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domingo, 31 de dezembro de 2017

Hipócrates, o "pai" da medicina




"Seja teu alimento, o teu melhor remédio." ~Hipócrates 

Descoberto texto antigo do “pai da medicina” em monastério egípcio - Talvez não haja na história um médico mais famoso do que Hipócrates. Muitos estudantes de medicina de hoje ainda proferem o juramento dessa antiga personalidade, que promete aderir a princípios médicos éticos.


Enquanto os detalhes de sua vida permanecem na obscuridade (ainda se debate se ele de fato escreveu o juramento, ou mesmo alguns dos outros manuscritos que carregam seu nome), Hipócrates é amplamente considerado como o “pai da medicina ocidental”.

Agora, arqueólogos acreditam ter encontrado uma das receitas do médico preservadas por estudiosos do século passado durante a renovação da biblioteca mais antiga do mundo, que continua ativa.

Ao realizar restaurações no Mosteiro de Santa Catarina, em Sinai do Sul – uma região remota em uma península no nordeste do Egito – as monges afirmam ter encontrado uma receita do século VI formulada pelo médico. A descoberta foi anunciada por funcionários dos governos egípcio e grego, que trabalharam com pesquisadores da Grécia.

O manuscrito contém uma receita médica que os pesquisadores atribuem ao trabalho de Hipócrates, durante os séculos IV e IV a.C. O texto também traz três receitas com imagens de ervas que foram criadas por um escriba anônimo.

O manuscrito era um dos notáveis Palimpsestes do Sinai da biblioteca. Os palimpsestes foram elaborados a partir de couro curtido, cuja produção, para a época, teria sido cara e laboriosa. Como resultado, o conteúdo original de muitos pergaminhos desses documentos foi apagado ou reescrito para permitir que a produção de um novo manuscrito.

No caso da receita medicinal hipocrática encontrada recentemente, uma segunda camada de texto da Bíblia, conhecida como “Manuscrito Sinaítico”, foi escrita sobre a cópia inicial.

O texto foi examinado por pesquisadores da Biblioteca Eletrônica de Manuscritos Antigos (a Early Manuscripts Electronic Library, ou EMEL), que mantém uma parceria contínua com o Mosteiro de Santa Catarina.

A EMEL usa imagens espectrais para ler os palimpsestes. A técnica é capaz de revelar o texto escondido sob a segunda camada do conteúdo manuscrito, revelando assim o que não pode ser visto a olho nu.

Em entrevista ao jornal egípcio Asharq Al-Aswat, Michael Phelps, pesquisador da EMEL, declarou: “O documento, que contém três textos médicos, será alistado entre os manuscritos mais antigos e os mais importantes do mundo”.

Cerca de 130 palimpsestes conhecidos estão no Mosteiro de Santa Catarina e o conteúdo da escrita apagada, que fica abaixo do texto visível, é amplamente desconhecido em muitos dos documentos.

A região, que se localiza em uma parte relativamente remota do deserto, foi usada pela primeira vez nos séculos III e IV por eremitas e eruditos religiosos. Uma vez que as muralhas e a igreja que cercam a localização histórica foram construídas no século VI, o mosteiro tem sido habitado por monges desde então.

Um pequeno número deles ainda vivem e trabalham no mosteiro até hoje, onde observam práticas inalteradas nos últimos séculos.

A própria biblioteca contém cerca de 3.300 manuscritos, escritos principalmente em grego; no entanto, textos escritos em aramaico, georgiano, árabe e latim também foram recuperados.

Fonte: The Vintage News | HypeScience

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mistério desvendado: Como foi construida a Grande Pirâmide



Papiro de 4500 anos descreve construção da Grande Pirâmide do Egito - O documento foi escrito por uma testemunha da época - e explica como os imensos pedaços de granito chegavam ao monumento
por Guilherme Eler - SUPER INTERESSANTE

A mais velha das sete maravilhas do mundo Antigo conta com toda uma aura de mistério. Tudo graças a seu enigmático processo de construção, iniciado há pelo menos 2,5 mil anos a.C. A forma como os egípcios colocaram a Grande Pirâmide de pé de fato impressiona: foram 20 anos de obras, nos quais cerca de 100 mil homens trabalharam no monumento de 139 metros de altura.

Além de tudo ter de ser feito ‘na raça’, sem a ajuda de ferramentas mais complexas, a matéria-prima utilizada costumava vir de longe. Enquanto o calcário era produzido em Tura, a quase 13 quilômetros de Gizé, o granito viajava ainda mais – pelo menos 800 km, trazido de cidades do sul do Egito, como Aswan e Luxor.

Este último tópico, aliás, sempre botou uma pulga atrás da orelha de arqueólogos e especialistas. Quem teria ajudado os egípcios no translado dessas peças gigantes de pedra, com pelo menos 2.5 toneladas cada uma? Sem considerar “ajuda alienígena” como uma resposta razoável, arqueólogos acreditam que a chave para a questão esteja em um papiro antigo – e que as águas do Nilo tenham, mais uma vez, sua parcela de responsabilidade na história.

O manuscrito de 4,5 mil anos de idade é considerado o mais antigo da história egípcia. Ele foi encontrado nos arredores das pirâmides de Gizé em 2013 – mais precisamente no antigo porto de Wadi al-Jarf, no Mar Vermelho. Desde então, ele embasa o trabalho de um grupo internacional de pesquisadores. 


Suas conclusões mais recentes vieram ao mundo na última semana, no documentário Grande Pirâmide do Egito: A Nova Evidência, produzido pelo Canal 4, da TV britânica. Segundo o grupo, o nascimento da Grande Pirâmide – onde está sepultado o idealizador da obra, Faraó Khufu – só foi possível por conta de um complexo sistema de canais.

Acredita-se que o autor do papiro, conhecido como Merer, era um oficial envolvido na construção da Grande Pirâmide e responsável por liderar um grupo de 40 marinheiros. Em seu diário, ele detalha como a operação funcionava. Pelas águas do Nilo, as pedras cumpriam o percurso em barcos de madeira. 

Graças a canais escavados até o pé da pirâmide em construção, as embarcações podiam chegar o mais próximo possível da obra. Assim, os barcos eram puxados pelos milhares de trabalhadores com a ajuda de cordas. Cerca de 170 mil toneladas de calcário – e pelo menos 2.3 milhões de blocos de pedra – teriam chegado até Gizé dessa forma. Haja força no braço.

Fonte: Compartilhado do site da Revista SUPER INTERESSANTE

Gostou? Leia também: Desmistificando a construção das piramides do Egito

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Mito ou Verdade? A ciência comprova, ou não...



A troca de informações entre viajantes pelo mundo permitiu a proliferação de um grande número de lendas e curiosidades durante séculos. Algumas histórias são relatos pseudocientíficos que quase todos nós já escutamos alguma vez. Algumas crenças foram confirmadas ou negadas pela ciência posteriormente. Saiba o que é verdade ou mito sobre as pirâmides egípcias, a muralha da China, o sentido da água das descargas e outros assuntos. 


A Grande Muralha China é a única construção visível do espaço 

A partir da órbita terrestre baixa, a 400 km de altura, onde está, por exemplo, a Estação Espacial Internacional, muitas estruturas são visíveis. Mas, do espaço sideral, isso muda: o mito da muralha foi derrubado em 2003, quando o primeiro astronauta chinês, Yang Liwei, confessou que não conseguia vê-la de onde estava. 

A água da descarga gira em sentidos opostos nos dois hemisférios 

Diz-se que, quando é acionada a descarga do vaso sanitário, a água gira em sentido horário no hemisfério sul e no sentido anti-horário no norte. E isso é verdade: deve-se à chamada força de Coriolis, uma consequência da rotação da Terra, que é oposta nos hemisférios. O mesmo acontece com os tornados, que giram em diferentes sentidos no norte e no sul. 

É impossível que as pirâmides do Egito tenham sido construídas por seres humanos 

Afirma-se que a construção das pirâmides, mobilizando blocos de pedra de mais de uma tonelada por quase mil quilômetros, é uma tarefa impossível com a tecnologia de 4.500 anos atrás. Entretanto, em abril do ano passado, pesquisadores da Universidade de Amsterdã demonstraram que é possível mover esses blocos em trenós sobre a areia, desde que estejam úmidos. 

Alguns japoneses sofrem uma doença mental ao visitar Paris 

Em 2004, uma revista francesa de psiquiatria compilou 63 casos de turistas japoneses que deram entrada no Hospital Sainte-Anne desde 1988, sofrendo do que o psiquiatra japonês Hiroaki Ota chamou de Síndrome de Paris, uma forma grave de choque cultural. Os sintomas incluem ansiedade, alucinações, paranoia ou psicose, acompanhados de palpitações, tontura e dificuldades respiratórias. Aproximadamente 10 turistas japoneses são enviados, anualmente, de volta ao seu país, e a Embaixada Japonesa em Paris oferece uma linha telefônica disponível 24h por dia. 

Crédito da foto: Yuri Yavnik/Shutterstock

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A multidão contra o ditador




por Robert Fisk/The Guardian - Tradução: Coletivo Vila Vudu/São Paulo

Manifestantes são atacados pela polícia egípcia na ponte
Qasr al-Nil, perto da Praça Tahrir, no Cairo, em 28 de janeiro
Pode ser o fim. Com certeza é o começo do fim. Em todo o Egito, dezenas de milhares de árabes enfrentaram gás lacrimogêneo, canhões de água, granadas e tiroteio para exigir o fim da ditadura de Hosni Mubarak depois de mais de 30 anos.

Enquanto Cairo mergulha em nuvens de gás lacrimogêneo das milhares de granadas lançadas contra multidões compactas, era como se a ditadura de Mubarak realmente andasse rumo ao fim. Ninguém, dos que estávamos ontem nas ruas do Cairo, tínhamos nem ideia de por onde andaria Mubarak – que mais tarde apareceria na televisão, para demitir todos seus ministros. Nem encontrei alguém preocupado com Mubarak.

Eram dezenas de milhares, valentes, a maioria pacíficos, mas a violência chocante dos battagi – em árabe, a palavra significa literalmente “bandidos” – uniformizados sem uniforme das milícias de Mubarak, que espancaram, agrediram e feriram manifestantes, enquanto os guardas apenas assistiam e nada fizeram, foi uma desgraça. Esses homens, quase todos dependentes de drogas e ex-policiais, eram ontem a linha de frente do Estado egípcio. Os verdadeiros representantes de Hosni Mubarak.

Num certo momento, havia uma cortina de gás lacrimogêneo por cima das águas do Nilo, enquanto as milícias antitumultos e os manifestantes combatiam sobre as grandes pontes sobre o rio. Incrível. A multidão levantou-se e não mais aceitará a violência, a brutalidade, as prisões, como se essa fosse a parte que lhe coubesse na maior nação árabe do planeta. Os próprios policiais pareciam saber que estavam sendo derrotados. “E o que podemos fazer?” – perguntou-nos um dos guardas das milícias antitumulto. “Cumprimos ordens. Pensam que queremos isso? Esse país está despencando ladeira abaixo.” O governo impôs um toque de recolher noite passada. A multidão ajoelhou-se para rezar, à frente da polícia.

Como se descreve um dia que pode vir a ser página gigante da história do Egito? Os jornalistas devem abandonar as análises e apenas narrar o que aconteceu da manhã à noite, numa das cidades mais antigas do mundo. Então, aí está a história como a anotei, garatujada no meio da multidão que não se rendeu a milhares de policiais uniformizados da cabeça aos pés e e milicianos sem uniforme.

Começou na mesquita Istikama na Praça Giza: um sombrio conjunto de apartamentos de blocos de concreto, e uma fileira de policias especializados em controle de tumultos que se estendia até o Nilo. Todos sabíamos que Mohamed ElBaradei ali estaria para as orações do meio dia e, de início, parecia que não haveria muita gente. Os policiais fumavam. Se fosse o fim do reinado de Mubarak, aquele começo do fim pouco impressionava.

Mas então, logo que as últimas orações terminaram, uma multidão de fiéis apareceu na rua, andando em direção aos policiais. “Mubarak, Mubarak”, gritavam, “a Arábia Saudita o espera”. Foi quando os canhões de água foram virados na direção da multidão – a polícia estava organizada para atacar os manifestantes, mesmo não sendo atacada. A água atingiu a multidão e em seguida os canhões foram apontados diretamente contra ElBaradei, que retrocedeu, encharcado.

ElBaradei desembarcara de Viena poucas horas antes, e poucos egípcios creem que chegue a governar o Egito – diz que só veio para ajudar como negociador –, mas foi atacado com brutalidade, uma desgraça. O político egípcio mais conhecido e respeitado, Prêmio Nobel, trabalhou como principal inspetor da Agência Nuclear da ONU, ali, encharcado como gato de rua. Creio que, para Mubarak, ElBaradei não passaria de mais um criador de confusão, com sua “agenda oculta” – essa, precisamente, é a linguagem que o governo egípcio fala hoje.

Aí, começaram as granadas de gás lacrimogêneo. Alguns milhares delas, mas algo aconteceu, enquanto eu caminhava ao lado dos lança-granadas. Dos blocos de apartamentos e das ruas à volta, de todas as ruas e ruelas, centenas, depois de milhares de pessoas começaram a aparecer, todas andando em direção à Praça Tahrir. Era o movimento que a polícia queria impedir. Milhares de cidadãos em manifestação no coração da cidade do Cairo daria a impressão de que o governo já caíra. Já haviam cortado a internet – o que isolou o Egito, do resto do mundo – e todos os sinais de telefonia celular estavam mudos. Não fez diferença.


“Queremos o fim do regime”, gritavam as ruas. Talvez não tenha sido o mais memorável brado revolucionário, mas gritaram e gritaram e repetiram, até derrotar a chuva de granadas de gás lacrimogêneo. Vinham de todos os lados da cidade do Cairo, chegavam sem parar, jovens de classe média de Gazira, os pobres das favelas de Beaulak al-Daqrour, todos marchando pelas pontes sobre o Nilo, como um exército. Acho que sim, são um exército.

A chuva de granadas de gás continuava sobre eles. Tossiam e esfregavam os olhos e continuavam andando. Muitos cobriram a cabeça e a boca com casacos e camisetas, passando em fila pela frente de uma loja de sucos, onde o dono esguichava limonada diretamente na boca dos passantes. Suco de limão – antídoto contra os efeitos do gás lacrimogêneo – escorria pela calçada e descia pelo esgoto.

Foi no Cairo, claro, mas protestos idênticos aconteceram por todo o Egito, como em Suez, onde já há 13 egípcios mortos.

As manifestações não começaram só nas mesquitas, mas também nas igrejas coptas. “Sou cristão, mas antes sou egípcio” – disse-me um homem, Mina. “Quero que Mubarak se vá!” E foi quando apareceram os primeiros bataggi sem uniforme, abrindo caminho até a frente das fileiras da polícia uniformizada, para atacar os manifestantes. Estavam armados com cassetetes de metal – onde conseguiram? – e barras de ferro, e poderão ser julgados e condenados por agressão grave e assassinato, se o regime de Mubarak cair. São pervertidos. Vi um homem chicotear um jovem pelas costas, com um longo cabo amarelo. O rapaz gritou de dor. Por toda a cidade, os policiais uniformizados andam em pelotões, o sol refletindo no visor dos capacetes. A multidão já deveria ter sido intimidada, àquela altura, mas a polícia parecia feia, como pássaros encapuzados. E os manifestantes alcançaram a calçada da margem leste do Nilo.

Alguns turistas foram colhidos de surpresa no meio do espetáculo – vi três senhoras de meia idade, numa das pontes do Nilo (os hotéis, claro, não informaram os hóspedes sobre o que estava acontecendo –, mas a polícia decidiu que fecharia a extremidade leste do viaduto. Dividiram-se outra vez, para deixar passar as milícias não uniformizadas, e esses brutamontes atacaram a primeira fileira dos manifestantes. E foi quando choveu a maior quantidade de granadas de gás, centenas de granadas, em vários pontos, contra a multidão que andava sem parar por todas as grandes vias, em direção cidade. Os olhos ardem, e tosse-se horrivelmente, até perder o fôlego. Alguns homens vomitavam nas soleiras das portas fechadas das lojas.

O fogo começou, ao que se sabe, noite passada, na sede do NDP, Partido Democrático Nacional, partido de Mubarak. O governo impôs um toque de recolher, e há relatos de tropas na cidade, sinal grave de que a polícia pode ter perdido o controle dos acontecimentos. Nos abrigamos no velho Café Riche, perto da Praça Telaat Harb, restaurante e bar minúsculo, com garçons vestidos de azul; e ali, tomando café, estava o grande escritor egípcio Ibrahim Abdul Meguid, bem ali à nossa frente. Foi como dar de cara com Tolstoi, almoçando em plena revolução russa. “Mubarak está sem reação!” – festejou ele. “É como se nada estivesse acontecendo. Mas vai, agora vai. O povo fará acontecer!” Sentamos, ainda tossindo e chorando por causa do gás. Foi desses instantes memoráveis, que acontecem mais em filmes que na vida real.

E havia um velho na calçada, cobrindo os olhos com a mão. Coronel da reserva Weaam Salim do exército do Egito, que saiu para a rua com todas as suas medalhas da guerra de 1967 contra Israel – que o Egito perdeu – e da guerra de 1973 que, para o coronel, o Egito venceu. “Estou deixando o piquete dos soldados veteranos” – disse-me ele. “Vou-me juntar aos manifestantes”. E o exército? Não se viram soldados do exército durante todo o dia. Os coronéis e brigadeiros mantêm-se em silêncio. Estarão à espera da lei marcial de Mubarak?

As multidões não obedeceram ao toque de recolher. Em Suez, caminhões da polícia foram incendiados. Bem à frente do meu hotel, tentaram jogar no rio Nilo um caminhão da Polícia. Não consegui voltar à parte ocidental do Cairo pelas pontes. As granadas de gás ainda empesteiam as margens do Nilo. Mas um policial ficou com pena de nós – emoção absolutamente inexistente, devo dizer, ontem, entre os policiais – e nos guiou até a margem do rio. E ali estava uma velha lancha egípcia a motor, de levar turistas, com flores plásticas e proprietário disponível. Voltamos em grande estilo, bebendo Pepsi. Cruzamos com uma lancha amarela, super rápida, da qual dois homens faziam sinais de vitória para a multidão sobre as pontes. Uma jovem, sentada na parte de trás da lancha, carregava uma imensa bandeira: a bandeira do Egito.

Ver original em: http://www.independent.co.uk/news/world/africa/robert-fisk-a-people-defies-its-dictator-and-a-nations-future-is-in-the-balance-2197769.html (via Carta O Berro)

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