconcertado, Catilina deixou Roma na mesma tarde.

Pena que em nossa Nova República, não se destacam homens honestos como Cícero, que lutou contra Catilina, César e Marco Antonio (sendo morto por ordem deste), pela manutenção da República. Pena que em nosso país a honestidade está em baixa nos homens públicos e o nosso povo mantido na ignorância, acreditando que a corrupção é natural na nossa República e em nada adiantará lutar contra a desonestidade.

Na falta de um Cícero, só nos resta parafrasear a ele, assumindo a crença de que as palavras são eternas e guiada pelos deuses. Na falta de um homem que desperte nossa República, clamamos pelas palavras imortais na esperança de que com elas, nos livremos do tirano desonesto e manipulador que nos leva a um período de trevas e para a ditadura da ignorância e da desonestidade.

Até quando, Lula, abusarás da nossa paciência?...

Aonde irão parar seus desatinos desenfreados, até quando irá repetir que não sabe de nada e que todos brasileiros são desonestos como a sua matilha, que sangra o erário, prejudicando aqueles a quem devias proteger. Até quando vais tentar nos impingir que a democracia não é uma coisa limpa!

Até quando veremos escândalos sucedendo escândalos e você repetindo que não sabe de nada ainda que seus agentes mais íntimos chafurdam na lama da corrupção?

Até quando o veremos se aliar ao que de mais podre em nosso mundo político?

Até quando veremos trabalho escravo no Brasil, crianças esmolando nos semáforos, homens puxando carroças catando lixo nas ruas enquanto vemos o presidente mentindo na TV afirmando que nunca se fez tanto pelos pobres e os bancos lucrando como nunca lucraram neste país?

Até quando, Lula?

Até quando Povo Brasileiro?

Se você concorda com isto que acabou de ler, e ainda acredita que nosso país tem jeito, e que a democracia deve ser limpa e transparente, junte-se a mim na defesa da República e repasse este Grito Ancestral, que ainda ecoa dentro de nós.

Fonte: Blog - Labirinto: postado em 24 de setembro de 2006, por Gwydyon Drake.
Imagem: Image by John Leech, from: The Comic History of Rome by Gilbert Abbott A Beckett - Bradbury, Evans & Co, London, 1850s - Cicero denouncing Cataline

Qualquer semelhança na imagem é mera coincidência, afinal sabe Deus por onde andava a família Lula da Silva em 1850...