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sábado, 7 de julho de 2018

Descoberta de vida extraterrestre está próxima, diz astrônomo




Ciência se aproxima da descoberta de vida fora da Terra, diz astrônomo - Corpos celestes podem abrigar vida microscópica 

via Agência Brasil*

A ciência está cada vez mais próxima de fazer uma descoberta que desperta a curiosidade humana há décadas: a existência de vida fora do planeta Terra. 

De acordo com o astrônomo Gustavo Porto de Mello, são grandes as possibilidades de essa notícia ser dada nos próximos dez anos.

Segundo ele, alguns corpos celestes têm surpreendido os cientistas por apresentarem possibilidades de abrigar vida, ainda que microscópica. Se até pouco tempo Marte era o favorito para dar essa boa nova, após a descoberta de água em seu subterrâneo, agora, com as recentes confirmações da presença de água em duas luas do Sistema Solar (Europa, do planeta Júpiter; e Encélado, de Saturno), os indícios de vida extraterrena ficaram ainda maiores.

Quem mais tem instigado os cientistas sobre a possibilidade de abrigar vida é a lua Europa.

“Essa lua desperta interesses desde as primeiras visitas das sondas Voyager, da Nasa [agência espacial norte-americana], que, no final dos anos 70, mostraram o satélite completamente coberto de gelo, com uma superfície lisa e sem crateras, o que indica estar sendo renovada”, disse o astrônomo Gustavo Porto de Mello, professor no Observatório do Valongo, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, os dados obtidos posteriormente pela sonda Galileu confirmaram essa conclusão. “Aparentemente havia algum tipo de atividade interna dentro dessa lua [Europa], que mantinha o gelo renovado de forma constante. A maneira mais fácil de entender esse efeito na superfície é supor que existe um oceano, possivelmente de grandes dimensões, abaixo do gelo”.

A Missão Cassini, em Saturno, observou também esse tipo de atividade na lua Encélado. A atividade interna do satélite foi capaz de manter a água líquida abaixo da superfície e ejetar água na forma de gêiseres. Imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble detectaram possíveis evidências de água jorrando também da superfície de Europa.

Gustavo Mello explica que, embora a sonda Galileu não tenha identificado água diretamente por meio de fotografia, foi observada uma distorção do campo magnético em Europa que, de acordo com os autores do estudo, deveria ter sido causada por emissões de água. “Ao ser enviada ao espaço, essa água é alterada pela luz do sol, gerando uma carga elétrica capaz de distorcer o campo magnético daquela lua. Foi isso o que a sonda mediu.”

A partir desses dados, foram feitas simulações por meio de computadores que reproduziram as características das plumas de água observadas pelo Hubble em Europa. Os resultados apresentaram medidas muito parecidas com as observadas pela Galileu.

“Surgiu então mais uma evidência, dentro de um corpo de evidências muito grande e acumulado há quase 30 anos, de modo que já dá para se afirmar com muita segurança que deve haver um oceano bastante extenso de água líquida debaixo da superfície de Europa”, destacou o astrônomo.

Segundo ele, a expectativa é que, diante de tantos dados, a descoberta de algum tipo de vida extraterrena ocorra em menos de dez anos. “Estou cada vez mais otimista de que encontraremos vida [extraterrena] nos próximos anos. Seja em um lugar como Europa ou Marte, seja em algum planeta [orbitando] em outra estrela, através da detecção do oxigênio na atmosfera. Vamos detectar alguma evidência clara. Possivelmente apenas de vida microbiana, mas já é um grande ponto de partida.”

De acordo com o astrônomo, existe uma grande divisão nas escolas de astrobiologia sobre a chance de se detectar uma biosfera complexa, com animais multicelulares e inteligência, como a terrestre. “É uma questão complicada e sem resposta clara, mas quase todo mundo concorda que vida microbiana, unicelular, simples, vai ser detectada”.

Europa Clipper

Mello tem grandes expectativas em relação à missão Europa Clipper, que está sendo planejada pela Nasa para explorar a lua de Júpiter nos primeiros anos da próxima década.

“Isso é importante porque nos últimos anos a Nasa vinha colocando muita ênfase em Marte, que é um planeta parecido com a Terra. Mas esses resultados recentes de Europa mostram uma mudança de pensamento, de modo que vai haver missões biológicas com o objetivo de buscar vida em lugares que são substancialmente diferentes da Terra”.

Segundo ele, é bastante possível que, caso sejam encontrados organismos vivos em Europa, eles sejam similares às chamadas bactérias termófilas encontradas na profundidade dos oceanos do planeta Terra.

“Da maneira como entendemos a vida na Terra, para haver vida é necessário haver três ingredientes: água líquida; uma certa química, principalmente a química orgânica do carbono, com moléculas capazes de fazer ligações; e energia, que aqui na Terra é principalmente fornecida pela luz do sol”, explicou o cientista.

No caso de Europa, a vida pode ter se desenvolvido abaixo do gelo. “Com a presença de água e com a química do carbono que já sabemos estar presente na composição do satélite. Havendo energia interna, teremos os três ingredientes necessários à vida”, acrescentou o astrônomo ressaltando que, nesse caso, seria algum tipo de vida marinha baseada na energia interna do satélite, e não na luz do sol.

Diante da curiosidade que assuntos como esse despertam nas pessoas, o Observatório do Valongo criou o projeto Vida no Universo. Por meio dele, os visitantes poderão se informar sobre diversos tipos de corpos celestes, além de eventos cósmicos e biológicos que podem vir a responder a velha e clássica pergunta: "Será que estamos sós?".
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Fonte: *Reprodução de Agência Brasil/Colaborou Adrielen Alves, repórter da Rádio Nacional/Edição: Lílian Beraldo - (tradução livre) - Imagem: Conceito artístico do cryobot e do hydrobot. Esses robôs estão nos estágios iniciais do design e podem parecer muito diferentes à medida que o design do robô evolui. NASA (Wikimedia Commons)

quarta-feira, 22 de março de 2017

Explosões Rápidas de Rádio, sinal de vida alienígena?

Explosões de rádio misteriosas podem ser geradas por alienígenas



De todas as coisas inexplicadas em nosso Universo, as explosões rápidas de rádio são indiscutivelmente as mais estranhas. Elas são alguns dos sinais mais elusivos e explosivos já detectados no espaço, e apesar de durar apenas milésimos de segundo, elas podem gerar tanta energia quanto 500 milhões de Sóis .

No ano passado, os pesquisadores descobriram 16 desses sinais, todos provenientes da mesma fonte além de nossa Via Láctea e agora os físicos de Harvard disseram que sinais como estes poderiam ser evidência de avançada tecnologia alienígena.

“Explosões de rádio são extremamente brilhantes, dada a sua curta duração e origem, sendo que até o momento não identificamos uma possível fonte natural deles”, disse o físico teórico Avi Loeb do Centro Harvard de Astrofísica. “Uma origem artificial pode ser válida”, concluiu ele.

As explosões de rádio rápidas não são tão incomuns – desde que a primeira foi detectada em 2007, os pesquisadores estimam que 2.000 dessas coisas estão iluminando o Universo todos os dias. No início deste ano, mais seis delas foram detectados vindo do mesmo local, e os pesquisadores conseguiram achar a sua localização em uma galáxia anã, a mais de 3 bilhões de anos-luz da Terra.

As principais hipóteses da origem desses sinais estão nos eventos mais voláteis e explosivos do Universo: Buracos negros supermassivos que expelem material cósmico, explosões de supernovas superluminosas ou magnetares rotativos – um tipo de estrela de nêutrons. Mas infelizmente tudo isso é apenas especulação.

Com isso em mente, Loeb e sua equipe investigaram a possibilidade de que as explosões de rádio podem estar vindo de um enorme transmissor de rádio em um planeta alienígena distante, que transmite sinais através do Universo para impulsionar naves gigantes

Tudo bem, isso tudo pode parecer loucura. Mas os pesquisadores dizem que tal ideia está dentro das leis da física, então é claro que deve ser considerado

Claro, tudo isso é altamente especulativo, e os físicos não estão fingindo que eles têm todas as respostas em sua nova proposta. Mas eles dizem que a ciência não é uma questão de o que você acredita, é uma questão de evidência, e sempre vale a pena jogar um monte de ideias no ar para ver onde os dados se encaixam. [ScienceAlert]

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Crânios do Peru não têm DNA humano



Crânios encontrados no Peru não têm DNA humano, diz geneticista :: O material genético dos crânios de Paracas não se relaciona com o de nenhuma espécie terrestre

Recentemente, uma série de crânios estranhos foram encontrados no Peru e a notícia mais intrigante é que o DNA dos crânios não tem nenhuma relação com o DNA humano. 

A informação foi revelada pelo diretor assistente do Museu Paracas, Brien Foerster, e tem dado o que falar - pode significar que a ciência está perto de ter uma prova da existência de uma espécie inteiramente nova, que alguns diriam se tratar de uma espécie alienígena.

O DNA é diferente de qualquer ser humano ou ainda de qualquer criatura conhecida na face da Terra. A análise dos crânios foi feita por um geneticista que não teve a identidade revelada. O cientista vai se manter no anonimato até realizar mais testes que comprovem o primeiro resultado.



A artista Marcia K. Moore usou programas específicos para criar representações tridimensionais de como poderiam ter sido os donos dos crânios encontrados no Peru. Mais de 300 crânios foram encontrados em 1929 em uma vala comum perto da costa do sul do Peru.

Durante anos, os crânios alongados eram consideradas anomalias propositais, como era parte da cultura de algumas tribos. Entretanto, médicos afirmam que, embora o crânio possa ser deformado, os tamanhos permanecem os mesmos. No caso dos crânios encontrados no Peru, isso não acontece, pois eles são muito maiores.

Os próximos testes podem revelar que tudo não passou de um engano e que os crânios pertenceram a humanos. Mas, se os resultados iniciais forem confirmados, os crânios então não têm ligação com nenhuma espécie terrestre. E então de onde será que eles vieram?