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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Consciência Negra: e a comunicação com isso?




Enfrentamento ao racismo e consciência negra: e a comunicação com isso? 
por Intervozes — publicado 19/11/2013 13:35, última modificação 19/11/2013


Em pleno século XXI, o racismo midiático elabora e reforça os preconceitos, legitimando a invisibilidade, a inferiorização e a estigmatização da população negra nos meios de comunicação de massa - *Por Cecília Bizerra Sousa

Hoje é véspera do 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. Dia em que Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi perseguido e morto, no ano de 1695. Embora a data venha sendo lembrada há tempos pelo Movimento Negro, apenas em 2003 foi reconhecida oficialmente pelo Estado brasileiro, por meio da Lei n°10.639, que inclui a data no calendário escolar nacional. E só em 2011 a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei n° 12.519, que cria oficialmente a data, sem obrigatoriedade de feriado. Mesmo assim, um total de 1.047 municípios já decretou feriado para o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Para além da reflexão sobre a contribuição que a população negra teve e tem na construção da sociedade, da economia e da cultura brasileiras, a data serve também para lembrar que a desigualdade racial é estruturante na formação da nossa sociedade, e que o desenvolvimento de políticas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade racial são primordiais.

E o que isso tem a ver com comunicação? Muita coisa. Porque, se consciência negra tem a ver com enfrentamento ao racismo, e o racismo é frequentemente produzido e reproduzido pelos discursos midiáticos, não há como enfrentá-lo sem também reconhecer a necessidade de mudanças na comunicação de massa no Brasil, tradicionalmente branca, concentrada, de natureza familiar e elitista.

Como se não bastasse o histórico de escravização, que tem notórios reflexos sobre a situação de inferioridade socioeconômica e cultural em que a população negra brasileira se encontra hoje, esta população ainda luta, em pleno século XXI, contra o racismo midiático, que elabora e reforça os preconceitos. Este racismo velado (ou não) atua com primazia para reforçar a invisibilidade, a inferiorização e a estigmatização da população negra brasileira nos meios de comunicação. A negação da existência do racismo, que contribui para a sua reprodução, também faz parte da forma de atuação desta grande mídia.

Em sua história de lutas, o Movimento Negro Brasileiro conquistou grandes avanços institucionais, como as políticas de ação afirmativa para a inclusão de negros e negras nas universidades e a criação Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, um órgão com status de ministério que, entre outras coisas, atua na formulação, coordenação e articulação de políticas e diretrizes para a promoção da igualdade racial.

Por outro lado, não é fácil esses avanços e políticas se consolidarem se, no cenário midiático, o racismo é negado; negros e negras representam papéis subalternos nos enredos; programas evangélicos demonizam as religiões de matriz africana; a publicidade vende como nunca a mulher negra; revistas e comerciais exaltam o padrão de beleza eurocêntrico e vendem a família branca, urbana e de classe média como ideal de felicidade.

Não à toa, diversas propostas de legislação e políticas públicas vêm surgindo como fruto do aprofundamento dos debates envolvendo a questão racial e a comunicação. O Estatuto da Igualdade Racial conta com um capítulo sobre Comunicação Social. As três edições da Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir) e a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) aprovaram resoluções que recomendam políticas públicas de comunicação voltadas para o combate ao racismo e a promoção da igualdade racial. Destaca-se também a presença de artigos contemplando a questão racial no Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática, formulado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação em conjunto com diversas outras entidades da sociedade civil, diversas diretamente ligadas à pauta racial.

A democratização da comunicação é, portanto, questão estratégica e fundamental para o enfrentamento ao racismo e a consolidação das políticas de promoção da igualdade racial no Brasil. Continua urgente uma regulação que coíba o racismo de fato na mídia, que reavalie a manutenção de concessões de rádio e TV que praticam o racismo em sua programação, que garanta o direito à diversidade étnica na mídia e a uma formação que incorpore o debate sobre a questão racial nos cursos de Comunicação Social.

Sem uma mídia que se comprometa com a afirmação da diversidade da população brasileira e com o caráter público da comunicação, a negação do racismo, a inferiorização, estigmatização e invisibilidade da população negra continuarão presentes na pauta, nas linhas, imagens e discursos da mídia brasileira.

*Cecília Bizerra Sousa é jornalista, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília, militante do Movimento Negro e integrante do Intervozes.


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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Quanto mais você usa o Facebook, mais infeliz você fica




Redes Sociais e você

Este é o resultado de uma pesquisa inédita, que traz também uma boa notícia: os voluntários que tiveram mais contato real (e não virtual) com outras pessoas, foram mais felizes

por Lino Bocchini — publicado 27/09/2013 14:38, última modificação 27/09/2013 21:21 - reprodução de http://bit.ly/188WKGi - Carta Capital

Sim, é isso mesmo. Quanto mais você usa o Facebook, mais você fica infeliz. Pior: fica também mais solitário(a). E isso não é papo de boteco ou conclusão da cabeça do autor deste texto. Trata-se do resultado de uma pesquisa de fôlego recente conduzida pelo Laboratório de Estudos de Emoção e Autocontrole da Escola de Psicologia da Universidade de Michigan.

O resultado foi publicado pela Public Library of Science agora na segunda quinzena de agosto e é um dos destaques da reportagem "Brucutus da Timeline", dos repórteres Edu Graça e Rodrigo Martins, de CartaCapital. O material da dupla traz também outros estudos, e está na capa da edição que começou a chegar às bancas e tablets nesta sexta-feira 27.

O levantamento que chegou à conclusão dolorosa do título deste artigo foi conduzido pelo professor Ethan Kross, do Instituto de Pesquisas Sociais da Universidade de Michigan, em parceria com Phillipe Verduyn, da Universidade de Leuven, na Bélgica. Destacou-se por ser o primeiro a acompanhar com um método claro a rotina de dezenas de usuários da rede social.



Foram recrutados 82 jovens com menos de 30 anos para o experimento, e as perguntas foram enviadas diariamente 5 vezes, das 10 da manhã à meia noite, por meio de sms (mensagem de texto por celular). "Com isso fomos capazes de mostrar como o ânimo dos usuários mudava de acordo com o uso que cada um fazia do Facebook", explica Kross.

Independentemente da quantidade de amigos, das condições psicológicas dos pesquisados e da motivação para o uso da internet, a cada passagem pelo Facebook  aumentavam a preocupação e a sensação de isolamento e infelicidade dos jovens. "Em princípio, o Facebook parece oferecer recursos inestimáveis para satisfazer a necessidade humana de conexão social. Em vez de incrementar a sensação de bem estar, nossa pesquisa sugere, no entanto, que o Facebook diminui a percepção de felicidade do usuário", analisa o acadêmico.

Os 82 voluntários foram também instados a dar uma nota de satisfação obtida consigo mesmo no começo e no fim da pesquisa. A exposição ao Facebook apareceu diretamente ligada à sensação de infelicidade: quem passava mais tempo no site, mais infeliz havia ficado duas semanas depois. Por outro lado, quanto maior o contato social direto, com amigos de carne e osso, sem mediação digital, maior a sensação de felicidade.

O cientista levanta uma possibilidade para este fato: o Facebook ativaria um poderoso processo de comparação social. "Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior. Essa é uma das possíveis explicações. Outro fator pode ser a falta de interação direta com outras pessoas."

Vale a reflexão.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Medicina Preventiva vs. Neoliberalismo Burgues



Duas versões delirantes da direita burra sobre os médicos cubanos e uma suspeita


1. O médico cubano malvado: Fidel Castro e Dilma Rousseff estão planejando fazer uma revolução comunista no Brasil em pleno século 21, liderada pelos 4 mil médicos que virão ao País. Ao chegar às cidades do interior, os médicos cubanos imediatamente convencerão as pessoas mais humildes a se juntar a eles para discutir o marxismo fora do expediente. (!?!)



Dentro das cadernetas de vacinação das crianças, os médicos ocultarão exemplares de O Capital (2.500 páginas, mas isso é um detalhe) e do Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano de Carlos Marighella. Lavradores esconderão coquetéis molotov entre as mandiocas de sua plantação para serem usados na hora em que o povo tomar o poder. Entre uma consulta e outra, os médicos cubanos irão fazer lavagem cerebral nas donas-de-casa que levaram até lá seus filhos pequenos com febre e que antes eram tratados pelos atendentes das farmácias, porque os médicos brasileiros se recusavam a trabalhar ali.

Depois de plantar a semente do comunismo nos rincões, os médicos marcharão junto com os recém-convertidos até as grandes cidades com o apoio do governo federal, acabarão com todos os partidos e todos os jornais e emissoras de televisão e então instalarão o comunismo no Brasil. O Exército assistirá a tudo sem fazer nada porque está sucateado e nem armas possui.

Os fatos: só uma pessoa imbecil pode acreditar num conto da carochinha desses, eu nem vou rebater.

2. O médico cubano coitadinho: o governo federal vai importar 4 mil médicos de Cuba para mantê-los escravizados em cidades do interior do País. Os médicos não terão acesso à internet nem à televisão. De vez em quando, poderão escutar rádio, mas apenas músicas da Nova Brasil FM.

Só poderão sair de casa para atender os pacientes, mas estarão proibidos de falar com os brasileiros qualquer coisa além de “dói onde?” ou “diga 33″. Haverá vigilância permanente sobre os cubanos para que não queiram conhecer o estilo de vida daqui, o que poderia alimentar neles o desejo de desertar. 

Todos receberão menos que um salário mínimo e só poderão comer o que comiam em Cuba: pão e água. Dormirão em alojamentos do Exército cercados com arames farpados e com câmeras de segurança vigilando inclusive durante a madrugada. Como chegaram maltrapilhos ao Brasil (afinal, em Cuba passam até fome), usarão jalecos doados pelos compreensivos colegas brasileiros, graças a uma campanha feita pelo Conselho Federal de Medicina.

Os fatos: segundo o governo, os médicos ganharão até 4 mil reais para viverem no Brasil, a depender do custo de vida das cidades para onde serão destinados. 74% deles irão para cidades do interior do Norte e Nordeste onde não há médicos porque nossos compatriotas de branco simplesmente não querem morar ali. 


Os primeiros 400 profissionais que já estão chegando irão para 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum médico brasileiro que se inscreveu para o programa. Terão previdência paga pelo governo federal e alimentação e moradia arcadas pelos governos municipais.

Mais importante: se houver qualquer problema em sua estada no Brasil, todo mundo irá saber, porque hoje, com a internet, é praticamente impossível uma denúncia deixar de ser feita até mesmo em Cuba –que o diga a blogueira Yoani Sanchez.

Os cubanos são médicos, não robôs. Eles falam! E saberão criticar os problemas que encontrarem. Estarão livres para isso. A SUSPEITA: Fiquei pensando no porquê de tanta rejeição das associações médicas brasileiras aos colegas cubanos.

Não se vê tanta ojeriza quando se fala que o Brasil também importará médicos de Portugal e Espanha. Por que, afinal, os médicos de Cuba são tão criticados? Existirá alguma razão além do corporativismo para o rechaço? Ora, a medicina cubana é reconhecida mundialmente por ser preventiva. Ou seja, por fazer o possível para impedir que a pessoa adoeça. O que isto significa? Que em Cuba, ao contrário do Brasil, se usam menos remédios. Isso tem se mostrado positivo.

Hoje a ilha consegue superar até mesmo os Estados Unidos (ohhh!) na taxa de mortalidade infantil: enquanto na terra de Obama morrem 5,9 crianças a cada mil nascidos vivos, na terra de Fidel e Raul o número é de 4,7 por mil –no Brasil a taxa é quase quatro vezes maior, 16,7 por mil, embora tenha caído muito nos últimos anos.

Será que, na verdade, o que as associações médicas brasileiras temem é que chegue ao Brasil, com os cubanos, uma nova forma de praticar medicina que não a exercitada por eles aqui, uma parceria –praticamente um conluio– com os grandes laboratórios farmacêuticos?

Três anos atrás, o CFM (Conselho Federal de Medicina), que agora grita contra os cubanos, desistiu de proibir as escandalosas viagens de médicos brasileiros (leia aqui) financiadas pelos laboratórios multinacionais produtores dos remédios que eles receitam a rodo para a população.

Você sabia disso?

Será que o medo real do CFM não é que os cubanos tragam uma, essa sim, revolução? Uma revolução contra o excesso de medicamentos que o Brasil consome, por culpa não dos médicos cubanos, mas dos mesmos profissionais brasileiros que se recusam a atender a população do interior? Fica a pergunta.

Publicado em 24 de agosto de 2013

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Maledicência: Combatendo a popular e infame fofoca



Fofoca (maledicência) um vício que deve ser combatido
por Francisco Fernandes (Delfino)*

Duas coisas predominam na sociedade moderna, a mentira e a fofoca, a última depende muito da primeira, pois o fundo de muita fofoca é a mentira. Nossa sociedade vive de mentiras, gosta mentiras e se deleita da mentira. Aliás, eu acredito que nossa sociedade não sabe mais viver sem a mentira. Mas, esse pode ser um tema para o próximo programa, quero destacar hoje a fofoca.

Fofoca como ela se apresenta:


• “Você viu Fulano hoje, como ele está?” • “E Beltrano, você não sabe o que aconteceu com ele?” • “Vou dizer a Ciclano que Fulano disse que Beltrano está...” 


Essas três situações revelam aquilo que todo mundo está careca de saber – e de fazer, infelizmente: fofocar.


É muito comum encontrar pessoas que adoram falar da vida dos outros. Fofocar é mania nacional. Falar mal dos outros, jurar segredo e, no outro minuto, contar para o primeiro que passa é a rotina na vida de muitas pessoas.

A diferença de relatar um fato e fofocar?

Eis aqui um exemplo:


“Posso comentar que vi meu vizinho comprando um carro zero quilômetro. Mas também posso comentar que ele comprou um carro porque quer se exibir.”


Existe diferença entre você comentar um fato e falar de um fato.


Qual é a diferença?


A diferença é essa pimentinha que se costuma acrescentar a um fato é a famosa e prejudicial fofoca.

Não se passa um minuto em que esses seres não estejam contando e especulando sobre a vida alheia – e aí o alvo pode ser o parente, o vizinho, o colega de trabalho e até o artista. 

Qual a razão última dessa mania de maledicência?

É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade. Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio. A imensa maioria das pessoas não está em condições de medir o seu valor por si mesmo, essa maioria chamamos de fofoqueiros.
Na verdade falamos mal dos outros porque é mais fácil falar mal dos outros do que respeitar a diferença de cada um.
As pessoas se ocupam da vida dos outros para não tomar conta da sua própria vida.

“Tem gente que só vive a vida do outro e não olha para si próprio”.

Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.

Relação da fofoca – maledicência com a mitomaniaExiste uma grande relação da fofoca – maledicência com a mitomania, com certeza.


O que é mitomania? A mitomania (ou mentira obssessivo-compulsiva) é a tendência patológica mais ou menos voluntária e consciente para a mentira. 

Normalmente, as mentiras dos mitomaníacos estão relacionadas a assuntos específicos, porém podem ser ampliadas e atingir outros assuntos em casos considerados mais graves . 
Pessoas que desenvolvem essa doença psiquica, no caso os mitômanos não possuírem consciência plena de suas palavras, os mesmos acabam por iludir os outros em histórias de fins únicos e práticos, com o intuito de suprirem aquilo de que falta em suas vidas. 
É considerada uma doença grave, necessitando o portador dela de grande atenção por parte dos amigos e familiares.

Os prejuízos causados pela fofoca


A fofoca traz prejuízo a todos: 


É ruim para quem conta, para quem ouve e para a sociedade como todo. 

Quando se espalha e é tida como verdadeira, gera conflitos, cria expectativas infundadas, desmotivação, tensão entre colaboradores e gestores e acaba tirando o foco das pessoas do trabalho para o objeto da fofoca, causando enormes prejuízos para a empresa.

A fofoca apresenta vários aspectos


Além das pessoas que se ocupam da vida dos outros ou que querem viver a vida de outros, há as que utilizam esse instrumento para prejudicar terceiros. Inventam histórias com o objetivo claro de trapacear, prejudicar alguém. O ambiente de trabalho, por ser bastante competitivo, é ideal para os maldosos de plantão.É por isso que, baseando-se na doutrina cristã, pode-se considerar a fofoca, o falar da vida dos outros como um vício. 


Fofocar não é coisa para quem tem o que fazer, para quem está preocupado com a própria evolução, com as próprias qualidades e defeitos. 
Devemos estar voltados para nós mesmos. E é isso que o fofoqueiro não consegue fazer.


“Ele fala do outro para liberar uma angústia pessoal. Se você parar para pensar, o sujeito fala do outro sobre questões que são dele mesmo”.

Se, por exemplo, alguém que sofreu na infância com um pai alcoólatra que batia na mulher vir uma situação parecida quando adulto, pode esconder a sua angústia particular através da fofoca, ou seja, essa pessoa procura outros para falar: "Você viu o que Fulano faz com a mulher? Isso é um absurdo. Se eu fosse ela..."


O problema dessas pessoas,  é que elas não se dão conta de que a questão é delas mesmas. Em vez de tratá-la, escolhem a via negativa da fofoca.

Quem pode desenvolver a mania da fofoca?

Qualquer pessoa pode desenvolver esse mau hábito.

Esse mau hábito não é coisa de adulto somente.
Os jovens podem tão desenvolver esse hábito ou mania, daí a importância da criança desde cedo aprender os princípios que são bases no relacionamento. 


Como evitar uma fofoca ou contar uma conversa de um fofoqueiro?

“O importante é fazer a pessoa tomar consciência de que o que ela faz pode prejudicar a ela mesma, no sentido de que ela não vive a sua vida para viver a de terceiros”.

Pessoas próximas podem revestir-se de delicadeza e sutileza para alertar os fofoqueiros.

É uma situação difícil, mas, quando a pessoa estiver falando mal dos outros, você pode perguntar: ‘E aí, o que está acontecendo com você? 

Como andam as coisas?’”.  Chame  a pessoa para a realidade dela.

Quem fofoca demais acaba virando um chato.

Não é saudável servir de plateia para quem pode estar com a vida mal resolvida e acaba gastando energia para falar ou julgar a vida dos outros. O melhor mesmo é procurar o que fazer: ler um bom livro, escutar boa música, trabalhar e estudar, além, é claro, de olhar para si próprio. 

Dicas para lidar com os fofoqueiros e maledicência

 Identifique o fofoqueiro 

No trabalho, nas conversas de corredor é possível perceber em pouco tempo aquelas pessoas que gostam de falar pelos cotovelos, que curtem uma especulação da vida dos outros. Tudo ele acha, deduz e já sai espalhando para quem queira ouvir. Cuidado para não ser seduzido pela conversa fácil.

• Evite fazer parte do grupo do fofoqueiro 

Identificado o fofoqueiro, seja o mais profissional possível com ele. 
Evite andar com pessoas desse tipo, pois, mesmo que não compartilhe de suas fofocas, será tachado igualmente como ele.
É a velha máxima “diga-me com quem andas e lhe direi quem és”.

E se a fofoca ou maledicência for com você, o que fazer?


Ai vai à dica: Confronte o fofoqueiro.

Mesmo que você siga as regras acima, ainda assim pode ser alvo do veneno do fofoqueiro. 
Aí não tem jeito, a saída é confrontá-lo de forma madura e adulta, envolver as pessoas que ouviram as invenções do fofoqueiro e que podem estar sendo influenciadas por essas mentiras e assim tirar tudo a limpo.

E se não funcionar?

E se tudo isso não funcionar, não hesite em levar o assunto aos superiores para que tomem as devidas providências. 

E não espere muito para isso, porque fofoca espalha rápido. 
Não deixe que informações distorcidas ou irreais sobre você cheguem aos ouvidos superiores.

Outras dicas

• Evite a censura.
• A maledicência começa na palavra inoportuna.
• Se desejarmos educar, reparar erros, nunca fale mal de alguém estando essa pessoa ausente.
• Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.
• Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina. Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, "a boca fala do que está cheio o coração".


O ideal é que:

Quando não se pode falar bem de uma pessoa, o melhor mesmo é que não se diga nada, porque a atenção que dedicamos a observar ou criticar os defeitos alheios deve ser dada aos nossos próprios defeitos, tentando corrigi-los.


Não esqueça de um coisa:

Fofoca é coisa de pessoas que têm a vida mal resolvida e veem em outros seus próprios problemas.

Fechando o assunto quero contar a história das 3 peneiras de Sócrates, o filósofo grego, que ao ser indagado sobre o que Glaucon falava dele, perguntou ao interlocutor: 
  • Você já passou o que vai me falar pela peneira da verdade? 
  • Já passou pela peneira da bondade?
  • Já passou pela peneira da utilidade? 
E com a sabedoria que atravessa os séculos disse: Se você não sabe se é verdade, bom ou útil, então, não somente peço que não me conte, mas imploro que esqueça!



Prof. Dr. Francisco Fernandes (Delfino), além de Professor e Executivo, é também Psicanalista Clínico (formado pela SPOB – Sociedade Psicanalítica Ortodoxo do Brasil- RJ); Acupunturista (Formado pela Associação Brasileira de Acupuntura e Especialista pela Faculdade Leão Sampaio, RJ); Homeopatista (formado pela Universidade Federal de Viçosa - MG) Filósofo (formado pela Universidade Estadual do Ceará - CE), Teólogo (formado pelo Seminário Teológico Batista Equatorial – Belém, PA) e MBA em Administração de Empresa (formado pelo IBMEC - RJ). Junto aos cursos reconhecidos pelo MEC, o Prof. Francisco Fernandes tem formação em Hipnose Clínica, Numerologia, Quiromancia Chinesa, Reflexologia, Auricoterapia, Moxaterapia, Cromoterapia, Fitoterapia Chinesa, Reiki e Terapia Magnética Indutora Trabalha em Russas, como Psicanalista Clínico, Acupunturista e Homeopatista na Clínica São Bernardo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

"Quem Somos Nós" (dub-PT/BR)



Documentário realizado em 2004, com foco na Física Quântica. Participação de: Marlee Martin (Amanda), Barry Newman e Elaine Hendrix. 

Título original "What the Bleep Do We Know" - Diretor: Betsy Chasse , Mark Vicente , William Arntz.

Amanda (Marlee Matlin) inicia uma experiência no estilo "Alice no País das Maravilhas" modificando totalmente a monotonia de seu cotidiano. Os tópicos discutidos em "Quem Somos Nós", incluem neurologia, mecânica quântica, psicologia, epistemologia, ontologia, metafísica, pensamento mágico e espiritualidade.

Muitos físicos quânticos dizem que ainda há muito o que ser revelado a respeito da Física Quântica, pois trata-se ainda de uma ciência incerta; baseada em teorias e, inclusive, na metafísica. Entretanto existem vários fatores reais atrelados aos estudos em questão, fatores estes que não podem ser ignorados pela ciência tradicional, que a princípio ignora o que é considerado irracional pelos céticos.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

McDonaldization - A McDonaldização da sociedade



"A McDonaldização da sociedade (em inglês: “McDonaldization”) é um termo empregado pelo sociólogo estadunidense George Ritzer no seu livro McDonaldization of Society (1995) para designar um fenômeno complexo. 

O autor descreve esse processo como o da assunção pela sociedade das características de um restaurante de comida rápida (em inglês: “fast food”). 

A McDonaldização é uma reelaboração do conceito de racionalidade. De fato, observa-se um deslocamento daquilo que é tradicional para outros modos ditos razoáveis de pensar e da administração científica. 

Lá onde Max Weber referenciara ao modelo de burocracia para representar a orientação dessa sociedade em transformação, Ritzer vê o “fast-food” como tendo se tornado o paradigma da representação contemporânea (Ritzer, 2004:553). Ritzer destacou quatro componentes fundamentais da McDonaldização: Eficiência (« Efficiency »): encontrar o método mais eficaz para cumprir uma tarefa; Quantificação (« Calculability »): o objetivo deve ser muito mais quantificável (a exemplo das vendas) do que qualitativo-subjetivo (como o gosto); Previsibilidade (« Predictability »): os serviços devem ser padronizados, normalizados; Controle: os empregados devem ser padronizados, normalizados, e, tanto quanto possível, substituídos por tecnologias não-humanas. 

Com esses quatro processos, essa estratégia aparentemente razoável, segundo esse ponto de vista, pode alcançar resultados nocivos ou irracionais. O processo de McDonaldização pode ser recaptulado desse modo: “Os princípios do fast-food tendem a dominar cada vez mais os vários setores da sociedade americana, bem como das sociedades de outros países” (Ritzer, 1993:1) Em publicações posteriores, Ritzer conceituou um processo cultural o qual nomeou “De-McDonaldização” como reação a McDonaldização. 

Exemplo desse fenômeno poderia ser percebido quando estádios de base-ball passaram a utilizar dispositivos nostálgicos em suas instalações. Em outro sentido, mais restrito, a McDonaldização pode referenciar a substituição dos restaurantes tradicionais por aqueles do McDonald. 

Medidas sugeridas por Ritzer para combater a McDonaldização: Evitar a rotina do cotidiano tanto quanto possível. Tentar fazer tantas coisas possíveis de um modo diferente a cada dia; Da próxima vez que você tiver uma emergência médica ou dentária, resista à tentação de consultar um “McDoctor” ou um “McDentis”; prefira um médico ou dentista da vizinhança, de preferência que trabalhe sozinho; 

Da próxima vez que você precisar de um par de óculos, vá à ótica local em vez de procurar os grandes centros óticos, frequentemente nos “shoppings”; Evite as grandes redes de cabeleireiros, prefira um cabeleireiro local; Utilize preferencialmente dinheiro, em vez de cartões de crédito ou débito; Retorno ao posto de correio todas as mensagens publicitárias, particularmente aqueles que foram endereçadas “ao ocupante” ou “ao residente”; 

Da próxima vez que você receber uma ligação comercial, coloque o telefone de lado e deixe aquela voz etérea falando sozinha; durante esse período algumas pessoas deixarão de ser contatadas; Não compre produtos artificiais como novos tipos de doces ou salgados; Procure restaurantes que utilizem utensílios de porcelana e metal, e evite aqueles que usam materiais plásticos, que prejudicam o meio ambiente; Organize grupos para protestar contra os abusos dos “sistemas McDonaldizados”; como vimos, esses sistemas merecem tais protestos; se você trabalha num desses sistemas, organize com seus colegas modos para tornar suas condições de trabalho mais humanizadas; Evite tanto quanto possível as comidas padrão (como em “Peça pelo número!”); 

Não faça seus passeios em um parque artificial de um condomínio fechado, prefira os parques públicos; É importante ficarmos atentos às tentativas de McDonaldização das crianças; Em vez de levar seu filho a um “McChild Care”, deixe-o com um vizinho que esteja interessado em uma grana extra; Mantenha seus filhos longe da televisão e de anúncios publicitários tanto quanto possível! Envolva-o em outras atividades mais interessantes."

Reprodução parcial de texto publicado originalmente no Flogão.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Tem muito mais por traz da revolta das passagens!




Perguntem aos jovens que estão terminando seus cursos ou que terminaram suas faculdades. Eles dirão que - “ estão revoltados com tudo que tem que aceitar, “ - principalmente com o que é imposto pelo estado e pela sociedade mercadológica.

O jovem de hoje quer uma sociedade mais solidaria.

E eles sabem que não podem fazer nada para arrumar o que gostariam de modificar. "Tirar uma beiradinha" - em revolta contra o aumento de R$.0,20, dos transportes, - passa ser um ponto de satisfação ou de marcação de posição. 

Vejam (!?) quem são os jovens que estão sendo presos, em São Paulo , eles não são de partido politico, eles não são jovens abandonados pelos pais, são jovens abandonados pelo sistema. São jovens descrentes no sistema.

Estão revoltados, com os políticos, com os governantes, com sistema bancário, com o sistema educacional, com o sistema de saúde, com o custo do transporte, com a segurança e muito mais com a policia e seus policiais.

Falam em sobra de emprego, quase pleno emprego, mas não falam que esta sobra é do sub-emprego. 

De cada 5 jovens que se formam em cursos superior quatro ficam desempregados – para o mercado que estudaram – sendo que são obrigados a se submeterem a empregos de pequena remuneração, distante do que sonharam e para o que estudaram.

Em parte é o mesmo fenómeno que já experimentou os EUA , quando sobravam vagas para o sub-emprego , “deixaram entrar”, os jovens dos países subdesenvolvidos.

O que está acontecendo é o começo de um movimento revolucionário para mudar tudo e não é só aqui no Brasil é agora também no Brazil, com Z.

O quadro é difícil e essa transição vai acabar ocorrendo, porque são poucas a possibilidades que os nossos governante, tem para construir uma sociedade menos violenta, mais solidária e mais responsável. 

Os jovens de hoje, em todo o mundo, querem o reconhecimento pela sociedade da “sua condição básica”, que elege em primeiro lugar o item DIGNIDADE. Eles não pretendem só a cidadania com o mero direito ao consumo e seus deveres de obrigações para com as leis.

Está em marcha uma grande mudança, só que a cegueira do ser humano e de principalmente daqueles que ainda rezam, para um “ser invisível”, vai mais uma vez deixar passar tudo seguindo mais uma vez pela contra mão. 

(Guilhobel)