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sexta-feira, 26 de abril de 2013

A antecipação da corrida à Presidência da República




Os pré-candidatos à Presidência da República, Marina Silva e Aécio Neves, mostraram-se descontentes, no início da semana, com a presidente Dilma Rousseff. Dilma assumiu uma postura dura para tentar impedir a criação de novos partidos políticos. Enquanto isso Marina lidera um movimento nacional, suprapartidário, contra o projeto que limita o tempo na TV e repasse de verba originada do fundo partidário para novos partidos. 

Segundo noticiou "O Globo", "a ex-senadora Marina Silva intensificou os ataques à presidente Dilma Rousseff e à operação, que , declarou, claramente está sendo articulada pelo Palácio do Planalto para sufocar a criação de seu partido, o Rede Sustentabilidade".

O mesmo jornal cita reunião, realizada dia 23/04, no gabinete do senador Pedro Simon (PMDB-RS), da qual participaram lideranças do PSB, PSDB, PDT , PSOL e o pré-candidato tucano Aécio Neves (MG). No encontro disseram que o movimento vai reagir ao que chamaram de “pacote de Abril moderno”, comparando com o Pacote de Abril que editou o AI-5. O jornal carioca também diz que Marina "não entende o medo de Dilma e essa articulação para sufocar a criação de outros partidos.

— Por que esse medo? Ela não precisa disso! Tem todos os partidos grandes ao seu lado, um popularidade alta, 39 ministérios, o Bolsa Família, o PAC, o Renan, o Sarney. Por que o medo de 35 segundos de um partido recém-criado na TV? Mas talvez eles saibam de alguma coisa que não sabemos. Vou repetir uma frase do Victor Hugo: nada mais potente do que uma ideia cujo tempo chegou. Se tentam represá-la, vira pororoca — disse Marina.”

Assim a campanha ao Palácio do Planalto começa há mais de um ano antes do pleito. Já existe até pesquisa de intenção de voto, realizada pelo IBOPE, na qual a atual presidente lidera com larga vantagem sobre os demais pré-candidatos.

É justa a iniciada no senado, dos pré-candidatos que não tem a maquina do governo federal ao seu lado, para brecar a mesma. Dilma já transforma inauguração de obras e discursos em comícios, e, sendo conhecida das massas se aproveita da popularidade que o cargo lhe confere. Queimar a largada parece ser estratégia da candidata petista à reeleição, para manter e fazer crescer, sua popularidade junto ao eleitorado. A antecipação da corrida presidencial deixa transparecera que o Planalto está realmente preocupado com Marina Silva e sua rede.

Enquanto o resultado do julgamento do "mensalão", no STF, se encaminha para pizza servida quente no balcão; a Região Nordeste enfrenta novamente a seca, Renan Calheiros volta ao senado com carga total, a inflação ameaça a economia e acaba na geladeira o trem da alegria para posse do Papa Francisco, Dilma tira o foco da imprensa sobre as questões que podem lhe ferir a popularidade e começa sua campanha à reeleição. O ex-presidente Lula; que agora será colunista mensal do jornal norte-americano "New York Times" e condenou o, também ex-presidente, FHC por viver viajando, agradece ao Grupo Odebrecht por financiar suas viagens ao exterior.

O trem da alegria só cresce enquanto o país vê a corrupção acelerando e graves problemas deixados em segundo plano. Penso ser um afronte ao eleitor; que em sua grande maioria é deveras mal informado, haver uma série de problemas no país e tudo ser varrido para debaixo do tapete.

A corrida presidencial precoce acaba gerando o calor necessário para assar a pizza do esquecimento, servida à população por conta de uma copa mundial de futebol. Enquanto isso a mídia enfatiza a pré-candidatura de Dilma bem como o descontentamento de Marina, Aécio e demais pré-candidatos, ajudando inocentemente a esconder a sujeira ao invés de limpá-la.

Marina e Aécio estão cobertos de razão em questionar o uso da máquina pública contra a criação de novos partidos e atentar a população ao chamado “pacote de Abril moderno”. Também creio que Marina Silva acerta em cheio quando diz que o governo federal está com medo, mesmo tendo grandes partidos políticos ao seu lado e uma pesquisa que mostra Dilma com larga vantagem em relação a seus concorrentes.

Com uma popularidade alta, 39 ministérios, Bolsa Família, PAC, Renan, Sarney e ainda a grande mídia ao seu lado, não vejo porque tanta pressa e preocupação com a criação do partido Rede Sustentabilidade, de Marina. Políticos são provocadores por natureza e a velha mídia sempre engole a isca e gera mídia espontânea, fazendo o jogo das personagens envolvidas nas apostas pelo poder.

Fazendo uma analise do cenário, não vejo um, mas sim 4 dedos manipulando as marionetes por trás do cenário. Se o ditado popular diz que quando desconfiamos de alguma coisa "há coelho nesse mato", desconfio que por trás do matagal planaltino há um homem que diz que "nunca sabe de nada e nunca viu nada".



sábado, 20 de abril de 2013

O Lucro ou as pessoas de Noam Chomsky – Livro




Introdução: O neoliberalismo é o paradigma econômico e político que define o nosso tempo. Ele consiste em um conjunto de políticas e processos que permitem a um número relativamente pequeno de interesses particulares controlar a maior parte possível da vida social com o objetivo de maximizar seus benefícios individuais.

Inicialmente associado a Reagan e Thatcher, o neoliberalismo é a principal tendência da política e da economia globais nas últimas duas décadas, seguida, além da direita, por partidos políticos de centro e por boa parte da esquerda tradicional. Esses partidos e suas políticas representam os interesses imediatos de investidores extremamente ricos e de menos de mil grandes empresas.

Baixe o livro: http://www.anarquista.net/o-lucro-ou-as-pessoas-de-noam-chomsky-livro/ 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Se usa quem quer, quem não quer não usa



Vinicius Sassine, para O Globo (sin permisso)

BRASÍLIA — Em meio à saraivada de críticas de diferentes partidos e de setores do governo federal, o projeto de lei que amplia as internações involuntárias de dependentes de drogas deverá sofrer alterações, numa tentativa de garantir a votação da proposta no plenário da Câmara. 

O relator do projeto, deputado federal Givaldo Carimbão (PSB-AL), disse ao GLOBO que excluirá do texto final dois pontos entre os mais polêmicos e controversos, atacados em notas técnicas de três ministérios: a criação de um cadastro nacional de usuários de drogas e o fichamento de alunos — função que ficaria a cargo de professores e diretores — usuários ou sob suspeita de uso de substâncias ilícitas.

A chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, reuniu-se nesta quinta-feira por quase duas horas com Carimbão e com o autor do projeto, deputado Osmar Terra (PMDB-RS). Ela pediu mais prazo para discutir o projeto e fazer sugestões. 

O governo conseguiu ganhar tempo: reuniões interministeriais devem ser feitas na segunda-feira e na terça e, para o dia 25, uma nova reunião está agendada na Casa Civil com o autor e o relator. Até lá, o mais provável é que a proposta não entre na pauta de votação da Câmara.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pesquisa reconstrói história da TV no Paraná




por: LIA MENDONÇA · Agência UEL de Notícias 
Prof. Osmani Ferreira da Costa

Osmani Costa: “A falta de bibliografia na área nos levou a recorrer a jornais e muitas entrevistas com diretores e ex-diretores de televisão”

Reconstituir e interpretar, historicamente, as relações políticas estabelecidas entre empresários de comunicação social e o Executivo Federal que resultaram em concessões para a implantação e o funcionamento de 12 emissoras e de três redes regionais de televisão no Paraná, de 1954 a 1985, foi o tema da tese de doutorado do professor do curso de Jornalismo (CECA), Osmani Ferreira da Costa, apresentada à UNESP de Assis, sob orientação do professor Áureo Busetto.

Uma das conclusões de sua pesquisa foi que “apenas as duas concessões de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo – considerado o pai da televisão brasileira, um dos personagens mais influentes do Brasil nos anos 1940 e 50, presidindo o extinto império das comunicações Diários e Emissoras Associados – não dependeram, no Paraná, de apoio político do Palácio Iguaçu para sua implantação”.

Para Osmani Costa, o ano de 1954 marca o início das primeiras experiências televisivas no Paraná, em Curitiba. E, 1985, o marco cronológico final – registra a inauguração da terceira e última emissora do primeiro e maior grupo paranaense beneficiado por concessões do regime militar (1964-1985), o do ex-governador Paulo Pimentel. “O fato fecha o ciclo original relacionado aos dois principais problemas que nortearam meu estudo: a política de concessões de canais e a regionalização da TV no Paraná”, explica.

Em sua pesquisa “A televisão e o palácio: concessões e desenvolvimento das emissoras e redes televisivas no Paraná”, o professor reforça que a efetiva instalação da TV no Paraná coincidiu com o fim dos anos dourados da agricultura paranaense na década de 1960. E também com o início do processo de urbanização, industrialização e implantação da rede prestadora de serviços nas médias e grandes cidades paranaenses, nas décadas de 1970 e 1980. “A esta situação soma-se o fato de que, na mesma época, o país conviveu com o regime militar por 21 anos. Nos anos de 1960, os mais movimentados na história do setor televisivo paranaense, cinco emissoras entraram em operação. Das 12 TVs inauguradas no período de 25 anos, quatro foram instaladas em Curitiba e duas em Londrina, e as demais seis emissoras em: Apucarana, Ponta Grossa, Maringá, Cascavel, Cornélio Procópio e Foz do Iguaçu”, destaca Osmani Costa.

RÁDIO - O professor ressalta a importância do rádio no processo de implantação da televisão, não só no estado como em todo o país: “O sistema de radiodifusão contribuiu com os recursos humanos especializados necessários à implantação e ao funcionamento da TV, oferecendo técnicos de som, programadores, redatores, radioatores, radioatrizes, locutores-apresentadores e outros profissionais”. Ele cita também a importância do papel político dos jornais nas negociações que levaram os grupos paranaenses de comunicação a conquistarem as suas concessões de TV.

Osmani Costa lamenta que, apesar de a TV ocupar o lugar de principal fonte de entretenimento, lazer e de informação para a maior parte da população brasileira, no Paraná não passam de meia dúzia os livros que registram a trajetória da televisão, sendo que dois deles foram produzidos por historiadores. Então, para elaborar sua tese de doutorado, ele recorreu aos três jornais diários – Folha de Londrina, Gazeta do Povo e O Estado do Paraná –, fez nove entrevistas com diretores e ex-diretores de emissoras televisivas e de jornais. Entre eles, Ronald Sanson Stresser, o ex-governador Paulo Pimentel, Oscar Martinez, o ex-arcebispo de Maringá, D. Jaime Luiz Coelho e o ex-diretor da Folha de Londrina, Walmor Macarini. O professor também pesquisou documentos da legislação a respeito do sistema de concessão de canais, baseada no Código Brasileiro de Telecomunicações a partir de 1962.

Ele destaca em sua tese o pioneirismo do Paraná no setor de Telecomunicações: “Em 1963 ganhamos a segunda televisão do interior do País e a primeira do interior do estado: a TV Coroados, de Londrina. Ela nasceu ligada à Rede Tupi, de Assis Chateaubriand, e foi concedida por decreto assinado pelo então presidente Jânio Quadros, em 1961. Mais tarde passou para o comando do grupo liderado pelo empresário curitibano Adherbal Stresser, posteriormente, foi para as mãos do ex-governador Paulo Pimentel, depois para Oscar Martinez e, finalmente, para o Grupo RPC-TV. Em sua dissertação de mestrado, o professor pesquisou a história do Rádio em Londrina, que virou livro lançado pela Eduel. Com essas duas pesquisas, Osmani Costa traz uma grande contribuição à história da imprensa do Paraná.

É na madrugada que está a melhor hora para o sexo




Dicas para melhorar sua vida sexual 


Prestar atenção aos picos de libido alimenta o desejo sexual 
por Arlete Gavranic

É comum as pessoas perguntarem qual a melhor hora para se fazer sexo e se a mesma favorece a performance sexual. Uns reclamam de incompatibilidade com o parceiro em relação ao melhor horário.

É comum as pessoas perguntarem qual é a melhor hora para se fazer sexo e se o mesma favorece a performance sexual. Uns reclamam de incompatibilidade com o parceiro em relação ao melhor horário.

Um estudo encomendado por uma empresa norte-americana que vende produtos eróticos mostra que a maioria dos adultos daquele país prefere ter relações sexuais à noite, embora as tenham durante a madrugada.

A pesquisa, intitulada Great American Sex Survey, indica que a maioria (52%) dos adultos prefere ter relações sexuais à noite, 47% optam por altas horas da noite e 33% citam a manhã como o melhor horário para manter relações sexuais. O período da tarde foi o eleito por 21% das mais de mil pessoas entrevistadas. Acredita-se que essa diferença ocorra devido à quantidade maior ou menor de hormônios no organismo em certos horários: masculino (testosterona) e feminino (progesterona).

É interessante essa pesquisa, pois nos faz refletir o quanto não prestamos atenção aos nossos desejos. Embora muitos percebam desejo durante o dia e, se prestarmos atenção em nosso relógio biológico e hormonal, veremos que a maior excitação ocorre pela manhã, principalmente nos homens, e à tarde tanto para homens quanto para mulheres ou começo da noite - principalmente para mulheres.

A grande maioria das pessoas só se permite viver o desejo e o sexo no período noturno e na madrugada.

Fatores culturais contribuíram para essa associação, a repressão ao sexo que devia ser feito às escondidas. Daí o período noturno ter sido tão condicionado durante muito tempo.

Hoje há uma associação entre agenda, trabalho e estudo que acaba sendo priorizada e o sexo fica para quando sobra tempo (e energia!) e não quando nosso corpo deseja.

Para confirmar isso, é só perceber que a maioria das pessoas muda seu ritmo e a percepção do seu desejo sexual quando está de férias ou até mesmo nos finais de semana.

Parar e prestar atenção ao desejo, à libido é um passo importante para estimular ideias que alimentem o desejo sexual. Muitas pessoas não se dão conta dos picos de libido – tesão durante o dia, e acabam reclamando no final do dia, com estresse e cansaço de trabalho acumulado, que o desejo está fraco.

Preste atenção ao seu corpo, nos momentos de libido que possam surgir durante o dia... mesmo que você não tenha como parar sua agenda, alimente esse desejo e as ideias relacionadas a sexo e suas fantasias. Isso poderá ajudar a não se sentir disfuncional e até auxiliar a resgatar esse tesão num momento oportuno.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Brasil, o País do Futuro: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer".



Quem não sabe dar valor ao seu país e cita outros como modelo; como se existisse modelo de país a outros seguirem, sendo que cada um vive de acordo com suas próprias limitações e qualidades que sempre são e sempre serão relativas, se mude, vá morar em outro lugar.


Vivemos em um país livre, no qual todos tem o direito a manifestar opinião, a se expressar livremente, de acordo com a lei, sendo vetado apenas o anonimato.

Quer ajudar a nação brasileira, então ajude, seguindo sempre - é claro - os princípios de ética e moral, a Constituição Federal, as particularidades de cada um e a diversidade particular a cada cidadão, municipalidade, estado e região que forma a República Federativa do Brasil. Estamos no maior país da América Latina, o Futuro já chegou e se o Brasil era o país do futuro, agora é!

Ficar apenas reclamando na Internet não ajuda, atrapalha

Cresce a cada dia o número de pessoas que se manifesta em rede social dizendo estar insatisfeita com a atual conjuntura política, econômica e com os rumos que toma nossa pátria. Sempre me pergunto porque esse povo não se mobiliza e realmente faz acontecer ao invés de ficar apenas na apatia.

As pessoas tem o direito a se manifestar nos espaços públicos, a criar agremiação, partido político, votar, protestar, se fazer ouvir. Pra quem não consegue amplificar a voz reunindo pessoas há alternativa, uma cartolina e uma caneta piloto tem valor irrisório, um megafone de pilha pode ser adquirido por 50 reais, começar um abaixo assinado não custa nada.

É muito confortável criticar usando o computador conectado a Internet como escudo, como esconderijo, mas é ineficaz ao passo que apesar da abrangência e alcance ignora o corpo-a-corpo, o olho-no-olho, o fator humano em pessoa, presencial. 

Movimentos populares

Ser membro de movimento popular também é caminho às pessoas que desejam mudança, que realmente desejam promover revoluções ao invés de apenas fazer barulho. Vejam, por exemplo; o MST, o movimento indígena, os sindicatos, o movimento gay ou o movimento feminista, as seitas neopentecostais, associações de bairro, pelos direitos dos animais, dentre tantas centenas de outras agremiações, se conseguem fazer ser ouvidas mas não se valem apenas da internet como veículo de comunicação.

Gosto de citar as Ocupas; movimento mundial que surgiu em 2011 para criticar o atual modelo econômico, ainda baseado em modelos de gestão do século passado, pedir o fim do cassino global, leia-se bolsa de valores, e a democracia representativa, pedindo democracia direta. O Ocupa Wall Street vingou lá fora, menos sucesso não teve o 12M e 15M na Espanha, a Primavera Árabe e outros ao redor do Planeta. No Brasil não é diferente, surgiu no mesmo ano o Ocupa Rio, Ocupa Sampa, Acampa Sampa, Ocupa Salvador e muitas outras iniciativas semelhantes, em prol dos objetivos comuns acima citados.

O Ocupa Rio conta hoje com mais de 3000 participantes no Facebook e mais de 2000 no Twitter. Realiza atos públicos, protestos, manifestações, mobilizando seus integrantes; seja para defender o objetivo principal de materializar modelo econômico mais solidário e calcado em valores e modelos atualizados, bem como a democracia direta, ou apoiando causas populares como os Índios despejados da Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro, os Índios Guarani-Kaiowá, os moradores do Quilombo Rio dos Macacos na Bahia, comunidades carentes do Rio de Janeiro e até de São Paulo, como no caso do Pinheirinho.

Ativistas de boutique

Quem manifesta opinião, protestando apenas em rede social acaba, ao invés de ajudar efetivamente, apenas banalizando causas nobres. Nesses cidadão e cidadãs podemos notar uma real intenção de ajudar e participar, como no caso dos Guarani-Kaiowá, muita gente colocou em seu sobrenome ou apelido em rede social sobrenome indígena.

Não creio que seja atestado de indigência mental, entretanto é óbvio até à mais modesta inteligência ativista que rede social é fruto da civilização ocidental, capitalista. Os povos da floresta, em sua maioria, não sabem o que é iPhone ou Macintosh. Mas tudo bem, acredito que o ridículo é uma das vertentes confluentes e afluentes dos atuais modelos econômico, democrático e social.

Joseph Brodsky, conhecido poeta russo, nos escreve em um de seus ensaios, "Discurso Inaugural", que os maus sentimentos são os mais comuns na humanidade; portanto, quando a humanidade se aglutina em pequenos grupos, a tendência é a de que os maus sentimentos nos sufoquem a todos. O espaço virtual não traz solução prática, apenas serve como aglutinador, amplificador, no sentido de ter poder para fazer surgirem ideias e mobilização em torno das mesmas.


Falta de ação real

Durante a Rio+20 ficou constatado que alguns países continuam pobres e miseráveis enquanto outros conseguem grandes negócios com europeus, chineses, japoneses e estadunidenses, nações que me arrisco a acusar de que no fundo o querem é meter a mão na Amazônia, que é nossa.

Enquanto a grande maioria acompanhou a conferencia das Nações Unidas apenas pela TV; que é pior que Rede Social, pois é via de mão única, beneficiando apenas o transmissor e seus associados, enquanto o espectador apenas assiste, outros acompanharam e deram seus pitacos pela Internet, principalmente pelas redes sociais.

Tudo bem, melhor poder opinar que ficar apenas passivo ao produto midiático televisivo, mas quem fez a diferença foi o pessoal integrado a Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio+20. Aconteceram várias manifestações populares durante o evento multinacional e os povos se fizeram ouvir. A Cúpula dos Povos culminou em uma passeata com mais de 50 mil manifestantes se fazendo ouvir em um acontecimento que repercutiu amplamente na mídia local e internacional.

Para o país do presente só existe futuro com o povo presente nas ruas

Para obter resultados práticos temos que acreditar no momento dourado pelo qual passa o Brasil. Se o Brasil era o país do futuro essas palavras foram ditas no passado. Vivemos o Brasil do Futuro! Agora, ou nós, do povo, fazemos alguma coisa e nos fazemos ouvir, ou não haverá um futuro para o futuro.

Devemos usufruir plenamente o direito de manifestação e de reunião que nos garante a Constituição Federal, em seu atigo 5º:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

E sem medo, pois:

Lei 4.898/65 - Abuso de autoridade: é crime de abuso de autoridade o atentado à liberdade de locomoção (artigo 3º, "a"); ao direito de reunião (artigo 3º, "h"); à incolumidade física do indivíduo (artigo 3º, "i").

Em publicação no Diário do Grande ABC, em 11/08/02, encontrei um resumo perfeito do direito garantido a todos nós brasileiros e brasileiras:

...A Constituição garante que todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente, tratando-se, pois, de direito individual o coligar-se com outras pessoas, para fim lícito.

O direito de reunião é uma manifestação coletiva da liberdade de expressão, exercitada por meio de uma associação transitória de pessoas e tendo por finalidade o intercâmbio de ideias, a defesa de interesses, a publicidade de problemas e de determinadas reivindicações. 

O direito de reunião apresenta-se, ao mesmo tempo, como um direito individual em relação a cada um de seus participantes e um direito coletivo no tocante a seu exercício conjunto.

O direito de reunião, – que incluiu o direito de passeata –, configura-se como um dos princípios basilares de um Estado Democrático, sendo de grande abrangência, pois não se compreenderia a liberdade de reuniões sem que os participantes pudessem discutir, tendo que limitar-se apenas ao direito de ouvir, quando se sabe que o direito de reunião compreende não só o direito de organizá-la e convocá-la, como também o de total participação ativa.

Importante, porém, ressaltar, que os direitos de greve e reunião são relativos, assim como os demais direitos fundamentais, que não podem ser utilizados como verdadeiro escudo protetivo da prática de atividades ilícitas, nem tampouco como argumento para afastamento ou diminuição da responsabilidade civil ou penal por atos ilícitos, sob pena de total consagração ao desrespeito a um verdadeiro Estado de Direito... o exercício razoável dos direitos de greve, reunião e passeata, em respeito aos demais direitos fundamentais consiste em exigência democrática e necessária evolução da Educação de Cidadania, caráter básico, como salientado por Montesquieu, de qualquer Governo Republicano.”

Como cantou Geraldo Vandré

Unindo ativismo virtual e presencial em prol das mudanças que queremos e desejamos. O Brasil está na berlinda! A maioria também é feita pela soma das minorias. Dentro dos modelos de gestão atuais é a colaboração que faz acontecer; enquanto a competição, que outrora podia até ser saudável, hoje divide, gera mal estar, causa rachas, separa a sociedade em times que jogam uns contra os outros para ser vencedor num campeonato que só existe na cartilha dos hipócritas, egoístas, egocêntricos e toda espécie de ralé que se acha melhor que os demais.

A colaboração é a união do povo em torno do objetivo comum que é o de ver o progresso da nação de que fazem parte ativamente, queiram ou não. Todos pagamos impostos, obedecemos leis e somos afetados pelos rumos tomados por nosso país.

Se no passado a sociedade sempre tomou rumo por contágio, contaminação e assimilação entre opiniões, grupos e classes diversas; e, muitas das vezes divergentes, agora creio que apenas pessoas equivocadas, das mais diversas maneiras, afirmam o contrário como modo de afetação ética, é na colaboração, na cooperação que está a força, seja ela individual ou coletiva. A Na Era da Informação o conhecimento é o capital mais valioso, e, este só traz benefício real quando é compartilhado.

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”!