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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Em 1953, Heidegger teve uma visão do futuro que vivemos hoje

Heidegger tem uma visão do futuro, em "Introdução à Metafísica", de 1953



“Quando a tecnologia e o dinheiro tiverem conquistado o mundo; quando qualquer acontecimento em qualquer lugar e a qualquer tempo se tiver tornado acessível com rapidez; quando se puder assistir em tempo real a um atentado no ocidente e a um concerto sinfônico no oriente; quando tempo significar apenas rapidez online; quando o tempo, como história, houver desaparecido da existência de todos os povos, quando um esportista ou artista de mercado valer como grande homem de um povo; quando as cifras em milhões significarem triunfo, – então, justamente então — reviverão como fantasma as perguntas: 

Para quê? Para onde? E agora? 

A decadência dos povos já terá ido tão longe, que quase não terão mais força de espírito para ver e avaliar a decadência simplesmente como… Decadência.

Essa constatação nada tem a ver com pessimismo cultural, nem tampouco, com otimismo…

O obscurecimento do mundo, a destruição da terra, a massificação do homem, a suspeita odiosa contra tudo que é criador e livre, já atingiu tais dimensões, que categorias tão pueris, como pessimismo e otimismo, já haverão de ter se tornado ridículas.”


Martin Heidegger, em "Introdução à Metafísica" (1953)

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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Giordano Bruno, queimado vivo há 419 anos

1600: Giordano Bruno queimado vivo

- com autoria de Norbert Ahrens, para Deutsche Welle*



"Há 419 anos, em 17 de fevereiro de 1600, uma quinta-feira ensolarada, Roma presenciou um espetáculo dantesco. Centenas de pessoas lotaram o Campo dei Fiori (Campo das Flores), uma praça no centro da cidade, para assistir à morte na fogueira de Giordano Bruno, por ordem da “Santa Inquisição”.

“Posso ter sido qualquer coisa, menos um blasfemador.” Esta frase teria sido dita por Giordano Bruno no dia de sua execução. Em 17 de fevereiro de 1600, ele foi queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, onde é relembrado desde 1899 com um monumento.

Ao contrário de Galileo Galilei (1564–1642), Bruno negou-se a refutar a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler (1571–1630) de que a Terra girava em torno do Sol. Além disso, por ser padre e teólogo, suas heresias e dúvidas, em relação à Santíssima Trindade, por exemplo, partiam de dentro da Igreja e foram interpretadas como um ato de insubordinação ao papa.

Nascido numa família da nobreza de Nola (próximo ao Vesúvio) em 1548, inicialmente chamava-se Fellipo Bruno. Aos 13 anos, começou a estudar Humanidades, Lógica e Dialética em Nápoles, no mesmo convento em que São Tomás de Aquino vivera e ensinara.

Em 1565, aos 17 anos, recebeu o hábito de dominicano, ocasião em que mudou o nome para Giordano. Ordenado sacerdote em 1572, continuou seus estudos de Teologia no convento, concluindo-os em 1575.

Fuga das autoridades eclesiásticas

Sua vida acadêmica foi marcada pela fuga constante das autoridades eclesiásticas. Lecionou em Nápoles, Roma, Gênova, Turim, Veneza, Pádua e Londres, antes de se mudar para Paris em 1584. Passou o período de 1586 a 1591 em Praga e nas cidades alemãs de Marburg, Wittenberg, Frankfurt e Helmstedt, onde escreveu a que é considerada sua principal obra: “Sobre a associação de imagens, os signos e as ideias”.

Apesar das advertências de amigos, voltou para a Itália em 1591, convicto de que na liberal Veneza não cairia nas garras da Inquisição. Mas logo foi preso e levado para Roma, onde passou seu últimos anos na prisão.

Giordano Bruno teria caído numa armadilha ao retornar à Itália. Na Feira do Livro de Frankfurt de 1590, uma dupla de livreiros a serviço do nobre veneziano Giovanni Mocenigo o teria convidado a ir a Veneza ensinar Mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, na qual era um perito. Pouco depois de sua volta, desentendeu-se com Mocenigo, que o trancou num quarto e chamou os agentes da Inquisição.

Encarcerado na prisão de San Castello no dia 26 de maio de 1592, seu julgamento começou em Veneza, foi transferido para Roma em 1593 e chegou à fase final na primavera europeia de 1599. Durante os sete anos do processo romano, Bruno negou qualquer interesse particular em questões teológicas e reafirmou o caráter filosófico de suas especulações.

Essa defesa não satisfez os inquisidores, que pediram uma retratação incondicional de suas teorias. Como se mantivesse irredutível, foi condenado devido à sua doutrina teológica de que Jesus Cristo era apenas um mágico de habilidade incomum, que o Espírito Santo era a alma do mundo e que o demônio seria salvo um dia.

Ao ouvir sua sentença, a 8 de fevereiro de 1600, teria dito aos juízes: “Vocês pronunciam esta sentença contra mim com um medo maior do que eu sinto ao recebê-la”.

Contribuição intelectual decisiva

A Congregação do Santo Ofício, presidida pelo papa Clemente VIII (1592–1605), ainda concedeu ao “herege impertinente e pertinaz” oito dias de clemência para um eventual arrependimento.

A capitulação de Bruno teria um forte efeito propagandístico num ano da “graça” como o de 1600. Mas ele preferiu enfrentar a pena de morte a renegar suas idéias. Seus trabalhos foram proibidos e publicados no Índex da igreja de Roma em agosto de 1603 e só foram liberados pela censura do Vaticano em 1948.

Segundo os historiadores, Giordano Bruno prestou uma contribuição intelectual decisiva para acabar de vez com a Idade Média. Morto aos 52 anos, tornou-se um mártir do livre pensamento. Ele foi vítima da intolerância religiosa típica da chamada Contrarreforma, a batalha travada pela Igreja Católica contra a Igreja Reformada.

O martírio de Giordano Bruno em 1600, seguido do julgamento de Galileo Galilei em 1616, abriu um fosso de desconfiança entre a ciência e a igreja de Roma."
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Fonte: *DW: Made for Minds/Notícias/Calendário Histórico/1600: Giordano Bruno queimado - Imagem: Giordano Bruno/e-alliance/maxppp/DW/Divulgação

sábado, 13 de outubro de 2018

O Fascismo nas óticas de Robert O. Paxton e R.J.B. Bosworth

Robert O. Paxton
Robert O. Paxton


Robert Owen Paxton nasceu em 1932, na cidade de Lexington, Virgínia, EUA. Formado pelas universidades de Washington else, Oxford e Harvard, ele é um cientista político e historiador americano especializado em Vichy France, fascismo e Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Paxton também é vencedor do prêmio National Jewish Book Award for Holocaust e foi indicado para o National Book Award, na categoria: História.

Em seu livro "A Anatomia do Fascismo" (Alfred A. Knopf, 2004), ele desenvolve a seguinte definição:

“Fascismo pode ser definido como uma forma de comportamento político marcado pela preocupação obsessiva com o declínio, humilhação ou vitimização da comunidade e por cultos compensatórios de unidade, energia e pureza, em que um partido fortemente baseado em militantes nacionalistas comprometidos, trabalhando em colaboração desconfortável mas eficaz com as elites tradicionais, abandona liberdades democráticas e persegue com violência redentora e sem restrições éticas ou legais objetivos de limpeza interna e expansão externa” (Paxton, op. cit., p. 218)

Professor Richard Bosworth
R.J.B. Bosworth


Richard James Boon Bosworth é professor de História na Universidade da Austrália Ocidental e foi professor visitante nas Universidades de Columbia, Cambridge, Oxford e Trento. Em seu livro "Itália de Mussolini: Vida Sob a Ditadura Fascista, 1915 – 1945(Penguin Press, 2006) ele analisa as definições de Mann e Paxton, com alguma concordâncias e algumas críticas. 

Em relação a Paxton, ele aponta, por exemplo, que o regime fascista italiano, uma vez que tenha chegado ao poder, deixou o sistema legal praticamente intacto, fornecendo em boa medida o processo devido, nunca estabeleceu nada perto de um gulag e acomodou a igreja – coisas que dificilmente indicam que era “sem restrições legais ou éticas”. 

Sobre Mann, ele disputa a noção de que o fascismo italiano “assassinou a democracia” pela observação - correta - de que a Itália pré-fascista não era uma democracia, de qualquer maneira e questiona a importância da “transcendência” ideológica. 

Bosworth evita uma definição sucinta do Fascismo pelas razões que ele sumariza a seguir:

“…pode-se argumentar que a busca da definição do fascismo tornou-se absurdamente difícil. Por que optar por uma longa lista de fatores ou parágrafos de ornamentos rococó quando Mussolini, em várias ocasiões, informou pessoas que considerava convertidas à sua causa que o Fascismo  foi uma questão simples? 
Tudo o que foi necessário foi um partido único, dopolavoro [“depois do trabalho”, uma organização recreativa], e não é preciso dizer, um Duce (com um Bocchini para reprimir a dissidência) e uma vontade de excluir o inimigo (definido de alguma forma). 
Para ser ainda mais sucinto, como Mussolini disse a Franco em outubro de 1936, o que o espanhol precisava ter como objetivo era um regime que fosse simultaneamente ‘autoritário’, ‘social’ e ‘popular’. Essa amálgama, o Duce Aconselhado, foi a base do fascismo universal.” (Bosworth, op. cit., p. 564.)


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O fascismo na ótica Michael Mann



Michael Mann é um sociólogo histórico e professor de Sociologia na Universidade da Califórnia (UCLA). 

Ele obteve o seu B.A. em História Moderna na Universidade de Oxford em 1963 e o grau de Doutor (D. Phil) em sociologia na mesma instituição em 1971. Mann também é professor visitante na Universidade de Cambridge.

Mann é professor de Sociologia na UCLA desde 1987, foi leitor de Sociologia na London School of Economics e Political Science de 1977 a 1987. Mann também foi membro do Conselho de Diretores da revista Social Evolution & History.

Em seu livro "Fascistas" (Cambridge University Press, 2004), ele fornece a seguinte definição:

“Fascismo é a busca de um estatismo nacionalista transcendente e limpo através do paramilitarismo” (Mann, op. cit., p. 13)

Definição dos termos:

  • Transcendência: crença de que o Estado pode transcender os conflitos sociais e unir todas as classes em um todo harmonioso. Crença no poder da ideologia política de transcender a natureza humana e produzir um mundo melhor.
  • Limpeza (étnica): favorecimento um ou mais grupos étnicos ou raciais acima dos outros, tanto garantindo privilégios especiais quanto impondo dificuldades; deportação de minorias étnicas ou pior.
  • Limpeza (política): silenciamento da oposição política para que os objetivos transcendentes do fascismo possam ser realizados. Restrição à liberdade de expressão, colocando os partidos de oposição na ilegalidade, aprisionando oponentes políticos (ou pior) e doutrinando os jovens nos princípios fascistas.
  • Estatismo: promoção de um alto grau de intervenção estatal nos assuntos pessoais, sociais ou econômicos. Crença de que o Estado pode realizar tudo.
  • Nacionalismo: crença na unidade inerente de uma população com características linguísticas, físicas ou culturais distintas e sua identificação com um Estado-Nação. Crença de que a nação possui atributos especiais que fazem-na superior às outras nações em várias ou todas as formas.
  • Paramilitarismo: o nível mais básico da organização, esquadrões populistas que visam coagir oponentes e obter aprovação popular agindo como uma força policial complementar.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Friedrich Wilhelm Nietzsche e Schopenhauer



Vítima de infecção pulmonar, o filósofo morreu em 25 de agosto de 1900, incógnito, deixando uma vasta e profunda obra, sem ser ouvido e muito menos compreendido por sua época. No entanto, tivera sua obra consagrada ao longo do século XX. 

Hoje ele tem o privilegio de ser citado entre os nomes dos mais importantes pensadores da história da humanidade.

Nietzsche começou sua carreira como filólogo clássico antes de se voltar para a filosofia. Decidiu que escreveria filosofia depois de deparar-se com a monumental obra de Arthur Schopenhauer, um momento decisivo em sua vida, o momento no qual Nietzsche encontrara seu educador, segundo ele, o filósofo modelo. 
“Se tentar descrever o acontecimento que foi para mim o primeiro olhar lançado sobre os escritos de Schopenhauer, devo primeiramente me deter a uma idéia que me perseguia em minha juventude, mais frequente e mais opressora que qualquer outra. Quando há pouco me comprazia em formular desejos, imaginava que o terrível esforço, o temível dever de ter de me ocupar de minha própria educação me seria poupado pelo destino, porque encontraria no devido tempo um filósofo que fosse meu educador, um verdadeiro filósofo que pudesse seguir sem hesitar, uma vez que poria nele mais confiança que em mim mesmo.”  
— Nietzsche, in Schopenhauer O Educador, pág. 21.
Não obstante, anos depois, Nietzsche se voltou contra a filosofia de Schopenhauer. Não poderia ser diferente, visto que para Nietzsche “mal se recompensa um mestre, se dele ficarmos sempre discípulos”: 
“(...) Vós me venerais! Mas que acontecerá se um dia vossa veneração desaparecer? Tomai cuidado para que uma estátua não vos esmague! Dizeis que acredita em Zaratustra, mas que importa Zaratustra? Vós sóis meus fiéis, mas que importam todos os fiéis? Vós ainda não vos havíeis procurado quando me encontrastes. Assim fazem todos os fiéis. Por isso é que toda fé é tão pouca coisa.” 
— Nietzsche, in Assim Falava Zaratustra. 

Texto de Fracisco Wiederwild


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Filmes sobre Filosofia

10 FILMES SOBRE A HISTÓRIA DA FILOSOFIA


DE CONFÚCIO A HANNAH ARENDT,
PASSANDO POR SÓCRATES, ESPINOSA E OUTROS TANTOS…

Compartilhado de: Filosofando!


Para pensarmos um pouco sobre a história da filosofia separamos 10 biografias de algumas figuras importantes para a filosofia. 


Ainda que esta lista não abarque “toooodos” os grandes nomes da filosofia, ainda assim, trata-se de uma ótima oportunidade para pensar nos caminhos e descaminhos da filosofia ao longo dos séculos. Organizamos a lista a partir de uma ordem temporal, nesse caso, dos filósofxs mais atuais aos mais antigos:

1. HANNAH ARENDT

Alemã de origem judaica Hannah Arendt (1906 – 1975) recusava-se a ser classificada como “filósofa” e também se distanciava do termo “filosofia política”; preferia que suas publicações fossem classificadas sob o tema “teoria política”. No entanto, devido aos seus trabalhos sobre filosofia existencial e sua reivindicação da discussão política livre, Arendt tem um papel central nos debates filosóficos contemporâneos.

O filme é de 2012 e aborda o julgamento de Adolf Eichmann, um colaborador de Hitler e coordenador dos campos de concentração. Hannah Arendt acompanhou o julgamento e escreveu uma série de artigos sobre o caso. No entanto, os artigos e o conceito de “banalidade do mal” defendidos por Hannah provocam uma série de controvérsias e, são muito mal recebidos pela opinião pública, principalmente, pela comunidade judaica.

PARA ASSISTIR AO FILME CLIQUE AQUI!

2. AMANTES DO CAFÉ FLORE – SIMONE DE BEAUVOIR E SARTRE

O filme é de 2006 e aborda a vida e a relação dos filósofos Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Trata-se de uma boa oportunidade para conhecer essas duas importantes figuras da filosofia mas, também, para conhecer um pouco do momento histórico em questão. 

O filme se desenrola numa perspectiva temporal importante, em que é possível acompanhar os primeiros encontros entre Simone e Sartre e gradativamente as mudanças pelas quais essa relação passa.

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3. QUANDO NIETZSCHE CHOROU

O filme é baseado no romance de Irvin Yalom e conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o médico Josef Breuer, professor de Sigmund Freud. Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer é procurado por Lou Salome (Kather Winnick), amiga de Nietzsche, com quem teve um relacionamento atribulado. 

Ela está empenhada em curá-lo de sua depressão e desespero, assim pede ao médico que o trate com sua controversa técnica da “terapia através da fala”. O tratamento vira uma verdadeira aula de psicanalise, onde os dois terão que mergulhar em si próprios, num difícil processo de auto-conhecimento. Trata-se de uma oportunidade para conhecer melhor o pensamento e alguns posicionamentos de Friedrich Nietzsche.

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4.  ESPINOSA – O APÓSTOLO DA RAZÃO

O filme é de 1994  e aborda a vida e as idéias do filósofo renascentista Espinosa, que desafiou a Igreja e propôs a separação entre religião e Filosofia.

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5. BLAISE PASCAL

Acompanhamos a trajetória de Pascal, dos 17 anos até sua morte precoce, seus célebres estudos de Matemática e Geometria, incluindo a criação da primeira calculadora mecânica; seus trabalhos revolucionários sobre o vácuo, os fluidos e a pressão atmosférica; sua relação com o Jansenismo e a concepção de suas principais obras filosófico-religiosas.

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6.  CARTESIUS – RENÉ DESCARTES

O diretor Rossellini extrai trechos inteiros de algumas das obras fundamentais do pensador, como O Discurso do Método (1637) e as Meditações Metafísicas (1641), para compor as ações “dramáticas” do personagem. 

São procedimentos teóricos de Descartes, cuja função seria fundar a autonomia do pensamento racional diante da fé. Vale dizer que, naquela época, toda démarche racionalista tinha de ser, também, uma negociação com a autoridade religiosa. 

Donde, nas Meditações, Descartes precisar, primeiro, ocupar-se das provas da existência de Deus, para apenas depois afirmar que o Cogito (a Razão) se sustenta por si só. “Eu sou, eu existo”, deduz, pelo simples fato de pensar. A conclusão entrou para a história do conhecimento como a frase famosa “Penso, logo existo”.

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7. GIORDANO BRUNO

Giordano Bruno (1538-1600) foi um filósofo italiano condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana por heresia ao defender erros teológicos e pela defesa do heliocentrismo. Giordano Bruno foi filósofo, astrônomo, matemático e um dos maiores pensadores do Século XVI. 

Admitia que acima de um deus imanente (a “alma do mundo”), haveria um deus transcendente, só apreendido pela fé, mas uma fé inteiramente naturalista, bem diversa da fé cristã. Processado pela Inquisição de Veneza, preferiu retratar-se (como Galileu), mas seus inimigos conseguiram que fosse mandado a Roma, onde respondeu a novo processo.

O filme de Guiliano Montaldo, retrata o processo romano, no qual Giordano Bruno recusou qualquer retratação, sendo condenado e queimado vivo no ano de 1600.

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8. ÁGORA – HYPATIA DE ALEXANDRIA

Sob o domínio Romano, a cidade de Alexandria é palco de uma das mais violentas rebeliões religiosas de toda história antiga. Judeus e cristãos disputam a soberania política, econômica e religiosa da cidade. 

Entre o conflito, a bela e brilhante astrônoma Hypatia  lidera um grupo de discípulos que luta para preservar a biblioteca de Alexandria. Trata-se de uma boa oportunidade para refletir sobre o período histórico em questão e também sobre as questões de gênero envolvidas, já que é impossível deixar de notar que  boa parte dos desafios que Hypatia enfrenta derivam do fato dela ser uma mulher.

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9. SÓCRATES

“Sócrates”, mostra o final da vida de Sócrates (470 – 399 a.C.), em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: ‘Apologia’, ‘Críton’ e ‘Fédon’, com seus últimos ensinamentos antes de tomar a cicuta. Imperdível!

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10. A  BATALHA PELO IMPÉRIO – CONFÚCIO

Na idade da guerra no Estado chinês, durante a qual incontáveis guerras foram travadas para unificar os reinos, o rei de Lu pede a ajuda de Confúcio, filósofo muito influente para recuperar o seu poder. 

Confúcio usa a sua inteligência e carisma para salvar o estado de Lu de um conflito interno e de uma guerra perpétua. No entanto, os centros políticos do Estado passam a se sentir ameaçados pelo filósofo. Conseguem exilar Confúcio, que vaga por anos de um estado para outro sem perder os seus ideais de paz e harmonia.

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