Translate

Mostrando postagens com marcador Ocupa Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ocupa Brasil. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de junho de 2012

#OcupaDosPovos :: Pela união da lutas sociais e independência




Nota de repudio às manobras partidárias contra tradicionais e novos movimentos 
via Occupy Brazil

O povo fica de fora, é manipulado, marcado e enganado enquanto chefes de Estado de todo o mundo, a mando de seus verdadeiros patrões, as corporações e bancos, negociam no Rio Centro o preço das florestas e oceanos; calculando lucros possíveis com ganancia e agindo com mesquinhez na hora de fazer esforços para preservar a saúde da Biosfera e a dignidade humana.

Existe resistência, sim, em toda a Terra, em todo Brasil, na periferia das cidades, nas florestas e no campo. Estamos organizados em assembleias livres, centros acadêmicos ou em formas mais tradicionais como sindicatos e movimentos sociais. Pela internet, ao redor de fogueiras, nas ruas ou em barracões, mesmo separados e diversos, compartilhamos ideais e sonhos de um mundo mais justo, livre e digno para todos.

No entanto, por diversas vezes, a resistência à violência do Capitalismo desumano e ecocida no Brasil tem sido enganada por grupos político-partidários que servem aos interesses dos grandes magnatas do mundo, mas fazem média e mídia com suas antigas bases, enquanto engessam as lutas delas. Prova disso, ao lado de tantos absurdos presenciados na Cúpula dos Povos, foi a manobra feita hoje por grupos “de esquerda” que na verdade estão a serviço do governo e do Capital, que enganaram mais de 500 manifestantes, entre grupos autônomos e representações estudantis não-alinhadas ao governo na manhã do dia 20 de junho.

Conforme articulado amplamente entre diversos grupos e indivíduos que tem acompanhado os debates da Cúpula dos Povos e as manifestações dos últimos dias na Cidade do Rio de Janeiro, hoje foi a data marcada para uma grande marcha saindo da Vila Autódromo até o Rio Centro, sede da conferencia dos chefes de Estado. Estava combinado, articulado entre grupos, que ônibus transportariam manifestantes que estão acampados e alojados em diversos pontos da cidade, como UFRJ e Ocupa dos Povo (#OccupyRioPlus20). Havia sido solicitado que as pessoas interessadas em participar do ato passassem seus nomes às “autoridades”, de modo a poderem passar pelos diversos bloqueios montado na cidade pelo Exército, de modo a chegarem até o ponto de encontro marcado para o início dessa manifestação democrática e constitucional. Tudo isso foi feito, mesmo que não haja nenhuma instrução nesse sentido no artigo 5o da Constituição Federal que versa sobre nossos Direitos Civis.

Vila Autódromo é uma comunidade consolidada e legítima que, como tantas outras no Brasil, está ameaçada pelo interesse de mega-especuladores imobiliários e seus aliados políticos que pretendem desalojar a população para a construção de megaobras olímpicas de necessidade altamente questionáveis. Durante a Rio Mais 20, a comunidade foi escondida com tapumes para que os líderes mundiais não vejam a nossa realidade. Também por isso foi escolhida como ponto de partida para a grande marcha que reúne movimentos de resistência do campo, das cidades e da floresta.

No meio do caminho, a Tropa de Choque apareceu para impedir a manifestação. Mas o revoltante é que antes disso, pessoas que deveriam estar colaborando com o movimento articularam o “furo” de mais de 10 ônibus, para esvaziar o ato, facilitar o trabalho das forças de repressão e, principalmente, evitar o encontro dos diversos grupos de resistência. A estratégia não funcionou completamente, pois muitos dos enganados por articuladores da Cúpula dos Povos conseguiram, mesmo assim se deslocar e se juntar ao movimento.

O episódio não é exceção. Constatamos que nesse momento a luta social vem sido duramente sabotada. É necessário entrarmos numa nova fase histórica de resistência. Apoiamos os movimentos campesinos que lutam por reforma agrária, apoiamos a luta indígena, quilombola, estudantil, operária, a luta por moradia, respeito e dignidade nas periferias do país. Cada grupo ou comunidade, com autonomia, deve buscar horizontalidade e independência em relação a falsos aliados e/ou líderes que jogam nos dois lados.

Nenhum partido, nenhuma central, nenhuma figura personal pode arrogar a si mesmo como depositário da herança de resistência mas que na verdade agem jogando com os dois lados, com privilegio para as classes dominantes. Ninguém tem o direito de tentar manipular ou cooptar a resistência. Pois essa resistência não nasceu há três década, mas há quinhentos anos. É a luta de Zumbi, Chico Mendes, Ganga Zumba, Paulo Freire, Cacique Nísio.

O Brasil começa a acordar. É hora de nos livrarmos de todos os grilhões internos para seguirmos na luta, unidos, todos nós estudantes, indígenas, ciberativistas, trabalhadores rurais, nações indígenas, sem teto. É hora de não nos contentarmos com migalhas. Sabemos que o problema das carências a que muitos de nós humanos estamos submetidos é resultado de má distribuição e da ganancia de uma pequena parcela da população mundial, não de produção.

É hora de voltar combater o latifúndio, que só produz miséria e destruição ambiental. Hora demudar hábitos de consumo para não ser cúmplice da opressão de ninguém. É hora de salvar as matas, rios e aquífero do veneno e da motosserra. É hora de não baixar a cabeça pra ninguém, nem confiar em falsas promessas de nenhum político. É hora ocupar os espaços, nos organizarmos de novas formas e decidirmos por nós mesmos.

As lutas do campo, do Xingu, de Rio Dos Macacos, de Pinheirinho, Vila Autódromo, Santuário dos Pajés, das Universidades Federais e de todos os focos de resistência do Brasil são uma só: a luta dos 99% contra o 1% que tudo controla.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

#OCUPAdosPOVOS :: #OccupyRioplus20





OCUPARIO vai receber todos os companheiros das ocupas do mundo que chegarem na cidade para manifestar junto durante a Cupola dos Povos e a RIo+20. 

Para atender a todos no melhor dos modos pedimos que informem data de chegada e número de visitantes enviando email para ocupario@gmail.com. Receberão as infos e os contatos direto com a OcupaRio. Nos vemos no OcupaRio!

OCUPARIO will welcome all people from occupy’s movements around the world in Rio de Janeiro to manifest together during people’s Summit and Rio+20. To help us best organize receive people, please inform date and numer of visitors to the address ocupario@gmail.com. You will receive infos about organization and local contacts. See you at OcupaRIO!

OCUPARIO invita tutte le occupazioni intorno al mondo a Rio de Janeiro, per manifestare insieme durante la Cupola dei Popoli e la Rio+20. Per otimizzare l’ccoglienza siete pregati di informare a ocupario@gmail.com il giorno di arrivo e il numero dei visitanti. Riceverete informazioni sull’organizzazione e i contatti locali. Vi aspettiamo a OcupaRIO!

OCUPARIO va a recibir a todos los compañer@s ocupas del mundo que llegarán a la ciudad para manifestarse en la Cumbre de los Pueblos y en Rio+20. Para atender a todos del mejor modo pedimos que informen la fecha de llegada y el número de visitantes enviando un e-mail a ocupario@gmail.com. Recibirán la información y los contactos directos con OcupaRio. Nos vemos en OCUPARIO!

OCUPARIO veut recevoir tous les compagnons provenant d’occupations de tout le monde qui viendront à Rio pour prendre part au “Sommet des Peuples” et à Rio+20. Pour qu’on puisse bien vous recevoir on vous en prie de nous informer la date d’arrivée et le nombre de personnes en écrivant a: ocupario@gmail.com. Vous rencontrerez des infos et contacts directement de OcupaRio. On se voit à OcupaRio!



Reunião geral segunda 11/06 – Ocupa dos Povos – Deliberações

Na reunião desta segunda, 11/06, contamos com um grupo bem maior de pessoas, inclusive companheiros de outros ocupas brasileiros e occupy´s internacionais. [Bem-vind@s tod@s!] Tentamos deixar todos a par do que vinha sendo feito nas reuniões anteriores e definir juntos os próximos passos. Tivemos muito dissenso, especialmente relacionado ao GT Infra que divergiu sobre anunciar hoje o local da ocupação ou aguardar o dia desta para fazê-lo, como vinha sendo consenso em reuniões anteriores. Decidimos por manter a segunda opção, por medidas de segurança. Os GTs se reuniram separadamente (Sinergia, Comunicação, Intervenção e Welcome – este último criado hoje na praça para melhorar a comunicação com os companheiros que estão chegando de fora do país) e depois voltamos para a assembleia coletiva e cada GT fez um breve resumo, que tento transpor abaixo (ata copyleft – gentileza complementar):

GT SINERGIA
Está organizando a lista de companheiros do Rio que possam receber companheiros de fora em suas casas. Há muitas pessoas chegando e isso é muito importante e urgente. Por gentileza, todos que puderem contribuir com essa questão, entrar em contato com o GT no link do facebook e/ou aqui na lista Ocupa dos Povos e/ou no email: ocupario@gmail.com.

GT INTERVENÇÃO
> Fará a intervenção que dará início à ocupação. Ela acontecerá dia 14 de junho, 18h30, e terá como PONTO DE ENCONTRO a Praça Paris (mapa aqui), onde nos encontraremos e seguiremos juntos para o local da ocupação. IMPORTANTE LEVAR PARA A INTERVENÇÃO: capa de chuva amarela, lanterna, pisca-´pisca, apitos, latas e, claro, BARRACA! Há um evento da intervenção no facebook.

GTCOM
> Precisa de pessoas disponíveis para compor equipes que atuarão por turnos – tanto na acampada, como nas ações pela cidade e dentro da cúpula dos povos. Também precisamos de conexão 3G para viabilizar o máximo de streamming. Temos modems que precisarão ser ativados (o que envolve grana, disseram R$ 200). Se alguém tiver conexão móvel ou souber maneiras interessantes de disponibilizar, fale com a gente. Temos 3 tendas gazebo para a acampada, 1 projetor, a sementeira (que precisa ter gente cuidando ao longo de toda a ocupação), e estamos registrando os equipamentos que as pessoas já trarão ou podem trazer para o Ocupa: filmadoras, computadores, celulares etc. Alimentaremos os canais principais (site ocupario.org / twiiter @ocuppyrio / Fanpage / Grupo de Discussão / GTs), incentivando que cada atuante no globo repasse às informações aos grupos de interesse.

Encerramos a assembleia com os informes dos GTs e marcando NOSSO PRÓXIMO E DEFINITIVO ENCONTRO PARA A PRÓXIMA QUINTA-FEIRA, DIA 14/06/12, 18H30, NA PRAÇA PARIS. LEVEM SUAS BARRACAS (e tudo o mais!).

OcupaRio (G.A.) Reunion 06/11, deliberations

On monday (06/11) meeting was present a good number of people, inclusive from other occupies from Brasil and around the world [Wellcome to everybody!!]
We related what has gone on in past reunions and activities and defined together next moves.

As a security measure we decided, after a good discussion, that the final camping place we’ll not be revealed till the day of the action and what is going to be divulgated are only meeting points were to concentrate.

After this the working groups (GT) had separated conversations, and then we reunited again for the GTs could report to everybody

GT SINERGIA
(sinergy, created to give logistic and other kind of help to ar friends coming from all over the world):
is organizing a list of people which can give hospitality in their houses, which is quite urget to realixe, given the big number o people is goin go show up in Rio. Please, everybody who is willing to help make contact with the GT via facebook and/or our mailing lists, or by writing to ocupario@gmail.com

GT INTERVENÇÃO (Intervention)
This group is responsable to actuate in the beginning of occupy actions. Has been decided that our occupation will happen on the 14th, the meeting point will be in Praça Paris at 18.30 (look on google map for directions – Praça Paris RIo de janeiro) and from there wi’ll move all together for the final occupation spot. Who can is kindly request to bring a yellow rain cup, flashlights, whistles, something to bit on and make a lot of noise, and naturallu, CAMPING TENTS!! A FB event will be organizes later on, and informed via mail list.

GT COMUNICAÇÃO (communications)
This working group needs people to cover all is activities. A turnation will regulate participation to cover the camp activities and other happenings and actions around the city. We got some equipment, but still need many things (as internet connection for the streaming, for example). Who is going to bring and use video/audio equipment, is kindly request to contact the group to coordinate cover of all activities (FB or mail). The group will be responsable for the main communication channels of OcupaRio (site ocupario.org / twiiter @ocuppyrio / Fanpage / Discussion groups on FB / GTs), and will be stimulating people all around the globe to make informations circulate.

The reunion ended with the decision that next meeting will be directly on Wednesday 06/14/12, 18h30, in PRAÇA PARIS, for the beginning of actions.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Doc verité realizado durante o 12 de Maio Carioca, (12M) na Praça Agripino Grieco, no Méier, Rio de Janeiro/RJ. Atual Praça Kátia Flávia.

12M é um chamado de mobilização social feito em conjunto pelos muitos movimentos Occupy ao redor do globo que defendem novas formas de viver e conviver em sociedade, contra a concentração de poder de decisão nas mãos de políticos e coorporações.

12M é 12 de Maio! É o primeiro de uma série de chamados globais no ano, onde manifestantes em todo o planeta sincronizam suas agendas e propõem atividades conjuntas em praças públicas em seus locais de origem.

No Rio de Janeiro, uma das iniciativas foi sair da região central/turística e produzir o encontro no bairro do Meier, criando novos polos multiplicadores de ocupações pela cidade. 12M, 12Meier, Ocupa Meier, Ocupa Rio! Conclamamos todos a construir juntos um dia intenso de atividades na praça Agripino Grieco, no Méier! Foi um dia de muita atividade no 12M! Tivemos debates, happenings, show etc. Tudo autogestionado!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Occupy Wall Street renasce no 1º de maio e ataca símbolos do consumo em NY


via operamundi / Efe

Com o fim do rigoroso inverno norte-americano, movimento voltou a ocupar ruas da maior metrópole dos EUA


Apesar de ser o berço do Dia do Trabalho, os Estados Unidos não têm a tradição de baixar as portas do comércio, nem fechar fábricas e escolas, como ocorre em quase todo o mundo. Ontem, porém, os manifestantes do movimento Occupy Wall Street mudaram este cenário, confiantes no lema que disseminam desde o ano passado: “Nós somos os 99% e podemos mudar o mundo”.

Após uma pausa devido ao rigoroso inverno no hemisfério norte, o movimento que protesta contra o sistema financeiro internacional e se espalhou pelo globo em 2011 voltou à ativa neste 1º de maio, com uma manifestação sem precedentes em Nova York.

O recado já havia sido dado, como noticiado no Opera Mundi: não ao consumo, ao trabalho, à escola. E eles cumpriram o que prometeram. Jovens, famílias inteiras com bebês de colo, idosos, mendigos, hipsters e engravatados ocuparam as ruas de Manhattan pacificamente, com guitarras, violões, bandeiras, cartazes, discursos, canções e gritos de protesto no simbólico ‘feriado’.

O movimento, que foi alvo de uma articulada repressão por parte da polícia norte-americana – que evacuou todos os ocupantes de suas bases, proibindo-os de ali voltarem a acampar – renasceu. A iniciativa começou cedo, com a ocupação do Bryan Park, na rua 42 com a 6a Avenida. O Occupy ainda realizou ações pontuais em alguns pontos de comércio e bancos (os vilões da crise americana de 2008, ajudados por Barack Obama para não quebrarem). Cartões-postais, como a ponte de Williamsburg, também foram ocupados.

Por volta das 14h (15h no horário de Brasília), centenas saíram em direção à Union Square, tomando a 5a Avenida, o símbolo-mor do consumismo nova-iorquino. Sempre acompanhados pela polícia, eles respeitaram até a rua 33 o cercadinho humano que os impossibilitava de tomar – literalmente – a avenida. Dado instante, porém, a multidão ficou irrefreável. A polícia perdeu o controle da situação – e a 5a Avenida foi, literalmente, ocupada. A liberdade, contudo, durou pouco, segundos. Centenas de policiais voltaram a cercar alguns manifestantes e prende-los.


Grande parcela dos ‘ocupadores’, entretanto, deu continuidade à caminhada e, por volta das 15h, já dominavam a Union Square, monitorada pelos homens da NYPD (o departamento de polícia de Nova York). “Loucura, era disso que eu estava falando”, dizia uma das manifestantes à amiga que empunhava a bandeira da anarquia, correndo em direção à praça. Lá, os discursos – e reivindicações – se misturavam, chamando atenção para os mais distintos assuntos: aborto, imigração, drogas, direitos de GLBT, cadeirantes. Todos, no fim, desembocavam no mesmo grito: o fim do capitalismo e dos privilégios ao 1% mais rico da população.

Encontro de classes

A professora Suzane, de 65 anos, que se recusou a dar o sobrenome por medo de retaliação, exaltou o Occupy como a “única salvação” para o sistema atual. “O dia de hoje é crucial para a história dos Estados Unidos. A única salvação para todo o mundo é a ocupação em Wall Street. Você tem aqui ricos, pobres, jovens e idosos, fora um monte de gente que não está aqui por medo de perderem seus trabalhos: gente da minha família inclusive. Em 65 anos nunca vi nada igual”, declarou Suzane.

Para a professora, o movimento é, sobretudo, “apolítico”. “Democratas ou republicanos, nós já vimos que nada acontece. A mídia, que deveria dar atenção a isso, é controlada pelo [Rupert] Murdoch, nada é noticiado. Por isso estamos aqui”. O jovem William, de 29 anos, que trabalha como operário em construção (e também se recusou a dar seu sobrenome), atendeu ao clamor do lema do “May Day” e “enforcou” o dia de trabalho para se juntar ao Occupy. Ele ressaltou a importância dos jovens – e da união com as diversas faixas etárias, raças e classes sociais.

William, entretanto, lembrou o medo de um grande número de trabalhadores que poderiam se juntar à causa e não o fazem por preverem represálias. “Eu acredito no Occupy, mas só não sei se ele consegue ser efetivo com esse número que temos aqui manifestando”, disse. A tese de represália – “num mundo cruelmente corporativista”, como pontuou Suzane – faz sentido. Diversos policiais empunhavam câmeras durante o manifesto – e, claro, que com intenções outras que a mera curiosidade ou o puro registro. Se negavam, no entanto, a explicar o uso da máquina.

Rumo ao coração financeiro

efe
Por volta das 16h30, um chamado do palco convocou as milhares de pessoas que ocupavam a Union Square e seus arredores para seguir em marcha ao Zucotti Park, em Wall Street, onde tudo começou. Os manifestantes passaram pela Broadway, interditando uma das principais avenidas de Manhattan, em meio às diversas grifes que pipocam pelo miolo do sofisticado bairro do SoHo. Moradores, turistas e comerciantes, em sua maioria, fotogravam, comentavam, aplaudiam. Outros, fechavam as portas, como uma loja da rede Starbucks.

A nova-iorquina Margie, 61 anos, dava de ombros ao cerco policial e sorria em meio à multidão, já a caminho do coração financeiro da cidade. Dizia-se feliz por participar e interagir com o ato “histórico”. “O que está acontecendo aqui é muito importante. E essa união, especialmente, pode mudar muita coisa. Eu espero que mude”.

Entretanto, nem tudo foram flores. Ainda no caminho, um policial questionado sobre como reagiriam quando os manifestantes chegassem a Wall Street, alterara: “Isso certamente não vai acabar bem”.

A exemplo de outras iniciativas do Occupy, como a caminhada na Ponte do Brooklyn e a marcha do Occupy Times Square, dezenas de manifestantes foram presos. A reportagem presenciou duas detenções, com direito a algemas e camburão. Uma das manifestantes presas, perguntada por alguém da imprensa porque estava sendo detida, limitou-se a responder, quase em silêncio, “porque eu sou contra”.

Próxima parada: Europa (e América do Sul)

Cidades como Paris também fizeram seu grito de resistência no 1o de Maio, mas foi apenas um ‘esquenta’ para a grande rede que irá se propagar em toda a Europa entre 12 a 15 de maio, quando eles prometem reativar a ‘revolução espanhola’ (que dominou as ruas e o Twitter com o hashtag #spanishrevolution no mesmo período do ano passado e que também está nas redes sociais sul-americanas com tags como: #OcupaRio, #12M e #15M, dentre outras...). O Occupy Wall Street, aliás (como o movimento dos ocupas aqui no Brasil), foi inspirado nos “indignados” espanhóis, que agregava o mesmo caldeirão de pessoas para se voltar contra o sistema.

Com o agravante da situação econômica na Europa – ainda pior que nos Estados Unidos –, a Espanha promete ser outra vez o epicentro do movimento. O país, onde uma em cada quatro pessoas está desempregada, vai fazer barulho. “O ‘May Day’ foi histórico e voltou para ficar. Mas a Europa vai queimar”, aposta o médico brasileiro Alexandre Carvalho, um dos idealizadores do Occupy.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Decisões coletivas: reunião Ocupa Rio 14.04.12 no MAM




1- Organizou-se um pequeno comitê para manter os canais de informação Ocupa Rio melhor atualizados com as agendas das diferentes iniciativas políticas apartidárias pelas cidades do Rio de janeiro e grande Rio. 

A intenção é enfatizar e promover o entendimento de que o Ocupa Rio não é um grupo, nem um coletivo, mas um espaço de ativismo político independente de partidos, e que se dá no encontro produtivo de movimentos, coletivos e ativistas independentes. 

Pedimos a todos ativistas e artivistas organizados em movimentos ou independentes que também que ajudem a divulgar suas iniciativas, encontros e reuniões, enviando a info sempre ao email ocupario@gmail.com e também como mensagem privada na página http://www.facebook.com/OcupaRio

2- Sobre o chamado Global 12M (12 de Maio) Local, debate, shows e publicação coletiva:

2.1- o local escolhido para as atividades do 12M foi o Largo da Carioca. 

2.2- os presentes se propuseram a organizar um debate Ocupa Rio e shows. 

O tema proposto é sobre o contexto da economia global e de iniciativas de autonomia local (cooperativas ecológicas, cooperativas de consumidores etc) e propostas de cooperação global independente de governos. Alguns nomes, instituições e movimentos foram sugeridos e serão contactados. 

Os interessados em ajudar com indicação e contato de nomes, por favor, enviar a info sempre ao email ocupario@gmail.com e também como mensagem privada na página http://www.facebook.com/OcupaRio

2.3- no 12 de Maio, será lançada publicação coletiva de formato e tamanho livres, de acordo com a colaboração recebida até o sábado dia 28 de abril pelo email ocupario@gmail.com. A publicação será aberta a todos os interessados. 

Favor enviar textos, poesias, quadrinhos e charges (tudo preferencialmente em Preto e Branco) com temas afins ao ativismo político apartidário de nível local ou global. 

Como ativismo político, entenda-se não apenas protestos e queixas sobre governos, mas também todo tipo de iniciativa colaborativa e de estímulo à autonomia das populações, por exemplo, na área de ecologia, educação, de identidade (movimento negro, LGBT, feministas, indígenas, quilombolas, etc), lutas urbanas e rurais por moradia, questões de direitos autorais, questões de patentes de sementes e remédios etc.

Lembre-se: enviar texto, poesia, charge, ou quadrinhos até dia 28 de abril para o email ocupario@gmail.com 

Para chegar ao público que não tem acesso ou costume de ler via computador, a intenção é lançar também em versão impressa no 12M, sem exagero de cópias para evitar o desperdício. Formas para financiamento colaborativo e cooperação com gráfica/impressoras estão sendo levantados. Os interessados em contribuir com impressão, materiais recicláveis e outras colaborações, favor se comunicar pelos canais indicados acima. 

2.4- Foi reforçado que o 12M é de livre participação, e que é desejável que todo tipo de coletivos, movimentos e associações de ativismo político produzam atividades independentes para o 12M e que será fortuito a convergência para o Largo da Carioca. 

Para viabilizar ou facilitar a iniciativa, os que quiserem colaboração e parceria com participantes do comitê de mobilização formado no encontro Ocupa Rio, por favor, contactar via email ocupario@gmail.com e por mensagem privada na página http://www.facebook.com/OcupaRio 

3- Segundo Ciclo de debates Ocupa Teoria: foi feito ata sobre este tema em separado e já está publicada no blog do GT Teoria: http://ocupateoria.wordpress.com/

Fonte: https://www.facebook.com/groups/274554705966670/permalink/281199471968860/ ~acessado em 18/04/2012 as 18h00.

Decisões coletivas: reunião Ocupa Rio 14.04.2012 no vão livre do MAM

Por favor divulguem em suas páginas, grupos e blogues !!!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

29 de outubro - Marcha Global de #RobinHood



Uma proposta para as assembléias gerais do movimento occupy, originada dos companheiros que ocupam a Wall St, em Nova Iorque.

Há pouco mais de oito anos atrás, em 15 de fevereiro de 2003, mais de 15 milhões de pessoas em sessenta países marcharam juntos para tentar impedir o então presidente dos EUA, George Bush, de invadir o Iraque. Uma parcela enorme da humanidade se uniu por um dia, sem temer qualquer represália, e vislumbrou o poder que um movimento - no qual o povo está unido - tem.

Agora temos a oportunidade de repetir esse desempenho em uma escala ainda maior.

Em 29 de outubro, às vésperas da Cúpula de Líderes do G20 na França, vamos nos levantar. Vamos nos unir às pessoas do mundo inteiro e exigir que nossos líderes, que vão participar do G20, façam como o personagem mítico #RobinHood e imponham imediatamente um imposto maior em todas as transações financeiras e negócios cambiais de 1% da população, que são os detentores da maioria dos recursos financeiros do Planeta.

É perfeitamente justo tirar mais dos ricos e distribuir entre os pobres. O que não podemos é permitir que continuem a tirar dos pobres para distribuir entre os ricos, tornando-os ainda mais ricos. As grandes fortunas devem ser taxadas sem dó nem piedade, pois para serem formadas seus detentores não mostraram qualquer compaixão ou respeito para com seus semelhantes.

Vamos enviara nossos líderes uma mensagem clara:

Nós queremos que vocês desacelerem um pouco o giro desse dinheiro - cerca de $ 1,3 trilhões de dólares fáceis - que circula todos os dias na panelinha do cassino glogal dos multimilhonários. Esse dinheiro que gira diariamente na especulação financeira - na crença ingenua e cruel da acumulação infinita - é dinheiro suficiente para financiar todos os programas sociais e iniciativas ambientais que existe ao redor do mundo. Basta de hipocrisia. Com estes recursos, que são verdadeiramente fartos, pode ser proporcionado um padrão de vida digno para todos na Terra.

Vamos levar essa idéia para cada célula do movimento Occupy e nos mobilizar junto com nossos companheiros, nas ruas, em 29 de outubro.

Não conseguimos impedir o Bush de fazer a guerra no Iraque e hoje americanos e iraquianos, dentre outros tantos, pagam um preço enorme pela burrice e pela ganância de seus líderes de então. Só quem ganha com as guerra é a indústria armamentista, que fatura trilhões com o derramamento do sangue de milhões de inocentes.

O argumento é um só:

Se nós elegemos nossos líderes eles devem trabalhar para nós e não para os que financiaram suas campanhas, pagando a conta de seus programas de TV, adesivos, broches, comitês de campanha e etc... afinal não é o dinheiro e sim o voto que lhes deu o poder. 

Se estes que pagam a conta dos políticos se unissem para votar, não elegem nem um síndico de prédio. É um absurdo, uma afrota, os políticos darem hoje mais valor ao dineiro de seus mecenas que ao voto de seus eleitores.

Basta de colocarem champagne, caviar, mansões, iates e jatinhos de luxo na nossa conta. Nós somos 99% e vamos juntos ocupar!

rssj

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nós temos um sonho... ☀ We have a dream...



Martin Luther King , Jr.
(15/01/1929 - 4/04/1968)
"Eu Tenho Um Sonho" é o nome popular dado ao histórico discurso público feito pelo ativista político estadunidense Martin Luther King, no qual falava da necessidade de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos no futuro. O discurso, realizado no dia 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington, D.C. como parte da Marcha de Washington por Empregos e Liberdade, foi um momento decisivo na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis. Feito em frente a uma platéia de mais de duzentas mil pessoas que apoiavam a causa, o discurso é considerado um dos maiores na história e foi eleito o melhor discurso estadunidense do século XX numa pesquisa feita no ano de 1999.

"...No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma.

Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos... De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade!

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, estamos dispostos a dar as mãos e cantar ao mundo que somos um único espírito:

"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."


Opinião:

O sonho é nosso e nunca esteve tão perto de se realizar. O sonho de um mundo mais justo, realmente democrático, no qual as decisões são tomadas por todos e não apenas por uma casta seleta que se perpetua no poder. A mudança está em nossas mãos!

Este discurso feita há quase 50 anos está mais atual que nunca, pois a luta pelos direitos humanos e liberdades civis se ampliou, tomou corpo, forma e hoje se espalha como rastilho de pólvora pelas cabeças e corações de todos que antes se viam reprimidos e obrigados a seguir uma ordem mundial falida e insustentável. O discurso que Martin Luther King fez em 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington. Estas palavras valem para os quatro cantos do mundo.

O ativista político norte-americano se dirigiu na época, principalmente, aos negros, que sofriam muito com ranço do preconceito por parte das elites racistas nos Estados Unidos. Hoje este discurso vale para todos nós, inclusive para aqueles que na época tinham esta ilusão tola de fazer parte de uma eleite, que na verdade nunca existiu.

Se o tom da sua pele é branco, isto aconteceu porque quando o homem migrou da África para o norte da Europa, há cerca de 50 mil anos, devido a mudanças repentinas no clima do Planeta, desta forma, quando o homem migrou para o norte - terras mais frias e com menos incidência de raios solares – sua pele se tornou totalmente branca... Provas científicas nos mostram que os brancos, orientais e todas as demais raças humanas se originaram no continente africano, berço da humanidade. Por isto devemos partir do princípio lógico de que somos todos irmãos e irmãs, as diferenças são apenas superficiais.

Nossa luta hoje não é apenas por causa das mudanças climáticas e das profundas transformações que sofre nosso Planeta. Nossa luta de hoje não é apenas contra a corrupção. Como nos tempos da Roma antiga a luta da humanidade é contra uma casta que se apoderou da riqueza comum do Planeta, promovendo barbáries através de guerras sem fim, injustiças, segregação e exclusão social.

Os recursos naturais não são infinitos e a acumulação eterna de riquezas é injusta e ao mesmo tempo ingênua, pois é insustentável a médio e longo prazo. Não podemos ficar pagando a conta por incompetência de governantes que fazem vista grossa à corrupção e ao sofrimento de 99% da população mundial. Se um banco ou uma carteira de especulação, como são os fundos de ações, quebra nós não temos nada a ver com isso e não cabe a nós pagar por estas causas inescrupulosas e irresponsáveis que na verdade beneficiam apenas 1% dos habitantes da Terra. É hora de levantarmos nossas vozes em coro e dizer: “Não! Nós não vamos pagar pela sua crise!”

Se Martin Luther King tinha um sonho, hoje nós compartilhamos deste mesmo sonho. Hoje nós temos um sonho! E juntos, de mãos dadas, num só coração e com uma só voz, faremos este sonho virar realidade!

TODO PODER EMANA DO POVO E PELO POVO DEVE SER EXERCIDO!

Somos a mudança que queremos ver no mundo, não existe outra realidade que possa ser criada a não ser aquela realidade que nós mesmos criamos.


Me responda, qual é a Terra da Liberdade, qual é terra da democracia!?! Sem ter minha mente e minha alma assombradas pelo medo ou pelo fantasma secular da hipocrisia. Sem estar preso a nenhum partido político ou à qualquer armadilha ou amarra social, tendo a crença de que somos um e o Deus é um só, lhe digo: A Terra que deixaremos como herança às futuras gerações é o nosso verdadeiro legado. Assita o documentário a seguir e reflita, desprograme-se, liberte-se e junte-se ao movimento, vamos ocupar, pois ainda há tempo!