Translate

Mostrando postagens com marcador ilusório. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ilusório. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de junho de 2017

A realidade não existe sem um observador




Fantástico novo experimento confirma que a realidade não existe se não estivermos olhando

Conforme uma famosa teoria da física quântica, o comportamento de uma partícula altera-se dependendo se há ou não um observador. 

Basicamente, ela sugere que a realidade é um tipo de ilusão que só existe quando estamos olhando. Inúmeros experimentos quânticos foram realizados no passado e mostraram que de fato é bem isso que acontece.

Recentemente, físicos da Universidade Nacional da Austrália descobriram mais provas da natureza ilusória da realidade. Eles recriaram o Experimento da Escolha Retardada de John Wheeler e confirmaram que a realidade não existe até que seja mensurada, pelo menos em uma escala atômica.

Descobertas intrigantes

Algumas partículas, como os fótons e ou elétrons, podem se comportar tanto como partículas quanto como ondas. Aqui cabe o questionamento sobre o que exatamente leva um fóton ou um elétron a agir como uma partícula ou como uma onda. É isso que o experimento de Wheeler pergunta: em que momento que o objeto “decide”?

Os resultados do experimento dos cientistas australianos, que foram publicados na Revista Nature Physics, mostraram que a escolha é determinada pela maneira que o objeto é mensurado, o que está de acordo com o que prevê a teoria quântica.

“Isso prova que a mensuração é tudo. No nível quântico, a realidade não existe se você não está olhando”, afirmou o pesquisador-chefe Dr. Andrew Truscott, em nota à imprensa.



O experimento

A versão original do experimento que John Wheeler propôs em 1978 envolvia feixes de luz sendo refletidos por espelhos. Contudo, era difícil implementá-lo e conseguir quaisquer resultados conclusivos devido ao nível do progresso tecnológico da época. Hoje, tornou-se possível recriar o experimento com sucesso usando átomos de hélio lançados por raios laser.

A equipe do Dr. Truscott forçou cem átomos de hélio a entrarem em um estado da matéria chamado condensado de Bose-Einstein. Depois disso, eles ejetaram todos os átomos até que restasse apenas um.

Em seguida, os pesquisadores usaram um par de raios laser para lançar os átomos através de duas fendas estreitas para criar um padrão de grades verticais do outro lado, assim como a luz projetada por entre duas fendas verticais estreitas emite feixes de luz em formato de barras. Logo, o átomo ou iria agir como partícula e passar por uma das fendas, ou agir como onda e passar por entre as duas fendas.

Graças a um gerador de números aleatórios, uma segunda placa com fendas era então adicionada aleatoriamente para recombinar os percursos dos átomos. Isso era feito somente depois do átomo já ter passado pela primeira fenda.

Como resultado, acrescentar a segunda placa causou interferência na mensuração, mostrando que o átomo tinha viajado por dois caminhos, logo, comportando-se como uma onda. Ao mesmo tempo, quando a segunda placa com fendas não era acrescentada, não havia interferência e o átomo parecia ter viajado por apenas um caminho.

Os resultados e a interpretação deles

Como a segunda placa com fendas foi adicionada somente depois de o átomo ter passado pela primeira placa, seria razoável supor que o átomo não tinha “decidido” ainda se ele era uma partícula ou uma onda antes da segunda mensuração.

De acordo com o Dr. Truscott, pode haver duas interpretações possíveis para esses resultados. Ou o átomo “decidiu” como se comportar com base na mensuração ou a mensuração posterior afetou o passado do fóton.

“Os átomos não viajaram de A até B. Foi só quando houve uma mensuração ao final do percurso que o comportamento de onda ou o comportamento de partícula foi trazido à existência”, disse ele.

Portanto, esse experimento corrobora a validade da teoria quântica e fornece novas evidências para a ideia de que a realidade não existe sem um observador. Talvez mais pesquisas no campo da física quântica e mais evidências como essa possam um dia mudar completamente nosso entendimento da realidade.

“Se você não está profundamente chocado com a mecânica quântica, você ainda não a entendeu”. 
~ Niels Bohr




terça-feira, 25 de abril de 2017

Seria o mundo uma "ilusão"?

Segundo a tradição Hindu, o mundo além de transitório é ilusório. Já para os budistas o mundo é um ‘sonho de Buda’, também sendo uma ilusão. E para a os cientistas?


Nick Bostrom
Primeiro a sugerir a Hipótese de Simulação
Mais uma vez, cientistas estão dando suas opiniões e apresentando teorias que parecem se encaixar cada vez mais com pensamentos que muitas culturas do planeta carregam por milênios.

Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, foi o primeiro a propor a teoria de que vivemos em um tipo de simulação, como que feita por um computador, a chamada ‘Hipótese da Simulação’, sugerindo que a realidade que conhecemos e tudo aqui presente faz parte dessa simulação, e não estamos conscientes disso.

Em seu livro “Superinteligência” ao ser perguntado sobre o que aconteceria se fosse criado uma máquina tão inteligente quanto ao humano, Nick responde: “É esperado que isso acontece, pois como espécie, sempre fomos os mais inteligentes, porém nunca imaginamos a possibilidade de viver com alguém ou alguma coisa mais inteligentes do que nós, possivelmente com metas que não possamos entender e agindo de maneiras que possam causar a nossa extinção”.

Richard J. Terrile, diretor do Centro de Computação Evolutiva da NASA, que participou do projeto da sonda Voyager, que descobriu várias luas de Saturno, Urano e Netuno, também sugere que estamos vivendo em um tipo de ‘Matrix’.

“Quando você vai ao cinema e assiste aos filmes por meio de simuladores de realidade virtual, por exemplo, acaba tentando se desvencilhar de objetos virtuais por achar que eles são reais. É isso que fazemos diariamente. E é um tipo de realidade completamente diferente que queremos oferecer no futuro”, diz Richard.

Na Mecânica Quântica, partículas não têm um estado definido a não ser que estão sendo observadas, explicou Richard.


Imaginemos uma televisão nova que você tenha comprado. Você sai de casa e pensa que ela está na sua sala, da maneira como deixou. Porém não pode ter certeza, muitas coisas podem ter acontecido com ela, ou de acordo com a nova teoria, talvez ela nem esteja lá, já que ninguém a vê.

O Princípio da Incerteza de Heisenberg, a qual declara ser impossível determinar com precisão e simultaneamente a velocidade e a posição de um elétron, enaltece um pouco mais sobre como isso funciona.

"Maya", as coisas parecem estar mas "não estão"

Exemplo de ilusão. Mesmo estática,
temos a impressão que a imagem está em movimento.
Maya, como é chamado o mundo material na cultura hindu, é a ‘Grande Ilusão’. 

No Bhagavad Gita encontramos várias alusões ao mundo de ilusões. Hinduísmo, Budismo, Taoismo, entre outras tradições esotéricas do oriente, declaram que o mundo como o conhecemos através dos 5 sentidos é irreal.

Não parece que a ‘Ciência Oficial’ do mundo moderno está indo ao encontro com os ensinamentos dos antigos sábios? Provavelmente esses sábios sabiam muito além do que possamos imaginar.

Além do mundo material existem outros mundos, formas de vida, leis cósmicas a serem cumpridas, como quase todas as culturas antigas acreditavam. E o que a Ciência Moderna está dizendo agora para nós?

Talvez seja a mesma mensagem porém de uma maneira diferente.
Se depois que morremos, segundo o que a ciência já propôs, não há morte e sim uma transformação para fora desse mundo, que agora é chamado de ‘Ilusório’, como chegamos até aqui? Quem controla esse ‘Jogo’? Seria aquele que chamamos de Deus? Seria essa também uma prova para a reencarnação?
...