Translate

Mostrando postagens com marcador ai5 digital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ai5 digital. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pelo veto ao projeto de cibercrimes




Pelo veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira - Assine a Petição

EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA

A Internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século XX. Descentralizada, a Internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa. Na Internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da Internet.

A Internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento.

O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à Internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural. A Internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A Internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana.

E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A Internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação. Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somo usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, "Educação e Carreira", ou seja, acesso à sites educacionais e profissionais. Devemos assim, estimular o uso e a democratização da Internet no Brasil. Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência.

Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância.


Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime. O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém!

Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.

O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"?

Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a Internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na Internet, a ser considerado crime. Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século XXI.

Por estas razões nós, abaixo assinados, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na Internet brasileira.

André Lemos, Prof. Associado da Faculdade de Comunicação da UFBA, Pesquisador 1 do CNPq.

Sérgio Amadeu da Silveira, Prof. do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, ativista do software livre.

João Carlos Rebello Caribé, Publicitário e Consultor de Negócios em Midias Sociais

Fonte: http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html

sábado, 14 de janeiro de 2012

Entenda os problemas do SOPA para o Brasil e o mundo


SOPA, Protect IP e e-parasites são projetos de lei que estão tramitando no congresso Americano. SOPA significa “Stop Online Piracy Act”, e estabelece o uso no território Americano de um mecanismo de censura sobre a Internet semelhante ao utilizado em países como a China, Irã e Síria, com a desculpa de coibir a pirataria online, ou seja, pretendem combater práticas sociais que historicamente utilizamos para ter acesso alternativo à qualquer obra cultural: trocar, compartilhar, emprestar… tal qual sempre ocorreu nas Bibliotecas.

O SOPA não afetará apenas os Estados Unidos, pois o país alem de concentrar a maior parte da infra-estrutura da rede, concentra quase todos os serviços e sites que utilizamos diariamente, e que podem ser afetados tais como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Gmail, Twiiter, e muitos outros. Temos de lembrar também que muitos sites são hospedados nos EUA, mesmo sem ter TLD americano e outros fora dos EUA com TLD americano como (.com, .net, .org) em ambos os casos o site estará debaixo da legislação Americana.

SOPA também prevê instrumentos para bloquear os serviços de publicidade e pagamento online sob a jurisdição dos EUA, impactando qualquer site no mundo, apenas com base em uma denuncia de suspeita,e sem ordem judicial.

Os problemas não acabam por ai, o SOPA afetará profundamente a liberdade de expressão na Internet, todos os sites se verão obrigados a aplicar mecanismos de auto-censura, e filtrar toda atividade online de seus usuários para evitar serem bloqueados.

O que diz a lei (SOPA)

Quando um site for denunciado, todos os demais sites que tenham “relacionamento” com ele e não queiram sofrer as conseqüências legais terão cinco dias para:

  • ISP: Deverão bloquear os seus DNS (impedindo o acesso ao domínio)
  • Serviço de hospedagem: Deverão bloquear o acesso ao site
  • Publicidade: Deverão bloquear a publicidade
  • Serviços de pagamento: Deverão congelar os fundo
  • LInks : Deverão ser removidos links ao site

Efeitos colaterais

Muitas tecnologias (como a rede anônima “TOR”, os DNS alternativos, as redes P2P e os proxys VPN) que permitem a navegação e/ou distribuição de informações anônimas e sem censura, e que são fundamentais para muitos ativistas e organizações políticas em todo o mundo, basicamente se verão ilegais de um dia para outro.

Os provedores de Internet, email, blogs gratuitos, mensageiros instantâneos e redes sociais serão forçados a espionar todo conteúdo publicado por seus usuários em busca de material não autorizado e eventualmente bloqueá-los.

Todas as tecnologias inovadoras nasceram de alguma forma da “pirataria”: O Cinema x as patentes, a indústria fotográfica x seus interpretes, o radio x a industria fonográficas, o vídeo cassete x cinema, a TV a cabo x TV aberta. Todas operaram em áreas de incerteza jurídica, até as leis se adaptaram ao novo, sem tentar muda-lo. Um marco legal restritivo e antiquado como o que se quer impor agora sufocaria muitas das novas ideias e sem duvida sufocará as próximas grandes ideias.

As comunidades online, em especial as comunidades colaborativas que são o fenômeno da Internet que afetam mais profundamente a nossa sociedade, ou seja, desde a esfera cultural, política, social até a econômica. O bloqueio de sites e tecnologias a serviço destas comunidades irá em muitos casos impedida-las de continuar existindo.

O Brasil e o SOPA

No Brasil estamos ha anos lutando contra o o AI5Digital (PL 84/99) e a favor do Marco Civil da Internet (PL 2126), tem sido uma luta incansável. Todo este esforço pode ser perdido com a aprovação do SOPA, pois junto com a lei Sinde na Espanha e Hadopi na França, ele pode ser um terrível instrumento de pressão para que o Brasil e demais países adotem legislações semelhantes. É importante lembrar que a Lei Sinde que aparentemente havia sido brecada por ativistas Espanhois, foi aprovada logo no inicio do novo mandato sob grande pressão Americana, e que o AI5Digital, que fora congelado em 2008 voltou a tona no inicio deste ano com grande pressão para aprovação. Não podemos descansar nenhum minuto!

Este texto é uma tradução livre e adaptada do Infográfico disponível no site Direito de ler, saiba mais lendo a entrevista com o Sérgio Amadeu.


Infográfico


SOPA Blackout Brasil

No dia 18/01/12 diversos sites, blogs e coletivos irão aderir ao #SOPABlackoutBR da forma que for possível. O ideal é que o site fique fora do ar por 12h (de 8h as 20h), para que as pessoas sintam realmente como seria terrível deixar de ter acesso ao site caso ele seja bloqueado pelo SOPA. O período de tempo e o fato de ficar totalmente fora do ar fica a critério de cada um.

sábado, 3 de setembro de 2011

Todo criminoso digital é hacker?



Todo criminoso digital é hacker?
Fazendo minha leitura diária na coluna de tecnologia, do jornal O Globo, vi uma notícia que me chamou a atenção

Falava de um hacker norte-americano, que foi condenado pela justiça daquele país a seis anos de prisão por 'extorsão sexual'. 

Segundo a matéria, o criminoso enviava anexado a arquivos, como músicas e imagens, scripts maliciosos para suas vítimas. As desavisadas abriam os arquivos e acabavam instalando um cavalo de tróia no computador. Depois disso o meliante conseguia total acesso aos arquivos, e-mail e até webcam de mais de 100 computadores.

Tudo bem, o pervertido pegou seis anos de cadeia, rezemos para que saia recuperado após pagar por seus crimes. Tudo justo e claro, penso eu, exceto denominar o marginal como hacker. Pelo que consta na Wikipédia, “Originalmente, e para certos programadores, hackers (singular: hacker) são indivíduos que elaboram e modificam software e hardware de computadores, seja desenvolvendo funcionalidades novas, seja adaptando as antigas.”

Ainda, segundo a Wikipédia, “A verdadeira expressão para invasores de computadores é denominada Cracker e o termo designa programadores maliciosos e ciberpiratas que agem com o intuito de violar ilegal ou imoralmente sistemas cibernéticos”.

Todos sabem que hackers têm sido contratados por bancos, empresas de telecomunicações, fabricantes de telefone celular, computadores e diversos outros setores, para trabalhar em segurança digital. Então acho perigoso, sempre que pegam um marginal que comete crimes pela internet, rotular o hacker como o praticante de toda e qualquer transgressão acontecida no espaço cibernético.

Pervertido sexual e chantagista mudou de nome? Acho que não, continua, dentro ou fora do universo virtual, sendo qualificado pelo mesmo crime que seria se o tivesse cometido nas ruas. Meu raciocínio é que se uma pessoa invade a casa da outra, seja pela porta ou pela conexão de internet, está invadindo e pronto, pego como invasor vai cumprir pena como tal. Se é um pervertido sexual, não é porque usa a internet que vira hacker, dentro e fora da rede é pervertido sexual da mesma forma e deve pagar igual. Qualquer crime cometido na rede mundial de computadores encontra paralelo no universo material.

Desde que inventaram o correio, junto surgiram às fraudes e abusos com o serviço postal e destinatários. Quem não se lembra da caixa de correio lotada de propaganda, é porque já teve seu nascimento divulgado por e-mail. E aquela propaganda de publicação que vinha dizendo, ‘você foi escolhido para ganhar nosso grande premio’. Da mesma forma o advento da telefonia trouxe consigo o trote, e os crimes cometidos por telefone, como falsa denuncia, tentativas de extorsão, grampos ilegais, etc. Por que com os computadores é diferente? Se Todo criminoso digital é hacker, então a pena deveria ser igual. Não vejo aí qual a vantagem para sociedade, rotular quem comete crimes pela internet como hacker. O criminoso e o crime são os mesmos, se foram oriundos do espaço virtual, ou não, pouco importa.

Todas as contravenções e crimes estão previstos em lei, se forem cometidos na rua, ou onde quer que seja, devem ser punidos da mesma forma. Invasão de computador é invasão de domicílio, afinal entram no seu computador, que está dentro da sua casa. Um hacker é apenas um especialista em tecnologia, se ele vai usar esta tecnologia para o bem ou para o mal, é outra questão. Se alguém comete um crime, acho que o fato de ter sido praticado conectado, ou desconectado, pouco importa, a justiça é igual para todos, ao menos na teoria... a lei é dura, mas é a lei.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Diga não ao AI-5 Digital!




via Avaaz

Caros amigos de todo o Brasil,
Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil, criminalizando atividades on-line cotidianas tais como compartilhar músicas e restringir práticas essenciais para blogs. Temos apenas seis dias para barrar a votação.

A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.

O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil:


O projeto de lei do deputado Azeredo sobre a internet supostamente teria o objetivo de nos proteger contra fraudadores e hackers. Porém, como alguém que faz uma cirurgia com uma motosserra, as normas excessivamente cautelosas impostas pelo projeto de lei trariam altíssimos custos sem de fato cumprir seu objetivo. Em vez de capturar os verdadeiros criminosos, elas penalizariam todos nós. Por esse motivo, até mesmo o importante site anti-pedofilia, o SaferNet é contra o PL Azeredo.

Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas. Pior que isso, os provedores de internet que mantêm informações detalhadas sobre nosso histórico de navegação na internet passarão a ser “policiais virtuais” monitorando os usuários a todo momento.

O projeto de lei tem circulado em Brasília por mais de uma década, e a pressão da opinião pública já o derrotou antes. Em 2009, uma consulta pública sobre o “Marco Civil da Internet” barrou o andamento do projeto. Mas alguns meses atrás, o deputado Azeredo tentou apressar a aprovação no Congresso, usando os ataques de crackers aos sites do governo como desculpa. Um novo Congresso e uma maior conscientização sobre as amplas implicações do projeto de lei significam que nossas vozes poderão fazer a diferença. Envie agora mesmo uma mensagem às lideranças na Câmara:


Infelizmente, o PL Azeredo não é a única lei desse tipo. Em todo o mundo, na Índia, Turquia, Estados Unidos e outros países, a liberdade da internet está sob ataque promovido por iniciativas similares. Mas os membros da Avaaz nesses países estão se mobilizando. Vamos fazer a nossa parte neste movimento popular global em defesa da web barrando o PL Azeredo.

Com esperança,

Emma, David, Ricken, Maria Paz, Giulia, Rewan e a equipe da Avaaz

FONTES:

Petição do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, instituição parceira da Avaaz:

Liberdade de internautas no Brasil pode estar com os dias contados (Portal Imprensa):

Entenda o que é o marco civil da internet (UOL):

'AI-5 digital' volta a circular no Congresso (Rede Brasil Atual):

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Projeto de Lei propõe acabar com anonimato na Internet

via Agência Câmara

Tramita na Câmara o PL 7311/10 , do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que estabelece normas para os sites de internet no Brasil. Pela proposta, será proibido o anonimato nos sites, que deverão indicar o nome do responsável na página principal, além do endereço de contato. Em matérias jornalísticas, deverá ser informado o nome e o registro profissional do jornalista responsável.

Sites que produzam ou veiculem matérias jornalísticas próprias ou de terceiros, inclusive blogs, ficarão ainda submetidos a outros deveres, como comprovar a veracidade da informação prestada, assegurar o direito de resposta e observar meios éticos na obtenção da informação. A proposta proíbe preferências discriminatórias sobre raça, religião, sexo, preferências sexuais, doenças mentais, convicções políticas e condição social.

Segundo o autor do projeto, em uma rede não regulada, há muitos abusos. “O cidadão prejudicado não tem como fazer contato com os responsáveis por sítios que não disponibilizam endereço ou nome dos jornalistas responsáveis pelas matérias veiculadas”, afirma. “Nem mesmo o direito de recurso ao Poder Judiciário é possível, uma vez que a impossibilidade de identificar os responsáveis impede a caracterização da parte a ser acionada”.

Punição

De acordo com o projeto, os responsáveis pelo sítios no Brasil ficarão sujeitos a multa entre R$ 5 mil e R$ 50 mil por cada infração. Nas infrações praticadas por pessoa jurídica, também serão punidos com multa os administradores ou controladores, quando tiverem agido de má-fé.

Tramitação

O PL 7311/10 está apensado ao PL 5403/01, do Senado, que estabelece normas para o registro de informações na internet e o cadastro de provedores. As propostas serão apreciadas por comissão especial e, em seguida, pelo plenário.

Fique por dentro e veja a proposta na íntegra: PL-7311/2010

Comentário - Opinião

Acho este projeto de Lei um absurdo, o deputado Eduardo da Fonte (PP/PE) quer proibir o anonimato na Internet e exigir registro de jornalista pra escrever em blog!? Pode uma coisa dessas!? Inciativas como esta mostram o quanto impera a ignorância e o preconceito entre os parlamentares (jurássicos) quando o assunto é Internet.

Nossos representantes não entendem nada de Tecnologia da Informação e do Conhecimento e fazem projetos de lei completamente confusos e impraticáveis. Deveriam procurar uma consultoria especializada antes de escrever absurdos, como este projeto de lei, que reprime a liberdade de expressão na Web.

Se você, como eu e outros milhões de blogueiros, discorda do deputado Eduardo da Fonte, mande e-mail e tweet para ele pedindo para que desisita ou altere drasticamente o texto deste PL absurdo.

Os políticos teimam nos paradigmas do século passado, que já não servem mais neste século XXI. Eles ainda não entenderam que na Internet não há fronteiras de estado. Este blog, por exemplo, não é hospedado no Brasil, como a lei trataria este caso? A China, país no qual existe a maior censura à Internet criou filtros que monitoram e censuram o conteúdo e todas as conexões com a Internet feitas no país, e isso nós não podemos permitir que aconteça no Brasil!

Prosumers e blogueiros unidos jamais serão vencidos!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

3108 ✔ A maravilhosa blogosfera



Nesse dia 31 de outubro comemora-se mundialmente o dia do blog, a data foi escolhida não por algum acontecimento especial e sim, apenas pela semelhança da data 3108 com a palavra BLOG. Simples também é a blogagem. Para ter seu próprio Blog na internet você não gasta mais que 10 minutos. Após se cadastrar em um dos milhares de serviços oferecidos na web para hospedagem de blogues você está pronto para começar.

Em uma blog as postagens são feitas em uma linha do tempo, cronologicamente você vai postando seus textos na internet, dia após dia. A idéia do dia do blog estabelece que durante esse dia, blogueiros de todo o mundo postem mensagens aos seus leitores, apontando para outros blogs que considerem interessantes. Assim os integrantes da blogosfera podem descobrir novos blogs para serem lidos e seguidos, havendo assim uma divulgação espontânea dos blogs pela internet.

Os blogs se popularizaram tanto na última década que chegaram a ser adotados em larga escala até pelos veículos de comunicação tradicionais, como imprensa e rádio. É raro hoje algum sítio de internet, pertencente a veículo de comunicação, que não tenha blogues de seus colunistas. Os milhões de blogueiros anônimos exercem um papel também fundamental na cadeia blogueira. As postagens feitas por profissionais do jornalismo acabam replicadas e multiplicadas, ganhando notoriedade e mídia espontânea na rede.

Não há assunto de interesse do público, ou de interesse público, que seja deixado de lado pelos blogueiros. As postagens são acessadas inclusive por usuários de outras línguas, que traduzem as postagens originais para seu idioma e postam em seus espaços de blogagem.

Existem também, em grande número, blogues de celebridades, profissionais liberais, professores, estudantes, em grande parte anônimos, que acabam ganhando notoriedade na internet e passam a ter milhares de visitas por dia. Hoje existem pessoas que vivem de blog, através de programas de afiliados, conquistados junto com a popularidade e experiência na blogagem. Estes programas, dentre os quais o mais popular é o do Google, pagam por clique gerado em anúncio veiculado através do programa. Esse sistema está trazendo uma verdadeira revolução para o mercado de publicidade e propaganda.


Os blogueiros, em sua maioria, podem ser considerados como uma nova espécie de consumidor, que consome e também produz, o prosumer. Na Era do Conhecimento em que vivemos o capital do conhecimento está na crista da onda do mercado no mundo virtual. Ao escrever e publicar uma postagem de blogue, estamos compartilhando conhecimento.

Para ter sucesso com um blog é preciso dedicação e paciência. Se no começo da história das blogagens fazia sucesso a divulgação de efemeridades, hoje poucos se interessam pelo que você está comendo ou fazendo em sua casa. 

O foco da curiosidade do consumidor, leitor de blogs, se volta cada vez mais para o conhecimento e para as causas sociais. Como o apelo da imagem e do som, aos quais o texto dá não só apoio como também sentido, temos nos blogues verdadeiras revistas eletrônicas multimídia.

Quem sabe escrever bem, leu antes de escrever. Conhecimento sustentável depende de bom conteúdo. Como todos querem ter blogues de sucesso, a prática da blogagem acaba sendo de extrema importância cultural, educacional. Buscamos o conhecimento para poder compartilhá-lo, retroalimentando uma esfera produtiva, na qual o blogueiro e a blogueira são as peças fundamentais.

Quem ainda não tem um blog precisa começar logo para não ficar de fora dessa revolução dentro da revolução. 

O microblog é uma opção interessante, pois você conta sua história, divulga seu conhecimento, em pílulas, com até 140 caracteres, podendo adicionar ligações para outros conteúdos. Por isso nem preguiça é desculpa para não blogar. 

Comece agora, não deixe que seus dedos enferrujem, exercite seu cérebro. Se nas academias de ginástica mantemos a boa forma física, na blogosfera mantemos a boa forma mental.


A web não é só mais uma mídia, nela temos uma janela para o mundo, e principalmente à iluminação através do conhecimento. Boa blogagem!

Por favor, deixem os blogueiros blogarem!

Leia também sobre a blogagem ativista coletiva realizada no dia de hoje: Blogagem Coletiva de repudio ao AI5 Digital – 31/08 - por João Carlos Caribé: http://meganao.wordpress.com/2010/08/27/blogagem-coletiva-de-repudio-ao-ai5-digital/