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sábado, 11 de março de 2017

Mês da Mulher: Elizabeth Eckford

Foto: Will Counts
Elizabeth Eckford ignora os gritos dos outros estudantes em seu primeiro dia, integrada em uma escola secundária de Little Rock, em 1957. 

No dia 4 de setembro de 1957, Elizabeth e outros oito estudantes negros tentaram entrar na Little Rock Central High School, reservada apenas para estudantes brancos. 

Uma multidão impediu a entrada, proferindo insultos desclassificantes contra Elizabeth, que foi sozinha por não ter sido informada que os alunos negros viriam em grupo.

Diante do impasse, no dia 24 de setembro de 1957, o presidente, Dwight Eisenhower, tentou convencer o governador Orval Faubus a aceitar as leis federais; mas as negociações fracassaram.

Sem alternativas, para fazer evoluir as negociações, o presidente americano enviou os homens  da Marinha para escoltar os nove alunos negros, para  que eles pudessem entrar na Little Rock Nine Central High School.

Como a maioria dos moradores da cidade estava enfurecido, o governador  radicalizou e decidiu fechar todas as escolas por um ano, em vez de permitir  a mistura entre os estudantes negros e brancos.

Em 1958, Elizabeth Eckford mudou-se para para St. Louis, no Missouri, para  fazer curso de História. Após a faculdade, ela tornou-se a primeira mulher americana afro-descendente, em St. Louis, a trabalhar em um banco.

Nos anos 60, Elizabeth voltou para Little Rock e trabalhou como professora substituta em uma escola pública. Hoje, a Little Rock Central High School abriga um museu que registra os eventos de segregação racial acontecidos e ratifica a sua política contra qualquer discriminação.

Em 1996, sete dos Little Rock Nine, incluindo Elizabeth Eckford, participaram do programa de televisão de Oprah Winfrey, onde  se reencontraram com alguns dos estudantes brancos que apoiaram o racismo naquele lamentável evento.

...
A fotografia  de Will Counts capta as chagas da desagregação racial - em Little Rock e em todo o Sul dos estados Unidos - e registra um momento épico do movimento dos direitos civis.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Internacional para Eliminação da Violência e Discriminação Racial




As crianças não sabem sobre a discriminação racial.
1982, Cidade do Cabo, África do Sul. Foto da ONU.
O Dia Internacional para Eliminação da Violência e Discriminação Racial é comemorado anualmente em 21 de março. Nesse dia, em 1960, a polícia abriu fogo e matou 69 pessoas em uma manifestação pacífica contra o apartheid (pass laws), em Sharpeville, África do Sul. Ao proclamar o Dia em 1966, a Assembléia Geral das Nações Unidas exortou a comunidade internacional a redobrar os seus esforços para eliminar todas as formas de discriminação racial (resolução 2142 (XXI)).

Desde então, o sistema do apartheid na África do Sul foi desmantelado. Leis e práticas racistas foram abolidas em muitos países, e temos construído um quadro internacional de combate ao racismo, orientado pela Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial. A Convenção está próxima à ratificação universal, ainda assim, em todas as regiões, muitos indivíduos, comunidades e sociedades sofrem da injustiça e do estigma que o racismo traz.

O primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos". O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, lembra-nos da nossa responsabilidade coletiva de promover e proteger este ideal.

Manifesto

O Barcelona Futebol Clube e a Unesco lançaram, nessa segunda-feira, um vídeo com mensagens de astros do futebol para combater o racismo. O filme, que marca o Dia Internacional para Eliminação da Violência e Discriminação Racial, conta com Lionel Messi, Seydou Keita e Gerard Piqué.

Na mensagem de 33 segundos, Messi é o primeiro a aparecer com um spray na mão dizendo que a parceria da Unesco com o Barcelona pretende combater o racismo. De acordo com a Unesco, a educação e o esporte ajudam no bem-estar de crianças e jovens, incluindo a promoção do diálogo, entendimento mútuo e coesão social. Em mensagem, o Secretário-Geral da ONU disse que em 2011, o Dia está consagrado a combater a discriminação de que são objeto os afrodescendentes.

Ban Ki-moon chamou a atenção do mundo para a necessidade de acabar com atitudes públicas e privadas que perpetuam o racismo.

Veja o vídeo:


Fonte:
http://www.un.org/en/events/racialdiscriminationday/http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/193570.htmlhttp://www.youtube.com/watch?v=nKe-oQH2Mz0

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