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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Quanto mais você usa o Facebook, mais infeliz você fica




Redes Sociais e você

Este é o resultado de uma pesquisa inédita, que traz também uma boa notícia: os voluntários que tiveram mais contato real (e não virtual) com outras pessoas, foram mais felizes

por Lino Bocchini — publicado 27/09/2013 14:38, última modificação 27/09/2013 21:21 - reprodução de http://bit.ly/188WKGi - Carta Capital

Sim, é isso mesmo. Quanto mais você usa o Facebook, mais você fica infeliz. Pior: fica também mais solitário(a). E isso não é papo de boteco ou conclusão da cabeça do autor deste texto. Trata-se do resultado de uma pesquisa de fôlego recente conduzida pelo Laboratório de Estudos de Emoção e Autocontrole da Escola de Psicologia da Universidade de Michigan.

O resultado foi publicado pela Public Library of Science agora na segunda quinzena de agosto e é um dos destaques da reportagem "Brucutus da Timeline", dos repórteres Edu Graça e Rodrigo Martins, de CartaCapital. O material da dupla traz também outros estudos, e está na capa da edição que começou a chegar às bancas e tablets nesta sexta-feira 27.

O levantamento que chegou à conclusão dolorosa do título deste artigo foi conduzido pelo professor Ethan Kross, do Instituto de Pesquisas Sociais da Universidade de Michigan, em parceria com Phillipe Verduyn, da Universidade de Leuven, na Bélgica. Destacou-se por ser o primeiro a acompanhar com um método claro a rotina de dezenas de usuários da rede social.



Foram recrutados 82 jovens com menos de 30 anos para o experimento, e as perguntas foram enviadas diariamente 5 vezes, das 10 da manhã à meia noite, por meio de sms (mensagem de texto por celular). "Com isso fomos capazes de mostrar como o ânimo dos usuários mudava de acordo com o uso que cada um fazia do Facebook", explica Kross.

Independentemente da quantidade de amigos, das condições psicológicas dos pesquisados e da motivação para o uso da internet, a cada passagem pelo Facebook  aumentavam a preocupação e a sensação de isolamento e infelicidade dos jovens. "Em princípio, o Facebook parece oferecer recursos inestimáveis para satisfazer a necessidade humana de conexão social. Em vez de incrementar a sensação de bem estar, nossa pesquisa sugere, no entanto, que o Facebook diminui a percepção de felicidade do usuário", analisa o acadêmico.

Os 82 voluntários foram também instados a dar uma nota de satisfação obtida consigo mesmo no começo e no fim da pesquisa. A exposição ao Facebook apareceu diretamente ligada à sensação de infelicidade: quem passava mais tempo no site, mais infeliz havia ficado duas semanas depois. Por outro lado, quanto maior o contato social direto, com amigos de carne e osso, sem mediação digital, maior a sensação de felicidade.

O cientista levanta uma possibilidade para este fato: o Facebook ativaria um poderoso processo de comparação social. "Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior. Essa é uma das possíveis explicações. Outro fator pode ser a falta de interação direta com outras pessoas."

Vale a reflexão.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Regra da minoria: Cientistas descobrem ponto de inflexão para a propagação de idéias



Crédito:SCNARC/Rensselaer Polytechnic Institute
Na visualização, vemos o ponto de inflexão em que a opinião da minoria [mostrada em vermelho] transforma-se rapidamente opinião da maioria. Com o tempo, a opinião da minoria cresce. Uma vez que a opinião da minoria chega a 10% da população, a rede muda rapidamente, como a opinião da minoria, assumindo o controle da opinião da maioria original [mostrado em verde].

Cientistas do Rensselaer Polytechnic Institute descobriram que quando apenas 10 por cento da população tem uma crença inabalável, sua crença será sempre tomada pela maioria da sociedade. Os cientistas, que são membros do Social Cognitive Networks Academic Research Center (SCNARC) no Rensselaer, utilizaram métodos computacionais e analíticos para descobrir o ponto de inflexão em que uma crença da minoria torna-se a opinião da maioria. A descoberta tem implicações para o estudo e influencia das interações sociais, que vão desde a disseminação de inovações até o movimento de ideais políticos.

"Quando o número de formadores de opinião está abaixo de 10 por cento, não há progresso visível na propagação de idéias. Seria literalmente como pegar a quantidade de tempo comparável à idade do universo para este tamanho de grupo alcançar a maioria", disse o Diretor do SCNARC Boleslaw Szymanski, o Claire e Roland Schmitt, Professor Emérito da Rensselaer. "Uma vez que esse número cresce acima de 10 por cento, a idéia se espalha como fogo."

Como exemplo, os acontecimentos em curso na Tunísia e Egito parecem apresentar um processo semelhante, de acordo com Szymanski. "Nesses países, os ditadores que estavam no poder por décadas foram subitamente derrubados em apenas algumas semanas."

Os resultados foram publicados em 22 de julho de 2011, na a revista Physical Review E, em um artigo intitulado "Consenso social através da influencia das minorias comprometidas."

Um aspecto importante da descoberta é que o percentual de formadores de opinião, necessário para mudar opinião da maioria, não se altera significativamente, independentemente do tipo de rede na qual os detentores da opinião estão trabalhando. Em outras palavras, o percentual de formadores de opinião, requeridos para influenciar uma sociedade, permanece em aproximadamente 10%, independentemente de como ou onde começa essa opinião e de como ela se espalha na sociedade.

Para chegar a esta conclusão os cientistas desenvolveram modelos de computador, de vários tipos de rede social. Uma das redes tinha cada pessoa conectada a todas as outras pessoas na rede. 


O segundo modelo incluiu alguns indivíduos que estavam conectados a um grande número de pessoas, tornando-os distribuidores de opinião ou líderes. O modelo final deu a cada pessoa, no modelo, aproximadamente o mesmo número de conexões. O estado inicial de cada um dos modelos foi um mar de titulares de visão tradicional. Cada um destes indivíduos tinha uma visão, mas também, muito importante, de mente aberta para outras visões.

Uma vez que as redes foram construídas, os cientistas "salpicaram" alguns verdadeiros crentes em cada uma das redes. Essas pessoas se mostraram completamente definidas em suas visões e inabaláveis em modificar essas crenças. Como os verdadeiros crentes começaram a conversar com aqueles que possuíam o sistema de crenças tradicionais, as marés, de forma gradual e depois muito abruptamente, começaram a mudar.

"No geral, as pessoas não gostam de ter uma opinião impopular e estão sempre buscando, tentando chegar a um consenso localmente. Montamos essa dinamica em cada um de nossos modelos", disse Sameet Sreenivasan, Pesquisador Associado ao SCNARC, autor e correspondente da publicação. Para conseguir isso, cada um dos indivíduos nos modelos "falaram" uns aos outros sobre sua opinião. Se o ouvinte tiver as mesmas opiniões que o narrador, isto reforça a crença do ouvinte. Se a opinião for diferente, o ouvinte considera, mas é levado a falar com outra pessoa. Se essa outra pessoa também tem esta nova crença, o ouvinte passa a adotar essa crença.

"Como os agentes de mudança começam a convencer mais e mais pessoas, a situação começa a mudar", disse Sreenivasan. "As pessoas começam primeiramente a questionar suas próprias visões e, em seguida, adotar a visão completamente nova, espalhando-a ainda mais. Se os verdadeiros crentes influenciam apenas seus vizinhos, eles não podem mudar nada dentro de um sistema maior, como vimos, com percentagens inferiores a 10%."

A pesquisa tem amplas implicações para a compreensão de como a opinião se espalha. "Há claramente situações em que isso ajuda a saber como disseminar eficiente alguma opinião ou como suprimir alguma opinião em desenvolvimento", afirma o professor associado de Física, e co-autor do artigo, Korniss Gyorgy. "Alguns exemplos podem ser a necessidade de convencer rapidamente a evacuar uma cidade antes de um furacão, ou divulgar novas informações sobre a prevenção de uma doença numa vila rural."

Os pesquisadores agora estão procurando parceiros no ambito das ciencias sociais, e outros campos, para comparar seus modelos computacionais com exemplos históricos. Eles também estão observando para estudar como o percentual pode ser mudado, quando inserido em um modelo onde a sociedade é polarizada. Em vez de simplesmente manter uma visão tradicional, a sociedade pode ter dois pontos de vista opostos. Um exemplo dessa polarização seria Democratas contra Republicanos.

Fonte: Internet: PHSORG.COM: http://www.physorg.com/news/2011-07-minority-scientists-ideas.html - acessado em 8/08/2011 - tradução 'sin permisso'

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Como se comportar no Facebook




Você tem boas maneiras no Facebook? Timmy e Alice não. Assista este vídeo sobre o mau comportamento online deste casal, para saber os prós e contras de breakups no Facebook. 
fonte: YouTube/http://www.yourtango.com