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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pesquisa reconstrói história da TV no Paraná




por: LIA MENDONÇA · Agência UEL de Notícias 
Prof. Osmani Ferreira da Costa

Osmani Costa: “A falta de bibliografia na área nos levou a recorrer a jornais e muitas entrevistas com diretores e ex-diretores de televisão”

Reconstituir e interpretar, historicamente, as relações políticas estabelecidas entre empresários de comunicação social e o Executivo Federal que resultaram em concessões para a implantação e o funcionamento de 12 emissoras e de três redes regionais de televisão no Paraná, de 1954 a 1985, foi o tema da tese de doutorado do professor do curso de Jornalismo (CECA), Osmani Ferreira da Costa, apresentada à UNESP de Assis, sob orientação do professor Áureo Busetto.

Uma das conclusões de sua pesquisa foi que “apenas as duas concessões de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo – considerado o pai da televisão brasileira, um dos personagens mais influentes do Brasil nos anos 1940 e 50, presidindo o extinto império das comunicações Diários e Emissoras Associados – não dependeram, no Paraná, de apoio político do Palácio Iguaçu para sua implantação”.

Para Osmani Costa, o ano de 1954 marca o início das primeiras experiências televisivas no Paraná, em Curitiba. E, 1985, o marco cronológico final – registra a inauguração da terceira e última emissora do primeiro e maior grupo paranaense beneficiado por concessões do regime militar (1964-1985), o do ex-governador Paulo Pimentel. “O fato fecha o ciclo original relacionado aos dois principais problemas que nortearam meu estudo: a política de concessões de canais e a regionalização da TV no Paraná”, explica.

Em sua pesquisa “A televisão e o palácio: concessões e desenvolvimento das emissoras e redes televisivas no Paraná”, o professor reforça que a efetiva instalação da TV no Paraná coincidiu com o fim dos anos dourados da agricultura paranaense na década de 1960. E também com o início do processo de urbanização, industrialização e implantação da rede prestadora de serviços nas médias e grandes cidades paranaenses, nas décadas de 1970 e 1980. “A esta situação soma-se o fato de que, na mesma época, o país conviveu com o regime militar por 21 anos. Nos anos de 1960, os mais movimentados na história do setor televisivo paranaense, cinco emissoras entraram em operação. Das 12 TVs inauguradas no período de 25 anos, quatro foram instaladas em Curitiba e duas em Londrina, e as demais seis emissoras em: Apucarana, Ponta Grossa, Maringá, Cascavel, Cornélio Procópio e Foz do Iguaçu”, destaca Osmani Costa.

RÁDIO - O professor ressalta a importância do rádio no processo de implantação da televisão, não só no estado como em todo o país: “O sistema de radiodifusão contribuiu com os recursos humanos especializados necessários à implantação e ao funcionamento da TV, oferecendo técnicos de som, programadores, redatores, radioatores, radioatrizes, locutores-apresentadores e outros profissionais”. Ele cita também a importância do papel político dos jornais nas negociações que levaram os grupos paranaenses de comunicação a conquistarem as suas concessões de TV.

Osmani Costa lamenta que, apesar de a TV ocupar o lugar de principal fonte de entretenimento, lazer e de informação para a maior parte da população brasileira, no Paraná não passam de meia dúzia os livros que registram a trajetória da televisão, sendo que dois deles foram produzidos por historiadores. Então, para elaborar sua tese de doutorado, ele recorreu aos três jornais diários – Folha de Londrina, Gazeta do Povo e O Estado do Paraná –, fez nove entrevistas com diretores e ex-diretores de emissoras televisivas e de jornais. Entre eles, Ronald Sanson Stresser, o ex-governador Paulo Pimentel, Oscar Martinez, o ex-arcebispo de Maringá, D. Jaime Luiz Coelho e o ex-diretor da Folha de Londrina, Walmor Macarini. O professor também pesquisou documentos da legislação a respeito do sistema de concessão de canais, baseada no Código Brasileiro de Telecomunicações a partir de 1962.

Ele destaca em sua tese o pioneirismo do Paraná no setor de Telecomunicações: “Em 1963 ganhamos a segunda televisão do interior do País e a primeira do interior do estado: a TV Coroados, de Londrina. Ela nasceu ligada à Rede Tupi, de Assis Chateaubriand, e foi concedida por decreto assinado pelo então presidente Jânio Quadros, em 1961. Mais tarde passou para o comando do grupo liderado pelo empresário curitibano Adherbal Stresser, posteriormente, foi para as mãos do ex-governador Paulo Pimentel, depois para Oscar Martinez e, finalmente, para o Grupo RPC-TV. Em sua dissertação de mestrado, o professor pesquisou a história do Rádio em Londrina, que virou livro lançado pela Eduel. Com essas duas pesquisas, Osmani Costa traz uma grande contribuição à história da imprensa do Paraná.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Reality?




A mídia de massa tenta implantar rituais consumistas em sua mente, liberte-se desses rituais. Os rituais criados pelos meios de comunicação, seja Ídolos ou Campeonatos de Futebol, são criados com a intenção de subverter a resistência.

Os reality shows são criados com a intenção de absorver a ansiedade do povo explorado. Reality shows de televisão, como Survivor e Big Brother, são criados com a intenção de criar uma falsa e suspeita comunidade. 

São espetáculos midiáticos desprezíveis, que ensinam as pessoas a desconfiar de seus concidadãos para ganhar prêmios e dinheiro.

O Big Brother é um dispositivo perverso, concebido para preencher os corações das pessoas com medo e paranóia. Os revolucionários devem evitar todos os pensamentos paranóicos, o sistema não é onisciente ou que tudo vê, na realidade o sistema é muito frágil.

Os revolucionários devem aprender a investir sua energia na criação de rituais que subvertem o sistema ao invés de reforçá-lo. Você deve aprender a preservar suas energias vitais para o que mais importa: a revolução.

Fonte: Tradução livre de Noam Chomsky (@NoamChomski, via twitter, de 15 a 16/02/12)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Google firmará parcerias para desenvolver a Google TV

Google pretende firmar novas parceria para desenvolver o Google TV
Fonte: NoticiasBR

O presidente do conselho da empresa Google, Eric Schmidt, afirmou durante participação no Festival Internacional de TV de Edimburgo, que aconteceu no sábado (27), a intenção da empresa em firmar novas parcerias para desenvolver o seu próprio serviço de televisão. Conhecido como Google TV, o serviço permite que os usuários façam misturas entre o conteúdo da televisão e da internet. Com a ferramenta, o usuário pode assistir as suas escolhas no próprio televisor.

Para Schmidt, um dos maiores problemas para ganhar maior reconhecimento com o Google TV é uma questão técnica diretamente relacionada com os próprios televisores. De acordo com ele, a perspectiva é que os cidadãos troquem uma vez a cada cinco anos de aparelho, o que exige adaptação na maneira como o televisor consegue receber o conteúdo transmitido pelo Google TV. Até o momento, os parceiros do Google TV são a Sony e a Logitech, sendo que a segunda se responsabiliza pela produção de mouses, alto-falantes, webcams e teclados para computadores.

A expectativa é que novas empresas passem a fazer parte do quadro de parceiros do Google TV e que as duas já existentes continuem com o trabalho junto à Google. Por mais que Schmidt não tenha informado quais são os possíveis futuros companheiros, ele afirmou que logo deve ser feito um anúncio oficial.

Com relação à transmissão de vídeos na internet, a Google é a empresa que controla o site YouTube, um dos principais para o compartilhamento desse tipo de arquivo online. A aquisição aconteceu em 2006 e desde então a Google não anunciou lucros com a compra.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sessão Pulso de Cinema ◎ Além do Cidadão Kane




Além do Cidadão Kane, do original em inglês: Brazil: Beyond Citizen Kane, é um polêmico documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa do finado jornalista Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.

Roberto Pisani Marinho foi um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil; nasceu no Rio de Janeiro, em 3 de dezembro de 1904, e veio a falecer na mesma cidade, em 6 de agosto de 2003, sendo um dos maiores jornalistas e empresários brasileiros da história.

O documentário da BBC mostra os supostos cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana.

No vídeo, depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. "Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane"