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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Uma nova criptografia para a era da computação quântica




Um novo relatório da National Academies diz
que demorará pelo menos uma década
 até
que a computação quântica se torne
 poderosa
o suficiente para quebrar a
 criptografia de
chave pública de hoje,
 mas também pode levar
muito tempo para
 criar um novo sistema de
codificação
 de dados contra hackers.
Especialistas dizem que é hora de criar nova criptografia para a era da computação quântica

- via GeekWire*

Um novo relatório de cientistas da computação estima que leve provavelmente pelo menos uma década antes que as ferramentas de computação quântica se tornem poderosas o suficiente para comprometer o atual sistema de criptografia de chave pública que serve como base para segurança financeira e transações de dados.

Mas também pode levar uma década ou mais para substituir as atuais ferramentas de criptografia por novos protocolos que seriam resfistentes à pirataria quântica, de acordo com o relatório, publicado hoje pelas Academias Nacionais de Ciência, Engenharia e Medicina (EUA).

Portanto, dizem os autores do relatório, é urgente começar a transição para esses protocolos "pós-quânticos" - que podem variar desde o aumento do tamanho das chaves de criptografia até o desenvolvimento de novos sistemas baseados em treliças, como NewHope e Frodo.

O estudo foi patrocinado pelo Gabinete Federal do Diretor de Inteligência Nacional (EUA), e combina com as estratégias políticas estabelecidas em setembro (2018) durante uma cúpula da ciência da informação quântica da Casa Branca. Como o documento de estratégia da Casa Branca, o estudo da National Academies aponta que a ascensão da computação quântica terá profundas implicações para a segurança nacional.

A computação quântica tem sido objeto de estudo acadêmico há mais de uma década, mas, mais recentemente, tornou-se o foco de possíveis aplicativos desenvolvidos por empresas como Microsoft, IBM, Google e Boeing. A D-Wave Systems, uma empresa sediada em Vancouver, Estados Unidos, que atraiu fundos de investimento do bilionário da Amazon Jeff Bezos, já oferece um computador que é capaz de um tipo limitado de computação quântica.

A tecnologia aproveita a natureza difusa dos fenômenos quânticos, nos quais os bits podem representar uns e zeros simultaneamente. Os computadores quânticos seriam mais adequados do que os computadores clássicos para simular fenômenos quânticos, desde as interações químicas em escala atômica até as tendências financeiras.


Os computadores quânticos também poderiam teoricamente filtrar uma ampla gama de permutações, como os fatores potenciais de grandes números primos, muito mais rapidamente do que os computadores clássicos. Isso pode resultar na obsolescência dos atuais esquemas de criptografia de chave pública, que geralmente são baseados em fatoração primária.

O relatório da National Academies, escrito por um comitê de especialistas acadêmicos e do setor, diz que a computação quântica é um campo de interesse estratégico para os Estados Unidos.
"Houve um progresso notável no campo da computação quântica, e o comitê não vê uma razão fundamental para que um computador quântico funcional e grande não possa ser construído em princípio", disse o professor da Universidade de Stanford, Mark Horowitz, presidente do comitê, em um comunicado de imprensa. “No entanto, muitos desafios técnicos ainda precisam ser resolvidos antes de alcançarmos este marco”.
Os maiores desafios incluem a invenção de mecanismos de correção de erros para computadores quânticos e o desenvolvimento de métodos para converter grandes quantidades de dados clássicos em um estado quântico.
É improvável que os computadores quânticos substituam os computadores clássicos, diz o relatório. O curso mais provável é que os dispositivos baseados em quântica seriam usados ​​como aceleradores conectados a computadores mais convencionais.

O relatório observa que outros países, incluindo a China, estão dedicando recursos significativos à pesquisa em computação quântica, e que é imperativo que os Estados Unidos mantenham o ritmo, mesmo que o setor privado não tenha lucro.
"Se os computadores quânticos de curto prazo não forem comercialmente bem-sucedidos, o financiamento do governo pode ser essencial para evitar um declínio significativo na pesquisa e no desenvolvimento da computação quântica", diz o relatório.
Em setembro, a Câmara aprovou uma medida chamada National Quantum Initiative Act (Lei Nacional de Iniciativa Quântica), que reservaria US$ 1,275 bilhão em financiamento de P&D para a computação quântica ao longo de cinco anos. No entanto, o plenário do Senado dos EUA ainda não votou uma legislação paralela.

Os membros do comitê que produziram o relatório da National Acadêmico,  intitulado “Computação Quântica: Progresso e Perspectivas”, incluem Krysta Svore, que lidera o QuArC, o grupo Quantum Architectures and Computation da Microsoft Quantum Research em Redmond, de Washington. O relatório completo pode ser lido online (em inglês).
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Fonte: *por Alan Boyle/GeekWire: "Experts say it’s high time to create new cryptography for quantum computing age" - acessado em 06/12/2018 (tradução livre) - Ilustração: National Academies (EUA)

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Espelho inteligente desperta interesse de redes hoteleiras





Conforme a indústria de hospitalidade usa mais tecnologia, a MirrorCache gera receita com espelhos de hotéis inteligentes - GeekWire* - Mais e mais tecnologias estão entrando no setor de hospitalidade e a startup de Seattle, MirrorCache, é o exemplo mais recente.

A empresa acaba de arrecadar US$750.000 para desenvolver ainda mais seu espelho inteligente, produto que atraiu a atenção de grandes redes de hotéis, como Marriott, Hyatt, Sheraton e outras.

O espelho inteligente funciona como um cofre inteligente, com um espelho sensível ao toque que permite acesso ao concierge do hotel, serviço de quarto, vídeo, controle de temperatura e de áudio no quarto, mais conteúdo personalizado. 

O MirrorCache gera receita com vendas unitárias, contratos de serviço e compartilhamento de receita com empresas locais que exibem conteúdo nos espelhos. O produto por enquanto está em desenvolvimento e será testado ainda este ano.

O MirrorCache também apresenta tecnologia de voz embutida nos espelhos, incluindo o Alexa da Amazon. A Amazon também está investindo em hotéis e fechou um acordo com a Marriott no início deste verão, para instalar dispositivos Echo em quartos.

“Nós complementamos o Alexa”, disse o CEO da MirrorCache, Scott Ware. "Ele está instalado dentro do nosso produto e, funciona junto com outras tecnologias inteligentes que os hotéis estão usando, para alavancar a construção de uma melhor experiência global para os hóspedes".

Ware disse que o MirrorCache é parte de uma tendência para os hóspedes do hotel exigirem mais personalização e eficiência.

"Esta é uma enorme tendência em todo o mundo e os hotéis estão constantemente competindo para oferecer os melhores serviços e comodidades através da tecnologia", disse ele.

Outra startup de Seattle, a Roxy, oferece para a indústria hoteleira um assistente de voz personalizável e um alto-falante inteligente ,com tela sensível ao toque.

Alguns hotéis estão lançando robôs que podem entregar comida ou o jornal da manhã no quarto. A nova tecnologia também pode oferecer aos proprietários de hotéis uma oportunidade de rastrear mais dados dos quartos dos hóspedes.

O aporte de investimentos na MirrorCache veio de investidores individuais de Dallas e do Havaí, que criaram uma joint venture para financiar a startup, a qual atualmente emprega sete pessoas.
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Fonte: *por Taylor Soper/GeekWire (tradução livre) - Imagem: MirrorCache (divulgação)

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Em 10 anos robôs podem substituir 4 milhões de trabalhadores na GB




Um novo estudo sugere que até 4 milhões de trabalhadores humanos podem ser substituídos por robôs na próxima década - isso apenas na Grã-Bretanha... A questão é: podemos encontrar novos papéis para essas pessoas preencherem?

Robôs para os negócios

Os robôs podem substituir trabalhadores humanos em até 4 milhões de empregos, na Grã-Bretanha na próxima década, de acordo com um estudo conduzido pela empresa britânica de pesquisa de mercado YouGov, em nome da Royal Academy of the Arts. Isso representa 15% da força de trabalho no setor privado do país.

Os pesquisadores questionaram os líderes empresariais sobre como eles vêem a automação e a inteligência artificial afetando suas indústrias nos próximos anos. Mais de 20% dos empregadores em finanças, contabilidade, transporte e distribuição declararam que esperam que mais de 30% dos empregos no campo sejam automatizados até 2027.

Já vemos mais robôs entrando para a força de trabalho, em funções que vão desde trabalhos robóticos em construção até drones que podem fornecer suprimentos médicos vitais. A nova tecnologia está oferecendo benefícios para o mundo do trabalho que simplesmente não podem ser ignorados, mas é crucial que consideremos o impacto que ela terá sobre a sociedade como um todo.

Principalmente, as empresas têm de garantir que os milhões de trabalhadores que são substituídos por robôs e outros sistemas automatizados não serão deixados para trás.

Nós e as máquinas

Muitos robôs simplesmente estão melhor equipados para realizar tarefas menores do que os humanos. Eles não se aborrecem, eles podem ser projetados para um propósito específico, e se eles quebram, geralmente podem ser consertados com relativa facilidade. Nós simplesmente não podemos competir em condições equitativas - mas podemos trabalhar junto com nossos colegas sintéticos.

Os robôs podem aumentar a produtividade geral fazendo os trabalhos sujos, difíceis ou desagradáveis ​​que os trabalhadores humanos prefeririam evitar. Isso liberta essas pessoas para executar tarefas que exigem um nível de julgamento ou pensamento original de que um robô não seria capaz de fornecer. Muitos especialistas argumentam que podemos ter o melhor de ambos os mundos.

"O Reino Unido deve aproveitar ao máximo as oportunidades econômicas que as novas tecnologias oferecem", disse Frances O'Grady, secretário-geral da federação sindical nacional britânica do TUC, falando ao The Guardian. "Robôs e AI (Inteligência Artificial) podem nos permitir produzir mais por menos, aumentando a prosperidade nacional. Mas precisamos falar sobre quem se beneficia - e como os trabalhadores conseguem uma parcela justa".

Houve várias soluções diferentes delineadas em resposta a esse problema. Alguns argumentam que um imposto sobre os robôs é a melhor maneira de garantir que ninguém seja incapaz de se sustentar, enquanto outros sugerem que a renda básica universal se torne a norma.

A maior questão é a rapidez com que a automação será adotada. Se for um processo estável, será mais fácil relocar os trabalhadores humanos para outros papéis, para ajudar a tirar proveito do aumento da produtividade. Se for repentino, isso será muito mais difícil - e até 4 milhões de trabalhadores na Grã-Bretanha, e milhões de pessoas em todo o mundo, ficam amarrados a uma situação muito indesejável.


Fonte:  Science | The Guardian, RSA (tradução livre)

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Tecnologia :: Protótipo de tela flexível da LG

Esse protótipo tem 18 polegadas, e pode ser dobrada para frente e para trás sem alterar a qualidade da imagem e tem resolução de 1200 x 810 pixels. A LG quer trazer essa tecnologia em até 3 anos. 

Para alcançar essa curvatura, a LG substituiu o plástico que fica na traseira da tela por um filme de poliamida - que também ajudou a diminuir a espessura do painel.

"Estamos confiantes de que, até 2017, vamos desenvolver com sucesso um painel OLED Ultra HD flexível e transparente com mais de 60 polegadas, que terá mais de 40% de transparência e um raio de curvatura de 100r", escreveu In-Byung Kang, um dos vice-presidentes da LG.