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quarta-feira, 6 de março de 2019

O que foi a Apolo 11?




Insígnia oficial da Missão Apollo 11 (NASA)
A Apollo 11 foi um voo espacial tripulado norte-americano responsável pelo primeiro pouso na Lua. O comandante Neil Armstrong e o piloto Buzz Aldrin pousaram o módulo lunar Eagle em 20 de julho de 1969 às 20h17min UTC.

Armstrong tornou-se o primeiro ser humano a pisar na superfície lunar seis horas depois já no dia 21, seguido por Aldrin vinte minutos depois. Os dois passaram aproximadamente duas horas e quinze minutos fora da espaçonave e coletaram 21,5 quilogramas de material para trazer de volta à Terra.

Michael Collins pilotou sozinho o módulo de comando e serviço Columbia na órbita da Lua enquanto seus companheiros estavam na superfície. Armstrong e Aldrin passaram um total de 21 horas e meia na Lua até reencontrarem com Collins.

A missão foi lançada por um foguete Saturno V do Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13h32min UTC de 16 de julho, tendo sido a quinta missão tripulada do Programa Apollo da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA). A nave Apollo era formada por três partes: um módulo de comando com uma cabine para três astronautas, a única parte que retornou para a Terra; um módulo de serviço, que apoiava o módulo de comando com propulsão, energia elétrica, oxigênio e água; e um módulo lunar dividido em dois estágios, um de descida para a lua e um de subida para levar os astronautas de volta à órbita.

Os astronautas foram enviados em direção da Lua pelo terceiro estágio do Saturno V, separando-se do resto do foguete e viajando por três dias até entrarem na órbita da Lua. Armstrong e Aldrin então foram para o Eagle e pousaram no Mare Tranquillitatis. Os astronautas o usaram o estágio de subida do módulo lunar para saírem da superfície e acoplarem com o Columbia. O Eagle foi abandonado antes de realizarem as manobras que os colocaram em uma trajetória de volta para a Terra. Eles retornaram para Terra em segurança e amerissaram no Oceano Pacífico em 24 de julho após oito dias no espaço.

A alunissagem foi transmitida ao vivo mundialmente pela televisão. Armstrong pisou na superfície lunar e falou palavras que ficaram famosas: 
"É um pequeno passo para [um] homem, um passo gigante para a humanidade"
A Apollo 11 encerrou a Corrida Espacial e realizou o objetivo nacional norte-americano estabelecido em 1961 pelo presidente John F. Kennedy de "antes de esta década acabar, aterrissar um homem na Lua e retorná-lo em segurança para a Terra". Os três astronautas foram recebidos com enormes celebrações nos Estados Unidos e pelo mundo, recebendo diversas condecorações e homenagens.



☞ Leia o artigo completo na Wikipédia, a Enciclopédia Livre: "Apolo 11"

sábado, 23 de fevereiro de 2019

SpaceX Lança 1º Lander Lunar Comercial




A SpaceX acaba de lançar o primeiro Lander Lunar comercial de todos os tempos - Ele pode se tornar o primeiro veículo, de construção privada, a alcançar a superfície lunar da história da humanidade - por Victor Tangermann / Futurism.com *


Fazendo história

É oficial: a empresa espacial israelense SpaceIL, com seu Beresheet Lunar Lander, acaba de chegar ao espaço a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX,  decolando da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida. A SpaceX confirmou a liberação bem-sucedida do Lander.

Se tudo correr bem, a espaçonave do tamanho de uma máquina de lavar louça será a primeira espaçonave particular a chegar à superfície lunar.

Um longo caminho a percorrer

A SpaceIL está planejando que a espaçonave, chamada Beresheet, aterrisse em abril (2019), depois de expandir lentamente seu caminho elíptico ao redor da Terra até que esteja perto o suficiente da Lua. Ele irá circular a Lua várias vezes antes de descer até a superfície.

O administrador da Nasa, Jim Bridenstine, parabenizou a equipe israelense. "Este é um passo histórico para todas as nações e para o espaço comercial, à medida que procuramos estender nossas colaborações para além da órbita baixa da Terra e para a Lua", disse ele em um comunicado.

Cápsula do tempo

A bordo do Beresheet está uma cápsula do tempo repleta de arquivos digitais, incluindo a Torá, a bandeira de Israel, uma variedade de obras de arte nacionais - e uma cópia digital da totalidade da enciclopédia Wikipédia em inglês, de acordo com o New York Times.

Uma vez que a Beresheet tenha completado sua missão, ela não tentará retornar à Terra. Mas mapeará o campo magnético da Lua e tirará alguns instantâneos usando instrumentos científicos a bordo.


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Fonte: *Futurism.com: "SpaceX Just Launched the First Commercial Lunar Lander, Ever" - Imagem: SpaceX/YouTube

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Buraco Negro do tamanho de Júpiter rodeia a Via Láctea




Um buraco negro do tamanho de Júpiter está flutuando ao redor da Via Láctea - o buraco negro, de tamanho médio, é um dos três únicos encontrados em nossa galáxia - via Futurism.com*


Buraco Negro

Astrônomos descobriram recentemente um nômade interestelar, invisível, perambulando pela Via Láctea. Mais especificamente, cientistas que trabalham no Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ) encontraram evidências de um tipo raro de buraco negro, de acordo com pesquisa publicada no servidor de preprints ArXiv, em dezembro (2018).

Se os cientistas estiverem corretos, de acordo com publicação da New Scientist, isso tornará esse buraco negro do tamanho de Júpiter o terceiro de seu tipo em toda a nossa galáxia.

Senhor Sombra

A equipe nunca viu o buraco negro porque é, bem, um buraco negro. Mas o que eles viram; usando uma rede de telescópios chilenos chamada de Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), foi uma nuvem ambulante de gases celestes orbitando em torno de algo, de acordo com a Space.com.

“Quando verifiquei os dados do ALMA pela primeira vez, fiquei muito animado porque o gás observado mostrou movimentos orbitais óbvios, que sugerem fortemente um objeto massivo invisível à espreita”, disse Shunya Takekawa, um astrofísico do NAOJ à New Scientist.

Com base no modo como essa nuvem de gás estava se movimentando orbitando seu ponto central, a equipe determinou que o buraco negro recém-descoberto é cerca de 3.000 vezes mais massivo que nosso Sol - mas tão compacto, ocupando, de acordo com o pesquisa, tanto espaço quanto Júpiter. Já que cerca de 1.000 planetas do tamanho de Júpiter poderiam se encaixar no Sol, isso torna este novo buraco negro 3 milhões de vezes mais denso que o Sol.

A Olho Nú

Os cientistas têm agora uma compreensão muito melhor dos buracos negros comuns, comparativamente pequenos, nascidos de estrelas colapsadas, bem como dos buracos negros supermassivos no centro da Via Láctea.

Em última análise, essa descoberta abre a porta para a possibilidade de que haja muitos buracos negros de tamanho médio vagando pela Via Láctea. Agora que os astrônomos aprenderam a manter os olhos voltados para nuvens de gás em espiral, outras equipes podem em breve encontrar mais e mais desses buracos negros raros e bizarros.
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Fonte: *p. Dan Robitzski/Futurism.com: "A Jupiter-Sized Black Hole is Floating Around The Milky Way" (tradução livre) - Imagem: Representação artística de Buraco Negro circundado por nuvem de gás

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

China faz pouso histórico no Lado Oculto da Lua




China faz histórico 1º pouso no lado mais distante da lua - por Mike Wall, Editor Chefe da Space.com*

A 1ª imagem do lado oposto da lua, feita pela sonda chinesa Chang'e 4, que pousou em 2 de janeiro de 2019
(3 de janeiro, horário de Pequim) Crédito: CNSA

A humanidade acaba de fincar sua bandeira no lado oculto da lua

A missão chinesa Chang'e 4 aterrissou no solo da Cratera Von Kármán, de 186 quilômetros de largura, na noite de quarta-feira (2 de janeiro), realizando o primeiro pouso suave no misterioso lado lunar.

A Chang'e 4 realizará uma variedade de trabalhos científicos nos próximos meses, ajudando potencialmente os cientistas a entender melhor a estrutura, a formação e a evolução do satélite natural da Terra. Mas a atração simbólica da missão ressoará mais com as massas: a lista de localidades inexploradas em nosso sistema solar ficou um pouco menor.

O épico touchdown - que aconteceu às 21:26 pm EST (0226 GMT e 10:26 horas, horário de Pequim, em 3 de janeiro), segundo autoridades espaciais chinesas - seguidas de perto por dois grandes marcos da NASA. Em 31 de dezembro, a sonda OSIRIS-REx entrou em órbita ao redor do asteroide Bennu, e a sonda New Horizons passou em frente ao objeto distante Ultima Thule logo após a meia-noite de 1º de janeiro.

"Parabéns à equipe chinesa Chang'e 4 pelo que parece ser um pouso bem-sucedido no outro lado da Lua. Esta é a primeira vez para a humanidade e uma conquista impressionante!", disse o administrador da Nasa, Jim Bridenstine, via Twitter na noite de quarta-feira, depois que a notícia do marco começou a circular nas redes sociais.


Terra incógnita

A Lua leva a mesma quantidade de tempo para girar uma vez sobre seu eixo, que leva para orbitar a Terra: 27,3 dias. Por causa desse "bloqueio de maré", nós só vemos uma face da lua, que chamamos de lado mais próximo.

Esse rosto familiar acolheu muitos visitantes ao longo dos anos, tanto robóticos quanto humanos; todas as seis missões tripuladas da NASA, Apollo, na superfície lunar pousaram no lado mais próximo (aparente). O lado mais distante (oculto) é um alvo muito mais difícil para a exploração da superfície lunar, porque o volume rochoso da lua bloquearia a comunicação direta com qualquer lander ou rover. (E não o chame de "lado escuro"; porque o lado oposto recebe a mesma luz do sol do lado mais próximo).

Para lidar com essa questão, a China lançou um satélite de retransmissão chamado Queqiao, em maio de 2018. Queqiao se estabeleceu no ponto Terra-lua 2, de Lagrange, um ponto gravitacionalmente estável além da lua, do qual o satélite pode manter a Chang'e 4 e seu planeta natal em contato.

O fluxo de dados através do Queqiao provavelmente será extenso. O Chang'e 4 foi lançada em 7 de dezembro e entrou na órbita lunar 4,5 dias depois, ela possui oito instrumentos científicos: quatro em um veículo estacionário e quatro num veículo móvel.

A sonda possui a Câmera de Aterrissagem, a Câmera de Terreno, o Espectrômetro de Baixa Frequência e o Lunar Lander de Neutrons e Dosimetria Lunar, fornecidos pela Alemanha. O rover possui a Câmera Panorâmica, o Radar Penetrante Lunar, o Espectrômetro de Imagens Visível e de Infravermelho Próximo, além de um Pequeno Analisador Avançado de Neutros que é contribuição da Suécia.

Assim, a Chang'e 4 será capaz de analizar seus arredores em grande detalhe, sondando a composição da superfície, bem como a estrutura das camadas do solo sob os pés da sonda. Tais observações podem ajudar os pesquisadores a entender melhor por que os lados lunar próximo e distante são tão diferentes, disseram os cientistas. Por exemplo, planícies vulcânicas escuras chamadas "Maria" são comuns no lado próximo, mas estão quase ausentes do outro lado. (Temos boas imagens de cima do lado mais distante, graças a naves espaciais como a Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA.)

A missão deve levar para casa algumas imagens intrigantes e dramáticas também; A Cratera de Von Kármán fica dentro da bacia do Pólo Sul-Aitken (SPA), uma das maiores características de impacto no sistema solar. A bacia do SPA mede incríveis 2.500 km de borda a borda e tem cerca de 12 km de profundidade.

Além disso, o Chang'e 4 realiza um experimento biológico, que irá acompanhar como os bichos-da-seda, os tomates e as plantas Arabidopsis crescem e se desenvolvem na superfície lunar. A missão também fará observações de radioastronomia, aproveitando a excepcional paz e tranquilidade do outro lado. (O satélite Queqiao também está reunindo dados astronômicos, usando um instrumento próprio chamado de Explorador de Baixa Frequência Holanda-China.)

Representação artística da sonda Chang'e 4 da China no outro lado da lua. A missão tocou o solo em 2/01/19.
(Crédito: CASC / Ministério de Defesa da China)

Um ambicioso programa lunar

A Chang'e 4 é apenas o mais recente passo do programa de exploração lunar robótica da China, que recebeu o nome de uma deusa da lua na mitologia chinesa. A nação lançou os orbitadores Chang'e 1 e Chang'e 2 em 2007 e 2010, respectivamente, e conseguiu um pouso próximo com a missão Chang'e 3 em dezembro de 2013. (O Chang'e 4 foi originalmente projetado como um backup para Chang'e 3, então o hardware das duas missões é semelhante.)

A China também lançou uma cápsula de retorno em uma viagem de oito dias em torno da lua, em outubro de 2014, numa missão conhecida como Chang'e 5T1. Esse foi um teste de esforço de retorno de amostra da Chang'e 5, que poderia ser lançado já neste ano.

A China também tem ambições para missões lunares tripuladas, mas seu programa de voo espacial humano, em curto prazo, está mais focado na órbita da Terra. A nação pretende instalar uma estação espacial orbital no começo dos anos 2020.
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*O livro de Mike Wall sobre a busca por vida alienígena, "Out There" (Publicação Grand Central, 2018; ilustrada por Karl Tate), está disponível agora. Siga no Twitter @michaeldwall. Siga no @Spacedotcom ou no Facebook. Originalmente publicado no Space.com (tradução livre)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

C-Space inaugura Mars Base, instalação educacional espacial




O Projeto C-Space inaugura a Mars Base como uma instalação educacional espacial. A absoluta imersão espacial


O Projeto C-Space inaugurou recentemente sua base de simulação de Marte (Mars Base) no Deserto de Gobi, deixando muitas pessoas curiosas sobre seus objetivos. O Projeto C-Space, onde o C representa comunidade, cultura e criatividade, é uma instalação educacional para adolescentes chineses. O projeto irá ensiná-los sobre exploração espacial e sobre como viver em Marte. O projeto planeja ser aberto para o público de todo o mundo enquanto mantém o mesmo objetivo.

A Mars Base permite que os visitantes entendam como é viver em recintos fechados, onde todos os aspectos da vida diária precisam ser controlados com recursos bastante limitados. A água precisa ser recuperada e reciclada até a última gota. O sustento alimentar precisa conter alto nível de proteínas para manter os ocupantes da base alimentados e em forma. E caminhar fora da base, significa usar um traje espacial e passar por uma cabine de pressurização.

A Mars Base ocupa um enorme espaço de 1.115 metros quadrados no Deserto de Gobi, um local escolhido para recriar o tanto quanto possível o estado atual do distante planeta, graças ao seu clima rigoroso e às tempestades de areia. Situada a 40 km de distância da pequena cidade de Jinchang, na Província de Gansu, a Mars Base não apenas simula as condições externas de sobrevivência que os exploradores de Marte terão que enfrentar, mas também aquilo que está dentro de seu ambiente de sobrevivência. 

A base tem nove cápsulas, incluindo uma Sala de Controle, uma Unidade de Reciclagem, uma Câmara de Vácuo, Armazenagem, um Módulo Biológico, Instalações Médicas, Alojamentos, Banheiro e um Espaço de Entretenimento & Ginástica.

Para dar vida a este projeto, o Centro de Astronautas da China (ACC – Astronauts Center of China) e o Centro de Comunicação Intercontinental da China (CICC – China Intercontinental Communication Center) se envolveram profundamente para fornecer tecnologia e conhecimentos de última geração para fazer dela uma verdadeira base de simulação de Marte. Uma equipe do programa TV Reality recebeu permissão para entrada na Base e seis voluntários, incluindo cinco celebridades chinesas, foram os primeiros a experimentar a vida em Marte depois de receberem o treinamento para astronautas. 

O programa tem causado um enorme impacto no público, desde que está sendo exibido na plataforma chinesa de vídeos on-line, o qual alcançou as expectativas dos criadores do projeto, os quais têm por objetivo chamar a atenção do público em geral para o tremendo desenvolvimento da China na área aeroespacial, fazer do espaço um assunto mais popular para as pessoas em geral, inspirar e encorajar a exploração. A base se tornará a primeira experiência cultural e turística da China com base na educação espacial, turismo e pesquisa científica tendo Marte como tema.

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Fonte: PRNewswire/C-Space - Imagem: A "C-Space Mars Base", em Gobi, China (divulgação)

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Visão em 360º de Bennu, um asteróide em forma de diamante




Veja um asteróide em forma de diamante de todos os lados, cortesia da missão OSIRIS-REx - via GeekWire*

A OSIRIS-REx escaneando a superfície do asteróide Bennu - Credito: NASA/Goddard/University of Arizona

Dois anos após seu lançamento, a nave espacial OSIRIS-REx, da NASA, está se aproximando de um asteroide próximo à Terra chamado Bennu e enviando de volta fotos que fornecem uma visão de 360 ​​graus.

Na sexta-feira passada, a OSIRIS-REx capturou imagens ao longo de um período de quatro horas e 11 minutos para obter uma rotação completa da rocha espacial em forma de diamante a uma distância de cerca de 197 km.

A visão está aguçando o apetite dos astrônomos por olhares ainda mais próximos em direção à Bennu, que atualmente está a cerca de 80 milhões de quilômetros da Terra. Nas próximas semanas, a OSIRIS-REx examinará cuidadosamente o terreno do asteróide de 400 metros de largura à medida que se aproxima. Durante o mês de dezembro, ela executará três vôos rasantes, chegando a apenas alguns quilômetros da superfície. E no início do próximo ano, ela se instalará em uma órbita próxima para realizar uma pesquisa de meses.

Tudo isso é apenas uma escalada para o evento principal: a descida da sonda na superfície do asteróide em meados de 2020, para a coleta de amostras que serão enviadas de volta à Terra em 2023.

O principal pesquisador da missão OSIRIS-REx, Dante Lauretta, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, ficou impressionado com as variações de Bennu na refletância de superfície, que sugere uma composição diversificada: “Essas áreas escuras causaram entusiasmo na equipe! Tuitou Lauretta.


Há também uma rocha no hemisfério sul de Bennu que parece estar "pendurada" devido à fraca atração gravitacional do asteroide, disse Lauretta em outro tweet.

Esses fatores aumentam a intriga em torno da missão OSIRIS-REx, que deve fornecer informações sobre como o sistema solar foi formado, como os asteróides potencialmente ameaçadores podem ser desviados e como os futuros exploradores espaciais podem tirar proveito do que os asteróides têm a oferecer...

O OSIRIS-REx não é o único jogo na cidade quando se trata de exploração de asteróides: a sonda Hayabusa 2 do Japão está no meio do seu próprio levantamento de outro asteróide em forma de diamante, que se parece muito com Bennu, apenas duas vezes mais largo. 

A Hayabusa 2 deve coletar pedaços do asteróide Ryugu no próximo ano e trazê-los de volta à Terra em 2020, bem antes da entrega da OSIRIS-REx.

Veja as imagens do Asteróide Bennu em vídeo de rotação em lapso de tempo:

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Fonte: *por Alan Boyle/GeekWire (tradução livre) - Imagem: NASA/Goddard/University of Arizona

domingo, 30 de setembro de 2018

Imagens do asteroide Ryugu captadas pela missão Hayabusa 2




Confira as imagens em close-up - e um filme -  de um asteróide, captadas pela missão japonesa Hayabusa 2 - GeekWire*

Esta imagem do asteroide Ryugo foi capturada pela câmera ONC-T da sonda Hayabusa 2 a uma altitude de cerca de
64 metros. A imagem foi tirada em 21 de setembro. Uma grande rocha está no canto inferior esquerdo, junto com uma
barra de escala indicando o comprimento de 1 metro. (Crédito: JAXA, University of Tokyo, Kochi University, Rikkyo
University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, Aizu University, AIST / Divulgação)

Os cientistas e engenheiros por trás da missão japonesa Hayabusa 2 fizeram história na semana passada, quando a nave-mãe da missão lançou dois mini-rovers na superfície do asteroide Ryugu, a 180 milhões de quilômetros da Terra...

Os primeiros rovers a saltar pela superfície de um asteróide continuaram a enviar fotos de sua viagem - assim como a nave espacial principal, que está os está vigiando dezenas de quilômetros acima.

Uma das fotos mostra uma visão de cima, de alta resolução, da superfície de Ryugu, destacada pela sombra afiada de um grande pedregulho. A imagem foi capturada pela câmera de navegação óptica telescópica da nave principal, ou ONC-T, quando ela se aproximou de Ryugu para liberação do rover, em 21 de setembro.

"Esta é a foto de mais alta resolução obtida da superfície do Ryugu", diz a equipe de cientistas. Duas fotos mais distantes, do arquivo da Hayabusa 2, mostram o contexto de grande angular da cena:

Duas fotos de longa distância tiradas pela sonda Hayabusa 2 do Japão se concentram na cena mostrada em uma foto
em close-up do asteroide Ryugu. (Crédito: JAXA, University of Tokyo, Kochi University, Rikkyo
University, Nagoya University, Chiba Institute of Technology, Meiji University, Aizu University, AIST / Divulgação)

A espaçonave também está retransmitindo mais fotos dos mini-rovers. Aqui está um pacote de seis destaques twittados, começando com um filme de 15 quadros montado a partir dos instantâneos do Rover-1B.





Ainda há mais drama pela frente: a Hayabusa 2 deve lançar um rover maior conhecido como MASCOT na superfície de Ryugu em 3 de outubro, seguido de rodadas de amostragem de superfície e o lançamento de outro mini-rover no ano que vem. Se tudo correr bem, a Hayabusa 2 vai voltar para a Terra e trazer suas preciosas amostras de solo de asteróides no final de 2020.
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Fonte: *por Alan Boyle, editor aeroespacial e ciência do site GeekWire (tradução livre) - Imagens: JAXA, Universidade de Tóquio, Universidade de Kochi, Universidade de Rikkyo, Universidade de Nagoya, Instituto de Tecnologia de Chiba, Universidade de Meiji, Universidade de Aizu, AIST / Divulgação

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Força Espacial dos EUA vai patrulhar o espaço, a fronteira final




Força Espacial? Corpo Espacial? Guarda Espacial? Especialistas estudam maneiras de patrulhar a fronteira final - GeekWire *

Trabalhadores, em trajes de proteção, fazem a checagem do Veículo de Teste Orbital X-37B da Força Aérea dos EUA
 (USAF), depois do pouso na Estação de Aterrisaggem do Centro Espacial Kennedy, da NASA, em maio de 2017.
(Foto da Força Aérea dos EUA/U.S. Air Force Photo)

Dois meses depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos podem criar uma nova divisão militar para se concentrar nas atividades espaciais de segurança nacional, o Politico está informando que a CNA Corp., um centro de pesquisa e desenvolvimento financiado pelo governo federal dos Estados Unidos, está estudando maneiras para fazer com que isto aconteça.

Mas será uma Força Espacial (Space Force/USSF) separada, como a Força Aérea (Air Force/USAF)? Um Corpo Espacial, como o Corpo de Fuzileiros Navais (que é supervisionado pelo Departamento da Marinha)? Ou alguma outra coisa?

O George Nield, ex-chefe do escritório de transporte espacial comercial da Administração Federal de Aviação (FAA), apoia a idéia de uma Guarda Espacial Civil/Militar híbrida, análoga à Guarda Costeira.

Durante tempos de paz, a Guarda Espacial pode monitorar problemas de segurança relacionados a atividades espaciais comerciais. Mas durante tempos de guerra, ela seria integrada com o Departamento de Defesa. Tal arranjo preencheria uma lacuna no policiamento da fronteira final, disse Nield.

"Não há, hoje, nenhum departamento ou agência encarregada de administrar globalmente os interesses dos EUA no espaço", disse ele no último final de semana na Conferência Internacional de Desenvolvimento Espacial da Sociedade Espacial Nacional.

Outros, no painel do ISDC, defenderam um Corpo Espacial - que poderia ser criado sob o comando da Força Aérea, seguindo o modelo Marinha-Mariners.

"Se eu fosse balançar minha varinha mágica, poderia ser algo como alguma forma de força policial internacional, e um Corpo Espacial Militar dos EUA", disse Michael Laine, um ex-fuzileiro naval que atualmente é presidente e diretor estratégico do LiftPort Group, em Tacoma, Washington. "Acho que não há quase nenhuma maneira de não termos uma organização internacional ao estilo de policia; mas para interesses nacionais dos EUA acho que o Space Corps deve estar lá fora, em uma perspectiva militar, protegendo os interesses dos EUA."

Por muitos anos, oficiais militares dos EUA alertaram sobre o potencial de um “Pearl Harbor espacial” que começaria com um ataque a satélites em órbita. A responsabilidade pela segurança nacional no espaço tradicionalmente tem estado com a Força Aérea, mas a administração Trump e seu Conselho Nacional de Espaço têm levantado preocupações sobre a segurança espacial.

Autoridades da Força Aérea manifestaram reservas sobre a criação de um Corpo Espacial, dizendo que criaria mais burocracia sem melhorar a segurança nacional.

O Pentágono está programado para entregar um relatório, atualizado sobre sua abordagem de segurança espacial, ao Congresso até 1º de agosto. Um relatório final, incluindo recomendações para a legislação, deve ser entregue até o final do ano.

Para mais informações sobre o assunto, confira a reportagem da Space News - e, indo para o lado mais descontraído, confira este vídeo do YouTube do canal Schmoyoho:

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Fonte: *por Alan Boyle, editor aeroespacial e de ciências do site GeekWire (tradução livre) -  fontes checadas por PEM - Imagem: U.S. Air Force Photo (divulgação) - Vídeo: Schmoyoho/YouTube

sábado, 1 de setembro de 2018

Nasa confirma que Lua tem dois grandes depósitos de gelo




A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, informou que foram identificados dois polos na Lua que comprovam a existência de superfícies de gelo. São áreas mais escuras, distribuídas de forma irregular e que têm características de formações antigas e distintas.


No polo sul, a maior parte do gelo se concentra em crateras lunares, enquanto no norte é mais distribuído, embora em menor quantidade. (veja na imagem acima)

O trabalho foi realizado por cientistas da Universidade do Havaí, Brown University e do Centro de Pesquisas da Nasa. A equipe é liderada pelos pesquisadores Shuai Li, da Universidade do Havaí e Brown University, e Richard Elphic, da Nasa.

Os pesquisadores utilizaram dados captados por um instrumento denominado Moon Mineralogy Mapper (M3), da Nasa, que identificou aspectos específicos sobre a existência de gelo, água e vapor.

Disposto na nave não tripulada Chandrayaan-1, lançada em 2008, o M3 foi capaz de identificar a presença de gelo sólido na Lua, coletando informações que distinguem água líquida, vapor e gelo sólido.

Segundo a Nasa, a maior parte do gelo descoberto está nas crateras, do lado norte, pois ali as temperaturas são baixíssimas por causa da inclinação do eixo de rotação da Lua, uma vez que a luz não chega a essa região. No caso do lado sul, a formação de gelo pode ser explicada por outros fenômenos, como o movimento do sistema solar.
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Fonte: *Agência Brasil: "Nasa informa que a Lua tem dois depósitos de gelo" - Imagem: Gelo na Lua/NASA

domingo, 29 de julho de 2018

Astrônomos buscam o Planeta 9 e outros intrusos estelares




Pode um intruso estelar ter deformado nosso sistema solar externo? Novos resultados sugerem que uma estrela massiva uma vez se aproximou perigosamente do nosso sol - ajudando a moldar as características misteriosas que vemos hoje
por Shannon Hall/Scientific American*

A órbita ímpar do planeta anão Sedna (representação artística) e outros objetos do sistema solar exterior sugere
que uma estrela visitante pode ter se desviado, há muito tempo, para muito perto do sol. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Há um mistério se formando nos confins do nosso sistema solar.

Os astrônomos há muito acham que os oito planetas orbitam em círculos quase perfeitos porque eles já se formaram dentro do disco rodopiante de poeira e gás que circundava o jovem sol. Mas em 2003 os cientistas descobriram algo estranho: um planeta anão conhecido como Sedna, cuja órbita alongada o leva a duas vezes a distância de Plutão e a mais de 20 vezes a distância do sol. E não está sozinho. Desde os anos em que os astrônomos descobriram quase duas dúzias de objetos gelados distantes cujas órbitas são oblongas e estranhamente inclinadas em comparação com o plano do sistema solar. 

Para explicar tais esquisitices, os cientistas especularam que talvez esses mundos sejam cicatrizes de um passado violento, um sinal de que algo - talvez uma estrela passageira - os tenha tirado do curso na infância do nosso sistema solar. Ou talvez haja um nono planeta distante cuja gravidade esculpe suas peculiares órbitas.

A última hipótese ganhou força nos últimos anos, deixando a primeira na poeira, diz Susanne Pfalzner, astrônoma do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha. Anomalias nas órbitas de alguns pequenos objetos do sistema solar exterior acumularam evidências de um “Planeta Nove”, com aproximadamente 10 vezes a massa da Terra. Enquanto isso, um intruso estelar foi considerado muito improvável - até agora. 

Pfalzner e seus colegas publicaram recentemente um artigo para o arXiv, que foi aceito pelo The Astrophysical Journal, mostrando que estrelas podem zumbir por nosso sistema solar com muito mais frequência do que se pensava anteriormente. Não apenas os resultados conferem credibilidade a um sobrevôo estelar, mas também podem explicar em primeiro lugar como o indescritível Planeta Nove teria aterrissado em sua órbita ímpar.

Os astrônomos sabem que o sol nem sempre foi tão solitário. Nasceu dentro de um aglomerado de centenas a talvez dezenas de milhares de estrelas que se dispersaram apenas 10 milhões de anos depois. Assim, enquanto o sol ainda estava sepultado dentro daquele aglomerado, as estrelas teriam balançado de um lado para o outro, em uma dança vertiginosa, que facilmente poderia trazer uma valsa ao nosso nascente sistema solar. Mas depois que o grupo se desfez, a probabilidade de tal encontro caiu para quase zero, ou assim foi o pensamento. 

Entretanto, Pfalzner e seus colegas agora argumentam que as chances de um encontro permaneceram bastante altas depois que o aglomerado começou a se dispersar. Depois de muitas simulações por computador, descobriram que há uma chance de 20% a 30% de uma estrela, talvez tão grande quanto o Sol, passar quase tão perto quanto Plutão, em 50 a 150 unidades astronômicas. (Uma UA é a distância média da Terra ao Sol, ou 149.600.000 km.) E não há dúvidas de que uma aproximação tão perto certamente sacudiria todo nosso jovem sistema solar.

Embora os grandes planetas permanecessem imperturbados (assim como o sol é apenas ligeiramente desviado pelas gravidades menores dos oito planetas), o encontro perturbaria os objetos menores do sistema solar - lançando-os e colocando-os em órbitas ímpares nos confins distantes do sistema solar. Além disso, as simulações também recriaram uma segunda tendência que os astrônomos observaram no sistema solar, que objetos externos tendem a se agrupar no espaço. 

Eles viajam juntos em grupos unidos que cruzam o plano do sistema solar aproximadamente no mesmo local, antes de serem lançados de volta ao mesmo ponto distante. Em suma, as simulações, incluindo um intruso estelar, podem perfeitamente recriar as observações até o momento. "Mas se eles duram 4,5 bilhões de anos" ou durante toda a vida útil do sistema solar "é a pergunta de um milhão de dólares", diz Scott Kenyon, astrônomo do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, que não esteve envolvido na pesquisa. 

E Pfalzner concorda. Ela gostaria de modelar o comportamento de longo prazo para ver se essas mudanças vão durar toda a vida útil do sistema solar. Pode ser que um sobrevôo agrupe objetos por um momento cósmico antes de se tornarem aleatórios novamente. Se for esse o caso, então um planeta é a melhor explicação para as observações.

Os cientistas estão ansiosamente rastreando mais dados com várias campanhas diferentes de observação. Um punhado de equipes, por exemplo, já está vasculhando grandes pedaços do céu em busca de mais esquisitices no sistema solar externo. 

Scott Sheppard, um astrônomo da Carnegie Institution for Science, que não esteve envolvido no estudo, não pode conter sua excitação com o telescópio Synoptic Survey Telescope - de 8,4 metros de largura que provavelmente revelará centenas de novas rochas do sistema solar. "Que realmente vai abrir as comportas para tentar descobrir esses objetos distantes ”, diz ele. 

Enquanto isso, Kenyon está esperançoso de que a espaçonave Gaia, que está no processo de mapear um bilhão de estrelas com precisão sem precedentes, ajudará a encontrar nosso sol irmão, há muito perdido. Isso permitirá que os cientistas entendam melhor o aglomerado estelar em que nosso jovem sistema solar se formou, juntamente com a probabilidade de que outra estrela aproxime-se demais. "Gaia é o novo salvador do bloco", diz ele. 

Um estudo recente da Gaia chegou a traçar os caminhos de estrelas próximas ao passado e projetou esses caminhos para o futuro, apenas para descobrir que 25 estrelas se aproximam perigosamente de casa por um período de 10 milhões de anos. Essa contagem é sete vezes mais tráfego estelar nas proximidades, do que se pensava anteriormente. Então, é claro, há várias pesquisas em busca do evasivo Planeta Nove

Mas Pfalzner argumenta que a descoberta de outro membro importante do sistema solar não excluirá um sobrevôo estelar. "Não é um cenário ou -", diz ela. "Se o Planeta Nove existe, isso não seria de forma alguma uma contradição ao modelo flyby, mas possivelmente até um ponto a favor dele." 

Sua equipe argumenta a órbita prevista do Planeta Nove, que é também excêntrica (estendida) e inclinada (inclinada no plano do sistema solar), e provavelmente foi modelada pelo próprio intruso estelar. Assim, ela e outros continuarão a caçar tanto o Planeta Nove quanto outras esquisitices. 

Embora os astrônomos possam discordar sobre as especificidades da história da origem do nosso sistema solar, eles estão certos de que o tesouro de objetos já descobertos no sistema solar exterior está apenas no começo. Sedna era a ponta do iceberg, diz Sheppard. "Há tanto céu que não cobrimos até hoje que é bastante provável que haja algo muito grande por aí".
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Fonte: *Scientific American/por Shannon Hall " Did a Stellar Intruder Deform Our Outer Solar System? (tradução livre)

sábado, 7 de julho de 2018

Descoberta de vida extraterrestre está próxima, diz astrônomo




Ciência se aproxima da descoberta de vida fora da Terra, diz astrônomo - Corpos celestes podem abrigar vida microscópica 

via Agência Brasil*

A ciência está cada vez mais próxima de fazer uma descoberta que desperta a curiosidade humana há décadas: a existência de vida fora do planeta Terra. 

De acordo com o astrônomo Gustavo Porto de Mello, são grandes as possibilidades de essa notícia ser dada nos próximos dez anos.

Segundo ele, alguns corpos celestes têm surpreendido os cientistas por apresentarem possibilidades de abrigar vida, ainda que microscópica. Se até pouco tempo Marte era o favorito para dar essa boa nova, após a descoberta de água em seu subterrâneo, agora, com as recentes confirmações da presença de água em duas luas do Sistema Solar (Europa, do planeta Júpiter; e Encélado, de Saturno), os indícios de vida extraterrena ficaram ainda maiores.

Quem mais tem instigado os cientistas sobre a possibilidade de abrigar vida é a lua Europa.

“Essa lua desperta interesses desde as primeiras visitas das sondas Voyager, da Nasa [agência espacial norte-americana], que, no final dos anos 70, mostraram o satélite completamente coberto de gelo, com uma superfície lisa e sem crateras, o que indica estar sendo renovada”, disse o astrônomo Gustavo Porto de Mello, professor no Observatório do Valongo, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, os dados obtidos posteriormente pela sonda Galileu confirmaram essa conclusão. “Aparentemente havia algum tipo de atividade interna dentro dessa lua [Europa], que mantinha o gelo renovado de forma constante. A maneira mais fácil de entender esse efeito na superfície é supor que existe um oceano, possivelmente de grandes dimensões, abaixo do gelo”.

A Missão Cassini, em Saturno, observou também esse tipo de atividade na lua Encélado. A atividade interna do satélite foi capaz de manter a água líquida abaixo da superfície e ejetar água na forma de gêiseres. Imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble detectaram possíveis evidências de água jorrando também da superfície de Europa.

Gustavo Mello explica que, embora a sonda Galileu não tenha identificado água diretamente por meio de fotografia, foi observada uma distorção do campo magnético em Europa que, de acordo com os autores do estudo, deveria ter sido causada por emissões de água. “Ao ser enviada ao espaço, essa água é alterada pela luz do sol, gerando uma carga elétrica capaz de distorcer o campo magnético daquela lua. Foi isso o que a sonda mediu.”

A partir desses dados, foram feitas simulações por meio de computadores que reproduziram as características das plumas de água observadas pelo Hubble em Europa. Os resultados apresentaram medidas muito parecidas com as observadas pela Galileu.

“Surgiu então mais uma evidência, dentro de um corpo de evidências muito grande e acumulado há quase 30 anos, de modo que já dá para se afirmar com muita segurança que deve haver um oceano bastante extenso de água líquida debaixo da superfície de Europa”, destacou o astrônomo.

Segundo ele, a expectativa é que, diante de tantos dados, a descoberta de algum tipo de vida extraterrena ocorra em menos de dez anos. “Estou cada vez mais otimista de que encontraremos vida [extraterrena] nos próximos anos. Seja em um lugar como Europa ou Marte, seja em algum planeta [orbitando] em outra estrela, através da detecção do oxigênio na atmosfera. Vamos detectar alguma evidência clara. Possivelmente apenas de vida microbiana, mas já é um grande ponto de partida.”

De acordo com o astrônomo, existe uma grande divisão nas escolas de astrobiologia sobre a chance de se detectar uma biosfera complexa, com animais multicelulares e inteligência, como a terrestre. “É uma questão complicada e sem resposta clara, mas quase todo mundo concorda que vida microbiana, unicelular, simples, vai ser detectada”.

Europa Clipper

Mello tem grandes expectativas em relação à missão Europa Clipper, que está sendo planejada pela Nasa para explorar a lua de Júpiter nos primeiros anos da próxima década.

“Isso é importante porque nos últimos anos a Nasa vinha colocando muita ênfase em Marte, que é um planeta parecido com a Terra. Mas esses resultados recentes de Europa mostram uma mudança de pensamento, de modo que vai haver missões biológicas com o objetivo de buscar vida em lugares que são substancialmente diferentes da Terra”.

Segundo ele, é bastante possível que, caso sejam encontrados organismos vivos em Europa, eles sejam similares às chamadas bactérias termófilas encontradas na profundidade dos oceanos do planeta Terra.

“Da maneira como entendemos a vida na Terra, para haver vida é necessário haver três ingredientes: água líquida; uma certa química, principalmente a química orgânica do carbono, com moléculas capazes de fazer ligações; e energia, que aqui na Terra é principalmente fornecida pela luz do sol”, explicou o cientista.

No caso de Europa, a vida pode ter se desenvolvido abaixo do gelo. “Com a presença de água e com a química do carbono que já sabemos estar presente na composição do satélite. Havendo energia interna, teremos os três ingredientes necessários à vida”, acrescentou o astrônomo ressaltando que, nesse caso, seria algum tipo de vida marinha baseada na energia interna do satélite, e não na luz do sol.

Diante da curiosidade que assuntos como esse despertam nas pessoas, o Observatório do Valongo criou o projeto Vida no Universo. Por meio dele, os visitantes poderão se informar sobre diversos tipos de corpos celestes, além de eventos cósmicos e biológicos que podem vir a responder a velha e clássica pergunta: "Será que estamos sós?".
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Fonte: *Reprodução de Agência Brasil/Colaborou Adrielen Alves, repórter da Rádio Nacional/Edição: Lílian Beraldo - (tradução livre) - Imagem: Conceito artístico do cryobot e do hydrobot. Esses robôs estão nos estágios iniciais do design e podem parecer muito diferentes à medida que o design do robô evolui. NASA (Wikimedia Commons)

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Telescópio Espacial James Webb será lançado em 2021




Após revisão a NASA redefine o lançamento do Telescópio Webb para 2021, com orçamento de US$ 9,66 bi

por Alan Boyle, via GeekWire*

A Nasa disse que o lançamento de seu carro-chefe, o Telescópio Espacial James Webb, está sendo remarcado para 2021, com um preço total de US$ 9,66 bilhões.

Esse preço inclui um custo de desenvolvimento de US$ 8,8 bilhões, o que excede o teto do custo de desenvolvimento de US$ 8 bilhões determinado pelo Congresso americano em 2011. Essa foi a última vez que o projeto Webb passou por um debate do tipo "faça-ou-morra".

"O Congresso terá que re-autorizar o Webb através deste próximo ciclo de autorização", disse o administrador associado da Nasa, Steve Jurczyk, durante uma teleconferência anunciando a reinicialização.

Oficiais da NASA apoiaram fortemente a ir em frente com o telescópio, que está nos últimos estágios de teste e montagem. Espera-se que o telescópio de uso geral se baseie nas observações pioneiras do Telescópio Espacial Hubble e forneça insights sem precedentes sobre os exoplanetas e as fronteiras mais distantes do universo observável.

“Vale a pena a espera pelo Webb”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA. Esse sentimento foi apoiado pelo administrador da NASA, Jim Bridenstine, em um comunicado.

“O Webb é uma missão de alta prioridade que tem grande importância nacional para a agência e nós vamos seguir em frente ”, disse Bridenstine. “O Webb deixará, nos próximos anos, um legado excepcional de ciência e inovações técnicas de ponta e inspirará futuras gerações de astrônomos, exploradores, cientistas, artistas e engenheiros.”

Nos últimos dois anos, o cronograma de lançamento do Webb, em um foguete Ariane 5 da Agência Espacial Européia (ESA), foi remarcado de 2018 para 2019 e depois para 2020, e agora não acontecerá antes de 30 de março de 2021. A espera mais longa e o custo mais alto estão alinhados com uma avaliação de um conselho de revisão independente, chefiado pelo executivo aeroespacial veterano Tom Young.

Young confirmou que o custo dos atrasos estava aumentando em cerca de US$ 1 milhão por dia. O relatório de seu conselho traçou os empecilhos em cinco fatores, que vão desde erros humanos e problemas embutidos no processo de montagem até falta de experiência, complexidade de sistemas e otimismo excessivo.

Os erros humanos documentados anteriormente incluem o uso de um solvente que arruinou algumas das válvulas no sistema de propulsão do telescópio, a instalação inadequada de fixadores para a tampa da proteção contra o sol do telescópio e um teste de aquecimento conduzido com a voltagem errada.

Young disse que os erros poderiam ter sido evitados com “soluções simples que não foram implementadas”, mas acabou custando ao projeto US$ 600 milhões. O relatório do painel independente definiu 32 etapas para corrigir as falhas do projeto, trazendo mais supervisão e mais etapas de controle de qualidade.

"Estamos totalmente de acordo com 30 delas", disse Zurbuchen. Duas das recomendações se concentram em questões mais complexas e exigem uma revisão adicional, mas “concordamos plenamente com a intenção”, disse ele.

O projeto do Telescópio Espacial James Webb é significativamente mais complexo do que o Hubble porque foi projetado para fazer observações a partir de um ponto de equilíbrio gravitacional a 1,6 milhão de quilômetros da Terra, sem nenhum cenário para manutenção.

O telescópio super-resfriado exigirá um pára-sol que é dobrado em estilo origami para o lançamento, e tem que se desdobrar infalivelmente no espaço. Young disse que não havia “legado significativo” para tal sistema, o que aumenta o risco da missão.

"O sucesso da missão é a principal prioridade", disse ele.

O novo orçamento, de US$ 9,66 bilhões, inclui custos de integração e testes do telescópio, além de financiamento para os primeiros cinco anos de operação. Funcionários da NASA e cientistas prometeram manter o projeto em andamento para 2021, mesmo expressando aborrecimento e frustração por atrasos anteriores.

"Não se enganem", disse Zurbuchen. "Não estou feliz por estar aqui compartilhando esta história. Nós nunca queremos fazer isso. Nós sempre queremos falar sobre os sucessos que temos."
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Fonte: *GeekWire | After review, NASA resets Webb Telescope launch for 2021 with $9.66B price tag (tradução livre) - Imagem: NASA | O espelho do Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, sobe o chão da oficina,  durante a montagem no Goddard Space Flight Center da NASA.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

China quer ir a Marte em 2020




O programa chinês para lançar uma missão para Marte em 2020 está em estado “muito avançado”, declarou seu principal responsável, enquanto o gigante asiático avança em seu ambicioso programa espacial.


A sonda levará a bordo 13 peças de exploração, entre elas seis veículos robotizados, informou a agência oficial de imprensa Xinhua. “O programa de exploração de Marte se encontra muito avançado”, destacou o chefe da missão, Zhang Rongqiao.

“Os elementos transportados serão utilizados para reunir dados sobre o meio ambiente, a morfologia, a estrutura da superfície e da atmosfera de Marte”, acrescentou.

Zhang falou no Fórum Internacional de Pequim sobre Exploração Lunar e do Espaço Profundo, que aconteceu em 2017. O foguete “Longa Marcha 5” decolará do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na província tropical de Hainan, segundo a Xinhua.

Uma vez que a sonda estiver na órbita marciana, após uma viagem de sete meses de duração, uma parte se separará dela e pousará em um ponto do hemisfério norte do Planeta Vermelho. Serão implementados, então os veículos para explorar a superfície.

Pequim considera seu bilionário programa espacial um símbolo da ascensão de seu poder e do êxito do Partido Comunista chinês nas mudanças que melhoraram a situação econômica de um país muito afetado pela pobreza.

Em julho de 2017, foi lançado com sucesso o “Longa Marcha 4B”, transportando seu primeiro telescópio espacial de raios-X para estudar os buracos negros, os pulsares e as erupções de raios gama. Além disso, em abril do mesmo ano, a China pôs um laboratório em órbita, passo fundamental em direção ao seu objetivo de contar com uma estação espacial própria em 2022.


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Fonte: web:http://istoe.com.br - via mundo-ufo (reprodução atualizada) - Vídeo: YouTube

domingo, 6 de maio de 2018

Objeto estranho é encontrado em Marte




Um robô da NASA, a agência espacial americana, descobriu o que pode ser um meteorito metálico na superfície de Marte. Se confirmado, seria o terceiro objeto deste tipo encontrado pelo jeep-robô Curiosity desde agosto de 2012, quando pousou na superfície do planeta. 

O objeto estranho foi encontrado pelo robô Curiosity em 12 de janeiro de 2018 - Foto: Rover Curiosity (NASA)

“O objeto foi batizado de Ames Knob e e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel”, disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.

Uma imagem do objeto - feita em 12 de janeiro de 2018 - e disponibilizada no site da Nasa, revela que ele já foi “escaneado” pelo raio laser que o veículo usa para vaporizar parte da superfície de amostras, enquanto um espectrômetro detecta sua composição através da análise da nuvem de plasma provocada pelo raio.

Marte, o planeta vermelho

As imagens sugerem que o suposto meteorito poder ser feito de uma combinação entre ferro e níquel, e se isso for confirmado pela análise dos dados coletados pelo Curiosity, se saberá que ele foi formado a partir do núcleo de um asteroide. As imagens também revelam que o objeto tem sulcos compatíveis com o atrito de entrada na atmosfera de um planeta.


O objeto, batizado de Ames Knob, lembra outro meteorito
examinado pelo Curiosity em novembro, cuja análise
revelou uma composição de ferro e níquel
“O objeto foi batizado de Ames Knob e e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel”, disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.

Veículos-robô em Marte já encontraram sete meteoritos metálicos no planeta (pelo menos sete foram localizados por outros veículos americanos, o Opportunity e o Spirit), mas o interessante nisso tudo é essa particularidade de seu perfil. Na Terra, 95% dos meteoritos encontrados são rochosos.

Objeto foi encontrado pelo robô Curiosity. Close-up do objeto mostra marcas deixadas pelo laser do rover Curiosity

Por quê isso ocorreu? Pode ser fruto da diferença de ambientes entre os dois planetas no que diz respeito à erosão. Ou pelo fato de o terreno escarpado de Marte tornar mais difícil a localização de rochas específicas. A ausência de oxigênio e água na atmosfera de Marte impede a oxidação de objetos metálicos, que são erodidos pelo vento e mudanças de temperatura. 

Observações iniciais das imagens sugerem, de acordo com a revista New Scientist, que o meteorito pode ter caído há relativamente pouco tempo, pois sua superfície parece suave e brilhante – ele ainda não teria sido erodido. Só que também pode se tratar de um meteorito antigo que foi polido pelas violentas tempestades de areia que atingem o planeta.

Em outubro do ano passado, o Curiosity encontrou este meteorito na mesma região de Marte  -  Foto: NASA

O Curiosity percorreu mais de 15 km desde que pousou no interior da Cratera Gale, há quatro anos e meio. Os cientistas americanos esperam tentar criar uma linha de tempo para as transformações ambientais sofridas pelo planeta – acredita-se, por exemplo, que a cratera, hoje um imenso deserto assolado por ventos, já foi um imenso lago que poderia ter abrigado algum tipo de vida.
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Fonte: http://www.bbc.com/ | O estranho objeto encontrado pela NASA em Marte - Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch (reprodução)