Translate

Mostrando postagens com marcador dependência química. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dependência química. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de julho de 2017

LSD no tratamento do Alcoolismo



O LSD pode ser Utilizado no Combate ao Alcoolismo

O ácido lisérgico (LSD), um dos mais potentes alucinógenos conhecidos, pode ser usado no tratamento de dependentes de álcool, sugere artigo publicado no Journal of Psychopharmacology

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega analisaram os resultados de seis estudos feitos nos anos 60 e 70 com pessoas que tomaram o alucinógeno enquanto tentavam se manter abstinentes da bebida. 

Um dos estudos relatados mostrou que o índice de abstinência foi de 59% entre as pessoas que ingeriram LSD, contra 38% no grupo de controle. Em outro, os que receberam a dose da droga psicodélica revelaram 15% mais chances de se manter sóbrios seis meses depois do tratamento.

Segundo os autores do artigo, os neurocientistas Pål-Orjan Johansen e Teri Krebs, as alterações sensoriais e as diferentes percepções psíquicas desencadeadas pelo alucinógeno parecem ajudar as pessoas a ver a si mesmas e a seus problemas de diferentes perspectivas. 

Assim, sugerem Johansen e Teri, o LSD pode agir como uma espécie de catalisador químico do “momento da clareza”, como denominam com base nos relatos de pacientes em tratamento. Os pesquisadores, porém, são enfáticos ao afirmar que o estudo explora apenas o potencial do LSD como estratégia de redução de danos no caso da dependência de álcool. 

O uso recreativo da droga pode causar dependência psicológica e desencadear surtos psicóticos. Os resultados, porém, reforçam outras pesquisas que apontam o potencial de uso terapêutico dos alucinógenos.

Recentemente, por exemplo, comprovou-se que a metilenodioximetanfetamina (MDMA), psicoativo do ecstasy, pode atenuar sintomas de transtorno de estresse pós-traumático e que a psilocibina, substância encontrada em cogumelos alucinógenos, pode aliviar a ansiedade e a dor em pacientes com câncer terminal. 

As principais dificuldades para estudar as drogas psicodélicas, afirmam os autores do artigo, ainda são a resistência de universidades e da indústria farmacêutica em financiar esse tipo de pesquisa e a burocracia para obter as drogas de forma legal.

Fonte: Mente e Cérebro / Psicologado


Dr. Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Unifesp, explica como políticas radicais de combate às droga pode prejudicar cientistas no estudo de substâncias alucinógenas, como o LSD, e seu uso no tratamento terapêutico de doenças. 

Xavier acredita que estudar essas substância não é fazer apologia às drogas e explora também as dificuldades que o dependente químico enfrenta para deixar o vício:


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Estigmatizar quem abusa de drogas é marginalizar pessoas doentes




DROGAS: Preconceito e Estigma Matam

por Piti Hauer - via: PARANAPORTAL / UOL


Albert Einsten, em certo momento de sua vida, mencionou que era mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. E este preconceito de pessoas para com os Dependentes Químicos e/ou Adictos existe e este estigma é como ferro quente marcando vidas e comportamentos.

A dependência química é uma doença, considerada pela OMS, mas muitos a vêem como uma falta de caráter, como uma degradação moral, criando termos pejorativos, difamatórios e depreciativos como: “nóia”, “zumbi”, “maconheiro”, “crackeiro”, bêbado”, “chaminé”  e alguns pseudo-técnicos termos como “mentirosos inteligentes” e “manipuladores” para contextualizar, muitas vezes, uma história de um indivíduo, no caso, o dependente ou adicto,sem ao menos atentar do que é ou foi a sua vida.
                                                   
Este modelo moral sobre o consumo de drogas, caquético, ultrapassado e obsoleto ainda persiste no entendimento de uma grande parcela da população, até, inclusive, daqueles que se predispõe a ajudar ou tratar de dependentes químicos ou pessoas com transtornos mentais decorrentes do uso de substâncias psico-ativas; e a mudança para um processo de recuperação sadia, lento e doloroso, de uma sociedade, e seus dependentes químicos, é através da prevenção, informação e educação.
                                                   
Existem no Brasil, aproximadamente, 37 milhões de dependentes químicos em drogas lícitas e ilícitas, 50% da população brasileira faz uso do álcool e 12% são dependentes do álcool. Portanto, quando generalizamos o viés do preconceito para com o usuário de drogas sem observarmos os fatores ambientais, psicológicos, genéticos, sociológicos e culturais incorremos num erro de julgamento com a equivocada ideia de escárnio ao dependente das drogas, realçando ainda mais o retrógrado texto de Lei, que o criminaliza sem lhe oferecer a chance em um ambiente de tratamento para a sua recuperação e reinserção social, agregando ao indivíduo mais um componente de marginalização.
                                                 
Numa sociedade doente, imediatista, de valores efêmeros que rotula o usuário de drogas em um sub-produto, potencializando o conflito existencial do Homem com ele mesmo e que no Brasil duas em cada três famílias tem problemas com drogas, a complexidade da  doença da Dependência Química NÃO PODE E NÃO DEVE ser vista como uma falta de caráter, demonizando o indivíduo perante à sociedade, pois isto nada mais é que um reflexo de sua própria estrutura, excludente, indiferente e desumana.

Recomendado para você