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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Polo norte magnético esta se movendo cada vez mais rápido




O polo norte magnético do planeta está se deslocando (e acelerando) de forma tão rápida nas últimas décadas que sua localização estimada não era mais exata o suficiente para a navegação aérea, marítima e sistema de localização. Por isso, cientistas americanos divulgaram nesta segunda-feira (04/02) que uma atualização do Modelo Magnético Mundial, com a nova localização do polo norte magnético, foi feita em janeiro, quase um ano antes do previsto.

Os polos norte e sul magnéticos se deslocam e não coincidem com os polos norte e sul geográficos. Na longa história do planeta, o polo norte magnético nem sempre esteve no norte geográfico e até mesmo já esteve no sul. Essa inversão já ocorreu várias vezes.

Atualmente, o polo norte magnético se desloca cerca de 55 quilômetros por ano. Em 2017, ele atravessou a Linha Internacional de Data, uma linha imaginária na superfície terrestre que marca a mudança de um dia para o outro. No momento, está deixando o Ártico canadense rumo à Sibéria.

A alteração afeta todos os aparelhos com bússolas, bem como a navegação e a aviação, principalmente na região do Ártico. A Otan e militares americanos e britânicos necessitam saber a posição correta do polo norte magnético para fins de navegação. O GPS não é afetado pelo magnetismo terrestre, pois é um sistema baseado em satélites.

Polo norte magnético se move cada vez mais rapidamente. Cientistas divulgam antecipadamente atualização
do Modelo Magnético Mundial
devido à velocidade acelerada de deslocamento da mudança
do polo norte magnético. Os Polos estão mudando de lugar rápido demais. Do Canadá para a Rússia.

Autoridades americanas e britânicas costumam atualizar a localização do polo norte magnético a cada cinco anos, em dezembro. A próxima atualização estava prevista para dezembro de 2019, mas teve de ser feita mais cedo por causa do deslocamento acelerado da mudança do polo norte magnético.

Desde 1831, quando foi medido pela primeira vez no Ártico canadense, o polo norte magnético se deslocou cerca de 2.300 km rumo à Sibéria. Desde 2000, a velocidade passou de 15 km/h para 55 km/h. A explicação são turbulências no núcleo externo da Terra, que é líquido e formado por ferro e níquel. Ele envolve o núcleo interno, que é sólido. O núcleo externo é a região que forma o campo magnético terrestre.

Os dois polos oscilam independentemente um do outro e não estão em posições diametralmente opostas no globo terrestre. O polo sul magnético também se desloca, mas de forma bem mais lenta do que o norte. Cientistas afirmam que as polaridades serão novamente invertidas em algum momento. Isso já aconteceu inúmeras vezes, mas não nos últimos 780 mil anos. A inversão não ocorre de uma hora para a outra, mas dura cerca de mil anos ou mais.

AS/ap/rtr/ots
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Fonte: DW: "Polo norte magnético se move cada vez mais rapidamente" - Imagem: Undark

sábado, 25 de agosto de 2018

Campo magnético da Terra pode reverter-se muito rapidamente




O campo magnético da Terra pode reverter seus polos de forma ridiculamente mais rápida do que se pensava anteriormente, sugere estudo - via LiveScience*

A radiação solar bombardeia constantemente a Terra e o campo magnético da Terra a repele.
De acordo com um novo estudo, o escudo protetor do nosso planeta pode enfraquecer muito mais
rápido e imprevisível do que os cientistas pensavam anteriormente.
   (Crédito: NASA¹)

Como o escudo de força invisível ao redor da Estrela da Morte, o campo magnético da Terra envolve e protege nosso planeta das partículas mais quentes e mais estáveis ​​que o sol pode lançar sobre nosso caminho. Este escudo - produto natural do ferro fundido que gira em torno do núcleo do nosso planeta - esteve em nossas costas  (protegendo) por bilhões de anos e impediu que a Terra se transformasse num terreno irradiado e eletrificado. Entretanto, de vez em quando, este escudo baixa sua guarda.

Raras vezes, a cada milhão de anos, o campo magnético da Terra inverte sua polaridade. Imagine que um enorme ímã, em formato de barra, dentro do nosso planeta, tenha sido virado de cabeça para baixo; moléculas de ferro no núcleo externo da Terra mudariam de direção, o pólo norte magnético se tornaria o pólo sul magnético e as correntes invisíveis de energia que compõem a armadura magnética do planeta se entrelaçariam e se quebrariam, reduzindo potencialmente a força protetora do escudo em até 90%, segundo  sugerem estudos prévios.

Felizmente, reversões completas são incomuns e se desdobram lentamente ao longo de milhares de anos. (A última reversão completa ocorreu há cerca de 780 mil anos.) Porém, de acordo com um novo estudo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (EUA), mudanças parciais ou temporárias nos pólos magnéticos da Terra podem ocorrer muito mais rapidamente do que anteriormente se pensava possível - potencialmente, dentro do período de uma única vida humana.

No novo estudo, uma equipe internacional de cientistas analisou 16 mil anos de história geomagnética, codificada nos átomos de uma antiga estalagmite na China. Esta história escrita em pedra disse-lhes que uma vez, há cerca de 98 mil anos atrás, o campo magnético do planeta,  em apenas 100 anos, repentinamente inverteu a polaridade - aproximadamente 30 vezes mais rápido do que a taxa geralmente esperada, e 10 vezes mais rápido do que se pensava ser taxa mais rápida possível.

"O registro fornece informações importantes sobre o antigo comportamento do campo magnético, que acabou por variar muito mais rápido do que se pensava anteriormente", disse Andrew Roberts, professor de Ciências da Terra na Universidade Nacional Australiana, em um comunicado.


Uma história caótica

Em seu novo estudo, Roberts e uma grande equipe de colegas da China e Tailândia examinaram cerca de 16 mil anos, anteriormente não documentados, da história magnética da Terra. Como seu professor de história eles escolheram uma antiga estalagmite amarela, que cresceu em uma caverna no sudoeste da China, entre aproximadamente 91 e 107 mil anos atrás. Datando e analisando os minerais portadores de ferro dentro da estalagmite, a equipe foi capaz de detectar variações periódicas na direção em que o campo magnético da Terra estava fluindo no momento em que esses minerais se formaram (minerais magnéticos se orientam em direções diferentes dependendo de onde os pólos magnéticos da Terra estão no momento.)

A equipe descobriu que a polaridade magnética da Terra mudou várias vezes durante esse período de 16 mil anos, o que não foi uma surpresa para eles. O choque surgiu há cerca de 98 mil anos, quando uma enorme mudança na polaridade ocorreu em um período de menos de 200 anos - possivelmente em 100 anos.

"Uma mudança de polaridade extremamente rápida não havia sido demonstrada antes", escreveram os pesquisadores em seu novo estudo.

Saber que nosso planeta é capaz de tais surtos magnéticos espontâneos é importante, principalmente porque nosso escudo magnético pode diminuir para cerca de 10% de sua eficácia quando está no meio de uma reversão. Felizmente, esse enfraquecimento não é suficiente para ameaçar a vida na Terra; por fim, Roberts apontou que o campo magnético do planeta está se revertendo periodicamente há bilhões de anos, e a vida ainda persiste. A tecnologia humana, por outro lado, pode passar por tempos mais difíceis de se lidar.

Trilhões de dólares em danos

Eventos climáticos solares, como erupções solares e tempestades de vento solares, ocorrem quando partículas de energia superaquecidas e supercarregadas sopram da superfície do sol e percorrem o espaço em rota de colisão com a Terra. Mesmo quando o campo magnético do nosso planeta está mais forte, uma tempestade solar poderosa o suficiente pode passar por essas defesas e causar estragos em qualquer coisa elétrica.

Essa onda de partículas carregadas pode interferir com sinais de rádio, fritar os instrumentos das espaçonaves e dos satélites, e ainda sobrecarregar disjuntores, derrubando redes elétricas inteiras. Foi exatamente isso o que aconteceu em 13 de março de 1989, quando uma enorme tempestade solar estalou na atmosfera e derrubou a energia por 9 horas, em Quebec, no Canadá. Uma tempestade solar anterior ainda maior, em 1859, conhecida como o evento de Carrington, causou um curto-circuito nos fios telegráficos em todos os Estados Unidos, desencadeando fagulhas que provocaram incêndios e eletrocutaram trabalhadores de escritório.

Tempestades muito menos poderosas do que estas poderiam causar muito mais danos se acertassem, enquanto o campo magnético da Terra estava no meio de uma reversão, disse Roberts. O resultado provavelmente seria trilhões de dólares em danos à nossa infra-estrutura elétrica, e no momento, não há planos para lidar com um evento dessa magnitude.

"Espero que tal evento seja num longo caminho no futuro e possamos desenvolver tecnologias futuras para evitar danos enormes", concluiu Roberts. Mantenha os dedos cruzados - mas não suas linhas de campo magnético cruzadas. 
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Fonte: *publicado originalmente em Live Science, por Brandon Specktor, redator sênior (tradução livre) - Imagem: 1- NASA/Marshall Space Flight Center

domingo, 13 de maio de 2018

Antártica, satélite encontra objeto massivo sob a capa de gelo




Cientistas desconcertados por observações bizarras de gigantesca “anomalia” enterrada sob a calota polar. Ela se estende por uma distância de 243 quilômetros de diâmetro e tem uma profundidade máxima de cerca de 848 metros.

Fonte: http://www.thesun.co.uk/ (tradução livre)

Alguns pesquisadores acreditam que são os restos de um grande asteroide verdadeiramente maciço que teria mais do dobro do tamanho da rocha espacial Chicxulub que varreu os dinossauros da face da Terra ao cair próximo à Península do Yucatan, no  Golfo do México, há cerca de 65 milhões de anos.

Se essa explicação for verdadeira, poderia significar que este asteroide assassino causou o evento de extinção Permiano-Triássico que matou 96% das criaturas dos oceanos do planeta e até 70% dos organismos vertebrados que viviam em terra. No entanto, as mentes mais selvagens da Internet criaram suas próprias teorias, com alguns teóricos da conspiração alegando que poderia ser uma enorme base de OVNIs ou um portal para um misterioso submundo chamado a Terra Oca (Inner Earth).

Esta “anomalia de gravidade encontrada na região de Wilkes Land” foi descoberta pela primeira vez em 2006, quando os satélites da NASA detectaram alterações gravitacionais que indicavam a presença de um objeto enorme encontrado no meio de uma cratera de impacto com cerca de 300 milhas (480 km) de largura. Recentemente a internet se iluminou com a discussão das observações misteriosas após a equipe de caça OVNI do Team10 postar um vídeo no YouTube sobre essa anomalia.



“Até hoje, os cientistas não têm ideia ou modo de descobrir exatamente o que está enterrado profundamente sob essa espessa plataforma de gelo”, disse o narrador no vídeo. “Este continente congelado tem estado envolto em um mistério por sua própria conta há décadas“. 

A equipe do Team10 sugeriu que os nazistas construíram bases secretas e subterrâneas na Antártida durante a Segunda Guerra Mundial, que foram projetadas para serem usadas por discos voadores desenvolvidos pelos próprios cientistas nazistas.

Os caçadores de OVNIs acrescentaram: “Há alguma evidência de que isso vem à luz nos últimos anos, que imagens pretendem mostrar várias entradas construídas no lado das montanhas, com um formato ovaloide e em uma altitude muito elevada. “Isso levanta a questão: como você entraria por essas entradas sem algo que pudesse voar e tivesse a mesma forma da abertura no terreno?”

Com o degelo da Antártica, começaram a surgir várias
entradas para o interior do terreno em diferentes locais
Também foi comentado que no final da década de 1940, logo após o fim da segunda guerra mundial, a Marinha dos EUA efetuou uma missão especial com porta aviões, destroieres e cerca de seis mil soldados, chamada de Operação Highjump, para investigar o misterioso continente.

Esta expedição, que os teóricos da conspiração acreditam ter sido uma tentativa de encontrar a entrada para um mundo secreto escondido debaixo da Terra. 

No entanto, o cientista que primeiro avistou a anomalia acredita que é realmente a evidência de uma cratera de impacto de um meteoro ou asteroide maciço.

“Este impacto na região de Wilkes Land é muito maior do que o impacto que matou os dinossauros, e provavelmente teria causado danos catastróficos ao planeta na época”, disse Ralph von Frese, que foi professor de ciências geológicas na Universidade Estadual de Ohio, quando descobriu a existência da “imensa cratera” em 2006.

“Todas as mudanças ambientais que resultariam do impacto teriam criado um ambiente altamente cáustico, que seira realmente difícil de suportar, então faz sentido que a vida quase tenha sido extinta naquela época”.
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Fonte: The Sun | COLD HARD FACTS? Satellite spots MASSIVE object hidden under the frozen wastes of Antarctica (tradução livre) - Imagens: @SecureTeam10 (twitter)