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domingo, 10 de março de 2019

Uma nova droga pode, possivelmente, ter curado a gripe





Estação da gripe

O vírus Influenza mata até 650.000 pessoas por ano e adoece muito mais - e mesmo se você receber sua vacina anual, você ainda pode pegar uma gripe que a vacina não protege contra.

É por isso que os médicos estão empolgados com um novo tratamento experimental que poderia fornecer ampla proteção contra muitas cepas da gripe, de acordo com a NPR, mesmo em níveis de infecção que atualmente são fatais. Há muitas ressalvas, incluindo que ainda não foram testadas em seres humanos, mas é possível que a nova molécula possa ser a tão esperada cura para a gripe.

Anticorpos

Um novo artigo publicado na revista Nature descreve o tratamento, que imita a maneira pela qual o corpo usa naturalmente anticorpos para combater vírus.

"Se você me dissesse há 10 anos que tínhamos uma pequena molécula que poderia fazer isso, eu ficaria completamente surpreso", disse Ian Wilson, biólogo do Scripps Research Institute e co-autor do estudo, na entrevista à NPR. "É uma prova do princípio de que drogas pequenas e gerenciáveis ​​podem se comportar como esses anticorpos realmente poderosos".

Teste com ratos

Os únicos pacientes que tomaram a nova droga até agora são ratos de laboratório. Mas mesmo quando os ratos foram expostos a níveis letais da gripe, 100% dos que foram tratados com o novo tratamento sobreviveram.

Promissivamente, de acordo com a NPR, o novo tratamento também foi eficaz no tratamento de células pulmonares humanas cultivadas em laboratório - potencialmente abrindo caminho para testes em humanos.

"É um estudo realmente interessante", disse à NPR Jesse Bloom, virologista do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, que não estava envolvido na pesquisa. "Precisamos de mais drogas na luta contra a gripe, e essa abordagem poderia fornecê-las."
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Fonte: Jon Christian/Futurism.com: "A NEW DRUG MIGHT, POSSIBLY, HAVE CURED THE FLU" (tradução livre) - Imagem meramente ilustrativa: U.S. NAVY MEDICINE/VICTOR TANGERMANN

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Novo tratamento do Alzheimer restaura função da memória



Novo tratamento do Alzheimer restaura totalmente a função da memória - Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas amilóides neurotóxicos responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer.


Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.

Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurônios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.

Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.

Agora, uma equipe do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipe descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.

Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da micróglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.

Os pesquisadores relataram um restauração total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
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Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas. - Fonte: Ciência Online


domingo, 31 de dezembro de 2017

Hipócrates, o "pai" da medicina




"Seja teu alimento, o teu melhor remédio." ~Hipócrates 

Descoberto texto antigo do “pai da medicina” em monastério egípcio - Talvez não haja na história um médico mais famoso do que Hipócrates. Muitos estudantes de medicina de hoje ainda proferem o juramento dessa antiga personalidade, que promete aderir a princípios médicos éticos.


Enquanto os detalhes de sua vida permanecem na obscuridade (ainda se debate se ele de fato escreveu o juramento, ou mesmo alguns dos outros manuscritos que carregam seu nome), Hipócrates é amplamente considerado como o “pai da medicina ocidental”.

Agora, arqueólogos acreditam ter encontrado uma das receitas do médico preservadas por estudiosos do século passado durante a renovação da biblioteca mais antiga do mundo, que continua ativa.

Ao realizar restaurações no Mosteiro de Santa Catarina, em Sinai do Sul – uma região remota em uma península no nordeste do Egito – as monges afirmam ter encontrado uma receita do século VI formulada pelo médico. A descoberta foi anunciada por funcionários dos governos egípcio e grego, que trabalharam com pesquisadores da Grécia.

O manuscrito contém uma receita médica que os pesquisadores atribuem ao trabalho de Hipócrates, durante os séculos IV e IV a.C. O texto também traz três receitas com imagens de ervas que foram criadas por um escriba anônimo.

O manuscrito era um dos notáveis Palimpsestes do Sinai da biblioteca. Os palimpsestes foram elaborados a partir de couro curtido, cuja produção, para a época, teria sido cara e laboriosa. Como resultado, o conteúdo original de muitos pergaminhos desses documentos foi apagado ou reescrito para permitir que a produção de um novo manuscrito.

No caso da receita medicinal hipocrática encontrada recentemente, uma segunda camada de texto da Bíblia, conhecida como “Manuscrito Sinaítico”, foi escrita sobre a cópia inicial.

O texto foi examinado por pesquisadores da Biblioteca Eletrônica de Manuscritos Antigos (a Early Manuscripts Electronic Library, ou EMEL), que mantém uma parceria contínua com o Mosteiro de Santa Catarina.

A EMEL usa imagens espectrais para ler os palimpsestes. A técnica é capaz de revelar o texto escondido sob a segunda camada do conteúdo manuscrito, revelando assim o que não pode ser visto a olho nu.

Em entrevista ao jornal egípcio Asharq Al-Aswat, Michael Phelps, pesquisador da EMEL, declarou: “O documento, que contém três textos médicos, será alistado entre os manuscritos mais antigos e os mais importantes do mundo”.

Cerca de 130 palimpsestes conhecidos estão no Mosteiro de Santa Catarina e o conteúdo da escrita apagada, que fica abaixo do texto visível, é amplamente desconhecido em muitos dos documentos.

A região, que se localiza em uma parte relativamente remota do deserto, foi usada pela primeira vez nos séculos III e IV por eremitas e eruditos religiosos. Uma vez que as muralhas e a igreja que cercam a localização histórica foram construídas no século VI, o mosteiro tem sido habitado por monges desde então.

Um pequeno número deles ainda vivem e trabalham no mosteiro até hoje, onde observam práticas inalteradas nos últimos séculos.

A própria biblioteca contém cerca de 3.300 manuscritos, escritos principalmente em grego; no entanto, textos escritos em aramaico, georgiano, árabe e latim também foram recuperados.

Fonte: The Vintage News | HypeScience

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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Empresa de biotecnologia tentará ressuscitar mortos




Uma empresa de biotecnologia tenta fazer algo cientificamente ousado: ressuscitar 20 pessoas clinicamente mortas. Chamada Bioquark, a companhia da Filadélfia obteve aprovações éticas das entidades de saúde dos Estados Unidos e da Índia para o seu projeto.

A ideia não é dar vida nova a pessoas que faleceram, mas às que hoje vivem somente com o auxílio de aparelhos médicos e não podem viver de maneira independente.

De acordo com Ira Pastor, CEO da Bioquark, este é o primeiro experimento científico do gênero e seus resultados podem representar mais um passo em direção à – talvez possível – reversão da morte dos humanos.

“Para realizar uma iniciativa tão complexa quanto esta, vamos combinar ferramentas de medicina biológica com outros aparelhos médicos existentes usados para a estimulação do sistema nervoso central, em pacientes que apresentam outros problemas severos de falta de consciência”, afirma Pastor.

A empresa americana vai aplicar células-tronco, estimulação nervosa e outros tratamentos em pessoas que sofreram sérios traumas cerebrais.

A iniciativa se apoia em estudos científicos recentes que mostraram existir fluxo sanguíneo e atividade elétrica após a morte de uma célula cerebral, porém em quantidade insuficiente.

A equipem médica da Bioquark espera ver evidências de regeneração na medula espinhal superior e no ritmo cardíaco dos pacientes após as seis semanas de seus primeiros testes com 20 pessoas.

Numa visão futurística, o tratamento pode trazer humanos de volta à vida depois de sofrerem fortes traumas na cabeça.

Alguns peixes e anfíbios podem regenerar partes de seus cérebros após ferimentos graves e a ideia da Bioquark é trazer isso para a humanidade, após um período de pesquisa ainda sem estimativa de conclusão.

“Salvar partes individuais pode ser de grande ajuda, mas é um longo caminho até que seja viável ressuscitar um cérebro totalmente, de maneira funcional, em um estado sem danos”, declarou Pastor, segundo o Telegraph.

Fonte: Pensador Anônimo

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Maconha pode deter Alzheimer



Composto ativo da maconha remove proteína tóxica do Alzheimer no cérebro, diz estudo - via Merelyn Cerqueira - jornalciencia.com


Um composto ativo presente na maconha, chamado tetra-hidrocanabinol (THC), tem sido associado a remoção de aglomerados tóxicos da proteína beta-amiloide no cérebro, pensada como responsável pelo surgimento e progressão da doença de Alzheimer.

O resultado, publicado na revista Aging and Mechanisms of Disease, é compatível com estudos anteriores que encontraram evidências de que os efeitos positivos dos canabinoides, incluindo o THC, em pacientes com doenças neurodegenerativas.

“Embora outros estudos tenham oferecido provas de que os canabinoides podem agir como neuroprotetores contra os sintomas da doença de Alzheimer, acreditamos que nosso estudo é o primeiro a demonstrar que eles podem afetar tanto a inflamação, bem como a acumulação de beta-amiloide em células nervosas”, disse um dos membros da equipe, David Schubert, do Instituto Salk para Estudos Biológicos, na Califórnia. Shubert e sua equipe testaram os efeitos do THC em neurônios humanos cultivados em laboratório, simulando os efeitos da doença de Alzheimer.

O composto THC, em especial, não é apenas responsável pela maioria dos efeitos psicológicos causados pelo uso da maconha. Graças as suas propriedades naturais para aliviar dores, ele também tem sido apontado como tratamento eficaz para os sintomas do AIDS, quimioterapia, dores crônicas, estresse pós-traumático e Acidente Vascular Cerebral – derrame.

Logo, ao que tudo indica, o composto parece agir com um verdadeiro fármaco. Agora, os cientistas estão trabalhando para reproduzir uma levedura (fungo) geneticamente modificada que poderá agir de forma mais eficiente na produção de THC do que as versões da molécula sintetizada em laboratório.


Molécula do THC – tetrahidrocanabinol
O THC funciona por meio dos pulmões e através da corrente sanguínea, onde se liga a dois tipos de receptores, o receptor canabinoide (CB) 1 e 2, encontrados na superfície das células de todo o corpo. 

No caso do cérebro, eles se concentram nos neurônios associados ao prazer, memória, pensamento, coordenação e percepção do tempo, e geralmente se ligam a uma classe de moléculas lipídicas, chamadas endocanabinoides, que são produzidas pelo corpo durante as atividades físicas, para promover a sinalização celular no cérebro.

Ao longo dos anos, pesquisadores tem sugerido que ao se ligar com esses receptores, o THC pode ter outros efeitos sobre o envelhecimento do cérebro, porque, aparentemente, ele ajuda o corpo a limpar os acúmulos tóxicos – ou “placas” de beta-amiloides.

Até o momento, ninguém sabe ao certo o que causa a doença de Alzheimer, no entanto, há um consenso de que ela possa ser resultante de uma acumulação de dois tipos de lesões: placas amiloides e emaranhados neurofibrilares. Não está claro como e quando essas lesões aparecem no cérebro, mas estudos recentes têm associado essas inflamações com proliferação delas no tecido cerebral. Então, ao encontrar algo que alivie essa inflamação, e ao mesmo tempo estimula o corpo a limpá-las, poderíamos estar a caminho do primeiro tratamento eficaz para a doença de Alzheimer.

Entretanto, conforme afirmado anteriormente, os testes só foram realizados em neurônios cultivados em laboratórios. O próximo passo, segundo Schubert e sua equipe, é que esses resultados possam ser observados em ensaios clínicos. E eles já alegaram ter encontrado em uma droga experimental, chamada J147, efeitos semelhantes ao THC, de modo que esses testes poderão ser feitos sem os impasses governamentais devido ao uso de uma planta considerada droga ilícita.

[ Science Alert ] [ Foto: Reprodução / Pixabay ]

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Neurociência comprova: O silêncio faz bem para o cérebro



Como a exposição ao silêncio pode beneficiar o seu cérebro (e a sua saúde)

Pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em melhora na saúde | Duas horas de silêncio por dia poderia melhorar a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos

Nos últimos anos, os pesquisadores têm destacado o poder peculiar do silêncio para acalmar nossos corpos, aumentar o volume em nossos pensamentos internos e sintonizar nossa conexão com o mundo. Suas descobertas começam em pesquisas sobre o contrário do silêncio – o barulho.

Muito já se escreveu sobre a “poluição sonora”, uma expressão criada na década de 1960, quando os cientistas descobriram que a exposição diária ao barulho intenso das estradas e aeroportos estava ligada a uma variedade de problemas de saúde: doenças cardíacas, problemas de sono, pressão alta e, menos surpreendentemente, perda auditiva. Os sons podem ser tão intensos que podem até causar danos muito mais imediatos, forte o suficiente para rasgar um buraco em seus tímpanos.

Se a exposição excessiva a sons altos é ruim para nós, a falta de som significa a falta de danos físicos causados pela poluição sonora. O silêncio é neutro. Segundo um artigo de Daniel Gross publicado na revista Nautilus, diversas pesquisas recentes sugerem que a exposição prolongada e repetida ao silêncio pode resultar em saúde melhorada, assim como a exposição prolongada e repetida ao ruído pode debilitá-la.

Estudos de fisiologia humana ajudam a explicar: as ondas sonoras vibram os ossos da orelha, que transmitem o movimento para a cóclea em forma de caracol. A cóclea converte as vibrações físicas em sinais elétricos que o cérebro recebe. O corpo reage imediatamente e poderosamente a esses sinais, mesmo no meio do sono profundo. Pesquisas neurofisiológicas sugerem que os ruídos ativam primeiramente a amígdala cerebeloza, aglomerados de neurônios localizados nos lobos temporais do cérebro, associados à formação de memória e à emoção. A ativação solicita uma liberação imediata de hormônios do estresse, como o cortisol. Pessoas que vivem em ambientes barulhentos, muitas vezes experimentam níveis cronicamente elevados de hormônios do estresse.

Em 2011, a Organização Mundial de Saúde concluiu que os 340 milhões de habitantes da Europa Ocidental – aproximadamente a mesma população dos Estados Unidos – perderam anualmente um milhão de anos de vida saudável por causa do ruído. Eles até argumentaram que três mil mortes por doenças cardíacas eram, em sua raiz, o resultado de ruído excessivo.


Então, a primeira conclusão é que o silêncio é bom pelo o que ele não faz – não acorda, não nos irrita ou não nos mata. Mas quais seriam então seus benefícios pelo que faz?

O artigo de Gross cita algumas pesquisas com interessantes revelações e a maioria delas foi descoberta por acaso, como no caso do pesquisador Luciano Bernardi que realizava um estudo dos efeitos fisiológicos da música em 2006. Bernardi queria mostrar o impacto da música relaxante no cérebro, e, para sua surpresa, descobriu que entre as faixas musicais, em trechos de silêncio inseridos aleatoriamente revelaram-se muito mais relaxantes do que a música “relaxante”. As pausas em branco que Bernardi considerava irrelevantes, em outras palavras, tornou-se o objeto de estudo mais interessante.

Outra pesquisadora citada no artigo que analisou esta questão foi a bióloga regenerativa da Universidade Duke, Imke Kirste. Em 2013, ela estudava os efeitos dos sons no cérebro de ratos adultos. Como Bernardi, ela pensou no silêncio como um controle que não produziria um efeito. Mas para sua grande surpresa, Kirste descobriu que duas horas de silêncio por dia levaram ao desenvolvimento celular no hipocampo, a região do cérebro relacionada à formação da memória, envolvendo os sentidos. Isso era profundamente intrigante: a ausência total de insumos estava tendo um efeito mais pronunciado do que qualquer tipo de entrada testada.

O crescimento de novas células no cérebro nem sempre tem benefícios para a saúde. Mas, neste caso, Kirste diz que as células pareciam se tornar neurônios funcionais. “Vimos que o silêncio está realmente ajudando as novas células geradas a se diferenciar em neurônios, e se integrar no sistema”.

Imagine, por exemplo, que você está ouvindo uma música que gosta muito quando o rádio de repente desliga. Neurologistas descobriram que se você conhece bem a música, o córtex auditivo do seu cérebro permanece ativo, como se a música ainda estivesse tocando. “O que você está ‘ouvindo’ não está sendo gerado pelo mundo exterior”, diz David Kraemer, que conduziu esses tipos de experimentos em seu laboratório de Dartmouth College. “Você está recuperando uma memória”. Os sons nem sempre são responsáveis pelas sensações, às vezes nossas sensações subjetivas são responsáveis pela ilusão do som.

Alguns cientistas esperam que essas descobertas possam conduzir a tratamentos potenciais para pessoas com distúrbios associados ao abrandamento do crescimento celular no hipocampo, como demência ou depressão. Mas até agora, pelo menos, a neurociência do silêncio parece sugerir isso: para o cérebro, o silêncio faz bem.

Leia mais no site CICLOVIVO

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Neuroplasticidade, a capacidade do cérebro em se adaptar

Neuroplasticidade, também conhecida como plasticidade neuronal, refere-se à capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando sujeito a novas experiências.



Neuroplasticidade: O cérebro muda de acordo como é usado

As teorias sobre a neuroplasticidade formuladas por Merzenich e outros neurocientistas contemporâneos abriram perspectivas revolucionárias

Quando o assunto é neuroplasticidade, não há como deixar de mencionar os estudos pioneiros conduzidos por Michael Merzenich, professor emérito da University of California, San Francisco (UCSF).

Desde os anos 1960, quando ainda predominava entre neurocientistas a ideia de que o cérebro seria um órgão estático, pré-moldado sob estrita ordenação genética, Merzenich defende que é possível, ao longo de toda a vida, criar novos circuitos e conexões neuronais em resposta a estímulos e experiências, o que resultaria em mudanças funcionais.

As teorias sobre a neuroplasticidade formuladas por Merzenich e outros neurocientistas contemporâneos abriram perspectivas revolucionárias – tanto para crianças com dificuldades de aprendizado como para pessoas com lesão cerebral decorrente de trauma ou de doenças como acidente vascular cerebral (AVC).

Nas décadas de 1970 e 1980, por meio de experimentos com animais, Merzenich demonstrou que os circuitos neuronais e as sinapses se modificam rapidamente de acordo com a atividade praticada. Em um dos ensaios, rearanjou os nervos na mão de um macaco e observou que as células do córtex sensorial do animal rapidamente se reorganizaram para criar um novo mapa mental daquele membro.

No fim dos anos 1980, Merzenich integrou o grupo da UCSF que desenvolveu o implante coclear.

Em 1996, fundou a Scientific Learning Corporation, empresa que desenvolve softwares voltados a aprimorar o aprendizado infantil com base em modelos de plasticidade cerebral.

Também foi um dos fundadores, em 2004, e é atualmente cientista chefe na empresa Posit Science, que desenvolve softwares para treinamento cerebral com base nos resultados de suas pesquisas. O programa é conhecido como BrainHQ.

Nos últimos anos, Merzenich tem se dedicado a verificar se a prática de exercícios intelectuais pode ajudar a remodelar as funções cerebrais, possibilitando recuperar habilidades perdidas por causa de doenças, lesões ou envelhecimento.

Seus estudos já foram publicados em mais de 150 artigos científicos – muitos deles em revistas de grande impacto, como Science e Nature. Ele também recebeu diversos prêmios acadêmicos, como o Russ Prize, o Ipsen Prize e o Zülch Prize.

Em 2013, Merzenich publicou o livro Soft-Wired: How the New Science of Brain Plasticity Can Change Your Life, no qual apresenta estratégias para que pessoas comuns possam assumir o controle dos processos de plasticidade cerebral e, assim, melhorar sua qualidade de vida.

Merzenich esteve no Brasil no início de abril (2016) para apresentar uma palestra no 3rd BRAINN Congress, organizado pelo Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na ocasião, concedeu uma entrevista à Agência FAPESP na qual falou sobre como mudanças positivas e negativas podem ser direcionadas no cérebro. Leia os principais trechos a seguir.




Agência FAPESP – Como o senhor define o conceito de neuroplasticidade?

Michael Merzenich – O cérebro foi construído para mudar de acordo com as experiências vivenciadas e a forma como é usado.

A esse processo contínuo chamamos de neuroplasticidade.

Quando trabalhamos para aprimorar uma habilidade, ocorre uma mudança na “fiação cerebral” (nas sinapses ou conexões neuronais), ou seja, são selecionadas as conexões que dão suporte ao comportamento ou à habilidade que estamos desenvolvendo.

Assim como quando exercito meu corpo obtenho uma série de benefícios e altero a regulação de uma série de processos bioquímicos, quando exercito meu cérebro altero todo o seu funcionamento, seu suprimento de sangue e de energia, bem como a força de suas operações.

Portanto, não apenas melhoro uma habilidade em si, mas todo o maquinário cerebral. Quando jogo pingue-pongue pela primeira vez, sou muito desajeitado.

Após um ano de prática intensa, fico muito habilidoso, consigo ver e acertar a bola com alta acurácia.

Por meio de mudanças físicas e químicas incrivelmente complexas, criou-se um cérebro com esse recurso.

Nosso cérebro será diferente daqui a uma semana e muito mais diferente ainda daqui a uma década. Pode ser uma mudança para frente ou para trás, ganhando ou perdendo habilidades. Depende do uso.

Agência FAPESP – O treinamento de uma habilidade favorece mudanças positivas, mas como as mudanças negativas são direcionadas?

Merzenich – Fazemos coisas ao longo da vida que degradam nossa habilidade de extrair informações úteis do mundo a nossa volta.

Por exemplo: como um humano moderno, passo várias horas por dia olhando para uma tela na qual coisas importantes para mim acontecem. Tudo que está fora daquela tela é desimportante, inútil, uma distração.

Estou sistematicamente treinando minha visão, estreitando meu ponto de vista, de modo que somente aquilo que está à frente de meu nariz é importante.

Fazendo isso, vou perdendo progressivamente a habilidade de processar a informação visual daquilo que está ao redor.

O cidadão médio em meu país, e isso foi bastante estudado por lá, já perdeu em torno de 30% do seu campo visual aos 60 anos e mais de 50% aos 80 anos.

As coisas acontecem e ele não vê porque o cérebro rejeita aquele estímulo.

Essa é uma das razões pelas quais os idosos sofrem mais acidentes de trânsito. Eles gradualmente vão regredindo a um campo visual mais estreito e, ao mesmo tempo, quando conseguem enxergar algo, respondem a esse estímulo de forma mais lenta.




Agência FAPESP – Mas é possível treinar uma pessoa de modo a fazê-la perder uma habilidade já adquirida, como entender a fala em outro idioma?

Merzenich – Sim. Posso treiná-la usando formas modificadas de som não articulado, que não correspondem à fala.

Treino o cérebro a mudar sua capacidade de processamento de sons, de forma que esse perde a capacidade de interpretar os elementos que se modificam rapidamente no fluxo acústico formado pela estrutura fonêmica, a estrutura elementar das palavras.

Essa interpretação é necessária para extrair o sentido das palavras.

Assim como posso refinar essa habilidade, posso destruí-la. Posso desafiar você a fazer distinções cada vez mais acuradas do que ouve, detalhadamente, em alta velocidade.

Posso treiná-la a fazer essa distinção mesmo quando a voz está baixa, ou o discurso está anormal e distorcido.

Ou posso fazer o oposto e degradar essa sua habilidade. Dar-lhe um cérebro que opera somente quando as coisas ocorrem morosamente.

Fazer com que não consiga mais interpretar os detalhes do som em determinadas frequências. Fizemos experimentos de treinamento não virtuoso com macacos e ratos e mostramos que isso é possível.

Agência FAPESP – Como o envelhecimento influencia as mudanças no funcionamento cerebral?

Merzenich – O cérebro opera de forma muito limitada quando somos crianças e, progressivamente, vai aperfeiçoando seu maquinário de modo a operar com cada vez mais precisão.

Os diferentes sistemas vão se tornando mais coordenados em suas ações e isso vai melhorando até o auge da vida – que no humano médio ocorre entre o 20º e o 40º aniversário.

Uma alta performance persiste um pouco mais nas mulheres, mas, quando entram na menopausa, ocorre uma rápida deterioração em decorrência das mudanças hormonais e elas alcançam o nível masculino por volta de 60 ou 65 anos.

Portanto, temos esse período da vida, de cerca de duas décadas, em que nosso cérebro opera em alta performance e depois deteriora.

Se aos 30 anos uma pessoa está operando abaixo da média da performance da população (no auge de seu funcionamento cerebral, atingiu 100% de sua capacidade), aos 60 anos ela pode estar só com 16% de sua capacidade e, aos 80 ou 85 anos, com 10%.

Ora, ninguém quer estar aos 85 anos com apenas 10% da capacidade cerebral e o que demonstramos é que essa deterioração é reversível.

De maneira simplificada, o cérebro do idoso é mais lento em suas decisões e menos fluente em suas operações do que na juventude porque lida com as informações de forma mais confusa e degradada. Vicissitudes ocorrem ao longo da vida, causam ruído no cérebro e podem acelerar o declínio.

Pode ser uma queda de bicicleta e uma pancada na cabeça, uma infecção cerebral ou exposição a toxinas.

Mas podemos treinar o cérebro velho e fazê-lo recuperar muitas de suas habilidades. Fizemos estudos com diversas populações e mostramos que é possível reverter esse declínio com treinamento.

Agência FAPESP – Como funciona o treinamento que o senhor desenvolveu?

Merzenich – O treinamento aplicado pela BrainHQ busca primeiramente exercitar os mecanismos cerebrais que controlam a neuroplasticidade.

Esses mecanismos também são plásticos e podem ficar subutilizados com a idade ou em decorrência de doenças. Mostramos que é possível treinar uma pessoa por 15 ou 20 minutos e, assim, regular processos bioquímicos nesse maquinário.

Como consequência, tudo que ela aprender ou fizer na hora seguinte será potencializado.

Vai aprender mais rapidamente, como se eu tivesse lhe dado uma droga que aumenta o nível de atividade cerebral.

Mas, ao contrário do que acontece com a droga, se eu aplicar o treinamento todos os dias, durante 15 dias, a mudança é duradoura.

A performance do maquinário cerebral é aprimorada e, quando olhamos um ano depois, o cérebro ainda está mais alerta, mais vivo, mais predisposto a mudar.

Em segundo lugar, o treinamento busca melhorar a maneira como o cérebro processa os detalhes daquilo que vemos, ouvimos e sentimos.

À medida que o cérebro fica ruidoso, vai mudando a forma como ele processa informação.

Vai perdendo a capacidade de interpretar de forma nítida os detalhes que se modificam rapidamente.

O treinamento visa reverter essa mudança negativa, pois todas as demais operações cerebrais dependem disso.

O limite da performance de qualquer operação mental complexa, como, por exemplo, a memória, será determinado pela claridade com que o cérebro representa a informação.

Se estou tentando gravar uma informação, quanto mais fielmente ela for representada no cérebro, mais facilmente eu consigo lembrar.

O cérebro é uma máquina de fazer previsões. Ele acumula informações ao longo do tempo e, continuamente, faz previsões do futuro e associações com o passado. Posso melhorar essa capacidade simplesmente aumentando a clareza das operações.

Para isso, treinamos o cérebro a manipular informações. Para elevar o nível de suas operações, posso dar uma tarefa em que o cérebro precisa não apenas vir com uma resposta certa, mas com várias possibilidades de resposta em uma alta velocidade e de maneira fluente.

Posso treinar o cérebro a rapidamente classificar informações, a rapidamente mudar as regras de suas operações quando as condições do meio exigirem isso.

Todas essas coisas são válidas de serem praticadas. O que comumente fazemos é avaliar em cada indivíduo onde estão as falhas: no controle de atenção, na habilidade de gravar informação, na forma como ele representa informação em sequência ou como manipula e organiza cadeias complexas de informação. Todas essas coisas são passíveis de treinamento.

O software que usamos lembra alguns jogos para celulares, pois propõe tarefas isoladas que devem ser cumpridas em 1 ou 2 minutos e oferece um certo número de tentativas.

O nível de dificuldade vai rapidamente se ajustando na medida em que o indivíduo vence uma etapa, um nível mais difícil se abre e o desafia para aumentar essa habilidade a um nível maior.




Agência FAPESP – O programa de treinamento pode ser usado para tratar doenças neuropsiquiátricas, como Alzheimer ou esquizofrenia?

MerzenichTemos diversos estudos que mostram que portadores de doenças como Alzheimer, esquizofrenia, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade ou depressão podem ser beneficiados.

Não estou falando de cura, mas de melhorar a qualidade de vida. Mas, pelas leis do meu país, não podemos lidar diretamente com condições médicas. O treinamento, nesse caso, precisa ser intermediado por um médico ou terapeuta.

Também temos estudos que mostram benefícios para pessoas com lesão cerebral causada por AVC ou por trauma, pessoas expostas a veneno, infecções cerebrais e estresse.

Sempre conseguimos obter uma melhora – em alguns casos bastante significativa e, em outros, mais limitada por causa da magnitude da lesão.

Em um dos estudos, aplicamos o treinamento em uma população grande de voluntários que tinham sofrido uma concussão.

Após dois meses, o cérebro havia voltado ao normal, enquanto o grupo que não passou pelo treinamento ainda apresentava alterações neurológicas um ano após a lesão. Também já testamos em pessoas sadias que desempenham funções em que a tomada de decisão pode envolver questões de vida e morte, como policiais e soldados.

Estatísticas indicam que policiais, de maneira geral, fazem más escolhas em 50% dos casos e isso causa grande impacto em uma cidade.

Nossos resultados mostram que com o treinamento é possível melhorar o processo de tomada de decisão.

Em uma pesquisa feita em parceria com uma empresa de seguros, treinamos 20 mil motoristas profissionais ou informais, nesse segundo caso, idosos, e reduzimos pela metade o número de acidentes de trânsito. Já treinamos cerca de 600 mil pessoas ao todo.

Agência FAPESP – Assim como acontece com os músculos, o cérebro perde os benefícios adquiridos quando o treinamento é interrompido?

Merzenich – Fizemos quase 30 ensaios clínicos para avaliar a duração do efeito e vimos que há sempre alguma duração significativa, em alguns domínios bem mais do que em outros.

Se você treina e muda a forma como o cérebro trabalha a atenção, isso é mais duradouro, pois é uma habilidade usada em muitas situações da vida real.

Já quando você treina a habilidade de ouvir, a deterioração é mais rápida.

Mas, certamente, se você atinge um nível de alta performance em alguma habilidade, algum tipo de treino de manutenção será necessário para manter o alto nível.

Em algumas populações em que o funcionamento do cérebro está mais propenso a se deteriorar, como é o caso de pessoas com pré-Alzheimer (prejuízo cognitivo leve) ou com doença de Huntington, o declínio ocorre mais rapidamente quando o treino é interrompido e logo retornam ao nível que teriam se nunca tivessem treinado.

Enquanto estiverem treinando, porém, conseguem se manter relativamente estáveis, mas não sabemos ao certo por quanto tempo.

É um grande desafio porque temos que mantê-los engajados e o treino precisa ser intenso, pois todas as habilidades do cérebro estão em risco.

Agência FAPESP – Como evitar que esse conhecimento seja usado de forma errada?

MerzenichO cérebro pode ser treinado a operar de forma destrutiva e há potenciais formas de abuso.

Muitos teriam interesse em manipular a plasticidade cerebral para propósitos egoístas.

Então é um desafio para nós pensar como isso pode ser controlado e como ter certeza de que esse conhecimento será usado para o bem-estar humano e não para a destruição.

Por exemplo, é possível tirar de casa um garoto de 10 ou 12 anos, um bom estudante, e transformá-lo em um assassino, um monstro.

O que ocorre nesse caso é a plasticidade cerebral direcionada para a destruição.

Agência FAPESP – É possível fazer o caminho reverso nesse caso?

Merzenich – É difícil e requer muito treinamento, mas é possível e esse é um dos meus esforços.

Tratar crianças com longo histórico de abuso e negligência, condições que danificam o maquinário cerebral que controla o aprendizado.

Essas crianças, ao mesmo tempo em que têm o maquinário cerebral de aprendizagem prejudicado, têm acesso a um repertório pobre, que não as prepara para a vida.

Claro que acabam malsucedidas. A menos que façamos algo para ajudá-las do ponto de vista neurológico, não há esperança para elas.

Mas o que a sociedade em geral faz? Culpa-as pelo seu mau desempenho.

Culpamos massivamente as crianças com infâncias terríveis por suas experiências. Isso é estúpido.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Croácia libera maconha para fins medicinais




A Croácia é o mais novo país a legalizar o uso de maconha para fins medicinais para pacientes que sofrem de doenças como câncer, esclerose múltipla ou Aids. A planta não é usada contra as doenças em si, mas para aliviar dores e efeitos colaterais de medicamentos utilizados no combate das doenças.

A legalização passou a valer nesta quinta-feira, mas até o momento nenhum remédio contendo elementos da planta estavam registrados no país, mas oito empresas farmacêuticas devem ser registradas para a manipulação dos elementos. Os pacientes estão liberados para receber até 750 miligramas de Tetraidrocanabinol (THC) por mês.

A nova lei, no entanto, não afeta os demais usos da substância. O plantio e cultivo doméstico da planta, por exemplo, permanecem ilegais.

O país, que é o mais jovem membro da União Europeia, contou com meses de debates e campanhas educativas até que a legalização se tornasse possível.

Fonte: Brasilpost

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ciência :: 6 chaves para ser feliz




Seis chaves para ser feliz, segundo a Universidade de Harvard

Seguem os seis conselhos principais do professor (Tal Ben-Shahar) para ajudar as pessoas a se sentirem afortunadas e contentes:

1. Perdoe seus fracassos. E mais: festeje-os!

“Assim como é inútil se queixar do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremos nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria”, diz o especialista. Temos que nos dar o direito de ser humanos e perdoar nossas fraquezas. Ainda em 1992, Mauger e seus colaboradores estudaram os efeitos do perdão, constatando que os baixos níveis de perdão estão relacionados à presença de transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.

2. Não veja as coisas boas como garantidas, mas seja grato por elas

Coisas grandes ou pequenas. “Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e sempre estarão aqui têm pouco de realista.”

3. Pratique esporte

Para que isso funcione, não é preciso malhar numa academia até se cansar ou correr 10 quilômetros por dia. Basta praticar um exercício suave, como caminhar em passo rápido por 30 minutos diários, para que o cérebro secrete endorfinas, essas substâncias que nos fazem sentir-nos “drogados” de felicidade, porque na realidade são opiáceos naturais produzidos por nosso próprio cérebro, que mitigam a dor e geram prazer. A informação é do corredor especialista e treinador de easyrunning Luis Javier González.

4. Simplifique, no lazer e no trabalho

“Precisamos identificar o que é verdadeiramente importante e nos concentrar sobre isso”, propõe Tal Ben-Shahar. Já se sabe que quem tenta fazer demais acaba conseguindo realizar pouco, e por isso o melhor é se concentrar em algo e não tentar fazer tudo ao mesmo tempo. O conselho não se aplica apenas ao trabalho, mas também à área pessoal e ao tempo de lazer: “É melhor desligar o telefone e se desligar do trabalho nessas duas ou três horas que você passa com a família”.



5. Aprenda a meditar. Esse simples hábito combate o estresse

Miriam Subirana, doutora pela Universidade de Barcelona, escritora e professora de meditação e mindfulness, assegura que “no longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida, superar as crises com mais força interior e ser mais elas mesmas baixo qualquer circunstância”. Ben-Shahar acrescenta que a meditação também é um momento conveniente para orientar nossos pensamentos para o lado positivo; embora não haja consenso de que o otimismo chegue a garantir o êxito, ele lhe trará um grato momento de paz.

6. Treine uma nova habilidade: a resiliência. A felicidade depende de nosso estado mental, não de nossa conta corrente

Concretamente, “nosso nível de felicidade vai determinar aquilo ao qual nos apegamos e a força do sucesso ou do fracasso”. Isso é conhecido como locus de controle, ou “o lugar em que situamos a responsabilidade pelos fatos” – um termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Rotter em meados do século 20 e muito pesquisado com relação ao caráter das pessoas: os pacientes depressivos atribuem seus fracassos a eles próprios e o sucesso a situações externas à sua pessoa, enquanto as pessoas positivas tendem a pendurar-se medalhas no peito, atribuindo os problemas a outros. 

Mas assim perdemos a percepção do fracasso como “oportunidade”, algo que está muito relacionado à resiliência, conceito que se popularizou muito com a crise e que foi emprestado originalmente da física e engenharia, áreas nas quais descreve a capacidade de um material de recuperar sua forma original depois de submetido a uma pressão deformadora. “Nas pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo de enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e recuperar-se, saindo delas fortalecido e com mais recursos”, diz o médico psiquiatra Roberto Pereira, diretor da Escola Basco-Navarra de Terapia Familiar.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/16/ciencia/1434480172_001091.html

domingo, 30 de agosto de 2015

Cérebro humano é cultivado em laboratório




Cientistas criam cérebro humano em laboratório pela 1ª vez


Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, afirma ter chegado ao cérebro mais completo já cultivado em um laboratório. Ele possui 99% das células de um cérebro humano adulto, embora tenha o tamanho do encéfalo de um feto de cinco semanas e seja totalmente desprovido de raciocínio e consciência. 

Esse modelo anatomicamente funcional poderá servir como banco de testes para a pesquisa de novos fármacos, o que revolucionaria o estudo de doenças neurológicas, como o Alzheimer e o Parkinson. Até agora, o cultivo de cérebros humanos tinha gerado apenas pequenas organelas de tecido nervoso, sem as funções de um cérebro completo. 

No entanto, a Universidade Estadual de Ohio conseguiu criar um e, apesar de não ter revelado todos os detalhes do procedimento, acredita-se que ele teria sido concebido de células-tronco pluripotentes, extraídas do tecido cutâneo. Isso implicaria um horizonte imenso de possibilidades, já que um paciente poderia doar células para o cultivo de um modelo do seu próprio cérebro e, dessa forma, tratar doenças de modo completamente personalizado. 

Fonte: Gizmodo

terça-feira, 16 de junho de 2015

Novo tratamento contra Alzheimer pode curar a doença



Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer


Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.

Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.

Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.



Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.

Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.

Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.

Fonte: Ciência Online

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Você sabia que, além de 10 trilhões de células próprias, temos 100 trilhões de microorganismos em nosso corpo?




Você não é você. Você é mais que você. Além de 10 trilhões de células próprias, um corpo saudável abriga 100 trilhões de microorganismos de até 100 mil espécies. Para chamar seu corpo de lar, doce lar, eles pagam um aluguel e tanto: digerem sua comida, produzem vitaminas e o protegem de doenças.




Limpadores
ONDE Olhos.
QUEM S. epidermidis.
Defendendo o território contra invasores, essa bactéria ajuda as lágrimas na faxina da conjuntiva, a membrana que reveste os olhos.

Fabricantes de cera
ONDE Ouvidos.
QUEM S. epidermidis.
Junto com a Corynebacterium, produz um pouco de cera – a maior parte, fabricada por glândulas no canal do ouvido, tem enzimas antibacterianas.

Dedetizadores
ONDE Nariz.
QUEM S. epidermidis.
Aqui, a onipresente bactéria das áreas externas ajuda na defesa do corpo. Sua simples presença inibe ataques de bactérias de pneumonia.

Pedreiros
ONDE Boca.
QUEM Várias bactérias.
Cada ml de saliva contém 100 milhões de bactérias! A comida acumulada traz espécies como Bacteroides, que causam placas e cáries nos dentes.

Professores
ONDE Garganta.
QUEM Streptococcus.
A presença dessas bactérias em pequena quantidade estimula as células do sistema imunológico a combater organismos invasores.

Perfuradores
ONDE Estômago.
QUEM H. pylori.
O ácido clorídrico costuma matar tudo. Mas a bactéria Helycobacter pylori às vezes resiste e provoca feridas na parede do estômago.

Mineradores
ONDE Intestino delgado.
QUEM Bactérias.
As poucas bactérias que sobrevivem ao muco antimicrobial absorvem nutrientes que o corpo não utiliza. Se aumentarem, causam diarréia.

Fabricantes de dejetos
ONDE Intestino grosso.
QUEM Bactérias.
Quilos de bactérias comem o que o corpo não absorve (fibras e celulose). Na fermentação, produzem metade do peso das fezes e os gases do cocô.

Seguranças
ONDE Pele.
QUEM Várias bactérias.
Alimentando-se de gordura (o sebo da pele), 3 tipos de bactérias liberam substâncias que agem como antibióticos, impedindo a vinda de organismos nocivos.

Turistas
ONDE Genitais.
QUEM Lactobacillus.
No pênis, os microorganismos só passam pelo local e são logo expulsos pela urina. Na vagina, a bactéria Lactobacillus deixa o ambiente ácido e protege contra candidíase.

Fonte: http://super.abril.com.br/historia/microorganismos-inquilinos-corpo-447372.shtml


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Bicarbonato contra o câncer?




por Heliton Batista (reprodução de "O Jornaleiro")

Inicialmente banido da comunidade médica italiana, foi aplaudido de pé na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou sua terapia. O médico observou que todo paciente de câncer tem aftas.

Isso já era sabido da comunidade médica, mas sempre foi tratada como uma infecção oportunista por fungos – Candida albicans. Esse médico achou muito estranho que todos os tipo de câncer tivessem essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores mas têm em comum o aparecimento das famosas aftas no paciente.

Então, pode estar ocorrendo o contrário, pensou ele. A causa do câncer pode ser o fungo.

E, para tratar esse fungo, usa-se o medicamento mais simples que a humanidade conhece:bicarbonato de sódio. Assim ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonato de sódio, não apenas ingerível, mas metodicamente controlado sobre os tumores.



Resultados surpreendentes começaram a acontecer

Tumores de pulmão, próstata e intestino desapareciam como num passe de mágica, junto com as Aftas.



Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hoje comprovam com seus exames os resultados altamente positivos do tratamento. Para quem se interessar mais pelo assunto, siga o link (em inglês): não deixem de ver o vídeo, no link abaixo. O medico fala em italiano, mas tem legenda em português. http://www.curenaturalicancro.com/

Lá estão os métodos utilizados para aplicação do bicarbonato de sódio sobre os tumores.
Quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e barato.

Parece brincadeira, né?

Mas foi notícia nos EUA e nunca chegou por aqui.

Bem que o livro de homeopatia recomenda tratar tumores com bórax, que é o remédio homeopático para aftas. E os macrobióticos consideram o câncer uma manifestação natural do meio ácido.
Afinal, uma boa notícia em meio a tantas ruins.

Na integra