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quinta-feira, 16 de março de 2017

Ondas magnetosônicas



Satélites gravam o som do campo magnético da Terra


Os antigos acreditavam que a Terra estava cercada por esferas celestiais, que produziam uma música divina quando se moviam. Vivíamos, por assim dizer, num enorme instrumento musical.

Isso pode soar tolo, mas a ciência moderna nos provou que isso está certo em uma certa medida. 

Os satélites que gravam ondas sonoras que ressoam da magnetosfera da Terra – a bolha magnética que nos protege da radiação espacial – mostram que estamos realmente vivendo dentro de um enorme instrumento musical magnético.


(O som do campo magnético pode ser ouvido nos primeiros segundos do vídeo)

Bem, você já deve ter se perguntado como o satélites conseguiram gravar o som, sendo que no espaço não existe atmosfera. Obviamente, essas ondas não são exatamente o mesmo tipo de ondas sonoras que temos na Terra. O espaço é preenchido com plasma em vez de gás normal: um estado diferente de matéria feita de partículas carregadas.

Interações podem dar origem ao plasma equivalente de ondas sonoras: ondas magnetosônicas. Estas também são ondas de pressão, mas com algum magnetismo acrescentado.

Uma das diferenças entre o instrumento magnético da Terra e os que estamos mais acostumados é como ele muda com o tempo. A magnetosfera está quase sempre mudando – cresce e se encolhe em resposta direta ao vento solar. Podemos até imaginar que isso deve mudar as “notas” da magnetosfera, justamente como um instrumento musical funciona.

O problema é que você não pode simplesmente ouvir como as notas mudam, porque muitas vezes não é possível ter certeza o que desencadeou as ondas detectadas, simplesmente porque não temos satélites colocados em todos os pontos ao longo deste “Instrumento”.

E claro, não podemos realmente ouvir essas ondas magnetosônicas no espaço – os níveis estão muito abaixo do alcance da audição humana. Mas os satélites podem capturar o som e podemos então amplificá-los para torná-los audíveis. [ScienceAlert]

sábado, 7 de janeiro de 2017

07/01/17, há 74 anos morria Nikola Tesla

Há 74 anos morria Nikola Tesla, uma das figuras mais influentes da história da ciência e tecnologia



"Inventor da Modernidade", Nikola Tesla morre pobre e no ostracismo
07-01-1943


Considerado um dos inventores da modernidade, Nikola Tesla morria em um dia como este, no ano de 1943, em Nova York. Nascido em 10 de julho de 1856, em Smiljan, no então império Austríaco (hoje Croácia), ele deixou sua marca nos campos da engenharia mecânica e elétrica.

Tesla ficou conhecido por suas contribuições revolucionárias no campo do electromagnetismo, no fim do século XIX e início do século XX. 

Suas patentes e seu trabalho teórico formam as bases dos modernos sistemas de potência eléctrica em corrente alternada (AC), assim como os sistemas polifásicos de distribuição de energia e o motor AC. Tesla contribuiu em diferentes níveis nas áreas da robótica, controle remoto, radar e ciência computacional, expansão da balística, física nuclear e física teórica.

Em 1884, Tesla se mudou para os EUA, onde obteve fama e se tornou um dos cientistas mais conhecidos do país. Contudo, ele possuía uma personalidade muito excêntrica - com manias e fobias - e também defendia ideias controversas. Acabou no ostracismo e era visto como um cientista louco. 

Também nunca se casou ou se preocupou muito com o seu dinheiro. Morreu pobre, aos 86 anos. Em sua homenagem, no ano de 1960, foi criado o "tesla", uma unidade do Sistema Internacional que mede a densidade do fluxo magnético ou a indução magnética (geralmente conhecida como campo magnético "B"). A cratera Tesla no lado mais distante da Lua e o planeta menor 2244 Tesla foram também nomeados em sua honra.

Imagem: See page for author [Public domain], via Wikimedia Commons
Fonte: History