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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

IC 1101: A Maior Galáxia no Universo




VIA ASTOUNDE¹

E você que achou que o salto estratosférico de Felix Baumgartner  te fez se sentir pequeno.


Estamos descobrindo fatos incríveis sobre o universo aparentemente todos os dias. Nós pensamos que o universo tem 13,7 bilhões de anos-luz e que atualmente está se expandindo. Existem teorias de que o universo poderia ser infinito e teorias de que poderia haver vários universos. Para nossos propósitos hoje, vamos ficar com apenas os fatos, e conversar um pouco sobre a maior galáxia conhecida pelo homem, criativamente chamada IC 1101!

A Galáxia da Via Láctea

A galáxia na qual a Terra reside, a galáxia da Via Láctea, tem cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro. Você pode estar se perguntando o que é um ano-luz? Quantos quilometros existem em um ano-luz? Você provavelmente ficaria surpreso ao saber que apenas um ano-luz é equivalente a 9,5 trilhões de quilômetros! (Na verdade, é 9.461.000.000.000, mas quem está contando).

Para colocar isso na perspectiva de nossas capacidades de viagem espacial, a sonda Voyager 1 da NASA, o objeto mais distante já lançado da Terra, atualmente percorreu um acumulado de 21,2 bilhões de quilometros. Eu mencionei que a Voyager 1 partiu da Terra há 40 anos?

IC 1101


A IC 1101, no centro, em foto do Telescópio Espacial Hubble
Agora que nos enfrentamos com o fato infeliz de que provavelmente nunca vamos visitar a IC 1101, vamos descobrir o quão grande ela é comparada com a galáxia aparentemente maciça em que vivemos. 

Nós dissemos que a Via Láctea tem 100 mil anos-luz de diâmetro, bem, a IC 1101 tem aproximadamente 6 milhões de anos-luz de diâmetro! Ela também está localizada a mais de um bilhão de anos-luz de distância da Terra! 

É tão sensacionalmente enorme e distante que seu cérebro pode ter explodido (se assim for, pedimos desculpas). As chances são de que você nunca tenha pensado no espaço assim.

Como a IC 1101 se tornou a maior galáxia do universo? Ao longo de bilhões de anos, galáxias menores foram sendo atraídas umas pelas outras e colidiram. Esse processo, embora longo e árduo, cria uma galáxia exponencialmente maior, atualizando-a com novos materiais e estrelas no processo. Coisas bastante loucas.

Poder Estelar

Finalmente, como você provavelmente já sabe, o que chamamos de sol é uma estrela. Há entre 100 a 200 bilhões de estrelas na Galáxia da Via Láctea. Quantas estrelas existem na IC 1101? Experimente 100 trilhões.

Sim, somos muito pequenas no grande esquema das coisas. Estamos fazendo alguns avanços científicos e tecnológicos sensacionais todos os dias, e definitivamente podemos alcançar as estrelas, mas ainda temos um longo caminho a percorrer antes de podermos chegar a essas estrelas. Aqui está um pequeno vídeo falando mais sobre o IC 1101.


FONTE: 1- TEXTO ESCRITO POR MIKE AWADA | VIA ASTOUNDE (TRADUÇÃO E ATUALIZAÇÃO LIVRE)

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sábado, 21 de outubro de 2017

Brasil participa de trabalho que ganhou o Nobel de Física



Pesquisadores do Inpe integram colaboração científica que detectou as ondas...


A detecção de ondas gravitacionais, que confirmou parte fundamental da Teoria Geral da Relatividade, formulada por Albert Einstein, ganhou o Prêmio Nobel de Física, anunciou a Academia Real de Ciências da Suécia em 03 de outubro de 2017. Os norte-americanos Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barish serão premiados pelo trabalho que resultou no Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais Ligo (do inglês Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory), do qual participam cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). A primeira detecção foi realizada em 2015 e inaugurou um novo campo da astronomia.

“Este é um reconhecimento histórico para a área e para o trabalho árduo de todos os envolvidos nela. Com o anúncio, fica claro que a comunidade científica reconhece como inaugurada a Astronomia de Ondas Gravitacionais. Falta agora a ação das fontes de financiamento científico brasileiro (CNPq, Capes, Faps) para criarem esta nova subárea de pesquisa nos formulários de pedidos de apoio”, afirmou o pesquisador Odylio Denys Aguiar.

Ele participa da Colaboração Científica Ligo junto com outros cinco membros na Divisão de Astrofísica do Inpe: César Augusto Costa, Márcio Constâncio Jr, Elvis Camilo Ferreira, Allan Douglas dos Santos Silva e Marcos André Okada.

O grupo do Inpe trabalha no aperfeiçoamento da instrumentação de isolamento vibracional e térmica do Ligo, na sua futura operação com espelhos resfriados. O principal objetivo é aumentar a sensibilidade dos detectores para observar mais fontes de ondas gravitacionais. Além disso, o grupo atua na caracterização dos detectores, buscando determinar as suas fontes de ruído e a redução dos seus efeitos nos dados coletados, permitindo que sinais de ondas gravitacionais fortes sejam mais facilmente localizados.

Ondas gravitacionais carregam informações sobre suas origens e sobre a natureza da gravidade que não podem ser obtidas de outra forma. As ondulações no tecido do espaço-tempo provocadas pela colisão de buracos negros haviam sido previstas, mas nunca observadas antes do Ligo.

De acordo com a relatividade geral, um par de buracos negros orbitando entre si perde energia através da emissão de ondas gravitacionais, fazendo-os se aproximarem gradativamente ao longo de bilhões de anos e bem mais rápido nos minutos finais. Durante a fração final de segundo, os buracos negros colidem um contra o outro com velocidade aproximadamente igual à metade da velocidade da luz e formam um buraco negro mais massivo, convertendo em energia uma porção da massa total do par, de acordo com a fórmula de Einstein E=mc2.



Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Propulsão a Laser pode viabilizar missões interestelares


NASA está desenvolvendo um sistema que poderá realizar viagens interestelares

Cientistas renomados estão em busca do aprimoramento da tecnologia de propulsão a laser
A NASA está trabalhando a todo vapor para aprimorar e desenvolver os equipamentos e tecnologias necessárias para realizar a primeira missão tripulada para Marte, que está prevista para acontecer em 2030. 

Com a tecnologia que a agência espacial americana possui no momento, a missão demoraria cinco meses para chegar ao planeta vermelho.

Ao mesmo tempo, uma equipe de cientistas da agência espacial americana estuda as melhores formas de realizar uma viagem interestelar.

Como explica o Science Alert, no momento é possível propulsionar as partículas de forma a chegarem perto da velocidade da luz, mas só dentro do laboratório. É por isso que o cientista da NASA Philip Lubin e sua equipe estão desenvolvendo um sistema no qual lasers propulsionarão a nave. "Nós propomos um sistema que nos permitirá dar o primeiro passo em direção à exploração interestelar usando energia direta de propulsão em conjunto com sondas em miniatura. A partir de trabalhos recentes relacionados à fotônica, conseguimos ver novas formas de combinar essas tecnologias para enviar sondas para fora do nosso sistema solar", disse o pesquisador em entrevista ao Phys.


O sistema funcionaria com base na movimentação de fótons que seriam impulsionados por grandes lasers localizados na Terra. Apesar de não possuirem massa, essas partículas contêm energia e impulso. Quando são refletidas em um objeto, esse impulso é transferido. Com bastante movimento seria possível gerar impulso o suficiente para gradualmente acelerar uma nave espacial.

De acordo com Lubin, com essa tecnologia uma missão não tripulada poderia chegar em Marte em cerca de três dias, enquanto uma missão tripulada demoraria cerca de um mês.

Caso fosse utilizada em viagens interestelares, essa tecnologia poderia fazer uma nave viajar em uma velocidade próxima à da luz. "Explorar as estrelas e exoplanetas mais próximos seria uma grande conquista para humanidade, com implicações enormes", escreve Lubin. "Chegou a hora de começarmos essa jornada inevitável além do nosso lar."

A NASA fez um vídeo falando sobre outros aspectos do uso da propulsão a laser. Assista: