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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Jack Kerouac: As Pessoas que Mudam o Mundo

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo são as que o mudam"

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A informação como arma revolucionária




DA SEÇÃO MÍDIA & TECNOLOGIA :: OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Marcelo Pimenta e Silva em 13/12/2011 na edição 672

Numa sociedade em que o indivíduo passa a ser um híbrido entre homem e máquina, apresenta-se um cenário em que as redes sociais redefinem as relações dos atores sociais com a política. 

As revoluções que explodem em sequência, seja em territórios dominados por regimes totalitários ou em países em crise econômica, trazem em comum como elemento propulsor a união pela reivindicação divulgada via internet.

Esse questionamento é deflagrado por movimentos oriundos da internet numa revitalização contracultural do ativismo dos anos 1960 e 70. Neste último exemplo, o que temos é a utilização das ferramentas tecnológicas de comunicação que, a partir do ciberespaço, como entendem alguns teóricos, produz uma nova concepção de sociedade, a sociedade midiatizada do século 21.

Tecnologias de comunicação desenvolvidas da convergência entre as telecomunicações e a informática originária nos anos 1970. Porém, esse novo formato de sociedade não é apenas um desenho de sociedade com base apenas na informática, mas o exemplo da relação entre as novas formas sociais surgidas na década de 1960 (a sociedade pós-moderna) e as novas tecnologias digitais.

Tecnologia como intermediária

Com isso, a sociedade global se caracteriza nas manifestações de ruptura social empregada no que ficou conhecido como contracultura. Um período em que a própria concepção de fazer política foi reformada pelos interesses individuais, ou seja, pela política partidária e ideológica, sofrendo um grave declínio, foram pautadas a partir de movimentos urbanos, novas políticas que produziam novas reivindicações como a questão ambiental, de gênero, racial e étnica.

Na consolidação dessa sociedade dita pós-industrial e plenamente midiatizada, temos um retrato fragmentado em múltiplos universos representativos do que seria uma “sociedade global” conectada no espaço virtual da internet. Um campo libertário e democrático para ideias, discursos e mensagens, que pode resultar numa força propulsora para redefinições políticas na sociedade “real”.

O psicólogo e pesquisador Rafael Brignol, que desenvolve estudos de psicologia social na observação dos meios de comunicação, compreende as redes sociais como uma “saída” por onde escapam pensamentos e onde ideias são articuladas na relação homem-máquina-homem porque a tecnologia atua como intermediária entre as pessoas, daí a identificação dos atores sociais em um determinado grupo ou “tribo”, como apontava Maffessoli em seus textos teóricos.


Redes sociais contra a censura

A possibilidade de não haverem barreiras para ações que visem a objetivos de comunidades e grupos próprios, fechados em interesses comuns, torna a internet um espaço plural de vozes e ideias sem limites geográficos ou obstáculos, como a censura e a repressão. Neste 2011, a queda de governos ditatoriais no mundo árabe foi um exemplo do alcance das mobilizações sociais que nascem no campo virtual e se transmutam em reivindicações na esfera pública tradicional. 

Portanto, esse instrumento, sem o vínculo com os poderes público e econômico e os padroões tradicionais de edição e transmissão, como os outros meios de comunicação, faz com que a informação possa estar ao alcance de qualquer pessoa, metamorfoseando o antigo “receptor” em agente na produção de informação, um poder que foi “revolucionário” neste ano.

Um poder que reage a qualquer forma de opressão e que, com o uso doméstico da tecnologia, proporciona a mais pessoas a possibilidade de produzir informação, distante dos “aspectos formais” mas de alto impacto funcional, ao denunciarem e exporem uma realidade antes mediada conforme os padrões de uma sociedade regida por governos ditatoriais.

O exemplo dessa revolução pela informação começou na Tunísia, onde o governo de Ben Ali tentou, como fazia há mais de vinte anos, usar da censura para silenciar as reivindicações do povo. A dominação do governo aos jornais e emissoras de rádio e TV ocorre em muitos países, árabes ou não. Contudo, a internet, e principalmente as redes sociais, fizeram com que mais pessoas compartilhassem a revolta pela situação em que viviam.

Dessa forma, vivendo na “era da informação”, o homem produz uma cultura modificada e global em que seu corpo está atrelado à máquina e suas manifestações políticas já não já não são dependentes apenas de uma voz em espaços locais, mas compartilhadas em redes que tornam todo o mundo num só espaço midiatizado.

O poder ditatorial utilizou da velha arma da censura para tentar manter a “ordem”. Quando a censura chegou à internet, com o bloqueio de sites como o YouTube, a revolta já tinha saído do campo virtual e ido para o campo “real”. O Facebook permaneceu acessível na rede mundial e foi através do compartilhamento de imagens que se espalharam pelo mundo que se conheceu a repressão policial, que deixou 60 mortos e centenas de feridos e a revolução ganhou ainda mais respaldo. 

Logo, num efeito dominó, típico da velocidade de informação atual, outros países aderiram aos protestos motivados pela internet e a propagada “primavera árabe” – referência da mídia à primavera de 1968, quando inúmeros movimentos sociais eclodiram no mundo – floresceu em mudanças políticas e sociais na região, influenciando, atualmente, revoltas de outros povos.

***

[Marcelo Pimenta e Silva é jornalista e pesquisador]

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Regra da minoria: Cientistas descobrem ponto de inflexão para a propagação de idéias



Crédito:SCNARC/Rensselaer Polytechnic Institute
Na visualização, vemos o ponto de inflexão em que a opinião da minoria [mostrada em vermelho] transforma-se rapidamente opinião da maioria. Com o tempo, a opinião da minoria cresce. Uma vez que a opinião da minoria chega a 10% da população, a rede muda rapidamente, como a opinião da minoria, assumindo o controle da opinião da maioria original [mostrado em verde].

Cientistas do Rensselaer Polytechnic Institute descobriram que quando apenas 10 por cento da população tem uma crença inabalável, sua crença será sempre tomada pela maioria da sociedade. Os cientistas, que são membros do Social Cognitive Networks Academic Research Center (SCNARC) no Rensselaer, utilizaram métodos computacionais e analíticos para descobrir o ponto de inflexão em que uma crença da minoria torna-se a opinião da maioria. A descoberta tem implicações para o estudo e influencia das interações sociais, que vão desde a disseminação de inovações até o movimento de ideais políticos.

"Quando o número de formadores de opinião está abaixo de 10 por cento, não há progresso visível na propagação de idéias. Seria literalmente como pegar a quantidade de tempo comparável à idade do universo para este tamanho de grupo alcançar a maioria", disse o Diretor do SCNARC Boleslaw Szymanski, o Claire e Roland Schmitt, Professor Emérito da Rensselaer. "Uma vez que esse número cresce acima de 10 por cento, a idéia se espalha como fogo."

Como exemplo, os acontecimentos em curso na Tunísia e Egito parecem apresentar um processo semelhante, de acordo com Szymanski. "Nesses países, os ditadores que estavam no poder por décadas foram subitamente derrubados em apenas algumas semanas."

Os resultados foram publicados em 22 de julho de 2011, na a revista Physical Review E, em um artigo intitulado "Consenso social através da influencia das minorias comprometidas."

Um aspecto importante da descoberta é que o percentual de formadores de opinião, necessário para mudar opinião da maioria, não se altera significativamente, independentemente do tipo de rede na qual os detentores da opinião estão trabalhando. Em outras palavras, o percentual de formadores de opinião, requeridos para influenciar uma sociedade, permanece em aproximadamente 10%, independentemente de como ou onde começa essa opinião e de como ela se espalha na sociedade.

Para chegar a esta conclusão os cientistas desenvolveram modelos de computador, de vários tipos de rede social. Uma das redes tinha cada pessoa conectada a todas as outras pessoas na rede. 


O segundo modelo incluiu alguns indivíduos que estavam conectados a um grande número de pessoas, tornando-os distribuidores de opinião ou líderes. O modelo final deu a cada pessoa, no modelo, aproximadamente o mesmo número de conexões. O estado inicial de cada um dos modelos foi um mar de titulares de visão tradicional. Cada um destes indivíduos tinha uma visão, mas também, muito importante, de mente aberta para outras visões.

Uma vez que as redes foram construídas, os cientistas "salpicaram" alguns verdadeiros crentes em cada uma das redes. Essas pessoas se mostraram completamente definidas em suas visões e inabaláveis em modificar essas crenças. Como os verdadeiros crentes começaram a conversar com aqueles que possuíam o sistema de crenças tradicionais, as marés, de forma gradual e depois muito abruptamente, começaram a mudar.

"No geral, as pessoas não gostam de ter uma opinião impopular e estão sempre buscando, tentando chegar a um consenso localmente. Montamos essa dinamica em cada um de nossos modelos", disse Sameet Sreenivasan, Pesquisador Associado ao SCNARC, autor e correspondente da publicação. Para conseguir isso, cada um dos indivíduos nos modelos "falaram" uns aos outros sobre sua opinião. Se o ouvinte tiver as mesmas opiniões que o narrador, isto reforça a crença do ouvinte. Se a opinião for diferente, o ouvinte considera, mas é levado a falar com outra pessoa. Se essa outra pessoa também tem esta nova crença, o ouvinte passa a adotar essa crença.

"Como os agentes de mudança começam a convencer mais e mais pessoas, a situação começa a mudar", disse Sreenivasan. "As pessoas começam primeiramente a questionar suas próprias visões e, em seguida, adotar a visão completamente nova, espalhando-a ainda mais. Se os verdadeiros crentes influenciam apenas seus vizinhos, eles não podem mudar nada dentro de um sistema maior, como vimos, com percentagens inferiores a 10%."

A pesquisa tem amplas implicações para a compreensão de como a opinião se espalha. "Há claramente situações em que isso ajuda a saber como disseminar eficiente alguma opinião ou como suprimir alguma opinião em desenvolvimento", afirma o professor associado de Física, e co-autor do artigo, Korniss Gyorgy. "Alguns exemplos podem ser a necessidade de convencer rapidamente a evacuar uma cidade antes de um furacão, ou divulgar novas informações sobre a prevenção de uma doença numa vila rural."

Os pesquisadores agora estão procurando parceiros no ambito das ciencias sociais, e outros campos, para comparar seus modelos computacionais com exemplos históricos. Eles também estão observando para estudar como o percentual pode ser mudado, quando inserido em um modelo onde a sociedade é polarizada. Em vez de simplesmente manter uma visão tradicional, a sociedade pode ter dois pontos de vista opostos. Um exemplo dessa polarização seria Democratas contra Republicanos.

Fonte: Internet: PHSORG.COM: http://www.physorg.com/news/2011-07-minority-scientists-ideas.html - acessado em 8/08/2011 - tradução 'sin permisso'

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Manifesto Hacker: de Anonymous para OTAN

Foi publicado no jornal Estadão, edição de 13 de junho de 2011, a íntegra da carta que o grupo hacker Anonymous escreveu em resposta ao texto da Organização do Tratado do Atlântico Norte, em que a OTAN fala sobre como “A revolução de informação atualmente em curso apresenta uma série de desafios políticos, culturais, econômicos e de até de segurança nacional”.

No texto, a Organização declara abertamente os hackerativistas do Anonymous como uma ameaça – pois o grupo “está cada vez mais sofisticado e poderia invadir arquivos delicados do governo, de militares e de empresas” – e cita casos em que o coletivo hacker provou sua força: a derrubada dos sistemas de empresas como Visa, Mastercard, PayPal e Amazon, que de alguma forma prejudicaram o site WikiLeaks quando pressionados, e a invasão dos servidores da empresa de tecnologia de segurança HBGary, que vende produtos para o governo norte-americano

Na sexta-feira, 10, mesmo dia em que a polícia espanhola afirmou que ter desarticulado a cúpula do grupo após uma série de prisões, o Anonymous respondeu à OTAN com uma carta aberta:

'Saudações membros da OTAN. Nós somos Anonymous'

Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.

O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer. A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.

Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas.

Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?

Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas

Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.

Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.

Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.

O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.

Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.

Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.

Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.

Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.

Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós por pura raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.

Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.

Somos o Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…

Meu comentário:

Agora entendo porque até o Vaticano está na defesa dos hackers, eles são a voz do povo e a voz do povo é a voz de Deus. As pessoas se assustam porque fazem na cabeça delas uma confusão, proposital penso, entre hackers, crackers, estelionatários digitais, redes de pedófilos, etc. Na verdade os hackers são apenas populares, com conhecimentos avançados de tecnologia, que usam a rede para fazer o que dizem em seu manifesto.

A sociedade conectada está invertendo a pirâmide e hoje quem manda somos nós, cidadãos e cidadãs da aldeia global, todos conectados em rede. O povo manda! Vivemos uma revolução (social) dentro da revolução (tecnológica) e se a Revolução Industrial escravizou, a Revolução Tecnológica está libertando.

Vivemos na Era da Informação e do Conhecimento, as mudanças estão acontecendo e não há como adiar, o momento é agora. Está na hora de esquecermos estruturas de poder falidas, sistemas financeiros injustos e qualquer forma de poder obscura que não traga em sí o verdadeiro espírito da democracia e da liberdade. Vamos esquecer preconceitos, romper com velhos paradigmas e promover a mudança, de dentro para fora, partindo de cada um para todos e de todos para um.

Particularmente acho que o ciberativismo é mais eficiente que o hackerativismo, pois o primeiro é uma forma legítima de manifestação democrática da liberdade de expressão, enquanto o segundo usa métodos pouco ortodóxos, parecidos até com os mesmos usados pelo alvo de suas ações. Acredito na política e no poder de reforma e renovação através do voto. Apenas precisamos dedicar, regularmente, um pouco de nosso tempo para compartilhar informação, idéias, propostas, fazer debates em rede para promover mudanças.

Devemos aprender juntos como usar a tecnologia para promover as mudanças que queremos e precisamos, sem agressão, usando o conhecimento, a informação, a resistência não violenta, a transparência e a verdade como ferramentas. A Internet é apenas o nosso meio.

É tempo de evoluir! Junte-se aos bons!

"Quem não pode fazer grande coisa, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa." ~Santo Antonio de Pádua

"Satyagraha - a força do espírito - não depende do número; depende do grau de firmeza." ~Mahatma Gandhi

"Se você quiser ser um buscador da verdade real, é necessário que pelo menos uma vez na sua vida você duvide, na medida do possível, de todas as coisas." ~René Descartes

"O fracasso quebra as almas pequenas e engrandece as grandes, assim como o vento apaga a vela e atiça o fogo da floresta." ~Benjamim Franklin

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Poder Legislar: Iniciativa Popular e o Lobby


Este vídeo descreve o passo-a-passo para a criação de uma Lei de Iniciativa Popular no Brasil e dá algumas dicas do que se fazer ao longo desse processo para garantir a realização da sua ideia em lei.

A Iniciativa Popular é um direito garantido na constituição federal (art. 61, Parágrafo 2), e pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

Como conferir as assinaturas pode levar bastante tempo, é possível encurtar o caminho mobilizando deputados que sejam amigos da causa, e encaminhem o Projeto de Lei, enquanto uma Lei de Iniciativa Parlamentar. Assim aconteceu com a Lei 9.840 (contra a compra de votos) e a Lei Ficha Limpa.

Uma outra forma de encaminhar as ideias e anseios da sociedade em lei é através das Comissões de Legislação Participativa. Somente organizações da sociedade civil podem enviar ideias e propostas de projeto de lei, com exceção dos partidos políticos. Essas propostas podem ser enviadas inclusive por email:

Na Câmara dos Deputados, é possível enviar propostas através do e-mail: clp@camara.gov.br

No Senado, o contato da C.D.H. e Legislação Participativa é: scomcdh@senado.gov.br

Após entregar seu Projeto de Lei na Câmara dos Deputados é preciso acompanhar a tramitação do PL para garantir que ele não seja convertido em algo totalmente diferente daquilo que você imaginava. Para isso, é preciso fazer lobby.

O lobby é uma forma legítima de defender o que você acha importante, e prática regulamentada em vários países.

Para fazer lobby é preciso marcar presença, participar de reuniões e estar sempre em sintonia com o Congresso e a tramitação de seu projeto de Lei, influenciando pessoas, articulando grupos e comunidades da rede, e fazendo com que sua mobilização se expanda.

Este é o caminho! Se você tem uma boa proposta de lei pra sua cidade, pra seu estado, ou para o país: mãos a obra! A iniciativa popular é isso: uma forma de poder legislar, com pessoas fazendo leis.



Créditos:
A realização desse vídeo só foi possível com o apoio de CAFOD (Catholic Agency for Overseas Development) - http://www.cafod.org.uk/
Animação: Fábio Cacossi Picarelli
Trilha e Edição de Som: João Victor dos Santos
Direção: Afonso Cappellaro
Narração: Paulo Markun
Realização: ESFERA
Agradecimentos: Leandro Cacossi Salema e Gabriela Agustini

Mais informações: http://www.poderlegislar.com.br/

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ativando a Política 2.0 e blindando contra a programação consumista

O facebook é uma mídia social formidável, através deste site podemos formar grupos, fazer novas amizades, manter relacionamentos antigos sem nos preocupar com a distância ou com a resistência oferecida fora do ciberespaço. Causas importantes tem sido mantidas e ganham corpo através de ferramentas como esta, além de facebook e twitter temos as petições eletrônicas e as causas ciberativistas suportadas pelas revolucionárias redes sociais. O ciberativismo é a política 2.0.

Através da política 2.0, esta que começamos a fazer conectados, podemos mudar muita coisa. Nós podemos inclusive começar a formar núcleos políticos, dentro de partidos ainda não contaminados em larga escala, (como, por exemplo: PV, Partido Pirata, Partido Libertarista...) e nos blindar uns aos outros, contra a corrupção, a exploração de nossa imagem e produção intelectual por parte de terceiros. Como diz o Nacir Sales "no presente status institucional do Planeta, ser governado (ou governo) significa ser cooptado, partidarizado, emplastificado, transformado em avatar para consumo de todas as mídias e isto, não desejo para meu pior inimigo se inimigo houvesse a se opor a este nada que sou, que fui e que serei: uma nada que destila nutrientes em tudo!".

Esta plastificação, imposta pela sociedade, atrelada ao comando das mídias de massa, canais que apenas empurram a informação institucional e corporativista que lhes convém, sem se preocupar com os estragos que causam na sociedade e na cabeça das pessoas. Esta instituição eletromecânica, que ganhou corpo nos tempos da propaganda de guerra, nos anos de 1940, continua tentando manipular as massas com objetivos meramente crescimentistas, sem se preocupar com a sustentabilidade, apenas com vendas, números, transformando suas massas receptoras também em mero numerário. O que não podemos é continuar a assistir passivamente esta forma de programação mental, insusatentável.

O Planeta pede socorro! As políticas insustentáveis, alimentadas pelo capital corporativista, que usa a velha mídia como seu aliado mais poderoso, estão consumindo os recursos naturais de nosso Planeta ameaçando já as futuras gerações da raça humana. O aquecimento global, fenômeno provocado pelo homem, nada mais é que o alerta do Planeta contra o uso irracional e indiscriminado dos elementos que a Natureza nos oferece. Ora, a cabeça não é apenas para usar bonés, shampoo, servir de suporte para óculos ou ficar brilhosa com cremes, tintura e condicionadores capilares. A criação fez de nosso crânio a caixa forte do cérebro, que serve para pensar, para estabelecer comunicação, através dos sentidos, com o meio ambiente. Devemos retribuir a altura esta dádiva da natureza.

O ser humano tem uma responsabilidade imensa para com o meio no qual vive, pois tem o poder não só de interação, como principalmente o de interferência no mesmo. Hoje sabemos que tudo está ecologicamente interligado. O equilíbrio natural depende do uso racional dos recursos oferecidos, enquanto o equilíbrio social depende da distribuição igualitária destes recursos, a nós gratuitamente oferecidos pelo Planeta. Nesta mediação entre sociedade de consumo e bens naturais disponíveis entra a figura do político, candidato, legislador, governante, que deveria ser ligado ao poder através, única e exclusivamente, do livre-arbítrio popular.

Acontece que este livre-arbítrio popular vem, por mais de um século, sendo influenciado, mesmo que de maneira inconsciente e muitas vezes ingênua, pela mídia de massa que só visa audiência e lucro financeiro. Não haveria nada de errado nisto se esta mídia fosse realmente isenta, comprometida primeiramente com as causas sociais, como apregoa e como esperamos venha dentro em breve a se transformar. O problema reside dentro de outro mais antigo, o poder de domínio. Se temos o direito a escolher nossos governantes e depois o dever, de lhes dar governabilidade e o devido respeito. Também deveríamos ter o direito de governar juntos, afinal nossos governantes são, ou deveriam ser, nossos representantes, obedientes aqueles que os elegeram, defensores do interesse do público e não do hoje chamado interesse público. As ONGs tem tido um papel fundamental, em realizar através da iniciativa privada o trabalho que na verdade deveria ser feito pelos políticos, pelo governo. Também temos o poder de ler, assistir e ouvir aquilo que queremos, e não o que é veladamente imposto.

O interesse público gira hoje, na verdade, exclusivamente em torno do capitalismo, quando deveria criar um campo de força em torno daqueles que lhe deram o poder através do voto direto, para protegê-los. Neste sistema os assalariados, que não forem empreendedores, serão sempre usados como reles mão de obra, para alimentar grandes fortunas, muitas vezes em detrimento de sí próprios, pois estarão estagnados sempre nesta função. O capital humano é muito mais importante, é o maior, se não o único bem real que governantes e empresas de comunicação tem na verdade. Em sua fase atual, o capitalismo continua industrial e financeiro, mas sua característica principal é a importância do capital do conhecimento.

Se o conhecimento é o caminho, a sustentabilidade é a chave da felicidade, para todas as camadas sociais e esferas de poder. Separar o joio do trigo nesta questão, creio, seria condenar a informação plantada e manipulada através do lobby corruptor, do corporativismo meramente crescimentista. Nada contra o lucro, mas tudo contra o lucro abusivo. Que ser humano; digo aí humano não só como espécie mas também como entidade viva, com necessidades, sentimentos, como templo de um ser divino que habita a tudo e a todos, precisa de lucros extraordinários, ou melhor, pornográficos como os que acompanhamos hoje atônitos através do monitoramento de ganhos de capital, por sociedades corporativas, nas bolsas de valores?

Será que ser milionário não basta mais, hoje tem gente que quer ser e é bilionária, querendo ser trilionária. Quanto veludo, quanta energia, luxo e asfalto despendidos a troco do sofrimento e morte de milhões de pessoas. O que é viver bem? É ter carros esportivos, iates, jóias, aeronaves particulares, ora, penso que não, dentro da filosofia dos gadgets certamente podemos observar que nos bastam equipamentos com propósitos e funções específicas, práticas e úteis, sendo o luxo e o supérfluo totamente dispensáveis. Todo político populista prega isto a seus eleitores, chamando de sonho, pesando que todos estes ainda são meros consumidores, sem atentar ao fato de que esta ficura está se transformando em prossumidor, pois não só consome, também produz. Não precisamos de sonhos de consumo e sim de consumir o que é sustentável e disponível a todos.

Os prossumidores não são nem consumidores, nem produtores, no sentido usual, mas um novo grupo de pessoas que começa a desempenhar para si mesmo serviços que antes eram desempenhados por profissionais”.

O prosumidor tem uma maior independência da economia de mercado, deixando de ser passivo, pois hoje estamos todos no processo . No livro "A Terceira Onda" (1980), de Alvin Toffler, o termo "prosumer" foi cunhado, quando ele previu que o papel dos produtores e consumidores começariam a diluir-se e mesclar-se, e esta previsão se confirma ao passo que o mercado está extremamente saturado pela a produção em massa de produtos padronizados básicos. O consumidor começou a criar exigências e, para continuar tendo crescimento dos lucros, as empresas iniciaram um processo de customização de massa, que é a produção em massa de produtos altamente personalizados.


Na política pode ser observado o mesmo processo, numa reedição do populismo surgido após a primeira guerra mundial. Entretanto a sociedade do conhecimento começa a repudiar este sistema no qual, não só poucos se beneficiam em detrimento de muitos, mas também o Planeta pede socorro, pois tem sido usado como se os recursos naturais fossem inesgotáveis, perenes. A verdade é outra, rompido o ciclo biológico a biodiversidade é prejudicada, e desta forma o Planeta fica também prejudicado em seu equilíbrio enquanto organismo macrossômico do qual somos todos células.

Lembrem-se que a culpa da situação ter chegado ao ponto no qual chegou é única e exclusiva do analfabetismo político que teima em reinar, que impera não só em nosso país, mas também em escala global. As pessoas ainda torcem por candidatos e partidos, sem nem conhecer suas ideologias e propostas direito, como se fossem times de futebol jogando em campo... Torcem por aquele que está ganhando, por uma imagem e não por um conteúdo adequado aos tempos. Entretanto na internet já podemos sentir o poder da mudança e, para isto migrar do espaço cibernético à matéria, é apenas um passo.

Acreditem irmãos e irmãs, eu acredito, juntos podemos mudar o mundo! Eliminando os desejos desenfreados do ego, inflado pela mídia, que por sua vez é alimentada pelo capital corporativista, pelo facismo, fantasma do século XX que temos a obrigação de exorcizar. Desinflando este ego coletivo, através do consciente coletivo criado pela sociedade conectada, poderemos tomar nossa próprias decisões com maior isonomia, que por sua vez nos deve ser garantida pela figura do ator político. Agente este que em sua versão 2.0 deve, obrigatoriamente, ter mais transparência e consciência para representar os interesses de um todo, que somos nós, são nossos irmãos e irmãs de jornada.

Gobierno Electronico y Politica 2.0 - Presentación Parana - Lucas Lanza y Natalia Fidel

Vamos destilar o presente para fazer um futuro livre de imundices, sociais e ambientais. Hoje já sabemos que a biodiversidade do país vale mais que todo petróleo descoberto e as reservas que por ventura, ou desventura, venham a ser reveladas. Os tempos mudaram e é ingenuidade pensar que a história continua a se repetir, Chegamos a um ponto de ruptura, uma encruzilhada global, se houver outra crise como a de 2008 não haverá capital ou vontade política que salve a sociedade como ela tenta se manter, capenga. Se as bolsas quebrarem será seu fim derradeiro e isto não seria nada bom ou promissor.

Devemos escolher representantes conectados, e repudiar os que usam twitter apenas para se eleger, deixando depois seus perfis online como casas abandonadas, mal assombradas. Através da internet podemos não só acompanhar os gastos públicos, através das iniciativas de transparência; devemos ter um canal interativo, ligado direto com as esferas de poder, através do qual poderemos definir aplicação de recursos, através de painéis eletrônicos. A Lei Ficha Limpa prova o poder de controle e exercício da cidadania advindo da inversão da pirâmide social que ocorre neste exato momento.

Contra teclado afiado, amigo, amiga conectada, que venham os ignorantes, robôs da mídia, corruptos, e todo exército de zumbis capitalistas. Vamos vaciná-los, colocando saber e conhecimento dentro deles também. Novos tempos se anunciaram , vivemos uma Nova Era, na qual o sonho de consumo nada mais é que paz e luz para nossas almas, coisas, valores que nem todo dinheiro do mundo compra, benfeitorias que nenhuma empreiteira realiza, bem que nenhuma indústria produz, dádivas que já estão dentro de nós, apenas esperando para serem libertadas. Ao escolher nossos representantes nas próximas eleições, devemos observar em primeiro lugar uma só qualidade: Esta pessoa em que vou votar está blindada contra programação consumista? Sim, voto! Não? Escolho outra pessoa! Quem escolhe é você, quem manda é você, lembre-se sempre disto, deste mundo não levamos nada de material, mas deixaremos um legado para nossos filhos, filhas, netos, netas, quando nos formos gerações futuras tem o direito de continuar e o futuro delas depende de nós, do agora.


“É impossível mudar o passado, mas é possível construir novo futuro”

Como posso começar? É simples, transforme informação em ação, promova igualdade e justiça em rede. Crie um blog, perfil no facebook, youtube, twitter... o teclado do computador permite gerenciar tudo de seu computador, é poder na ponta dos dedos. Mantenha o foco! Transforme-se e transforme, suba mais um degrau na escala evolutiva e dê a mão a quem vêm logo atrás de você. União é o segredo, deixe a competição para as quadras direcionadas a pratica do desporto, e mesmo nelas mantenha o fair play. Inicie sua causa agora mesmo, acredite e não sabe como pode começar a dica é assistir a esta série de 6 vídeos, "10 táticas para transformar informação em ação", no YouTube (legendada em português), comece agora mesmo:



Precisamos também estar atentos, evitando e repudiando, em rede, todas as tentativas de censura à internet! Veja o vídeo abaixo, produzido pelo João Carlos Caribé, conhecido arquiteto da informação e ativador do meio ciberativista nacional. Aprenda também a dizer não! Não deixe que controlem a única ferramenta isenta que você tem a disposição para divulgar suas idéias, sua ideologia, de maneira ampla, livre e proativa.



ESTAMOS JUNTOS! SOMOS UM! : )


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Do Vale do Silício para Wall Street - O perigoso jogo da insustentabilidade



A Apple, fabricante do iPod e do iPhone, ultrapassou a Microsoft em valor de mercado pela primeira vez, neste último dia 26 de maio de 2010, assumindo assim o posto de maior empresa de tecnologia do mundo, segundo informações vastamente propagadas pela internet.

Com base no valor das ações das duas companhias no mercado, a Apple de Steve Jobs ultrapassou, por hora, o índice de US$ 227 bilhões da empresa fundada por Bill Gates. Segundo análise divulgada pela Capital IQ, que leva em conta também débitos e o caixa das empresas, a Apple vale US$ 200 bilhões, contra US$ 197 bilhões da Microsoft.

Por um lado é pena saber desta notícia, pois a Microsoft, no caso leia-se Fundação Bill Gates, cuida da fome e mortandade infantil na África, enquanto a Apple de Steve Jobs preocupa-se mais é com Wall St. Agora a próxima página deste páreo será o telefone da Google, que está saindo do forno, quentinho, e representa grande desafio para Apple na telefonia móvel.

Se o Google Android, novo sistema operacional para telefones celulares, bater o aplicativo do iPhone, os garotos de Stanford deixarão Apple e Microsoft a ver navios. Como se isto fosse grande mérito, fometar esta esdrúxula disputa por quem paga/vale mais, em um mundo no qual tantos passam severas necessidades e sequer tem acesso às novas tecnologias.

É a vida! Nesta virada de mundo em que o capitalismo, selvagem e insustentável, entoa o canto do cisne, enquanto escreve seu capítulo final. A tecnologia sobreviverá más creio que de forma sustentável. Insustentável é o fato de estas empresas de tecnologia; que empregam pouca mão de obra comparando-as a ramos produtivos da indústria, alimentos, construção civil, entretenimento, entre outras, valerem estes valores estapafúrdios no cruel, imoral e desleal jogo do mercado financeiro.

Já imaginaram quanta caridade e obra social poderia ser feita neste mundo de Deus, com estes 400 bilhões de dólares que atualmente valem Apple e Microsoft? Não seria pouco, seria um mundo de paz e amor, sem tanta fome, sofrimento e doença. Especulação finaceira é coisa pra gente cruel, que vive com glamour em um mundo agonizante. Você tem dúvidas? Tem filhos? Caso afirmativo nada custa dar uma olhda no World Clock e imaginar aonde isto tudo vai parar, se continuar assim como está: 

Você pode fazer a diferença! Não alimente propaganda capitalista! Não dê comida aos animais selvagens! Comece um blog, abra uma conta no twitter e torne-se um ciberativista. O Planeta Terra agradece!