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sábado, 1 de setembro de 2018

Nasa confirma que Lua tem dois grandes depósitos de gelo




A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, informou que foram identificados dois polos na Lua que comprovam a existência de superfícies de gelo. São áreas mais escuras, distribuídas de forma irregular e que têm características de formações antigas e distintas.


No polo sul, a maior parte do gelo se concentra em crateras lunares, enquanto no norte é mais distribuído, embora em menor quantidade. (veja na imagem acima)

O trabalho foi realizado por cientistas da Universidade do Havaí, Brown University e do Centro de Pesquisas da Nasa. A equipe é liderada pelos pesquisadores Shuai Li, da Universidade do Havaí e Brown University, e Richard Elphic, da Nasa.

Os pesquisadores utilizaram dados captados por um instrumento denominado Moon Mineralogy Mapper (M3), da Nasa, que identificou aspectos específicos sobre a existência de gelo, água e vapor.

Disposto na nave não tripulada Chandrayaan-1, lançada em 2008, o M3 foi capaz de identificar a presença de gelo sólido na Lua, coletando informações que distinguem água líquida, vapor e gelo sólido.

Segundo a Nasa, a maior parte do gelo descoberto está nas crateras, do lado norte, pois ali as temperaturas são baixíssimas por causa da inclinação do eixo de rotação da Lua, uma vez que a luz não chega a essa região. No caso do lado sul, a formação de gelo pode ser explicada por outros fenômenos, como o movimento do sistema solar.
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Fonte: *Agência Brasil: "Nasa informa que a Lua tem dois depósitos de gelo" - Imagem: Gelo na Lua/NASA

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Biologia Sintética: "Imprimindo" o DNA



Os Humanos Podem Agora "Imprimir" o Código Genético e a Engenharia da Vida - Nós aprendemos a manipular o código da vida.

Biologia sintética é um campo multidisciplinar que muitas vezes desafia sua própria definição. No entanto, apesar da sua complexidade, é um campo extremamente fácil uma vez que você tenha aprendido a ciência por trás disso. Então, a partir de um computador, você pode inserir a seqüência genética desejada, imprimi-la, juntá-la, colocá-la em uma célula e, em seguida, ver o que acabou de criar.


Ainda mais surpreendentemente é que essa nova tecnologia também nos ajudou a encontrar melhores conhecimentos sobre como a vida na Terra começou, respondendo questões que estão conosco desde o início. Razão suficiente para aprender um pouco mais sobre o tema.


O Futuro da Vida

A quantidade de pessoas e dinheiro que flui neste campo está crescendo incrivelmente rápido. Isso está sendo acelerado pelo surgimento da biologia DIY (biologia de garagem). Os laboratórios estão surgindo em todo o mundo, pois as ferramentas necessárias são cada vez mais baratas e mais onipresentes. Agora, quase qualquer pessoa, com uma compreensão suficientemente decente a respeito do assunto, pode construir seu próprio laboratório de biologia sintética e começar a piratear a vida.


Recentemente também foram descobertas novas plataformas que nos permitirão fazer coisas que nunca tínhamos sonhado. Toda a vida que conhecemos é feita a partir de DNA contendo principalmente quatro bases: A, C, T e G. Agora nós adicionamos X e Y, abrindo a porta para que possamos criar coisas nunca antes consideradas possíveis. 

Já podemos ver o que essa revolução pode fazer. Carne cultivada em laboratório, desextinção, novos produtos bioquímicos e medicamentos, a lista continua... Em pouco tempo, acredita-se que seremos capazes de recriar sinteticamente seres humanos .

Nós estamos alterando os genomas de várias espécies desde a revolução agrícola, a diferença agora está em nossa capacidade de selecionar linhas específicas do código da vida e trocá-las ou excluí-las ou colocar novas linhas. Isso terá uma ampla gama de implicações à medida que aprendemos mais sobre os papéis de genes específicos, ao mesmo tempo que nos permitem direcionar e acelerar a evolução.

(Micróbios fluorescentes cultivados pelo Dr. Scott Pownall na Open Science Network,
ele tirou os genes da água-viva brilhante e os inseriu nas células de Escherichia coli).
O século 20 viu uma série de avanços na nossa compreensão da Física que redefiniu o que fomos capazes de fazer. Isso provocou a era atômica, nos permitiu explorar nosso sistema solar e tornou acessíveis insights sobre o universo que mudaram profundamente nossa compreensão da realidade.

A biologia parece estar experimentando uma mudança de paradigma semelhante. Isso nos permite manipular os blocos de construção da vida e redefinir o mundo natural, o que alterará radicalmente nosso destino coletivo.


Fonte: Futurism - tradução livre

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terça-feira, 6 de junho de 2017

A realidade não existe sem um observador

Fantástico novo experimento confirma que a realidade não existe se não estivermos olhando - por Anna LeMind

Conforme uma famosa teoria da física quântica, o comportamento de uma partícula altera-se dependendo se há ou não um observador.   Basicamente, ela sugere que a realidade é um tipo de ilusão que só existe quando estamos olhando. Inúmeros experimentos quânticos foram realizados no passado e mostraram que de fato é bem isso que acontece.  Recentemente, físicos da Universidade Nacional da Austrália descobriram mais provas da natureza ilusória da realidade. Eles recriaram o Experimento da Escolha Retardada de John Wheeler e confirmaram que a realidade não existe até que seja mensurada, pelo menos em uma escala atômica.


"Conforme uma famosa teoria da física quântica, o comportamento de uma partícula altera-se dependendo se há ou não um observador. 

Basicamente, ela sugere que a realidade é um tipo de ilusão que só existe quando estamos olhando. Inúmeros experimentos quânticos foram realizados no passado e mostraram que de fato é bem isso que acontece.

Recentemente, físicos da Universidade Nacional da Austrália descobriram mais provas da natureza ilusória da realidade. Eles recriaram o Experimento da Escolha Retardada de John Wheeler e confirmaram que a realidade não existe até que seja mensurada, pelo menos em uma escala atômica.

Descobertas intrigantes

Algumas partículas, como os fótons e ou elétrons, podem se comportar tanto como partículas quanto como ondas. Aqui cabe o questionamento sobre o que exatamente leva um fóton ou um elétron a agir como uma partícula ou como uma onda. É isso que o experimento de Wheeler pergunta: em que momento que o objeto “decide”?

Os resultados do experimento dos cientistas australianos, que foram publicados na Revista Nature Physics, mostraram que a escolha é determinada pela maneira que o objeto é mensurado, o que está de acordo com o que prevê a teoria quântica.

“Isso prova que a mensuração é tudo. No nível quântico, a realidade não existe se você não está olhando”, afirmou o pesquisador-chefe Dr. Andrew Truscott, em nota à imprensa.

O experimento

A versão original do experimento que John Wheeler propôs em 1978 envolvia feixes de luz sendo refletidos por espelhos. Contudo, era difícil implementá-lo e conseguir quaisquer resultados conclusivos devido ao nível do progresso tecnológico da época. Hoje, tornou-se possível recriar o experimento com sucesso usando átomos de hélio lançados por raios laser.

A equipe do Dr. Truscott forçou cem átomos de hélio a entrarem em um estado da matéria chamado condensado de Bose-Einstein. Depois disso, eles ejetaram todos os átomos até que restasse apenas um.

Em seguida, os pesquisadores usaram um par de raios laser para lançar os átomos através de duas fendas estreitas para criar um padrão de grades verticais do outro lado, assim como a luz projetada por entre duas fendas verticais estreitas emite feixes de luz em formato de barras. Logo, o átomo ou iria agir como partícula e passar por uma das fendas, ou agir como onda e passar por entre as duas fendas.

Graças a um gerador de números aleatórios, uma segunda placa com fendas era então adicionada aleatoriamente para recombinar os percursos dos átomos. Isso era feito somente depois do átomo já ter passado pela primeira fenda.

Como resultado, acrescentar a segunda placa causou interferência na mensuração, mostrando que o átomo tinha viajado por dois caminhos, logo, comportando-se como uma onda. Ao mesmo tempo, quando a segunda placa com fendas não era acrescentada, não havia interferência e o átomo parecia ter viajado por apenas um caminho.

Os resultados e a interpretação deles

Como a segunda placa com fendas foi adicionada somente depois de o átomo ter passado pela primeira placa, seria razoável supor que o átomo não tinha “decidido” ainda se ele era uma partícula ou uma onda antes da segunda mensuração.

De acordo com o Dr. Truscott, pode haver duas interpretações possíveis para esses resultados. Ou o átomo “decidiu” como se comportar com base na mensuração ou a mensuração posterior afetou o passado do fóton.

“Os átomos não viajaram de A até B. Foi só quando houve uma mensuração ao final do percurso que o comportamento de onda ou o comportamento de partícula foi trazido à existência”, disse ele.

Portanto, esse experimento corrobora a validade da teoria quântica e fornece novas evidências para a ideia de que a realidade não existe sem um observador. Talvez mais pesquisas no campo da física quântica e mais evidências como essa possam um dia mudar completamente nosso entendimento da realidade."

“Se você não está profundamente chocado com a mecânica quântica, você ainda não a entendeu”. 
~ Niels Bohr
Fonte: Compartilhado de Tibet Hose Brasil