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sábado, 25 de novembro de 2017

Blueye Pionner, o 1º drone subaquático para exploração marinha



Segundo o site Gizmodo da Austrália, graças a este novo drone subaquático cientistas australianos podem agora explorar novas áreas da Grande Barreira de Coral

Imagem: Blueye Robotics AS
"Nós não temos ideia do que podemos encontrar", diz o Dr. Dean Miller, Diretor de Ciências e Mídia no Great Barrier Reef Legacy.

"Nós  podemos chegar a cerca de 30 a 40m (de profundidade), como mergulhadores, de forma segura, mas com este ROV (Veículo Subaquático Operado Remotamente) podemos chegar a 150m, então isso realmente se transforma em exploração na sua forma mais pura".

O Dr. Miller é o primeiro a usar o novo drone subaquático Blueye Pioneer, embarcando em uma expedição de 21 dias para explorar os locais mais remotos, inexplorados da Grande Barreira de Coral e avaliar o corredor de recifes de coral em declínio da região.

"Eu não acho que haja alguém lá fora, que não sonhou quando era criança em ser capaz de ver o que está nas regiões mais profundas de nossos oceanos", diz Miller.

E agora, pela primeira vez, isso é possível com este ROV que o Dr. Miller diz que revolucionará a maneira como entendemos o que acontece sob as ondas - assim como vimos com a revolução dos drones aéreos há cinco anos.

Mas não se trata apenas de explorar. Esta ferramenta nos permitirá a capacidade de olhar para alguns dos recifes de coral mais profundos e ver como eles sobreviveram aos últimos dois eventos de branqueamento de massa, diz o Dr. Miller.

Imagem: Blueye Robotics AS
Erik Dyrkoren, CEO da Blueye Robotics, diz que este é o primeiro drone subaquático que combina a "facilidade de uso" e a experiência do usuário com o desempenho profissional - por isso, para a maioria das pessoas, é muito mais fácil de usar.

"As pessoas podem ir explorar o oceano, pessoas como as do Great Barrier Reef Legacy", diz Dyrkoren. "Também tem um preço muito mais baixo do que as alternativas profissionais que estão por aí".

De acordo com Dyrkoren, o Pioneer é "feito para resistir às forças do oceano, mesmo águas difíceis" e tem duas horas de vida útil da bateria.

Smartphone conectado aos VR Googles (óculos virtual) para uma experiência totalmente imersiva
O Dr. Miller diz que todos os dados coletados de sua expedição de 21 dias retornarão às instituições-mãe dos pesquisadores para serem analisados ​​e coletados. Mas os pesquisadores fornecerão resultados preliminares e atualizações ao longo da expedição, bem como apresentando essas descobertas em um simpósio público gratuito, em Port Douglas, Austrália, uma vez que eles retornaram, em 8 de dezembro.

Mas o que eles estarão procurando, exatamente - e como a expedição funcionará?

"Temos uma boa compreensão do modo como a Grande Barreira de Coral foi afetada pelos dois eventos de branqueamento consecutivos", diz o Dr. Miller. "O que não compreendemos com mais detalhes é como as espécies de corais individuais e os recifes individuais passaram por esse estresse térmico".


O Great Barrier Reef Legacy está fornecendo acesso gratuito para cientistas e equipes de pesquisa ao longo da expedição de 21 dias, apelidada de "Pesquisa do Super Coral". Basicamente, isso significa que pesquisadores de diversas organizações podem se juntar e trabalhar no mesmo recife, no mesmo dia, para responder às grandes questões - quais corais sobreviveram, onde eles sobreviveram e como eles sobreviveram.

"Uma vez que entendamos isso, teremos uma melhor idéia do que isso significa para a futura saúde da Grande Barreira de Coral e recifes de coral em todo o mundo", diz o Dr. Miller.

Foto dividida do Blueye Pioneer explorando algas em uma das Ilhas Loften, em Stamsund
Com qualquer expedição em uma região remota onde houve muito pouco acesso, sempre há a chance de encontrar algo inesperado, mas o que a equipe realmente espera encontrar são os sobreviventes de coral - as espécies são mais tolerantes ao calor do que outras e parecem ser capaz de lidar com temperaturas mais quentes da água.

"Nós sabemos que alguns corais não serão tão altamente adaptados a esse tipo de estresse e, portanto, nossa equipe estará trabalhando arduamente para identificar os corais que estão acabando e os que não estão indo tão bem", Dr. Miller explica.

O Dr. Miller ressalta que A Grande Barreira de Coral é "muito grande" e tem um alto grau de resiliência.
"Isto é o que nós esperamos que salve o dia"

Ter uma função de coral vivo e ecossistema suficiente será essencial para determinar quão bem os recifes de coral se adaptam a um clima de aquecimento, diz o Dr. Miller - e é essa resiliência que eles esperam descobrir.
Blueye explorando corais moles em naufrágio

Há algumas idéias que estão sendo lançadas agora mesmo sobre como devemos restaurar os recifes de coral do mundo. Mas o Dr. Miller diz que a atual expedição é realmente o primeiro passo para entender como os sistemas naturais lidaram com as temperaturas mais altas da água.

"Identificaremos e entenderemos completamente as espécies de corais capazes de passar por esses eventos e, portanto, teremos uma idéia muito melhor de onde investir nossa energia e recursos para os esforços de restauração", diz o Dr. Miller.

"Até que essas perguntas sejam respondidas, realmente não podemos começar processos de restauração, pois o uso de espécies de corais erradas seria devastador".

A expedição dá suporte à pesquisa de várias organizações governamentais, e elas estão fornecendo recursos, conhecimentos especializados e os melhores cientistas marinhos em seu campo para garantir que seja um sucesso.

Esta é realmente uma colaboração única entre os cientistas, a indústria do turismo, os educadores, os profissionais de mídia e a comunidade global e, o Dr. Miller, diz que "abre realmente o caminho para como os programas científicos de alto significado podem ser criativamente financiados para resolver os problemas ambientais mais prementes ".

Mas, para salvar o recife, o Dr. Miller diz antes de tudo que todos devemos avançar para as fontes de energia renovável ​​o mais rápido possível e reduzir a quantidade de emissões de carbono que afetam não só os ecossistemas de recifes de coral em todo o mundo, mas também muitos outros ecossistemas essenciais na Terra .

"A mudança climática está rapidamente afetando todos nós e fazer mudanças reais e positivas agora determinará o destino dos recifes de corais nos próximos 10 anos", diz Miller. "Nós devemos agir agora".

Você pode acompanhar a expedição no site e no Facebook.

"Nós encorajamos cientistas de todo o mundo a acessar esta informação para seus próprios estudos", diz o Dr. Miller. "Isso ocorre porque a Grande Barreira de Coral pertence a todos nós e todos nós temos interesse em garantir que essa, que é maior estrutura de vida natural, possa prosperar".

"Para os recifes de coral possam sobreviver, nós precisamos apoiar a inovação, a educação e a comunicação - é isto exatamente o que pretendemos fazer".

Se você tiver 6 mil dólares para gastar, mais taxas, postagem e impostos, você pode pré-encomendar seu próprio Pioneer aqui.


Fonte: *por Rae Johnston para Gizmodo Austrália (reprodução/tradução livre)

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Qual o tamanho do Rover Curiosity?



O rover Curiosity, é um veículo do tamanho aproximado de um carro médio destinado a explorar a superfície de Marte como parte da missão Mars Science Laboratory.

A missão contendo o rover Curiosity teve início com o lançamento, efetuado em 26 de novembro de 2011 a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, tendo pousado com sucesso em Marte, mais precisamente em Aeolis Palus na cratera Gale em 6 de agosto de 2012.

Esse ponto de pouso, batizado como Bradbury Landing estava a apenas 1,5 milhas (2,4 quilômetros) do ponto de pouso originalmente previsto, depois de uma jornada de 350.000.000 milhas (560.000.000 quilômetros).


  • Velocidade máxima: 90 m/h 
  • Massa: 899 kg 
  • Altura: 2,2 m 
  • Largura: 2,7 m 
  • Comprimento: 3.0 m



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Sonda Curiosity revela grandes descobertas em Marte



Pesquisas feitas há mais de 1 ano foram finalmente reveladas pela Agência Espacial Norte Americana 

Após perfurar o solo de Marte e analisar amostras de seu material, a sonda Curiosity da NASA descobriu compostos orgânicos, os blocos de construção da vida que contém carbono, no subsolo do Planeta Vermelho. E não pára por aí! Além disso, os instrumentos da sonda detectaram água no subsolo de Marte, isso tudo após anunciarem a detecção de um grande pico de gás metano na atmosfera do Planeta Vermelho!

Apesar das grandes descobertas não servirem como prova de que a vida existiu ou existe em Marte, os investigadores afirmam que essa é a primeira vez que orgânicos foram confirmados em rochas do Planeta Vermelho, o que conclui um dos grandes objetivos da missão!

"Este é realmente um grande momento para essa missão", comenta John Grotzinger, cientistas da missão Curiosity, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, EUA.

O instrumento SAM do rover detectou clorobenzeno e vários outros compostos de carbono contendo cloro em amostras de uma rocha chamada "Cumberland", que a sonda havia perfurado em maio de 2013.

O instrumento utiliza um forno minúsculo para "cozinhar" as amostras, e em seguida, analisa os gases que são produzidos. As rochas e o solo marciano são ricos em perclorato, que pode destruir ou alterar os compostos orgânicos durante esse processo de aquecimento, o que complicou a detecção da sonda Curiosity.

"Esta é a primeira detecção de compostos orgânicos em amostras de Marte", comenta Caroline Freissinet, do Goddard Space Flight Center da NASA. Freissinet também é autora principal do artigo que detalha os resultados de Cumberland, publicados no Journal of Geophysical Research.

A presença de perclorato em Marte é tão grande que fica difícil saber se a amostra de Cumberland original continha clorobenzeno e os outros compostos do cloro, ou alguns outros tipos de produtos orgânicos.

No que diz respeito a "vida em Marte", até agora é impossível dizer se os orgânicos detectados em Cumberland foram produzidos por organismos vivos. A NASA está planejando uma nova missão para o Planeta Vermelho, que deverá acontecer em 2020. Ela terá como objetivo a coleta de amostras e um possível retorno à Terra. Em 2020, os cientistas esperam ter amostras de materiais rochosos de Marte, e estudá-las de maneira muito mais profunda.

Sobre as outras grandes descobertas feitas pela sonda Curiosity, a detecção de um pico intrigante e misterioso de gás metano na atmosfera de Marte (observado entre o final de 2013 e o início de 2014) sugere que podem haver formas de vida que produziram essa grande quantidade repentina de metano, porém, até o momento, não há como dizer se essa grande produção de metano tem origem biológica ou não. Outra grande descoberta revelada pela missão trata da proporção de hidrogênio para deutério (também conhecido como "hidrogênio pesado") nas amostras de Cumberland, que fornecem pistas importantes sobre quando o Planeta Vermelho perdeu sua água de superfície.

A sonda Curiosity pousou em Marte em agosto de 2012, e agora está explorando a região do Monte Sharp, que se eleva a 5,5 km a partir do centro da enorme cratera Gale.

Fonte: NASA
Imagens: NASA / JPL-Caltech / MSSS

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

A crise deixou você mais endividado?

O preço do leite, do pão e da carne são absurdos, são generos alimentares de 1ª necessidade. Os juros cairam mas os bancos continuam esfolando seus clientes, as operadoras de cartão de crédito ídem.

Você compra um carro financiado e paga quase dois! Depois estas instituições financeiras vêm com aquele blá, blá, blá que o 'spread' é alto por causa do risco... isso parece uma afronta a inteligência do brasileiro que honra seus compromissos.

O endividamento da classe trabalhadora só vai aumentar com a atual política financeira, na qual as instituições financeiras cobram o que querem pelo dinheiro que emprestam. Isso é uma bolha! Fica toda essa euforia com bolsa de valores aonde só ganha dinheiro quem tem muito pra investir, e a classe produtiva fica como?

Ganhar dinheiro comprando e vendendo papéis, sem produzir nada, é injustiça social qualificada. Os salários são baixos e os lucros das empresas vultuosos. Cadê a reforma tributária? Dívidas, parece que é só isso que o brasileiro consegue ganhar trabalhando.

terça-feira, 12 de maio de 2009

'Caminhos da Morte'

Fiquei abismado quando conferi o blog de Edir Macedo, dirigente da 'Igreja Universal'. Na postagem do 7 de maio passado, o bispo mostra uma fotomontagem que diz ter recebido de um fiel; na apresentação de imagens aparecem cenas fortes, que teriam sido captadas na Índia. O título da postagem é: 'Caminhos da Morte', fazendo uma triste e clara alusão ao folhetim 'Caminho das Índias'. Já no primeiro quadro de imagens aparece a frase: 'A Índia que a TV Global não vai mostrar'. As fotos são chocantes, nojentas mesmo; mostram ruas cheias de lixo, muita miséria, gado comendo lixo e vários corpos em decomposição. Isso como se aqui mesmo em nosso país não existissem favelas e miséria equiparável.

A Índia, como o Brasil tem suas belezas também. Por quê mostrar este lado lúgubre? Será que na Índia também não circulam imagens com corpos mutilados por traficantes e milicianos aqui na América Latina? E os 'microondas' no alto dos morros, também não queimam gente? Claro que a Globo mostra as belezas da terra de Buda e não suas misérias. A novela não quer chocar mas entreter. A nós bastam as misérias que vemos em nossas ruas quando saimos de casa ou ligamos a TV na hora do jornal. O que realmente existe é pobreza, na Índia e em outros países. Com certeza as águas do Ganges não são potáveis, mas a do Rio Pinheiros são? Nós enterramos nossos mortos, ao passo que eles os incineram a céu aberto, quem já não viu um defunto ou ossada a céu aberto dentro do cemitério?

O problema de 'saúde pública', ao qual atentam as imagens exibidas no blog do bispo Macedo, parece graves, mas vivsivelmente estão atrelados a ignorância e a miséria; mesmos fatores que atravancam o desenvolvimento aqui em nosso país. 'Caminho das Índias' é um produto de entretenimento, o caminho antagônico é o da intolerância e exploração da ignorância. Tudo deixa de ser alegre, como na Índia mostrada pela líder de audiência, e passa a estar triste, com o julgamento impreciso que alguns fazem de culturas estrangeiras.

Na era em que vivemos toda informação é compartilhada, cabe as pessoas de bem fazerem bom uso delas. Que proveito há em atirar pedras no telhado do vizinho? Os conflitos internacionais que persistem neste mundo globalizado são derivados, em sua maioria, da intolerância religiosa, do preconceito contra qualquer espécie ou género humano. Temos que cuidar é para que costumes e dogmas ultrapassados não nos desviem da senda do progresso.

Vivemos numa aldeia global, conectada na qual, com certeza, num futuro próximo, a ignorância irá se dissipar. Neste dia o gado deixará de comer lixo e se alimentará de relva fresca, beberá água pura. Tentar denegrir a imagem de um país e de uma cultura, na desesperada luta por audiência, parece condenável. O conhecimento tácito é limitado, quando explicitado não pode servir como argumento para julgamentos, ou se valer do sensacionalismo para arrebanhar adeptos.

Todos temos livre harbitrio para escolhermos nosso caminho, por que não escolher o das índias? Além de estarmos todos lá em casa adorando a novela, nos veio a curiosidade em conhecer mais daquele país e daquela cultura, nossa curiosidade ficou mais aguçada com a postagem do Sr. Edir. Assim funcionam as coisas na Nova Era em que vivemos. Como declamou o poeta Paulo Leminski: "Prazer da pura percepção, sejam os sentidos a crítica da razão.".