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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Descoberto reator nuclear, de 2.000 milhões anos, na África



Pesquisadores descobrem um reator nuclear de 2.000 milhões anos na África

Em 1972, um trabalhador de uma fábrica de processamento de combustível nuclear, notou algo suspeito em uma análise de rotina de urânio, obtido a partir de uma fonte mineral normal na África. 

Como todo o urânio natural, o material em estudo continha três isotopos ou seja, três formas, com diferentes massas atômicas: urânio 238, a variedade mais abundante; de urânio 234, o mais raro; e urânio 235, o isótopo que é cobiçada, pois pode sustentar uma reação nuclear em cadeia. Durante semanas, especialistas da Comissão Francesa de Energia Atômica (CEA) manteve-se perplexa. 

Em outros lugares da crosta terrestre, na Lua e mesmo em meteoritos, podemos encontrar urânio 235, átomos que representam apenas 0,720 por cento do total. Mas nas amostras que foram analisadas, que vieram do Oklo, depósito no Gabão, uma antiga colônia francesa na África Ocidental, o urânio 235 constituíam apenas 0,717 por cento.

Essa pequena diferença foi suficiente para alertar cientistas franceses que havia algo muito estranho acontecendo com os minerais. 

Estes pequenos detalhes levaram a novas investigações que mostraram que pelo menos uma parte da mina está abaixo da quantidade normal de urânio 235: alguns 200 kg pareciam terem sido extraído num passado distante, hoje, esse montante é suficiente para fazer meia dúzia bombas nucleares. 

Logo, pesquisadores e cientistas de todo o mundo se reuniram no Gabão, para explorar o que estava acontecendo com o urânio de Oklo. O que surpreendeu a todos ali reunidos, foi local onde o urânio originado é realmente um reator nuclear subterrâneo avançado, que vai muito além das capacidades do nosso conhecimento científico atual. 

Os investigadores acreditam que este antigo reator nuclear tem a idade de 1,8 bilhões de anos e operado por pelo menos 500 mil anos no passado distante. Cientistas realizaram vários outros investigação na mina de urânio e os resultados foram divulgados em uma conferência da Agência Internacional de Energia Atômica.

De acordo com agências de notícias da África, os investigadores haviam encontrado vestígios de produtos de fissão e resíduos de combustível em vários locais dentro da área da mina. Incrivelmente, em comparação com este enorme reator nuclear, nossos reatores nucleares modernos não são realmente comparáveis ​​tanto em design e funcionalidade.


De acordo com estudos, este  antigo reator nuclear teria vários quilómetros de comprimento. Curiosamente, para um grande reator nuclear assim, o impacto térmico com o meio ambiente foi limitado a apenas a 40 metros de todos os lados. 

O que os pesquisadores descobriram ainda mais surpreendente, é que os resíduos radioativos que ainda não se moveram para fora dos limites do local, e como eles ainda são mantidos em tanques na geologia da área.

O que é surpreendente, é que uma reação nuclear tinha ocorrido de uma forma que o plutônio, o subproduto, foi criado, e a reação nuclear em si, tinha sido moderada, algo considerado como um "santo graal" para a ciência atômica. A capacidade para moderar a reação, significa que uma vez que a reação foi iniciada, foi possível aproveitar a potência de saída de um modo controlado, com a capacidade de prevenir explosões catastróficas ou a liberação da energia de uma única vez. 

Os investigadores têm chamado a Reator Nuclear em Oklo como um "Reator Nuclear Natural", mas a verdade sobre isso vai muito além de nossa compreensão normal. Alguns dos pesquisadores que participaram do teste do reator nuclear, concluiu que os minerais tinham sido enriquecido no passado distante, cerca de 1,8 bilhões de anos atrás, para produzir espontaneamente uma reação em cadeia. 

Eles também concluíram que a água tinha sido usada para moderar a reação, da mesma forma que os modernos reatores nucleares arrefecem, usando eixos de grafite-cadium que impedem o reactor de entrar em estado crítico e explodindo. Tudo isso, "na natureza".

No entanto, o Dr. Glenn T. Seaborg, ex-chefe da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos e ganhador do Prêmio Nobel por seu trabalho na síntese de elementos pesados, ressaltou que para o urânio "queimar" em uma reação, as condições devem ser exatamente corretas. Por exemplo, a água envolvida na reação nuclear deve ser extremamente pura. Mesmo algums milhões de partes contaminantes, irá "envenenar" a reação, levando-a a um impasse. O problema é que a água não pura, existe naturalmente em qualquer parte do mundo.

Vários especialistas falaram sobre o incrível Reator Nuclear em Oklo, afirmando que em nenhum momento na história geologicamente estimada dos depósitos de Oklo, foi o urânio 235, suficientemente rico para uma ocorrência de uma reação natural. 

Quando esses depósitos foram formados em um passado distante, devido à lentidão do decaimento radioativo do U-235, o material físsil teria constituído apenas 3 por cento do total de depósitos - algo muito baixo matematicamente falando para uma reação nuclear. No entanto, a reação ocorreu num lugar misterioso, sugerindo que o urânio original é muito mais rico em urânio 235 do que com a formação natural.

Fonte: http://www.disclose.tv/ - Tradução: Mundo UFO

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O alerta das explosões de bueiros no Rio, um não à Energia Nuclear

Mais uma tampa de instalação elétrica, que pesa em torno de 1000kg, voou pelos ares em Copacabana. Não é a primeira e, infelizmente acho que não será a última. Além do prejuízo material, feridos, confusão, um acidente como este também causa uma série de transtornos, interditando via pública, gerando o receio e revolta nas pessoas que vêem este fato se repetir.

Segundo informou o jornal O Globo, três homens sofreram queimaduras e ferimentos em várias partes do corpo, outros dois homens tiveram ferimentos leves. Entre os feridos, estava um taxista que teve seu carro destruído ao ser atingido pela tampa do bueiro. O Globo reporta ainda que as testemunhas do acidente disseram que “o cenário na hora da explosão era de guerra, com pânico e correria. Entulhos de ferros, pedaços de asfalto e pedras cobriam parte da avenida. Houve muita fumaça e aglomeração de curiosos... se o sinal estivesse aberto para pedestres, dezenas de pessoas poderiam ter sido vítimas e até mesmo morrido”.

Em junho de 2010 um casal de turistas americanos, foi vítima de um acidente parecido. A mulher, de 28 anos, teve 70% de seu corpo queimado na explosão, seu marido sofreu queimaduras em 35% do corpo. Já houve acidente similar, na esquina das avenidas Princesa Isabel e Nossa Senhora de Copacabana, ferindo duas pessoas. Na esquina das ruas do Ouvidor com Uruguaiana, no Centro do Rio, duas mulheres ficaram feridas. Ruas do Centro do Rio já ficaram às escuras após explosão em um bueiro na Av. Presidente Vargas. Na Rua do Ouvidor, uma explosão de bueiro deixou dois turistas feridos. Na Figueiredo Magalhães, uma tampa do bueiro atingiu um táxi e outro bueiro foi lançado cerca de um metro de distância. Em Ipanema, na Visconde de Pirajá, uma explosão parecida assustou transeuntes e motoristas. Será que não se trata de um alerta?

O mundo está assistindo ao que seja talvez o pior desastre nuclear da história. A radiação que vaza dos reatores danificados, em Fukushima, Japão, já pode ser medida até nos Estados Unidos. Em Tóquio, a 250 quilômetros de distância, a água da torneira tornou-se imprópria para o consumo humano e as autoridades estão distribuindo água mineral, de forma racionada, para bebês, pois a radioatividade medida está duas vezes acima do limite considerado seguro às crianças.

O que está preocupando os ambientalistas aqui no Brasil é o fato de termos duas usinas nucleares em Angra, que fica a apenas 150 quilômetros do Rio de Janeiro. Os reatores são antigos e apresentam falhas subseqüentes em seu funcionamento. No caso de Angra 3, o país se comprometeu em subsidiar a empresa alemã Siemens, que forneceria equipamentos e insumos para a construção da usina, negócio que segundo a imprensa alemã está sendo revisto pelas autoridades daquele país.

A planta nuclear tupiniquim, erguida na praia de Itaorna, “pedra-podre” na linguagem indígena, já consumiu bilhões de reais... Entre outubro e dezembro de 2010 Angra 2 passou 34 dias desligada, para reabastecimento de combustível, sendo depois novamente reconectada ao Sistema Interligado Nacional. Angra 2 tornou a ser desligada em fereiro de 2011, devido a falha de um equipamento da área elétrica. No mesmo mês deste ano a usina nuclear de Angra 1 esteve desligada por mais de 20 horas, pois também apresentou falhas em seus equipamentos.

Todas as vezes que os “vaga-lumes” de Angra foram desligados ninguém sentiu falta, isso porque elas representam hoje, apenas, 2,5% da energia gerada para o Sistema Interligado Nacional, ou seja, quase nada.

O Brasil ainda não depende de energia nuclear, e acho que os repetidos acidentes, com as instalações elétricas no Rio, são um alerta. Os especialistas em energia nuclear brasileiros afirmam que não há risco de ocorrer o mesmo que está acontecendo em Fukushima aqui no Brasil. Entretanto, vendo bueiros irem pelos ares no Rio, me inspirou deixar aqui um alerta, no intuito de lançar alguma luz sobre esta relevante questão que tem preocupado muitas pessoas.

Se não corremos risco de ter um desastre parecido com o de Fukushima - apesar de que segundo sismólogos a região de Angra é a área mais suscetível a terremotos no Brasil - será que não corremos o risco de um acidente como o de Chernobyl, causado por imperícia humana? Bom, as explosões de câmaras de instalação elétrica subterrânea da capital Fluminense parecem indicar que os acidentes acontecem...

Se existem outras formas, sustentáveis, para produção de eletricidade a partir de fontes seguras, por que corrermos riscos tão grandes? Segundo reportagem publicada no jornal El País, a Espanha gera atualmente a maior parte da energia elétrica, consumida naquela nação, através de parques eólicos.

A presidente Dilma Rousseff, em seu programa eleitoral na TV, que foi ao ar no dia 13 de maio de 2010, mostrou toda feliz o parque eólico de Osório, a 95 km de Porto Alegre. Dilma apareceu diante dos aerogeradores enaltecendo o potencial desta fonte geradora de energia, ligando sua imagem ao investimento nas fontes de energia renovável, em esforço para rebater as críticas de ambientalistas quanto a construção da hidrelétrica de Belo Monte, na Amazônia.

Enquanto secretária de Minas e Energia do governo gaúcho, Dilma coordenou estudos do potencial de geração de energia eólica no litoral do Rio Grande do Sul. Já como ministra-chefe da Casa Civil de Lula, em 2007, a atual presidenta foi à inauguração do parque de Osório, que teve apoio federal para ser materializada. As 75 turbinas, instaladas em Osório, são capazes de produzir 150 MW por ano, energia suficiente para abastecer uma cidade de 750 mil pessoas. O empreendimento custou cerca de R$ 670 milhões, muito menos do que custaria uma usina nuclear com a mesma capacidade na geração de energia.

Sabendo que o Sistema Nacional de Energia Elétrica é interligado, em rede, penso que no mínimo a construção de Angra 3 deveria ser repensada, mesmo abandonada. Creio que o certo seria o governo desligar Angra 1 e 2, para que se hoje dependemos pouco da eletricidade gerada por aquela Planta Nuclear, logo não tenhamos nenhuma dependência de energia elétrica gerada desta forma tão perigosa. O problema não está só na instabilidade dos reatores em caso de falha humana ou catástrofe natural, os resíduos radiotivos gerados no processo também são um grande problema, trazem grande preocupação.

Se temos fomras limpas para gerar eletricidade, como através dos aerogeradores, turbinas que aproveitam correntes marinhas, energia solar, biodigestores... por quê correr o risco com a energia nuclear? Será que a relação custo/risco/benefício está realmente sendo observada? Hoje são bueiros explodindo, não corremos o risco de que amanhã sejam usinas nucleares ultrapassadas? Devemos aproveitar os acontecimentos recentes, para saber interpretar, no livro da natureza, a resposta, ela já foi dada.