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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Núcleo do Sol gira 4 vezes mais rápido que a própria estrela




Surpreendente descoberta sobre o núcleo do Sol intriga cientistas - via thoth3126*


O núcleo do Sol gira quase quatro vezes mais rápido do que a superfície da estrela. A descoberta, publicada na revista Astronomy and Astrophysics, surpreendeu os cientistas. 

A ideia de que o núcleo solar pudesse girar mais rápido do que sua superfície era motivo de especulação há mais de duas décadas, mas o fenômeno nunca tinha sido de fato medido. 

Os cálculos foram baseados em dados coletados durante 16 anos de observações com um instrumento chamado Golf, sigla para Global Oscillations at Low Frequency instalado em uma sonda especial chamada SoHo, abreviação para Solar and Heliospheric Observatory.

A surpreendente descoberta sobre o núcleo do Sol que intriga cientistas

“A explicação mais plausível é que a rotação do núcleo seja um resquício do período em que o Sol se formou, há cerca de 4,6 bilhões de anos”, afirma Roger Ulrich, professor emérito da Universidade da Califórnia em Los Angeles e um dos autores do estudo.

“É muito emocionante pensar que descobrimos uma relíquia da formação do Sol”, acrescenta o cientista, que estuda o interior do astro há mais de 40 anos.



Quando o Sol nasceu

A rotação do núcleo solar pode dar pistas sobre o processo de formação da estrela. De acordo com Ulrich, após o nascimento do Sol, o vento solar provavelmente desacelerou a rotação da parte mais externa da estrela.

A rotação também pode ter impacto sobre as manchas solares, segundo o especialista. As manchas solares são áreas do Sol com uma temperatura mais baixa do que o ambiente e elevada atividade magnética. Uma única mancha pode ter diâmetro semelhante ao da Terra.

Oscilações

Os pesquisadores analisaram as ondas acústicas na superfície da atmosfera solar – algumas penetram no núcleo e interagem com outras ondas. Ao medir as ondas sonoras, os cientistas determinaram com precisão o tempo que essas ondas levam para ir e voltar da superfície para o centro do Sol.

Os cálculos foram baseados em dados coletados durante 16 anos de observações com um instrumento chamado Golf, sigla para Global Oscillations at Low Frequency (Oscilações Globais de Baixa Frequência).

O instrumento se encontra, por sua vez, em uma sonda especial chamada SoHo, abreviação para Solar and Heliospheric Observatory(Observatório Solar e Heliosférico), projeto da NASA em parceria com a ESA-Agência Espacial Europeia.

15 milhões de graus

O núcleo do Sol também se diferencia da superfície em outro sentido. A temperatura do núcleo é de cerca de 27 milhões de graus Fahrenheit ou 15 milhões de graus Celsius. Já a superfície da estrela é menos quente, com temperatura de aproximadamente 10 mil graus Fahrenheit ou 5,5 mil graus Celsius.

Enviada ao espaço em 2 de dezembro de 1995 para estudar o núcleo do Sol, a atmosfera solar e os ventos solares, a sonda SoHo segue em operação.
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Fonte: *reprodução de  thoth3126, com informações de  http://www.bbc.com/ e https://sohowww.nascom.nasa.gov/ - Imagens: NASA/Divulgação

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Satélite perdido nos anos 60, misteriosamente, volta a transmitir



O Satélite LES1 antes do lançamento, em 1965
Abandonado no espaço em 1967, um satélite dos EUA começou a transmitir novamente em 2013 - Depois de saber disso, que um satélite que está em silêncio há décadas de repente começa a enviar novos sinais, você pode, obviamente, suspeitar que o dispositivo foi seqüestrado por alienígenas, agora tentando se comunicar com a Terra. Talvez eles estejam nos avisando de que estão planejando uma invasão!

É possível que tais pensamentos passassem pela mente de Phil Williams, um radioastrônomo amador inglês baseado em Cornwall, que foi a primeira pessoa a captar os sinais estranhos que vinham como “sons fantasmagóricos” em 2013. Acontece que as mensagens transmitidas estavam vindo de um satélite LES1 abandonado, mas os especialistas precisaram de mais três anos para se certificar de que este era de fato o satélite americano que foi "perdido" em 1967.

O LES1 foi uma das várias unidades produzidas e lançadas ao espaço pelo Laboratório Lincoln do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), entre 1965 e 1967. Essas unidades, projetadas principalmente para testar novas tecnologias de comunicação via satélite, eram rotuladas com números, em partindo de LES1 até LES9.

Como se viu, o lançamento dos primeiros quatro satélites não foi tão bem assim. O LES1, em particular, não conseguiu atingir a maioria dos objetivos planejados. O contato com o satélite foi completamente perdido dois anos após o seu lançamento, e desde então ele tem orbitado em torno de nosso planeta, permanecendo totalmente fora de contato. As coisas melhoraram para as quatro unidades seguintes, LES5 até LES9; a unidade LES7 foi cancelada quando o programa estava chegando ao fim e não havia mais financiamento para isso.

A Voyager-1, lançada em 5 de setembro de 1977
O que surpreendeu a todos em 2013 é que o LES1 começou a enviar sinais em repetições a cada quatro segundos. Phil Williams sugeriu que uma falha em um dos componentes do dispositivo foi o que talvez fez com que ele começasse a enviar sinais novamente.

A frequência designada do sinal é 237 MHz. No entanto, o satélite consegue enviar as transmissões somente quando seus painéis solares são diretamente expostos à luz. 

O sinal supostamente cessa quando os painéis da nave caem na sombra do próprio corpo do satélite. "A tensão nos painéis solares salta e ele pode emitir o sinal fantasma", afirmou Williams.

É provável que a bateria on-board do satélite esteja totalmente descarregada até agora, então o que potencializa a transmissão dos sinais é um mistério. Quanto a se o LES1 representa alguma ameaça, aparentemente não há nada a temer. Este é apenas mais um pedaço de lixo espacial girando em órbita.

O mais impressionante é que os componentes eletrônicos usados ​​no LES1 foram produzidos cinco décadas atrás e, embora tenham sido expostos às condições severas do espaço, eles ainda parecem estar em algum tipo de ordem de funcionamento. E cinco décadas atrás é muito tempo em termos de tecnologia e seu desenvolvimento.

O LES1 foi lançado mais de uma década antes da sonda Voyager-1 ser lançada ao espaço para explorar os reinos externos do sistema solar. E a eletrônica usada na década de 1960 era muito mais simples do que a usada desde então, talvez, mais durável.

Nave SOHO, Observatório Solar e Heliosférico, da NASA
A notícia desse satélite desatualizado voltando a ficar on-line depois de tanto tempo em silêncio surpreendeu a todos na comunidade científica. O satélite foi lançado em 11 de fevereiro de 1965, do Cabo Canaveral. Deixou de enviar sinais apenas dois anos depois. Ainda assim, este não é o único caso de um satélite ter sido perdido e depois encontrado novamente.

Aconteceu também com a muito mais cara sonda Solar and Heliospheric Observatory spacecraft (SOHO), que desapareceu sem deixar vestígios em 1998. 

A SOHO parou de enviar sinais enquanto seguia em sua missão de observar o sol. Os astrônomos da NASA acabaram localizando a nave perdida e restabeleceram contato com ela, enquanto ela girava impotente no espaço.

No caso do SOHO, foi alegadamente uma falha no software que levou ao mau funcionamento da espaçonave. O satélite foi finalmente recuperado e continuou sua missão. Mas no caso do LES1, tudo parece muito mais estranho e muito mais inesperado, já que é um equipamento antigo que havia sido esquecido há muito tempo.
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Fonte: Vintage News - site - (tradução livre)