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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O Anel de Fogo e o próximo “Big One”




Desastres Naturais - O Anel de Fogo e o próximo “Big One” - via The Vintage News*


Quase todo mundo já ouviu falar da Falha de San Andreas, que atravessa a Califórnia. Os cientistas estudam a falha há anos, tentando prever o próximo grande terremoto.

Em 1970 descobriu-se outra falha grave, de 1.127 Km, a aproximadamente 65 a 130 Km da costa do Noroeste Pacífico nos EUA e Canadá, com o potencial de causar um terremoto muito mais poderoso do que apenas San Andreas poderia, juntamente com um tsunami que atravessaria o Pacífico até o Japão e Sudeste Asiático.

Foto aérea da falha de San Andreas (Santo André) na planície de Carrizo. (Foto por Ikluft CC BY-SA 4.0)

A Zona de Subdução de Cascadia abrange a área entre a Ilha de North Vancouver e o Cabo Mendocino, na Califórnia. Ela faz parte do Anel de Fogo do Pacífico; um cinturão sísmico que corre em forma de ferradura do sul da Austrália até as Filipinas indo ainda até a parte mais oriental da Rússia, depois diretamente para o leste até as Ilhas Aleutas, do Alasca, e descendo a costa oeste do Canadá, dos Estados Unidos, México, América Central, América do Sul e então segue em direção oeste, de volta para a Austrália.

Área da zona de subdução de Cascadia, incluindo o
Arco Vulcânico em Cascata (triângulos vermelhos)
no Anel de Fogo do Pacífico. A Cascadia está na
zona de subducção da placa de Juan de Fuca
e a placa da América do Norte. (Chen JL, Caltech)
Segundo a Encyclopaedia Britannica, a maioria dos terremotos mais fortes do mundo e cerca de setenta e cinco por cento dos vulcões na Terra estão localizados no Anel de Fogo. A Zona de Subdução de Cascadia é onde a placa tectônica do Pacífico encontra a placa tectônica Juan de Fuca, que está se movendo para o oeste e sendo empurrada sob a placa do Pacífico, e pode eventualmente causar um terremoto que por sua vez pode gerar uma tsunami. Quanto maior o terremoto, maior a tsunami.

Em janeiro de 1700, esse cenário realmente ocorreu quando um terremoto (megassismo) que se acredita ter atingido de 8,7 a 9,2 na escala Richter atingiu toda a zona de Cascadia. A tsunami resultante criou ondas de 3 metros no Japão que, segundo o ScienceDaily, duraram dezoito horas.

A história oral e escrita refere-se a um grande terremoto na costa oeste dos EUA e a um tsunami no Japão, mas ninguém sabe exatamente quando o evento ocorreu. Durante os anos 80 e 90, os cientistas estudaram as “florestas fantasmas” ao longo da costa de Washington e Oregon.

Estes são tocos de cedros vermelhos ocidentais e outras plantas que foram destruídas todas de uma só vez como dito através de datação por carbono e dendrocronologia, que é o estudo de anéis de árvores. Todas as evidências mostram que a vida vegetal parou de crescer por lá no final de 1699. Amostras de solo do fundo do oceano também atestam um grande evento ecológico neste momento.

Cientistas como Chris Goldfinger, paleosismologista na Oregon State University, e seus colegas prevêem que a chance de um grande terremoto, ao longo da Zona Cascadia, nos próximos cinquenta anos é de uma em cada três.

De acordo com um artigo no The New Yorker escrito por Kathryn Schulz, autora ganhadora do Prêmio Pulitzer em 2015, Goldfinger prevê que o próximo terremoto começará com ondas de compressão, ondas rápidas e de alta frequência que são audíveis apenas para cães e outros animais.

Na imagem acima, as fontes dos terremotos em Cascadia.
A Cordilheira das Cascatas, ou Cascade Range, é uma grande cadeia de montanhas
da parte ocidental da América do Norte, estendendo-se desde o sul da Colúmbia Britânica,
no Canadá, até Washington, Oregon e o norte da Califórnia, nos Estados Unidos.

Se tal cenário ocorresse, a intensidade do terremoto faria com que se abrissem gigantescos abismos no solo e imensas paredes da água oceânica os inundariam. Cidades costeiras dos Estados Unidos e cidades ao sul do Canadá e da Califórnia estariam em perigo. Muitas teorias já existem de que o próximo “Big One” poderia realmente separar a Califórnia do resto do país.

Segundo o USA Today, a Califórnia está atrasada para o próximo grande terremoto. "Há uma chance de 99,9% de que ocorra um terremoto perigoso (um mecanismo com magnitude maior ou igual a 6,7) em algum lugar da Califórnia nos próximos 30 anos", disse Peggy Hellweg, sismóloga da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

O Anel de Fogo passa por alguns dos lugares mais populosos da Terra. A costa do Pacífico das Américas é freqüentemente abalada por terremotos, fissuras abertas nas densamente povoadas ilhas havaianas estão expelindo lava, furacões assolam o Golfo do México, milhares vivem perto do Monte Santa Helena e mais de dois milhões de pessoas vivem na sombra do Monte Vesúvio. Os humanos parecem ter o hábito de serem atraídos para morar em locais perigosos.
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Fonte: *por Ian Harvey/The Vintage News (tradução livre) - Imagens: Wikimedia Commons e Caltech

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Mergulho entre Placas Tectônicas gera imagens espetaculares




Imagens são das gargantas submarinas gigantescas
de água doce Silfra, Nes e Nikulasargia na Islândia.
Encontro de Placas Tectônicas: Imagens Espetaculares - via thoth3126*

Ruptura gigante: surpreendentes fotos subaquáticas que mostram o crescente fosso, a separação e o afastamento entre duas placas tectônicas, a da Europa (Eurásia) e da América do Norte.

Nadando por uma área de extrema beleza natural, este mergulhador examina os canyons submarinos em ambos os lados, um sendo a placa da Europa e o outro lado a placa da América do Norte.

IMAGENS SUBMARINAS SURPREENDENTES DO LOCAL ONDE DUAS PLACAS TECTÔNICAS SE AFASTAM, A PLACA DA EURÁSIA E DA AMÉRICA DO NORTE.

As Placas se Afastam: Alex Mustard, mergulhou 80 pés (24 metros de profundidade)
na fenda entre as placas da América do Norte  e da Eurásia, na Islândia
para capturar essas fotos com imagens espetaculares da natureza do local.

Esse mergulhador britânico está realmente mergulhando e dando um passeio entre a falha (Canyon submarino), local onde se separam duas enormes placas tectônicas, as placas da Eurásia e da América do Norte, que se encontram na Islândia (formando a falha).

Madura para a exploração: a área está repleta de falhas, vales, vulcões e fontes termais,
causada pelas placas se afastando cerca de um centímetro por ano.

Alex Mustard, 36, mergulhou na fenda entre as placas da Eurasia e a Norte-Americana, nos  canyons de água doce de Silfra, Nes e Nikulasargia localizados na Islândia, para capturar essas fotos espetaculares. 

A área está repleta de falhas geológicas, terremotos, erupções vulcânicas, vales, fendas, vulcões e fontes termais, causadas pelas gigantescas placas se afastando para além uma da outra, em torno de um centímetro por ano.

Mapa das placas tectônicas e os limites de onde elas se encontram (separam).
No destaque em amarelo a pequena Islândia, país onde foram feitas as imagens.

O Sr. Mustard caiu na água com seus parceiros de mergulho e nadou através das gargantas submarinas gigantescas de água doce Silfra, Nes e Nikulasargia  que tem cerca de 200 pés (60 metros) de profundidade.

Ele também tirou fotos da chaminé Arnarnes Strytur, que forma uma pluma nebulosa enquanto a sua água aquecida à 80ºC  (por atividade vulcânica local) é ejetada do interior da crosta terrestre e atinge a água gelada do mar à 4ºC.

Inspiração: o Sr. Mustard quis capturar em filme características de atividade vulcânica subaquática da Islândia.
 
Alex Mustard, mergulhador inglês de Southampton, disse:


“As fotos mostram um mergulho no mundo único submarino da Islândia, um local que como em terra, é formado pela paisagem vulcânica do país”. 

‘‘Muitas pessoas visitam a Islândia para ver esses atividades vulcânicas em terra, mas elas também continuam debaixo d’água”.

            

Nas imagens acima, o Sr. Mustard; que mergulhou pelos cânions de água doce Silfra, Nes e Nikulasargia, que têm até 200 pés (cerca de 61 metros) de profundidade...

Para um mergulhador estes são lugares espetaculares para se visitar – ser capaz de “sobrevoar” (as formações) através da água clara e explorar as falhas em três dimensões.

‘Eu mergulhei em todo o planeta e estas, quase certamente são as águas mais claras, limpas e transparentes em que eu já estive mergulhando entre todos os locais. Muitas pessoas têm uma experiência de vertigem nas paredes escarpadas com a água tão limpa e transparente.”


Silfra Crack Iceland from Wethorse on Vimeo.

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Fonte: *Ao DAILY MAIL REPÓRTER –  Fonte: http://www.dailymail.co.uk - Tradução, edição e imagens: https://thoth3126.com.br/ (reprodução editada)

sábado, 24 de dezembro de 2016

O misterioso rio de ferro derretido



Um rio de fluxo rápido composto por ferro fundido foi encontrado sob o Alasca e a Sibéria recentemente, de acordo com informações da Science Alert

LUC KOHNEN/Shutterstock.com

Localizado a cerca de 3.000 quilômetros abaixo da superfície, o rio, que parece estar ganhando velocidade conforme flui em direção à Europa, possui estimados 420 km de largura e pode ser tão quente quanto a superfície do Sol.

Uma equipe internacional de pesquisadores teria feito a descoberta enquanto analisava dados dos três satélites, Swarm, da Agência Espacial Europeia (ESA), lançados em 2013 ao espaço para medir as flutuações presentes no campo magnético da Terra. Por meio deles, os pesquisadores criaram uma espécie de raio-X do Planeta, revelando vastos componentes internos desconhecidos.

Segundo Chris Finlay, pesquisadora da Universidade Técnica da Dinamarca, sabemos mais sobre o Sol do que o núcleo da Terra. “A descoberta desse rio é uma etapa emocionante para aprendermos mais sobre o funcionamento interno de nosso Planeta”, disse. De acordo com o pesquisador Phil Livermore, da Universidade de Leeds, na Inglaterra, além da descoberta da existência do rio de ferro, também foi entendido o motivo por trás dele.


Basicamente, o campo magnético da Terra é considerado resultado da atividade que ocorre dentro do núcleo do Planeta. O núcleo, por sua vez, é uma forma sólida, com dois terços do tamanho da Lua e composto principalmente por ferro. Com uma temperatura de 5.400° C, ele é quase tão quente quanto a superfície do Sol (5.505° C). Em torno deste núcleo sólido há um outro externo, uma camada de 2.000 km de espessura feita principalmente de ferro e níquel derretidos.

As diferenças de temperatura, pressão e composição desta última camada são responsáveis por criar movimentos no metal líquido, e juntamente com o conjunto de rotação/translação da Terra, geram-se correntes elétricas que produzem campos magnéticos.

Assim, quando os pesquisadores examinaram os dados dos satélites de uma área externa do núcleo localizado no hemisfério norte, encontraram estranhos “lóbulos” de fluxo magnético correndo por baixo do Alasca e da Sibéria. O rio estaria correndo em direção ao continente europeu, empurrado por um jato de ferro fundido. A equipe descobriu ainda que o fluxo dele estaria ganhando velocidade desde 2000, em uma taxa três vezes maior do que as comumente encontradas no núcleo externo e centenas de milhares de vezes mais rápidas do que a velocidade das placas tectônicas da Terra.

Reprodução / Hdoboi

Basicamente, o rio de ferro líquido está se movendo cerca de 50 quilômetros por ano, de acordo com Finlay. “Isso pode não parecer muito para quem está na superfície da Terra, mas você tem que lembrar que se trata de um metal líquido muito denso e que precisa de uma enorme quantidade de energia para se mover, e que provavelmente este é o movimento mais rápido que temos em qualquer lugar dentro do núcleo da Terra”, explicou ela.

Os pesquisadores ainda não sabem explicar o porquê de o rio estar acelerando, mas eles suspeitam que possa ser algo relacionado ao ciclo natural e interno na Terra, que já ocorre há bilhões de anos. Logo, a descoberta poderia ajudar a identificar em qual parte deste ciclo estamos, bem como prever mudanças no campo magnético do Planeta.

Os resultados foram publicados na revista Nature Geoscience.

[ Science Alert ] [ Jornal da Ciência ]