Translate

Mostrando postagens com marcador literatura brasileira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura brasileira. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Os 10 livros mais vendidos no 1º semestre de 2017



Veja a lista dos dez livros mais vendidos em 2017 no Brasil: Só os livros da lista venderam mais de 600 mil cópias no 1º semestre do ano! Siga os links para mais informações sobre cada uma das obras...

1. Batalha Espiritual, de Padre Reginaldo Manzotti – 87 mil cópias vendidas
Obra retrata a batalha entre o bem e o mal, isto é, entre os que se encontram do lado de Deus e o Inimigo, que deseja desvirtuar todos os homens e mulheres de boa vontade. http://acesse.vc/v2/2752c60039d

2. O Homem Mais Inteligente da História, de Augusto Cury – 85 mil cópias vendidas
Relata a história de Dr. Marco Polo, psicólogo e pesquisador, desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção. http://acesse.vc/v2/275a98ce424

3. Por que fazemos o que fazemos?, de Mario Sergio Cortella – 71 mil cópias vendidas
O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda as principais preocupações com relação ao trabalho. Aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito e a motivação em tempos difíceis. http://acesse.vc/v2/275cb105db1

4. Rita Lee: uma auto-biografia, de Rita Lee – 67 mil cópias vendidas
Conta a vida de Rita Lee, do primeiro disco voador ao último porre. A infância e os primeiros passos na vida artística, sua prisão em 1976, o nascimento dos filhos e muitos outros acontecimentos contados de forma minuciosa. http://acesse.vc/v2/27540486ddf

5. O Poder da Ação, de Paulo Vieira – 61 mil cópias vendidas
Paulo Vieira convida o leitor a quebrar o ciclo vicioso e iniciar um caminho de realização. Para isso, ele apresenta o método responsável por impactar 250 mil pessoas ao longo de sua carreira – e que pode ser a chave para o que o leitor tanto procura. http://acesse.vc/v2/275a8c3cfce

6. Ansiedade: como curar o mal do século, de Augusto Cury – 59 mil cópias vendidas
O autor apresenta a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), uma das doenças mais penetrantes da atualidade. Ainda pouco conhecida por psicólogos e psicopedagogos. http://acesse.vc/v2/27539c888d0

7. Propósito de Sri Prem Baba – 56 mil cópias vendidas
História é focada na expansão do diálogo amoroso e aborda temas que têm a ver com os anseios mais íntimos do ser humano. http://acesse.vc/v2/2755c3e683f

8. Quatro Vidas de um Cachorro, de Bruce Cameron – 52 mil cópias vendidas
Um cão, após renascer várias vezes, imagina que há razão para seu retorno, um propósito a cumprir, e que, enquanto não o alcançar, continuará renascendo. http://acesse.vc/v2/275b8ba070a

9. Harry Potter e A Criança Amaldiçoada, de J.K. Rowling – 49 mil cópias vendidas
Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. http://acesse.vc/v2/275ad5705de

10. Depois de Você, de Jojo Mayes – 44 mil cópias vendidas
O livro narra a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, que precisa reinventar sua vida após sofrer um grave acidente. http://acesse.vc/v2/275da08b8ef

*Dados referentes ao 1º semestre de 2017

Recomendado para você

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

52 MITOS POP - MENTIRAS E VERDADES



O homem pousou na Lua ou foi uma superprodução de Hollywood? Livro desvenda mitos pop


O jornalista Pablo Miyazawa se dedica a dissecar as mentiras e verdades do mundo da música e do cinema no livro “52 Mitos Pop - Mentiras e Verdades nos Boatos do Mundo do Entretenimento

A mágica começa quando o leão dos estúdios cinematográficos da Metro Goldwyn Mayer emite o terceiro rugido. É aí que se deve apertar o play, ou colocar a agulha, no início do disco “The Dark Side of The Moon” para se conhecer o mistério: o Pink Floyd compôs compasso por compasso de sua obra de 1973 para ser a trilha sonora do filme “O Mágico de Oz”, de 1939. Quando se vê o filme ouvindo o disco, um está milagrosamente casado com o outro. As batidas do coração do Homem de Lata são ouvidas no final da música Eclipse e a cena do furacão que leva a casa de Dorothy é envolvida pelo clima de “The Great Gig in the Sky”. Mito ou verdade?

Dia 2 de janeiro de 2008. O ator Heath Ledger é encontrado morto nu, entre remédios jogados na cama de seu apartamento em Nova York. O culpado: Coringa. Sim, o personagem interpretado por ele em “Batman - O Cavaleiro das Trevas” com uma das mais aterrorizantes entregas da história do cinema teria ficado em seu ser, perturbador, demoníaco. Os 30 dias em que Ledger passou trancado em um quarto testando vozes e expressões para chegar ao resultado perfeito quebraram os limites entre ator e personagem, fazendo com que o segundo devorasse o primeiro. O provável suicídio de Ledger seria a fuga de seu algoz. Fato ou imaginação?

Poltergeist, 1982. Cinco meses depois da estreia do filme dirigido por Tobe Hooper, a atriz Dominique Dunne, que interpretava a garota Dana, morreu estrangulada pelo ex-namorado. Até então, um crime isolado. Um tempo depois, três outras baixas, por doença: os atores Julian Beck, Will Sampson e a atriz Heather O’Rourke, que partiu aos 12 anos depois de estrelar o filme com seis. Em meio a outras mortes, uma chocou os sobreviventes: Lou Perryman, o Pugsley, foi assassinado a machadadas. Mas o mais improvável ocorreu com Richard Lawson, o personagem Ryan: um acidente de avião matou 27 pessoas e apenas uma sobreviveu. Quem? Richard Lawson. Onde os céticos veem coincidência, os mitólogos apontam a maldição. E levantam uma teoria sustentada há 34 anos. Os espíritos de Poltergeist não deixaram os atores em paz. Acredite se quiser.


Mitos flutuam no ar, mentiras têm pernas curtas. Histórias são alimentadas em cadeia, boatos são destroçados pelo vento. Mas mitos são mitos, nem sempre verdades. O jornalista Pablo Miyazawa entra em portais do tempo para dissecá-los e contextualizá-los sem cair nas tentações de confrontá-los no livro “52 Mitos Pop - Mentiras e Verdades nos Boatos do Mundo do Entretenimento”.

Homem na Lua

A cada episódio surge uma intriga do universo cultural, sobretudo de quem viveu sua adolescência nos anos 1980. Os atores Bruce Lee e seu filho, Brandon, teriam sido assassinados pela máfia chinesa depois de se negarem a fazerem “negócios” com os criminosos? Tom & Jerry teriam sido criados para espelharem os dois lados da Segunda Guerra Mundial: Tom representando os tommies (como se chamavam os soldados britânicos) e Jerry, os jerries, apelido dos alemães? Teria o diretor Quentin Tarantino planejado fazer todos os seus filmes interligando uns aos outros? E o diretor Stanley Kubrick? Seria ele o pai de todas as teorias conspiratórias ao filmar a fictícia chegada do homem à Lua, em 1969, fazendo com que o mundo acreditasse na conquista norte-americana?

Miyazawa não dá respostas definitivas, mas se posiciona e ajuda o curioso a fazer suas escolhas. “Seria pretensão demais querer responder a algumas questões históricas, como a que se faz sobre a chegada do homem à Lua. Meu trabalho foi expor todos os lados”, diz ele, próximo ao assunto desde que se tornou jornalista, em 1996, e começou a fazer curiosidade virar notícia. Sua teoria sem conspiração é sobre o fato de os grandes mitos terem surgido nos anos 1980, a década que inventou a adolescência. “As pessoas que viveram a juventude nos anos 1980 são mais nostálgicas. Seus pais, jovens nos 70, não se divertiam em um País que sofria com a ditadura militar. O entretenimento quase não existia.”


http://acesse.vc/s/dab2fd14

sábado, 20 de agosto de 2011

Dica de leitura: "É rindo que se aprende"

Dica de leitura... comunicação, expressão e diversão garantida! e o pulso ainda pulsa...


Você vai encontrar Marcelo Tas metido nas mais diferentes atividades ligadas à arte de expressar, na maioria das vezes levando o humor e a irreverência para diferentes canais, como televisão, rádio, jornal e internet. Ou simplesmente em cima de um palco. Nessa mistura multimeios, ele exerce múltiplos papéis: jornalista, ator, documentarista, apresentador, desenvolvedor de software...

Durante a conversa que serviu de base para este livro, ele foi montando o quebra-cabeça de sua história para revelar como o prazer de aprender orientou sua vida e quais foram os personagens que o influenciaram nesse aprendizado. Assim, entre tantas experiências e atividades diferentes que viveu, o foco aqui é mostrar como Marcelo Tas está na vanguarda de um campo novo: a mistura da comunicação com a educação.

O livro vai agradar a quem gosta de experiências ligadas à comunicação. Mas também àqueles que se interessam por usar a comunicação para educar. E vai agradar especialmente a quem gosta de ouvir histórias sobre o encanto de aprender. Este livro é, em síntese, uma aula de como se ensina e se aprende rindo.

Gilberto Dimenstein

Por suas reportagens sobre temas sociais e suas experiências em projetos educacionais, Gilberto Dimenstein foi apontado pela revista Época em 2007 como umas das cem figuras mais influentes do país.

ISBN: 9788561773205
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 16 x 23
PÁGINAS: 128
ANO DE EDIÇÃO: 2011
EDIÇÃO: 1ª

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Domínio Público! Alimente-se de conhecimento sem pagar



O Brasil está entre os sete países com maior desigualdade social do Planeta. Nossa caixa postal e redes sociais alardeam insistentes propagandas para venda de seminários, congressos, livros e publicações diversas. Nada com preço camarada, muito pelo contrário... a realidade é que os livros são caros e o povo brasileiro ganha pouco, são os livros que de fato custam caro.

Será que vender um livro barato significa desvalorizar a obra? A maioria dos autores pensa que sim, ostentando humildade na aparencia, faturam alto com direitos autorais, editores idem. Ora! É mais uma vez o interesse de uns pouco indo de encontro ao interesse da maioria. Um livro de preço mais acessível a todos vai despertar o interesse pela leitura. Sem dúvida nenhuma os autores vão acabar ganhando igual, pois as vendas iriam aumentar.

Sem dúvida nenhuma assalariados e desempregados também tem acesso aos livros, em bibliotecas e através da internet; entretanto não é a mesma coisa que possuir uma obra, completa e original, para ler no conforto do lar ou mesmo nos intervalos de trabalho, dentro do transporte público, nas praças e parques. É inaceitável a velha desculpa de que se o livro for gratuito mesmo assim o pobre não se interessará em ler.

Alguns defensores do atual sistema de exclusão cultural argumentam que há muitas bibliotecas disponibilizando livros para empréstimo, a custo zero, no entanto vivem às moscas. Falso! Basta pesquisar, embora aparentemente correta, a opinião não se sustenta em si, até mesmo porque não há pesquisa para sua comprovação. O fato é que a apropriação do conhecimento por uma casta seleta de autores, editores e distribuidores não permitem ao leitor avançar na esfera conhecimento, da cultura. Mesmo os livros infantis, escritos sempre de maneira simples e divertida, contendo ilustrações atrativas, com histórias de fácil compreensão e assimilação, obras que propõem introduzir a criança às diversas esferas do saber, tem custo elevadíssimo de produção e acabam custando os olhos da cara ao consumidor final. São estes mesmos livros, infantis ou para estudos, dos mais simples aos mais avançados, romances ou livros para reflexão, que nos fazem repensar nosso modo de viver e a forma de construirmos uma vida mais equilibrada.

Não vão os autores, ou os editores, querer me crucificar, sei que muitas vezes trabalham duro para concluir suas obras, e inclusive, em alguns casos, revertem parte de seus lucros em prol de comprovadas ações de estímulo à leitura. Sei que a carga tributária é alta para impressão, encadernação e distribuição dos livros... Entretanto até que ponto lucrar sobre o conhecimento, que no bem da verdade é patrimonio da humanidade, ao passo que não existe mais obra original, pois tudo ou quase tudo, excluindo aí algumas publicações no campo das ciencias, já foi dito?

"Se há uma coisa que a natureza fez que é menos suscetível que todas as outras de propriedade exclusiva, esta coisa é a ação do poder de pensamento que chamamos de idéia... Que as idéias devam se expandir livremente de uma pessoa para outra, por todo o globo, para a instrução moral e mútua do homem, e o avanço de sua condição, parece ter sido particularmente e benevolmente desenhado pela natureza, quando ela as tornou, como o fogo, passíveis de expansão por todo o espaço, sem reduzir a sua densidade em nenhum ponto, e como o ar no qual respiramos, nos movemos e existimos fisicamente, incapazes de confinamento, ou de apropriação exclusiva. Invenções não podem, por natureza, ser objeto de propriedade." ~Thomas Jefferson (1813)


Fica difícil acreditar que realmente, como alguns líderes latino-americanos apregoam, o materialismo esteja sendo cada dia mais desmoralizado, pois eles mesmo se deixam levar pela ganância ao lucro, que é atitude indiscutivelmente mercantilista, materialista, capitalista. Os livros que poderiam ajudar a população a se incluir cultural e socialmente, estão cada vez mais inacessíveis e estão tornando-se artigo de luxo. Não é exagero! Existem publicações de livros confeccionados ricamente com capas duras e douradas, desenhadas, charmosas, que custam preços verdadeiramente abusivos e absurdos. Obviamente são obras destinadas aos ricos. Mas, e os livros – digamos - mais populares, por que até mesmo eles tem um preço assim tão impopular?

Grande parte da população brasileira é assalariada ou está desempregada. São pessoas trabalhadoras e honestas, pegam no batente de Sol-a-Sol; acordam cedo, dormem cedo. Pessoas que dão um duro danado e no final das contas mal conseguem reunir recurso financeiro suficiente para transporte, aluguel, água, luz, medicamentos, ou até pra alimentação, a fim de sobreviver com dignidade. Será que nossos irmãos e irmãs de jornada, menos favorecidos materialmente, permanecem fiéis ao hábito da leitura quando se sentem aviltados nas suas economias, em face da exploração comercial exacerbada do mercado editorial brasileiro?

Há pessoas que se deixam enganar com muita facilidade, acabam acreditando que “tudo que é bom tem que ser caro” e inadvertidamente ainda defendem essa idéia estapafúrdia. Da mesma forma existem muitas pessoas que vivem buscando cumprir o destino escrito na crença que "todos devemos plantar uma árvore, ter filhos e escrever um livro". Você tem filhos e planta árvores pra ganhar rios de dinheiro?

Os recentes filmes sobre a vida de Chico Xavier, e suas obras, tem faturado alto. Mas será que os que vão assistir estes filmes sabem que ao doar suas produções psicografadas, durante a sua missão do livro, o conhecido médium espírita brasileiro o fez pensando nos trabalhos em prol dos carentes e não para manter grupos de elite fechados em seus insofreáveis pendores de exploração comercial das coisas divinas, que nos vem por iluminação.

Dar de graça o que de graça receber

Nada contra o lucro, mas tudo contra o lucro abusivo. Que ser humano; digo aí humano não só como espécie mas também como entidade viva, com necessidades, sentimentos, como templo de um ser divino que habita a tudo e a todos, precisa de lucros extraordinários? Será que viver bem não basta mais, o engodo capitalista fez todos pensarem que para ter vencido na vida é precioso ser milionário? Tem gente até pior, que quer ser e é bilionária ou trilionária, claramente usurpando da riqueza comum. Quanto veludo, quanta energia, luxo e asfalto despendidos a troco da ignorancia, desinformação e aculturamento das massas... Não seria tudo; não estarão também autores, editores, os que defendem os lucros exorbitantes em qualquer ramo de negócio, e até grande parte dos leitores apenas fantoches, manipulados por uma falsa realidade criada através da manipulação midiática?

É assaz ainda lembrar a entrevista que Chico Xavier concedeu ao Dr. Jarbas Leone Varanda, publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977 e veiculada no Livro “Encontro no Tempo”, organizado por Hércio M.C. Arantes, publicado pela Editora IDE em 1979. Chico Xavier advertiu que:

é preciso fugir da tendência à ‘elitização’ (...) É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e delas nos aproximemos (...) Se não nos precavermos, daqui a pouco estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (...)”.

Esta é apenas uma opinião modesta, é triste testemunhar tudo isso sem utilizar a ferramenta da indignação e propagar o que penso e sinto através deste blog, recomendando mudanças, não apenas em nível pessoal, mas amplamente, no campo das idéias. Acredito que faço a minha parte sem machucar minha consciência, graças a Deus! Pense, faça sua reflexão e sua escolha, acorde ou continue dormindo.


Independente da religião ou doutrina o Deus é um só e somos todos irmãos e irmãs de jornada. Meu objetivo primário não é ganhar dinheiro ou projeção social, é apenas fazer esta mensagem atingir o maior número de pessoas o quanto possível. É relevante a conscientização de todos quanto a importancia de compartilhar conhecimento, a evolução da espécie e do espírito humano depende da livre circulação da informação, de forma democrática.

É triste constatar que o conhecimento parece teimar em querer escolher as pessoas por suas posses, em mais uma armadilha do capitalismo selvagem e predatório. 

Acredito que o saber, da mesma forma que não ocupa espaço, nos vem por iluminação e deve ser distribuído de maneira o mais igualitária o quanto for possível. Acreditem, o conhecimento compartilhado é a chave para evolução humana, é o caminho que irá nos levar aos dias nos quais haverá a paz entre os povos, qualidade de vida digna para todos.

Vivemos em uma sociedade conectada em rede e também somos todos conectados espiritualmente. Se na Internet não existe um servidor central, no Astral existe um Deus, nosso 'mainframe' celestial. Todo saber emana do Criador, através da iluminação do Espírito Santo. Seguindo os ensinamentos do Cristo, Oxalá, devemos dar de graça aquilo que de graça recebemos. Compartilhe e seja feliz, pois tudo aquilo que você cobrar também lhe será cobrado, também o que você fizer um dia irá voltar para você, tenha certeza disso.

O custo dos livros em nosso país é muito alto, é verdade, custam caro demais para grande maioria da população. Entretanto até que esta situação se normalize, dentro da realidade vivida e não apenas na realidade programada, o produto editorial com preço abusivo não é motivo ou desculpa para não lermos.

Há muita coisa disponível pra download gratuito na rede, uma boa dica pra que está começando é o site http://www.dominiopublico.gov.br/. O "Portal Domínio Público" propõe o compartilhamento de conhecimento de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da Internet uma biblioteca virtual para download gratuito. Uma referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral. O portal permite a coleta, integração, preservação e o compartilhamento de conhecimento, promovendo o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal. Esta iniciativa do Ministério da Educação, lançada em 2004, contribui para o desenvolvimento da educação e da cultura, aprimorando a construção da consciência social, da cidadania e da democracia no Brasil.

Adicionalmente, o "Portal Domínio Público", ao disponibilizar informação e conhecimento de forma livre e gratuita, incentiva o aprendizado, a inovação e a cooperação entre geradores de conteúdo e usuários, ao mesmo tempo em que pretende induzir uma ampla discussão sobre as legislações relacionadas aos direitos autorais - de modo que a "preservação de certos direitos incentive outros usos", e haja uma adequação aos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e uso do conhecimento.

"Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro."
~Dr. Avul Pakir Jainulabdeen Abdul Kalam (Presidente da Índia - 09/set/2003)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ai de ti, Copacabana!

por Rubem Braga

1. Ai de ti, Copacabana, porque eu já fiz o sinal bem claro de que é chegada a véspera de teu dia, e tu não viste; porém minha voz te abalará até as entranhas.

2. Ai de ti, Copacabana, porque a ti chamaram Princesa do Mar, e cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras; e deste risadas ébrias e vãs no seio da noite.

3. Já movi o mar de uma parte e de outra parte, e suas ondas tomaram o Leme e o Arpoador, e tu não viste este sinal; estás perdida e cega no meio de tuas iniqüidades e de tua malícia.

4. Sem Leme, quem te governará? Foste iníqua perante o oceano, e o oceano mandará sobre ti a multidão de suas ondas.

5. Grandes são teus edifícios de cimento, e eles se postam diante do mar qual alta muralha desafiando o mar; mas eles se abaterão.

6. E os escuros peixes nadarão nas tuas ruas e a vasa fétida das marés cobrirá tua face; e o setentrião lançará as ondas sobre ti num referver de espumas qual um bando de carneiros em pânico, até morder a aba de teus morros; e todas as muralhas ruirão.

7. E os polvos habitarão os teus porões e as negras jamantas as tuas lojas de decorações; e os meros se entocarão em tuas galerias, desde Menescal até Alaska.

8. Então quem especulará sobre o metro quadrado de teu terreno? Pois na verdade não haverá terreno algum.

9. Ai daqueles que dormem em leitos de pau-marfim nas câmaras refrigeradas, e desprezam o vento e o ar do Senhor, e não obedecem à lei do verão.

10. Ai daqueles que passam em seus cadilaques buzinando alto, pois não terão tanta pressa quando virem pela frente a hora da provação.

11. Tuas donzelas se estendem na areia e passam no corpo óleos odoríferos para tostar a tez, e teus mancebos fazem das lambretas instrumentos de concupiscência.

12. Uivai, mancebos, e clamai, mocinhas, e rebolai-vos na cinza, porque já se cumpriram vossos dias, e eu vos quebrantarei.}

13. Ai de ti, Copacabana, porque os badejos e as garoupas estarão nos poços de teus elevadores, e os meninos do morro, quando for chegado o tempo das tainhas, jogarão tarrafas no Canal do Cantagalo; ou lançarão suas linhas dos altos do Babilônia.

14. E os pequenos peixes que habitam os aquários de vidro serão libertados para todo o número de suas gerações.

15. Por que rezais em vossos templos, fariseus de Copacabana, e levais flores para Iemanjá no meio da noite? Acaso eu não conheço a multidão de vossos pecados?

16. Antes de te perder eu agravarei s tua demência — ai de ti, Copacabana! Os gentios de teus morros descerão uivando sobre ti, e os canhões de teu próprio Forte se voltarão contra teu corpo, e troarão; mas a água salgada levará milênios para lavar os teus pecados de um só verão.

17. E tu, Oscar, filho de Ornstein, ouve a minha ordem: reserva para Iemanjá os mais espaçosos aposentos de teu palácio, porque ali, entre algas, ela habitará.

18. E no Petit Club os siris comerão cabeças de homens fritas na casca; e Sacha, o homem-rã, tocará piano submarino para fantasmas de mulheres silenciosas e verdes, cujos nomes passaram muitos anos nas colunas dos cronistas, no tempo em que havia colunas e havia cronistas.

19. Pois grande foi a tua vaidade, Copacabana, e fundas foram as tuas mazelas; já se incendiou o Vogue, e não viste o sinal, e já mandei tragar as areias do Leme e ainda não vês o sinal. Pois o fogo e a água te consumirão.

20. A rapina de teus mercadores e a libação de teus perdidos; e a ostentação da hetaira do Posto Cinco, em cujos diamantes se coagularam as lágrimas de mil meninas miseráveis — tudo passará.

21. Assim qual escuro alfanje a nadadeira dos imensos cações passará ao lado de tuas antenas de televisão; porém muitos peixes morrerão por se banharem no uísque falsificado de teus bares.

22. Pinta-te qual mulher pública e coloca todas as tuas jóias, e aviva o verniz de tuas unhas e canta a tua última canção pecaminosa, pois em verdade é tarde para a prece; e que estremeça o teu corpo fino e cheio de máculas, desde o Edifício Olinda até a sede dos Marimbás porque eis que sobre ele vai a minha fúria, e o destruirá. Canta a tua última canção, Copacabana!

Rio, janeiro, 1958

Texto extraído do livro "Ai de ti, Copacabana", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 99. / Imagem: Poster do filme 2012 tratado no Photoshop.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Organiza o Natal :: CDA



por Carlos Drummond de Andrade

"Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre."

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52. - Conheça o autor e sua obra visitando "Biografias". - Disponível em: http://www.releituras.com/drummond_organizanatal.asp - Dica do Prof. Jayro

Recomendado para você

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

VOU-ME EMBORA PRA PASSARGADA




Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
­ Lá sou amigo do rei ­
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Author : Manuel Bandeira