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sábado, 1 de setembro de 2018

Nasa confirma que Lua tem dois grandes depósitos de gelo




A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, informou que foram identificados dois polos na Lua que comprovam a existência de superfícies de gelo. São áreas mais escuras, distribuídas de forma irregular e que têm características de formações antigas e distintas.


No polo sul, a maior parte do gelo se concentra em crateras lunares, enquanto no norte é mais distribuído, embora em menor quantidade. (veja na imagem acima)

O trabalho foi realizado por cientistas da Universidade do Havaí, Brown University e do Centro de Pesquisas da Nasa. A equipe é liderada pelos pesquisadores Shuai Li, da Universidade do Havaí e Brown University, e Richard Elphic, da Nasa.

Os pesquisadores utilizaram dados captados por um instrumento denominado Moon Mineralogy Mapper (M3), da Nasa, que identificou aspectos específicos sobre a existência de gelo, água e vapor.

Disposto na nave não tripulada Chandrayaan-1, lançada em 2008, o M3 foi capaz de identificar a presença de gelo sólido na Lua, coletando informações que distinguem água líquida, vapor e gelo sólido.

Segundo a Nasa, a maior parte do gelo descoberto está nas crateras, do lado norte, pois ali as temperaturas são baixíssimas por causa da inclinação do eixo de rotação da Lua, uma vez que a luz não chega a essa região. No caso do lado sul, a formação de gelo pode ser explicada por outros fenômenos, como o movimento do sistema solar.
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Fonte: *Agência Brasil: "Nasa informa que a Lua tem dois depósitos de gelo" - Imagem: Gelo na Lua/NASA

domingo, 6 de agosto de 2017

Poluição das águas



Educação Ambiental | Meio Ambiente | Ecologia: Poluição das águas
por Dr.ª Sônia Lúcia Modesto Zampieron | Biólogo João Luís de Abreu Vieira

Alguém já disse que uma das aventuras mais fascinantes é acompanhar o ciclo das águas na Natureza. Suas reservas no planeta são constantes, mas isso não é motivo para desperdiçá-la ou mesmo poluí-la. A água que usamos para os mais variados fins é sempre a mesma, ou seja, ela é responsável pelo funcionamento da grande máquina que é a vida na Terra; sendo tudo isto movido pela energia solar.

Planeta Água

Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, pois esta cobre 75% da superfície terrestre, formando os oceanos, rios, lagos etc. No entanto, somente uma pequenina parte dessa água - da ordem de 113 trilhões de m3 - está à disposição da vida na Terra. Apesar de parecer um número muito grande, a Terra corre o risco de não mais dispor de água limpa, o que em última análise significa que a grande máquina viva pode parar.

A água nunca é pura na Natureza, pois nela estão dissolvidos gases, sais sólidos e íons. Dentro dessa complexa mistura, há uma coleção variada de vida vegetal e animal, desde o fitoplâncton e o zooplâncton até a baleia azul (maior mamífero do planeta). Dentro dessa gama de variadas formas de vida, há organismos que dependem dela inclusive para completar seu ciclo de vida (como ocorre com os insetos). Enfim, a água é componente vital no sistema de sustentação da vida na Terra e por isso deve ser preservada, mas nem sempre isso acontece. A sua poluição impede a sobrevivência daqueles seres, causando também graves conseqüências aos seres humanos.

Poluição

A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, para tomar banho, para lavar roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo também utilizada nas indústrias e na irrigação de plantações. 

Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de microorganismos patogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde da retirada dos rios até a chegada nas residências urbanas ou rurais. A água de um rio é considerada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformes fecais e menos de dez microorganismos patogênicos por litro (como aqueles causadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). Portanto, para a água se manter nessas condições, deve-se evitar sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais, lixo ou sedimentos vindos da erosão.

Sobre a contaminação agrícola temos, no primeiro caso, os resíduos do uso de agrotóxicos (comum na agropecuária), que provêm de uma prática muitas vezes desnecessária ou intensiva nos campos, enviando grandes quantidades de substâncias tóxicas para os rios através das chuvas, o mesmo ocorrendo com a eliminação do esterco de animais criados em pastagens. 

No segundo caso, há o uso de adubos, muitas vezes exagerado, que acabam por ser carregados pelas chuvas aos rios locais, acarretando o aumento de nutrientes nestes pontos; isso propicia a ocorrência de uma explosão de bactérias decompositoras que consomem oxigênio, contribuindo ainda para diminuir a concentração do mesmo na água, produzindo sulfeto de hidrogênio, um gás de cheiro muito forte que, em grandes quantidades, é tóxico. 

Isso também afetaria as formas superiores de vida animal e vegetal, que utilizam o oxigênio na respiração, além das bactérias aeróbicas, que seriam impedidas de decompor a matéria orgânica sem deixar odores nocivos através do consumo de oxigênio.


Os resíduos gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas são sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande. Os resíduos gerados pelas cidades, como lixo, entulhos e produtos tóxicos são carreados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos líquidos carregam poluentes orgânicos (que são mais fáceis de ser controlados do que os inorgânicos, quando em pequena quantidade). 

As indústrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento da própria indústria, que retêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada no ambiente. No processo de tratamento dos resíduos também é produzido outro resíduo chamado "chorume", líquido que precisa novamente de tratamento e controle. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, pelo lixo e pelo esgoto.

Enfim, a poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização.

A eutrofização é causada por processos de erosão e decomposição que fazem aumentar o conteúdo de nutrientes, aumentando a produtividade biológica, permitindo periódicas proliferações de algas, que tornam a água turva e com isso podem causar deficiência de oxigênio pelo seu apodrecimento, aumentando sua toxidez para os organismos que nela vivem (como os peixes, que aparecem mortos junto a espumas tóxicas).

Educação Ambiental

A poluição de águas nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. 

Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. 

A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida.

Dentro desse contexto, uma grande parcela da contenção da "saúde das águas" cabe a nós, brasileiros, pois se a Terra parece o Planeta Água, o Brasil poderia ser considerado sua capital, já que é dotado de uma extensa rede de rios, e privilegiado por um clima excepcional, que assegura chuvas abundantes e regulares em quase todo seu território.

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O Brasil dispõe de 15% de toda a água doce existente no mundo, ou seja, dos 113 trilhões de m3 disponíveis para a vida terrestre, 17 trilhões foram reservados ao nosso país. No processo de reciclagem, quase a totalidade dessa água é recolhida pelas nove grandes Bacias Hidrográficas aqui existentes. 

Como a água é necessária para dar continuidade ao crescimento econômico, as Bacias Hidrográficas passam a ser áreas geográficas de preocupação de todos os agentes e interesses públicos e privados, pois elas passam por várias cidades, propriedades agrícolas e indústrias. No entanto, a presença de alguns produtos químicos industriais e agrícolas (agrotóxicos) podem impedir a purificação natural da água (reciclagem) e, nesse caso, só a construção de sofisticados sistemas de tratamento permitiriam a retenção de compostos químicos nocivos à saúde humana, aos peixes e à vegetação.

Quanto melhor é a água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo como instrumento principal de conscientização da população a Educação Ambiental), melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, a população só terá a ganhar. Mas parece que a preocupação dos técnicos em geral é sofisticar cada vez mais os tratamentos de água, ao invés de se aterem mais à preservação dos mananciais, de onde é retirada água pura. Este é o raciocínio - mais irracional - de que a técnica pode fazer tudo. 

Técnicas sofisticadíssimas estão sendo desenvolvidas para permitir a reutilização da água no abastecimento público, não percebendo que a ingestão de um líquido tratado com tal grau de sofisticação pode ser tudo, menos o alimento vital do qual o ser humano necessita. Ou seja, de que adianta o progresso se não há qualidade de vida? A única medida mitigadora possível para este problema, na situação grave em que o consumo da água se encontra, foi misturar e fornecer à população uma água de boa procedência com outra de procedência pior, cuidadosamente tratada e controlada. Vejam a que ponto tivemos que chegar.

Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milênios.

Fonte: Artigos, Internet.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Qual a maior profundidade do mar?

O ponto mais fundo dos oceanos é a fossa das Ilhas Marianas, Micronésia, Oceano Pacífico, que é uma área rebaixada do Oceano Pacífico, como se fosse a parte mais funda de uma piscina. 

Ela se estende por 2.500 quilômetros, ocupando uma área que está inteiramente a mais de dez mil metros abaixo do nível do mar. 

É uma espécie de vale submarino e está, na sua parte mais profunda, 11.500 metros abaixo da superfície do mar – o que equivale a sete vezes o tamanho do Grand Canyon, nos Estados Unidos. 

O recorde de profundidade em mergulho foi obtido lá, por Jacques Piccard, oceanógrafo suíço, e Donald Walsh, tenente da Marinha americana. “Ambos comandaram o submersível Triest I (um pequeno submarino, muito mais resistente à pressão), que desceu 35 800 pés (cerca de 11 037 metros) – a maior profundidade oceânica registrada -, no dia 23 de janeiro de 1960, em uma das fossas das Marianas chamada Challenger Deep, a cerca de 360 quilômetros ao sul das Ilhas Guam, no Oceano Pacífico”. 

Para se ter uma ideia, o Monte Everest, localizado na Cordilheira do Himalaia (8.848 metros), caberia com folga dentro da fossa, pois mesmo totalmente submerso ainda sobrariam 2.652 metros de altura. (veja no vídeo compartilhado no final da postagem). 
Pense! Onze mil e quinhentos metros abaixo do nível do mar é o tamanho do Grand Canyon multiplicado 7 vezes! Essa profundidade foi verificada através de equipamentos desenvolvidos especialmente para suportar níveis altíssimos de pressão e baixas temperaturas.

Desertos Marinhos

Grandes porções dos oceanos são chamados de desertos marinhos por conta do baixo teor de nutrientes, oxigênio e por isso a produtividade é baixa pois poucos organismos habitam lá. 

O fundo do mar reserva muitos mistérios que a ciência procura desvendar. Um deles é o ecossistema que se desenvolveu em um local onde não existe luz solar e a pressão atinge altos níveis de intensidade. Estima-se que região abissal represente 42% dos fundos oceânicos, abrigando seres que se adaptaram às condições extremas do meio ambiente.

Confira a tabela com as maiores profundidades oceânicas (Wikipédia):
Fossa oceânicaLocalizaçãoProfundidade (m)
Fossa Challenger ou das MarianasPacífico (sul das ilhas Marianas)11 034
Fossa de TongaPacífico (noroeste da Nova Zelândia)10 822
Fossa do JapãoPacífico (este do Japão)10 554
Fossa das Curilas ou da KamchatkaPacífico (Sul das ilhas Curilas)10 542
Fossa das FilipinasPacífico (este das Filipinas)10 540
Fossa de KermadecPacífico (Nordeste da Nova Zelândia)10 047
Fossa de Porto RicoAtlântico (este de Porto Rico)8 800
Fossa de BougainvillePacífico (E Nova Guiné)9 140
Fossa Sandwich do SulAtlântico (este das ilhas Sandwich)8 428
Fossa do Peru-ChilePacífico (oeste do Peru e Chile)8 065
Fossa das AleutasPacífico (S Ilhas Aleutas)7 822
Fossa das CaimãoMar do Caribe (sul de Cuba)7 680
Fossa de JavaÍndico (sul da ilha de Java)7 450
Fossa de Cabo VerdeAtlântico (oeste das Ilhas Cabo Verde)7 292
Dê o play no vídeo abaixo e mergulhe até 11.034 m no mar:


        

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O poder curativo da água




Todos nós sabemos que água é essencial para a vida, afinal de contas 70% do nosso corpo é composto por água. 

Por isso, não é difícil entender que consumir água ajuda na nossa saúde. 

Entretanto, saber como consumir a água pode curar. Chamamos de “terapia da água” as pequenas regras de como beber água para melhorar o funcionamento do nosso organismo. 

A terapia da água pode ser usada como um tratamento natural para diversas doenças como a dor de cabeça, a bronquite, a gastrite a prisão de ventre, a asma, a artrite e até problemas de saúde mais sérios como os problemas cardíacos, a diabetes, a epilepsia, entre outras doenças.

Teoricamente, há uma relação estreita entre a terapia da água e uma terapia semelhante praticada pela medicina indiana, a ayurvédica. 

Na medicina ayurvédica, existe uma terapia chamada “usha paana chikitsa”, cuja tradução aproximada é “tratamento precoce da água pela manhã”. 

A diferença entre as duas práticas, é que na versão indiana recomenda-se beber 1,5 litros de água com o estômago vazio e nesta versão o consumo é bem menor. Veja como se pratica a terapia da água:

1. No momento em que acordar, antes mesmo de escovar os dentes, bebe-se 640 ml (4 copos de 160 ml) de água.

Consuma preferencialmente uma água que não contenha flúor. 

Para isso, basta procurar uma marca de água mineral não fluoretada ou, para quem tem acesso a poços ou minas, basta optar pela água filtrada dessas fontes. 

Pessoas idosas ou incapazes de beber essa quantidade de água de uma só vez devem começar com quantidades menores, até atingir os quatro copos de 160 ml de água. 


2. Escove os dentes normalmente após consumir os copos de água e espere para comer ou beber algo após 45 minutos.

3. Tome o seu café da manhã normalmente após esse período.

4. Após o café da manhã, não coma nada por 2 horas.

Como seu estômago estará com mais água do que alimento ficará mais fácil para o seu cólon eliminar toxinas, por isso seguir a terapia da água faz com que o corpo absorva melhor os nutrientes dos alimentos ao longo do processo. 

Além disso, a terapia renova o sangue, tendo um imenso efeito restaurador no corpo, pois ajuda a promover uma desintoxicação diária,  impedindo o surgimento de doenças e renova as energias do nosso organismo. 

Água é vida e saúde, então aproveite essa dica e melhore o funcionamento do seu corpo!



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*O acompanhamento de um profissional da área de saúde é fundamental  para uma boa saúde. O Natureba é um espaço informativo, de divulgação e educação com temas relacionados a saúde, nutrição e bem-estar. As informações e sugestões contidas neste vídeo têm caráter meramente informativo, não devendo ser utilizado como substituto de diagnóstico ou diagnóstico médico sem antes consultar um profissional de saúde - médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

OBS: Remédios naturais também tem efeitos colaterais, já que agem de formas diferentes em cada organismo, por isso antes de usar qualquer tratamento alternativo consulte sempre seu médico.