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segunda-feira, 17 de julho de 2017

O Mito da Caverna de Platão, na visão da filósofa Marilena Chauí



O MITO DA CAVERNA



No livro VII da República, Platão narra o Mito da Caverna, alegoria da teoria do conhecimento e da paidéia platônica.


"Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um alto muro, cuja entrada permite a passagem da luz exterior. Desde seu nascimento, geração após geração, seres humanos ali vivem acorrentados, sem poder mover a cabeça para a entrada, nem locomover-se, forçados a olhar apenas a parede do fundo, e sem nunca terem visto o mundo exterior nem a luz do Sol.

Acima do muro, uma réstia de luz exterior ilumina o espaço habitado pelos prisioneiros, fazendo com que as coisas que se passam no mundo exterior sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna. Por trás do muro, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras de homens, mulheres, animais cujas sombras são projetadas na parede da caverna. 

Os prisioneiros julgam que essas sombras são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são os seres vivos que se movem e falam. Um dos prisioneiros, tomado pela curiosidade, decide fugir da caverna. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões e escala o muro.

Sai da caverna, e no primeiro instante fica totalmente cego pela luminosidade do Sol, com a qual seus olhos não estão acostumados; pouco a pouco, habitua-se à luz e começa ver o mundo. Encanta-se, deslumbra-se, tem a felicidade de, finalmente, ver as próprias coisas, descobrindo que, em sua prisão, vira apenas sombras. 

Deseja ficar longe da caverna e só voltará a ela se for obrigado, para contar o que viu e libertar os demais. Assim como a subida foi penosa, porque o caminho era íngreme e a luz ofuscante, também o retorno será penoso, pois será preciso habituar-se novamente às trevas, o que é muito mais difícil do que habituar-se à luz.

De volta á caverna, o prisioneiro será desajeitado, não saberá mover-se nem falar de modo compreensível para os outros, não será acreditado por eles e correrá o risco de ser morto pelos que jamais abandonaram a caverna.

A caverna, diz Platão, é o mundo sensível onde vivemos. A réstia de luz que projeta as sombras na parede é um reflexo da luz verdadeira (as idéias) sobre o mundo sensível. Somos os prisioneiros. As sombras são as coisas sensíveis que tomamos pelas verdadeiras. Os grilhões são nossos preconceitos, nossa confiança em nossos sentidos e opiniões. 

O instrumento que quebra os grilhões e faz a escalada do muro é a dialética. O prisioneiro curioso que escapa é o filósofo. A luz que ele vê é a luz plena do Ser, isto é, o Bem, que ilumina o mundo inteligível como o Sol ilumina o mundo sensível. O retorno à caverna é o diálogo filosófico.

Os anos despendidos na criação do instrumento para sair da caverna são o esforço da alma, descrito na Carta Sétima, para produzir a "faísca" do conhecimento verdadeiro pela "fricção" dos modos de conhecimento. Conhecer é um ato de libertação e de iluminação.

O Mito da Caverna apresenta a dialética como movimento ascendente de libertação do nosso olhar que nos libera da cegueira para vermos a luz das idéias. Mas descreve também o retorno do prisioneiro para ensinar aos que permaneceram na caverna como sair dela.

Há, assim, dois movimentos: o de ascensão (a dialética ascendente), que vai da imagem à crença ou opinião, desta para a matemática e desta para a intuição intelectual e à ciência; e o de descensão (a dialética descendente), que consiste em praticar com outros o trabalho para subir até a essência e a idéia.

Aquele que contemplou as idéias no mundo inteligível desce aos que ainda não as contemplaram para ensinar-lhes o caminho. Por isso, desde Mênon, Platão dissera que não é possível ensinar o que são as coisas, mas apenas ensinar a procurá-las.



Os olhos foram feitos para ver; a alma, para conhecer. Os primeiros estão destinados à luz solar; a segunda, à fulguração da idéia. A dialética é a técnica liberadora dos olhos do espírito.

O relato da subida e da descida expõe a paidéia como dupla violência necessária: a ascensão é difícil, dolorosa, quase insuportável; o retorno à caverna, uma imposição terrível à alma libertada, agora forçada a abandonar a luz e a felicidade. A dialética, como toda a técnica, é uma atividade exercida contra uma passividade, um esforço (pónos) para concretizar seu fim forçando um ser a realizar sua própria natureza. 

No Mito, a dialética faz a alma ver sua própria essência (eîdos) - conhecer - vendo as essências (idéia) - o objeto do conhecimento -, descobrindo seu parentesco com elas. A violência é libertadora porque desliga a alma do corpo, forçando-a a abandonar o sensível pelo inteligível.

O Mito da Caverna nos ensina algo mais, afirma o filósofo alemão Martin Heidegger, num ensaio intitulado "A doutrina de Platão sobre a verdade", que interpreta o Mito como exposição platônica do conceito da verdade. Deste ensaio, destacamos alguns aspectos:

1) O Mito da Caverna estabelece uma relação interna ou intrínseca entre a paidéia e a alétheia: a filosofia é educação ou pedagogia para a verdade. O Mito propõe uma analogia entre os olhos do corpo e os olhos do espírito quando passam da obscuridade à luz: assim como os primeiros ficam ofuscados pela luminosidade do Sol, assim também o espírito sofre um ofuscamento no primeiro contato com a luz da idéia do Bem que ilumina o mundo das idéias. A trajetória do prisioneiro descreve a essência do homem (um ser dotado de corpo e alma) e sua destinação verdadeira (o conhecimento das idéias). 

Esta destinação é seu destino: o homem está destinado à razão e à verdade. Por que, então, a maioria permanece prisioneira da caverna? Porque a alma não recebe a paidéia adequada à destinação humana. Assim, a paidéia, alegoricamente descrita no mito, é "uma conversão no olhar", isto é, a mudança na direção de nosso pensamento, que, deixando de olhar as sombras (pensar sobre as coisas sensíveis), passa a olhar as coisas verdadeiras (pensar nas idéias). 

E, observa Heidegger, não foi por acaso que Platão escolheu a palavra eîdos para designar as idéias ou formas inteligíveis, pois eîdos significa: figura e forma visíveis. O eîdos é o que o olho do espírito, educado, torna-se capaz de ver.

2) O Mito da Caverna recupera o antigo sentido da alétheia como não-esquecimento e não-ocultamento da realidade. Alétheia é o que foi arrancado do esquecimento e do ocultamento, fazendo-se visível para o espírito, embora invisível para o corpo. A verdade é uma visão, visão da idéia, do que está plenamente visível para a inteligência e, por ser visão plena, a verdade é evidência.

3) A idéia do Bem, correspondente ao Sol, não só ilumina todas as outras, isto é, torna todas as outras visíveis para o olho do espírito, mas é também a idéia suprema, tanto porque é a visibilidade plena quanto porque é a causa da visibilidade de todo o mundo inteligível. 

A filosofia, conhecimento da verdade, é conhecimento da idéia do Bem, princípio incondicionado de todas as essências. Assim como o Sol permite aos olhos ver, assim o Bem permite à alma conhecer. A luz é a meditação entre aquele que conhece e o aquilo que se conhece.

4) O Mito possui ainda um outro sentido pelo qual compreendemos por que Platão é o inventor da razão ocidental. 

De fato, na origem (como vimos em nosso primeiro capítulo), a palavra alétheia é uma palavra negativa (a - létheia), significando o não esquecido, não escondido.

Com o Mito da Caverna, porém, a verdade, tornando-se evidência ou visibilidade plena e total, faz com que a alétheia perca o antigo sentido negativo e ganhe um sentido positivo ou afirmativo. 

Em lugar de dizermos que o verdadeiro é o não escondido, Platão nos leva a dizer que a verdade é o plenamente visível para o espírito. A verdade deixa de ser o próprio Ser manifestando-se para tornar-se a razão que, pelo olhar intelectual, faz da idéia a essência inteiramente vista e contemplada, sem sombras. A verdade se transfere do Ser para o conhecimento total e pleno da idéia do Bem. 

Com isto, escreve Heidegger, a verdade dependerá, de agora em diante, do olhar correto, isto é, do olhar que olha na direção certa, do olhar exato e rigoroso. Exatidão, rigor, correção são as qualidades e propriedades da razão, no Ocidente. A verdade e a razão são theoría, contemplação das idéias quando aprendemos a dirigir o intelecto na direção certa, isto é, para o conhecimento das essências das coisas.

No entanto, julgamos que, contrariamente ao que diz Heidegger, o antigo sentido da alétheia não desapareceu inteiramente.

Fonte: http://regisfilosofo.blogspot.com.br/2010/04/o-mito-da-caverna-e-o-mito-da.html | Marilena Chauí

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Lâmpadas LED vs. Lâmpadas Halógenas




A lâmpada halógena

As lâmpadas dicroicas halógenas possuem filamento de tungstênio, normalmente envolvido por quartzo — diferentemente das lâmpadas comuns, em que o filamento fica livre. Isso significa que o seu processo de iluminação é diferenciado e mais eficiente em comparação a esse tipo de lâmpada.

Quanto às lâmpadas de LED, por sua vez, a diferença reside no fato de que a lâmpada halógena possui uma potência superior e, portanto, gera mais calor. Parte desse calor é jogada para o ambiente, levando a um aumento localizado da temperatura.

Apesar disso, a lâmpada dicroica halógena possui uma iluminação que se assemelha à iluminação natural. Assim, há uma fidelidade muito maior das cores, sendo ideal para quem busca o máximo de representação fiel dos tons.

Esse tipo de lâmpada também tende a ser mais barata e é encontrada mais facilmente, aumentando as possibilidades para o seu uso.



A lâmpada de LED


LED é a sigla para Lightning Emmited Diodes, e essa lâmpada e tem o funcionamento baseado em uma conversão de energia elétrica em energia luminosa através de pequenos chips. Nesse caso, as lâmpadas dicroicas de LED, possuem uma tecnologia mais avançada do que qualquer outra – inclusive as halógenas.

Tanta tecnologia faz com que a lâmpada de LED tenha menor potência mas, também, mais eficiência — ela emite uma quantidade satisfatória de iluminação sem consumir tanta energia elétrica. Como resultado, o uso dessas lâmpadas ajuda a reduzir a conta de luz.

Menos consumo também significa menos calor, e a lâmpada de LED não aumenta a temperatura do ambiente. Por outro lado, a fidelidade das cores é consideravelmente menor em relação às halógenas, já que a iluminação emitida pela LED é bastante esbranquiçada.

Em relação à lâmpada halógena, a lâmpada dicroica LED também possui maior vida útil. Com isso, ela sai ainda mais barata, porque consome menos energia e precisa ser trocada com menor frequência — sendo também, portanto, mais ecológica.




Qual das duas escolher?

Com características muito diferentes entre si, a escolha entre a lâmpada dicroica halógena ou de LED depende da avaliação de alguns fatores. 

Se a cor dos objetos — como quadros e outros itens de arte — for mais importante, a lâmpada halógena é a escolha correta.

Mas se a intenção for reduzir o consumo e a necessidade de trocas, a LED deve ser eleita para seu projeto. Da mesma forma, se a produção de calor for um problema, a LED também deve ser escolhida para evitar que o ambiente fique aquecido devido à iluminação.

No caso de haver a necessidade de uma iluminação indireta e mais natural, a halógena configura-se como a melhor opção.

Quando falamos de lâmpadas dicroicas, as lâmpadas halógenas e de LED aparecem como as duas principais opções. Com diferenças na intensidade da luminosidade, na duração e no consumo, é necessário avaliar o objetivo de cada iluminação para que a escolha correta seja feita, já que a halógena oferece fidelidade de cores e a LED, mais eficiência e economia.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Lâmpadas LED vs. lâmpadas fluorescentes




Veja qual é melhor

Você já ficou em dúvida Na hora de comprar lâmpadas para sua casa? 

Quais seriam as mais apropriadas? 

Depois da extinção das lâmpadas incandescentes no mercado, seu lugar foi tomado pelas queridinhas fluorescentes. Agora uma nova tecnologia surge com as lâmpadas de LED.

Neste artigo vamos te ensinar a diferenciar uma da outra, a comparar os gastos, durabilidade, média de preço e capacidade de iluminação. Assim você poderá escolher qual das duas atende mais sua necessidade.



Lâmpadas Fluorescentes
  • Vantagens:
A maior vantagem das lâmpadas fluorescentes é que a energia consumida por elas não emite calor, ou seja, não esquenta. Sendo assim, quase toda energia é revertida em luz. As fluorescentes geram em torno de 80 lúmens por Watt que consomem, e assim gastam bem menos energia.

A vida útil desse tipo de lâmpada é bem maior do que as antigas incandescentes, podendo durar até 6 vezes mais, totalizando 8 mil horas, com um custo aproximado de 10 reais. Além do que, elas tendem a consumir menos ainda se o uso for contínuo. Também não queimam facilmente ao serem ligadas ou desligadas.

Mais uma importante vantagem está na redução do gás carbônico no meio ambiente. Apenas uma lâmpada irá reduzir cerca de meia tonelada de CO2 na atmosfera durante sua vida útil.

As lâmpadas fluorescentes podem, ainda, ser usadas em qualquer tipo de ambiente, seus vários formatos e tamanhos permitem que elas sejam usadas no teto em luminárias, candeeiros de mesa, e até iluminação de pista.
  • Desvantagens:
A maior desvantagem está no interior da lâmpada fluorescente. Ela é composta de mercúrio, o que faz com que seja difícil descartá-la adequadamente.

Outra desvantagem é que a primeira instalação às vezes terá de ser feita por um profissional eletricista, já que essas lâmpadas possuem conexões elétricas mais complexas.

A iluminação da lâmpada fluorescente poderá tremer visivelmente, bem como, produzir uma luz desigual que poderá incomodar alguns usuários.



Lâmpadas de LED
  • Vantagens:
As lâmpadas de LED têm uma vida longa. Sua duração varia entre 25 e 50 mil horas. Se estiver ligada ininterruptamente, 8 horas por dia, ela pode durar até 17 anos, com um custo de aproximadamente 50 reais.

As lâmpadas de LED exigem um custo mínimo de manutenção, o que é extremamente positivo pois a troca não é constante, muito pelo contrário, raramente é feita. Por isso, é indicado colocar esse tipo de lâmpada em lugares de difícil acesso como pontes e lugares de altas estruturas.

Essa lâmpada também pode ser usada em lugares de alta umidade como saunas, e até dentro de piscinas, pois não possuem risco de contato direto.

Outro ponto positivo das lâmpadas de Led é que elas possuem uma emissão de calor baixíssima e não emitem raios infravermelhos e ultravioletas, podendo ser usadas em museus e lugares onde há vegetação sem risco algum.
  • Desvantagens:
Por ser uma nova tecnologia, o custo dessa lâmpada é consideravelmente mais caro.

Outro ponto que pode se tornar negativo é a instalação de uma lâmpada de LED. Dependendo do local a ser instalada, será necessária a contratação de mão de obra especializada, portanto mais difícil de encontrar e com o valor mais alto.

Havendo picos de alta ou baixa tensão, por causa de alterações no sistema da rede elétrica, você deverá indispensavelmente investir em segurança, utilizando aparelhos específicos para que não haja prejuízos na iluminação.

Depois de conhecer um pouco mais sobre a lâmpada de LED e a lâmpada fluorescente será mais fácil, na hora de escolher, optar pela que melhor se encaixa ao local de utilização e a que terá o melhor custo benefício.




Já escolheu qual lâmpada é mais adequada para você? Ainda tem alguma dúvida? Compartilhe conosco nos comentários!

Fonte: Eletro Energia

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

21 frases de Marco Túlio Cícero



Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. — Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano.

Cícero é normalmente visto como sendo uma das mentes mais versáteis da Roma antiga. Foi ele quem apresentou aos Romanos as escolas da filosofia grega e criou um vocabulário filosófico em Latim, distinguindo-se como um linguista, tradutor, e filósofo. Um orador impressionante e um advogado de sucesso, Cícero provavelmente pensava que a sua carreira política era a sua maior façanha. 

Hoje em dia, ele é apreciado principalmente pelo seu humanismo e trabalhos filosóficos e políticos. A sua correspondência, muita da qual é dirigida ao seu amigo Ático, é especialmente influente, introduzindo a arte de cartas refinadas à cultura Europeia. 

Cornelius Nepos, o biógrafo de Ático do século I a.C., comentou que as cartas de Cícero continham tal riqueza de detalhes "sobre as inclinações de homens importantes, as falhas dos generais, e as revoluções no governo" que os seus leitores tinham pouca necessidade de uma história do período. (wikipedia)


21 frases de Marco Túlio Cícero

“Nem chega a ser útil saber o que acontecerá: é muito triste angustiar-se por aquilo que não se pode remediar.” 

“Reconhece-se o amigo certo numa situação incerta.”

“Não há nada mais gratificante do que o afeto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções.” 

“No meio das armas, calam-se as leis.” 

“Prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar.” 

“Para quem aspira ao primeiro lugar, não é indecoroso parar no segundo ou no terceiro.” 

“Os bens mal adquiridos esvaem-se de mau modo.” 

“Amar é consequência de uma atração espiritual acima de qualquer mera paixão humana.”

“Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.” 

“O hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e de muitos perigos.”

“Não basta adquirir sabedoria; é preciso, além disso, saber utilizá-la.” 

“Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.”

“Está em nossas mãos apagar inteiramente da nossa memória os infortúnios e as recordações desagradáveis.” 

“O amor é o desejo de alcançar a amizade de uma pessoa que nos atrai pela beleza.” 

“A dedicação contínua a um objetivo único consegue frequentemente superar o engenho.” 

“A ignorância é a maior enfermidade do género humano.” 

“Um bom amigo é mais digno do que cem familiares.” 

“Não há nada de tão absurdo que não saia da boca de algum filósofo.” 

“Assim como gosto do jovem que tem dentro de si algo do velho, gosto do velho que tem dentro de si algo do jovem: quem segue essa norma poderá ser velho no corpo, mas na alma não o será jamais.” 

“Fica sabendo que és um deus, se é deus aquele que possui força, sentimento e memória que prevê e que domina, modera e faz mover este corpo ao qual está ligado.” 

“O prazer dos banquetes não está na abundância dos pratos e, sim, na reunião dos amigos e na conversação.” 

Marcus Tullius Cicero

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Diógenes, a Lanterna e a Internet




Alexandre, "o grande", em plena Ágora, perguntou a Diógenes o que poderia fazer por ele, cidadão tão ilustre. 

Então, olhando para Alexandre, Diógenes disse: "Não me tires o que não me podes dar!" (variante: "deixa-me ao meu sol"). 

Por conta disso foi enviado ao ostracismo. 

O ostracismo era uma punição existente em Atenas, no século V a.C, onde o cidadão, geralmente um político, que ameaçasse a democracia, era votado para ser banido ou exilado, por um período de dez anos.

Diógenes pegou uma lanterna e saiu pelo mundo, a procurar um homem honesto... Perambulou por tudo e todos... não encontrava; até olhar seu reflexo na própria lanterna, foi aí que se deu conta de que aquele homem honesto, que ele tanto procurava, era ele mesmo. 

Encontrei na rede um texto que faz uma bela analogia ao herói da verdade, o anarquista Diógenes, o qual reproduzo abaixo:



A Lanterna De Diógenes


Liberdade é o que internet nos dá. Mas ao terminar um texto recente sobre as maravilhas da Web, escrevi: “...é bom você aproveitar. Isso não deve durar muito mais tempo.” E várias pessoas perguntaram o que eu quis dizer.

Quando eu era garoto, meu pai me deu uma lanterna. Fascinado, eu andava com ela de noite ou de dia, firme no volante. Meu pai então começou a me chamar de Diógenes, referindo-se a Diógenes de Sínope, um filósofo grego que nasceu em torno de 400 antes de Cristo em Sinop, onde hoje é a Turquia. Dizem que Diógenes vagava pelas ruas de Atenas, na Grécia, com uma lanterna procurando “a verdade” ou “um homem honesto”. Diógenes era completamente desligado de bens materiais, vivendo como mendigo dentro de um barril. Dizia que assim era livre. Outro filósofo, Epicteto, escreveu sobre ele:

“Se quiseres que eu te mostre um varão verdadeiramente livre, apresentar-te-ei Diógenes. E de que modo chegou ele a ser livre? Destruindo em si tudo quanto o pudesse tornar presa da escravidão; desligado de tudo, completamente isolado, nada possuía. Dava tudo o que lhe pedissem, mas estava fortemente unido aos deuses e a ninguém era inferior em obediência, respeito e submissão para com a tal soberania. Estava aí a sua liberdade.”.



Diógenes era um anarquista. Quando Alexandre o Grande perguntou o que poderia fazer por ele, ouviu como resposta:

- Sai da frente que você está tapando o sol...

Com sua liberdade, Diógenes incomodava. Afinal, a vida em sociedade apoia-se na supressão das liberdades. Em nome do bem comum, leis e regras nos obrigam a renunciar a nossos desejos. Caso contrário seria o caos, não é?

Mas hoje em dia Diógenes não seria respeitado. Seria um pária, insuportável.

Muito bem. Com o desenvolvimento da sociedade tornamo-nos cada vez mais dependentes de pessoas e sistemas. Dependemos para comer, para morar, para brincar, para amar, para pensar. Ainda pagaremos um imposto para respirar, pode ter certeza.

E no auge dessa loucura surge algo independente: a internet. Uma rede de pessoas, a maior fonte de conhecimento da história da humanidade. Nela podemos navegar para onde quisermos. Podemos escrever nossa opinião e ler a opinião dos outros. Por ser livre, a internet é nossa lanterna de Diógenes: através dela podemos encontrar a verdade.

Mas, como aconteceu com Diógenes, a liberdade da internet incomoda. É perigosa. Enche a cabeça das pessoas de ideias... É preciso, portanto, criar regras. Primeiro as econômicas: para acessar isto ou aquilo, você tem que pagar. Depois as jurídicas: se fizer isto ou aquilo, você pode incorrer em alguma contravenção. E por fim as regras policiais: estamos te vigiando. Sabemos onde você esteve, o que você fez e o que você pensa...

Você sabia que neste exato momento está sendo discutido um projeto de lei que quer colocar “ordem” na internet? A justificativa é excelente: assim poderemos coibir os criminosos. Mas... O projeto de lei 84/99 (Lei Azeredo), que começou apoiado em regras jurídicas, agora incorpora regras policiais, introduzidas pelo Ministério da Justiça. Além de todos os dados de tráfego, como horários de entrada e saída do internauta, os provedores serão obrigados a registrar o nome completo, filiação e número de registro de pessoa física ou jurídica.

Vão saber tudo que você fez.

Daí para controlar o que será publicado e lido, é um nada.

Foi por isso que eu disse “...é bom você aproveitar. Isso não deve durar muito mais tempo.”. Aquele “isso” quer dizer li-ber-da-de.

Fica esperto, meu. Tem gente querendo apagar a lanterna.

Fonte: http://www.portalcafebrasil.com.br/artigos/a-lanterna-de-diogenes

sábado, 10 de maio de 2014

Albert Einstein :: Frases



“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.” 

“Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.”

“Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.”

“Somos todos muito ignorantes, mas nem todos ignoramos as mesmas coisas.” 

“Os grandes espíritos sempre encontrarão violenta oposição por parte dos medíocres. Estes últimos não podem entender quando um homem não sucumbe impensadamente a prejuízos hereditários senão quando, honestamente e com coragem, usa sua inteligência.”

“É mais fácil destruir um átomo do que um prejuízo.”

“Dificuldades e obstáculos são fontes valiosas de saúde e força para qualquer sociedade.”

“Se vais sair à frente para descrever a verdade, deixa a elegância para o alfaiate.”

“Não penso no futuro, pois ele chegará em seu momento”

“O segredo da criatividade está em dormir bem e abrir a mente às possibilidades infinitas. O que é um homem sem sonhos?”

“Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor… Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo.” 

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.” 


“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.” 

“Estranha criatura o homem: não pede para nascer, não sabe viver e não quer morrer.” 

“O dia está a minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma a este dia.” 

“Lembre-se que as pessoas podem tirar tudo de você, menos o seu conhecimento.” 

“O único lugar onde Sucesso vem antes de trabalho é no dicionário.” 

“Basta de dizer a D’us o que Ele deve fazer.” 

“Quando recebemos um ensinamento devemos receber como um valioso presente, e não como uma dura tarefa. Eis aqui a diferença que transcende.” 

“Se minha Teoria da Relatividade resultar exitosa, a Alemanha me reclamará como alemão, a Franca declarará que sou um cidadão do mundo. Se minha teoria resultar equivocada, a França dirá que sou alemão e a Alemanha, que sou judeu.” 

Albert Einstein (Ulm, 14 de março de 1879 — Princeton, 18 de abril de 1955) foi um físico teórico alemão, posteriormente radicado nos Estados Unidos, que desenvolveu a teoria da relatividade geral, um dos dois pilares da física moderna (ao lado da mecânica quântica).

Embora mais conhecido por sua fórmula de equivalência massa-energia, E = mc2 (que foi chamada de "a equação mais famosa do mundo"), foi laureado com o Prêmio Nobel de Física de 1921 "por seus serviços à física teórica e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico". O efeito fotoelétrico foi fundamental no estabelecimento da teoria quântica. (wikipedia)

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Forme opinião, seja você a sua própria mídia

Alerta! Não se deixe manipular pelas mídias! Informe-se sobre a situação do mundo hoje, não feche seus olhos e ouvidos para as coisas que não se encaixam com o mundinho açucarado do consumismo agradável.  O mundo real é similar ao que mostram para você em superproduções midiáticas, é assim para te confundir, mas a realidade pouco ou nada tem a ver com estes produtos. O monomito se repete desde a Grécia antiga...  Quando buscar entretenimento, busque interatividade, experimente ler um livro, um texto e formar você mesm@ as imagens em sua mente.  Liberte-se dos padrões de consumo insustentável e de conteúdo que ao invés de te acrescentar alguma coisa apenas quer te vender algo. Para que viver em um mundo de sombras se tudo é luz?  Saia da caverna, a luz está brilhado lá fora!   Na questão da informação, editores simplesmente vetam conteúdo que não é de interesse comercial que seja divulgado, criando uma realidade clipada apenas com temas que considerem relevantes ao clima desejado.  Quem se atém apenas ao clipes de notícia divulgados por veículos comerciais pode não perceber a repetição da notícia de pouca importância, enquanto assuntos de interesse público são descartados.  Torne-se bem informad@ sobre assuntos importantes, seja um recurso intelectual valioso para a sua família e para sua comunidade.  Não rejeite informação apenas porque ela eventualmente pode fazer você se sentir desconfortável.  Leia mais, estude, pesquise, fuce na internet atrás do conhecimento e dos fatos. Desafie seus próprios pensamentos, forme sua própria rede de informação, sua própria agencia de notícias, sua própria opinião.

Informe-se sobre a situação do mundo hoje, não feche seus olhos e ouvidos para as coisas que não se encaixam com o mundinho açucarado do consumismo agradável.

O mundo real é similar ao que mostram para você em superproduções midiáticas, é assim para te confundir, mas a realidade pouco ou nada tem a ver com estes produtos. O monomito se repete desde a Grécia antiga...

Quando buscar entretenimento, busque interatividade, experimente ler um livro, um texto e formar você mesm@ as imagens em sua mente.

Liberte-se dos padrões de consumo insustentável e de conteúdo que ao invés de te acrescentar alguma coisa apenas quer te vender algo. Para que viver em um mundo de sombras se tudo é luz?

Saia da caverna, a luz está brilhado lá fora!


Na questão da informação, editores simplesmente vetam conteúdo que não é de interesse comercial que seja divulgado, criando uma realidade clipada apenas com temas que considerem relevantes ao clima desejado.

Quem se atém apenas ao clipes de notícia divulgados por veículos comerciais pode não perceber a repetição da notícia de pouca importância, enquanto assuntos de interesse público são descartados.

Torne-se bem informad@ sobre assuntos importantes, seja um recurso intelectual valioso para a sua família e para sua comunidade.

Não rejeite informação apenas porque ela eventualmente pode fazer você se sentir desconfortável.

Leia mais, estude, pesquise, fuce na internet atrás do conhecimento e dos fatos. Desafie seus próprios pensamentos, forme sua própria rede de informação, sua própria agencia de notícias, sua própria opinião.

R.S.S.Jr. (Ronald 𓂀)


quarta-feira, 16 de junho de 2010

A entrada do Inferno

'Núpcias entre o Céu e o Inferno - 14º Degrau'
por William Blake

A Tradição Ancestral que o mundo será consumido no fogo ao final de seiscentos anos é verdadeira, como ouvimos lá no Inferno. Para os Anjos com suas espadas de fogo será necessário baixar sua guarda em prol da Árvore da Vida, e quando ele chegar, toda a criação será consumida a se desvelará o Infinito, e o sagrado dará lugar ao finito e perverso.

Todo o crivo deverá ser o melhoramento do Prazer Sensual. Mas a primeira noção que o homem tem para poder distinguir seu corpo de sua alma, será riscada, assim eu o farei, utilizando o metodo infernal, por corrosão, o que aqui no Inferno é salutar e medicinal, derretendo suas cascas e exibindo o infinito que ali reside. Quando as portas da percepção forem abertas, tudo será como é: Infinito! Para o homem fechado em si mesmo, avise-o para olhar através das brechas de sua própria caverna.