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sábado, 23 de abril de 2022

O que define a esquerda e qual a filosofia do PT?


O que defende o Partido de esquerda?

No espectro político, a esquerda se caracteriza pela defesa de uma maior igualdade social. Normalmente, envolve uma preocupação com os cidadãos que são considerados em desvantagem em relação aos outros, tendo em vista de que há desigualdades injustificadas que devem ser reduzidas ou abolidas.

O que é ser de esquerda, afinal? Segundo Pepe Musica, ex-presidente e senador uruguaio: "Ser de esquerda é uma posição filosófica perante à vida, onde a solidariedade prevalece sobre o egoísmo."


E o PT? Qual a filosofia do PT?

Desde a sua fundação, em 10 de fevereiro de 1980, o Partido dos Trabalhadores apresenta-se como um partido de Esquerda que defende o socialismo como forma de organização social. Contudo, diz ter objeções ao socialismo real implementado em alguns países, não o reconhecendo como o verdadeiro socialismo.

O PT, em sua própria definição, sempre se pautou pela liberdade de opinião e pela disciplina partidária. A partir de sua base tradicional na classe operária urbana, o PT organizou-se mais como um aglomerado heterogêneo de núcleos temáticos, de forma antagônica a uma organização de base em células de tipo comunista, que tendiam a privilegiar a posição de classe dos filiados sobre seus interesses espontâneos ou afiliações não classistas (por exemplo, o pertencimento a movimentos homossexuais, ecológicos, de base étnica e/ou identitária). Casos emblemáticos disso foram a ligação do PT, desde muito cedo, com o movimento agrário-ecológico dos seringueiros do Acre pela instalação de reservas extrativistas na Amazônia, então dirigido pelo ativista Chico Mendes e o forte apoio dado por esse partido ao MST.


Clique aqui e leia a "Carta de Princípios do Partido dos Trabalhadores."


Seja feliz você também, clique aqui e filie-se ao PT.


quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Moro promoveu Delegados que ordenaram escuta ilegal

Delegados promovidos pelo ex-ministro bolsonarista Sérgio Moro teriam ordenado grampo ilegal, diz sindicância; Fato ocorreu no período que atuava como juiz em Curitiba

13 de julho de 2019 - Redação do Jornal Grande Bahia - atualizado pelo Pulso

Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro e ex-juiz da 13º Vara Federal de Curitiba. Escuta foi colocada em cela destinada à presos do Caso Lava Jato em Curitiba, no ano de 2014. Policiais acusados faziam parte da cúpula da operação à época dos fatos.


"Três delegados que atuavam na linha de frente do Caso Lava Jato em Curitiba e que, hoje (julho de 2019), compõem a cúpula da Polícia Federal (PF) e do Ministério da Justiça são acusados de terem ordenado grampos ilegais contra prisioneiros da operação, em 2014.

Dois desses delegados foram promovidos e nomeados para funções em Brasília neste ano, na gestão do atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Análise feita por uma sindicância da PF, e revelada na sexta-feira (12/07/2019) pela revista Veja e pelo site do jornal Folha de S.Paulo, aponta que uma escuta instalada em cela de presos da Lava Jato, em 2014, gravou irregularmente 260 horas de conversas.

Os grampeados foram o doleiro Alberto Youssef (que descobriu e denunciou o aparelho de escuta), o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e a doleira Nelma Kodama.

Ainda em 2014, o delegado Maurício Moscardi Grillo abriu uma primeira sindicância, mas esta concluiu que o aparelho estava inoperante. O delegado chega a tal conclusão sem ouvir o agente Dalmey Werlang, que era responsável por instalar esse tipo de escuta, e sem encaminhar o equipamento à perícia.

Segundo o relatório de Grillo, a escuta havia sido instalada legalmente em 2008, para investigar o traficante Fernandinho Beira-Mar.

Mas um novo depoimento de Dalmey, colhido em 2015 pelo delegado Mario Renato Fanton, mudou o rumo do caso.

Dalmey disse que instalou a escuta a pedido de três delegados que comandavam a Lava Jato: Igor Romário de Paula, Rosalvo Ferreira Franco e Márcio Anselmo.

Todos trabalham hoje em Brasília. Anselmo foi alçado a coordenador geral do departamento de repressão à corrupção e lavagem de dinheiro da PF em abril de 2018, quando o ministro da Justiça era Osmar Serraglio, no governo Temer.

Já os outros dois subiram com Bolsonaro no governo e Sérgio Moro na Justiça. Igor Romário virou diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF em 16 de janeiro. Já Rosalvo Ferreira Franco foi trabalhar ainda mais perto de Moro, assumindo o cargo de secretário de Operações Integradas do Ministério da Justiça em 2 de janeiro.


Nova sindicância

Com as revelações de Dalmey, foi aberta uma nova sindicância em 2015. Dessa vez, o equipamento foi enviado para análise de peritos, que apontou a existência das 260 horas de gravação.

Com o resultado desta segunda investigação, o então diretor-geral da PF, Leandro Daiello, abriu processos disciplinares contra Dalmey, pela instalação do grampo, e contra Grillo, por má condução na primeira apuração, mas poupou os outros três, sob argumento de que não havia indícios suficientes contra eles.

Ex-delegado acusado de vazar documentos recorre da demissão 

O advogado Ricardo Escobar, que defende o ex-delegado de Polícia Federal Sílvio de Oliveira Salazar, demitido pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, informa que seu cliente está recorrendo da decisão administrativa.

Em nota enviada ao Blog, Escobar diz que o processo disciplinar que levou à demissão “não obedeceu aos ditames da ampla defesa e do contraditório”.

Conforme este Blog divulgou, Moro demitiu o delegado Salazar, que foi processado sob a acusação de formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional e corrupção passiva.

Em sua decisão, Moro cita, entre outras irregularidades praticadas por Salazar, “publicar, sem ordem expressa da autoridade competente, documentos oficiais, embora não reservados” e “divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição”.

Escobar afirma que “o vazamento precisa ser devidamente comprovado, por meio de correspondente processo administrativo e, ou judicial, em que se demonstre ter o servidor violado o seu dever legal de sigilo”.

Segundo a defesa de Salazar, o ato de demissão “já foi objeto de ação judicial anulatória que, ao final, provará a sua inocência”."

*Com informações do Brasil de Fato e Folha de S.Paulo.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

O que é "Dividir para governar"?

Dividir para conquistar ¹


Charge de Fenan (2012), mostrando políticos de um lado, cordão de policiais da tropa de choque separando-os da população, do outro lado, confusa e dividida com pensamentos difusos e objetivos diferentes uns dos outros. - Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar - ou governar), consiste em ganhar o controle de um lugar através da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem."


"Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar - ou governar), consiste em ganhar o controle de um lugar através da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem.

Esse conceito foi utilizado pelo governante romano César (divide et impera), Filipe II da Macedonia e imperador francês Napoleão (divide ut regnes). Também há o exemplo de Aulo Gabínio, que repartiu a nação judaica em cinco convenções, conforme relatado no livro I de A Guerra dos Judeus (De bello Judaico), do historiador Flávio Josefo.

Em Geografia, 8.7.3, Estrabão relata que a Liga Aqueia foi gradativamente dissolvida sob a posse romana da Macedonia, porque eles não lidavam com todos os estados da mesma maneira.

Na era moderna, Traiano Boccalini, em La bilancia politica, cita 'divide et impera' como um princípio comum na política. O uso desta técnica refere-se ao controle que o soberano possui sobre populações ou facções de diferentes interesses, que juntas poderiam ser capazes de se opor ao seu governo.

Sendo assim, o governante precisa evitar que os diferentes grupos e populações se entendam, pois uma união poderia causar uma oposição forte demais.

Maquiavel cita uma estratégia militar parecida no livro IV de A Arte da Guerra (Dell'arte della guerra), dizendo que um capitão deve se esforçar ao máximo para dividir as forças do inimigo, seja fazendo-o desconfiar dos homens que confiava antes ou dando-lhe motivos para separar suas forças, enfraquecendo-as.

A estratégia de divisão e regra tem sido atribuída aos soberanos que variam de Luís XI para os Habsburgos. Edward Coke denuncia no Capítulo I da Quarta Parte dos Institutos, relatando que quando foi exigido pelos Lordes e Comuns que poderia ser um dos principais motivos para que eles tenham um bom sucesso no Parlamento, foi respondido: 

'Eritis insuperabiles, Si inseparabiles fueritis Explosum est illud diverbium.:. Divide, e impera, cum radix & imperii vértice em obedientium consenso rata sunt

[Você seria insuperável se eram inseparáveis. Este provérbio, Dividir para reinar, foi rejeitado, uma vez que a raiz e o ápice da autoridade são confirmadas pelo consentimento dos sujeitos.]

Por outro lado, em uma variação menor, Sir Francis Bacon escreveu a frase 'separa et impera' em uma carta a James I. Em 15 de fevereiro de 1615 James Madison fez esta recomendação em uma carta a Thomas Jefferson de 24 de outubro de 1787, que sintetiza a tese de O Federalista "Divide et impera, o reprovado axioma da tirania, é sob certas (algumas) qualificações, a única política, pela qual uma república pode ser administrada em princípios justos."

Em paz perpétua: um esboço filosófico por Immanuel Kant (1795), Apêndice um, 'divide et impera' é a terceira das três máximas políticas, sendo as outras 'Fac et excusa' (Agir agora, e pedir desculpas mais tarde) e 'Si fecisti', nega (quando você cometer um crime, negá-lo).

Basicamente, os elementos dessa técnica envolvem:
  • Criar ou estimular divisões entre os indivíduos com o objetivo de evitar alianças que poderiam desafiar o soberano;
  • Auxiliar, promover e dar poder político para aqueles que estão dispostos a cooperar com o soberano;
  • Fomentar a inimizade e desconfiança entre os governantes locais;
  • Incentivar gastos sem sentido que reduzam a capacidade de gastos políticos e militares.

Historicamente, esta estratégia foi utilizada de muitas maneiras diferentes pelos impérios que buscaram expandir seus territórios.

O conceito também é mencionado como uma estratégia de ação do mercado na economia para obter o máximo dos jogadores em um mercado competitivo."


____
Fonte: 1- Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre: "dividir para conquistar" (reprodução)
Imagem: "A Estratégia de Dividir e Conquistar", por Fenan - 2012 (Reprodução/Pinterest)

sábado, 13 de outubro de 2018

O Fascismo nas óticas de Robert O. Paxton e R.J.B. Bosworth

Robert O. Paxton
Robert O. Paxton


Robert Owen Paxton nasceu em 1932, na cidade de Lexington, Virgínia, EUA. Formado pelas universidades de Washington else, Oxford e Harvard, ele é um cientista político e historiador americano especializado em Vichy France, fascismo e Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Paxton também é vencedor do prêmio National Jewish Book Award for Holocaust e foi indicado para o National Book Award, na categoria: História.

Em seu livro "A Anatomia do Fascismo" (Alfred A. Knopf, 2004), ele desenvolve a seguinte definição:

“Fascismo pode ser definido como uma forma de comportamento político marcado pela preocupação obsessiva com o declínio, humilhação ou vitimização da comunidade e por cultos compensatórios de unidade, energia e pureza, em que um partido fortemente baseado em militantes nacionalistas comprometidos, trabalhando em colaboração desconfortável mas eficaz com as elites tradicionais, abandona liberdades democráticas e persegue com violência redentora e sem restrições éticas ou legais objetivos de limpeza interna e expansão externa” (Paxton, op. cit., p. 218)

Professor Richard Bosworth
R.J.B. Bosworth


Richard James Boon Bosworth é professor de História na Universidade da Austrália Ocidental e foi professor visitante nas Universidades de Columbia, Cambridge, Oxford e Trento. Em seu livro "Itália de Mussolini: Vida Sob a Ditadura Fascista, 1915 – 1945(Penguin Press, 2006) ele analisa as definições de Mann e Paxton, com alguma concordâncias e algumas críticas. 

Em relação a Paxton, ele aponta, por exemplo, que o regime fascista italiano, uma vez que tenha chegado ao poder, deixou o sistema legal praticamente intacto, fornecendo em boa medida o processo devido, nunca estabeleceu nada perto de um gulag e acomodou a igreja – coisas que dificilmente indicam que era “sem restrições legais ou éticas”. 

Sobre Mann, ele disputa a noção de que o fascismo italiano “assassinou a democracia” pela observação - correta - de que a Itália pré-fascista não era uma democracia, de qualquer maneira e questiona a importância da “transcendência” ideológica. 

Bosworth evita uma definição sucinta do Fascismo pelas razões que ele sumariza a seguir:

“…pode-se argumentar que a busca da definição do fascismo tornou-se absurdamente difícil. Por que optar por uma longa lista de fatores ou parágrafos de ornamentos rococó quando Mussolini, em várias ocasiões, informou pessoas que considerava convertidas à sua causa que o Fascismo  foi uma questão simples? 
Tudo o que foi necessário foi um partido único, dopolavoro [“depois do trabalho”, uma organização recreativa], e não é preciso dizer, um Duce (com um Bocchini para reprimir a dissidência) e uma vontade de excluir o inimigo (definido de alguma forma). 
Para ser ainda mais sucinto, como Mussolini disse a Franco em outubro de 1936, o que o espanhol precisava ter como objetivo era um regime que fosse simultaneamente ‘autoritário’, ‘social’ e ‘popular’. Essa amálgama, o Duce Aconselhado, foi a base do fascismo universal.” (Bosworth, op. cit., p. 564.)


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O fascismo na ótica Michael Mann



Michael Mann é um sociólogo histórico e professor de Sociologia na Universidade da Califórnia (UCLA). 

Ele obteve o seu B.A. em História Moderna na Universidade de Oxford em 1963 e o grau de Doutor (D. Phil) em sociologia na mesma instituição em 1971. Mann também é professor visitante na Universidade de Cambridge.

Mann é professor de Sociologia na UCLA desde 1987, foi leitor de Sociologia na London School of Economics e Political Science de 1977 a 1987. Mann também foi membro do Conselho de Diretores da revista Social Evolution & History.

Em seu livro "Fascistas" (Cambridge University Press, 2004), ele fornece a seguinte definição:

“Fascismo é a busca de um estatismo nacionalista transcendente e limpo através do paramilitarismo” (Mann, op. cit., p. 13)

Definição dos termos:

  • Transcendência: crença de que o Estado pode transcender os conflitos sociais e unir todas as classes em um todo harmonioso. Crença no poder da ideologia política de transcender a natureza humana e produzir um mundo melhor.
  • Limpeza (étnica): favorecimento um ou mais grupos étnicos ou raciais acima dos outros, tanto garantindo privilégios especiais quanto impondo dificuldades; deportação de minorias étnicas ou pior.
  • Limpeza (política): silenciamento da oposição política para que os objetivos transcendentes do fascismo possam ser realizados. Restrição à liberdade de expressão, colocando os partidos de oposição na ilegalidade, aprisionando oponentes políticos (ou pior) e doutrinando os jovens nos princípios fascistas.
  • Estatismo: promoção de um alto grau de intervenção estatal nos assuntos pessoais, sociais ou econômicos. Crença de que o Estado pode realizar tudo.
  • Nacionalismo: crença na unidade inerente de uma população com características linguísticas, físicas ou culturais distintas e sua identificação com um Estado-Nação. Crença de que a nação possui atributos especiais que fazem-na superior às outras nações em várias ou todas as formas.
  • Paramilitarismo: o nível mais básico da organização, esquadrões populistas que visam coagir oponentes e obter aprovação popular agindo como uma força policial complementar.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

33 frases de efeito sobre política



Política, - do Grego: πολιτικός / politikos - significa "de, para, ou relacionado a grupos que integram a Pólis") denomina-se a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; a aplicação desta ciência aos assuntos internos da nação (política interna) ou aos assuntos externos (política externa).

Nos regimes democráticos, a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância.

Nesses tempos em que tanto se discute política. Tempos em que há uma forte polarização entre parte da sociedade que se coloca à esquerda e outra à direita. Operação Lava-Jato, julgamentos importantes no STF, o judiciário nos holofotes, é importante termos equilíbrio, postar comentários políticos de maneira inteligente e construtiva. Frases de efeito, de autores célebres, sempre ajudam nessas horas, seja para inspirar ou simplesmente fazer uma citação!

33 frases de efeito sobre política:

"Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos." 
-Nelson Rodrigues

"Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo." 
-Eça de Queirós

"Política é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou." 
-Magalhães Pinto

"O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta." 
-Maquiavel

"Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreso ao ver que os outros acreditam nele." 
-Charles de Gaulle

"Errar é humano. Culpar outra pessoa é política." 
-Hubert H. Humphrey

"O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado." 
-Albert Einstein

"A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes." 
-Winston Churchill

"A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano." 
-Voltaire

"O Demônio não soube o que fez quando criou o homem político; enganou-se, por isso, a si próprio." 
-William Shakespeare

"Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira." 
-Ronald Reagan

"A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue." 
-Mao Tse-Tung

"A política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros." 
-Henry de Montherlant

"Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política." 
-Ernest Renan

"Os homens hão-de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno." 
-Henry David Thoreau

"Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação." 
-Henry Kissinger

"O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação." 
-Oscar Wilde

"Brasília…Uma prisão ao ar livre." 
-Clarice Lispector

"Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar." 
-General João Batista Figueiredo

"Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um." 
-Fernando Sabino

"PARTIDO. Agrupamento para defesa abstrata de princípios e elevação positiva de alguns cidadãos." 
-Carlos Drummond de Andrade

"Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte." 
-Max Weber

"A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento." 
-Stanislaw Ponte Preta
     
"A diferença entre a galinha e o político é que o político cacareja e não bota o ovo." 
-Millôr Fernandes

"Não sou político; sou principalmente um individualista. Creio na liberdade; nisso se resume a minha política..." 
-Charles Chaplin

"Os acontecimentos políticos humilham e desabonam mais a sabedoria humana que quaisquer outros eventos deste mundo. "
-Marquês de Maricá

"A maior parte dos homens, em política como em tudo, atribui os resultados das suas imprudências à firmeza dos seus princípios." 
-Benjamin Constant

"Política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade." 
-Stanislaw Ponte Preta

"Nas revoluções políticas os povos ordinariamente mudam de senhores sem mudarem de condição." 
-Marquês de Maricá

"A ignorância, a cobiça e a má fé também elegem seus representantes políticos." 
-Carlos Drummond de Andrade

"O homem é um animal político." 
-Aristóteles 

"Os politicos são a mentira, legitimada pela vontade do povo!" 
-José Saramago

"Os artistas usam a mentira para revelar a verdade, enquanto os políticos usam a mentira para esconde-la." 
-Guy Fawkes (V de Vingança)


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

21 frases de Marco Túlio Cícero



Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. — Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano.

Cícero é normalmente visto como sendo uma das mentes mais versáteis da Roma antiga. Foi ele quem apresentou aos Romanos as escolas da filosofia grega e criou um vocabulário filosófico em Latim, distinguindo-se como um linguista, tradutor, e filósofo. Um orador impressionante e um advogado de sucesso, Cícero provavelmente pensava que a sua carreira política era a sua maior façanha. 

Hoje em dia, ele é apreciado principalmente pelo seu humanismo e trabalhos filosóficos e políticos. A sua correspondência, muita da qual é dirigida ao seu amigo Ático, é especialmente influente, introduzindo a arte de cartas refinadas à cultura Europeia. 

Cornelius Nepos, o biógrafo de Ático do século I a.C., comentou que as cartas de Cícero continham tal riqueza de detalhes "sobre as inclinações de homens importantes, as falhas dos generais, e as revoluções no governo" que os seus leitores tinham pouca necessidade de uma história do período. (wikipedia)


21 frases de Marco Túlio Cícero

“Nem chega a ser útil saber o que acontecerá: é muito triste angustiar-se por aquilo que não se pode remediar.” 

“Reconhece-se o amigo certo numa situação incerta.”

“Não há nada mais gratificante do que o afeto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções.” 

“No meio das armas, calam-se as leis.” 

“Prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar.” 

“Para quem aspira ao primeiro lugar, não é indecoroso parar no segundo ou no terceiro.” 

“Os bens mal adquiridos esvaem-se de mau modo.” 

“Amar é consequência de uma atração espiritual acima de qualquer mera paixão humana.”

“Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.” 

“O hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e de muitos perigos.”

“Não basta adquirir sabedoria; é preciso, além disso, saber utilizá-la.” 

“Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.”

“Está em nossas mãos apagar inteiramente da nossa memória os infortúnios e as recordações desagradáveis.” 

“O amor é o desejo de alcançar a amizade de uma pessoa que nos atrai pela beleza.” 

“A dedicação contínua a um objetivo único consegue frequentemente superar o engenho.” 

“A ignorância é a maior enfermidade do género humano.” 

“Um bom amigo é mais digno do que cem familiares.” 

“Não há nada de tão absurdo que não saia da boca de algum filósofo.” 

“Assim como gosto do jovem que tem dentro de si algo do velho, gosto do velho que tem dentro de si algo do jovem: quem segue essa norma poderá ser velho no corpo, mas na alma não o será jamais.” 

“Fica sabendo que és um deus, se é deus aquele que possui força, sentimento e memória que prevê e que domina, modera e faz mover este corpo ao qual está ligado.” 

“O prazer dos banquetes não está na abundância dos pratos e, sim, na reunião dos amigos e na conversação.” 

Marcus Tullius Cicero

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Mikhail Bakunin é procurado pela polícia do Rio de Janeiro



Morto em 1876, filósofo russo é citado como suspeito em inquérito no Rio de Janeiro - Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Mikhail Bakunin, considerado um dos fundadores do anarquismo, foi classificado como um “potencial suspeito” pela polícia carioca, que investiga manifestantes e ativistas

Da Revista Forum

Reportagem publicada nesta segunda-feira (28) no jornal Folha de S. Paulo traz uma revelação no mínimo curiosa: o inquérito de mais de 2 mil páginas, produzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que responsabiliza 23 pessoas pela organização de ações violentas em manifestações de rua, aponta o filósofo Mikhail Bakunin como um dos suspeitos. Morto em 1876, o russo é considerado um dos pais do anarquismo.

De acordo com a matéria, Bakunin foi citado por um manifestante em uma mensagem interceptada pela polícia. A partir daí, passou a ser classificado como um “potencial suspeito”. A professora Camila Jourdan, de 34 anos, uma das investigadas, menciona esse episódio para demonstrar a fragilidade do inquérito. “Do pouco que li, posso dizer que esse processo é uma obra de literatura fantástica de má qualidade”, descreve.

Essa não é a primeira vez que intelectuais já falecidos figuram em autos das autoridades brasileiras. Durante a ditadura militar, Karl Marx era um dos fichados no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), um dos principais órgãos de repressão aos movimentos políticos e sociais identificados como “subversivos”.

Jourdan ficou 13 dias presa no complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio. Conhecida pela excelência acadêmica na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), onde coordena o programa de pós-graduação em filosofia, ela diz sido alvo de uma invenção dos investigadores. “Existe uma necessidade de se fabricar líderes para essas manifestações. E quem se encaixa muito bem no papel de mentora intelectual? A professora universitária. Caiu como uma luva, entendeu?”, afirma.

Para contestar o “papel de liderança” que lhe foi atribuído pela polícia, a professora se vale das teorias do filósofo francês Michael Foucault. “Foucault diz que os intelectuais descobriram que as massas não precisam deles como interlocutores. Não tenho autoridade para falar sobre a opressão de ninguém. O movimento não precisa de mim para este papel”, declara.

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sábado, 19 de julho de 2014

Cronica :: João Ubaldo Ribeiro :: "Antessala do Inferno"

Não está na moda acreditar no inferno, mas encaro isso com suspeita, pois não dizem que a maior vitória de Satanás é não acreditarem nele? Aliás, atrevendo-me a adivinhar a estratégia do Inimigo, imagino que deve ser assim mesmo, pois ao desdenhar da sua dele existência e das penas avernais, seus prepostos e futuras almas sob seu domínio vão fazendo o trabalho dele sem lhe dar cuidados.

A expressão "estar como o Diabo gosta" deixa de ser brincalhona e passa a aplicar-se seriamente ao Brasil. Correndo o risco de soar cínico, chego a sugerir que a crença na existência do inferno seja fomentada pelos óbvios descrentes que nos governam. (Ou então crêem, mas acham que Deus olha para o outro lado e não os vê nas muitas horas em que estão perpetrando todo tipo de bandidagem; e, claro, confiam em que a misericórdia divina é infinita, esquecendo que é infinita, mas não otária.)

Funcionaria, se é que não já funciona, como excelente ópio do povo. Acreditar no inferno pode ser, para muitos brasileiros, a única maneira de manter uma relativa sanidade mental. Já se viu que, neste vale de lágrimas, os salteadores que se instalaram em todos os poderes, em todos os níveis, em todos os graus desta federação de meia-tigela, nunca vão pagar por nada. Por conseguinte, resta ao cidadão ultrajado, roubado, menosprezado e vilipendiado botar fé em que Satanás, mais dia menos dia, cuidará do assunto à sua maneira. Não foi à toa que, como é mostrado no livro de Jó, Deus criou Satanás e tem uma certa curiosidade paternal sobre ele e suas realizações, vamos dizer que o acha um mal necessário.

Talvez até não seja tão ridículo assim imaginar um inferno como nas ilustrações de Gustave Doré para A Divina Comédia, ou mesmo pior, com lagartões comendo o sujeito vivo, poças de excremento onde se é obrigado a chafurdar ("saíste do metafórico para o literal", poderá brincar um diabão letrado, ao aplicar esse tratamento no próximo senador que for dar com os costados lá), tentar dormir em catres permanentemente úmidos, frios, cheios de pulgas, aranhas, baratas e ratazanas, com o sono frequentado por pesadelos medonhos. Por que não? Todo homem constrói seu próprio inferno e, se é assim que pensa no inferno um desses meliantes, assim seu inferno será. Peço desculpas pela teologia de botequim, mas creio estar dando minha contribuição para a estabilidade social do País. Existe inferno, tem que existir.

Inicialmente, pensei em tomar emprestada a expressão aplicada por um senador ao Congresso Nacional (ou somente ao Senado, não tenho certeza, mas me responsabilizo pela extensão): casa de tolerância. Mas depois pensei na grande injustiça contra as prostitutas assim cometida pelo senador e não quis repeti-la aqui. Não estou fazendo graça, não, é uma injustiça mesmo.

Quantas prostitutas (só estou tratando das profissionais, as idôneas) se locupletaram do dinheiro público? Quantas prostitutas afanaram verbas destinadas a obras de saneamento, merendas escolares e todo tipo de programa, até mesmo os destinados a matar a fome dos mais miseráveis? Ou seja, quantas prostitutas encheram o pandulho à custa da fome de uma criança? Quantas prostitutas mantêm escravos a seu serviço?

Quantas prostitutas mentem como rotina, se valem de truques jurídicos para tirar o toba da seringa e enriquecem por fraude, concussão, advocacia administrativa e todo tipo de tramoia concebível? Quantas prostitutas têm entrada na polícia ou respondem a processos criminais, descontando-se que não têm imunidade nem foro especial e são tratadas com santimonial hipocrisia até pelos fregueses?

Quantas prostitutas contribuem todos os dias para a descrença geral, o cinismo, a desmoralização das instituições democráticas, o "cada um cuide de si", "farinha pouca, meu pirão primeiro", "se eu não meter a mão, neguinho vem e mete", "vassífu o avião, que eu não sou piloto" e mais lemas que hoje orientam nosso comportamento? Será exagero aqui do poeta oferecer a hipótese de que o Brasil tem muitíssimo melhor exemplo em suas putas que em seus parlamentares?

Os congressistas talvez se enganem um pouco com a imagem do Congresso e de seus membros. Enganam-se para melhor, pois pouco falta para, na usança popular, político, deputado, senador, vereador etc. virarem sinônimos perfeitos de ladrão esperto e impune. Pelo interior do Brasil, já há muita gente apelidada pejorativamente de Político ou deputado e sei de pelo menos um proprietário de jegues, Luís Olegarino, lá de Itaparica, que se recusa a chamar seus animais de qualquer nome que, mesmo remotamente, lembre políticos. "O bichinho nasce e eu vou logo difamando?", diz Luís.

Ninguém os respeita. Pela frente, sim, a maior parte com medo de desagradar a autoridade. Fomos, quase todos nós, criados para ter uma postura subserviente diante da autoridade e agir como se o ocupante de cargo público não existisse para servir ao cidadão. Outra parte por puxassaquismo. E ainda outra parte por admiração, pois considera a política, conforme o exemplo vindo de cima, o caminho mais seguro para o sujeito "se fazer". Tanto assim que se contam nos dedos os políticos que não encerram a carreira com o patrimônio opulentamente engordado, tudo dentro desta "legalidade" indecente, que não se faz nada para mudar.

A coisa pública é conduzida como feudo, aceita-se tudo e não se responde por nada, dentro de um sistema podre, imoral e delinquente, sem valores que não os da pilhagem, sem ética que não a do silêncio conivente, sem ideal que não a prosperidade pessoal. O País é governado por decretos-lei com o nome artístico de medidas provisórias. O Congresso, para o povo, não é nada, não serve para nada além de roubar e dar despesa. E ainda falam em imagem. Nem se olhem no espelho, que o espelho ou quebra ou cospe em vocês. E, sim, o inferno existe, pensem nisso.

NOTA: Crônica publicada originalmente no Jornal "O GLOBO",edição de 8 de março de 2009, Rio de Janeiro

João Ubaldo morreu na madrugada de 18/07/14, em casa, no Leblon, Rio de Janeiro, aos 73 anos.

João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro (Itaparica, 23 de janeiro de 1941 — Rio de Janeiro, 18 de julho de 2014) foi um escritor, jornalista, roteirista1 e professor brasileiro, formado em direito e membro da Academia Brasileira de Letras. Foi ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa. 

Ubaldo Ribeiro teve algumas obras adaptadas para a televisão e para o cinema, além de ter sido distinguido em outros países, como a Alemanha. É autor de romances como Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto, A Casa dos Budas Ditosos, que causou polêmica e ficou proibido em alguns estabelecimentos, e Viva o Povo Brasileiro, tendo sido, esse último, destacado como samba-enredo pela escola de samba Império da Tijuca, no Carnaval de 1987.5 Era pai do ator e apresentador Bento Ribeiro. (fonte: wikipédia)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Descriminalização e legalização da maconha corre o mundo



Legalização da maconha ganha impulso no mundo
AP  - 17/02/2014

MONTEVIDÉU - Em uma antiga mansão colonial na Jamaica, políticos analisam leis com menos restrições sobre o uso da maconha na terra de Bob Marley. No Marrocos, um dos maiores produtores de haxixe do mundo, dois importantes partidos políticos pensam em legalizar o cultivo da planta, pelo menos para fins médico e industrial.
Na Argentina, o chefe da agência que combate o tráfico de drogas, um padre católico que serviu muito tempo em bairros pobres, onde as drogas causam grandes estragos, pediu um debate público sobre a regulamentação da maconha.

Das Américas à Europa, ao Norte da África e além, a legalização da maconha vem sendo discutida. Principalmente depois que o Uruguai fez História como o primeiro país a legalizar a cannabis, em dezembro, seguido pelos estados de Colorado e Washington, nos Estados Unidos.

Cansados da violência associada ao tráfico de drogas e da ineficácia de práticas repressivas, os políticos estão animados com o incentivo, em sua maioria nos Estados Unidos, apesar da oposição dos conservadores. Alguns estão dispostos a testar políticas baseadas na saúde pública e não insistir na proibição, e há aqueles que vislumbram um setor potencialmente lucrativo na regulação da Cannabis.

- Vários países estão dizendo “isso nos desperta curiosidade, mas não acredito que podemos seguir esse caminho” - disse Sam Kamin, professor de Direito da Universidade de Denver, que ajudou a elaborar os regulamentos sobre a maconha no Colorado. - Aos Estados Unidos vai custar dizer “não podem legalizar, não podem descriminalizar”, porque isso está acontecendo aqui.

Os Estados Unidos, que muitas vezes condicionam a assistência a outros países para o progresso na luta contra o narcotráfico, estão sendo mais abertos a outras alternativas para essa luta.

O próprio presidente dos EUA, Barack Obama, disse recentemente à revista “The New Yorker“ que considera a maconha menos perigosa do que o álcool, e que é importante que sigam adiante com os experimentos com a legalização dos estados de Washington e Colorado, especialmente porque os negros são presos em maior proporção do que os brancos, mesmo que o nível de consumo seja semelhante.

Seu governo criticou as taxas de prisão por delitos relacionados com as drogas nos Estados Unidos e obrigou bancos a aceitarem o dinheiro de lojas quem vendem a maconha.

Estas medidas refletem o quanto mudou a posição do governo dos EUA nos últimos anos. Em 2009, o Departamento de Justiça disse que não iria perseguir as pessoas que usavam a maconha para fins medicinais. Em agosto, a agência disse que não iria mais interferir nas leis do Colorado e de Washington que regulam o cultivo e a venda de maconha para uso recreativo, mediante ao pagamento de impostos.

Funcionários do governo e ativistas de todo o mundo estão de olho e não deixam passar despercebido o silêncio do governo dos EUA diante as mudanças nesses dois estados e no Uruguai.

Existe “um sentimento de que os EUA não estão mais tão obcecados com a guerra contra as drogas como no passado” e que outras nações têm espaço de manobra para explorar outras alternativas, segundo Ethan Nadelmann, diretor da organização sem fins lucrativos "Drug Policy Alliance", com sede em Nova York.


O medo de retaliação dos EUA frustrou as reformas na Jamaica, incluindo uma campanha em 2001 para aprovar o consumo privado de maconha por adultos. Mas "as coisas mudaram", expressou Delano Seiveright, diretor da "Ganja Law Redorm Coalition-Jamaica".

No ano passado, um comitê legislativo jamaicano se reuniu com organizações a favor do consumo de maconha, em um hotel em Kingston, e discutiram os próximos passos, incluindo uma iniciativa de curto prazo para descriminalizar o porte de drogas.

Políticos influentes estão cada vez mais receptivos à ideia de limitar as restrições sobre o consumo da maconha. O ministro da Saúde disse que estava "totalmente a favor" de seu uso para fins medicinais.

Incentivados pelos experimentos do Uruguai, Washington e Colorado, legisladores de Marrocos aumentam a pressão para permitir o uso da maconha para fins médicos e industriais. Eles dizem que isso iria ajudar os pequenos agricultores, que vivem de seu cultivo, mas são obrigados a vender a planta para traficantes de drogas, sempre expostos às campanhas de erradicação.

Em outubro, legisladores do Uruguai, México e Canadá se reuniram no Colorado para ver de perto como o estado está tratando o tema. Eles visitaram um dispensário de maconha para fins medicinais e cheiraram plantas de maconha com códigos de barras, enquanto o proprietário do local acompanhava a visita.

- No México, existem espaços como este, mas patrocinados por homens armados - disse o legislador mexicano René Fujiwara Montelongo.

Não há pressão generalizada para que se legalize a maconha no México, onde dezenas de milhares de pessoas morreram em decorrência da violência do narcotráfico. Mas na Cidade do México, que é mais liberal, a ideia é suavizar ainda mais as leis, aumentando a quantidade de maconha que uma pessoa pode ter em sua posse para uso pessoal, permitindo que seja possível cultivar até três plantas e que os consumidores possam frequentar clubes para fumantes.

Os opositores, porém, temem que a legalização aumente o uso de drogas entre os jovens.

Vinte estados dos EUA permitem a maconha para fins medicinais e vários discutem a possibilidade de permitir o uso recreativo.

Alguns países europeus, como Espanha, Bélgica e República Tcheca liberaram as leis sobre a maconha, mas a Holanda, famosa por seus cafés onde é possível usar a droga, recuou e começou a fechar esses estabelecimentos que funcionam perto de escolas e proibir a venda da droga a turistas.

No entanto, existe uma campanha para legalizar o cultivo de Cannabis. Lá, é legal vender maconha, mas como não é legal cultivá-la, esses locais precisam recorrer ao mercado negro.

Na América Latina e no Caribe, onde alguns países descriminalizaram a posse de pequenas quantidades de drogas, da maconha à cocaína, há uma grande oposição à legalização.

Presidentes em exercício e ex-presidentes da Colômbia, México, Guatemala e Brasil pedem uma revisão ou até mesmo o fim da guerra contra o narcotráfico. O padre católico Juan Carlos Molina, que lidera a luta contra o tráfico de drogas na Argentina, diz que está seguindo a ordem da presidente Cristina Kirchner de mudar o foco e se concentrar no tratamento e não na repressão. Argentina também disse que está pronta para discutir abertamente sobre a possibilidade de legalização da maconha.

- Acredito que a Argentina mereça uma boa discussão sobre este tema. Nós somos capazes de fazê-lo. É uma questão fundamental para o país - disse Molina em entrevista à Rádio del Plata.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/legalizacao-da-maconha-ganha-impulso-no-mundo-11619154#ixzz2xUzxjQg9


quarta-feira, 5 de março de 2014

Maconha do Urugai alimentará laboratórios multinacionais

Laboratórios estrangeiros interessados na maconha uruguaia

Empresários canadenses entraram em contato com políticos do país



Laboratórios estrangeiros consultaram o governo uruguaio sobre a futura produção de maconha no país, após a regulamentação em dezembro do mercado da droga, interessados na compra da planta para fins medicinais, informou a imprensa local.

Empresários canadenses entraram em contato com políticos uruguaios e organizações sociais para apresentar seus projetos de compra de cannabis, enquanto a JND (Junta Nacional das Drogas) mantém contato com laboratórios de Israel e do Chile, segundo informações do jornal El Observador.

"É verdade que nos consultaram para se instalarem no Uruguai, o que implica um grande desafio", declarou o secretário da presidência, Diego Cánepa, ao jornal, confirmando o interesse internacional.

"Apesar de este não ser o objetivo da lei, o Uruguai pode vir a ser um polo de biotecnologia. É uma área de inúmeras competências, mas que não tem sido desenvolvida", acrescentou.

 O Uruguai se tornou em dezembro o primeiro país a aprovar o controle do mercado da maconha e seus derivados, um inédito projeto promovido pelo presidente José Mujica.

Segundo a lei, os maiores de 18 anos podem cultivar a droga, consumi-la em clubes e comprá-la em farmácias, em todos os casos com limite e registro prévio do Estado.

Embora a lei já tenha entrado em vigor, o Poder Executivo trabalha em sua regulamentação para traçar todos os mecanismos necessários para a aplicação da lei.

Cánepa destacou que "até há um tempo pensava-se que a maconha medicinal só era utilizada como analgésico, mas agora há estudos sobre alguns de seus derivados que podem ser medicamentos", o que incentiva o aumento das pesquisas sobre as propriedades medicinais da planta.

A Junta Nacional das Drogas estima que em setembro a primeira leva de produção entrará no mercado.





sexta-feira, 14 de junho de 2013

Tem muito mais por traz da revolta das passagens!




"Perguntem aos jovens que estão terminando seus cursos ou que terminaram suas faculdades. Eles dirão que - “ estão revoltados com tudo que tem que aceitar, “ - principalmente com o que é imposto pelo estado e pela sociedade mercadológica.

O jovem de hoje quer uma sociedade mais solidaria.

E eles sabem que não podem fazer nada para arrumar o que gostariam de modificar. "Tirar uma beiradinha" - em revolta contra o aumento de R$.0,20, dos transportes, - passa ser um ponto de satisfação ou de marcação de posição. 

Vejam (!?) quem são os jovens que estão sendo presos, em São Paulo , eles não são de partido politico, eles não são jovens abandonados pelos pais, são jovens abandonados pelo sistema. São jovens descrentes no sistema.

Estão revoltados, com os políticos, com os governantes, com sistema bancário, com o sistema educacional, com o sistema de saúde, com o custo do transporte, com a segurança e muito mais com a policia e seus policiais.

Falam em sobra de emprego, quase pleno emprego, mas não falam que esta sobra é do sub-emprego. 

De cada 5 jovens que se formam em cursos superior quatro ficam desempregados – para o mercado que estudaram – sendo que são obrigados a se submeterem a empregos de pequena remuneração, distante do que sonharam e para o que estudaram.

Em parte é o mesmo fenómeno que já experimentou os EUA , quando sobravam vagas para o sub-emprego , “deixaram entrar”, os jovens dos países subdesenvolvidos.

O que está acontecendo é o começo de um movimento revolucionário para mudar tudo e não é só aqui no Brasil é agora também no Brazil, com Z.

O quadro é difícil e essa transição vai acabar ocorrendo, porque são poucas a possibilidades que os nossos governante, tem para construir uma sociedade menos violenta, mais solidária e mais responsável. 

Os jovens de hoje, em todo o mundo, querem o reconhecimento pela sociedade da “sua condição básica”, que elege em primeiro lugar o item DIGNIDADE. Eles não pretendem só a cidadania com o mero direito ao consumo e seus deveres de obrigações para com as leis.

Está em marcha uma grande mudança, só que a cegueira do ser humano e de principalmente daqueles que ainda rezam, para um “ser invisível”, vai mais uma vez deixar passar tudo seguindo mais uma vez pela contra mão. "

(Guilhobel)

sábado, 20 de abril de 2013

O Lucro ou as pessoas de Noam Chomsky – Livro




Introdução: O neoliberalismo é o paradigma econômico e político que define o nosso tempo. Ele consiste em um conjunto de políticas e processos que permitem a um número relativamente pequeno de interesses particulares controlar a maior parte possível da vida social com o objetivo de maximizar seus benefícios individuais.

Inicialmente associado a Reagan e Thatcher, o neoliberalismo é a principal tendência da política e da economia globais nas últimas duas décadas, seguida, além da direita, por partidos políticos de centro e por boa parte da esquerda tradicional. Esses partidos e suas políticas representam os interesses imediatos de investidores extremamente ricos e de menos de mil grandes empresas.

Baixe o livro: http://www.anarquista.net/o-lucro-ou-as-pessoas-de-noam-chomsky-livro/ 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Eric Hobsbawm, sociólogo do milenarismo campesino



Eric Hobsbawm, sociologist of peasant millenarianism
por Michael Löwy ~ traduzido por Gilberto Pinheiro Passos. o original em francês – “eric Hobsbawm (1917-), sociologue du millénarisme paysan” – encontra-se à disposição do leitor no Iea-USP para eventual consulta.

RESUMO

Graças à problemática do milenarismo, a historiografia de Eric Hobsbawm integra toda a riqueza da subjetividade sociocultural, a profundidade das crenças, sentimentos e emoções em sua análise dos acontecimentos históricos, que não são mais, nessa perspectiva, percebidos simplesmente como produtos do jogo "objetivo" das forças econômicas ou políticas. Ainda distinguindo cuidadosamente os milenarismos primitivos dos revolucionários modernos, não deixa de mostrar sua afinidade eletiva. Isso não quer dizer que todos os movimentos revolucionários sejam milenaristas em sentido estrito ou, pior todavia, que respondam a um quiliasmo de tipo primitivo. Isso não impede afirmar que a afinidade entre os dois seja um fato fundamental na história das revoltas camponesas contra a modernização capitalista. Trata-se de uma das hipóteses de investigação mais interessantes esquematizadas em seus trabalhos desta época. Hobs-bawm ilustra seus propósitos com dois estudos de caso apaixonantes: o anarquismo rural na Andaluzia e as ligas camponesas da Sicília, os dois surgidos em fins do século XIX com prolongamentos no XX.

Palavras-chave: Milenarismo, Quiliasmo, Camponeses, Revoluções, Capitalismo.

ABSTRACT

Thanks to the problematic of millenarianism, Eric Hobsbawm's historiography incorporates all the richness of socio-cultural subjectivity - the depth of beliefs, feelings and emotions - into his analysis of historical events, which, from this viewpoint, are no longer perceived simply as products of the "objective" interplay of economic or political forces. Although he makes a careful distinction between primitive millenarianisms and modern revolutionary movements, Hobsbawm nevertheless shows their elective affinity between them. This does not mean that all revolutionary movements are millenarian in the strict sense or - which is even worse - that they are connected to a primitive type of chiliasm. All the same, the affinity between them is a basic fact in the history of peasant revolts against capitalist modernization. This is one of the most interesting research hypotheses outlined by Hobsbawm in his work of that period. He illustrated his idea in two fascinating case studies: rural anarchism in Andalusia and the Sicilian peasant leagues, both arising at the end of the nineteenth century and continuing into the twentieth.

Keywords: Millenarism, Chiliasm, Peasantry, Revolutions, Capitalism.