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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vídeos :: Zeitgeist e Zeitgeist Addendum



Zeitgeist é uma série de três documentários lançados entre 2007 e 2011 que apresentam várias teorias da conspiração, além de propostas para amplas mudanças sociais e econômicas.

A seqüência, Zeitgeist: Adendo estreou no 5 º Festival Anual de Cinema Ativista em Los Angeles, Califórnia, em 2 de outubro de 2008. 

Debruça-se sobre "a verdadeira fonte de instabilidade na nossa sociedade, ao mesmo tempo que oferece a única fundamental solução a longo prazo.





Zeitgeist - Espírito do tempo (termo alemão que exprime o avanço intelectual e cultural do mundo numa época). Zeitgeist apresenta fatos novos ou desconhecidos do público em geral, que comprometem a forma como entendemos o "mundo". Dividido em 3 partes, abrange os temas:

 - As I e II grandes guerras, causas e interesses;

 - A religião católica e os mitos que a originaram; 

 - Catástrofes económicas e a reserva federal.

terça-feira, 10 de julho de 2012

pulso.DOC :: A história da obsolescência programada [legendado]



A temática é quanto ao papel que a indústria tem em fabricar coisas não duráveis, para que se quebrem e compremos outras. O documentário traz provas dessa prática, e demonstra o quão nefasta ela tem sido, tanto para a própria economia quanto para o planeta. Comprar, jogar fora, comprar...

O documentário The Light Bulb Conspiracy (A conspiração da lâmpada) de Cosima Dannoritzer 2011, com o título em português de Comprar, jogar fora, comprar: A história da obsolescência programada evidencia a prática da obsolescência programada (ou planejada) como o motor da sociedade de consumo, onde desde os anos de 1920 fabricantes começaram a diminuir a vida útil dos produtos para aumentar as vendas.

Provavelmente, a solução para a sociedade de consumo de crescimento está longe de apenas, pequenas adaptações ditas mais ecológicas e sustentáveis, como muitas empresas tem proposto, e sim numa mudança mais radical ao invés de um crescimento um decrescimento, uma verdadeira mudança de lógica, reduzindo o consumo e a produção, aumentando apenas o sentido de nossas próprias existências.



fonte: youtube e ea crítica

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sex Pistols - There'll Always Be An England



Featuring Sex Pistols at Brixton Academy, November 2007. Filmed by Julien Temple.

Este filme ímpar celebra um marco na história musical das lendas do punk, Sex Pistols.

Trinta anos após o lançamento do álbum revolucionário never mind the bollocks, membros originais da banda John Lydon, Steve Jones, Paul Cook e Glen Matlock sobem ao palco da Brixton Academy de Londres para comemorarem o seu controverso e influente álbum de estreia. Realizado por Julien Temple (The Great Rocke Roll Swindle)

There’ll Always Be An England inclui actuações impressionantes de todos os clássicos da banda.



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Forme opinião, seja você a sua própria mídia




Informe-se sobre a situação do mundo hoje, não feche seus olhos e ouvidos para as coisas que não se encaixam com o mundinho açucarado do consumismo agradável. O mundo real é similar ao que mostram para você em superproduções midiáticas, é assim para te confundir, mas a realidade pouco ou nada tem a ver com estes produtos. O monomito se repete desde a Grécia antiga...

Quando buscar entretenimento, busque interatividade, experimente ler um livro, um texto e formar você mesm@ as imagens em sua mente. Liberte-se dos padrões de consumo insustentável e de conteúdo que ao invés de te acrescentar alguma coisa apenas quer te vender algo. Para que viver em um mundo de sombras se tudo é luz?

Saia da caverna, a luz está brilhado lá fora!

Na questão da informação, editores simplesmente vetam conteúdo que não é de interesse comercial que seja divulgado, criando uma realidade clipada apenas com temas que considerem relevantes ao clima desejado. Quem se atém apenas ao clipes de notícia divulgados por veículos comerciais pode não perceber a repetição da notícia de pouca importância, enquanto assuntos de interesse público são descartados.

Torne-se bem informad@ sobre assuntos importantes, seja um recurso intelectual valioso para a sua família e para sua comunidade. Não rejeite informação apenas porque ela eventualmente pode fazer você se sentir desconfortável. Leia mais, estude, pesquise, fuce na internet atrás do conhecimento e dos fatos. Desafie seus próprios pensamentos, forme sua própria rede de informação, sua própria agencia de notícias, sua própria opinião.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

#OcupaRio :: Os 10 dias de #OCUPAdosPOVOS :: Vídeos



Entre 14 e 23 de junho, a Ocupa dos Povos criou um território livre do controle público e privado da cidade. Um território de experimentação.

Nesses 10 dias, levantamos as barracas tomados de uma indignação que não podia caber na Rio + 20 ou na Cúpula dos Povos.

Ativistas da Ocupa Rio, Ocupa Sampa, Ocupa BH, Ocupa Salvador, Ocupa Porto Alegre, Ocupa Belém, punks, poetas de rua, hippies, índios, ciganos e outros grupos acamparam ao lado da Praça Paris, (http://goo.gl/maps/jU8N) entre o Aterro e o Passeio Público.

Como resultado imediato, pela primeira vez se estabeleceu a rede brasileira de Ocupas, que já está se animando para a próxima data-chave do movimento, o 15 de Outubro. Com um pico de 50 barracas, ocorreram assembléias, grupos de trabalho, debates, discussões, midialivrismo, rodas de música, poesia, café e outros mundos. Deitamos no papelão, fizemos cartazes e sites, desviamos eletricidade, comemos com as mãos, batemos lata, nos pintamos, nos devoramos e nos amamos, e marchamos, ficamos nus, queimamos coisas, queimamos as vaidades e nossos tigres de papel.

Com irresignação, mas sempre inventivos, participamos dos atos na Vila Autódromo e na Marcha dos Povos, além de interrompermos a via expressa do Aterro. Este protesto, — em homenagem à ocupante Marília, atropelada no segundo dia da acampada, — chegou a ser covardemente reprimido com a tropa de choque e o caveirão.

Numa irresolúvel forma de fazer política, a Ocupa dos Povos se fez ouvir. Afirmou a força e a continuidade do movimento Occupy em terras brasileiras. Ao choque de ordem das forças fascistas que desmandam nesta metrópole, a Ocupa dos Povos chocou monstros, subversivos da ordem posta, do bom tom, das identidades comezinhas, — subdesenvolveu-se maravilhosa e perigosa, — e forjou a verve de seu próprio meio ambiente, culturamente rico, saturado de relações sociais, de encontros os mais intensos e intensivos. Uma desorganização não-governamental, uma DONG. Índios da metrópole em meio à miséria e ao deserto de cúpulas, conferências, plenárias, chapas brancas, dos colonizadores e seus cães de capacete. Se o homem veio do deserto, a floresta o seguirá.

via http://www.ocupario.org





VEJA MAIS VÍDEOS EM: http://www.youtube.com/user/occupyrio

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Reflexões amistosas sobre a crise atual

Toni Negri
..."Para responder essa pergunta, é preciso ter presente que o capital não é um Moloch; o capital é uma “relação de força” entre quem comanda e quem resiste, entre quem explora e quem produz. 

A multidão não é simplesmente explorada: ela propõe no plano social a sua autonomia e a sua resistência. Sobre essa relação, determina-se a crise, quer dizer, o debilitamento e/ou a ruptura da relação capitalista. 

A crise atual deve-se à necessidade capitalista de impedir que a pressão sobre a renda rompa as relações de domínio, para manter a ordem, primeiro multiplicando sem limites a quantidade de dinheiro a gastar com o único propósito de manter contentes os proletários do conhecimento, depois (quando a situação piorar e a concorrência já seja insuportável) exigindo a restituição do que tenham conseguido, exigindo 'o pagamento da dívida' – sob a ameaça da miséria e da vergonha.",...


Leia as considerações de Toni Negri, na íntegra, em: Reflexões amistosas sobre a crise atual.

#OcupaDosPovos :: Pela união da lutas sociais e independência




Nota de repudio às manobras partidárias contra tradicionais e novos movimentos 
via Occupy Brazil

O povo fica de fora, é manipulado, marcado e enganado enquanto chefes de Estado de todo o mundo, a mando de seus verdadeiros patrões, as corporações e bancos, negociam no Rio Centro o preço das florestas e oceanos; calculando lucros possíveis com ganancia e agindo com mesquinhez na hora de fazer esforços para preservar a saúde da Biosfera e a dignidade humana.

Existe resistência, sim, em toda a Terra, em todo Brasil, na periferia das cidades, nas florestas e no campo. Estamos organizados em assembleias livres, centros acadêmicos ou em formas mais tradicionais como sindicatos e movimentos sociais. Pela internet, ao redor de fogueiras, nas ruas ou em barracões, mesmo separados e diversos, compartilhamos ideais e sonhos de um mundo mais justo, livre e digno para todos.

No entanto, por diversas vezes, a resistência à violência do Capitalismo desumano e ecocida no Brasil tem sido enganada por grupos político-partidários que servem aos interesses dos grandes magnatas do mundo, mas fazem média e mídia com suas antigas bases, enquanto engessam as lutas delas. Prova disso, ao lado de tantos absurdos presenciados na Cúpula dos Povos, foi a manobra feita hoje por grupos “de esquerda” que na verdade estão a serviço do governo e do Capital, que enganaram mais de 500 manifestantes, entre grupos autônomos e representações estudantis não-alinhadas ao governo na manhã do dia 20 de junho.

Conforme articulado amplamente entre diversos grupos e indivíduos que tem acompanhado os debates da Cúpula dos Povos e as manifestações dos últimos dias na Cidade do Rio de Janeiro, hoje foi a data marcada para uma grande marcha saindo da Vila Autódromo até o Rio Centro, sede da conferencia dos chefes de Estado. Estava combinado, articulado entre grupos, que ônibus transportariam manifestantes que estão acampados e alojados em diversos pontos da cidade, como UFRJ e Ocupa dos Povo (#OccupyRioPlus20). Havia sido solicitado que as pessoas interessadas em participar do ato passassem seus nomes às “autoridades”, de modo a poderem passar pelos diversos bloqueios montado na cidade pelo Exército, de modo a chegarem até o ponto de encontro marcado para o início dessa manifestação democrática e constitucional. Tudo isso foi feito, mesmo que não haja nenhuma instrução nesse sentido no artigo 5o da Constituição Federal que versa sobre nossos Direitos Civis.

Vila Autódromo é uma comunidade consolidada e legítima que, como tantas outras no Brasil, está ameaçada pelo interesse de mega-especuladores imobiliários e seus aliados políticos que pretendem desalojar a população para a construção de megaobras olímpicas de necessidade altamente questionáveis. Durante a Rio Mais 20, a comunidade foi escondida com tapumes para que os líderes mundiais não vejam a nossa realidade. Também por isso foi escolhida como ponto de partida para a grande marcha que reúne movimentos de resistência do campo, das cidades e da floresta.

No meio do caminho, a Tropa de Choque apareceu para impedir a manifestação. Mas o revoltante é que antes disso, pessoas que deveriam estar colaborando com o movimento articularam o “furo” de mais de 10 ônibus, para esvaziar o ato, facilitar o trabalho das forças de repressão e, principalmente, evitar o encontro dos diversos grupos de resistência. A estratégia não funcionou completamente, pois muitos dos enganados por articuladores da Cúpula dos Povos conseguiram, mesmo assim se deslocar e se juntar ao movimento.

O episódio não é exceção. Constatamos que nesse momento a luta social vem sido duramente sabotada. É necessário entrarmos numa nova fase histórica de resistência. Apoiamos os movimentos campesinos que lutam por reforma agrária, apoiamos a luta indígena, quilombola, estudantil, operária, a luta por moradia, respeito e dignidade nas periferias do país. Cada grupo ou comunidade, com autonomia, deve buscar horizontalidade e independência em relação a falsos aliados e/ou líderes que jogam nos dois lados.

Nenhum partido, nenhuma central, nenhuma figura personal pode arrogar a si mesmo como depositário da herança de resistência mas que na verdade agem jogando com os dois lados, com privilegio para as classes dominantes. Ninguém tem o direito de tentar manipular ou cooptar a resistência. Pois essa resistência não nasceu há três década, mas há quinhentos anos. É a luta de Zumbi, Chico Mendes, Ganga Zumba, Paulo Freire, Cacique Nísio.

O Brasil começa a acordar. É hora de nos livrarmos de todos os grilhões internos para seguirmos na luta, unidos, todos nós estudantes, indígenas, ciberativistas, trabalhadores rurais, nações indígenas, sem teto. É hora de não nos contentarmos com migalhas. Sabemos que o problema das carências a que muitos de nós humanos estamos submetidos é resultado de má distribuição e da ganancia de uma pequena parcela da população mundial, não de produção.

É hora de voltar combater o latifúndio, que só produz miséria e destruição ambiental. Hora demudar hábitos de consumo para não ser cúmplice da opressão de ninguém. É hora de salvar as matas, rios e aquífero do veneno e da motosserra. É hora de não baixar a cabeça pra ninguém, nem confiar em falsas promessas de nenhum político. É hora ocupar os espaços, nos organizarmos de novas formas e decidirmos por nós mesmos.

As lutas do campo, do Xingu, de Rio Dos Macacos, de Pinheirinho, Vila Autódromo, Santuário dos Pajés, das Universidades Federais e de todos os focos de resistência do Brasil são uma só: a luta dos 99% contra o 1% que tudo controla.