Translate

Mostrando postagens com marcador intelectualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador intelectualidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de fevereiro de 2021

2 conselhos de Bertrand Russel, um intelectual e um moral

Bertrand Russel, em entrevista à BBC, de 1959

Em 1959 a BBC entrevistou o matemático e filósofo britânico Bertrand Russel (1872-1970), Prêmio Nobel de Literatura 1950. E perguntou-lhe:

“Suponha que este filme seja visto por nossos descendentes, como os pergaminhos do Mar morto, daqui a 1000 anos. O que o senhor acha importante falar para essa geração sobre a sua vida e as lições que aprendeu?”


Conselho Intelectual

“Quando você está estudando um assunto ou considerando alguma filosofia, pergunte a si mesmo, quais são os fatos?  Qual é a verdade que os fatos revelam?

Nunca se deixe divergir pelo que você gostaria de acreditar ou pelo que você acha que traria benefícios às crenças sociais se fosse acreditado... Olhe somente para os fatos.”


Conselho Moral

“O amor é sábio, o ódio é tolo. Nesse mundo que está ficando cada vez mais interconectado, nós temos que aprender a tolerar uns aos outros, temos que aprender a aceitar o fato de que algumas pessoas dizem coisas que não gostamos.

Nós só podemos viver juntos dessa forma, se vivemos juntos e não morreremos juntos, nós precisamos aprender a bondade da caridade e da tolerância, o que é absolutamente vital para a continuação da vida em nosso planeta.




quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Psicanálise como fofoca: o rompimento entre Freud e Jung




Freud e Jung no banho turco, 1907
Psicanálise, grosso modo, consiste em fofoca estilizada. A cura (ou adaptação) pela fala que se revela na catarse sublimadora das minudências inconfessáveis do analisado, que fofoca de si pra si aquilo que cora de vergonha de contar pra alguém. 

O grande inventor do método foi o fofoqueiro Freud, que revelou pra humanidade as elucubrações inconfessáveis do subconsciente, que todo mundo varria pra debaixo do tapete. 

E seu primeiro grande seguidor foi Carl Gustav Jung, que logo em seguida bateu o pezinho e se rebelou contra o mestre. Como duas comadres fofoqueiras estilosas, ambos romperam para nunca mais.


A razão da ruptura foi a insistência de Jung em buscar algum sentido de transcendência maior para a psique humana. Cientista radical, Freud negava qualquer hipótese de cheiro de metafísica em seus trabalhos. 

Já Jung sismava com a mania de Freud de reduzir toda a psicopatologia da vida cotidiana a apelos inconscientes sexuais. O confronto de ambos deu-se sobretudo na disputa simbólica do inconsciente. 

Enquanto Freud destrinchava a tragédia grega e outras mitologias procurando as razões da perversão, da histeria, do desejo reprimido do filho pela mãe e de outras pulsões ocultas, Jung negava a abrangência absoluta das pulsões sexuais e ampliava o leque antropológico das referências mitológicas e antropológicas no subconsciente, proclamando o tal inconsciente coletivo que se alimentaria até mesmo do que desconheceria culturalmente. 

Na verdade, talvez inconscientemente, um compensava sua inabilidade no outro. Freud, com seu cientificismo rigoroso, talvez invejasse a fome de transcendência de Jung, que, por sua vez, "freudianamente" cortou o cordão umbilical com seu tutor paterno afetivo. Freud por fim fez biquinho pra o que ele chamou de "xamanismo" de Jung e o desapossou do cargo simbólico de herdeiro. As virtuosas comadres da fofoca estilizada nunca mais confabulariam até o túmulo.

Fofocas virtuais à parte, a única vez que procurei uma analista, busquei uma que fosse Junguiana, justamente pelo lado menos cientificista e mais transcendental (miraculoso?) de Jung. 

Queria, na verdade, um guru com pendores intelectuais que me oferecesse uma mágica. Precisava de um milagre, não exatamente me adaptar aos meus problemas (pressuposto da psicanálise). 

A senhora em questão polidamente sugeriu a hipótese de jogar as cartas para mim: Tarô - um método arquetípico de análise Junguiana. Dei meia volta e abandonei minha primeira e última sessão de análise. 

Gosto de acreditar em milagres, mas não a este ponto. Prefiro me enganar de maneiras mais sutis. Decepcionei Freud e Jung ao mesmo tempo, duvidando de um e me desapontando com o outro.
Adrilles Jorge

Fonte: http://www.issocompensa.com/2012/06/psicanalise-como-fofoca-o-rompimento.html

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

21 frases de Marco Túlio Cícero



Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. — Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano.

Cícero é normalmente visto como sendo uma das mentes mais versáteis da Roma antiga. Foi ele quem apresentou aos Romanos as escolas da filosofia grega e criou um vocabulário filosófico em Latim, distinguindo-se como um linguista, tradutor, e filósofo. Um orador impressionante e um advogado de sucesso, Cícero provavelmente pensava que a sua carreira política era a sua maior façanha. 

Hoje em dia, ele é apreciado principalmente pelo seu humanismo e trabalhos filosóficos e políticos. A sua correspondência, muita da qual é dirigida ao seu amigo Ático, é especialmente influente, introduzindo a arte de cartas refinadas à cultura Europeia. 

Cornelius Nepos, o biógrafo de Ático do século I a.C., comentou que as cartas de Cícero continham tal riqueza de detalhes "sobre as inclinações de homens importantes, as falhas dos generais, e as revoluções no governo" que os seus leitores tinham pouca necessidade de uma história do período. (wikipedia)


21 frases de Marco Túlio Cícero

“Nem chega a ser útil saber o que acontecerá: é muito triste angustiar-se por aquilo que não se pode remediar.” 

“Reconhece-se o amigo certo numa situação incerta.”

“Não há nada mais gratificante do que o afeto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções.” 

“No meio das armas, calam-se as leis.” 

“Prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar.” 

“Para quem aspira ao primeiro lugar, não é indecoroso parar no segundo ou no terceiro.” 

“Os bens mal adquiridos esvaem-se de mau modo.” 

“Amar é consequência de uma atração espiritual acima de qualquer mera paixão humana.”

“Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.” 

“O hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e de muitos perigos.”

“Não basta adquirir sabedoria; é preciso, além disso, saber utilizá-la.” 

“Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.”

“Está em nossas mãos apagar inteiramente da nossa memória os infortúnios e as recordações desagradáveis.” 

“O amor é o desejo de alcançar a amizade de uma pessoa que nos atrai pela beleza.” 

“A dedicação contínua a um objetivo único consegue frequentemente superar o engenho.” 

“A ignorância é a maior enfermidade do género humano.” 

“Um bom amigo é mais digno do que cem familiares.” 

“Não há nada de tão absurdo que não saia da boca de algum filósofo.” 

“Assim como gosto do jovem que tem dentro de si algo do velho, gosto do velho que tem dentro de si algo do jovem: quem segue essa norma poderá ser velho no corpo, mas na alma não o será jamais.” 

“Fica sabendo que és um deus, se é deus aquele que possui força, sentimento e memória que prevê e que domina, modera e faz mover este corpo ao qual está ligado.” 

“O prazer dos banquetes não está na abundância dos pratos e, sim, na reunião dos amigos e na conversação.” 

Marcus Tullius Cicero