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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Giordano Bruno, queimado vivo há 419 anos

1600: Giordano Bruno queimado vivo

- com autoria de Norbert Ahrens, para Deutsche Welle*



"Há 419 anos, em 17 de fevereiro de 1600, uma quinta-feira ensolarada, Roma presenciou um espetáculo dantesco. Centenas de pessoas lotaram o Campo dei Fiori (Campo das Flores), uma praça no centro da cidade, para assistir à morte na fogueira de Giordano Bruno, por ordem da “Santa Inquisição”.

“Posso ter sido qualquer coisa, menos um blasfemador.” Esta frase teria sido dita por Giordano Bruno no dia de sua execução. Em 17 de fevereiro de 1600, ele foi queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, onde é relembrado desde 1899 com um monumento.

Ao contrário de Galileo Galilei (1564–1642), Bruno negou-se a refutar a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler (1571–1630) de que a Terra girava em torno do Sol. Além disso, por ser padre e teólogo, suas heresias e dúvidas, em relação à Santíssima Trindade, por exemplo, partiam de dentro da Igreja e foram interpretadas como um ato de insubordinação ao papa.

Nascido numa família da nobreza de Nola (próximo ao Vesúvio) em 1548, inicialmente chamava-se Fellipo Bruno. Aos 13 anos, começou a estudar Humanidades, Lógica e Dialética em Nápoles, no mesmo convento em que São Tomás de Aquino vivera e ensinara.

Em 1565, aos 17 anos, recebeu o hábito de dominicano, ocasião em que mudou o nome para Giordano. Ordenado sacerdote em 1572, continuou seus estudos de Teologia no convento, concluindo-os em 1575.

Fuga das autoridades eclesiásticas

Sua vida acadêmica foi marcada pela fuga constante das autoridades eclesiásticas. Lecionou em Nápoles, Roma, Gênova, Turim, Veneza, Pádua e Londres, antes de se mudar para Paris em 1584. Passou o período de 1586 a 1591 em Praga e nas cidades alemãs de Marburg, Wittenberg, Frankfurt e Helmstedt, onde escreveu a que é considerada sua principal obra: “Sobre a associação de imagens, os signos e as ideias”.

Apesar das advertências de amigos, voltou para a Itália em 1591, convicto de que na liberal Veneza não cairia nas garras da Inquisição. Mas logo foi preso e levado para Roma, onde passou seu últimos anos na prisão.

Giordano Bruno teria caído numa armadilha ao retornar à Itália. Na Feira do Livro de Frankfurt de 1590, uma dupla de livreiros a serviço do nobre veneziano Giovanni Mocenigo o teria convidado a ir a Veneza ensinar Mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, na qual era um perito. Pouco depois de sua volta, desentendeu-se com Mocenigo, que o trancou num quarto e chamou os agentes da Inquisição.

Encarcerado na prisão de San Castello no dia 26 de maio de 1592, seu julgamento começou em Veneza, foi transferido para Roma em 1593 e chegou à fase final na primavera europeia de 1599. Durante os sete anos do processo romano, Bruno negou qualquer interesse particular em questões teológicas e reafirmou o caráter filosófico de suas especulações.

Essa defesa não satisfez os inquisidores, que pediram uma retratação incondicional de suas teorias. Como se mantivesse irredutível, foi condenado devido à sua doutrina teológica de que Jesus Cristo era apenas um mágico de habilidade incomum, que o Espírito Santo era a alma do mundo e que o demônio seria salvo um dia.

Ao ouvir sua sentença, a 8 de fevereiro de 1600, teria dito aos juízes: “Vocês pronunciam esta sentença contra mim com um medo maior do que eu sinto ao recebê-la”.

Contribuição intelectual decisiva

A Congregação do Santo Ofício, presidida pelo papa Clemente VIII (1592–1605), ainda concedeu ao “herege impertinente e pertinaz” oito dias de clemência para um eventual arrependimento.

A capitulação de Bruno teria um forte efeito propagandístico num ano da “graça” como o de 1600. Mas ele preferiu enfrentar a pena de morte a renegar suas idéias. Seus trabalhos foram proibidos e publicados no Índex da igreja de Roma em agosto de 1603 e só foram liberados pela censura do Vaticano em 1948.

Segundo os historiadores, Giordano Bruno prestou uma contribuição intelectual decisiva para acabar de vez com a Idade Média. Morto aos 52 anos, tornou-se um mártir do livre pensamento. Ele foi vítima da intolerância religiosa típica da chamada Contrarreforma, a batalha travada pela Igreja Católica contra a Igreja Reformada.

O martírio de Giordano Bruno em 1600, seguido do julgamento de Galileo Galilei em 1616, abriu um fosso de desconfiança entre a ciência e a igreja de Roma."
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Fonte: *DW: Made for Minds/Notícias/Calendário Histórico/1600: Giordano Bruno queimado - Imagem: Giordano Bruno/e-alliance/maxppp/DW/Divulgação

domingo, 31 de dezembro de 2017

Hipócrates, o "pai" da medicina




"Seja teu alimento, o teu melhor remédio." ~Hipócrates 

Descoberto texto antigo do “pai da medicina” em monastério egípcio - Talvez não haja na história um médico mais famoso do que Hipócrates. Muitos estudantes de medicina de hoje ainda proferem o juramento dessa antiga personalidade, que promete aderir a princípios médicos éticos.


Enquanto os detalhes de sua vida permanecem na obscuridade (ainda se debate se ele de fato escreveu o juramento, ou mesmo alguns dos outros manuscritos que carregam seu nome), Hipócrates é amplamente considerado como o “pai da medicina ocidental”.

Agora, arqueólogos acreditam ter encontrado uma das receitas do médico preservadas por estudiosos do século passado durante a renovação da biblioteca mais antiga do mundo, que continua ativa.

Ao realizar restaurações no Mosteiro de Santa Catarina, em Sinai do Sul – uma região remota em uma península no nordeste do Egito – as monges afirmam ter encontrado uma receita do século VI formulada pelo médico. A descoberta foi anunciada por funcionários dos governos egípcio e grego, que trabalharam com pesquisadores da Grécia.

O manuscrito contém uma receita médica que os pesquisadores atribuem ao trabalho de Hipócrates, durante os séculos IV e IV a.C. O texto também traz três receitas com imagens de ervas que foram criadas por um escriba anônimo.

O manuscrito era um dos notáveis Palimpsestes do Sinai da biblioteca. Os palimpsestes foram elaborados a partir de couro curtido, cuja produção, para a época, teria sido cara e laboriosa. Como resultado, o conteúdo original de muitos pergaminhos desses documentos foi apagado ou reescrito para permitir que a produção de um novo manuscrito.

No caso da receita medicinal hipocrática encontrada recentemente, uma segunda camada de texto da Bíblia, conhecida como “Manuscrito Sinaítico”, foi escrita sobre a cópia inicial.

O texto foi examinado por pesquisadores da Biblioteca Eletrônica de Manuscritos Antigos (a Early Manuscripts Electronic Library, ou EMEL), que mantém uma parceria contínua com o Mosteiro de Santa Catarina.

A EMEL usa imagens espectrais para ler os palimpsestes. A técnica é capaz de revelar o texto escondido sob a segunda camada do conteúdo manuscrito, revelando assim o que não pode ser visto a olho nu.

Em entrevista ao jornal egípcio Asharq Al-Aswat, Michael Phelps, pesquisador da EMEL, declarou: “O documento, que contém três textos médicos, será alistado entre os manuscritos mais antigos e os mais importantes do mundo”.

Cerca de 130 palimpsestes conhecidos estão no Mosteiro de Santa Catarina e o conteúdo da escrita apagada, que fica abaixo do texto visível, é amplamente desconhecido em muitos dos documentos.

A região, que se localiza em uma parte relativamente remota do deserto, foi usada pela primeira vez nos séculos III e IV por eremitas e eruditos religiosos. Uma vez que as muralhas e a igreja que cercam a localização histórica foram construídas no século VI, o mosteiro tem sido habitado por monges desde então.

Um pequeno número deles ainda vivem e trabalham no mosteiro até hoje, onde observam práticas inalteradas nos últimos séculos.

A própria biblioteca contém cerca de 3.300 manuscritos, escritos principalmente em grego; no entanto, textos escritos em aramaico, georgiano, árabe e latim também foram recuperados.

Fonte: The Vintage News | HypeScience

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terça-feira, 18 de julho de 2017

O "Mito de Er" ou "Teoria da Reminiscência" (Platão)

O MITO DA REMINISCÊNCIA

por Marilena Chaui


"É preciso explicar como, vivendo no mundo sensível, alguns homens sentem atração pelo mundo inteligível. Como, nunca tendo tido contato com o mundo das idéias, jamais tendo contemplado as idéias, algumas almas as procuram? De onde vem o desejo de sair da caverna? 

Mais do que isto, como os que sempre viveram na caverna podem supor que exista um mundo foram dela, se os grilhões e os altos muros não deixam ver nada externo? 

Para decifrar este enigma, Platão narra o Mito de Er, também conhecido como o Mito da Reminiscência, da anamnese, que vimos ser inseparável da antiga idéia da alétheia (o não-esquecido).

O pastor Er, da Panfília, é conduzido pela deusa até o Reino dos Mortos, para onde (como já vimos) segundo a tradição grega, sempre foram conduzidos os poetas e adivinhos. Ele encontra as almas dos mortos serenamente contemplando as idéias. Devendo reencarnar-se, as almas serão levadas para escolher a nova vida que terão na Terra. São livres para escolher a nova vida terrena que desejam viver. 

Após a escolha, são conduzidas por uma planície onde correm as águas do rio Léthe (esquecimento). As almas que escolheram uma vida de poder, riqueza, glória, fama ou vida de prazeres, bebem água em grande quantidade, o que as faz esquecer as idéias que contemplaram.

As almas dos que escolhem a sabedoria quase não bebem das águas e por isso, na vida terrena, poderão lembrar-se das idéias que contemplaram e alcançar, nesta vida, o conhecimento verdadeiro. Desejarão a verdade, serão atraídas por ela, sentirão amor pelo conhecimento, porque, vagamente, lembram-se de que já a viram e já a tiveram. 


Por isso, no Mênon, quando o jovem escravo analfabeto se torna capaz, orientado pelas perguntas de Sócrates, de demonstrar o Teorema de Pitágoras, Platão faz Sócrates dizer que conhecer é lembrar, e o filósofo dialético, como o médico que faz o paciente lembrar-se, suscita nos outros a lembrança do verdadeiro. Se já não tivéssemos estado diante da verdade, não só não poderíamos desejá-la como, chegando diante dela, não saberíamos identificá-la, reconhecê-la.

Os intérpretes se dividem muito acerca do Mito de Er. Seria o mito uma alegoria para dizer que os homens nascem dotados de razão, que as idéias são inatas ao seu espírito, que a verdade não pode vir da sensação, mas apenas do pensamento? 

Ou seria o Mito de Er uma primeira apresentação da teoria platônica da imortalidade da alma que será exposta no Fédon? Por enquanto deixaremos a questão em suspenso e a ela voltaremos quando analisarmos a psicologia platônica. Aqui devemos enfatizar dois pontos.

● Em primeiro lugar, que Platão, através de dois mitos - o da caverna e o de Er - recupera a antiga noção da alétheia (o não-esquecido), ainda que a transforme profundamente, como vimos. 

Para um pensamento que toma a verdade como evidência, o verdadeiro é a retidão do olhar espiritual, isto é, a correspondência entre a idéia e a sua representação intelectual. Somos co-autores do verdadeiro.

● Em segundo lugar, que Platão precisa recorrer aos mitos para explicar por que, sem possuirmos conhecimentos verdadeiros, desejamos o conhecimento verdadeiro. Precisa explicar que, de algum modo, já estamos na posse de alguma noção (ainda que muito vaga) da verdade e que é ela que nos empurra para a dialética. 

Independentemente da discussão sobre o que Platão realmente pensava dos mitos que narrou, podemos dizer que possuem a função de afirmar que nascemos do verdadeiro e destinados a ele. Sem isto, a dialética seria uma técnica impossível, pois não teria o que atualizar em nossa alma."

Fonte: O Cortiço Filosófico
http://regisfilosofo.blogspot.com.br/2010/04/o-mito-da-caverna-e-o-mito-da.html | Marilena Chauí

domingo, 2 de julho de 2017

Documentários sobre filosofia



Os documentários são conduzidos por Alain de Botton, escritor e produtor famoso por popularizar a filosofia e divulgar seu uso na vida cotidiana. De Botton iniciou um Ph.D em filosofia francesa em Harvard, mas acabou preferindo escrever ficção.  

Possui sua própria produtora, a Seneca Productions, que transmite regularmente programas e documentários na televisão britânica baseados em seus trabalhos.

Os vídeos são como biografias de Nietzsche e Heidegger, para você entender um pouquinho mais desses três que são tão importantes para a história. Os documentários são legendados em Português e estão disponíveis, na íntegra, abaixo:

Documentário sobre Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 -1900) foi um filósofo alemão do século XIX e um dos maiores nomes dessa área





Documentário sobre Martin Heidegger (1889 – 1976) foi um filósofo alemão do século XX que influenciou muitos outros, dentre os quais Jean-Paul Sartre






terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Filmes sobre Filosofia

10 FILMES SOBRE A HISTÓRIA DA FILOSOFIA


DE CONFÚCIO A HANNAH ARENDT,
PASSANDO POR SÓCRATES, ESPINOSA E OUTROS TANTOS…

Compartilhado de: Filosofando!


Para pensarmos um pouco sobre a história da filosofia separamos 10 biografias de algumas figuras importantes para a filosofia. 


Ainda que esta lista não abarque “toooodos” os grandes nomes da filosofia, ainda assim, trata-se de uma ótima oportunidade para pensar nos caminhos e descaminhos da filosofia ao longo dos séculos. Organizamos a lista a partir de uma ordem temporal, nesse caso, dos filósofxs mais atuais aos mais antigos:

1. HANNAH ARENDT

Alemã de origem judaica Hannah Arendt (1906 – 1975) recusava-se a ser classificada como “filósofa” e também se distanciava do termo “filosofia política”; preferia que suas publicações fossem classificadas sob o tema “teoria política”. No entanto, devido aos seus trabalhos sobre filosofia existencial e sua reivindicação da discussão política livre, Arendt tem um papel central nos debates filosóficos contemporâneos.

O filme é de 2012 e aborda o julgamento de Adolf Eichmann, um colaborador de Hitler e coordenador dos campos de concentração. Hannah Arendt acompanhou o julgamento e escreveu uma série de artigos sobre o caso. No entanto, os artigos e o conceito de “banalidade do mal” defendidos por Hannah provocam uma série de controvérsias e, são muito mal recebidos pela opinião pública, principalmente, pela comunidade judaica.

PARA ASSISTIR AO FILME CLIQUE AQUI!

2. AMANTES DO CAFÉ FLORE – SIMONE DE BEAUVOIR E SARTRE

O filme é de 2006 e aborda a vida e a relação dos filósofos Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Trata-se de uma boa oportunidade para conhecer essas duas importantes figuras da filosofia mas, também, para conhecer um pouco do momento histórico em questão. 

O filme se desenrola numa perspectiva temporal importante, em que é possível acompanhar os primeiros encontros entre Simone e Sartre e gradativamente as mudanças pelas quais essa relação passa.

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3. QUANDO NIETZSCHE CHOROU

O filme é baseado no romance de Irvin Yalom e conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o médico Josef Breuer, professor de Sigmund Freud. Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer é procurado por Lou Salome (Kather Winnick), amiga de Nietzsche, com quem teve um relacionamento atribulado. 

Ela está empenhada em curá-lo de sua depressão e desespero, assim pede ao médico que o trate com sua controversa técnica da “terapia através da fala”. O tratamento vira uma verdadeira aula de psicanalise, onde os dois terão que mergulhar em si próprios, num difícil processo de auto-conhecimento. Trata-se de uma oportunidade para conhecer melhor o pensamento e alguns posicionamentos de Friedrich Nietzsche.

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4.  ESPINOSA – O APÓSTOLO DA RAZÃO

O filme é de 1994  e aborda a vida e as idéias do filósofo renascentista Espinosa, que desafiou a Igreja e propôs a separação entre religião e Filosofia.

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5. BLAISE PASCAL

Acompanhamos a trajetória de Pascal, dos 17 anos até sua morte precoce, seus célebres estudos de Matemática e Geometria, incluindo a criação da primeira calculadora mecânica; seus trabalhos revolucionários sobre o vácuo, os fluidos e a pressão atmosférica; sua relação com o Jansenismo e a concepção de suas principais obras filosófico-religiosas.

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6.  CARTESIUS – RENÉ DESCARTES

O diretor Rossellini extrai trechos inteiros de algumas das obras fundamentais do pensador, como O Discurso do Método (1637) e as Meditações Metafísicas (1641), para compor as ações “dramáticas” do personagem. 

São procedimentos teóricos de Descartes, cuja função seria fundar a autonomia do pensamento racional diante da fé. Vale dizer que, naquela época, toda démarche racionalista tinha de ser, também, uma negociação com a autoridade religiosa. 

Donde, nas Meditações, Descartes precisar, primeiro, ocupar-se das provas da existência de Deus, para apenas depois afirmar que o Cogito (a Razão) se sustenta por si só. “Eu sou, eu existo”, deduz, pelo simples fato de pensar. A conclusão entrou para a história do conhecimento como a frase famosa “Penso, logo existo”.

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7. GIORDANO BRUNO

Giordano Bruno (1538-1600) foi um filósofo italiano condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana por heresia ao defender erros teológicos e pela defesa do heliocentrismo. Giordano Bruno foi filósofo, astrônomo, matemático e um dos maiores pensadores do Século XVI. 

Admitia que acima de um deus imanente (a “alma do mundo”), haveria um deus transcendente, só apreendido pela fé, mas uma fé inteiramente naturalista, bem diversa da fé cristã. Processado pela Inquisição de Veneza, preferiu retratar-se (como Galileu), mas seus inimigos conseguiram que fosse mandado a Roma, onde respondeu a novo processo.

O filme de Guiliano Montaldo, retrata o processo romano, no qual Giordano Bruno recusou qualquer retratação, sendo condenado e queimado vivo no ano de 1600.

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8. ÁGORA – HYPATIA DE ALEXANDRIA

Sob o domínio Romano, a cidade de Alexandria é palco de uma das mais violentas rebeliões religiosas de toda história antiga. Judeus e cristãos disputam a soberania política, econômica e religiosa da cidade. 

Entre o conflito, a bela e brilhante astrônoma Hypatia  lidera um grupo de discípulos que luta para preservar a biblioteca de Alexandria. Trata-se de uma boa oportunidade para refletir sobre o período histórico em questão e também sobre as questões de gênero envolvidas, já que é impossível deixar de notar que  boa parte dos desafios que Hypatia enfrenta derivam do fato dela ser uma mulher.

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9. SÓCRATES

“Sócrates”, mostra o final da vida de Sócrates (470 – 399 a.C.), em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: ‘Apologia’, ‘Críton’ e ‘Fédon’, com seus últimos ensinamentos antes de tomar a cicuta. Imperdível!

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10. A  BATALHA PELO IMPÉRIO – CONFÚCIO

Na idade da guerra no Estado chinês, durante a qual incontáveis guerras foram travadas para unificar os reinos, o rei de Lu pede a ajuda de Confúcio, filósofo muito influente para recuperar o seu poder. 

Confúcio usa a sua inteligência e carisma para salvar o estado de Lu de um conflito interno e de uma guerra perpétua. No entanto, os centros políticos do Estado passam a se sentir ameaçados pelo filósofo. Conseguem exilar Confúcio, que vaga por anos de um estado para outro sem perder os seus ideais de paz e harmonia.

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