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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O Universo Impossível



O universo como nós atualmente o entendemos pode não ser permitido existir - pelo menos de acordo com o modelo cosmológico dos teóricos das cordas.


Para entender o comportamento e a evolução do universo, os modelos cosmológicos fornecem uma descrição matemática capaz de fazer previsões validadas. Os modelos atuais são baseados na relatividade geral de Einstein e assumem um universo "plano" - isto é, um universo que aparece plano em grandes escalas. Nesse contexto, a geometria do universo pode ser descrita como um universo fechado ‘de Sitter’ ou um universo aberto ‘anti-de Sitter’.

As observações mostram que o universo está se expandindo a uma taxa cada vez mais rápida e que, à medida que se expande, a energia do vácuo permanece constante. O melhor modelo cosmológico para descrever tal universo é um modelo de inflação que ocorre em um universo 'quasi-de Sitter' - que é um universo quase de Sitter - já que a presença de matéria e estrutura não permite um universo puramente simétrico.

A teoria das cordas oferece 100 cenquinsexagintilhões (10^500) de paisagens (landscapes) do universo para trabalharmos com elas¹. No entanto, mesmo com essa riqueza de possibilidades, ela não conseguiu encontrar nosso universo quase-estável de Sitter. 

Em um recente artigo publicado por Georges Obied, e seus colegas, uma possível explicação para isso foi apresentada, na qual eles propõem um critério para quais tipos de universos podem existir e aqueles que não podem. O universo "permitido" resultante aponta para um universo em expansão no qual a energia do vácuo diminui a uma taxa acima de um limite inferior específico. Assim, de acordo com a teoria das cordas, o muito amado universo quase-de Sitter não é permitido.

Isto é, a menos que a densidade da energia escura em nosso universo tome uma forma chamada “quintessência” - será uma fonte de energia que gradualmente diminuirá ao longo de dezenas de bilhões de anos.

~artigo escrito por Amira Val Baker / via  Resonance Science Foundation (tradução livre)

NOTA: 1- A ordem de grandeza do números de vácuos que a teoria de cordas permite é da ordem de 10^10 a 10^500 e cada um destes vácuos corresponderá a um diferente tipo  de universo (a maioria completamente diferente do Modelo Padrão). O conjunto dos diferentes falsos-vácuos da teoria (das cordas) são denominados de paisagens cósmicas (landscapes). (CREF/UFRGS)
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Fonte: Artigo:https://www.theatlantic.com/science/archive/2018/08/dark-energy-string-theory/567221/

sábado, 10 de junho de 2017

A mente vai muito além do cérebro



“Fomos educados para acreditar que a nossa mente está dentro da nossa cabeça, que a atividade mental não é senão a atividade cerebral. Em vez disso, sugiro que a nossa mente vai muito além do nosso cérebro; ela se estende através de campos que nos ligam ao nosso meio ambiente e a cada uma das outras pessoas”, diz o biólogo Rupert Sheldrake, um dos principais pensadores do Novo Paradigma Holístico.

A mente vai muito além do cérebro

Os campos mentais estão radicados no cérebro, assim como os campos magnéticos ao redor de ímãs estão radicados nos ímãs em si, ou como os campos de transmissão em torno de celulares estão radicados nos telefones e em suas atividades elétricas internas. 

Assim como os campos magnéticos se estendem ao redor de ímãs e os campos eletromagnéticos em torno de celulares, campos mentais estendem-se em torno de cérebros.

Os campos mentais ajudam a explicar a telepatia, a sensação de estar sendo observado e outras habilidades de certa forma comuns, mas inexplicáveis. Acima de tudo, os campos mentais são subjacentes à percepção normal. Eles são parte essencial da visão.



Imagens fora de nossas cabeças

Olhe ao seu redor agora. As imagens que você vê estão dentro do seu cérebro? Ou estão fora de você – simplesmente onde parecem estar? Segundo a teoria convencional, há um processo de mão única: a luz se move para dentro, mas nada é projetado para fora.

O movimento da luz para dentro é bem familiar. Enquanto você olha para esta página, a luz refletida se move a partir da página, através do campo eletromagnético, para os seus olhos. As lentes dos seus olhos focalizam a luz para formar imagens de cabeça para baixo em sua retina. 

Essa luz que incide sobre os bastonetes e os cones da retina provoca alterações elétricas dentro dessas células, que desencadeiam alterações estampadas nos nervos da retina. Os impulsos nervosos ativam seus nervos ópticos e o cérebro, onde dão origem a complexos padrões de atividade elétrica e química. Todos esses processos podem ser – e têm sido – estudados em detalhe por neurofisiologistas e outros peritos nas atividades do cérebro e da visão.



Mas então algo muito misterioso acontece. Você conscientemente experimenta o que está vendo, a página à sua frente. Você também se torna consciente das palavras impressas e dos seus significados. Do ponto de vista da teoria padrão, não há nenhuma razão pela qual você deveria estar consciente de tudo. Mecanismos cerebrais deveriam continuar muito bem sem consciência.

A teoria padrão da visão se aplica a todas as espécies de animais com olhos formadores de imagem. Ela não explica por que deveria haver visão consciente em qualquer espécie animal ou nas pessoas. Existe apenas um processamento de informações inconsciente, parecido a um computador, feito pelo sistema nervoso.

Em seguida, vem outro problema. Quando você vê esta página, não sente a imagem dela como estando dentro de seu cérebro, onde se suporia que ela estivesse. Em vez disso, você sente a imagem como estando a cerca de 60 centímetros à sua frente. A imagem está fora do seu corpo.

Por toda a sua sofisticação fisiológica, a teoria padrão não explica sua experiência mais imediata e direta. Supõe-se que toda a sua experiência ocorre dentro do cérebro, não onde ela parece estar.

A ideia básica que estou propondo é tão simples que é difícil de entender. Sua imagem desta página está apenas onde parece estar, na frente de seus olhos, e não por trás de seus olhos. Ele não está dentro de seu cérebro, mas fora do seu cérebro.

Assim, a visão envolve um movimento da luz para dentro e uma projeção externa de imagens. Através de campos mentais, nossas mentes se estendem para tocar o que estamos olhando. Se olharmos para uma montanha a 15 quilômetros de distância, as nossas mentes se esticarão 15 quilômetros. Se olharmos para as estrelas distantes, nossas mentes chegarão aos céus, em distâncias literalmente astronômicas.

A sensação de estar sendo observado

Às vezes, quando olho para alguém por trás, ele ou ela se vira e olha diretamente para mim. E às vezes viro de repente e encontro alguém olhando para mim. Pesquisas mostram que mais de 90% das pessoas tiveram experiências como essas. A sensação de estar sendo observado não deveria ocorrer se a atenção está toda dentro da cabeça. Mas se isso se estende para fora e nos liga ao que estamos olhando, então nosso olhar poderia afetar o que olhamos. É apenas uma ilusão ou a sensação de estar sendo observado realmente existe?

Essa questão pode ser explorada através de experimentos simples e baratos. Os voluntários trabalham em pares. Uma pessoa se senta com as costas voltadas para a outra, usando uma venda. A segunda pessoa fica atrás da primeira e, em uma série aleatória de testes, olha para o pescoço do parceiro, ou desvia o olhar e pensa em outra coisa. O início de cada teste é sinalizado por controle remoto mecânico ou bipe mecânico. Cada teste dura cerca de dez segundos e a pessoa vendada fala em voz alta sua impressão – “está olhando” ou “não está olhando”. Instruções detalhadas são dadas no meu portal: www.sheldrake.org.

Mais de 100 mil testes já foram realizados e os resultados são extremamente positivos e altamente significativos em termos estatísticos, com chance de o fenômeno acontecer de um em quatrilhões. A sensação de estar sendo observado funciona até mesmo quando as pessoas são olhadas através de circuito fechado de TV. Os animais também são sensíveis ao olhar das pessoas, e as pessoas ao olhar dos animais. Essa sensibilidade parece disseminada no reino animal e pode muito bem ter evoluído no contexto das relações predador-presa: um animal que sentia quando um predador invisível o estava olhando teria uma chance melhor de sobreviver do que um animal sem esse sentido.

Telepatia

As pessoas instruídas têm sido levadas a acreditar que a telepatia não existe. Como outros fenômenos chamados paranormais ou psíquicos, ele é rejeitado como uma ilusão.

A maioria das pessoas que defendem essas opiniões não o faz com base em um exame atento das provas. Elas fazem isso porque há um tabu contra levar a telepatia a sério. Esse tabu está relacionado ao paradigma predominante ou modelo de realidade dentro da ciência institucional, ou seja, a teoria “mente dentro do cérebro”, segundo a qual a telepatia e outros fenômenos paranormais, que parecem implicar tipos misteriosos de “ação a distância”, não pode existir.

Esse tabu remonta pelo menos ao Iluminismo, no fim do século XVIII. Mas este não é o lugar para examinar sua história (que discuto no livro A Sensação de Estar Sendo Observado, publicado no Brasil pela Editora Cultrix). Em vez disso, quero resumir algumas experiências recentes, que sugerem que a telepatia não só existe, mas é uma parte normal da comunicação animal.



Animais paranormais

Meu interesse pela telepatia surgiu há cerca de 25 anos, e comecei nessa época a procurar evidências nesse sentido nos animais que conhecemos melhor, ou seja, os animais de estimação. Logo me deparei com inúmeras histórias de donos de cães, gatos, papagaios, cavalos e outros animais que sugerem que esses animais pareciam capazes de ler suas mentes e intenções.

Por meio de apelos públicos, construí um grande banco de dados de histórias como essas, atualmente com mais de 4.700 relatos. Essas histórias se dividem em várias categorias. Por exemplo, muitos donos de gatos dizem que seu animal parece perceber quando eles estão planejando levá-los ao veterinário, mesmo antes de terem pegado a cesta de transporte ou dado qualquer indício aparente quanto à sua intenção. 

Algumas pessoas dizem que seus cães sabem quando vão ser levados para uma caminhada, mesmo quando estão em uma sala diferente, fora do alcance da visão ou da audição, e quando a pessoa está apenas pensando em levá-los a passear. Claro, ninguém acha esse comportamento surpreendente se isso acontece em um momento de rotina, ou se os cães veem a pessoa se preparando para sair, ou ouvem a palavra “passear”. Eles pensam que isso é telepático porque parece acontecer na ausência de tais indícios.

Uma das afirmações sobre cães e gatos mais comuns e fáceis de testar é que eles sabem quando seus donos estão chegando ao lar, em alguns casos antecipando sua chegada em dez minutos ou mais. Em pesquisas domiciliares aleatórias na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, meus colegas e eu descobrimos que cerca de 50% dos donos de cães e 30% dos donos de gatos acreditam que seus animais antecipam a chegada de um membro da família. 

Através de centenas de experimentos em vídeo, eu e meus colegas temos mostrado que os cães reagem a intenções de seus donos para voltar para casa mesmo que estes estejam a muitos quilômetros de distância, ou quando retornam em momentos aleatoriamente escolhidos, ou ainda quando vêm em veículos estranhos, como táxis. A telepatia parece ser a única hipótese que pode explicar os fatos. (Para mais detalhes, consulte meu livro Cães Sabem Quando Seus Donos Estão Chegando, publicado no Brasil pela Editora Objetiva.)

Telepatia em telefonemas

No curso da minha pesquisa sobre poderes inexplicáveis de animais, ouvi sobre dezenas de cães e gatos que pareciam antecipar telefonemas de seus proprietários. Por exemplo, se o telefone toca na casa de um conhecido professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, sua esposa sabe quando seu marido está do outro lado da linha porque Whiskins, seu gato malhado cinza, corre para o telefone e põe as patas no receptor. 

“Muitas vezes ele consegue tirá-lo do gancho e faz miados de apreço que são claramente audíveis para o meu marido, no outro lado”, diz ela. “Se alguém mais telefona, Whiskins não toma conhecimento.” O gato responde mesmo quando o professor telefona para casa de viagens de campo na África ou na América do Sul.

Isso me levou a refletir que eu mesmo havia tido esse tipo de experiência, em que havia pensado em pessoas sem nenhuma razão aparente que logo depois me ligavam. Perguntei à minha família e a amigos se eles nunca tinham tido essa experiência e logo descobri que a maioria era muito familiarizada com ela. Alguns disseram que sabiam quando sua mãe ou namorada ou outra pessoa significativa estava ligando porque o telefone soava de forma diferente!

Por meio de extensas pesquisas, meus colegas e eu descobrimos que a maioria das pessoas tiveram experiências aparentemente telepáticas com chamadas telefônicas. Na verdade, esse é o tipo mais comum de telepatia aparente no mundo moderno.



Isso é tudo uma questão de coincidência e memória seletiva, pela qual as pessoas se lembram apenas de quando alguém em que estavam pensando ligou e se esquecem de todas as vezes em que estavam erradas? A maioria dos céticos assume que esse é o caso, mas, até recentemente, nunca houve nenhuma pesquisa científica sobre o assunto.

Desenvolvi um experimento simples para testar a telepatia telefônica. Os participantes recebem um telefonema de um de quatro diferentes chamadores em um momento predeterminado, e eles mesmos selecionam os chamadores, geralmente amigos íntimos ou membros da família. Para cada teste, o chamador é escolhido aleatoriamente pelo experimentador, jogando um dado ou usando um gerador de números aleatórios computadorizado. O participante tem que dizer quem é o chamador antes que este fale algo. Se as pessoas estiverem apenas adivinhando, acertarão uma vez em quatro, ou 25% das vezes.

Fizemos mais de 800 desses testes, e a taxa média de sucesso é de 42%, bem acima do nível de chance de 25%, com probabilidades astronômicas contra o acaso.

Também realizamos uma série de testes em que dois dos quatro participantes eram familiares, enquanto os outros dois eram estranhos, cujos nomes os participantes sabiam, mas a quem não haviam visto. Nas chamadas de familiares, a taxa de sucesso foi de 56%, altamente significativa em termos estatísticos. Com estranhos a taxa estava no nível do acaso, em consonância com a observação de que a telepatia geralmente ocorre entre pessoas que compartilham laços emocionais ou sociais.

Além disso, descobrimos que esses efeitos não diminuem com a distância. Alguns dos nossos participantes eram da Austrália ou da Nova Zelândia, e eles podiam identificar quem estava ligando igualmente bem, estivessem os chamadores no Hemisfério Sul ou a apenas alguns quilômetros de distância, em Londres.

E-mails e mensagens de texto telepáticas são a versão mais recente desse fenômeno, e uma extensa série de experimentos com e-mails tem dado resultados muito semelhantes aos testes de telefone: positivos e muito significativos estatisticamente. (Os detalhes de toda essa pesquisa sobre telepatia nas pessoas e nos animais de estimação estão publicados em uma série de artigos em revistas e jornais, e os textos completos estão disponíveis em meu portal.)

Uma versão automatizada do teste de telepatia telefônica que funciona em celulares pode ser acessado a partir do Online Experiments Portal em meu site, www.sheldrake.org.



Mentes estendidas

Os estudos de laboratório feitos por parapsicólogos já forneceram evidências estatisticamente significativas para a telepatia (bem analisadas por Dean Radin em seu livro Conscious Universe, Harper). Mas a maioria das pesquisas de laboratório mostrou efeitos bastante fracos, provavelmente porque a maioria dos participantes e “transmissores” eram estranhos um ao outro, e a telepatia normalmente depende de laços sociais.

Os resultados de experiências de telepatia telefônica mostraram efeitos muito mais fortes e repetitivos porque envolvem pessoas que se conhecem bem. Descobri também que há ligações telepáticas marcantes entre mães que amamentam e os seus bebês. Da mesma forma, as reações telepáticas dos animais de estimação aos seus donos dependem de fortes laços sociais.

Sugiro que esses laços são aspectos dos campos que ligam os membros de grupos sociais (o que chamo de campos mórficos) e que atuam como canais para a transferência de informações entre os membros separados do grupo. 

Telepatia significa literalmente “sentimento distante” e, normalmente, envolve a comunicação de necessidades, intenções e angústia. Às vezes, as reações telepáticas são experimentadas como sensações, às vezes como visões ou a audição de vozes, e às vezes em sonhos. Muitas pessoas e animais reagem quando as pessoas a quem estão ligadas sofrem um acidente, ou estão morrendo, mesmo se isso estiver acontecendo a muitos quilômetros de distância.

Há uma analogia para esse processo na física quântica: se duas partículas foram parte de um mesmo sistema quântico e estão separadas no espaço, elas mantêm uma misteriosa conexão. Quando Einstein percebeu essa implicação da teoria quântica, pensou que a teoria devia estar errada, porque isso implicava o que ele chamou de “ação fantasmagórica à distância”. 

Experimentos têm mostrado que a teoria quântica está certa e Einstein estava errado. Uma mudança em uma parte separada de um sistema pode afetar a outra instantaneamente. Esse fenômeno é conhecido como não localidade quântica ou não separabilidade.

A telepatia, assim como a sensação de estar sendo observado, só é paranormal se definirmos como “normal” a teoria de que a mente está confinada ao cérebro. Mas, se a nossa mente vai além do nosso cérebro, assim como parece ocorrer, e se conecta com outras mentes, assim como parece ocorrer, então fenômenos como a telepatia e a sensação de estar sendo observado parecem normais. Eles não são assustadores e estranhos, nas margens da psicologia humana anormal, mas fazem parte da nossa natureza biológica.

É claro que não estou dizendo que o cérebro é irrelevante para a nossa compreensão da mente. É muito relevante, e os recentes avanços na pesquisa sobre o cérebro têm muito a nos dizer. Nossas mentes estão centradas em nossos corpos, e em nossos cérebros em particular. No entanto, elas não estão confinadas aos nossos cérebros, mas se estendem para além deles. Essa extensão ocorre através dos campos da mente, ou campos mentais, que existem dentro e fora dos nossos cérebros.

A ideia da mente estendida faz mais sentido para a nossa experiência do que a teoria da mente dentro do cérebro. Acima de tudo, ela nos liberta. Já não estamos presos dentro do limite estreito dos nossos crânios, nossas mentes separadas e isoladas umas das outras. Já não estamos alienados dos nossos corpos, de nosso meio ambiente e de outras pessoas. Estamos interligados.

(*) Rupert Sheldrake é biólogo e autor de dez livros e de mais de 80 artigos em revistas científicas. Ele foi membro do Clare College, de Cambridge, e pesquisador membro da Royal Society. De 2005 a 2010, ele foi o diretor do Projeto Perrott-Warrick, financiado pelo Trinity College da Universidade de Cambridge. Ele é membro do Instituto de Ciências Noéticas, perto de San Francisco, e professor convidado do Graduate Institute, em Connecticut, nos Estados Unidos. Ele vive em Londres com sua esposa, Jill Purce, e seus dois filhos. Seu portal é www.sheldrake.org.



terça-feira, 6 de junho de 2017

A realidade não existe sem um observador

Fantástico novo experimento confirma que a realidade não existe se não estivermos olhando - por Anna LeMind

Conforme uma famosa teoria da física quântica, o comportamento de uma partícula altera-se dependendo se há ou não um observador.   Basicamente, ela sugere que a realidade é um tipo de ilusão que só existe quando estamos olhando. Inúmeros experimentos quânticos foram realizados no passado e mostraram que de fato é bem isso que acontece.  Recentemente, físicos da Universidade Nacional da Austrália descobriram mais provas da natureza ilusória da realidade. Eles recriaram o Experimento da Escolha Retardada de John Wheeler e confirmaram que a realidade não existe até que seja mensurada, pelo menos em uma escala atômica.


"Conforme uma famosa teoria da física quântica, o comportamento de uma partícula altera-se dependendo se há ou não um observador. 

Basicamente, ela sugere que a realidade é um tipo de ilusão que só existe quando estamos olhando. Inúmeros experimentos quânticos foram realizados no passado e mostraram que de fato é bem isso que acontece.

Recentemente, físicos da Universidade Nacional da Austrália descobriram mais provas da natureza ilusória da realidade. Eles recriaram o Experimento da Escolha Retardada de John Wheeler e confirmaram que a realidade não existe até que seja mensurada, pelo menos em uma escala atômica.

Descobertas intrigantes

Algumas partículas, como os fótons e ou elétrons, podem se comportar tanto como partículas quanto como ondas. Aqui cabe o questionamento sobre o que exatamente leva um fóton ou um elétron a agir como uma partícula ou como uma onda. É isso que o experimento de Wheeler pergunta: em que momento que o objeto “decide”?

Os resultados do experimento dos cientistas australianos, que foram publicados na Revista Nature Physics, mostraram que a escolha é determinada pela maneira que o objeto é mensurado, o que está de acordo com o que prevê a teoria quântica.

“Isso prova que a mensuração é tudo. No nível quântico, a realidade não existe se você não está olhando”, afirmou o pesquisador-chefe Dr. Andrew Truscott, em nota à imprensa.

O experimento

A versão original do experimento que John Wheeler propôs em 1978 envolvia feixes de luz sendo refletidos por espelhos. Contudo, era difícil implementá-lo e conseguir quaisquer resultados conclusivos devido ao nível do progresso tecnológico da época. Hoje, tornou-se possível recriar o experimento com sucesso usando átomos de hélio lançados por raios laser.

A equipe do Dr. Truscott forçou cem átomos de hélio a entrarem em um estado da matéria chamado condensado de Bose-Einstein. Depois disso, eles ejetaram todos os átomos até que restasse apenas um.

Em seguida, os pesquisadores usaram um par de raios laser para lançar os átomos através de duas fendas estreitas para criar um padrão de grades verticais do outro lado, assim como a luz projetada por entre duas fendas verticais estreitas emite feixes de luz em formato de barras. Logo, o átomo ou iria agir como partícula e passar por uma das fendas, ou agir como onda e passar por entre as duas fendas.

Graças a um gerador de números aleatórios, uma segunda placa com fendas era então adicionada aleatoriamente para recombinar os percursos dos átomos. Isso era feito somente depois do átomo já ter passado pela primeira fenda.

Como resultado, acrescentar a segunda placa causou interferência na mensuração, mostrando que o átomo tinha viajado por dois caminhos, logo, comportando-se como uma onda. Ao mesmo tempo, quando a segunda placa com fendas não era acrescentada, não havia interferência e o átomo parecia ter viajado por apenas um caminho.

Os resultados e a interpretação deles

Como a segunda placa com fendas foi adicionada somente depois de o átomo ter passado pela primeira placa, seria razoável supor que o átomo não tinha “decidido” ainda se ele era uma partícula ou uma onda antes da segunda mensuração.

De acordo com o Dr. Truscott, pode haver duas interpretações possíveis para esses resultados. Ou o átomo “decidiu” como se comportar com base na mensuração ou a mensuração posterior afetou o passado do fóton.

“Os átomos não viajaram de A até B. Foi só quando houve uma mensuração ao final do percurso que o comportamento de onda ou o comportamento de partícula foi trazido à existência”, disse ele.

Portanto, esse experimento corrobora a validade da teoria quântica e fornece novas evidências para a ideia de que a realidade não existe sem um observador. Talvez mais pesquisas no campo da física quântica e mais evidências como essa possam um dia mudar completamente nosso entendimento da realidade."

“Se você não está profundamente chocado com a mecânica quântica, você ainda não a entendeu”. 
~ Niels Bohr
Fonte: Compartilhado de Tibet Hose Brasil

        

terça-feira, 25 de abril de 2017

Seria o mundo uma "ilusão"?

Segundo a tradição Hindu, o mundo além de transitório é ilusório. Já para os budistas o mundo é um ‘sonho de Buda’, também sendo uma ilusão. E para a os cientistas?


Nick Bostrom
Primeiro a sugerir a Hipótese de Simulação
Mais uma vez, cientistas estão dando suas opiniões e apresentando teorias que parecem se encaixar cada vez mais com pensamentos que muitas culturas do planeta carregam por milênios.

Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, foi o primeiro a propor a teoria de que vivemos em um tipo de simulação, como que feita por um computador, a chamada ‘Hipótese da Simulação’, sugerindo que a realidade que conhecemos e tudo aqui presente faz parte dessa simulação, e não estamos conscientes disso.

Em seu livro “Superinteligência” ao ser perguntado sobre o que aconteceria se fosse criado uma máquina tão inteligente quanto ao humano, Nick responde: “É esperado que isso acontece, pois como espécie, sempre fomos os mais inteligentes, porém nunca imaginamos a possibilidade de viver com alguém ou alguma coisa mais inteligentes do que nós, possivelmente com metas que não possamos entender e agindo de maneiras que possam causar a nossa extinção”.

Richard J. Terrile, diretor do Centro de Computação Evolutiva da NASA, que participou do projeto da sonda Voyager, que descobriu várias luas de Saturno, Urano e Netuno, também sugere que estamos vivendo em um tipo de ‘Matrix’.

“Quando você vai ao cinema e assiste aos filmes por meio de simuladores de realidade virtual, por exemplo, acaba tentando se desvencilhar de objetos virtuais por achar que eles são reais. É isso que fazemos diariamente. E é um tipo de realidade completamente diferente que queremos oferecer no futuro”, diz Richard.

Na Mecânica Quântica, partículas não têm um estado definido a não ser que estão sendo observadas, explicou Richard.


Imaginemos uma televisão nova que você tenha comprado. Você sai de casa e pensa que ela está na sua sala, da maneira como deixou. Porém não pode ter certeza, muitas coisas podem ter acontecido com ela, ou de acordo com a nova teoria, talvez ela nem esteja lá, já que ninguém a vê.

O Princípio da Incerteza de Heisenberg, a qual declara ser impossível determinar com precisão e simultaneamente a velocidade e a posição de um elétron, enaltece um pouco mais sobre como isso funciona.

"Maya", as coisas parecem estar mas "não estão"

Exemplo de ilusão. Mesmo estática,
temos a impressão que a imagem está em movimento.
Maya, como é chamado o mundo material na cultura hindu, é a ‘Grande Ilusão’. 

No Bhagavad Gita encontramos várias alusões ao mundo de ilusões. Hinduísmo, Budismo, Taoismo, entre outras tradições esotéricas do oriente, declaram que o mundo como o conhecemos através dos 5 sentidos é irreal.

Não parece que a ‘Ciência Oficial’ do mundo moderno está indo ao encontro com os ensinamentos dos antigos sábios? Provavelmente esses sábios sabiam muito além do que possamos imaginar.

Além do mundo material existem outros mundos, formas de vida, leis cósmicas a serem cumpridas, como quase todas as culturas antigas acreditavam. E o que a Ciência Moderna está dizendo agora para nós?

Talvez seja a mesma mensagem porém de uma maneira diferente.
Se depois que morremos, segundo o que a ciência já propôs, não há morte e sim uma transformação para fora desse mundo, que agora é chamado de ‘Ilusório’, como chegamos até aqui? Quem controla esse ‘Jogo’? Seria aquele que chamamos de Deus? Seria essa também uma prova para a reencarnação?
...



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A alma é um computador quântico?



Experiências de quase morte ocorrem quando a alma deixa o sistema nervoso e entra no Universo, afirmam dois especialistas em física quântica


Essa ideia foi proposta por dois cientistas e de acordo com ela, a consciência é basicamente um computador quântico no cérebro, capaz de persistir no Universo mesmo após a morte do corpo físico. 

Logo, isto explicaria as percepções sentidas por pessoas que passam por EQMs, segundo informações do jornal inglês Daily Mail.

Tal teoria quase religiosa foi avançada pelo Dr. Stuart Hameroff, professor e diretor na Universidade do Arizona, EUA, e baseada em uma outra sobre a teoria quântica da consciência. Assim, juntamente com o físico britânico Sir Roger Penrose, ele sugeriu que a essência da alma está contida em estruturas chamadas de microtúbulos, dentro das células cerebrais.

Ambos argumentam que a nossa experiência de consciência é apenas resultado dos efeitos da gravidade quântica nestes microtúbulos, uma teoria batizada como Redução Objetiva (Orch-OR). 

Ela afirma que nossas almas são mais do que a interação de neurônios no cérebro. Elas são, de fato, construídas a partir do próprio tecido do Universo e podem ter existido desde o início dos tempos.


Tal conceito é semelhante à crença budista e hindu de que a consciência é uma parte integrante do Universo. Logo, Dr. Hameroff defende que em uma EQM, os microtúbulos perdem seu estado quântico, mas a informação dentro deles não é destruída. Ela simplesmente abandona o corpo e retorna ao cosmos.

“Vamos dizer que um coração pare de bater, o sangue deixa de fluir e os microtúbulos perdem seu estado quântico. A informação quântica deles não é destruída. Não pode ser destruída. Ela apenas é distribuída e dissipada no Universo em geral”, disse ele em entrevista à Science Channel.

Ainda, “se o paciente ressuscitado reviver, esta informação quântica pode voltar para seus microtúbulos e o paciente poderá dizer: eu tive uma experiência de quase morte. 

Se ele morre, é possível que esta informação quântica passe a existir fora do corpo, talvez indefinidamente, como uma alma”, explicou.

A teoria Orch-OR, proposta por eles ainda em 2012, recebeu uma série de críticas de pensadores empíricos e permanece controversa entre a comunidade científica. No entanto, Dr. Hameroff acredita que a teoria seja válida já que os efeitos quânticos são capazes de suportar muitos processos biológicos, como o cheiro, o voo das aves e até mesmo a fotossíntese.

[ Fotos: Internet / Reprodução: Daily Mail ]

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vídeos :: Zeitgeist e Zeitgeist Addendum



Zeitgeist é uma série de três documentários lançados entre 2007 e 2011 que apresentam várias teorias da conspiração, além de propostas para amplas mudanças sociais e econômicas.

A seqüência, Zeitgeist: Adendo estreou no 5 º Festival Anual de Cinema Ativista em Los Angeles, Califórnia, em 2 de outubro de 2008. 

Debruça-se sobre "a verdadeira fonte de instabilidade na nossa sociedade, ao mesmo tempo que oferece a única fundamental solução a longo prazo.





Zeitgeist - Espírito do tempo (termo alemão que exprime o avanço intelectual e cultural do mundo numa época). Zeitgeist apresenta fatos novos ou desconhecidos do público em geral, que comprometem a forma como entendemos o "mundo". Dividido em 3 partes, abrange os temas:

 - As I e II grandes guerras, causas e interesses;

 - A religião católica e os mitos que a originaram; 

 - Catástrofes económicas e a reserva federal.