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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Grileiros de terra ameaçam geoglifos de Palpa e Nazca





A Orca, o novo geoglifo de Palpa e Nazca que surpreende o mundo após sua restauração - O impressionante patrimônio cultural foi recuperado pelos arqueólogos, mas corre risco por causa de grileiros de terra, que cercaram a área e impedem o acesso aos turistas.

Os achados arqueológicos nos pampas de Nazca e Palpa continuam a surpreender o mundo e não que esta iconografia seja nova. Desta vez se trata da recuperação de um enorme geoglifo que representa uma orca, um cetáceo que faz parte da cultura Nazca. Após 50 anos de sua descoberta, o estado peruano conseguiu recuperar o geoglífo de La Orca, que está desenhado ao lado de uma colina fora de Palpa, em Ica.

A Orca é um dos desenhos mais enigmáticos e antigos do circuito Palpa-Nazca. O cetáceo que vive em todos os mares do mundo, é conhecido como a "baleia assassina" por sua ferocidade e grande tamanho. Mas, no antigo Peru, os Nazca consideraram que se tratava de uma divindade ligada ao mar e ela também foi representada em sua delicada escultura de cerâmica.

A cultura Nazca considerou a orca como
uma divindade ligada ao mar e
representada em suas finas esculturas em cerâmica
O geoglifo da orca foi fotografado no início dos anos 60, do século passado, e já era considerado desaparecido até que foi novamente identificado. A baleia assassina mede 60 metros e foi recuperada pela equipe de arqueólogos do escritório descentralizado de Cultura Ica, liderada por Johny Isla.

"Ao contrário das linhas de Nazca, o geoglifo de Orca é desenhado ao lado de uma colina, o que indica que é um dos primeiros geoglifos da região", diz Isla e reconhece que "existem outros geoglifos deste tempo em Palpa, algo que quase não ocorre em Nazca, onde a maioria das linhas e geoglifos são desenhados em áreas planas ".

Deve-se salientar que este sítio arqueológico está em risco por causa dos grileiros de terra presentes na área, eles cercaram o território para restringir o acesso e tomar posse do local. Uma vez que o consideram uma "posse" eles impedem o acesso ao sítio e que este se torne uma potencial atração turística para a região de Ica.

O desenho gigantesco que foi gravado na encosta de uma colina localizada nos arredores de Palpa, na região de Ica, conhecida por ser o lugar onde viveu e estudou - essa cultura impressionante - a arqueóloga Maria Reiche.

[Fonte: Tiempo26 | Dados: República | Imagem da capa: San Telmo Exposition, Wikipedia]

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Astronauta libertado (Catedral de Salamanca)



Conheça a história por trás do astronauta esculpido na Catedral de Salamanca, construída há mais de 300 anos

A figura talhada de um astronauta moderno pousado sobre a fachada da entrada norte da Catedral de Salamanca, na Espanha, destoa de todo o resto e impressiona a todos que passam por ali. A igreja, nos estilos barroco e gótico, foi construída entre 1513 e 1733. De forma inevitável, as teorias que envolvem os astronautas antigos, as viagens através do tempo e acontecimentos sobrenaturais surgem com explicações variadas.


No entanto, e apesar do mistério pairar sob uma nuvem de incerteza, o astronauta enigmático da Catedral de Salamanca parece ter uma explicação muito mundana. A figura está localizada em uma coluna, na entrada da Nova Catedral, e representa um astronauta com botas, capacete e o que parece ser um sistema de respiração em seu peito, com tubos que se conectam a uma mochila na parte traseira de seu traje. Com a mão direita, ele segura uma espécie de vara e com a esquerda se apoia em uma folha. Seu rosto expressa uma perplexidade imutável.


Como é possível alguém ter esculpido uma imagem tão nítida de um astronauta moderno em uma catedral construída há centenas de anos e muito antes de tal personagem existir? 

Ao que tudo indica, isso teria acontecido, na verdade, há muito pouco tempo, quando, em 1992, a catedral foi restaurada. 

Na época, a “Porta de Ramos”, como é chamada a entrada norte da Catedral, sofreu uma grande deterioração com o passar do tempo. Dessa forma, a escultura do astronauta seria uma adição do pedreiro Miguel Romero e teria escapado da observação do arquiteto Jerómio García de Quiñones, o responsável pela restauração. O fato teria obedecido a uma velha tradição, na qual os restauradores costumam incluir algum elemento moderno, próprio da época em que é realizada a restauração – neste caso, um astronauta.

Claro que essa é apenas uma hipótese, e muitos afirmam que a figura está lá desde a construção original da catedral, que teria sido restaurada por causa de alguns danos em sua estrutura. Sem fotos, testemunhas ou evidências que permitam saber a história real, as conclusões, sejam quais forem, ainda são mera teoria.

Fonte: lagranepoca.com | seuhistory.com