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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Os 10 livros mais vendidos no 1º semestre de 2017



Veja a lista dos dez livros mais vendidos em 2017 no Brasil: Só os livros da lista venderam mais de 600 mil cópias no 1º semestre do ano! Siga os links para mais informações sobre cada uma das obras...

1. Batalha Espiritual, de Padre Reginaldo Manzotti – 87 mil cópias vendidas
Obra retrata a batalha entre o bem e o mal, isto é, entre os que se encontram do lado de Deus e o Inimigo, que deseja desvirtuar todos os homens e mulheres de boa vontade. http://acesse.vc/v2/2752c60039d

2. O Homem Mais Inteligente da História, de Augusto Cury – 85 mil cópias vendidas
Relata a história de Dr. Marco Polo, psicólogo e pesquisador, desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção. http://acesse.vc/v2/275a98ce424

3. Por que fazemos o que fazemos?, de Mario Sergio Cortella – 71 mil cópias vendidas
O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda as principais preocupações com relação ao trabalho. Aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito e a motivação em tempos difíceis. http://acesse.vc/v2/275cb105db1

4. Rita Lee: uma auto-biografia, de Rita Lee – 67 mil cópias vendidas
Conta a vida de Rita Lee, do primeiro disco voador ao último porre. A infância e os primeiros passos na vida artística, sua prisão em 1976, o nascimento dos filhos e muitos outros acontecimentos contados de forma minuciosa. http://acesse.vc/v2/27540486ddf

5. O Poder da Ação, de Paulo Vieira – 61 mil cópias vendidas
Paulo Vieira convida o leitor a quebrar o ciclo vicioso e iniciar um caminho de realização. Para isso, ele apresenta o método responsável por impactar 250 mil pessoas ao longo de sua carreira – e que pode ser a chave para o que o leitor tanto procura. http://acesse.vc/v2/275a8c3cfce

6. Ansiedade: como curar o mal do século, de Augusto Cury – 59 mil cópias vendidas
O autor apresenta a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), uma das doenças mais penetrantes da atualidade. Ainda pouco conhecida por psicólogos e psicopedagogos. http://acesse.vc/v2/27539c888d0

7. Propósito de Sri Prem Baba – 56 mil cópias vendidas
História é focada na expansão do diálogo amoroso e aborda temas que têm a ver com os anseios mais íntimos do ser humano. http://acesse.vc/v2/2755c3e683f

8. Quatro Vidas de um Cachorro, de Bruce Cameron – 52 mil cópias vendidas
Um cão, após renascer várias vezes, imagina que há razão para seu retorno, um propósito a cumprir, e que, enquanto não o alcançar, continuará renascendo. http://acesse.vc/v2/275b8ba070a

9. Harry Potter e A Criança Amaldiçoada, de J.K. Rowling – 49 mil cópias vendidas
Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. http://acesse.vc/v2/275ad5705de

10. Depois de Você, de Jojo Mayes – 44 mil cópias vendidas
O livro narra a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, que precisa reinventar sua vida após sofrer um grave acidente. http://acesse.vc/v2/275da08b8ef

*Dados referentes ao 1º semestre de 2017

Recomendado para você

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado

Em ‘WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado’, os jornalistas destrincham o WikiLeaks e exploram as peças de um quebra-cabeça nas manchetes mundiais. Eles examinam a cultura da internet que tornou possível a revelação de informações sigilosas e os hackers fanáticos que formaram a base do WikiLeaks. Exploram os eventos secretos que o site divulgou, da revelação de execuções de civis no Quênia em 2008 à avalanche de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos em 2010. 

Os autores ainda analisam as implicações das revelações do WikiLeaks e desvelam a natureza contraditória de Julian Assange - um homem elogiado pela Anistia Internacional em 2009, mas que, menos de um ano depois, seria acusado pela polícia sueca de crimes sexuais.

"Com direitos já vendidos para oito países, ‘WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado’ é o primeiro relato detalhado sobre o fenômeno WikiLeaks. Do lançamento do site, em 2006, até os mais recentes acontecimentos neste drama que define uma era, o livro conta a verdadeira história por trás das manchetes, em um registro cativante e revelador que traz o leitor até o momento presente. 

Os autores, jornalistas do The Guardian liderados por David Leigh, editor investigativo, e Luke Harding, correspondente em Moscou, estiveram no centro da cobertura do maior vazamento de informações secretas da história. Trabalhando com o correspondente do Guardian em Nova York, EdPilkington, eles tiveram acesso sem precedentes aos personagens principais dessa história, de diplomatas e políticos ao ex-porta-voz do WikiLeaks,Daniel Domscheit-Berg, e o próprio Julian Assange. 

Em ‘WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado’, os jornalistas destrincham o fenômeno WikiLeaks e exploram as muitas peças de um quebra-cabeça que continua a dominar as manchetes mundiais. Eles examinam a cultura da internet que tornou possível a revelação de informações sigilosas e os hackers fanáticos que formaram a base do WikiLeaks. 

Exploram os eventos secretos que o site divulgou, da revelação de execuções de civis no Quênia em 2008 à avalanche de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos em 2010. Os autores ainda analisam as implicações das mais recentes revelações do WikiLeaks e desvelam a natureza estranha e contraditória de Julian Assange – um homem elogiado pela Anistia Internacional em 2009, mas que, menos de um ano depois, seria acusado pela polícia sueca de crimes sexuais. 

Até agora, a história do WikiLeaks foi revelada de maneira fragmentada. O livro ‘WikiLeaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado’ apresenta o quadro completo...

...Quem quiser saber mais detalhes do vazamento o livro é super indicado: http://acesse.vc/v2/c0223de0. Garanto que não vão se arrepender, principalmente quem gosta de investigação e espionagem. Vale muito a pena ser lido para ver quanta besteira os governantes estão fazendo por ai. Detalhe: Os relatórios secretos citados no decorrer do livro, estão em anexo no final dele."

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

52 MITOS POP - MENTIRAS E VERDADES



O homem pousou na Lua ou foi uma superprodução de Hollywood? Livro desvenda mitos pop


O jornalista Pablo Miyazawa se dedica a dissecar as mentiras e verdades do mundo da música e do cinema no livro “52 Mitos Pop - Mentiras e Verdades nos Boatos do Mundo do Entretenimento

A mágica começa quando o leão dos estúdios cinematográficos da Metro Goldwyn Mayer emite o terceiro rugido. É aí que se deve apertar o play, ou colocar a agulha, no início do disco “The Dark Side of The Moon” para se conhecer o mistério: o Pink Floyd compôs compasso por compasso de sua obra de 1973 para ser a trilha sonora do filme “O Mágico de Oz”, de 1939. Quando se vê o filme ouvindo o disco, um está milagrosamente casado com o outro. As batidas do coração do Homem de Lata são ouvidas no final da música Eclipse e a cena do furacão que leva a casa de Dorothy é envolvida pelo clima de “The Great Gig in the Sky”. Mito ou verdade?

Dia 2 de janeiro de 2008. O ator Heath Ledger é encontrado morto nu, entre remédios jogados na cama de seu apartamento em Nova York. O culpado: Coringa. Sim, o personagem interpretado por ele em “Batman - O Cavaleiro das Trevas” com uma das mais aterrorizantes entregas da história do cinema teria ficado em seu ser, perturbador, demoníaco. Os 30 dias em que Ledger passou trancado em um quarto testando vozes e expressões para chegar ao resultado perfeito quebraram os limites entre ator e personagem, fazendo com que o segundo devorasse o primeiro. O provável suicídio de Ledger seria a fuga de seu algoz. Fato ou imaginação?

Poltergeist, 1982. Cinco meses depois da estreia do filme dirigido por Tobe Hooper, a atriz Dominique Dunne, que interpretava a garota Dana, morreu estrangulada pelo ex-namorado. Até então, um crime isolado. Um tempo depois, três outras baixas, por doença: os atores Julian Beck, Will Sampson e a atriz Heather O’Rourke, que partiu aos 12 anos depois de estrelar o filme com seis. Em meio a outras mortes, uma chocou os sobreviventes: Lou Perryman, o Pugsley, foi assassinado a machadadas. Mas o mais improvável ocorreu com Richard Lawson, o personagem Ryan: um acidente de avião matou 27 pessoas e apenas uma sobreviveu. Quem? Richard Lawson. Onde os céticos veem coincidência, os mitólogos apontam a maldição. E levantam uma teoria sustentada há 34 anos. Os espíritos de Poltergeist não deixaram os atores em paz. Acredite se quiser.


Mitos flutuam no ar, mentiras têm pernas curtas. Histórias são alimentadas em cadeia, boatos são destroçados pelo vento. Mas mitos são mitos, nem sempre verdades. O jornalista Pablo Miyazawa entra em portais do tempo para dissecá-los e contextualizá-los sem cair nas tentações de confrontá-los no livro “52 Mitos Pop - Mentiras e Verdades nos Boatos do Mundo do Entretenimento”.

Homem na Lua

A cada episódio surge uma intriga do universo cultural, sobretudo de quem viveu sua adolescência nos anos 1980. Os atores Bruce Lee e seu filho, Brandon, teriam sido assassinados pela máfia chinesa depois de se negarem a fazerem “negócios” com os criminosos? Tom & Jerry teriam sido criados para espelharem os dois lados da Segunda Guerra Mundial: Tom representando os tommies (como se chamavam os soldados britânicos) e Jerry, os jerries, apelido dos alemães? Teria o diretor Quentin Tarantino planejado fazer todos os seus filmes interligando uns aos outros? E o diretor Stanley Kubrick? Seria ele o pai de todas as teorias conspiratórias ao filmar a fictícia chegada do homem à Lua, em 1969, fazendo com que o mundo acreditasse na conquista norte-americana?

Miyazawa não dá respostas definitivas, mas se posiciona e ajuda o curioso a fazer suas escolhas. “Seria pretensão demais querer responder a algumas questões históricas, como a que se faz sobre a chegada do homem à Lua. Meu trabalho foi expor todos os lados”, diz ele, próximo ao assunto desde que se tornou jornalista, em 1996, e começou a fazer curiosidade virar notícia. Sua teoria sem conspiração é sobre o fato de os grandes mitos terem surgido nos anos 1980, a década que inventou a adolescência. “As pessoas que viveram a juventude nos anos 1980 são mais nostálgicas. Seus pais, jovens nos 70, não se divertiam em um País que sofria com a ditadura militar. O entretenimento quase não existia.”


http://acesse.vc/s/dab2fd14

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Resenha :: "Nunca antes na história deste país"



"Como um personagem de videogame, que salta abruptamente de uma fase para outra, o presidente Lula parece ter recebido todo conhecimento do mundo num único clique: quando recebeu a faixa presidencial! 

Como num passe de mágica, o ex-metalúrgico tomou posse, não apenas da Presidência da República, mas de toda sabedoria e diplomas acadêmicos aos quais não teve acesso antes. 'Nunca antes na história deste país' um brasileiro trouxe na ponta da língua respostas tão lépidas e despudoradas sobre a complexidade do mundo. Principalmente sobre assuntos dos quais não tinha o menor conhecimento. [...] 

No maremoto de frases, Lula dispara certezas definitivas, daquelas que mudam, de um minuto para outro, ao sabor do vento e das conveniências. Não creio que o palavrório tenha contribuído para solucionar os problemas nacionais. Mas foram suficientes para me deixar inquieto e parir este livro." 

Marcelo Tas



Fonte: Livraria Saraiva - Nunca Antes na História Deste País

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dica de Leitura: Google

Nos Bastidores do Google - Tudo o Que Sei Sobre Marketing Aprendi Com o Google
Aaron Goldman 
Clique e compre agora
Editora: Saraiva
Categoria: Administração | Administração Geral
Número de páginas: 344

Quando uma marca se torna um verbo e passa a ser repetida centenas de vezes, é porque ela, de fato, representa um sucesso. Esta obra mostra as lições da empresa mais cobiçada e admirada na área digital, o Google.

Neste livro, você aprenderá desde como iniciar “conversas” digitais com os clientes até testar e quantificar suas iniciativas. Além disso, o autor mostra o que aprendeu com o Google sobre marketing e apresenta estudos de caso com algumas das marcas mais inovadoras do mundo que integraram as lições do Google em suas estratégias de marketing.

David A. Vise | Mark Malseed
Clique e compre agora
Editora: Rocco
Categoria: Administração | Administração Geral
Número de páginas: 352

“Google, a História do Negócio de Mídia e Tecnologia de Maior Sucesso dos Nossos Tempos” é uma biografia da empresa que revolucionou o acesso à informação e transformou-se em ferramenta indispensável para qualquer pesquisa na Internet.

Da afinidade intelectual entre o americano Larry Page e o russo Sergey Brin, doutorandos em Ciências da Computação em Stanford, na Califórnia, nasceu a Google Inc., uma empresa que só registrou crescimento desde a sua fundação, em 1998, e que hoje já vale U$92,4 bilhões. A história dos gênios do mundo virtual que se tornaram bilionários no mundo real é contada pelos premiados jornalistas David A. Vise e Mark Malseed.

I.S.B.N.: 9788532521491
Jean-Noël Jeanneney
Clique e compre agora
Editora: Contracapa
Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Política
Número de páginas: 106

Exposição dos motivos que levaram o autor a sugerir uma reação ao projeto de digitalização de 15 milhões de livros impressos, anunciado pelo Google em dezembro de 2004.

As linhas de sua argumentação se voltam para a análise do que trata como a hegemonia americana na recepção e no tratamento das buscas efetuadas na Internet, assim como no estabelecimento e na preservação dos acervos digitais, tanto gratuitos quanto pagos. Abordam-se os procedimentos técnicos, a conservação, a natureza dos financiamentos e os direitos de autores e editores envolvidos nesse projeto e em outros similares.


BOA LEITURA!!

sábado, 20 de agosto de 2011

Dica de leitura: "É rindo que se aprende"

Dica de leitura... comunicação, expressão e diversão garantida! e o pulso ainda pulsa...


Você vai encontrar Marcelo Tas metido nas mais diferentes atividades ligadas à arte de expressar, na maioria das vezes levando o humor e a irreverência para diferentes canais, como televisão, rádio, jornal e internet. Ou simplesmente em cima de um palco. Nessa mistura multimeios, ele exerce múltiplos papéis: jornalista, ator, documentarista, apresentador, desenvolvedor de software...

Durante a conversa que serviu de base para este livro, ele foi montando o quebra-cabeça de sua história para revelar como o prazer de aprender orientou sua vida e quais foram os personagens que o influenciaram nesse aprendizado. Assim, entre tantas experiências e atividades diferentes que viveu, o foco aqui é mostrar como Marcelo Tas está na vanguarda de um campo novo: a mistura da comunicação com a educação.

O livro vai agradar a quem gosta de experiências ligadas à comunicação. Mas também àqueles que se interessam por usar a comunicação para educar. E vai agradar especialmente a quem gosta de ouvir histórias sobre o encanto de aprender. Este livro é, em síntese, uma aula de como se ensina e se aprende rindo.

Gilberto Dimenstein

Por suas reportagens sobre temas sociais e suas experiências em projetos educacionais, Gilberto Dimenstein foi apontado pela revista Época em 2007 como umas das cem figuras mais influentes do país.

ISBN: 9788561773205
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 16 x 23
PÁGINAS: 128
ANO DE EDIÇÃO: 2011
EDIÇÃO: 1ª

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Religião, Rádio e TV: Sobre pastores e astrólogos



Artigo de Ulisses Capozzoli - jornalista e editor chefe da Scientific American Brasil - publicado no Observatório da Imprensa em 15/08/2011 ed. 655


Num seminário recente, no Rio, ouvi o relato de um dos componentes da mesa sobre a reação de parte de crianças à ideia de o universo ter a idade aproximada de 14 bilhões de anos, informação que os jornais divulgam quase diariamente. Essas crianças, que frequentam determinado espaço dedicado à ciência – influenciadas pelo criacionismo e interpretações fundamentalistas religiosas do mundo – segundo o palestrante, sorriem com desdém sobre a científica idade do cosmos.

Isso significa que, antes de estarem criticamente maduras para uma apreciação sensível, inteligente e promissora da natureza, estão mentalmente dominadas pelo dogmatismo de fundo religioso que ameaça retroceder o pensamento a uma repugnante idade das trevas. E o mais desconcertante: o palestrante diz que “respeita esse tipo de interpretação”.

Isso não seria paradoxal se, um par de minutos depois, ele não exibisse uma arte das constelações zodiacais e, em seguida, fizesse provocativas críticas à astrologia. A questão aqui é a seguinte: se ele aceita ideias arcaicas e sem sentido, promessas despudoradamente falsas e “milagres” deslavadamente mentirosos que uma legião de “pastores” propaga diuturnamente em programas de rádio e TV, por que criar caso com a astrologia?

A resposta, a meu ver, é simples e direta: covardia e ausência de integridade científica. Não estou acusando uma pessoa em particular – isso não faria sentido. Estou me referindo a uma tendência, visível a olho nu, de se “respeitar” farsas que são verdadeiros casos de polícia, envolvendo estelionato, entre outros crimes, mas ao mesmo tempo não perdoar astrólogos.

Jornais continuarão publicando

Aqui uma rápida explicação: não estou defendendo nem atacando astrólogos e a astrologia. Estou fazendo uma comparação entre pastores e astrólogos, o que é muito diferente. Carl Sagan (1934-1996), astrônomo e divulgador científico talentoso, preveniu, em seu último livro, O mundo assombrado pelos demônios – a ciência como uma vela no escuro, sobre as consequências da impotência da ciência em sensibilizar a sociedade humana para uma perspectiva mais promissora. Se visse ou ouvisse qualquer um desses espetáculos grotescos na TV ou em inúmeras estações de rádio, envolvendo pregadores de diferentes igrejas – todas elas preocupadas com interesses mundanos –, Sagan teria descoberto que a tragédia que previu chegou mais cedo que havia pensado.

Quanto à covardia da posição a que me refiro e que não se restringe, evidentemente, a uma única pessoa, talvez possa ser entendida da seguinte maneira: criticar esses criminosos que manipulam a fé das pessoas – um valor sagrado, na acepção clássica desse termo –, hoje é literalmente como cutucar um vespeiro. Igrejas, cada vez mais concebidas como uma rentabilíssima atividade – à custa da miséria material e filosófica de boa parte da população – costumam reagir com a veemência típica de criminosos farsantes e abusadores da fé como forma de proteger seus negócios hediondos.

Já os astrólogos, para usar uma expressão cotidiana, estão “pouco se lixando” para o que dizem astrônomos e outros cientistas. Eles sabem que os jornais continuarão publicando o horóscopo diário. E possivelmente a maior parte dos leitores faça uma consulta diária a eles, mesmo sem confessar esse comportamento. E nem precisam. Esse é um direito individual elementar.


Oráculo rarefeito

E, além disso, convenhamos, a astrologia e os astrólogos não são nenhuma ameaça. Ao contrário do que ocorre com igrejas que costumam saquear financeiramente um número desconhecido de vítimas. Ou estimular ataques para a “conquista de almas”, como ocorreu no Iraque sob a obscurantista administração de Bush filho e que agora está se revelando um dos preços excessivamente caros para ser pago sem desequilíbrios estruturais.

Eventualmente, uma nota de canto de página nos jornais traz uma pequena referência a abusos dessa natureza. Curiosamente, jornais e revistas semanais, que tratam de polícia e de política, evitam esse campo minado por contradições. Pessoalmente, posso dizer que não tenho qualquer dificuldade em revelar que leio meu horóscopo diariamente, com um critério bem particular: se as previsões são boas, considero que está tudo bem. Se forem ruins, interpreto que tudo não passa de besteira e não ligo a mínima.

Talvez uma leitura possível das colunas de horóscopo publicada diariamente pelos jornais seja a de que são uma espécie de diluição homeopática do que um dia foi, por exemplo, o prestigioso Oráculo de Delfos. O horóscopo diário é o oráculo rarefeito do século 21, para atender a cultura de massas, do homem destituído de alma e de senso crítico, a que se referiram filósofos como o espanhol José Ortega y Gasset.

Ameaças à ciência

O horóscopo diário talvez seja uma espécie de bengala em que as pessoas se apoiam para enfrentar a insegurança crescente do dia-a-dia: o ônibus perfurado de balas, não por bandidos, mas pela polícia, no Rio de Janeiro. As garotinhas assaltantes e ameaçadoras, de 11 e 12 anos de idade, que atuam impunemente na Vila Mariana, em São Paulo. Os edifícios incendiados por protestos em Londres, que no passado recente já foi uma Inglaterra bem mais cool. O atirador inesperado que dispara, sem razão aparente, numa escola americana ou numa ilha paradisíaca, na Noruega.

O horóscopo, certamente, é o remanescente da idade mágica que vivenciamos na pré-história e não completamente superado, ao contrário do que se costuma crer. A astrologia e os astrólogos não são incentivadores de guerras, ao contrário do que ocorreu e continua ocorrendo com o fanatismo religioso.

E a manipulação da religiosidade de cada um talvez seja a culminância do abuso e desrespeito profundos, camuflados sob uma pretensa liberdade religiosa que, na realidade, acoberta, entre outras coisas, uma negociata política, nefasta à sociedade como um todo. Não tenho qualquer pretensão de colocar ponto final numa questão que se arrasta pelo tempo e talvez venha a ser ainda pior no futuro imediato. Ao menos se as coisas continuarem assim. Toco no assunto porque essa é uma questão profundamente afeita à ciência e à produção do conhecimento científico com base na ética, na estética e na história.

Talvez esteja na hora de se refletir um pouco mais sobre quais são, neste momento, as verdadeiras ameaças à ciência e à humanidade, seguindo as pistas deixadas por Sagan em O mundo assombrado pelos demônios.

Licença: CC BY-NC-SA 2.5


Dica de leitura

Ulisses Capozzoli
Editora: Record
Segmento: Ciência

Em linguagem clara e acessível, o jornalista Ulisses Capozzoli conta a história da radioastronomia e do impacto das descobertas nessa área, entre elas a detecção do eco da explosão que criou o Universo, segundo a teoria do Big Bang. Alem do desenvolvimento da radioastronomia internacional, o autor registra também o percurso desta área científica no Brasil.

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