sexta-feira, 2 de junho de 2017

Paul Otlet, o homem que queria classificar o mundo

O filme apresenta-nos a história do Belga Paul Otlet (1868-1944). Ele é considerado pelos historiadores como um dos percursores da Internet.

Durante toda a sua vida este homem cultivou uma estranha obsessão: classificar, codificar e unificar todo o género de livros e documentos publicados no mundo. 

O seu sistema de classificação é visto hoje como similar ao hipertexto, que nos permite navegar através da internet.

Esta é a dica do blog para o dia, uma história que todos devem conhecer. Vale visitar a página da wikipédia dedicada a ele e conhecer a vida deste grande homem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Otlet





De acordo com um novo intitulado “Cataloguing the World” (Catalogando o mundo, em tradução livre, de Alex Wright), Paul Otlet previu a world wide web muito antes de os computadores (e a própria world wide web) serem inventados.

Em 1895, Otlet imaginou uma biblioteca universal de informações que poderia ser acessada remotamente, de acordo com o livro. Como a internet de hoje, a visão de Otlet envolvia depositar o conhecimento do mundo em um sistema centralizado e interconectado.


Otlet passou as próximas quatro décadas refinando o conceito com seu parceiro, Henri La Fontaine. Juntos, eles previram camadas de dados, projetadas para fora a partir de uma base central de informações:



Otlet e Fontaine imaginaram criar uma rede de dados interligada, que eles batizaram de “Mundaneum”, usando “telescópios eletrônicos”. 

O Mundaneum, esperavam eles, ajudaria a resolver alguns dos maiores problemas do mundo, promoveria um renascimento do conhecimento e conectaria pessoas e ideias além dos limites geográficos.

Veja abaixo um rascunho do “telescópio eletrônico” refletindo informações para a massa:



Com o tempo, esperava Otlet, o Mundaneum poderia introduzir um período “pós-nacional” de paz e luz. 

“No fim das contas, Otlet imaginou que esse ambiente permitiria que as fronteiras nacionais se dissolvessem, eliminaria as causas das guerras e levaria a humanidade a dar um salto adiante rumo a um estado mais harmonioso e iluminado”, explica Wright no site do seu livro.

Como um sistema de cartões de uma biblioteca, o Mundaneum permitiria que indivíduos buscassem pedaços específicos de informações, “conectando governos, universidades, livrarias e outras instituições em uma rede colaborativa utópica”:



Apesar de a internet de hoje não ter transformado em realidade a visão utópica de Otlet, algumas de suas previsões estavam sinistramente corretas. 

Ele acreditava que bibliotecas inteiras de textos e imagens estariam disponíveis para a massa por meio de projeções em telas individuais. 

Também acreditava que esse sistema ajudaria as pessoas a afiar seus conhecimentos em suas áreas de interesse. Esse rascunho mostra como funcionaria esse processo:




Abaixo um trailer do filme, em francês com legendas em português:



fonte: http://floresemcasa.blogspot.com.br/2010/04/paul-otlet-o-homem-que-queria.html | 
http://www.huffpostbrasil.com/2014/06/29/paul-otlet-empresario-belga-imaginou-a-internet-em-1895_a_21674666/


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