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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Tem muito mais por traz da revolta das passagens!




Perguntem aos jovens que estão terminando seus cursos ou que terminaram suas faculdades. Eles dirão que - “ estão revoltados com tudo que tem que aceitar, “ - principalmente com o que é imposto pelo estado e pela sociedade mercadológica.

O jovem de hoje quer uma sociedade mais solidaria.

E eles sabem que não podem fazer nada para arrumar o que gostariam de modificar. "Tirar uma beiradinha" - em revolta contra o aumento de R$.0,20, dos transportes, - passa ser um ponto de satisfação ou de marcação de posição. 

Vejam (!?) quem são os jovens que estão sendo presos, em São Paulo , eles não são de partido politico, eles não são jovens abandonados pelos pais, são jovens abandonados pelo sistema. São jovens descrentes no sistema.

Estão revoltados, com os políticos, com os governantes, com sistema bancário, com o sistema educacional, com o sistema de saúde, com o custo do transporte, com a segurança e muito mais com a policia e seus policiais.

Falam em sobra de emprego, quase pleno emprego, mas não falam que esta sobra é do sub-emprego. 

De cada 5 jovens que se formam em cursos superior quatro ficam desempregados – para o mercado que estudaram – sendo que são obrigados a se submeterem a empregos de pequena remuneração, distante do que sonharam e para o que estudaram.

Em parte é o mesmo fenómeno que já experimentou os EUA , quando sobravam vagas para o sub-emprego , “deixaram entrar”, os jovens dos países subdesenvolvidos.

O que está acontecendo é o começo de um movimento revolucionário para mudar tudo e não é só aqui no Brasil é agora também no Brazil, com Z.

O quadro é difícil e essa transição vai acabar ocorrendo, porque são poucas a possibilidades que os nossos governante, tem para construir uma sociedade menos violenta, mais solidária e mais responsável. 

Os jovens de hoje, em todo o mundo, querem o reconhecimento pela sociedade da “sua condição básica”, que elege em primeiro lugar o item DIGNIDADE. Eles não pretendem só a cidadania com o mero direito ao consumo e seus deveres de obrigações para com as leis.

Está em marcha uma grande mudança, só que a cegueira do ser humano e de principalmente daqueles que ainda rezam, para um “ser invisível”, vai mais uma vez deixar passar tudo seguindo mais uma vez pela contra mão. 

(Guilhobel)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

'Nós hipotecamos o futuro', critica sociólogo polonês Zygmunt Bauman





Zygmunt Bauman avalia as crises e os protestos que se espalham por diversas capitais da Europa e do mundo. Entre causas e efeitos, ele sugere uma radical mudança de comportamento da sociedade como possível solução para o grave problema mundial.



sexta-feira, 27 de abril de 2012


Em 25 de Janeiro de 2011, os egípcios foram as ruas, tomaram a Praça Tahrir, e o ditador teve que deixar o poder. Em 15 de Maio, os espanhóis decidiram permanecer na Puerta del Sol, em Madri, depois da enorme manifestação que ganhou as ruas naquele dia. Estes acampamentos expandiram-se em poucos dias a toda a Espanha e, pouco depois, a outras cidades de continentes diferentes.

No dia 27 de Setembro, o Occupy Wall Street se instalou no coração financeiro do mundo, abalou as estruturas políticas dos EUA e inspirou milhares a ocuparem as praças de outra dezenas de cidades ao redor do mundo.

No dia 15 de outubro, milhões de pessoas saíram às ruas em mais de 1000 cidades em todo o planeta, sob o lema "Unidos Por Uma Mudança Global". No Brasil, algumas cidades se mobilizaram e praças públicas foram ocupadas em: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, dentre outras. Em todas elas, os acampamentos permaneceram por muitas semanas e meses, como espaços políticos de aprendizado, criatividade pulsante, e local privilegiado para experiências únicas de convívio humano.

O 12 de Maio (#12M) será um Dia Internacional de Mobilização, pessoas de todo o mundo tomarão as ruas para gritar contra o sistema capitalista e sua estruturação política que serve única e exclusivamente à manutenção dos interesses dos poderosos. Mais do que isso, mostraremos também que, perante esse sistema que não nos representa, construíremos outro, que contemple nossos sonhos, nossas lutas e nossas aspirações de futuro.

Junte-se a nós! Somos mulheres e homens cansadxs da exploração, da desumanização e da opressão que retira um pedaço de nossa alma e de nossa carne, todos os dias. Já chega!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Não seja ordinári@, seja revolucionári@!

Misture seus relacionamentos pessoais e sua política, saia pra tomar um café com alguém e converse sobre a causa.

Fale sobre o conluio entre governantes e corporações, explique como o patrimônio público e a riqueza comum estão sendo postos a leilão e usurpados pelos ricos e poderosos.

Não desperdice seu tempo apoiando um partido político público, inicie logo o seu próprio grupo ativista.

Promova ações inteligentes e pacíficas para mostrar às pessoas o que está errado e como é fácil fazer a coisa certa. Deixe claro os objetivos humanitários de liberdade, justiça social e o direito a consumir apenas aquilo que lhe provém, e não o que te empurram através de propagandas que usam seu emocional para lhe fazer comprar bens supérfluos.

Nós todos devemos alimentar-nos e aos nossos filhos, manter nosso emprego, mas temos a obrigação de encontrar, a partir de dentro, formas para resistir à opressão corporativa. Trabalho não é escravidão moderna, todos temos direito a ter nosso negócio próprio, fortalecendo a economia popular ao invés de deixar mais ricos os que já estão muito ricos.

Muitos conservadores são mantidos no ignorantismo para o fato de que as corporações recebem trilhões das mãos de governos, torne-os conscientes. Mostre os fatos, fale sobre o lucro absurdo das grandes corporações e questione se isso é justo em um mundo onde ainda existe tanta miséria, desemprego e falta de perspectiva para as novas gerações. Estude, informe-se e coloque o capital em xeque.

Participe de protestos que atendam o interesse comum das pessoas. Em vez de perder seu tempo em discotecas industriais, que bombam musicas irracionais na mente de seus frequentadores, crie entretenimento com musicas que clarifiquem e despertem as pessoas ao invés de jogá-las em um mundo de fantasia utópica. Mostre que ser é muito mais importante e valioso que ter. Trabalhe com sagacidade para tornar o interesse público interesse do público.

Diga: "EU SOU A REVOLUÇÃO!", e ACREDITE, muit@s são iguais a você, não seja mais um ordinário, transforme-se e transforme, seja revolucionári@!

Notas:

- Significado de Ordinário: adj. Que se faz comumente; habitual, useiro, vulgar; comum. | Frequente; que ocorre a cada instante; que se vê muitas vezes. | Fig. Medíocre; que não ultrapassa o nível comum. | De qualidade média ou inferior. | Reles; sem caráter.

- Significado de Revolucionário: adj. Referente a revolução: período revolucionário. | Adj. e s.m. Que, ou aquele que provoca revoluções; favorável a transformações radicais; progressista, inovador.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Jack Kerouac: As Pessoas que Mudam o Mundo

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo são as que o mudam"

domingo, 6 de novembro de 2011

11.11.11 :: Ocupe as Ruas :: Ocupe o Mundo

A luta por uma democracia real apenas começou. Dia 11/11/11 manifestações ocorrerão no mundo todo, em apoio aos cidadãos da Espanha, dos Estados Unidos, da Grécia, da Itália, do Chile e de todos os países que já começaram a se levantar contra a hegemonia de uma minoria em detrimento da maioria.

Também será uma oportunidade de mostrar solidariedade às ocupações que se iniciaram desde 15 de outubro pelo Brasil: São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Foz do Iguaçú, Natal e Rio de Janeiro, dentre outras cidades.

No mundo, hoje, mais de 2490 cidades já aderiram à mobilização e têm acampamentos de ocupação popular permanente. Veja aqui.

Somos contra toda e qualquer tirania, opressão, exploração e abuso de poder. Basta de sermos tratados como mercadoria. A corrupção, a injustiça e desigualdade social chegaram a um ponto insustentável!

Estamos cansados de esperar uma atitude de nossos representantes.

Vamos ocupar as ruas e nos juntar ao movimento revolucionário que está acontecendo agora mesmo. Vamos nos unir e resistir. E então dar início a uma nova realidade, melhor para todos nós.

#DemocraciaReal #111111 #SomosTodosUm #11N #OcupeOMundo #OcupandoJuntos

ATENÇÃO: Procure por sua cidade na lista de eventos confirmados. Caso ainda não haja um, crie e publique o link no mural. Estamos juntos, somos 99%!

\o/

Belo Horizonte/MG

Brasília/DF

Curitiba/PR

Goiânia/GO

Natal/RN

Nova Friburgo/RJ

Porto Alegre/RS

Rio de Janeiro/RJ

São Carlos/SP

São Paulo/SP

Vitória/ES

Evento mundial

sábado, 5 de novembro de 2011

'Se queremos mudar o mundo, vamos entendê-lo'

O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupa Wall Street é a construção de vínculos que estão se formando em toda parte. Karl Marx disse: a tarefa não é somente entender o mundo, mas transformá-lo. Uma variante que convém ter em conta é que, se queremos com mais força mudar o mundo, vamos entendê-lo. Isso não significa escutar uma palestra ou ler um livro, embora essas coisas às vezes ajudem. Aprende-se a participar. Aprende-se com os demais. Aprende-se com as pessoas com quem se quer organizar. O artigo é de Noam Chomsky.

Noam Chomsky - La Jornada

Dar uma conferência no Howard Zinn é uma experiência agridoce para mim. Lamento que ele não esteja aqui para tomar parte e revigorar um movimento que foi o sonho de sua vida. Com efeito, ele pôs boa parte de seus ensinamentos nisso.

Se os laços e associações que se estão estabelecendo nesses acontecimentos notáveis puderem se sustentar durante o longo e difícil período que os espera – a vitória nunca chega logo -, os protestos do Ocupar Wall Street poderão representar um momento significativo na história estadunidense.

Nunca tinha se visto nada como o movimento Ocupa Wall Street, nem em tamanho nem em caráter. Nem aqui nem em parte alguma do mundo. As vanguardas do movimento estão tratando de criar comunidades cooperativas que bem poderiam ser a base de organizações permanentes, de que se necessita para superar os obstáculos vindouros e a reação contra o que já está se produzindo.

Que o movimento Ocupem não tenha precedentes é algo que parece apropriado, pois esta é uma era sem precedentes, não só nestes momentos, mas desde os anos 70.

Os anos 70 foram uma época decisiva para os Estados Unidos. Desde a sua origem este país teve uma sociedade em desenvolvimento, não sempre no melhor sentido, mas com um avanço geral em direção da industrialização e da riqueza.

Mesmo em períodos mais sombrios, a expectativa era que o progresso teria de continuar. Eu tenho idade o suficiente para recordar da Grande Depressão. De meados dos anos 30, quando a situação objetivamente era muito mais dura que hoje, e o espírito bastante diferente.

Estava-se organizando um movimento de trabalhadores militantes – com o Congresso de Organizações Industriais (CIO) e outros – e os trabalhadores organizavam greves e operações padrão a ponto de quase tomarem as fábricas e as comandarem por si mesmos.

Devido às pressões populares foi aprovada a legislação do New Deal. A sensação que prevalecia era que sairíamos daqueles tempos difíceis.

Agora há uma sensação de desesperança e às vezes desespero. Isto é algo bastante novo em nossa história. Nos anos 30, os trabalhadores poderiam prever que os empregos iriam voltar. Agora, os trabalhadores da indústria, com um desemprego praticamente no mesmo nível que durante a Grande Depressão, sabem que, se as políticas atuais persistirem, esses empregos terão desaparecido para sempre.

Essa mudança na perspectiva estadunidense evoluiu a partir dos anos 70. Numa mudança de direção, vários séculos de industrialização converteram-se numa desindustrialização. Claro, a manufatura seguiu, mas no exterior; algo muito lucrativo para as empresas mas nocivo para a força de trabalho.

A economia centrou-se nas finanças. As instituições financeiras se expandiram enormemente. Acelerou-se o círculo vicioso entre finanças e política. A riqueza passou a se concentrar cada vez mais no setor financeiro. Os políticos, confrontados com os altos custos das campanhas eleitorais, afundaram profundamente nos bolsos de quem os apoia com dinheiro.

E, por sua vez, os políticos os favoreciam, com políticas favoráveis a Wall Street: desregulação, transferências fiscais, relaxamento das regras da administração corporativas, o que intensificou o círculo vicioso. O colapso era inevitável. Em 2008, o governo mais uma vez resgatou as empresas de Wall Street que eram supostamente grande demais para quebrarem, com dirigentes grandes demais para serem encarcerados.

Agora, para 10% de 1% da população que mais se beneficiou das políticas recentes ao longo de todos esses anos de cobiça e enganação, tudo vai muito bem.

Em 2005, o Citigroup – que certamente foi objeto em ocasiões repetidas de resgates do governo – viu o luxo como uma oportunidade de crescimento. O banco distribuiu um folheto para investidores no qual os convidava a investirem seu dinheiro em algo chamado de índice de plutonomia, que identificava as ações das companhias que atendessem ao mercado de luxo.

Líderes religiosos, principalmente da comunidade de negros, cruzaram a ponte do Brooklyn no último domingo com lonas e tendas para entregá-las aos membros do movimento Ocupar Wall Street que estão acampados no coração econômico da cidade de Nova York.

O mundo está dividido em dois blocos: a plutocracia e o resto, resumiu. Estados Unidos, Grã Bretanha e Canadá são as plutocracias-chave: as economias impulsionadas pelo luxo.

Quanto aos não ricos, às vezes se lhe chamam de precariado: o proletariado que leva uma existência precária na periferia da sociedade. Essa periferia, no entando, converteu-se numa proporção substancial da população dos Estados Unidos e de outros países.

Assim, temos a plutocracia e o precariado: o 1% e os 99%, como se vê no movimento Ocupem. Não são cifras literais mas sim, é a imagem exata.

A mudança história na confiança popular no futuro é um reflexo de tendências que poderão ser irreversíveis. Os protestos do movimento Ocupem são a primeira reação popular importante que poderão mudar essa dinâmica.

Eu me detive nos assuntos internos. Mas há dois acontecimentos perigosos na arena internacional que ofuscam todos os demais.

Pela primeira vez na história há ameaças reais à sobrevivência da espécie humana. Desde 1945 temos armas nucleares e parece um milagre que tenhamos sobrevivido. Mas as políticas do governo Barack Obama estão fomentando uma escalada.

A outra ameaça, claro, é a catástrofe ambiental. Por fim, praticamente todos os países do mundo estão tomando medidas para fazer algo a respeito. Mas os Estados Unidos estão regredindo.

Um sistema de propaganda reconhecido abertamente pela comunidade empresarial declara que a mudança climática é um engano dos setores liberais. Por que teríamos de dar atenção a esses cientistas?

Se essa intransigência no país mais rico do mundo continuar, não poderemos evitar a catástrofe.

Deve fazer-se algo, de uma maneira disciplinada e sustentável. E logo. Não será fácil avançar. É inevitável que haja dificuldades e fracassos. Mas a menos que o processo estão ocorrendo aqui e em outras partes do país e de todo o mundo continue crescendo e se converta numa força importante da sociedade e da política, as possibilidades de um futuro decente são exíguas.

Não se pode lançar iniciativas significativas sem uma ampla e ativa base popular. É necessário sair por todo o país e fazer as pessoas entenderem do que se trata o movimento Ocupar Wall Street, o que cada um pode fazer e que consequências teria não fazer nada.

Organizar uma base assim implica educação e ativismo. Educar as pessoas não significa dizer em que acreditar; significa aprender dela e com ela.

Karl Marx disse: a tarefa não é somente entender o mundo, mas transformá-lo. Uma variante que convém ter em conta é que, se queremos com mais força mudar o mundo, vamos entendê-lo. Isso não significa escutar uma palestra ou ler um livro, embora essas coisas às vezes ajudem. Aprende-se a participar. Aprende-se com os demais. Aprende-se com as pessoas com quem se quer organizar. Todos temos de alcançar conhecimentos e experiências para formular e implementar ideias.

O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupar Wall Street é a construção de vínculos que estão se formando em toda parte. Esses laços podem se manter e expandir, e o movimento poderá dedicar-se a campanhas destinadas a porem a sociedade numa trajetória mais humana.

(*) Este artigo é uma adaptação de uma fala de Noam Chomsky no acampamento Occupy Boston, na praça Dewey, em 22 de outubro. Ele falou numa atividade de uma série de Conferências em Memória de Howard Zinn, celebrada pela Universidade Livre do Ocupar Boston. Zinn foi historiador, ativista e autor de A People’s History of the United States.)

(**) Chomsky é professor emérito de Linguística e Filosofia do Instituto Tecnológico de Massachusetts, em Cambridge, Massachusetts. É o maior linguista do século e um dos últimos anarquistas sérios do planeta.


Veja o vídeo: Ativistas e o estudioso Noam Chomsky no Occupy Boston. Noam Chomsky foi um dos muitos oradores, como parte de uma série de leituras no Memorial Howard Zinn, sede da mobilização para Ocupar Boston.



CLIQUE AQUI PARA LER MAIS ARTIGOS DE NOAM CHOMSKY

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nós temos um sonho... ☀ We have a dream...



Martin Luther King , Jr.
(15/01/1929 - 4/04/1968)
"Eu Tenho Um Sonho" é o nome popular dado ao histórico discurso público feito pelo ativista político estadunidense Martin Luther King, no qual falava da necessidade de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos no futuro. O discurso, realizado no dia 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington, D.C. como parte da Marcha de Washington por Empregos e Liberdade, foi um momento decisivo na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis. Feito em frente a uma platéia de mais de duzentas mil pessoas que apoiavam a causa, o discurso é considerado um dos maiores na história e foi eleito o melhor discurso estadunidense do século XX numa pesquisa feita no ano de 1999.

"...No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma.

Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos... De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade!

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, estamos dispostos a dar as mãos e cantar ao mundo que somos um único espírito:

"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."


Opinião:

O sonho é nosso e nunca esteve tão perto de se realizar. O sonho de um mundo mais justo, realmente democrático, no qual as decisões são tomadas por todos e não apenas por uma casta seleta que se perpetua no poder. A mudança está em nossas mãos!

Este discurso feita há quase 50 anos está mais atual que nunca, pois a luta pelos direitos humanos e liberdades civis se ampliou, tomou corpo, forma e hoje se espalha como rastilho de pólvora pelas cabeças e corações de todos que antes se viam reprimidos e obrigados a seguir uma ordem mundial falida e insustentável. O discurso que Martin Luther King fez em 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington. Estas palavras valem para os quatro cantos do mundo.

O ativista político norte-americano se dirigiu na época, principalmente, aos negros, que sofriam muito com ranço do preconceito por parte das elites racistas nos Estados Unidos. Hoje este discurso vale para todos nós, inclusive para aqueles que na época tinham esta ilusão tola de fazer parte de uma eleite, que na verdade nunca existiu.

Se o tom da sua pele é branco, isto aconteceu porque quando o homem migrou da África para o norte da Europa, há cerca de 50 mil anos, devido a mudanças repentinas no clima do Planeta, desta forma, quando o homem migrou para o norte - terras mais frias e com menos incidência de raios solares – sua pele se tornou totalmente branca... Provas científicas nos mostram que os brancos, orientais e todas as demais raças humanas se originaram no continente africano, berço da humanidade. Por isto devemos partir do princípio lógico de que somos todos irmãos e irmãs, as diferenças são apenas superficiais.

Nossa luta hoje não é apenas por causa das mudanças climáticas e das profundas transformações que sofre nosso Planeta. Nossa luta de hoje não é apenas contra a corrupção. Como nos tempos da Roma antiga a luta da humanidade é contra uma casta que se apoderou da riqueza comum do Planeta, promovendo barbáries através de guerras sem fim, injustiças, segregação e exclusão social.

Os recursos naturais não são infinitos e a acumulação eterna de riquezas é injusta e ao mesmo tempo ingênua, pois é insustentável a médio e longo prazo. Não podemos ficar pagando a conta por incompetência de governantes que fazem vista grossa à corrupção e ao sofrimento de 99% da população mundial. Se um banco ou uma carteira de especulação, como são os fundos de ações, quebra nós não temos nada a ver com isso e não cabe a nós pagar por estas causas inescrupulosas e irresponsáveis que na verdade beneficiam apenas 1% dos habitantes da Terra. É hora de levantarmos nossas vozes em coro e dizer: “Não! Nós não vamos pagar pela sua crise!”

Se Martin Luther King tinha um sonho, hoje nós compartilhamos deste mesmo sonho. Hoje nós temos um sonho! E juntos, de mãos dadas, num só coração e com uma só voz, faremos este sonho virar realidade!

TODO PODER EMANA DO POVO E PELO POVO DEVE SER EXERCIDO!

Somos a mudança que queremos ver no mundo, não existe outra realidade que possa ser criada a não ser aquela realidade que nós mesmos criamos.


Me responda, qual é a Terra da Liberdade, qual é terra da democracia!?! Sem ter minha mente e minha alma assombradas pelo medo ou pelo fantasma secular da hipocrisia. Sem estar preso a nenhum partido político ou à qualquer armadilha ou amarra social, tendo a crença de que somos um e o Deus é um só, lhe digo: A Terra que deixaremos como herança às futuras gerações é o nosso verdadeiro legado. Assita o documentário a seguir e reflita, desprograme-se, liberte-se e junte-se ao movimento, vamos ocupar, pois ainda há tempo!