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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

23 Frases de Friedrich Nietzsche

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu na cidade de Röcken em 15 de outubro de 1844, faleceu em Weimar, no dia 25 de agosto de 1900, ambas  na AlemanhaFoi um influente filósofo alemão do século XIX. Sua maior obra é o livro Assim falou Zaratustra, que influenciou significativamente o mundo moderno. Longe de ser um escritor de simples aforismas, é considerado um grande estilista da língua alemã, como o provaria Assim Falou Zaratustra, livro que ainda hoje é de dificílima compreensão estilística e conceitual.

Muito pode ser compreendido na obra de Nietzsche como exercício de pesquisa filológica, no qual unem-se palavras que não poderiam estar próximas ("Nascer póstumo"; "Deus Morreu", "delicadamente mal-educado", etc… ).

Adorava a França e a Itália, porque acreditava que eram terras de homens com espíritos-livres. Admirava Voltaire, e considerava como último grande alemão Goethe, humanista como Voltaire. Naqueles países passou boa parte de sua vida e ali produziu seus mais memoráveis livros. Detestava a arrogância e o anti-semitismo prussianos, chegando a romper com a irmã e com Richard Wagner, por ver neles a personificação do que combatia - o rigor germânico, o anti-semitismo, o imperativo categórico, o espírito aprisionado, antípoda de seu espírito-livre. Anteviu o seu país em caminhos perigosos, o que de fato se confirmou catorze anos após sua morte, com a primeira grande guerra e a gestação do Nazismo.

Seus principais interesses foram: epistemologia, ética, ontologia, filosofia da história e psicologia. Idéias notáveis: Morte de Deus, Vontade de Poder, Eterno retorno, Super-Homem, Perspectivismo, Apolíneo e Dionisíaco. Influências: Heráclito, Platão, Montaigne, Spinoza, Kant, Goethe, Schiller, Schopenhauer, Heine, Emerson, Poe, Wagner e Dostoiévski. Influenciados: Rilke, Jung, Iqbal, Jaspers, Heidegger, Bataille, Rand, Sartre, Camus, Deleuze, Foucault, Derrida e Sigmund Freud.

Conheça 23 frases e pensamentos do grande filósofo alemão Friedrich Nietzsche:

"A felicidade do homem está em 'eu quero'; a felicidade da mulher, em 'ele quer.' "

"Amamos a vida não porque nos habituamos com a vida, mas porque nos habituamos a amar."

"Aquele que luta contra monstros deve acautelar-se, para não se tornar também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."

"Aquilo que se faz por amor, parece ir sempre além dos limites do bem e do mal."

"As paisagens insignificantes existem para os grandes paisagistas; as paisagens raras e notáveis são para os pequenos."

"É necessário ter o caos aqui dentro para gerar uma estrela."

"Eis a fórmula da felicidade: um Sim, um Não, uma linha reta, uma meta..."

"Existo, logo penso."

"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar em ti."

"Há homens que nascem póstumos."

"Não é a força mas a constância dos bons resultados que conduz os homens à felicidade."

"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas."

"Não há fatos, só interpretações."

"Não há nada que deprima mais o ser humano (mais depressa) do que a paixão do ressentimento."

"Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter de mudar as nossas opiniões."

"O filósofo, como o entendo, é um explosivo terrível na presença do qual tudo está em perigo."

"O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo."

"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Giordano Bruno, queimado vivo há 419 anos




1600: Giordano Bruno queimado - com autoria de Norbert Ahrens, para Deutsche Welle*


Há 419 anos, em 17 de fevereiro de 1600, uma quinta-feira ensolarada, Roma presenciou um espetáculo dantesco. Centenas de pessoas lotaram o Campo dei Fiori (Campo das Flores), uma praça no centro da cidade, para assistir à morte na fogueira de Giordano Bruno, por ordem da “Santa Inquisição”.

“Posso ter sido qualquer coisa, menos um blasfemador.” Esta frase teria sido dita por Giordano Bruno no dia de sua execução. Em 17 de fevereiro de 1600, ele foi queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, onde é relembrado desde 1899 com um monumento.

Ao contrário de Galileo Galilei (1564–1642), Bruno negou-se a refutar a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler (1571–1630) de que a Terra girava em torno do Sol. Além disso, por ser padre e teólogo, suas heresias e dúvidas, em relação à Santíssima Trindade, por exemplo, partiam de dentro da Igreja e foram interpretadas como um ato de insubordinação ao papa.

Nascido numa família da nobreza de Nola (próximo ao Vesúvio) em 1548, inicialmente chamava-se Fellipo Bruno. Aos 13 anos, começou a estudar Humanidades, Lógica e Dialética em Nápoles, no mesmo convento em que São Tomás de Aquino vivera e ensinara.

Em 1565, aos 17 anos, recebeu o hábito de dominicano, ocasião em que mudou o nome para Giordano. Ordenado sacerdote em 1572, continuou seus estudos de Teologia no convento, concluindo-os em 1575.

Fuga das autoridades eclesiásticas

Sua vida acadêmica foi marcada pela fuga constante das autoridades eclesiásticas. Lecionou em Nápoles, Roma, Gênova, Turim, Veneza, Pádua e Londres, antes de se mudar para Paris em 1584. Passou o período de 1586 a 1591 em Praga e nas cidades alemãs de Marburg, Wittenberg, Frankfurt e Helmstedt, onde escreveu a que é considerada sua principal obra: “Sobre a associação de imagens, os signos e as ideias”.

Apesar das advertências de amigos, voltou para a Itália em 1591, convicto de que na liberal Veneza não cairia nas garras da Inquisição. Mas logo foi preso e levado para Roma, onde passou seu últimos anos na prisão.

Giordano Bruno teria caído numa armadilha ao retornar à Itália. Na Feira do Livro de Frankfurt de 1590, uma dupla de livreiros a serviço do nobre veneziano Giovanni Mocenigo o teria convidado a ir a Veneza ensinar Mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, na qual era um perito. Pouco depois de sua volta, desentendeu-se com Mocenigo, que o trancou num quarto e chamou os agentes da Inquisição.

Encarcerado na prisão de San Castello no dia 26 de maio de 1592, seu julgamento começou em Veneza, foi transferido para Roma em 1593 e chegou à fase final na primavera europeia de 1599. Durante os sete anos do processo romano, Bruno negou qualquer interesse particular em questões teológicas e reafirmou o caráter filosófico de suas especulações.

Essa defesa não satisfez os inquisidores, que pediram uma retratação incondicional de suas teorias. Como se mantivesse irredutível, foi condenado devido à sua doutrina teológica de que Jesus Cristo era apenas um mágico de habilidade incomum, que o Espírito Santo era a alma do mundo e que o demônio seria salvo um dia.

Ao ouvir sua sentença, a 8 de fevereiro de 1600, teria dito aos juízes: “Vocês pronunciam esta sentença contra mim com um medo maior do que eu sinto ao recebê-la”.

Contribuição intelectual decisiva

A Congregação do Santo Ofício, presidida pelo papa Clemente VIII (1592–1605), ainda concedeu ao “herege impertinente e pertinaz” oito dias de clemência para um eventual arrependimento.

A capitulação de Bruno teria um forte efeito propagandístico num ano da “graça” como o de 1600. Mas ele preferiu enfrentar a pena de morte a renegar suas idéias. Seus trabalhos foram proibidos e publicados no Índex da igreja de Roma em agosto de 1603 e só foram liberados pela censura do Vaticano em 1948.

Segundo os historiadores, Giordano Bruno prestou uma contribuição intelectual decisiva para acabar de vez com a Idade Média. Morto aos 52 anos, tornou-se um mártir do livre pensamento. Ele foi vítima da intolerância religiosa típica da chamada Contrarreforma, a batalha travada pela Igreja Católica contra a Igreja Reformada.

O martírio de Giordano Bruno em 1600, seguido do julgamento de Galileo Galilei em 1616, abriu um fosso de desconfiança entre a ciência e a igreja de Roma.
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Fonte: *DW: Made for Minds/Notícias/Calendário Histórico/1600: Giordano Bruno queimado - Imagem: Giordano Bruno/e-alliance/maxppp/DW/Divulgação

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O que é método científico?




por Isaac Asimov*, do livro "Asimov Explica"

Método científico é, obviamente, o método usado pelos cientistas ao fazerem descobertas científicas. 

Esta definição, porém, parece não ajudar muito. É possível entrar em maiores detalhes?

Poderíamos dar uma versão idealizada do método:


  1. Reconhecer que existe um problema – pode-se perguntar, por exemplo, por que o movimento dos corpos é acelerado em certas condições e retardado em outras.
  2. Selecionar e desprezar aspectos não essenciais do problema. Por exemplo, o cheiro de um objeto é irrelevante ao seu movimento.
  3. Coletar todos os dados disponíveis referentes ao problema. Na Antiguidade e na Idade Média, essa atitude equivalia a apenas uma observação perspicaz da natureza, tal qual era. Com o advento dos Tempos Modernos, surgiu a noção de que o homem poderia intervir no curso da natureza, podendo planejar uma situação na qual os objetos fossem levados a se comportar de forma que os dados obtidos estivessem relacionados com o problema em questão. Esferas poderiam ser postas a rolar sobre planos inclinados, variando-se ora o ângulo de inclinação do plano, ora a sua superfície, ora o tamanho das esferas etc. Tais situações deliberadamente planejadas constituem os experimentos em devido ao papel central que desempenham na Ciência Moderna, esta é, por vezes, denominada “Ciência Experimental”, a fim de distingui-la da ciência dos gregos antigos.
  4. De posse desses dados, formular uma generalização provisória que os descreva do modo mais simples possível – algum enunciado breve ou alguma relação matemática. Eis uma hipótese.
  5. A hipótese permite prever resultados de experimentos que sem ela nem mesmo se teria pensado em realizá-los. Realizá-los e verificar a validade da hipótese.
  6. Caso os experimentos correspondam ao esperado, a hipótese é fortalecida e talvez passe a ser considerada uma teoria ou mesmo uma “lei natural”.

Claro está que nenhuma teoria ou lei natural é estabelecida de maneira conclusiva. O processo acima descrito repete-se continuamente. Mediante novos dados, novas observações e novos experimentos, as leis naturais mais antigas vão sendo constantemente suplantadas por leis mais gerais, que não só explicam tudo o que as anteriores explicavam, porém vão mais além.

Como já foi mencionado, essa é uma versão idealizada do método científico. Na prática, os cientistas não necessitam segui-la como a um conjunto de “receitas” científicas e, geralmente, não o fazem.

Fatores tais como intuição, rápidos vislumbres mentais (insights) ou mera sorte tem, mais do que quaisquer outros, um papel a desempenhar. A história da ciência é pródiga em exemplos de cientistas que tiveram repentinas e inspiradas ideias a partir de dados bastante inadequados e de pouca ou nenhuma base experimental, chegando a verdades úteis que talvez levassem anos para serem atingidas, seguindo-se passo a passo a versão idealizada do método científico.

A estrutura do benzeno ocorreu a F. A. Kekulé enquanto ele dormitava em um ônibus. Otto Loewi despertou no meio da noite com a solução para o problema da condução sináptica. Donald Glaser estava a olhar distraidamente para o copo de cerveja quando teve a ideia para a câmara de bolhas.

Quer isso dizer, afinal, que tudo o que se requer é apenas sorte e nenhum esforço intelectual? Não, mil vezes não! Esse tipo de “sorte” o ocorre apenas aos melhores cérebros; apenas àqueles indivíduos cuja “intuição” é fruto de grande experiência, profunda compreensão e árdua reflexão.

*Isaac Asimov foi escritor e bioquímico nascido na Russia.  Foi um dos maiores autores de Ficção Científica da História e um dos grandes nomes da divulgação científica de todos os tempos.
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Fonte: ASIMOV, Isaac. Asimov Explica. Trad. Edna Feldman. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1986. - Imagem: Isaac Asimov/telly gacitua/Flickr (CC BY-ND 2.0)

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Frases e Pensamentos de B. F. Skinner




B. F. Skinner / Wikimedia Commons
Burrhus Frederic Skinner (20/03/1904 — 18/08/1990) foi um autor e psicólogo norte-americano.

Conduziu trabalhos pioneiros em psicologia experimental e foi o propositor do behaviorismo radical, abordagem que busca entender o comportamento em função das inter-relações entre a filogenética, o ambiente (cultura) e a história de vida do suposto individuo.

A base do trabalho de Skinner refere-se a compreensão do comportamento humano através do comportamento operante.

O trabalho de Skinner é o complemento e o coroamento de uma escola psicológica. Skinner adotava práticas experimentais derivadas de física e outras ciências.

Outros importantes estudos do autor referem-se ao comportamento verbal humano e a aprendizagem.

B. F. Skinner deixou um grande legado à humanidade, em rica e vasta obra... segue abaixo apenas uma pequena síntese de seu trabalho,  através de algumas das suas frases e pensamentos mais célebres, que todos deveriam conhecer:

“Ciência é a disposição para aceitar fatos, mesmo quando eles se opõe aos desejos” 

“Analisar cientificamente a cultura permite-nos não apenas entender o seu efeito, permite também alterar o planejamento cultural”  

“Os principais problemas enfrentados hoje pelo do mundo só poderão ser resolvidos se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano” 

“O que é o Amor se não outro nome para reforçamento positivo?”  

“Os homens agem sobre o mundo, modificam-no, e são modificados pelas consequências de suas ações. Certos processos, e que o organismo humano compartilha com outras espécies alteram o comportamento de tal forma que ele obtém um intercâmbio mais seguro e mais útil com um ambiente particular. Quando o comportamento apropriado tem sido estabelecido, suas consequências trabalham por meio de processos similares, aumentando sua força. Se por acaso o ambiente se modifica, velhas formas de comportamento desaparecem, enquanto novas consequências constroem novas formas” 

“Um ambiente físico e cultural diferente fará um homem diferente e mais consciente” 

“A educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido"

“Os homens são felizes em um meio ambiente no qual o comportamento ativo, produtivo, e criativo é reforçado de forma efetiva” 

“Seja inato ou adquirido, o comportamento é selecionado por suas consequências” 

“O condicionamento operante modela o comportamento como o escultor modela a argila” 

“Quando nosso comportamento é reforçado positivamente, nós dizemos que gostamos do que estamos fazendo; dizemos que estamos felizes” 

“O auto-conhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo. Uma pessoa que se tornou consciente de si mesma, por meio de perguntas que lhe foram feitas, está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento”  

“Ensinar é simplesmente o arranjo de contingências de reforçamento”  

“O importante sobre a uma cultura, assim definida, é que ela evolui. Uma prática surge como uma mutação, afeta as probabilidades de o grupo vir a solucionar seus problemas; e, se o grupo sobreviver, a prática sobreviverá com ele” 

“Poderíamos solucionar muitos dos problemas de delinquência e criminalidade, se pudéssemos mudar o meio em que foram criados os transgressores” 

”Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente” 
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Fonte: Com informações de Wikipédia e coletânea de frases disponibilizadas na web - Imagem: Wikimedia Commons

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Frases e Pensamentos de Jacques Lacan




Jacques-Marie Émile Lacan
Jacques Lacan (13/04/1901 — 9/09/1981) foi um psicanalista francês. Depois dos estudos em Medicina, Lacan se orientou em direção à Psiquiatria e fez seu doutorado em 1932. Depois de ser analisado por Rudolph Loewenstein, ele passou a integrar a Sociedade Psicanalítica de Paris (SPP) em 1934, e nesta é eleito membro titular em 1938. É depois da Segunda Guerra Mundial que seu ensino toma importância. Teve contato com a psicanálise através do surrealismo e a partir de 1951, opondo-se aos pós-freudianos que promoveram a Psicologia do Ego, propõe um retorno a Freud.

Jacques Lacan foi um dos grandes interpretes de Freud e deu nascimento a uma corrente psicanalítica: o lacanismo.

Ao longo de todo seu percurso intelectual Lacan dialogou com o pensamento filosófico de autores como Immanuel Kant, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Martin Heidegger, Alexandre Kojève, Alexandre Koyré, Jean-Paul Sartre. Seu pensamento influenciou vários filósofos contemporâneos entre os quais Jacques Derrida, Slavoj Žižek, Alain Badiou.

Lacan deixou um grande legado à humanidade, em rica e vasta obra... segue abaixo apenas uma pequena síntese de seu pensamento, através de algumas das suas frases e pensamentos mais célebres, que todos deveriam conhecer:

“O  inconsciente é estruturado como uma linguagem”  

“Penso onde não sou; portanto, sou onde não me penso”  

“Amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”  

“Só há amor por um nome”  

“A verdade só pode ser dita nas malhas da ficção”  

“Todo amor é recíproco, mesmo quando não é correspondido”  - Jacques Allain Miller foi um dois maiores comentadores de seu xará Jacques Lacan. Sobre esta frase, ele diz: “Repete-se esta frase sem compreendê-la ou compreendendo- a mal. Ela não quer dizer que é suficiente amar alguém para que ele vos ame. Isso seria absurdo. Quer dizer: ‘Se eu te amo é que tu és amável. Sou eu que amo, mas tu, tu também estás envolvido, porque há em ti alguma coisa que me faz te amar. É recíproco porque existe um vai-e-vem: o amor que tenho por ti é efeito do retorno da causa do amor que tu és para mim. Portanto, tu não estás aí à toa. Meu amor por ti não é só assunto meu, mas teu também. Meu amor diz alguma coisa de ti que talvez tu mesmo não conheças’. Isso não assegura, de forma alguma, que ao amor de um responderá o amor do outro: isso, quando isso se produz, é sempre da ordem do milagre, não é calculável por antecipação”

“O desejo enquanto real não é da ordem da palavra e sim do ato”  

“Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou”  

“O sintoma é a inscrição do simbólico no real”  

“O sintoma define o modo como cada um goza do inconsciente, na medida que o inconsciente o determina”  

“O sintoma, é o significante de um significado recalcado da consciência do sujeito. …é uma fala em plena atividade, pois inclui o discurso do outro no segredo de seu código”   

“Só há inconsciente no ser falante. …O inconsciente, isso fala”  

“Existe algo de inconsciente, ou seja algo da linguagem que escapa ao sujeito em sua estrutura e seus efeitos e que há sempre no nível da linguagem alguma coisa que está além da consciência. É aí que pode se situar a função do desejo” 
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Fonte: Com informações de Wikipédia e Psicologia MSN.com - Imagem: Wikimedia Commons

sábado, 19 de maio de 2018

Frases e Pensamentos de Carl Gustav Jung



C. G. Jung em 1912
Carl Gustav Jung (26/07/1875 - 6/07/1961) foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica. Jung propôs e desenvolveu os conceitos de personalidade extrovertida e introvertida, arquétipo e inconsciente coletivo. Seu trabalho tem sido influente na psiquiatria, psicologia, ciência da religião, literatura e áreas afins.

O conceito central da psicologia analítica é a individuação - o processo psicológico de integração dos opostos, incluindo o consciente e o inconsciente, mantendo, no entanto, a sua autonomia relativa. Jung considerou a individuação como o processo central do desenvolvimento humano.

Ele criou alguns dos mais conhecidos conceitos psicológicos, incluindo o arquétipo, o inconsciente coletivo, o complexo, e a sincronicidade. A classificação tipológica de Myers Briggs (MBTI), um instrumento popular psicométrico, foi desenvolvido a partir de suas teorias.

Via a psique humana como "de natureza simbólica", e fez, deste simbolismo, o foco de suas explorações. Ele é um dos maiores estudiosos contemporâneos de análise de sonhos e simbolização. Embora exercesse sua profissão como médico e se considerasse um cientista, muito do trabalho de sua vida foi passado a explorar áreas tangenciais à ciência, incluindo a filosofia oriental e ocidental, alquimia, astrologia e sociologia, bem como a literatura e as artes. Seu interesse pela filosofia e ocultismo levaram muitos a vê-lo como um místico.

Jung deixou um grande legado à humanidade, em rica e vasta obra... segue abaixo apenas uma pequena síntese de seu pensamento, através de algumas das suas frases e pensamentos mais célebres, que todos deveriam conhecer e assimilar:

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”

“Aquele que olha para fora sonha. Mas o que olha para dentro acorda”

“O que não enfrentamos em nós mesmos, encontraremos como destino”

“Tudo que nos irrita nos outros pode levar-nos a uma melhor compreensão de nós mesmos”

“O livre-arbítrio é a capacidade de fazer com alegria aquilo que eu devo fazer”

“Do mesmo modo que aquele que fere ao outro fere a si próprio, aquele que cura, cura a si mesmo”

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos.”

“Mais cedo ou mais tarde tudo se transforma no seu contrário”

“O principal objetivo da Terapia Psicológica não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece no equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade”

“Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que sirva para todos”

“Uma neurose é sinal de acúmulo de energia no inconsciente, ao ponto de ser uma carga capaz de explodir”

“Há coisas que ainda não são verdadeiras, que, talvez, não tenham o direito de ser verdadeiras, mas que poderão ser amanhã”

“O melhor trabalho político, social e espiritual que podemos fazer é parar de projetar nossas sombras nos outros”

“Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método para lidar com a escuridão dos outros”

“Tudo vem de muito longe e tudo aponta para o futuro, de coisa alguma podendo afirmar-se com segurança se é somente o fim ou se já é princípio”

“O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera. Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que atingirá sua casa sem que ele perceba”

“Mas o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor, o mais admirável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, e precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar?”

“Tuas ideias estão tão fora de teu si-mesmo quanto as árvores e os animais estão fora de teu corpo”

“Como a experiência mostra, a psique objetiva é autônoma em alto grau. Se assim não fosse, não poderia exercer a sua função própria, que é a compensação da consciência. A consciência é passível de ser domesticada como um papagaio, mas isto não se dá com o inconsciente. Por isso Santo Agostinho agradeceu a Deus por não tê-lo responsabilizado por seus sonhos”

“Assim como tendes parte na natureza multiforme do mundo através de vosso corpo, assim tendes parte na natureza multiforme do mundo interior através de vossa alma. Este mundo interior é realmente infinito e em nada mais pobre do que o exterior. O ser humano vive em dois mundos. Um demente vive aqui ou lá, mas nunca aqui e lá”

“…a pessoa é masculina e feminina, não é só homem ou só mulher. De tua alma não sabes dizer de que gênero ela é. Mas se prestares bem atenção, verás que o homem mais masculino tem alma feminina, e que a mulher mais feminina tem alma masculina. Quanto mais homem és, tanto mais afastado de ti o que a mulher realmente é, pois o feminino em ti mesmo te é estranho e desprezível”

“O conhecimento da verdade é a intenção mais elevada da ciência e considera-se mais uma fatalidade do que intenção se, na procura da luz, provocar algum perigo ou ameaça. Não é que o homem de hoje seja mais capaz de cometer maldades do que os antigos ou os primitivo. A diferença reside apenas no fato de hoje ele possuir em suas mãos meios incomparavelmente mais poderosos para afirmar a sua maldade. Embora sua consciência se tenha ampliado e diferenciado, sua qualidade moral ficou para trás, não acompanhando o passo. Esse é o grande problema com que nos defrontamos. Somente a razão não chega mais a ser suficiente!”

“O terapeuta também está em análise, tanto como o paciente…razão porque também está exposto às influências transformadoras. Na medida em que o terapeuta se fecha à esta influência, ele também perde sua influência sobre o paciente”

“Todo mundo carrega uma sombra, e quanto menos ela está incorporada na vida consciente do indivíduo, mais negra e densa ela é. Se uma inferioridade é consciente, sempre se tem uma oportunidade de corrigi-la. Além do mais, ela está constantemente em contato com outros interesses, de modo que está continuamente sujeita a modificações. Porém, se é reprimida e isolada da consciência, jamais é corrigida, e pode irromper subitamente em um momento de inconsciência. De qualquer modo, forma um obstáculo inconsciente, impedindo nossos mais bem-intencionado propósitos”
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Fonte: Com informações e imagem de Wikipédia - pesquisa de frases na web


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Friedrich Wilhelm Nietzsche e Schopenhauer



Vítima de infecção pulmonar, o filósofo morreu em 25 de agosto de 1900, incógnito, deixando uma vasta e profunda obra, sem ser ouvido e muito menos compreendido por sua época. No entanto, tivera sua obra consagrada ao longo do século XX. 

Hoje ele tem o privilegio de ser citado entre os nomes dos mais importantes pensadores da história da humanidade.

Nietzsche começou sua carreira como filólogo clássico antes de se voltar para a filosofia. Decidiu que escreveria filosofia depois de deparar-se com a monumental obra de Arthur Schopenhauer, um momento decisivo em sua vida, o momento no qual Nietzsche encontrara seu educador, segundo ele, o filósofo modelo. 
“Se tentar descrever o acontecimento que foi para mim o primeiro olhar lançado sobre os escritos de Schopenhauer, devo primeiramente me deter a uma idéia que me perseguia em minha juventude, mais frequente e mais opressora que qualquer outra. Quando há pouco me comprazia em formular desejos, imaginava que o terrível esforço, o temível dever de ter de me ocupar de minha própria educação me seria poupado pelo destino, porque encontraria no devido tempo um filósofo que fosse meu educador, um verdadeiro filósofo que pudesse seguir sem hesitar, uma vez que poria nele mais confiança que em mim mesmo.”  
— Nietzsche, in Schopenhauer O Educador, pág. 21.
Não obstante, anos depois, Nietzsche se voltou contra a filosofia de Schopenhauer. Não poderia ser diferente, visto que para Nietzsche “mal se recompensa um mestre, se dele ficarmos sempre discípulos”: 
“(...) Vós me venerais! Mas que acontecerá se um dia vossa veneração desaparecer? Tomai cuidado para que uma estátua não vos esmague! Dizeis que acredita em Zaratustra, mas que importa Zaratustra? Vós sóis meus fiéis, mas que importam todos os fiéis? Vós ainda não vos havíeis procurado quando me encontrastes. Assim fazem todos os fiéis. Por isso é que toda fé é tão pouca coisa.” 
— Nietzsche, in Assim Falava Zaratustra. 

Texto de Fracisco Wiederwild


quinta-feira, 23 de março de 2017

A ditadura perfeita terá as aparências da democracia e os escravos terão amor à sua escravidão



Admirável mundo novo: até quando uma ficção?

Admirável mundo novo: a proximidade cada vez maior das ficções com o mundo real. Nosso destino se assemelhará à distopia de Aldous Huxley?

Um dos critérios de caracterizar um livro como “clássico” baseia-se no fato de suas ideias nunca envelhecerem. 

Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1932, é um deles. Suas mensagens mantém-se atuais, assim como outros clássicos de autores contemporâneos, como 1984, A Revolta de Atlas e A Revolução dos Bichos.

O livro narra uma sociedade planejada e construída para o bem coletivo. Uma sociedade que molda as pessoas desde antes de seu nascimento e por toda sua infância, com o objetivo de definir antecipadamente seus papéis internos determinados pelas suas castas sociais. Essa moldagem resulta em uma conformação mental generalizada de seus direitos e deveres, garantindo ao controle estatal a manutenção da ordem social, sem quaisquer ameaças de protestos. É um resultado clássico onde a personalidade não é própria, individual, mas uma personalidade representante de um coletivo.

Não há liberdade de pensamento. Não há estímulos para se pensar diferente. A ojeriza à literatura, disponibilizada apenas para determinadas castas, é construída através de condicionamento das crianças através de choques elétricos cada vez que tocam nos livros (lembra muito o proselitismo recente contra o hábito de leitura por um ex-presidente, uma de suas grandes contribuições para a atual idiocracia que vivemos). Um leve pensamento crítico, manifestado por um dos protagonistas, é motivo de chacota e ameaças concretas, assim como ocorre hoje nos casos de tentativa de censura e desqualificações sem argumentos promovidos pelo JEG*. A falta deste pensamento crítico na distopia de Huxley é uma das perdas da condição de humanidade dos cidadãos. O admirável mundo novo não seria tão admirável assim.


Uma das defesas dos ideólogos dessa sociedade é a proclamação da felicidade geral. Mas como uma ideia da felicidade pode ser construída sob os pilares da mentira? A droga “soma”, distribuída pelo governo, mantém a população despreocupada e feliz, reprimindo o pensamento independente e compelindo as pessoas a aceitarem e acreditarem na realidade existente. Pensamentos independentes seriam ameaças extremas à manutenção da sociedade. Quanto tempo falta para criarmos um índice de felicidade em nosso país? Qual seria a nota dada para este índice pelo Cypher, do filme Matrix, que dizia que a ignorância pode ser uma benção?

A inexistência de responsabilidade pelas suas escolhas também pode ser uma benção. No admirável mundo novo de Huxley não havia necessidade de preocupações, pois as ações eram dirigidas para a eliminação do imprevisível da vida social e para o hedonismo. Liberdades sexuais e a inexistência da instituição familiar propiciavam o alardeamento da ideia de que o mundo onde se vive é perfeito, uma utopia. Você não é você. Você é uma classe, um coletivo, uma raça, uma minoria. O Brasil pontuações extremas nesse tema, na medida que negros, LGBTs, índios e companhia já não podem pensar por si próprios como ser humano, mas sim como pertencente a uma casta. Joaquim Barbosa que o diga, após ser difamado pela mídia chapa branca porque seu julgamento pessoal “deu as costas” para sua “raça”, como se nisso houvesse algum sentido**. E quando não houver mais excluídos, o processo de criação ocorre novamente.

O livro, entretanto, deixa um viés de que o desenvolvimento tecnológico pode ser usado para calar a liberdade. Entendo porém, que é justamente a tecnologia que está, aos poucos, nos libertando das ideologias nocivas incorporadas na nossa mente através da Revolução Gramsciana, em função desse grande canal de comunicação mundial denominado internet. Sem ele, governos e grupos econômicos vivendo em simbiose - dependendo do local tendendo ao comensalismo ou parasitismo, já teriam dado passos mais largos para a construção dessa sociedade coletivizada. O que não impediu, entretanto, que nosso país tenha regredido várias casas nos últimos anos. Precisamos acordar logo! E tornar o mundo novo, futuro, realmente admirável.

A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão. – Aldous Huxley

*JEG: Jornalismo da Esgotosfera Governista
** Decidiu aposentar-se precocemente da presidência do STF em funções de ameaças que vinha recebendo


Huxley, Aldous

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. 

Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. 

Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. 

Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários. 

Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos.


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